Capítulo 16: Whishing To Be The Friction In Your Jeans
Ao menos, haveria uma coisa boa sobre essa noite. Bem, duas coisas, na verdade. Uma, ele passaria o ano novo com seu namorado, ao invés de passar com alguém que acabara de conhecer; dois, ele ia dar à David o dinheiro pelo qual o menor estava esperando.
Ele teria dado o dinheiro desejado alguns dias antes, quando o recebera (de Vince Randall, de todas as pessoas), mas queria ser convincente. Se ele desse no dia seguinte, David provavelmente ficaria desconfiado sobre como ele o conseguira tão rapidamente, quando tinha demorado tanto desde que ele confessara.
Pierre saiu de seu quarto e entrou na cozinha. O relógio do forno mostrava que era 08:55, e estava escuro do lado de fora, então ele sabia que tinha que ir buscar David para eles irem para a estúpida festa de Cunningham. Em sua mente, ele não conseguia ressaltar o bastante o quanto ele não queria ir. Festas são iguais a bebida, que é igual a comportamento despreocupado, que é igual a erros, igual a atividades inconscientes, que são iguais a arrependimentos, arrependimentos e mais arrependimentos.
Pelo telefone, há alguns dias, David tinha falado para Pierre não 'causar qualquer merda', enquanto estivessem nesse evento altamente normal. O ponto era que, embora qualquer merda causada antes não tivesse sido intencional, ele não tinha planejado que elas acontecessem; quando ele colocou fogo naquela casa, há um ano, ele não tinha planejado fazê-lo – apenas aconteceu como o resultado de uma raiva incontrolada. Essa era uma das principais razões por que ele não queria ir a essa festa.
Mas ele sabia que se ele decidisse desistir de ir, David ficaria profundamente desapontado, desde que ele claramente queria muito ir a essa festa. Ele achava isso estranho, por que David nunca pareceu ser do tipo que gostava de ir a festas. Ele era muito... Angélico pra isso. Bem, exceto aquela pequena fase com Daniel, ele era uma pessoa limpa, de natureza boa, e dificilmente o tipo que surta por algo desse tipo. Mas, também, David deixou claro que ele nunca tinha sido convidado para uma festa antes, então ele nunca tivera a chance de saber se era o tipo festeiro.
Ele não estava planejando beber algo na festa – nem mesmo um pequeno copo. Ele ia continuar com seu novo estilo de vida novo e sóbrio ainda que isso o matasse, e não estava prestes a desistir. Se ele bebesse, ele cometeria erros e 'causaria merdas' que ele já tinha prometido que não iria causar. Além do mais, se David ia beber (algo que ele não conseguia compreender), ele certamente não queria. Quem iria controlar quem? Ambos estariam doidões, embora Pierre não tivesse certeza quão doido David podia ficar. Então, por que ele não planejava beber, ele estava indo de carro. Ele não ia deixar David dormir na casa de Patrick essa noite.
Depois de uma briga com sua mãe, ele pegou a chave do carro, e saiu de casa, usando jeans e uma camiseta preta, e seu tênis preto de cano curto da Converse, enquanto saia da casa, as chaves nas mãos.
Uma vez que parou o carro em frente a casa dos Desrosiers, ele notou a forma de David na porta da frente da casa, um pequeno sorriso em seu rosto, como sempre. Isso era bom, desde que Pierre estava preocupado que teria que ir até a porta e ter um encontro embaraçoso com Vanessa, enquanto ele (o condenado) levava o filho dela para uma festa, a qual ela provavelmente assumiria era oferecida por alguma área do subterrâneo, com drogas e álcool que o governo sequer ouvira falar.
Nos próximos cinco minutos, David (usando uma calça jeans preta e justa, uma camiseta preta com o logo de Story of the Year, e uma jaqueta vermelha) entrou no carro, e se inclinou para beijar Pierre, antes de colocar o cinto de segurança e dar as instruções para Pierre, de como chegar à casa.
Mas antes que ele pudesse ir, Pierre tirou algo do bolso. Era um envelope, e dentro dele tinha os exatos duzentos dólares que ele devia a David. Ele o ofereceu ao seu namorado. "Isso é para você." Falou. "Se você já não estava animado o bastante."
David abriu o envelope, viu o dinheiro e guinchou. "Você é maravilhoso, Pierre! Eu sabia que você conseguiria!" falou, então se inclinou para beijá-lo.
Aproximadamente dez minutos mais tarde, o carro de Pierre parou no meio fio em frente a casa dos Cunningham. Já havia, aproximadamente, seis carros estacionados do lado de fora, claramente pertencentes aos convidados. Eles não se moveriam por um tempo. Pelo menos, até amanhã. Desde que já tinha escurecido, a música vinha da casa de um modo que, provavelmente, aborreceria os vizinhos, mas Patrick provavelmente já tinha resolvido isso. As chances eram bastante altas de que ele já tinha dado várias festas antes dessa, mesmo que isso fosse 'julgar o livro pela capa'.
David saiu do carro por si só, e logo foi seguido por Pierre, que suspirou dramaticamente, antes de sair. As chaves estavam em seu bolso, e toda sua força de vontade em sua cabeça, desde que ele queria ter controle sobre si mesmo – e esperançosamente, sobre seu namorado – que estava completamente extasiado, e isso podia ser visto por todo seu rosto. Embora Pierre preferisse muito mais não estar nessa festa, ao menos David estava feliz, e isso o fazia feliz.
Ele deu a volta no carro e foi até a calçada, onde David estava parado, e passou seu braço ao redor da cintura do mais baixo. Se ele ia entrar nessa festa com David, ele precisava que todos soubessem que o menor era seu e que eles não podiam tocá-lo sem acabar severamente machucados. "Você, uh, você não vai beber... Muito essa noite, vai?" Pierre perguntou cuidadosamente. Ele definitivamente não queria que David ficasse fora de controle.
Eles caminharam os degraus de cimento até a porta da frente da casa. David tomou a liberdade de tocar a campainha ao lado da batente da porta. Apenas um momento mais tarde, a porta foi aberta, e o alto som de rock alternativo os atingiu como uma parede de tijolos. Um cara alto (mais alto que Pierre), com cabelo negro, que caiam, bagunçados, até abaixo de sua orelha, olhos castanhos escuros e um copo de plástico em sua mão apareceu. "Hey!" ele disse entusiasmadamente, como se os conhecesse, quando não o fazia, por que tanto Pierre quanto David não tinham idéia de quem ele era. David, entretanto, tinha um sorriso em seu rosto. "Bem vindos! Eu... Eu os conheço?"
Antes que qualquer um dos dois pudesse responder, outro cara apareceu atrás dele, descansando uma mão no ombro do garoto mais alto. Esse cara era mais baixo, tinha cabelo loiro espetado, usava uma camiseta azul escuro do Blink-182, e segurava uma garrafa de cerveja, cujo emblema tinha sido retirado imperfeitamente. "Scott, você precisa receber todos meus convidados de um jeito idiota?" ele riu. 'Scott' empurrou o garoto divertidamente e riu ruidosamente, então se distraiu com outra coisa e se afastou. O garoto loiro balançou a cabeça e manteve a porta aperta, dando passagem para que os dois pudessem entrar. "Bem, entrem. Eu sou Patrick, essa é minha casa, e, por favor, não chamem a policia, por que essa não seria a primeira vez." Falou, e David riu, enquanto entrava, seguido por Pierre.
A porta foi fechada atrás deles e Patrick parou ao lado deles. Eles se viraram para olhar para ele. Patrick deu a Pierre um olhar indescritível, que Pierre não pôde ignorar, mas não quis fazer nada, no caso de irritar David. "Hey, você é o David que eu chamei, certo? Da aula de matemática?" Patrick perguntou a David, apontando para ele e sorrindo.
David sorriu de volta. "Aula de inglês, na verdade." Falou. "Oh, e esse é Pierre, meu namorado que eu te falei." Ele gesticulou na direção dele, e Pierre forçou um sorriso na direção de Patrick. Pat retribuiu com um sorriso igualmente forçado.
Ele rapidamente deixou o tópico 'Pierre' de lado, entretanto, e continuou a falar com David. "Então, quer uma bebida?" Patrick perguntou. "Meus pais gostam de álcool, então nós temos praticamente de tudo." David assentiu, então Patrick sorriu e gesticulou para David segui-lo. Se isso tinha algo a ver com bebidas, Pierre definitivamente ia junto, por que ele queria se garantir de que Patrick não ia... Dar algo a David ou o que seja. Ele não confiava nele, exatamente, e sabia o que acontecia em festas, tendo freqüentado-as pelos últimos seis anos sem parar.
Eles atravessaram uma grande quantidade de adolescentes, assim como algumas garotas sem camisetas, para as quais Pierre olhou duas vezes, mesmo que já tivesse visto isso várias vezes antes. Durante o caminho até a cozinha, Patrick e David continuaram a conversar, apesar de Pierre estar bem atrás deles. Ele se sentia bastante invisível, e havia algum tempo desde que ele tinha a uma festa e não tinha sido solenemente invisível. Eles pararam na ilha na cozinha, onde alguns adolescentes começaram uma pirâmide de latas de cerveja, embora ainda não estivesse muito alta. A festa tinha começado há apenas uma hora.
Patrick tirou um copo vermelho de uma estante. "Quer uma bebida, Pierre?" perguntou. Sua voz e comportamento sinalizavam que ele ainda não estava nem perto de estar bêbado. Ele provavelmente chegaria lá, entretanto, bastante cedo.
Pierre balançou a cabeça. "Nah, estou bem." Respondeu, então Patrick assentiu e continuou a preparar uma bebida para David.
"Primeira vez bebendo, assumo?" Patrick falou, sorrindo para David. David se inclinou contra o balcão perto dele, observando Pat pegar uma garrafa de vidro. Pierre o observou atentamente também, mas provavelmente não pelas mesmas razoes de David.
David riu. "É. Óbvio, huh?"
Patrick deu de ombros, rindo levemente. "Acho que sim." Eles continuaram a conversar, enquanto Patrick colocava um liquido claro no copo, o qual Pierre reconheceu como vodka, e ficou satisfeito quando Patrick colocou quase nada. Então ele pegou uma garrafa de refrigerante soda e encheu o resto do copo com ele. "Aqui. Acho que você vai gostar desse." David aceitou graciosamente e tomou um gole, fazendo um pouco de careta, mas engolindo bem.
Isso pareceu atingir Pierre em um lugar desconfortável quando David fez isso. Ele não tinha imaginado isso acontecendo, e silenciosamente tinha esperado que não acontecesse. Afinal, a questão toda de estar com David era que ele era o completo oposto de todas aquelas pessoas que ele conhecera, antes de ser sentenciado. Mas se ele começasse com isso, então ele não era diferente de nenhum deles.
Pelas próximas duas horas, Pierre observou David cuidadosamente. Quando deu onze horas, Pierre tinha visto David beber três copos de diferentes tipos de álcool, agradecidamente não muito fortes. A única vez que eles se separaram, foi quando Patrick sugeriu que David fosse ver sua coleção de música perto do rádio, mas só por que Patrick tinha um EP do Blink-182 que David não tinha, e que ele precisava ver.
Ele ficou olhando de longe, mas foi distraído por outro festeiro que, aparentemente, o conhecia muito bem. Ele falou sobre Pierre ser solto da cadeia, e então sobre status atual. Pierre responde com um 'não é da sua conta', então o cara foi embora, um nome feio murmurado sob sua respiração embriagada.
Demorou apenas alguns momentos, antes de Pierre sentir um braço passar ao redor do seu pescoço, por trás, e o outro descansando em sua cintura, claramente segurando algo. Isso o teria assustado, mas ele tinha a sensação de que ele sabia quem era. Ele se virou para ver seu namorado, sem Patrick, sorrindo largamente e segurado uma garrafa de cerveja, a marca arrancada perfeitamente. Ele até estava usando um chapéu que mostrava os números brilhantes de que ano estaria começando quando desse meia noite. "Hey, querido." Ele disse ruidosamente. "O que está aprontando?" cara, ele tinha bebido. A garrafa de cerveja na mão dele era completamente diferente, e Pierre se sentiu estúpido por deixar David sozinho, por que ele não sabia quantas ele tinha bebido.
Pierre sorriu. "Não muito." Falou. "Onde você conseguiu esse chapéu bacana?"
David levou a mão até seu chapéu, como se tivesse acabado de se lembrar dele, e riu. "É, Pat me deu." Falou. "Vem comigo." Ele segurou a mão de Pierre e o guiou por entre a multidão de adolescentes até a escada coberta por um tapete cinza, e David quase tropeçou em algumas pessoas que, ou estavam desmaiadas, quase desmaiadas, ou se amassando, e ele riu desconfortavelmente cada vez. Eventualmente, eles chegaram ao topo da escada, e viraram à esquerda no corredor, que não estava lotado de pessoas, mas tinha algumas.
Eles continuaram a andar pelo corredor até pararem na frente de uma das portas brancas. David a abriu e olhou dentro, notando que estava vazio. Então, ele arrastou Pierre para dentro, fechando a porta atrás deles, quase abafando completamente o som da música. As paredes eram de um vermelho bacana e aquecido, e David ajustou a intensidade da luz para que parecesse ainda mais aquecido e romântico.
Pierre olhou ao redor, mordiscando seu lábio inferior. "Uh, David?" chamou, olhando para o garoto. "Por que você me trouxe para um quarto vazio?"
Uma risada escapou dos lábios sorridentes de David. "O que você acha, bobinho?" ele perguntou retoricamente, e virou Pierre para olhar para ele. Ele o empurrou até que ele caísse deitado de costas na cama king size. "Você, eu, no quarto do senhor e da senhora Cunningham? Meio que é excitando e gostoso, não acha?" Pierre pôde apenas assentir, enquanto David colocava sua cerveja na mesa de cabeceira e subia em cima dele, uma perna de cada lado de seu corpo. Ele instantaneamente se inclinou para beijá-lo.
Entre os beijos, Pierre achou difícil conseguir falar. "David." Tentou interromper, mas a palavra se perdeu quando o beijo continuou. Ele se encontrou quase intoxicado apenas com o hálito embriagado de David. "David, nós... Você... Uh..." David começou a beijar seu pescoço agora, e ele não conseguia mais pensar direito, mesmo que tentasse.
"Apenas deixe rolar, Pierre." David disse, ainda atacando seu pescoço com beijos. "Pare de questionar tudo. Isso vai ir até onde for. Certo?" Pierre ainda estava incapaz de falar algo, desde que os lábios de David ainda estava chupando aquele lugar familiar no pescoço de Pierre, que sempre o fazia gemer e se contorcer. David era excelente nisso, e Pierre, às vezes, se perguntava por que ele fora beijado no pescoço por alguém antes.
Ele os girou, então ele estava sobre David, e começou a beijá-lo fervorosamente, saboreando tudo o que podia. As mãos de David estavam se movendo como loucas, tocando todas as partes do corpo de Pierre que conseguiam, e conseguindo alguns guinchos em resposta, quando tocava em uma área muito sensível. Pierre nem se importou em questionar isso, e começou a fazer o mesmo com suas mãos. Pela primeira vez, as mãos de Pierre viajaram por sob a camiseta de David, enquanto sua língua continuava a batalhar com a de David.
O menor se afastou, de modo que conseguisse tirar a jaqueta que estava usando, e a jogou no chão. Eles imediatamente retomaram o beijo em que estavam envolvidos antes. Suas respirações estavam pesadas, e o beijo mais intenso. David segurou o cabelo de Pierre e o beijou ainda mais profundamente, o quadril indo para cima, para se esfregar contra o de Pierre, fazendo o garoto mais velho gemer levemente, o que apenas incentivou David a fazer isso de novo.
Mas quando outra peça de roupa ia ser removida, a porta abriu, e ambos pularam, olhando para a porta. Patrick e estava lá, e Pierre queria gritar com ele. "David, eu— Eu estou interrompendo algo?" Uh, é. Pierre conteve um gemido, quando David o empurrava de cima de si, o corpo de Pierre caindo no colchão.
David balançou a cabeça e se sentou, pegando sua jaqueta. "Não. É claro que não." Falou, colocando o agasalho e se levantando. "O que, uh, o que foi?" Pierre se sentou e mandou um olhar mortal na direção de Patrick, sua interrupção sendo tão irritante quanto ele era.
"É só que... Eu preciso de ajuda... É... Meus pais vão... Eu não quero morrer..." disse freneticamente, claramente com problemas para formar sentenças inteiras. "Ajuda? Seu cérebro é de grande ajuda."
David pegou sua garrafa e tomou um gole, andando até Patrick. "Sem problema." Falou. "Eu vou 'ti ajudá', mano." Isso foi, provavelmente, mais de uma maneira brincalhona, do que não conseguir pronunciar corretamente. Ele passou um braço ao redor do pescoço de Patrick e olhou para Pierre. "Eu já volto..." Pierre forçou um sorriso e um assentimento. Enquanto David segurava o braço de Patrick e o guiava para fora do quarto, Patrick lançou um olhar a Pierre, que o aborreceu mais do que qualquer outra coisa. Como se ele estivesse satisfeito com o fato de que David preferiu ajudá-lo a continuar se amassando com Pierre.
Pela hora que Patrick se virou e saiu do quarto, Pierre estava pronto para correr atrás dele e socá-lo no meio do rosto. O sorriso afetado que recebera era um que ele podia socar para fora do rosto dele. Mas o deixou ir, por que isso seria 'causar uma merda'.
Uma hora mais tarde, ele estava com David e Patrick no andar debaixo; qualquer 'problema' que Patrick tinha, fora resolvido. David tinha um braço ao redor da cintura de Pierre, o braço do maior ao redor de seu pescoço, mas David estava ocupado falando com Patrick, como se Pierre não o estivesse segurando absolutamente.
De repente, uma voz sobrepôs a música e o barulho da multidão. "Certo, pessoal! Está na hora! Que comece a contagem regressiva!" a multidão comemorou, contando de trás para frente desde o número dez. David se juntou, mas Pierre não, preferindo ficar olhando David e ficando satisfeito que ele estivesse pendurado em si, e não em Patrick.
Quando eles chegaram no um, David se virou para Pierre e o abraçou apertadamente pela cintura. Pierre olhou para David, sorrindo, e então juntou seus lábios nos dele. O beijo pareceu durar para sempre, mas Pierre não estava reclamando. Ele quase tinha esquecido que havia pessoas ao redor, e apenas emoldurou o rosto de David, beijando-o ainda mais afetuosamente. Quando o beijou terminou, eles se olharam nos olhos, sorrindo. "Feliz ano novo, David." Falou.
David o beijou novamente, mas brevemente. "Feliz ano novo, Pierre."
Uma hora mais tarde, Pierre saiu do banheiro, quase tropeçou em um casal lésbico que estava se amassando vigorosamente no chão, bem na frente da porta. Oh, essas cenas se perdiam nele. Foi quando ele ouviu uma gritaria vinda de uma área em particular da casa. Isso atiçou sua curiosidade, e ele decidiu ir descobrir o que estava acontecendo, e depois ir procurar David. Ele provavelmente estava na multidão, assistindo o show, de todo modo, então provavelmente iria encontrar com ele, enquanto via o espetáculo.
Ele forçou seu caminho através de alguns adolescentes, com cervejas nas mãos, que estavam socando o ar e rindo sobre o que quer que todos estavam olhando. Havia um grupo de pessoas paradas na sua frente, mas isso não bloqueou sua visão do que estava na sua frente. Quando ele viu o que era, seu queixo estava ir ao chão. Sobre a mesa estava Patrick, uma cerveja em sua mão e um sorriso em seu rosto. E ao lado dele, girando no próprio eixo e gritando 'whoo' muitas vezes, estava o namorado de Pierre.
David tinha um copo de plástico em sua mão, um sorriso gigante em seu rosto, e seu quadril se movia de um jeito que deixaria a Shakira com ciúmes. Ele estava tocando Patrick, que também estava se movendo, mas não no estilo Shakira, como David. Mas ele preferia tocar a bunda de David e beber sua cerveja.
Enfurecido, Pierre se forçou por entre os adolescentes animados, até parecer bem na frente da mesa, sob onde David (que provavelmente bebera tanto álcool quanto Pierre se lembrava de ter bebido na sua primeira festa, e ele era um beberrão) estava dançando. "David!" chamou em um tom de voz alto, então ele se faria ouvir sobre a música e as pessoas.
O garoto claramente ouviu seu nome ser chamado, olhou ao redor, então seus olhos finalmente encontraram Pierre sob si. Seu sorriso se abriu ainda mais, e ele jogou seus braços no ar, quase derrubando seu copo. "Pierre! Aí está você!" ele disse alegremente. "Sobre aqui! Você é sexy, também!" tudo o que Pierre fez foi olhá-lo, irritado. "O que está errado?" ele estava falando mais alto do que Pierre, e ele não tinha duvidas de que todos ao redor deles podiam ouvir exatamente o que ele estava falando.
"Não." Pierre disse firmemente. "Desça daí!" se ele não estivesse tão bravo nesse momento, ele teria ficado surpreso com o quão autoritário ele soou; ele soara como seu pai costumava soar quando brigando com ele e seu irmão por fazer algo estúpido.
David riu, enquanto Patrick o tocava novamente, movendo o quadril contra o dele. "Não... Não seja tão estraga prazeres, Pierre." Falou. "É divertido. Confiiia em mim." Sua fala estava ficando incoerente, e Pierre teve que preocupar que nos próximos minutos ele estaria ou vomitando ou desmaiado. Provavelmente os dois, nessa ordem. Outro 'whoo' deixou a boca de David, e ele girou contra Patrick novamente, cantando a letra da música que tocava no rádio.
Isso era o bastante. Pierre se esticou para pegar o braço de David, puxando-o. "Vamos, David. Você já acabou." Falou. David soltou o braço de seu aperto, então ele resolveu passar seus braços ao redor das pernas de David, jogando-o sobre seu ombro. David guinchou e protestou, exigindo que Pierre o colocasse no chão, mas ele recusou todas as vezes. "Não, isso é tudo. Eu não vou deixar Patrick te apalpar mais."
David bufou. "Ele não estava fazendo isso. Não seja ciumento..."
Quando eles alcançaram a porta da frente da casa, Patrick os alcançou, e agarrou o ombro de Pierre, virando-se de modo que pudesse olhá-lo. David começou a bater na bunda de Pierre agora, ainda exigindo ser solto. "Que diabos, Bouvier? David pode... Ele pode se soooooltar se quiser. Você não é a mãe dele."
Pierre apenas olhou para ele. Ele estava se aproveitando de David, e sabia disso. Essa a principal preocupação de Pierre sobre vir à esta festa, e era por isso que ele estava satisfeito por estar lá com ele. David era o tipo de garoto que qualquer um iria querer usar, então dar o pé na bunda. Esse era um dos pensamentos de Pierre quando ele conheceu David, então ele sabia exatamente o que os outros caras pensavam quando perto dele.
E abriu a porta e carregou David – que ainda estava gritando e choramingando – para onde ele estacionou o carro. O mais rápido que eles saíssem desse lugar, melhor. Ele colocou David sobre os próprios pés do lado do passageiro do carro. "Pierrre..." ele choramingou. "Eu estava me divertindo! Você não podia me deixar?" Pierre não disse nada, enquanto abria a porta e, cuidadosamente, empurrava David para dentro, se garantindo de que ele não caísse ou batesse a cabeça na porta. David continuou a choramingar e gemer, enquanto a porta era fechada e Pierre dava a volta no carro.
Quando ele entrou, ele colocou o cinto de segurança em David, ignorando os murmúrios e risadas de motivos desconhecidos de David. Então, ele colocou o próprio cinto, antes de dar a partida no carro, e se afastando da casa. "... Eu estava, tipo, 'certo, isso 'provevelmente' não é seguro'. Mas, aí, Pat já estava lá, e pareceu ser muuuuuito legal. Ele me a-ajudou a subir e, bem— Por que não 'tamos indo pra minha... Minha casa?"
"Eu estou te levando para a minha. Eu realmente não estou a fim de lidar com sua mãe estúpida, querendo arrancar minha cabeça, por causa do seu estado." Pierre falou, enquanto fazia o caminho para sua casa.
"Você 'cabou de chamar minha mãe de estúpida?"
Você não vai se lembrar de nada, amanhã. Não se preocupe. "Deixa pra lá." Falou. "Então, você se divertiu, suponho?" talvez, se ele mudasse de assunto, David não pensaria sobre isso o caminho todo. David concordou entusiasmadamente, então começou a reproduzir as piadas que Patrick tinha lhe contado (que não pareciam tão engraçadas assim, mas provavelmente era o tipo de coisa que 'você tinha que estar lá'). Ele sentia como se não tivesse relaxado nessa festa, por que ele estava tão preocupado sobre David e... ugh... Patrick.
Quando ele chegou em casa, ele tinha ouvido tanto o nome de Patrick, que ele poderia vomitar. Ele tolerou isso, entretanto, por que ele não queria tirar aquele sorriso fofo, bêbado e piegas do rosto de David. Então, ele apenas estacionou e saiu sem falar nada, dando a volta no carro. Ele ajudou David sair e deu apoio a ele (desde que ele nunca iria conseguir andar sozinho) até a porta. O braço de David estava ao redor de seu pescoço, e a cabeça estava se apoiando no ombro de Pierre de vez em quando, e o braço de Pierre estava passado apertadamente ao redor da cintura de David, para mantê-lo em pé, enquanto andavam.
"Vamos lá, David, me ajuda. Suas pernas não estão quebradas. Você estava dançando em uma mesa até agora..." Pierre gemeu, desde que David estava deixando extremamente difícil levá-lo para dentro, como se suas pernas fossem gelatinas. David murmurou algo incoerente e sem sentido, e Pierre o ignorou, finalmente entrando e trazendo David consigo, através da sala de estar, até o corredor. Eles quase caíram quando viraram para andar até o quarto de Pierre e ele acendeu a luz. "Você precisa ficar quieto, David. Minha mão provavelmente está em casa, e ela vai me matar se eu a acordar."
David riu ruidosamente. "Parece a minha mãe!" falou em igual volume. "Cara, se nós tivéssemos indo lá, teria a porra da minha bunda no café... Café da manhã!" Pierre mal prestou atenção no que ele estava falando, enquanto puxava o cobertor de sua cama e colocava David sobre o colchão. Ele teve que se esforçar bastante, certamente, por que mesmo um peso pena como David pesava algumas toneladas quando bêbado e desorientado.
Enquanto David continuava a falar no volume de uma guitarra em um show, Pierre o mandou ficar quieto. "David, cale a boca!" sibilou, enquanto tirava o tênis de David, e o jogava no chão atrás de si. Então, puxou os cobertores até eles estarem na altura do peito de David. O menor procurou uma posição mais confortável, erguendo-se sobre os cotovelos.
"Sabe... Sabe o que, Pierre?" perguntou, em um volume mais baixo, mas ainda um pouco alto demais.
Pierre tirou o próprio tênis e as meias, então despiu sua camiseta fedida, jogando-a no chão. "O quê?" perguntou, dando a volta na cama para se sentar do lado perto da janela. Sentando-se no colchão, uma perna sobre a cama, e a outra pendurada.
Os olhos de David o seguiram, mas não pareciam muito focados. "Eu estou feliz que 'cê, uh, foi na festa. Significou um monte." Falou, um sorriso tonto aparecendo em seu rosto. "Agora eu entendo. Por que você fazia isso. É um ótimo jeito de relaxar, sabe?" Pierre sorriu e assentiu, entendendo perfeitamente. As pálpebras de David abriram e fecharam rapidamente, e Pierre estava silenciosamente apostando em sua mente quando eles iam se fechar pelo resto da noite, sinalizando que ele tinha adormecido. Mas, então, eles tentaram se focar nos olhos de Pierre novamente. "Quer ouvir algo maluco?" Pierre assentiu, e David olhou brevemente para baixo. "Eu acho que amo você."
Nesse segundo, o coração de Pierre quase parou. Seu rosto se abateu, e ele quase não conseguia respirar. "Uh... É? Mesmo?" sua voz estava um pouco trêmula, por que ele não tinha certeza como reagir a isso.
Com uma leve risada, David assentiu, seus olhos agora fechados. "É." Falou, se mexendo para se deitar de lado, encarando Pierre. "Maluco, huh?"
Mordendo o lábio inferior, Pierre balançou sua cabeça em um assentimento estranho. "Ha, é..." falou. "Maluco." Seu rosto se abateu novamente, e ele queria vomitar. Ele se perguntou se David estava falando isso por que era o que ele realmente sentia, ou se era apenas por que ele estava bêbado e pronto para desmaiar. Ele se lembrava de ficar realmente bêbado e falar para Chuck que o amava. Ele mencionara isso no dia seguinte, e Pierre não sabia que ele sequer tinha dito isso, então ficou claro que não queria dizer nada e era apenas um erro bêbado.
Essas três palavras eram, provavelmente, as mais aterrorizantes que Pierre conhecia. Ele não estava pronto para o amor, e ele não queria amor. Ele queria... Ele queria sexo e... Sexo com garotos, não um relacionamento sério, e... Não amor. Claro, ele tinha saído com David por mais tempo do que com qualquer outra pessoa (agora que ele pensou sobre isso, ele nunca tinha realmente saído com alguém antes), mas isso não queria dizer que ele estava pronto para o amor.
Ele queria fugir, ele queria ir embora, ele queria... Levar David para casa e esquecer que essa noite acontecera. Mas ele sabia que não podia fazer nenhuma dessas coisas, então ele ficou parado, observando David, mas permitindo os pensamentos vagarem em sua cabeça.
Ele percebeu que seria tolo de sua parte se preocupar com isso. Era uma confissão estúpida e bêbada, e ele não devia levá-la a sério. Amanhã, David provavelmente acordaria e nem saberia que tinha dito essas palavras para Pierre. Então, Pierre esqueceria sobre isso, e as coisas voltariam ao normal novamente. Sem seriedade, sem confissões românticas, sem necessidade de encher seus estômagos de nós.
David girou completamente de bruços, a cabeça ainda virada para a mesma direção. Pierre se levantou e tirou o jeans, de modo que estava apenas de boxers, então deitou sob os cobertores, deitando-se de lado perto de David. Ele usou uma mão para acariciar o cabelo de David, sabendo que o gesto não acordaria o garoto, de todo modo. Ele estava apagado.
Um suspiro deixou seus lábios, enquanto continuava a acariciar seu cabelo. "Oh, David..." murmurou, sabendo que ele não podia ouvi-lo. "O que nós estamos fazendo?"
