- Faça amor comigo, Finn.
Apoiado nos próprios cotovelos, evitando deixar o seu peso cair sobre ela, o rapaz teve a certeza de que o seu coração falhou em uma batida ao ouvir tal pedido. Fitavam-se intensamente como se quisessem gravar cada segundo do que estava prestes a acontecer, trocavam olhares como se fossem palavras, transpareciam em silêncio o que sentiam um pelo outro, conversavam com a sincronia de seus corações. Rachel elevou uma das mãos ao cabelo arrepiado dele, desceu até atingir sua face onde acariciou de maneira terna. De repente, por algum motivo, as palavras de seu professor invadiram-lhe a mente, de que ela encontraria um garoto disposto a amá-la mesmo com todos os seus defeitos e de que as coisas que ela menos gosta sobre si mesma seriam as que esse garoto amaria mais. Ele tinha razão no final das contas, a menina ponderou antes de se distrair com o polegar dele retribuindo o carinho antes dado a ele. O monstruoso dedo de Finn brincou com o seu nariz brevemente arrancando um sorriso dela, a mão dele subiu para os seus cabelos a fim de afastar uma teimosa mecha que insistia em ficar sobre os seus olhos e o tal polegar voltou a tracejar pela maçã do seu rosto, parando sobre os lábios dela.
O atleta se pegou hesitante, estava nervoso demais pensando na possibilidade de machucá-la devido à absurda diferença de tamanho. Quase um ano juntos e ele nunca deixava de notar o quanto Rachel era tão pequenina perto dele. Outra coisa que o incomodava era o fato de terem se deitado na cama dela numa posição não muito confortável para ele, o detalhe dele estar somente do joelho para cima apoiado no colchão e o resto do lado fora parecia irrelevante para ela, contudo Rachel notou sua expressão e franziu as sobrancelhas confusa. Não agüentando mais sustentar o próprio peso, Finn se levantou buscando o centro da cama onde ficou apoiado de joelhos. A menina continuava com a mesma expressão confusa e também se colocou sentada agora sentindo-se um pouco envergonhada, estava com a sensação de ter sido rejeitada. Encolheu-se.
- Fiz alguma coisa de errado? – ele perguntou inocente notando sua mudança de postura. – Se não estiver pronta, tudo bem. Eu espero. – completou não tendo a mínima idéia do que tinha acontecido com ela.
- Eu é que pergunto. Fiz algo de errado? Você me rejeitou. – ela respondeu baixinho num tom trêmulo como se estivesse se segurando para não chorar.
Mais do que depressa, o rapaz se colocou ao lado dela e a puxou para si. Agora ambos estavam de joelhos na cama, ela evitava encará-lo e ele envolveu o delicado rosto da namorada em suas mãos forçando seus olhares se encontrarem.
- Eu quero você, Rach. Só você.
Finn respondeu tomando os lábios dela nos seus novamente num beijo suave, doce e lento. Com a confiança restaurada, a menina tornou a levar suas mãos aos botões restantes da camisa de linho dele, quanto mais o seu torso ficava exposto, mais o toque dela atingia a sua pele elevando a sua sensibilidade ao extremo. Era como se uma corrente elétrica corresse pelo seu corpo, Finn se arrepiava involuntariamente. Era o efeito que ela tinha nele. Os dedos, que não estavam com a mínima pressa, finalmente liberaram o último botão e eles quebraram o beijo. Em silêncio e de maneira vagarosa, Rachel elevou as mãos aos ombros do namorado deslizando a camisa social, terminando o seu trajeto na cama. Já o tinha visto sem camisa inúmeras vezes e nunca deixou de admirar o quanto ele era lindo, mas a situação agora era diferente e ela se pegou salivando com a visão. Corou.
Ele se aproximou iniciando mais um beijo, mas Finn resolveu não se prender muito à boca dela, logo seus lábios seguiam para a linha do pescoço, sendo um pouco mais agressivo com o gesto onde sentiu e ouviu a namorada arfar ao lhe deixar uma marca. Com liberdade, a garota espalmou as mãos sobre o peito dele acariciando toda a sua extensão sentindo-o tremer com o seu toque e aproveitando a distração dela com o seu próprio corpo, o atleta depositou as duas mãos sobre os seios dela iniciando uma massagem delicada e a sua ousadia veio com uma resposta dela, um tímido gemido lhe escapou dos lábios juntamente com as unhas cravando sobre os seus ombros. Sorriu orgulhoso.
Sentiu uma das mãos dele deixando um dos seus seios indo em direção ao zíper de seu vestido nas costas e assim como ela, Finn foi lento no processo a fim de proporcionar a ela todas as sensações possíveis nessa pequena brincadeira de sedução. Rachel já sentia o ar gélido do quarto bater de frente com a sua pele exposta ao ver que o zíper já tinha chegado ao seu destino final. Ele se afastou, deixando uma distância suficientemente agradável para ele admirá-la, e os olhares se encontraram novamente. Ela relaxou os braços dando o sinal que ele esperava, as mãos grossas e calejadas do futebol americano foram suaves como porcelana ao tocarem seus braços enquanto puxavam as alças do vestido, que como eles não tinha pressa para ser tirado. Finn prendeu a respiração ao constatar que ela não usava sutiã naquela noite, mas não se deixou levar por essa observação, precisava terminar a sua tarefa de despi-la. A parte de cima do vestido caiu em sua cintura e Rachel estava nua dessa parte para cima.
Antes que voltasse a sua atenção para os seios dela, Finn puxou a bainha do vestido, tirando-o por cima e deixando-a somente de calcinha na frente dele. Rachel, a princípio, queimava em brasa de estar minimamente vestida na frente dele por dois motivos: era a primeira vez que tinham aquele tipo de intimidade e segundo, ela tinha plena consciência de que o seu corpo nunca seria igual ao de Santana, mas tal pensamento varreu de sua cabeça ao notar o olhar de desejo dele e como a sua ereção tinha "crescido". O rapaz encurtou a distância de seus corpos de novo e o contato de pele com pele fez pequenos gemidos ecoarem pelo quarto de ambos, e de forma protetora Finn a envolveu em seus braços deitando-a novamente na cama e assumindo a sua posição acima dela.
Tornaram a colar suas bocas num beijo intenso, transparecendo mais tesão, desejo do que amor e carinho, onde línguas travavam batalhas épicas por dominação, onde as mãos dela corriam pelos braços e cabelos o puxando para mais perto, querendo ter contato completo de seu corpos. Finn cedeu um peso de sua perna encaixando-se perfeitamente no meio das pernas dela e de maneira instintiva roçou sua ereção diretamente no centro da intimidade dela. Rachel quebrou o beijo gemendo alto dentro do quarto, mas logo foi sufocada pelo beijo faminto dele, que continuou o movimento fazendo a garota soltar sons contidos durante o beijo. Dessa vez Finn quebrou o ato, já estava na hora de dar atenção ao restante do corpo dela, mas não sem antes de vê-la perder um pouco do controle ao lhe dar a típica mordida no lábio inferior. Sorriu satisfeito ao sentir os puxões fortes em seus cabelos.
A língua fogosa dele traçou o seu caminho pelo pescoço enquanto as mãos tornavam apalpar seus seios, e Rachel fechou os olhos se permitindo a aproveitar esse novo nível de excitação sentindo o rastro molhado dos beijos dele atingir um dos seus mamilos. Já vencida pelo desejo, ela não se importou em soltar um longo gemido, que logo se intensificaram ao longo das variações que Finn fazia com a boca, sugava, lambia, mordia de leve, sempre revezando entre um seio e outro. A garota estava tão entorpecida com a atenção que ele dava na parte de cima que nem ao menos notou uma das mãos dele descer até o meio de suas pernas e com os dedos afastar o tecido da calcinha para o lado. Somente quando Finn ousou introduzir um dedo foi que ela se deu conta:
- Humm... Fiiiiinn... – gemeu enquanto movia o quadril involuntariamente desejando mais daquele toque novo.
Ele introduziu mais um de maneira cautelosa com medo de machucá-la e recebeu uma forte investida do quadril dela como se implorasse por mais. Com um estalo, sua boca soltou o seio dela a fim de apreciar a expressão de puro deleite de sua namorada, Rachel mantinha os olhos cerrados, a boca entreaberta e seca, e respirando rapidamente. Finn, com o dedo do meio e o anelar dentro dela começou bem devagar, tirava e colocava numa lentidão torturante.
- Pelo amor de Deus, Finn... Mais! – ela pediu frustrada por não saciar uma vontade misteriosa dentro dela que crescia a cada instante.
Prontamente ele atendeu ao pedido dela e acelerou as coisas, além de adicionar o dedão com a função de dar um tratamento especial ao clitóris dela. Rachel curvou-se para cima agarrando os lençóis da cama gemendo em puro prazer. Mas de repente todo o movimento parou para a irritação dela que se apoiou nos próprios cotovelos olhando para baixo e em seguida para o namorado. Finn sorria cínico e ficou de joelhos novamente desafivelando o cinto e em seguida se livrando da calça preta de linho do paletó, ficando somente com a sua boxer na frente dela.
- Deite-se de novo. – ele pediu e ela o fez. – Prometo que não vou parar dessa vez. – completou levando as mãos na calcinha dela, retirando-a em seguida. Parou para admirá-la inteiramente nua na sua frente. – Você é perfeita, Rachel. Linda. – elogiou notando as bochechas dela ficarem rosadas enquanto trocavam sorrisos.
Finn depositou suas mãos na cintura e desceu os lábios no vão dos seios dela sentindo os braços dela o envolverem como um incentivo para continuar. Os dedos desceram lateralmente fazendo um reconhecimento completo pela coxa de Rachel ao mesmo tempo em que a boca traçava o seu caminho para baixo, atingindo a barriga e em seguida o umbigo, onde fez questão de perder um pouco de tempo dando uma atenção especial com a sua língua. Rachel acelerava ainda mais a respiração a cada centímetro de pele que os lábios dele tocavam e a vontade misteriosa logo retornou para assombrá-la, e sem perceber pegou-se empurrando impaciente a cabeça dele ainda mais para baixo. O atleta riu discretamente antes de mordiscar a parte interna da virilha da namorada e utilizou as duas mãos a fim de afastar ainda mais as suas pernas, dando pleno acesso ao local mais sensível de Rachel. A menina prendeu a respiração por antecipação ao sentir um hálito quente batendo de frente com a sua intimidade, e o garoto a provocou encostando a língua de leve recebendo um gemido num tom de tortura. O ego de Finn deu uma guinada histórica e ele tornou a ministrar sua língua especificamente naquele local, contudo precisava testemunhar o nível de descontrole que ele estava provocando nela e abriu os olhos olhando para cima. Rachel novamente estava atracada aos lençóis e contorcia-se em cima da cama soltando os sons mais sexys que ele já ouvira. Decidiu intensificar as coisas para o lado dela e colocou os seus dedos para brincarem também, anelar e o do meio a penetraram de novo e ela gritou pelo nome dele:
- FINN!
Dedos e língua pareciam trabalhar em equipe, conforme ele aumentava a velocidade deles, a língua dava um jeito de acompanhar o ritmo e não demorou muito até Finn sentir as paredes internas dela se contraírem dando o sinal de que Rachel estava tendo o primeiro orgasmo de sua vida. Foi difícil se manter no meio das pernas dela enquanto o seu quadril erguia-se de maneira involuntária em meio aos seus gemidos. De repente toda a musculatura dela relaxou e a sua namorada parecia um peso morto na cama, de olhos cerrados, respiração acelerada, lábios parcialmente abertos e ressecados.
A vontade misteriosa que tanto ansiava ser saciada esvaiu-se do seu corpo levando com ela toda a sua força, pois esta mesma lhe faltava para abrir os olhos. Não era cansaço, não havia motivo para estar cansada, pois não fizera esforço algum. Estava entorpecida, em transe, presa ainda às ondas elétricas que percorriam toda a extensão do seu corpo, e era absolutamente indescritível a sensação de relaxamento que abateu sobre ela. Somente quando sentiu uma movimentação ao lado dela e uma mão acariciando o seu rosto foi que ela, com muito esforço, levantou as pálpebras encarando uma feição orgulhosa de Finn.
- Como se sente? – ele perguntou sorrindo.
- Incrível. – respondeu num sussurro sentindo os músculos se enrijecendo de novo e a força retornando ao seu corpo. – Minha vez. Deite-se. – ordenou se erguendo trocando de posição. Ela por cima e ele por baixo. – Eu também quero você, Finn. Só você. – completou devolvendo as palavras dele ditas momentos antes e com um olhar transbordando desejo.
Rachel montou sobre a barriga dele e tomou os seus lábios de assalto utilizando as mãos para sentir o torso do namorado. Desceu a boca até a linha do queixo onde mordiscou arrancando de Finn um som de aprovação. Subiu novamente envolvendo o lóbulo esquerdo dele com a sua língua, sugando-o com vontade. O atleta, que mantinha as mãos repousadas na cintura dela, a apertou em resposta e Rachel, incentivada pelas reações dele, voltou a dar atenção ao queixo, distribuindo beijos, sugadas, mordidas enquanto descia pelo pescoço atingindo o peito dele, onde perdeu-se dando um carinho especial nos mamilos dele. Finn liberou mais um gemido e se pegou ansioso por antecipação ao sentir os lábios dela descer ainda mais, retribuindo as carícias dadas por ele ao umbigo dela.
A menina parou justamente quando estava chegando ao osso pélvico do namorado. Ela ergueu o olhar e o pegou fitando-a com intensidade, sentia a ereção dele pressionando seus seios e Finn ansiava pelo seu toque, o mínimo que fosse. Provocativa, Rachel passou de leve a mão por cima do tecido, em seguida o apalpou por toda a sua extensão liberando mais sons de prazer da boca do rapaz. As delicadas mãos dela se posicionaram na barra da boxer cinza e a puxaram vagarosa para baixo, expondo somente um pedaço do membro dele. Desceu mais um pouco, e mais e mais e ele saltou para fora apontado para ela. A boca de Rachel estava retorcida num sorriso orgulhosa de si mesmo, mas logo se pegou salivando só de pensar no que estava prestes a fazer.
- Rachel, por favor... – Finn pediu com a voz entrecortada e com um olhar pidão estampado.
As mãos o atiçaram novamente masturbando-o com certa provocação enquanto o rapaz jogava a cabeça para trás em deleite. E a fim de surpreendê-lo, ela o levou a boca causando um longo gemido escapar da boca dele. Rachel era absolutamente inexperiente e não sabia ao certo se estava fazendo do jeito que ele gostava, por isso começou com certa hesitação e com muito cuidado para não machucá-lo, era como se ele tivesse ouvido as suas preocupações, pois a mão dele veio diretamente na sua cabeça ministrando a velocidade que ela o sugava e a profundidade. As palavras da Senhorita Pillsbury fizeram sentido naquele instante, definitivamente ela não sofria de reflexo de vômito e quanto mais fundo permitia Finn adentrar em sua boca, mais prazeroso se tornava para ele.
- Ra-Rach... Pá-Pára... Rachel... – ele pediu puxando a sua cabeça delicadamente, interrompendo o oral. Novamente ela se viu ofendida e montou uma feição tristonha. – Você não fez nada de errado, estava maravilhoso. Mas temo que se continuasse, a gente ia parar antes mesmo de começarmos. – ele rapidamente explicou vendo-a sorrir aos poucos.
Ela engatinhou para o lado dele deixando-se envolver pelos braços protetores do namorado, ficaram em silêncio por algum tempo, apenas trocando olhares intensos e sorrisos sinceros. Sabiam que estavam próximos do ato em si, Rachel procurava nas feições dele uma maneira de relaxar, de espantar o nervosismo que aos poucos tornava a afligir. Por outro lado, Finn tentava não transparecer que estava tão nervoso quanto ela, a preocupação diante da diferença de tamanho voltou a assombrá-lo e agora, se vendo ao lado dela era possível ter uma noção real dessa diferença absurda. Sentiu a mão dela o puxar pelo braço, era o sinal de que ela estava pronta para ir mais além, mas antes de tomar o seu lugar no meio dela, beijou-lhe de novo sussurrando um "eu te amo" em seguida. Finn tateou sua calça à procura de sua carteira e novamente foi parado pela namorada sibilando a palavra "pílula". Sorriram.
Rachel abriu as pernas dando espaço suficiente para que ele se encaixar. Finn se posicionou sem nunca desviar o olhar dos olhos dela e fez o primeiro contato, que por instinto fez a menina se retrair. Diante do seu reflexo, ela tentou se manter relaxada de novo e o incentivou para continuar movimentando o quadril para cima, e ele forçou um pouco dessa vez, sentindo a resistência do hímen dela. Os músculos endureceram novamente, Rachel cerrou os punhos, travou os dentes e esforçou-se para não se queixar da dor que crescia à medida que o seu namorado a penetrava. Finn forçou-se a parar ao notar que de relaxado ali só tinha ele, fitou a expressão retraída da menina contida num desconforto da penetração dele.
- Não Rachel, eu vou parar. Estou machucando você! – ele falou retraindo o próprio quadril, mas ela foi mais rápida e cruzou as pernas ao redor dele impedindo-o de sair. – Você está chorando! – exclamou visando os olhos marejados dela.
- É normal Finn, a dor é normal. Termine o que você começou, faça-o de uma vez, devagar é ainda mais doloroso. – a menina o respondeu tentando sorrir, mesmo que toda a sua região pélvica estivesse sofrendo uma dor horrorosa.
Ele continuou hesitante e com uma expressão penosa tendo que fitar os olhos avermelhados e lacrimosos dela, e novamente foi preciso um incentivo pélvico dela para que ele desse continuidade. Entrou por completo e foi com muita força de vontade que ele conteve a sua vontade de repetir o movimento até atingir um ritmo estável. Rachel soltou a respiração que nem ao menos sabia que estava prendendo e a ardência no meio da suas pernas se intensificou com ele enterrado dentro dela. Abriu os olhos e viu a mesma cara de preocupado de antes, sorriu. Ou pelo menos tentou.
- Eu não quero machucar você, Rach. A gente pode tentar outro dia, eu não ligo. Eu não vou ficar chateado, quero que isso seja tão bom para você quanto para mim, mas vejo que está desconfortável. – o rapaz falou tentando ignorar a sensação maravilhosa que lhe dominava por estar ali.
- Eu quero isso. Só preciso de um minuto para me acostumar. Já vai passar, Finn. – respondeu tentando tranqüilizá-lo. – Você está sendo tão gentil, carinhoso e amável comigo. Não há razão nenhuma para pararmos. – finalizou acarinhando o rosto dele.
A ardência tinha diminuído, braços e pernas relaxaram um pouco e ela acenou com a cabeça dando o sinal que ele esperava. Atento ao que ela disse, sobre "devagar ser mais doloroso", Finn tentou ser não tão delicado assim e investiu contra a namorada, largando um eco de prazer dentro do quarto. Repetiu o movimento ganhando confiança ao ouvir os primeiros e tímidos gemidos da menina, continuou penetrando-a aumentando o ritmo de suas estocadas até atingirem um compasso prazeroso.
Rachel sentiu a dor e a ardência deixando o seu corpo dando lugar ao tesão e ao desejo. Se achava que tinha ido ao limite do prazer com as preliminares muito bem administradas pelo atleta, viu que tinha cometido um terrível engano. A vontade misteriosa e insaciável retornara, crescia gradativamente à medida que Finn arremetia contra ela, moveu-se minimamente mudando a angulação do seu quadril sentindo a ponta do membro dele atingir o seu ponto mais sensível de todos. Gemeu alto puxando os seus cabelos, queria mais daquele toque, queria que ele atingisse ali de novo.
- Mais... Fundo! – pediu sendo saciada segundos depois. – Mais rápido! – novamente foi atendida.
- Rach, eu... eu... Argh! – ele tentou falar, mas gemeu de prazer e dor ao mesmo tempo quando novamente as mãos delas agarraram suas madeixas.
Percebendo que ele estava próximo, Rachel começou a movimentar o quadril juntamente com as investidas dele para acelerar o seu lado e num emaranhado de sons sem sentido, eles gemiam tomados pelo prazer, pelo desejo de estarem um com outro, de estarem compartilhando isso juntos, de estarem proporcionando um para o outro uma das melhores sensações do mundo. As paredes internas dela se contraíram novamente indicando que ela estava atingindo ao clímax pela segunda vez naquela noite, Rachel contorcia-se enquanto suas unhas deixavam marcas nos ombros e nuca do namorado, e o ápice maior foi ouvi-la gritar pelo nome dele, isso bastou para que Finn explodisse dentro dela urrando na curva do seu pescoço. Parando o movimento do seu quadril aos poucos, ele se manteve acima dela sustentando-se pelos cotovelos sentindo suas respirações pesadas, sentindo ainda que ela sofria dos espasmos pós-orgasmos. Os pequenos braços da namorada o envolveram num abraço doce, os lábios dela distribuindo beijinhos em seu ombro, em cima das linhas avermelhadas que as suas unhas tinham feito.
- Você está marcado pelo resto da vida. – ela comentou num riso contido.
- Não me importo. – o adolescente respondeu saindo de cima dela, mas puxando-a em seguida para se aninhar em seus braços. – Como se sente? – indagou enquanto retirava os fios molhados de suo da testa dela.
Com uma perna jogada sobre ele, utilizando o seu ombro com travesseiro, sentindo uma de suas mãos acariciar suas costas nua de uma forma relaxante enquanto a outra ocupava-se em limpar a sua testa dos fios insistentes de cabelo, ela depositou uma mão sobre o peito desnudo dele fazendo as mais diferentes formas com os dedos. Rachel poderia dizer que estava em casa, literalmente. Deu um breve sorriso antes de responder:
- Especial. – disse sendo iluminada com um sorriso completo dele. – E... Dolorida. – completou. – E você, como se sente? – devolveu a pergunta.
- Como se essa tivesse sido a minha primeira vez. Foi incrível, Rach. – respondeu descendo a mão que antes se ocupava com os cabelos dela para o seu rosto.
- Foi maravilhoso. Contudo, me sinto tão cansada. Você não se importa se eu utilizar você como cobertor, colchão e travesseiro, não é? – Rachel perguntou buscando o olhar dele e montada numa expressão sapeca.
- Fique à vontade. – utilizando um dos pés Finn puxou o lençol da cama dela jogando por cima dos dois. Ajeitaram-se a fim de ficarem mais confortáveis. Levado também pelo cansaço, cerrou os olhos.
- Boa noite. Te amo. – ela ronronou sonolenta sobre ele.
- Também te amo. Boa noite, baby.
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Kurt desceu as escadas aos risos acompanhado de Mercedes e Puck, os três trocavam olhares significantes. Já era bem tarde, o Sol já estava escaldante do lado de fora e boa parte dos hóspedes já estavam de pé, exceto por duas figuras: Rachel e Finn. Sob às ordens de sua madrasta, Kurt ficou encarregado de procurá-los pela pousada. Até então, ninguém tinha dado falta do casal, estavam tão ocupados falando animados do casamento e da festa, mas então Carole se deu conta da ausência do seu filho e nora. Ela já temia o que tinha acontecido e sem que Leroy percebesse, deu uma piscadela para Hiram, que logo entendeu o que tinha acontecido. E ao ver as caras de Mercedes, Puck e do seu enteado só confirmou o que ela esperava.
- Rachel está num sono profundo, duvido que acorde agora. – a negra deu o seu parecer ciente de que não poderia vacilar na frente do pai mais carrancudo da menina. – No quarto dela.
- Finn também está todo largado na cama do quarto dele, não há nada com o que se preocupar. – Kurt respondeu o olhar inquisidor de Leroy do outro lado da cama. O homem relaxou instantaneamente com as palavras do menino. Discretamente, ele piscou para Carole.
Sentaram-se e voltaram a tomar o café-da-manhã /almoço. Perderam-se nas fofocas da festa enquanto Puck contava para todos os Gleeks que Finn tinha se dado bem naquela noite. Em questão de mais ou menos meia hora depois ouviu-se uma movimentação nas escadas e do pequeno hall que ligava a grande sala onde todos estavam reunidos e a sala de estar, local onde as escadas se localizava surgiram Finn e Rachel abraçados, sorridentes e desejando "bom dia" para todos.
Toda a armação para cima de Leroy estava indo perfeitamente bem, mas o homem não era estúpido. O casal se entregou ao descerem com os cabelos molhados, indicando que estavam de banho tomado, além do rapaz estar utilizando uma camiseta, deixando a mostra todas as marcas das unhas da namorada pelos seus ombros, costas e nuca. Aliás, quando Finn cruzou por toda a extensão da mesa com o objetivo de cumprimentar sua mãe e Burt, todos os convidados, amigos e familiares se deram conta do que tinha acontecido. Não agüentando mais segurar, Puck foi o primeiro a zuar os dois ao imitar garras e miar para Rachel. O restante dos adolescentes caíram na risada, soltavam gritinhos, enquanto os meninos urravam para o atleta.
Rachel, que estava do lado oposto da mesa corou em questão de segundos lançando olhares para os seus amigos, seus pais e por último olhando para o namorado, que estava de costas para ela mostrando todos os arranhões deixados por ela. A menina queria cavar um buraco e sumir.
- O que foi? – o adolescente perguntou inocente ainda sem perceber o que estava acontecendo. Olhou para baixo notando um sorriso sem graça estampado nos lábios de sua mãe. Discretamente ela apontou para os ombros dele e demorou mais do que o esperado para que então a ficha caísse.
- Teremos uma conversinha mais tarde. Vocês dois. – Leroy se pronunciou com a sua voz grave e com o seu tom nada satisfeito enquanto revezava o seu olhar para a filha e para o namorado dela.
- Oh crap. – Finn exclamou arrancando mais risadas de todos.
FIM.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAA MEU DEUS! NÃO CREIO! "PRIMEIRA VEZ" ACABOU! É de partir o coração quando uma fic acaba, gente. A sensação é de que está faltando alguma coisa dentro de mim, sei lá. Porém, ao mesmo tempo dá um orgulho, um sentimento de dever cumprido. É algo satisfatório! :) Mas não fiquem tristes, pretendo fazer uma continuação dela, pois como perceberam eu deixei as coisas entre Rachel e Shelby inacabadas. Mas daí será uma future-fic, se passará anos depois dessa centrada nessa relação de mãe e filha delas duas.
Queria aqui agradecer a paciência de todos vocês por terem me esperado e pedir de novo MIL DESCULPAS pela demora. Agradecer também aos comentários, um fic-writer pode ter o seu mérito pela imaginação, mas tenho certeza de que não seríamos nada sem as reviews, os elogios, as críticas e o carinho de vocês. MUITO OBRIGADA! Espero que tenham gostado!
Beijos,
Miss Gleek – Carol.
