Grifinória
Sirius' POV
O salão era deslumbrante. Quatro enormes mesas estavam uma do lado da outra, com o intervalo de um corredor para passagem entre eles. Eu sabia que cada mesa era de uma casa, e me senti nervoso, pois todo o salão olhava para nós. Lá na frente, havia uma mesa na horizontal com todos os professores sentados. Na frente desta mesa, havia um pedestal, onde me disseram que era onde Dumbledore falava. E o teto, era de fato a coisa mais magnífica de todos, era enfeitiçado para parecer o céu, e olhar para ele era lindo.
- Façam uma fila – ordenou a professora lá na frente. Todos os alunos formaram uma fila indiana, dando alguns empurrões ou outros. – Vou chamar seus nomes! Fiquem atentos!
E assim ela ia chamando alguns nomes. Fiquei olhando para o chapéu, esperando a professora anunciar meu nome. Já tinham alunos novos em pelo menos uma casa, e eu aplaudia com entusiasmo, assim como todo o salão. Lancei um olhar de cobiça à mesa da Grifinória e outro de tristeza para a mesa da Sonserina.
- Black, Sirius! – gritou a professora lá na frente. Um arrepio percorreu meu corpo, cada célula do meu corpo temia o nome que seria anunciado pelo chapéu, mas mesmo assim eu segui em frente, meio cambaleante.
Sentei no banquinho e a professora colocou o chapéu na minha cabeça. Levei um susto quando o chapéu começou a falar, mas tentei me manter calmo.
- Ora, o que temos aqui? Mais um Black? – o chapéu tinha uma voz grossa que me dava arrepios. – Devia me perguntar por que um Black ainda se dá ao trabalho de me colocar em suas cabeças, vão todos para a mesma casa... Porém, sua cabeçinha não me diz Sonserina, estranho, estranho...
- Não diz? – perguntei nervoso.
- Não – respondeu ele. Meu coração deu um solavanco. Eu não ia para a Sonserina? – Você tem mais jeito de, hum, GRIFINÓRIA!
Minha boca ficou em formato de "O". Eu não podia acreditar! Eu fui para a Grifinória! Mas o que minha família acharia disto? Tomara que Tiago venha para a Grifinória também. Aliás, falando nele, o garoto acabara de me lançar um sorriso de parabéns. Sorri alegre em resposta.
Dirigi-me a mesa da Grifinória e sentei ao lado de uma garota alta e bela, com cabelos castanhos claros. Ela me deu parabéns por ter entrado nesta casa e disse que me levaria mais tarde até o salão comunal da Grifinória. Sorri apenas imaginando o glorioso salão onde só existiriam Grifinórios.
- Evans, Lílian! – chamou a professora e eu me sobressaltei com o nome da menina ruiva que conheci no trem. Lílian, exatamente como eu, cambaleou até o banquinho e eu pude ver seus lábios murmurarem algo que eu não pude identificar o que seria. Quando eu já não agüentava mais de ansiedade, esperando que o chapéu gritasse o nome da casa Corvinal, que Lílian queria, o chapéu gritou o nome da casa.
- GRIFINÓRIA! – a ruiva abriu um imenso sorriso enquanto o salão irrompia em aplausos. Lílian chegou à mesa da Grifinória e se sentou ao meu lado.
- Parabéns – disse a ela assim que ela se sentou. Ela olhou para mim e sorriu simpática.
- Obrigada – agradeceu ela um pouco ofegante e com a voz nervosa. Um garoto loiro acabara de ser selecionado para a Sonserina e era recebido na mesa em que eu achava estar destinado.
- Decepcionada? – perguntei a Lílian ao meu lado. Ela me olhou com cara de surpresa, como se não entendesse o que eu estava dizendo.
- Como assim? – indagou um pouco assustada.
- Você não queria ir para a Corvinal? – expliquei. Lílian abriu a boca parecendo que ia falar alguma coisa, mas logo a fechou novamente. Ela começara a corar muito, e teve uma hora que eu achei até que ia ter dificuldade de diferenciar seu rosto de seu cabelo.
- Ora! Grifinória é uma ótima casa também, não é? Não significava que eu não seja bonita, certo? – ainda corada, ao falar, sua voz era trêmula. Eu assenti e eu pude ouvi-la respirar fundo e seu rosto voltando a sua palidez.
- Potter, Tiago! – gritou a professora lá na frente. Sobressaltei-me com o nome de meu mais novo amigo e fiquei atento para ver para qual casa ele seria selecionado.
Diferente de mim, Tiago parecia confiante ao andar até o chapéu. Quando ele se virou para ficar de frente para o Salão e sentar no banquinho seus olhos encontraram os meus e ele me lançou um sorriso, que não pude interpretar exatamente seu significado.
- GRIFINÓRIA! – anunciou o chapéu e eu alegrei-me. Tiago correu na direção da mesa pela qual ele fora selecionado. Dei-lhe os parabéns e ele agradeceu.
Os nomes passaram como um zumbido por meus ouvidos. Eu e Tiago havíamos ficado entretidos em uma conversa sobre como seria o salão comunal da Grifinória e o garoto descreveu-me o que os seus parentes haviam lhe contado sobre o salão.
- Alunos! – chamou um homem de barba e cabelos grisalhos de pé, na frente da mesa dos professores. Aquele com certeza era Alvo Dumbledore, e algo estranho correu por minha barriga. Conhecer aquele homem era... emocionante. Talvez pelo fato dele ser um grande bruxo? Não sei. – Eu sou Alvo Dumbledore, o diretor da escola. Queria dar as boas vindas a todos! Estamos começando mais um ano letivo em Hogwarts, e espero que todos os alunos passem o ano bem e com boas notas, sem acidentes com feitiços. Quero lembrar aos alunos mais velhos e alertar aos mais novos que a Floresta Proibida, como o próprio nome diz, é proibida para todos os alunos, por causa de suas criaturas mágicas perigosas que suspeitamos ainda nem conhecer todas e provavelmente não saber a princípio como controlá-las. Então, por favor, mantenham-se afastados dela. Agora, sem mais demoras, vamos comer!
Os pratos feitos de ouro que estavam na mesa em nossa frente, magicamente se encheram de comida vindo do nada. Apenas começando a comê-la que percebi o quanto estava faminto e como a comida da escola era gostosa. Ao provar um frango, Tiago comentou ao meu lado.
- Delícia esta comida, não é mesmo? – elogiou ele. Eu e Marlene emitimos sons que diziam que concordávamos.
O jantar pareceu passar rapidamente, e nenhuma das pessoas a minha volta falou alguma coisa durante o jantar. Todos pareciam se deliciar com a comida e ninguém parecia disposto a interromper a comilança para algum comentário.
O jantar finalmente acabou e eu nunca havia me sentido tão satisfeito em toda minha vida. Só de imaginar comer novamente deixava-me enjoado, mesmo que a comida fosse deliciosa, eu não agüentaria comer mais.
- Monitores! Por favor, levem os alunos até o salão comunal de suas casas! – pediu o diretor lá na frente.
Uma garota alta de cabelos castanhos escuros e olhos azuis chamou os Grifinórios da ponta da mesa. Todos seguimos ela e então, passeamos pelo incrível castelo e fomos conhecendo seu interior. Passamos pelos quadros que se moviam e falavam conosco, conhecemos o fantasma da Torre da Grifinória, Nick-Quase-Sem-Cabeça, e muitas outras coisa incríveis.
Por fim, chegamos até um quadro onde havia uma mulher gorda. A monitora da casa Grifinória parou em sua frente e virou-se para nós. Pediu a atenção de algumas alunas que conversavam ansiosas, entre elas Lílian e Marlene, e começou a falar.
- Olá, gente! – cumprimentou. – Sou Suzane, a monitora da Grifinória. Através deste quadro – ela gesticulou para o quadro da mulher gorda atrás dela. – vocês tem acesso a sala comunal da Grifinória e seus dormitórios. Vocês precisam dizer uma senha para a mulher gorda e se acertarem, ela os deixará entrar. A senha sempre muda, então permaneçam atentos. A senha, no momento, é "Espada de Prata".
O quadro da mulher gorda girou, mostrando-nos um pequeno corredor que levava a um salão. Passamos pelo corredor, mal podendo conter a ansiedade, até que tive um vislumbre do salão comunal: na parede, havia uma grande bandeira da Grifinória estendida, poltronas e um sofá grande e vermelho envolta de uma lareira e logo atrás duas grandes mesas que deviam ser de estudo. Eu havia adorado o salão, e era bem parecido com o que os parentes de Tiago haviam descrito.
- O dormitório masculino é à esquerda e o feminino a direita! – avisou a monitora Suzane.
Uma mão surgiu em meu ombro e eu me virei, era Tiago. Seus olhos pareciam brilhar e ele parecia tão animado quanto eu.
- É maravilhoso, não é? – disse ele maravilhado, e eu assenti.
- Vamos subir? – chamei-o e como eu, ele assentiu e nós nos apressamos para as escadas.
Haviam muitas portas em um estreito corredor e em uma delas dizia "Alunos do primeiro ano". Nós giramos a maçaneta desta e nos deparamos com um quarto possuindo seis camas e janelas intercalando-as. Não muito longe da porta que havíamos acabo de passar, havia outra que deveria ser o banheiro. O quarto ainda estava vazio, a não ser por um garoto de cabelos castanhos claros e olhos cor de âmbar. O garoto sorriu ao nos ver.
- Olá! Muito prazer, sou Remo Lupin. – apresentou-se ele.
- Prazer, sou Sirius Black – disse lhe estendendo a mão.
- E eu sou Tiago Potter – assim como eu, Tiago apertou a mão de Remo.
Encontramos nossas malas nas camas onde deveríamos dormir e conhecemos os nossos outros três companheiros de quarto que apareceram um pouco depois, Pedro, Frank. Não muito tempo depois, todos nos deitamos e eu fiquei com a cabeça no travesseiro, sonhando acordado com a escola e um sorriso bobo brincando em meu rosto, até que fui caindo no sono e não pude resistir a ele: cedi às pálpebras pesadas até que dormi.
N/A: Oiiiie gente. Eu sei que demorei DEMAIS pra postar este capitulo, mas ele veio. Sei que não ficou muito bom, prometo que vou tentar melhorar nos próximos. Mandem reviews! Beijinhos, Sunny Weasley.
