Capítulo 11: If It Helps To Ease Your Mind
"Foi um desastre."
"Não foi, não. Deixe de ser tão dramático."
"Foi um desastre típico. O desastre do século." David lhe deu um soco no braço, embora não muito forte. Pierre dificilmente sentiu alguma coisa, mas ele sabia o que David queria dizer com essa ação. Ele estava negando, mas Pierre sabia que a família dele tinha lhe odiado. Pierre apenas deu de ombros, e olhou para seu tênis. "Eu estou certo, e você sabe disso." Falou, ainda certo em sua teoria sobre como a outra noite tinha ido.
Os dois estavam sentados no sofá da área de descanso dos alunos, antes das aulas da segunda-feira após o jantar, começarem. Era a primeira vez que eles se viam desde o evento, e a mente de Pierre estava presa em como a noite tinha terminado. Ele podia ter arruinado-a fora de proporções, mas ele tinha certeza de que Vanessa Desrosiers não gostou dele. Pierre estava na lista 'ruim' de Vanessa, então Pierre ia colocar o nome dela na sua lista de 'vadias', mesmo que isso fosse meio duro.
David girou os olhos, enquanto virava a página do livro em seu colo. "E você diz que eu sou dramático." Falou. "Bla, bla bla, o que você falar. Não importa quantas vezes eu te garanta o contrário, você ainda vai acreditar que sexta-feira à noite foi completamente horrível. O que não foi. Então, eu não vou responder, e você pode continuar a se insultar internamente, enquanto eu estudo matemática. Certo? Certo." Ele o dispensou com um gesto de mão, enquanto continuava a ler.
"Certo, não foi horrível." Pierre falou. "Mas sua mãe, com certeza, me odeia." Tudo o que David fez foi zombar e o ignorar. Pierre franziu o cenho. Embora isso não fosse um problema muito grande. Ele não estava planejando continuar com isso, de todo modo. Ele sabia o que ele sabia, e não importa o que David falasse, ele tinha certeza de que os Desrosiers não gostaram dele nem um pouco. "O que você está lendo" ele mudou de assunto, os dedos ainda se enrolando no cabelo macio de David.
Seus olhos ainda estavam presos na página, mas David descansou a cabeça no ombro de Pierre. "Você deveria saber, já que temos uma prova na quarta-feira." Falou. Pierre deu de ombros. "Oh, eu esqueci, você não estuda. Você é um gênio." Pierre girou os olhos. Com um suspiro, David fechou o livro, colocando-o de volta em sua mochila. Ele descansou sua mão na coxa de Pierre e se virou um pouco, de modo que pudesse olhá-lo apropriadamente. "Acha que devemos ir para a sala?"
"Depende." Pierre respondeu. "Você vai me beijar?"
David sorriu e se inclinou para juntar seus lábios. Foi um beijo simples, entretanto. O que era uma pena, por que ele estava com gosto de café com chantili, e Pierre não queria parar. "Satisfeito?" David perguntou, as esquinas de seus lábios curvadas em um sorriso pequeno e infantil. O fofo sobre ele, era que os sorrisos nunca eram forçados.
Pierre deu de ombros e recebeu um beijo esquimó. David esfregou a coxa de Pierre e o beijou nos lábios de novo. "Não importa como sábado foi" David disse, suavemente, seus rostos ainda próximos. "o fato de você ter isso é ótimo. Nenhum namorado meu foi conhecer meus pais. Por alguma razão, eles sempre tinham medo da minha mãe. Você sabe por quê? Eu não sei." Pierre riu levemente. "É, eu acho que sei por que. Mas você é, claramente, mais corajoso que todos meus outros namorados."
Eles se beijaram novamente, mas Pierre se afastou antes que pudesse se aprofundar. "Quantos namorados você teve antes, de todo modo?" perguntou.
"Dois." David respondeu. Pierre se perguntou se seria agora que ele traria a tona o assunto de Daniel, que Pierre tinha, incorretamente, sido informado na última sexta-feira, cortesia da boca grande do irmão mais velho de David. "Marc Closeau, quando eu tinha treze. Nós ficamos juntos por um ano. Depois dele, teve o Ian Willis. Não ficamos juntos nem um ano. Em outras palavras, eu não tive um relacionamento sério de verdade... Nunca. Eu sequer posso classificar o nosso dessa maneira, por que nós estamos juntos há, apenas, um pouco mais de um mês."
Bom, eles estavam no mesmo nível. Pierre não classificava o relacionamento deles como algo sério, também. "Por quê vocês terminaram?" perguntou apenas por curiosidade.
David suspirou. "Motivos idiotas." Pierre se perguntou por que David não estava lhe contando os motivos exatos. O garoto falava sobre todo o resto. Por que ele não contaria a Pierre sobre o que aconteceu entre ele e os ex-namorados? "Nada com que você deva se preocupar. Eu não estou mais com eles, e não mesmo que eu vou voltar. Marc se mudou, e Ian se formou, desde que ele é, tipo, quatro anos mais velho que eu." Pierre ergueu as sobrancelhas. "Mas isso é passado."
Pierre queria falar algo, desde que o que David tinha acabado de falar causou uma grande curiosidade em si, mas ele não achou nada para dizer, e o sinal da escola os interrompeu antes que ele tivesse a chance de sequer pensar no assunto. Ele queria perguntar sobre Daniel, porque ele queria saber se eles já tiveram algum tipo de rolo. Ele queria saber mais, mas ele estava temeroso de trazer isso a tona, no caso de David, tipo, o chutasse ou algo assim por causa disso.
Sentando-se direito, David esticou os braços para a frente do corpo. "Acha que deveríamos ir para a classe agora?" ele perguntou, olhando para seu namorado. Pierre deu de ombros, e ambos se levantaram, pendurando as mochilas nos ombros. Então, David entrelaçou seus dedos, e os guiou para fora da área de descanso, andando pelo corredor, na direção da primeira aula de David, desde que Pierre se oferecia para acompanhá-lo até lá. Mais por que David realmente se importava se ele estava atrasado ou não.
Quando eles chegaram a sala dele, eles pararam do lado de fora da sala, e David juntou seus lábios brevemente. "Me encontre na portaria depois das aulas, e você pode ir lá em casa me ajudar a estudar, certo?" David falou. Pierre assentiu, antes de eles se separarem.
Ao invés de encontrar David na portaria quando as aulas terminaram, Pierre decidiu escapar e ir pagar Travis. Se ele fosse mais tarde, David podia ficar desconfiado ou ser pego no meio de algo. Então, com a mochila pendurada nos ombros, e o dinheiro em um envelope em seu bolso, ele andou na direção da casa de Travis, um lugar para o qual ele ainda sabia o caminho, afinal foram anos indo lá.
Ele encontrou os três idiotas na varanda da casa dos Cohens. Eles estavam fumando e rindo, enquanto ouviam alguma música ruim de hardcore, cujo nome da banda Pierre nem se importava em saber. Ele andou até eles, um olhar firme e desprovido de emoções em seu rosto, enquanto ele se aproximava do grupo, que o percebeu quando ele estava no pé dos degraus onde eles estavam sentados.
Quando Travis o viu, ele tirou o baseado da boca. "Hey, hey, Bouvier." Falou. "Você veio antes do que eu esperava. Tem o dinheiro?" Pierre assentiu, então Travis se levantou, andando até onde ele estava. "Estou impressionado. Você é uma vadia obediente. Eu acho que é culpa do Menino Bonito."
"Eu tenho o dinheiro. Cale a boca sobre David." Pierre falou, forçando o envelope nas mãos dele. "Agora você pode continuar a foder com seus namorados aí."
Travis olhou para ele, enquanto pegava o envelope. "Ao contrário de você, eu não sou viado." Falou. Pierre apenas sorriu afetadamente e deu de ombros. Travis abriu o envelope e passou pelas notas para se garantir de que havia a quantidade certa de dinheiro. Então ele assentiu e fechou o envelope, colocando-o no bolso de trás do jeans. "Certo, Bouvier. Você está livre. Não deixe isso acontecer de novo, por que o Menino Bonito vai receber na próxima vez, sem perguntas."
Pierre mordeu o lábio inferior, e balançou a cabeça, rindo levemente. "Oh, você cometeu um erro ao mencioná-lo de novo." Falou, antes de franzir o cenho e erguer o punho esquerdo, chocando-o contra o queixo de Travis. "Quem é a vadia agora?" quando ele viu Vince se erguer, foi quando ele percebeu que ele não devia mais estar lá. Ele se afastou o mais rápido possível da casa, até que estava nas proximidades da escola. Aí ele soube que estaria seguro, por que havia muitas pessoas ao redor, então eles não fariam nada.
Quando Pierre chegou na escola, ele percebeu que David não estava lá. Pierre não podia ter demorado tanto assim, podia? Ele olhou ao redor pelo menino, então o viu andando pela calçada, na direção de sua casa. Com um suspiro, disparou na direção dele. "David!" chamou para atrair sua atenção. Ele estava com os braços cruzados sobre o peito enquanto andava, com a cabeça baixa. "David, qual é, diminua." Pierre falou quando finalmente emparelhou com ele.
Ele não o olhou, entretanto. Ótimo, Pierre o tinha irritado. E isso não era fácil de se fazer. David era um cara tranqüilo. "Oh, você quer dizer diminuir e esperar por você? Como você oh-tão-graciosamente fez por mim?" perguntou, um pequeno bufo no final.
As mãos de Pierre repousaram em seus braços, forçando-o a uma parada, e o virou para lhe olhar. "Qual é, David. Eu só... Tinha algo a fazer, certo? Era um pouco, uh, importante e não podia esperar. Eu devia ter te dito. Desculpe." Ele tentou explicar o melhor possível, por que ele sabia que ia ser um saco ter de lidar com um David irritado a noite toda, enquanto eles estavam 'estudando'. (Ele sabia que eles provavelmente acabariam se amassando, mas ele não estava se opondo).
"Era mais importante do que eu? O que você tinha que fazer? Ir foder um dos drogados da sua gangue ou qualquer coisa assim?" David perguntou.
Suspirando mais uma vez, Pierre olhou nos olhos de David. "Isso é ridículo." Falou. "Alguém me pediu para entregar uma carta para um cara que eu costumava conhecer. Não é nada. Eu sequer sei sobre o que a carta é." Wow. Ótima desculpa improvisada, seu mentiroso. Os olhos de David perderam o contato com os de Pierre e pareciam estar olhando para o chão a sua esquerda. Agradecidamente, David não era uma pessoa cabeça dura, e Pierre era capaz de convencê-lo de qualquer coisa. Bem, isso não soou bom, mas que seja. "Justo?" ele finalmente perguntou a David.
O menor voltou a olhá-lo e o sorriso familiar apareceu em seu rosto. "Bem, eu não sei. Você tem dinheiro o bastante para me comprar uma vitamina?" David perguntou. Pierre assentiu, se lembrando que ele tinha cinco dólares extras do que ele tinha roubado dos Desrosiers, e aí algum trocado que estava no seu bolso sabe Deus há quanto tempo. David segurou a mão de Pierre. "Vamos comprar um, antes de irmos para minha casa, ok?" antes que Pierre sequer tivesse a chance de responder, ele foi puxado para fora do lugar onde estava.
Eles compraram uma vitamina, pela qual Pierre foi capaz de pagar, antes de eles caminharem até a casa de David, de mãos dadas. "De todo modo, é uma coisa voa que você vai lá em casa hoje, por que eu tenho essa coisa que preciso escrever para história, e não tenho nem idéia do que o assunto trata. Eu sei que eles falam que é importante saber essas coisas, mas eles nunca se focam nas partes importantes da história. Tudo o que eles falam é como Quebec acabou virando uma província, ou o que seja. Tedioso."
"O que te faz pensar que eu sou algum tipo de gênio incrível?" Pierre perguntou.
"Por que você é, docinho." David falou, usando o apelido de uma maneira mais cômica. Uns dez minutos mais tarde, eles chegaram na residência dos Desrosiers. Ele guiou Pierre para dentro, onde eles tiraram os tênis e penduraram suas jaquetas. "Hey, mãe!" David chamou.
Ela colocou a cabeça para fora da cozinha para olhá-los. "Olá, querido. Você chegou um pouco tarde. Eu achei que você não tinha nada essa noite." Então ela viu Pierre e congelou. Bem, claramente ela não estava esperando o condenado para agraciar sua casa novamente. "Oh, olá, Pierre." Ela sorriu, tentando fazer parecer verdadeiro. Talvez tentando demais, por que Pierre podia perceber o sorriso falso há milhares de quilômetros.
Então, ele lançou um parecido para ela. "Olá, senhora Desrosiers." Falou. Ele se perguntou se algum dia ele seria autorizado a tratá-la pelo primeiro nome.
Então, David segurou seu braço. "Nós vamos estar no meu quarto." Ele a avisou.
"A porta aberta, por favor!" ela falou, e David girou os olhos, enquanto eles andavam até seu quarto.
Uma vez que eles entraram, ele soltou a mão de Pierre, e se sentou na cadeira do computador. As mochilas estavam perto da porta, que tinha sido deixa entreaberta. Hey, ainda estava aberta. "Eu estou tão pau da vida com essa mulher." David falou, girando na cadeira algumas vezes.
O corpo de Pierre caiu na cama, apoiando-se em suas mãos e olhando para David. "Por quê?" perguntou, embora tivesse certeza de que já sabia a resposta.
Ele parou e suspirou. "Ela apenas acha que tem algum tipo de controle em quem eu namoro. Não é ela que está no relacionamento. Por que isso importa, caralho?" os olhos de Pierre se arregalaram. Era a primeira vez que ele ouvia David falar a palavra com 'c' desde... sempre. "Como eu disse, ela não te odeia, mas ela odeia nosso relacionamento. Ela não sabe nada. Então, você ficou na cadeia por um tempo. Grande coisa! Você é bom pra mim, e isso é tudo o que importa, certo? É tudo o que deveria importar, pelo menos."
Pierre piscou algumas vezes, tentando tirar da sua mente o fato de que David tinha falado palavrão pela primeira vez. Ele se perguntou se isso era sua culpa. Ele era o único com quem ele passava o tempo, e Pierre falava isso frequentemente. "Bem, isso realmente, uh, depende de quanto a opinião da sua mãe te afeta, eu acho. Como a opinião dela te afeta." Pierre disse honestamente.
"Quando se trata dos meus namorados... As opiniões dela não importam nem um pouco. Eu sei como me sinto e a voz de um terceiro de mente pequena não vai mudar isso." Então, David se sentou à esquerda de Pierre na cama. "E quando se trata de você..." ele puxou o colar de Pierre para fora da camiseta dela, para brincar com o anel pendurado ali, mas ainda olhando para o maior, as esquinas de seus lábios inclinadas para cima, em um sorriso pequeno e cheio de flerte. "Eu não sou influenciável. Eu sei como me sinto sobre você, tenha sido preso ou não."
Ele sempre tinha que soar tão malditamente... Adorável? Seus olhos se encontraram por mais alguns momentos, antes de eles se aproximarem, os lábios se juntando.
David sempre tinha beijos diferentes. E Pierre podia notar todos eles. Havia o beijo audacioso, possessivo, embora raro, do tipo 'estou no controle'; o inocente e doce 'eu sequer tenho certeza de que estou fazendo isso direito'; o apaixonado 'eu me entrego a você'; e, o que ele estava lhe dando no momento, o recatado, contido 'eu não vou me entregar tão fácil assim', que não acontecia tão frequentemente quanto os outros.
Pessoalmente, Pierre amava todos eles. Quem diria que ele ficaria tão bom em perceber esse tipo de coisa sobre alguém? Nunca.
De repente, David se afastou e se levantou. "Não foi isso que viemos fazer." Ele riu, indo pegar sua mochila. "Eu tenho lição para fazer e eu não vou me distrair com seus lábios. Eu te trouxe para me ajudar com meu dever."
Pierre se sentou, enquanto Davis tirava os livros da mochila e se sentava perto dos travesseiros, as pernas cruzadas sob ele. Pierre teve que virar todo seu corpo para encará-lo. Os livros eram as únicas coisas os separando. "Bem, e para ser analisado pela sua família de novo. Desde que, você sabe, eu não recebo um monte disso em público." Pierre brincou e David franziu o cenho. "Eu estou brincando."
David limpou a garganta e abriu o livro na página marcada. "Certo." Falou. "Vamos voltar para o ano de 1800. Quando os homens se vestiam de modo engraçado, mas tinham que esconder suas sexualidades." Pierre riu levemente e David sorriu, olhando para seu livro. Então ele continuou falando o que ele tinha que fazer.
Silenciosamente, Pierre se perguntou como ele conseguiu fazer seu próprio dever. Tudo o que fez foi ajudar David com o dele. Mas David batalhou muito mais, embora Pierre pudesse ter terminado o dever todos em quinze minutos. Ele não estava se achando, sempre tinha sido desse modo. Ele se importasse ou não.
Fazia quase meia hora que eles estavam fazendo o dever, e estavam quase terminando. Mas, como Pierre previu, tudo o que eles acabaram fazendo foi se amassar. David estava deitado em cima de si, as mãos nos cabelos de Pierre, dando-lhe o beijo possessivo. Pierre deixou suas mãos correrem pelas costas cobertas de David. O menor tinha colocado um CD do ColdPlay para 'entrar no clima', e os livros tinham sido esquecidos no chão há muito tempo.
David não era do tipo de ficar focado nas coisas por muito tempo, por isso todos Sir Wilfred Laurir e alguns outras caras mortos e importantes acabaram no tapete azul de David. Não era como se Pierre estivesse surpreso. De fato, ele estava mais surpreso por David ter derrubados os livros e dito 'Dane-se, vamos nos amassar'. Aconteceu rápido o bastante.
Sua língua traçou o lábio inferior de Pierre, que abriu a boca para aceitá-la graciosamente. As mãos de David se entrelaçaram às de Pierre. Ele sorriu internamente perante o gesto romântico. Era, definitivamente, bom e animador ter alguém para agir assim consigo. Talvez fosse por isso que ele estava permitindo que isso acontecesse, mesmo que secretamente estivesse assustado em se abrir para toda essa intimidade e afeição.
Então, os lábios de David fizeram seu caminho pelo maxilar de Pierre, deixando beijos suaves pelo caminho. Mesmo que ele não fosse admitir isso em voz alta, ou apenas para si mesmo, ele gostava quando David beijava seu pescoço. Era uma sensação quente e trêmula, e ele estaria pronto para lhe entregar tudo nesse momento, se não estivesse tentando tanto não fazê-lo. Ele inclinou a cabeça para dar ao garoto o acesso necessário à pele, querendo que ele encontrasse o lugar certo.
Bem mais cedo que ele pensou, David encontrou o ponto em seu pescoço, e isso não causou mais nada além de Pierre sentir um senso de vertigem. O que era estranho, por que ele nunca se sentiu assim antes. E para acompanhar essa vontade de dar uma risadinha, esta escapou de sua boca.
O único e solitário som fez os dois congelarem. Pierre mais por horror; David em uma surpresa feliz. Ele se sentiu e olhou para Pierre com um sorriso enorme, brincando com sua orelha. "O... Você... Você acabou de dar uma risadinha?" David perguntou. Pierre desviou o olhar, completamente embaraçado. Mas ele não disse nada. "Aw, Pierre, qual é, isso é fofo. Você pode confessar. Você sabe que só vai me fazer querer te beijar mais."
Pierre voltou a lhe olhar. "Não foi uma risadinha." tentou se defender. "Eu estava... Eu estava..."
"Dando risadinhas! Apenas admita, por que eu sei que aconteceu."
Com um girar de olhos, Pierre finalmente confessou. "Certo, certo, ótimo. Você me pegou. Pode ser que eu tenha... Dado risadinhas. Mas isso não vai acontecer o tempo todo." David ainda sorriu. "Vai em frente, tira todos os 'aws' do seu sistema."
David se inclinou para beijá-lo nos lábios. "Você é tão malditamente fofo." Falou. "Eu acho que você pegou isso de mim." Pierre olhou para ele, um pequeno sorriso em seu rosto, divertido com quão divertido David estava. "Definitivamente pegou. Logo, logo, você vai entrar no clube de teatro, e não ter noção de quase todas as matérias da escola." A expressão ainda estava no rosto de Pierre, nada saindo de sua boca, enquanto ele observava David. Mas, então, o rosto de David foi para uma expressão mais séria. "Posso te perguntar uma coisa?"
Pierre assentiu. "Manda."
"Eu sou irritante?" David perguntou. Pierre riu, olhando estranhamente para ele. "Sério, eu sou irritante? Eu me pergunto isso, desde que eu falo tanto, mas ninguém realmente reclamou. Às vezes eu vejo isso no seu rosto, e eu não sei... Se isso te incomoda ou não."
Correndo seus dedos pelo cabelo de David, Pierre balançou a cabeça e, ao invés de sorrir feito um idiota, ele puxou David para um longo beijo. David pareceu se esquecer o que ele estava falando, e apenas relaxou dentro do beijo, retribuindo-o. Quando terminou, eles se olharam nos olhos, os rostos ainda relativamente próximos. "Não." Pierre finalmente respondeu. David não pareceu seguro, entretanto, então Pierre garantiu: "Se você fosse irritante, eu provavelmente não estaria aqui, agora. Mas eu estou. Por vontade própria." Seu estômago se revirou algumas vezes.
Um enorme sorriso apareceu no rosto de David. "Obrigado." Disse suavemente. "Essa foi... Exatamente a resposta que eu estava esperando." Pierre sorriu e enrolou os dedos no cabelo de David. Então, o puxou para outro beijo. Seus braços se enrolaram ao redor do pescoço de Pierre, puxando seu corpo para mais perto. Eles rolaram, então Pierre estava por cima, o beijo nunca sendo interrompido. Seu joelho separou as pernas de David, fazendo o garoto guinchar. "Estamos travessos, né?" brincou.
Pierre riu nervosamente. "Desculpe." Pediu calmamente, antes de permitir que sua língua fosse sugada por David novamente. Esse era o primeiro amasso de verdade que eles tinham no relacionamento, e Pierre vinha esperando pelo dia em que ele poderia apenas deixar sua mão correr por onde ele quisesse. Estava perto desse dia, mas ele estava ciente de que iriam existir alguns limites, e não queria que David sentisse que o estava forçando a levar o relacionamento para o próximo nível.
Curiosamente, ele permitiu que sua mão escorregasse um pouco para debaixo da camiseta de David, os dedos correndo até estômago dele. Ele queria até onde ele podia ir; David o pararia se estivesse indo muito rápido. Ele chegou até o umbigo, antes de ser interrompido. Na verdade, ambos foram interrompidos pela porta sendo aberta, e a voz de Vanessa soando pelo quarto. Assim que o nome de David saiu da boca dela, eles imediatamente se afastaram, e Pierre se sentou ao lado de David na cama. David também se sentou.
Ambos respiraram fundo, tentando recuperar o ar que um tinha tirado do outro, e secaram as bocas. "Mão, você podia bater." David disse, gemendo levemente, enquanto arrumava seu cabelo do jeito que estava antes. "O que você quer?" perguntou, um pouco grosseiramente. Pierre olhou para o carpete, não querendo fazer contato ocular com a mãe dele.
Ela cerrou as sobrancelhas para ele. "Não me venha com essa atitude." Falou. "A porta estava aberta, de todo modo." É, por que ela estava com medo de que Pierre fosse molestar o filho dela, desde que ele era uma semente tão podre ou seja lá o que ela o chamasse pelas costas. "Eu acho que está na hora de Pierre ir para casa."
David se levantou. "O quê?" perguntou, a voz se erguendo um pouco. "Ele está aqui só há um pouco mais de uma hora. Por que ele não pode ficar?"
"David." Ela disse firmemente.
"Mãe." Ele a zombou. "Nós ainda... Estamos estudando. Nos dê, pelo menos, mais algumas horas."
Ela cruzou os braços sobre o peito, olhando-o seriamente. "David, podemos falar em particular?" pediu.
Com um girar de olhos, David balançou a cabeça. "Bem, por mais que eu fosse amar fazer isso..." Wow, ele estava sendo rude e sarcástico. "Pierre está me ajudando com meu dever de casa, e nós estamos ocupados. Talvez outra hora." Pierre não estava olhando, mas houve um momento de silêncio, e ele assumiu que ou David estava recebendo O olhar, ou Vanessa estava, simplesmente, movendo seus lábios para formas as palavras, de modo que ele não pudesse ouvir o que ela estava falando. Que seja. "Ótimo, ele vai embora."
Isso chamou a atenção de Pierre, e ele se levantou. Ele olhou para Vanessa, que ainda estava parada na porta, e pegou sua mochila, pendurando-a no ombro. Antes que ele pudesse sair, David pegou sua mão e o virou. Ele se inclinou para dar um longo (talvez muito longo) beijo em Pierre, os braços ao redor de seu pescoço. Pierre sabia que eles estavam fazendo isso bem na frente de Vanessa, então não sabia se beijava de volta, por que ele não sabia se David estava se despedindo ou irritando sua mãe.
Quando o beijo terminou, David se inclinou para sussurrar no ouvido de Pierre. "Eu te ligo." Seus olhos se encontraram e Pierre assentiu. David sorriu, beijando Pierre novamente, mais brevemente dessa vez. "Te vejo amanhã." Falou. Pierre apenas assentiu, enquanto David finalmente se afastou.
Ele se garantiu de evitar os olhos de Vanessa, enquanto ela o guiava pelas escadas, e ele saiu pela porta, a cabeça um pouco baixa. Ele colocou seu tênis, pegou seu agasalho e saiu da casa abruptamente, sabendo que ele não era desejado ali por ninguém além de David. Era bastante claro que Vanessa não gostava nem um pouco dele, mas honestamente? Expulsá-lo da casa por alguma razão desconhecida? Ela realmente precisava relaxar, por que até Pierre não achava que ele era tão ruim assim.
Enquanto ele andava para casa, ele se perguntou o que Vanessa poderia ter dito para David, para que ele deixasse Pierre ir embora, mas na hora que ele chegou em casa, ele não se importava mais. Ele acreditava fortemente que as pessoas tinham seu direito às suas próprias escolhas, e se David estava fazendo suas próprias escolhas, apesar dos pedidos de sua mãe, ele apoiava.
