Err... o.x
Creio que vocês não sentiram a minha falta, então não preciso inventar milhares de desculpas pela demora (de meses), não é? 8D
Brincadeiras à partes, a falta de criatividade atacou. É duro você pensar em várias idéias para deixar a fanfic engraçada – e não aquela comédia dã. XD
É por isso que eu digo: idéias? Eu aceito. 8D
Ah, e antes de mais nada, lembrando-os, leitores, que o capítulo I e II foram reeditados. (;
Inuyasha não me pertence, Conversas Pela Internet pertence somente à mim. Qualquer plágio, por favor, me avisem – apesar de que duvido que queiram plagiar essa fanfic ruim xD
Capítulo III
Yuki encolheu a barriga e olhou-se novamente no espelho, soltando um murmúrio de raiva. Odiava aquele uniforme que deixava as suas banhas salientes! Meu Deus, o que era aquilo? As banhas pulavam da saia!
- Caramba, sai logo daí. – Rin abriu a porta e fechou-a com força – Você não vai ficar bonita olhando para o espelho.
- Se é para ficar bonita que nem você, eu realmente não quero. – a mais nova retrucou.
Tudo bem, estava mentindo. A irmã era bonita mesmo com o modo estranho que se vestia.
... E ela não tinha banhas saltando da saia.
- Hahaha, como você é engraçada. Você me lembrou o travequinho, sabia? Por que vocês não fazem um concurso de quem é o mais engraçado e tosco?
Travequinho?
Quem diabos era travequinho?!
- Ah... – Yuki voltou-se para a Rin, que estava ocupada procurando alguma coisa na gaveta – Ontem eu precisei usar o seu computador... O da sala estava queimado...
- ... – Rin fechou a gaveta e olhou para a morena – Mamãe já me disse.
- Seu MSN estava aberto. E... Um amigo seu falou com você. o.o
- Que amigo?
- Um tal de Shesshoumaru...
- O traveco? – Rin gargalhou – E o nome dele é Sesshoumaru, anta.
- ... – Yuki ignorou a irmã. Já tinha acostumada com o jeito educado da irmã. – Ele mandou uma mensagem para você... Ele escreveu: "Fala para o asno da sua irmã..." e mais alguma coisa que eu esqueci.
- Ah.
Ah?
- O dia que o traveco de todos falar algo importante... – A morena comentou mais para si mesma do que para irmã. Olhando para ela, acrescentou – Por Kami-sama, Yuki, coloque uma blusa para disfarçar essas banhas. Você parece um porco.
OoOoOoOoOoOoO
- SESSHOUMARU, ABRA LOGO ESSA PORTA! SEU MALDITO!
Suspirou. Fechou os olhos novamente – e não se mexeu. Um dia Inuyasha seria esperto e veria que a porta estava destrancada.
- SESSHOUMARU! EU QUERO FALAR COM VOCÊ!
- Inuyasha, seu gay, dá para ser mais discreto? – E, com uma risadinha irônica, disse – Mas depois dos amassos com o baixinho do primeiro colegial, acho que não há necessidade.
- SEU...
"Ah, finalmente o burro abriu a porta." O mais velho pensou, quando viu o rosto vermelho do irmão mais novo.
- Inuyasha, por que você não vai lavar o rosto e se acalmar um pouco? Suado e vermelho desse jeito, parece que o baixinho do primeiro colegial fez loucuras com você.
- URGGGR. – Inuyasha grunhiu – Eu vou te matar, Sesshoumaru... Eu juro que eu te mato...
- Eu não tenho culpa da sua orientação sexual, Inuyasha. Me deixe fora disso. – Sesshoumaru levantou-se da cama e se espreguiçou – Além disso, Izayoi não disse à você ontem para me deixar fora disso tudo? A não ser que... – Ficou quieto por alguns segundos e sorriu, com a expressão parecido com a de um palhaço maníaco – O queee, Inuyasha? – Ouviu a porta do quarto ao lado abrindo e aumentou o tom de voz – O QUUUUE, INUYASHA? É sério o que você está falando? Jaken, o responsável pelos seus amassos no pátio da escola depois das aulas te deu um fora? Aaaah, não se preocupe irmãozinho. Homens fogosos não faltam por aqui...
- TRAVE...
- Que discussão é essa? – Izayoi entrou no quarto de Sesshoumaru, com a testa franzida – Vai começar de novo, Inuyasha?!
- Seu filho é um escandaloso, Izayoi – Sesshoumaru retomou a sua expressão séria – Inuyasha, nós não somos obrigados a agüentar a sua crise de depressão.
- Querido, Jaken não é a única... Ahn... Pessoa no mundo – Izayoi colocou a mão no ombro direito dele – Existem outras... Ahn... Pessoas, para dar amor à você. Não fique triste.
- Mãe...!
- Há chats também, Inuyasha. – Sesshoumaru deu um sorriso malicioso – MSN, telefone, WEB CAN...
- Baladas... – Izayoi acrescentou.
- Seus amigos gays que conhecem outros gays...
- Cabeleireiros...
- Vocês querem parar? – Inuyasha bufou, prester a ter um ataque cardíaco – QUANTAS vezes eu tenho que DIZER? Eu NÃO sou gay.
- Quantas vezes você quiser, irmãozinho. Nós não vamos acreditar.
- Inu, querido – A morena suspirou e olhou para o filho mais novo, tentando parecer reconfortante – Foi um choque para mim e para seu pai. Não vou negar porque foi. Para ser mais sincera ainda, eu sempre desconfiei do seu irmão... Mas enfim... – Tossiu levemente – Mas o que nós podemos fazer? Apenas podemos ficar do seu lado, querido. E para que mais mentiras? Sesshoumaru já não revelou tudo ontem à noite? Não precisa mais se esconder dentro do armário, Inu querido... E sobre esse tal de Jaken, ele deve ser um cego para não notar a sua beleza...
- Pfff... – Sesshoumaru segurou o riso, enquanto o mais novo parecia que ia ter um ataque cardíaco.
- ... E se você começar a mostrar sintomas de depressão, Inuyasha – e estou falando sério -, eu conto tudo para o seu pai e nós dois pegamos você e te arrastamos para o psicólogo. Entendeu?
- MÃE...
- E sem mais esse discurso de "eu não sou gay". – Franziu a testa, irritada – Seria melhor se eu tivesse duas noras... Mas eu me contento com um genro e uma nora... Isso é, se você não tiver nada para falar. – Ela olhou para Sesshoumaru, desconfiada – Tem?
- ...
- Eu tenho, eu tenho! – Inuyasha sorriu, fazendo questão de encarar o irmão mais velho nos olhos – Semana passada... Eu e o Jaken decidimos ir à uma balada...
- Seu gordo maldito, não se atreva a continuar... – o mais velho rosnou.
- Shiu! – Izayoi balançou o braço direito.
- Era uma balada... Como eu posso dizer? Onde só tinha gays, bi e simpatizantes. É claro, que NÃO PODIA FALTAR um show de stripper. Claro, só HOMENS BOMBADÕES lá, tirando a roupa, todo musculoso, só com a sunguinha, gemendo, passando a mão na coxa...
- Pelo amor de Kami-sama, Inuyasha! – Izayoi exclamou – Poupe-me dessses detalhes!
- Eu e Jaken sentamos perto do palco... Nós não queríamos perder nada, nada... E começou. Um traveco – frisou – entrou, encostou no cano, ficou gemendo... "Uhhh, Aaahh, UHHH"... Mas eu olhei para o traveco... Aquela voz... Aqueles cabelos compridos e brilhantes... Eu o conhecia de algum lugar... Eu virei para o Jaken e perguntei se ele também tinha essa mesma impressão, mas ele estava tão "animado" com o espetáculo, que não ouviu o que eu tinha perguntado. "Jaken!" Eu gritei e ele virou para mim. "O que foi, Inuyasha?!" "É só impressão minha... Ou eu conheço esse cara de algum lugar?!"
- INU...
- Fica quieto, Sesshoumaru!
"A história está ficando boa." Izayoi completou, em pensamento.
- Ele virou para mim, me encarando. "Inuyasha... É o seu irmão, seu idiota."
- O QUÊ? – A morena gritou. – SESSHOUMARU, VOCÊ TAMBÉM?
- Não aconteceu nada disso! – Rosnou – Esse gordo filho de uma mãe...
- E sabe o que é pior, Izayoi? – Inuyasha olhou para a morena, sério – É acordar hoje, de manhã, com uma ligação do Jaken... "Sinto muito, Inuyasha. O nosso amor é inesquecível e eu nunca vou esquecer de você, de suas pernas grossas, de seu tanquinho, de seu cabelo sedoso, se seu sorriso perfeito, de sua bundinha... Mas, depois daquele show... Quando você pegou o taxí e foi embora para a casa, a verdade é que eu fiquei lá na boate, esperando o seu irmão. Foi paixão a primeira vista. A princípio, eu tentei ficar com a cabeça fria. É algo momentâneo. Mas quando ele saiu... E olhou para mim... Desculpe-me, meu amor, mas seu irmão me seduziu... Espero que as coisas continuem como sempre foram entre a gente..."
- Sesshoumaru! Você roubou o namorado do seu irmão?!
- ... – Suspirou – Você vai acreditar nesse obeso, Izayoi?
- É a verdade. – Inuyasha gargalhou. E acrescentou, cochichando para o irmão – Se eu me ferro, você também vai, irmãozinho...
- Meu Deus, seu pai vai ter um ataque quando descobrir isso. – Izayoi levou a cabeça e começou a massagear as têmporas – Deus, vocês me dão mais trabalho agora do que quando eram pequenos...
- Seu gay...
- Traveco...
- Pegador de baixinhos do primeiro colegial...
- Pegadores de namorados alheios...
- PAREM! – os dois se calaram, mas os olhos dourados de Sesshoumaru não paravam de fitar Inuyasha. Este apenas sorriu, parecendo estar se divertindo – Será que vocês não podem agir como adultos? Por Kami-sama... – gemeu – Não vou ter nora...
- ... – Sesshoumaru ficou quieto por alguns instantes – Eu não sou traveco.
- E eu não sou gay.
- E eu sou boba, isso sim. – Izayoi retrucou, com grosseria – Como é aquele ditado? Quando duas comadres brigam, aparecem as verdades. Algo assim.
- Mas é tudo mentira, mãe! – Inuyasha disse, desesperando-se – Pode perguntar para a escola inteira. Eu sou HOMEM com H maiúsculo! Agora, se você perguntar do Sesshoumaru...
- ... Vão dizer que o idiota do meio-irmão dele é um gay retardado que dá uns amassos no baixinho do primeiro colegial – e em muitos outros. Mas claro, Izayoi, sem que o Jaken saiba.
- ... – A morena encarou o filho mais novo, chocada – Tem outros, Inuyasha?!
- Lógico que não!! – Sesshoumaru tentou conter um sorriso – Não tem outros, nem um, mãe! Eu n-ã-o sou gay! E...
- O que está acontecendo? – Inu no Taisho entrou no quarto, com os olhos vermelhos e o cabelo desarrumado – Que gritaria é essa, Izayoi? – E parecendo despertar, olhou severamente para Sesshoumaru – Sesshoumaru, você está implicando com o seu irmão por causa do... Acontecimento de ontem? – Sem dar espaço para que nenhum dos dois pudesse contestar, continuou – Foi uma revelação e tanto para um único dia, principalmente porque saiu da sua boca, Sesshoumaru. Eu sempre desconfiei de Inuyasha, mas pensava que era uma desconfiança e implicância da minha parte...
- Ah. – Izayoi interrompeu o marido – Eu sempre desconfiei do Sesshoumaru.
E com razão, acrescentou mentalmente.
- Não, não. – o marido balançou a cabeça – Inuyasha, quando pequeno, era delicado demais...
- Eu era uma criança, tinha medo de me machucar...
- Mas o Sesshoumaru? Sempre preocupado com a aparência. Lembra de que nós sempre tínhamos que avisá-lo três horas antes de sair? Uma hora para o banho, uma hora para escolher a roupa adequada, uma hora para se admirar no espelho.
- ... – ele encarou Izayoi, irritado – Isso foi HÁ muito tempo.
- Mas era um motivo. – a morena retrucou, balançando os ombros.
- Inuyasha não jogava futebol porque tinha medo de se machucar... Fresco igual...
- Isso aconteceu há bastante tempo! – bufou – Eu sempre jogo quando tem...
- E o Sesshoumaru, então? Não queria fazer aula de educação física porque não queria desarrumar o cabelo!
- Isso foi quando eu tinha TREZE ANOS!
- Ah, não interessa.
- Travequinho desde pequeno... – Inuyasha alfinetou o irmão.
- Humpf, e você que, desde pequeno, sempre dava um jeito de ficar no banheiro masculino, à sós, com os garotinhos?
- Sesshoumaru, não provoca o seu irmão! – Inu no Taisho esbravejou. E virou-se para o filho mais novo – Que história é essa de travequinho desde pequeno?! Não me diga que... – Ele se virou novamente para o filho mais velho – Você também, Sesshoumaru?!
- Ele é um caso mais grave, Inu. O Inuyasha disse que, quando foi para a boate gay com o tal de Jaken, ele viu o Sesshoumaru tirando a roupa!
- Eu já disse que...
- E tem mais! Parece que o tal de Jaken ficou tão maravilhado com o Sesshoumaru, que decidiu abandonar o Inuyasha!
- Mãe, eu não namoro o Jaken, caramba!
- Namorar, ficar, dá tudo na mesma.
- Mas eu não namoro, fico e nem pego! Eu sou HÉ-TE-RO!
- Inuyasha – Inu no Taisho disse – Se o Sesshoumaru falar para mim que ele não é um traveco, que é só uma história inventada sua para ferrar o seu irmão, eu acredito... Mas você, Inuyasha...
- Foi história do Inuyasha para me ferrar. – Sesshoumaru deu um secreto sorriso, o que deixou o Hanyou ainda mais enfurecido.
- É claro que é, é óbvio. Como você pôde acreditar nisso, Izayoi? – ele bateu no próprio peito, orgulhoso – O Sesshoumaru puxou à mim em tudo! – Tossiu – É claro que, o Inuyasha também, em algumas coisas.
Izayoi fungou, tentando parecer séria. E antes que qualquer dos dois pudessem contestar, ela disse, categórica:
- Vocês estão atrasados. Depois nós conversaremos sobre isso.
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- Rin. – Murmurou, não tirando os olhos da revista – Onde está a sua irmã? Ela vai se atrasar no primeiro dia de aula.
- E eu vou saber? – Bufou, pegando a mochila preta e colocando-a nas costas – Eu não cuidar dela até em casa, mãe.
Kiyouko revirou os olhos. Como podia ter duas filhas tão diferentes?
- Então espere a sua irmã, Rin. Você sabe como ela se perde fácil. Até ela encontrar—
- Não posso. Vou passar na casa do Jakotsu antes de ir para a escola. – Ficou quieta por alguns segundos e teve vontade de socar a própria boca.
"Prepara-se para a sessão sermão." Rodou os olhos.
- Jakotsu? Jakotsu, o seu amigo gay? – Arqueou a sobrancelha.
- É, mãe. É.
- Rin, eu já não disse para não se meter com essa gente traficante?
A morena riu.
- Eu estou falando sério. – Kiyouko rebateu, irritada.
- Claro, claro. Jakotsu metido com tráfico de drogas. É mais fácil ele fazer tráfico de chapinha, secador, esmalte, batom, lixa de unha...
- Rin, eu...
- Eu já estou indo, mãe. – E antes que ela pudesse contestar, bateu a porta na cara da mãe. – Haja paciência... – Revirou os olhos e teve vontade de gargalhar ao pensar em Jakotsu enfiado no morro, coordenando o tráfico de drogas.
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Desceu as escadas correndo e se deparou com a mãe, massageando as têmporas.
- O que foi, mãe? – Ela indagou, franzindo a testa, preocupada – A Senhora está com dor de cabeça? Quer que eu pego um remédio?
- Não precisa, querida, não precisa. – Sorriu diante da preocupação da filha – Sua irmã que me deixa nervosa. – Bufou – Depois que a Rin morrer de overdose, a culpa vai ser desse tal de Jyakotsu!
- Jakotsu mãe, Jakotsu. – Yuki corrigiu e sentiu-se confusa – Mas por que? Não sabia que ele usava drogas. Ele parece tão... – Tentou procurar a palavra certa – Inofensivo.
- Não só usa, como aposto que coordena uma quadrilha inteira. – Rebateu.
Yuki segurou a risada. Sua mãe tinha uma imaginação fértil – principalmente se tratando dos amigos da irmã.
- Yuki. – Olhou a filha de cima para baixo – Por que você está com essa blusa?
"Por Kami-sama, Yuki, coloque uma blusa para disfarçar essas banhas. Você parece um porco."
Pelo menos, com aquela blusa, as banhas não eram tão visíveis.
- Er, eu estou com frio.
... Mesmo que morresse de calor, não a chamariam de... Banhuda.
- Yuki, querida, está mais de 30º hoje.
- Mas eu estou com frio. – Insistiu e antes que a mãe pudesse dizer mais alguma coisa, pegou a chave da porta principal e beijou a bochecha da mãe – Já vou indo. Senão vou me atrasar... Mãe, você pode me dar o dinheiro para o lanche?
- Tudo bem, tudo bem. Tem certeza de que consegue chegar lá, andando, sem se perder? – Indagou – Pega a minha carteira, por favor.
- Hai, hai. – Respondeu e deu a carteira preta para a mãe – Não se preocupe, mamãe, eu consigo chegar lá. – Pegou a nota que a mãe estendera. – Bem, vou indo então... Sayonara! – Sorriu e saiu de casa. Abriu o portão, se virou e deparou-se com a mãe olhando através da cortina. Suspirou e deu mais um 'tchauzinho'.
Era incrível como a sua família tinha a plena confiança de que ela podia chegar à escola sem ser atropelada ou assaltada. Quando chegou na esquina, olhou para todos os lados e sorriu, ao ver que não tinha nenhuma vizinha bisbilhoteira a vista.
Um carro aproximou-se e parou à sua frente. Abriu a porta e sorriu para o motorista.
- Escola Shikon no Tama, por favor...
- Sim, senhora. – O taxista sorriu.
Yuki encostou do banco, satisfeita consigo mesma.
Iria ser bem mais proveitoso gastar o dinheiro que pedira a sua mãe em uma corrida de taxí do que em um lanche...
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- RIIIIINZIIIINHA! – A morena arqueou a sobrancelha ao ver o amigo apenas de toalha, segurando o secador na mão esquerda e um creme de pentear na direita – Você chegou na hora certa! – Foi para o lado para deixá-la passar – O que você acha? Deixo o meu cabelo natural ou seco?
Revirou os olhos.
- E eu que vou saber, Bakotsu? – Bufou – Você sabe que eu não entendo dessas coisas.
O moreno riu, um tanto afeminado.
- Desculpe, Rin, esqueci que você não é nada delicada... AI! – Gritou quando levou um pisão no pé – Itai! Sua caminhoneeeira! – Choramingou.
- Cale a boca, Jakotsu, antes que eu te deixe sem dentes. – Rosnou. O amigo segurou o riso.
- Itai, itai. – Ficou pensativo – Hm, acho que eu vou fazer uma chapinha. Vai ficar bem melhor... – Piscou e olhou para a amiga – Rinzinha, você não se importa em chegar atrasada à escola, não é?
Rin deu os ombros.
Não se importava nem em repetir de ano – pela segunda vez -, quanto mais em perder a insignificante primeira aula.
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- Como vai, Sesshoumaru? – Sango sorriu cinicamente, acenando para o amigo que ia em sua direção – Ou devo dizer, Shesshy? – Gargalhou.
- ... – Encarou a amiga por alguns segundos – Isso não tem a mínima graça, Sango.
- O pior é que ainda tem! – Ela tentou conter o riso – Eu pensei que você e Rin fossem se dar bem, mas não logo de cara...
- Se eu encontro a sua amiga, esfrego a cara dela na parede...
- Não seja chato, Sesshy! – Sango deu um tapa no ombro do Youkai – Leve na esportiva...
- ...
- Falando nisso, cadê o Inuyasha? Ele não costuma vir com você?
Sesshoumaru sorriu, satisfeito.
- Izayoi pediu para que eu fosse na frente. Ela queria conversar com ele.
A morena piscou.
- O que ele aprontou dessa vez?
O sorriso maníaco de Sesshoumaru aumentou.
- Quer mesmo saber?
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Rin rodou os olhos ao ver os gritinhos de Jakotsu no banheiro.
- Por que ele precisa ser tão escandaloso? – Resmungou consigo mesma.
- RIIIN-CHHHHHAAAAAN!
- ... – Ficou em silêncio por alguns segundos.
- RIIIINZIIIIINHHAAAAAA!
- O QUE VOCÊ QUER?! – Gritou, irritada.
- T.T, Rinzinha é má, sabia?
- Você fez esse escândalo todo só para dizer isso?
Jurou para si mesma, que um dia mataria Jakotsu.
- Iie, iie. – O moreno gesticulou impaciente no banheiro. Olhou-se no espelho e sorriu com o resultado – Você disse que tinha um amigo traveco ontem no msn, lembra? Quem é? Ele é bonito? Bombadão? Sarado? Coxas grossas? Lábios carnudos?
Rin tentou segurar o riso.
- Para dizer a verdade, eu nunca o vi, Jakotsu.
Ele saiu do banheiro, com uma expressão levemente curiosa.
- Você não disse que ele é o seu amigo?
Rin olhou torto para ele.
- Eu não disse que ele é o meu amigo. Eu nunca o vi na vida e eu só falei com ele, duas vezes, no msn.
Jakotsu rodou os olhos.
- Por que você não marca um encontro com ele? Por favor, Rinzinha, eu estou na seca e não acho ninguém bonito para aliviar a minha tensão. – Choramingou.
A morena arqueou a sobrancelha.
- Porque você não...
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Inuyasha entrou na sala com a expressão emburrada. Viu o seu meio-irmão e sua amiga Sango, com um sorriso de desdém estampado no rosto. Bufou – já imaginando o que tinha acontecido.
- Então, Inuyasha... – Assobiou – O Sesshoumaru me contou o que aconteceu...
- Feh! E você vai acreditar nesse idiota? – O hanyou jogou a mochila com força – Eu sou homem! Com H maiúsculo!
- É claro que você é homem, Inuyasha – O Youkai arqueou a sobrancelha – Apenas tem uma orientação sexual diferente.
Sango gargalhou. Inuyasha estreitou os olhos.
- Você me paga, SESSHOUMARU...
Ignorou as ameaças do irmão mais novo. Era sempre a mesma coisa – e ele nunca fazia nada.
- Ohayou, Ohayou! – Myouga entrou na sala e logo todos foram para os seus lugares. Algumas responderam para o professor, outros não o cumprimentaram – Bem, bem. – Sorriu com satisfação ao ver todos em silêncio - Hoje, receberemos uma aluna transferida. Sei que, nessa época do ano, é incomum haver alunos transferidos, mas peço que dêem um desconto e tratem-na bem... Pode entrar, Nakayama-sama!
Yuki entrou na sala, corada e constrangida. Aquele era o principal motivo por não gostar de mudar de escola. Caminhou rapidamente para o centro da sala, ao lado do professor.
- Ano... – Gaguejou – Meu nome é Nakayama Yuki... Eu vim de Tokyo há pouco tempo e... Espero que possamos nos dar bem...
- Hai, hai. – Myouga sorriu e colocou a mão sobre o ombro direito da morena – Vejamos... Por que você não se senta atrás da Sango, ao lado do Inuyasha?
Alguns murmuros femininos puderam ser ouvidos na sala. Yuki caminhou rapidamente para o lugar indicado e sentou-se atrás do Hanyou.
"Meu Deus..." Suspirou, pousando a mala com delicadeza na mesa "Por que eu tive que sentar atrás desse Hanyou de cara emburrada...?"
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- Senhorita Higurashi?
- H-hai?
Kagome largou o lápis na mesa e olhou para a professora. Sorriu.
- O que você está escrevendo que não está prestando atenção na matéria?
- E-Eu... Não é nada, Kinomoto-san... – Engoliu em seco. Tentou esconder o papel, mas logo este foi retirado de suas mãos.
- O que são esses "n.n?"- A professora indagou, irritada.
Kagome não respondeu.
- Não vai responder, pelo jeito. – A garota continuou quieta – Bem, não resta outra alternativa a não ser entregar este papel ao diretor. – Colocou-o no bolso, com um sorriso de satisfação estampado no rosto – Só espero que isso não se repita.
- H-hai... – Suspirou. Olhou para a lousa, lotada de fórmulas e contas. Não estava entendendo nada, aquela era a verdade.
Sentiu um pedaço de papel voar em sua direção. Abriu-o e sorriu ao reconhecer a caligrafia.
"K-chan, o que era aquilo que a professora pegou? Não me diga que eram aqueles 'n.n' inúteis que você faz durante todas as aulas..."
Rabiscou de volta.
"É, na verdade era isso mesmo, Koharu-chan... Demo, n.n é tão bonitinho. n.n E eu não estou entendendo nada da matéria, Koharu-chaaaaaann... T.T"
Kinomoto-san continuava a explicar a matéria da lousa. Como odiava física... Realmente, não entendia o porquê daquela matéria maldita estar na sua grade escolar!
"Bem, você não está prestando atenção na matéria! Em vez disso, fica rabiscando os seus n.n... Quer ir para cara hoje à tarde? Eu explico a matéria para você."
Sorriu. Ah, como era bom ter uma amiga inteligente...
"Hai, hai! Eu vou!"
Jogou o bilhete de volta para a amiga. Recebeu um sinal de positivo.
Mais tranqüila, pegou outra folha de caderno e continuou a desenhar os seus emoticons...
Afinal, se Koharu iria explicar a matéria depois, por que iria se preocupar em prestar atenção naquele momento?
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Sango coçou a cabeça, encucada. Nakayama... Já havia ouvido aquele nome de algum lugar... Mas de onde? Talvez era apenas a sua impressão.
- Olá! – Cumprimentou-a, assim que Yuki sentou-se.
- Ohayou. – A morena sorriu.
- Meu nome é, Sango, prazer. Este aí que está na sua frente, com cara de emburrado é o Inuyasha...
- Eu NÃO estou emburrado!
A garota ignorou o ataque de chilique do Hanyou.
- E este aqui atrás de mim – apontou para trás – é o Sesshoumaru.
"Sesshoumaru...?" Sorriu e o Youkai retribuiu com um murmuro incompreensível para a audição de uma humana "Onde eu já ouvi esse nome..."
- E então... Por que você se mudou para cá? – A morena tentou puxar assunto.
- Ehn... Minha mãe achou que a minha antiga escola era ruim. Eu não sabia quase nada, e não conseguia acompanhar o conteúdo – Coçou a cabeça, constrangida – Eu fiquei de exame umas três vezes, acho... – E acrescentou, rapidamente – Mas eu não sou repetente!
- Ah, sim! – Sango sorriu. – Deve ser difícil. Mas ainda bem que você não repetiu.
- É, pois é. – A morena sorriu – Minha irmã é um ano mais velha que eu e repetiu o terceiro ano... Mas ela não se preocupa muito com os estudos e...
- Sango, Yuki! Prestem atenção! – Myouga gritou.
Sango rodou os olhos e Yuki soltou um discreto sorriso.
Talvez a nova escola não fosse tão ruim assim.
E antes que pudesse se conter, olhou de soslaio para o Youkai de cabelos prateados.
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- Vamos? – Jakotsu saiu do banheiro, com um sorriso de satisfação estampado no rosto – Já acabei de me arrumar.
- Arghhh... – Rin reclamou – Estou com preguiça. Não quero ir para a escola hoje.
Jakotsu rodou os olhos e colocou as mãos na cintura.
- Rin, você já repetiu um ano. Quer repetir o outro?
- Quero. – a morena retrucou. Jakotsu bufou.
- Por Kami-sama, não sei como a sua mãe te agüenta! Vamos!
A morena levantou-se do sofá, contrariada.
- Seria ao contrário. Eu não sei como EU agüento a minha mãe.
- Não deve ser tão ruim assim. Você que está dramatizando.
"Rin, eu já não disse para não se meter com essa gente traficante?"
Gargalhou. O amigo olhou para ela, confuso.
- O que foi?
- Nada, Jak. Nada.
- O que aconteceu? – Perguntou desconfiado – Sua mãe disse alguma coisa de mim, foi? Foi isso?
- Vamos para a escola. – Pegou a mochila e colocou-a nas costas. – E pára de me atormentar, Jakotsu!
- Mas eu quero saber o que ela diiiiisse! – O moreno disse, manhoso – Rin-chan é do mal!
- Pois é, sou do mal mesmo. – Fechou os olhos. Sabia que o amigo iria atormentá-la por todo o caminho...
X---------X---------X---------X
- SESSHOUMARU!
Estreitou os olhos.
- Não grita, Sango. Eu não sou surdo.
- Pois parece. – Respondeu, mal-humorada – Temos que discutir sobre o trabalho.
- Trabalho? Que porr... de trabalho é esse?
- De química, Sesshoumaru, dãã. O grupo vai ser eu, você, o Inuyasha e a Yuki. Isso é que dá ficar roncando durante a aula.
- Quem é... – Olhou para a garota que estava ao seu lado. Yuki corou e rapidamente abaixou os olhos – Ah.
- Recuso a fazer par com esse traveco. – Inuyasha murmurou, irritado.
Sesshoumaru balançou os ombros.
- Inuyasha, irmãozinho querido, eu sei que você queria fazer par com o Jaken. Mas infelizmente ele está no primeiro colegial. Isso não vai ser possível.
- Irmão? – Yuki murmurou, confusa – Vocês são irmãos?
- Meio-irmão. – Inuyasha corrigiu.
- Demo... Vocês estão no mesmo ano?
- Eu pulei um ano, por isso estudo na mesma classe que o Sesshoumaru. – Sorriu, convencido – Sou mais inteligente que o meu meio-irmão.
- Na realidade, a professora do pré não queria te aturar mais, Inuyasha. Por isso, Izayoi, fazendo um pequeno favor para ela, fez você pular um ano.
- Feh! – O Hanyou cruzou os braços. – Dá na mesma.
- E o trabalho? – Sango se intrometeu na conversan, antes que os dois pudessem discutir ainda mais – Nós teremos que nos reunir na casa de alguém para fazer essa porcaria. De preferência, hoje.
- P-Pode ser na minha casa... – Yuki sugeriu – Acho que minha mãe não se incomoda.
- Hai. Por mim, tudo bem.
- E vocês podem almoçar lá, se quiser...
- Oh, não. – Sango balançou a cabeça – Não queremos dar trabalho.
- Não finja que é educada, Sango. Você adora comer na casa dos outros.
A morena deu um tapa no ombro de Sesshoumaru, que nã se moveu.
- Idiota! – Resmungou.
- Você não é forte. – Deu um meio-sorriso.
- Por mim, tudo bem. – Inuyasha falou, ainda emburrada – Já que eu não outra alternativa...
- Faça o trabalho sozinho, então, Inuyasha.
- Feh!
Yuki riu. Por mais que Inuyasha fosse tão emburrado, irritado e estressado, pôde constatar que era uma pessoa.
Seus olhos se encontraram com os olhos dourados de Sesshoumaru.
"Tão lindo..." Pensou consigo mesma. Balançou a cabeça.
- Hai, então está combinado! – Sorriu – Vou ligar para minha mãe...
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Bônus:
Jakotsu – Aula chata diz:
O que você está fazendo no MSN, Rinzinha? u.u
Jakotsu – Aula chata diz:
Você deveria estar fazendo os exercícios que a professora passou!
Rin – Aula de informática diz:
¬¬, olha só quem fala! O que você está fazendo on?
Jakotsu – Aula chata diz:
Eu entrei em um chat gay para ver se eu encontrava o meu príncipe encantado – JÁ QUE VOCÊ NÃO QUER ME APRESENTAR O SEU AMIGO TRAVECO – e adicionei alguns canditatos no msn.
Jakotsu – Aula chata diz:
Rinnziiinha, cada filé. #nas nuvens# Eles me mandaram umas fotos, uh-lá-lá!
Rin – Aula de informática diz:
Eu não estou interessada nos seus pretendentes, Jakotsu! ¬¬
Jakotsu – Aula chata diz:
T.T e depois diz que não está na seca!
Jakotsu – Aula chata diz:
Riinzinha, tem um aqui que é bi. Se eu não gostar dele, posso apresentá-lo a você, que tal?
Rin – Aula de informática diz:
Vai se ferrar, Jakotsu, seu tosco! ¬¬
Jakotsu – Aula chata diz:
E depois diz que não me maltrata! T.T
X--------X--------X-------X
Errr... Bem, eu sei que não está engraçado quanto os outros, mas eu tentei fazer o melhor. 8D E talvez isso explica a demora de meses para atualizar... Mas é que eu não tinha muitas idéias para esse capítulo. T.T
Então, como eu já disse anteriormente, o capítulo um e o dois foram reeditados. Por isso, eu recebi algumas reviews comentando sobre esses novos capítulos e eu me confundi toda. U.u #lesada#
Por isso, eu vou responder às reviews que vocês mandarem a partir desse capítulo, ok? Fiz um blog falando sobre assuntos relacionados a minhas fanfics e lá eu vou responder as reviews! n.n #síndrome de Kagome# O link está disponível no meu profile, quem quiser ler, é só clicar. :D
AHHHH, E O ENCONTRO DO TRAVECO E DA ÓRGÃO? Será que sai no próximo capítulo? Quem sabe, hahaha. #malvada#
Bem, chega de enrolação. Espero que vocês tenham gostado... E REVIEWS. (: Nem que seja para elogiar, criticar, falando o que eu preciso melhor e etc. n.n
Minha meta é chegar aos 75 nesse capítulo. o/ Caso vocês acharam que essa fic é digna de ses comentários, ficaria muito feliz. n.n
JA NE! o/
Ps: Realmente, a síndrome da Kagome pega. O.O
