Capítulo 8

Não há dúvidas!

Não podia acreditar no que sua percepção lhe dizia através da ligação telefônica.

Um acidente... Não... Ita-kun...!

Não conseguiu pensar em mais nada após cogitar que algo terrível poderia ter acontecido a seu noivo, por isso, mesmo trêmula pelo nervosismo notório, pegou as chaves do carro para seguir estrada adentro atrás dos irmãos Uchiha.

A noite tão escura, nenhuma estrela no céu e a má iluminação da estrada não ajudava em nada. Sakura dirigia numa velocidade irreal. Era incrível como as mãos tão trêmulas conseguiam habilmente manejar o volante.

Provavelmente era a vontade de vê-lo.

Saber se estava bem...

Correu por quase quinze minutos, até que ao longe, os faróis de seu carro puderam iluminar o breu à sua frente, revelando dois veículos parados no acostamento. Kami-sama! Esse carro é do Itachi...

Aproximou-se sem perder tempo, encostou o carro e saiu correndo. Procurou-os desesperada dentro de cada um dos veículos parcialmente amassados, mas nada encontrou.

Começou a gritar o nome dele. – Itachi! – Algumas lágrimas já rolavam pelo rosto alvo. – Itachi! Responde! Onde você está?

Ninguém respondera, mas o barulho de algo que parecia ser uma briga vinha filtrado pela brisa fria da noite. Kami-sama, arigatou! Agradeceu silenciosa assim que teve a certeza de que ambos estavam vivos.

Ergueu o corpo sobre as pontas dos pés e pôde vê-lo com muita dificuldade aos socos e ponta-pés rolando com Sasuke atrás de alguns arbustos. A densa folhagem e o breu da noite dificultaram sua passagem até eles, mas segundos após driblar aqueles empecilhos, conseguiu escutar com precisão a última sentença de Itachi.

- Nunca mais ouse tocar na minha mulher! – Esbravejou, antes de desferir mais outro golpe bem no meio da cara de seu irmão mais novo.

Era com certeza uma situação deplorável de se ver. Eles estavam sujos de terra e um pouco sangue, havia uma série de hematomas em seus rostos e da camisa de ambos, só havia restado retalhos.

Os irmãos Uchiha estavam totalmente fora de controle e não fosse a interferência de Haruno, provavelmente se matariam ou tentariam até que um caísse inconsciente no chão.

- Ita-kun! – Correu em sua direção, para tentar afastá-lo de Sasuke. No entanto, antes mesmo que conseguisse ficar a uma distância curta dele, foi impedida pelas suas palavras frias.

- Vai embora daqui, Sakura! – Fitou-a seriamente. – Eu não mandei você ficar em casa!

Haruno se exaltou naquele instante.

Não queria ser motivo de discórdia entre eles, sentia-se um pedaço de carne sendo disputado por dois cães raivosos. A forma como estava sendo tratada a irritava profundamente.

- Ficado em casa? – Perguntou irônica, secando as lágrimas que teimavam em rolar pelo rosto pelo alívio que sentira em vê-los a salvo. – Pra quê? Pra que vocês pudessem ficar mais à vontade pra se matar?

Os irmãos voltaram seus olhares para ela ao notar o sarcasmo que sua fala soara.

- Eu não sou um prêmio pra vocês disputarem! – A voz alterada, as mãos tornaram a tremer levemente, até que finalmente disse as palavras que provavelmente dariam fim àquela briga.

- Aishiteru, Itachi... – E após um suspiro profundo, continuou. – Não faz idéia de como fiquei preocupada com você quando achei que tivesse morrido...

Aquelas poucas palavras tocaram o coração endurecido do Uchiha mais velho, desarmando-o por completo. Caminhou até ela e a abraçou forte, não se importando com os ferimentos que doíam ao ser pressionados pelo corpo de Haruno.

Se por um lado o casal estava contente e aliviado, por outro alguém estava muito insatisfeito com aquele final feliz.

Precisou então se pronunciar.

- Larga ela! – A expressão de Sasuke era assustadora, definitivamente o orgulho ferido lhe era muito amargo. – Ela é minha!

- Não! Cala a boca! – Finalmente retrucou de forma segura e decidida. – Eu não sou sua! Acostume-se a isso! Eu quero que você suma da minha vida, entendeu? – E levantando a mão direita em sua direção, falou-lhe com seriedade, mostrando-lhe a reluzente pedra que ganhara de seu noivo. – Vê isso? É o símbolo do meu compromisso com seu irmão... Eu o amo...

E após alguns segundos de silêncio mortal, Haruno afastou-se de Itachi lentamente e aproximou-se de Sasuke para falar-lhe tentando pouco a pouco se acalmar. – Nossa relação acabou, Sasuke, por favor, entenda isso... – Continuou sincera. – O que aconteceu hoje mais cedo foi um erro terrível... Do qual me arrependo muito. – Suspirou profundamente, e com um sorriso benevolente, tocou-lhe o ombro, e disse-lhe. - Eu desejo sua felicidade, meu amigo... Por favor, deseje o mesmo pra mim...

Apesar de serem bonitas as palavras dela, ele com certeza não encarou dessa forma. Aproveitou a guarda baixa de Haruno e a proximidade entre os dois para tomar-lhe o pulso violentamente. – Eu não quero sua amizade, Sakura!

Essa foi agota d'água para que o mais velho pudesse fazer o que mais desejava desde quando soube que Sasuke havia invadido a casa de Sakura aquela manhã e que a tocara.

Deu-lhe um belo soco que inevitavelmente provocou a queda de seu irmão ao chão. – Isso é pra você entender, ela não te quer e eu não vou permitir que volte a incomodá-la.

...

.

.

.

- Tem certeza que ele vai ficar bem? – Indagou Haruno, olhando preocupada pelo retrovisor, vislumbrando seu futuro cunhado no chão, ferido e sozinho, enquanto ela e Itachi afastavam-se dali.

Itachi olhou para sua mulher e esboçando um sorriso cínico no canto da boca, falou-lhe. – Não se preocupe, meu querido otou-to vai superar...

Sakura ligou para o reboque, para que levasse o carro de Itachi de volta e que ajudasse Sasuke a retornar para a capital.

E partiram enfim para casa.

...

.

.

.

.

- Argh... – Um grunhido quase que imperceptível escapou pela garganta do Uchiha mais velho assim que sentiu o supercílio suturado pelas mãos hábeis de sua pequena, após chegar em casa e banhar-se.

- Está doendo? – Preocupou-se Haruno.

A resposta foi um aceno negativo com a cabeça.

O silêncio aterrorizante ecoava na ampla sala de estar.

Alguém precisava quebrar aquela barreira silenciosa e provavelmente teria de ser ela.

- Nunca mais faça isso comigo... – Disse num sussurro quase inaudível, deixando o material de primeiros-socorros em cima da mesa, para poder abraçá-lo, enterrando seu rosto no peito dele.

- Sakura... – Chamou baixinho, tomando o queixo dela em uma de suas mãos para fitá-la. – Você não pode ter mais dúvidas... Se precisar de um tempo pra pensar, eu vou entender. Mas esse tipo de situação não pode tornar a acontecer e...

Continuaria, entretanto a boca feminina roubou-lhe um beijo faminto impedindo que seu discurso prosseguisse. E quando ambos ficaram sem ar, ela acarinhou a face masculina, maculada por alguns hematomas e inchaços, beijando cada um deles para enfim fitar dentro da imensidão daquele negro profundo de seus belos orbes. – Eu não tenho dúvidas... Você é o homem que eu amo.

Após acalmá-lo com aquela doce declaração, Haruno beijou-o novamente, sendo totalmente retribuída. Levantou-se em seguida e pediu que ele se sentasse no sofá ainda coberto pelas lindas pétalas vermelhas, cenário que ele havia preparado para ela mais cedo e que com certeza não seria desperdiçado...

Ficou de pé na frente dele e numa atitude decidida e bastante atrevida, desatou o nó do roupão branco que lhe cobria o corpo, deixando que a peça escorregasse lentamente sobre a superfície da pele nua.

Ele a olhava admirado, desejoso por poder tocá-la, afinal seus esforços durante todo o dia foram exatamente para isso. Apreciou cada pedaço daquela pele alva, cada contorno, cada desenho como se fosse a primeira vez. Nunca se cansava de admirar aquele corpo tão perfeito.

Seus olhos passeavam por cada pedacinho dela e o desejo extremo mostrava-se não somente através do brilho intenso em seu olhar, mas principalmente pela ereção evidente por baixo de sua calça.

Haruno sorriu vitoriosa ao notar os efeitos que sua atitude audaciosa provocava no homem que amava. E quando ele tentou puxá-la para si, ela simplesmente negara. – Na na ni na não... – Aproximou-se lentamente do ouvido dele, sussurrando sensualmente. – Hoje... Você é meu... Eu farei o que quiser com você... – Passou levemente a ponta da língua no lóbulo da orelha masculina, arrancando dele um gemido baixo durante aquela carícia.

Desceu devagarzinho trilhando um caminho de beijos e lambidinhas pelo pescoço dele, peito e abdome, enquanto suas mãos brincavam astutas com o cós da calça masculina. – Eu não gosto dessa calça... – Falou-lhe ofegante, fitando-o com luxúria. – Tira isso agora! – Ordenou numa voz firme.

Itachi não sabia exatamente o que havia acontecido com sua pequena, mas aquele jogo o agradava muito. Sempre conduziu as mulheres com as quais dormira e com Sakura não havia sido diferente. A idéia de sentir-se submisso sempre lhe pareceu desgostosa, entretanto não podia negar que ela sabia fazer com que sentisse desejo intenso com aquela nova experiência.

A cada centímetro que a calça dele descia pelas pernas torneadas, mais Haruno comprimia o lábio inferior entre os dentes, pois a visão daquele corpo másculo coberto somente por um pequeno pedaço de tecido na altura de sua masculinidade ereta era simplesmente divina.

- Bem melhor... – Sussurrou sensual ao pé do ouvido dele, direcionando-o novamente a sentar-se no sofá, deslizando o indicador em ziguezague até o abdome masculino, divertindo-se a cada vibração que seus músculos definidos sofriam por baixo de seu toque sedutor. Ajoelhou-se lentamente de frente para ele. – Ahm... – Ambos suspiraram quando ela habilmente segurou firmemente em sua mão o membro rijo por cima da cueca.

- Você quer me matar, não é? – Indagou num fio de voz, sua mente nublada pelas sensações que aquele carinho provocava em seu corpo. – Vem pra mim, Sakura... Quero você... Quero me sentir dentro de você...

Chamou-a, no entanto Haruno continuara a atordoá-lo com aquele sorrisinho insolente no canto da boca.

Afastou lentamente aquele pedaço de tecido para ter em seu poder o total e completo controle sobre ele. – Ainda não, amor... – Fitou-o segura, sentindo-se poderosa. – Eu só estou começando...

E quando Itachi sentiu o toque quente e úmido da língua dela envolver totalmente seu membro, gemeu baixinho. – Ah... Sakura... – Deixou que seus olhos cerrassem para aproveitar completamente o embalo daquelas carícias circulares que ela realizava em volta dele, intercalando com mordidinhas leves.

Itachi segurou sua menina levemente pela cabeça, deixando que seus dedos se perdessem em sua vasta cabeleira rosada.

Acariciava com movimentos ora lentos ora rápidos ora circulares. Queria satisfazê-lo, assim como ela a satisfazia. Envolvia a ereção de seu amante no toque quente de sua língua, descia e subia num ritimo intenso. Adorava ouvir os sussurros e suspiros de prazer que seu Itachi deixava escapar pela garganta toda vez que ela tentava uma nova carícia, mais intensa, mais ousada.

- S-sakura... – Poucos minutos sentindo aquele carinho insano, a visão já estava turvando e as palavras escapavam com dificuldade. – Pára com isso...

Haruno deixou por segundos o que fazia para fitá-lo brincalhona. – Por que, amor, vai me dizer você não gosta disso? – Murmurou aquelas palavras sem qualquer pudor, abocanhando-o novamente com uma urgência ainda maior. Sabia que aquele carinho o deixaria feliz, e queria fazê-lo feliz tanto quanto ele a fazia sentir.

- Ah... Onegai! – Gemeu alto, aquele toque era deliciosamente atordoante. Se ele não a parasse logo, provavelmente chegaria em seu ápice aos cuidados daquela boca rosada.

É claro que não permitiria isso...

- Vem cá! – E num impulso surpreendentemente veloz, tomou-a em seu colo, para fitá-la bem próximo de si, suas respirações ofegantes se chocaram. – Quer me deixar louco?

Ela sorriu e respondeu baixinho. – Pensei que fosse gostar... Tanto quanto eu... – Arqueou uma sobrancelha. – Você não achou que fosse ficar no controle pra sempre, ou achou? – Chegou pertinho do ouvido dele e murmurou, surpreendendo-o.

–Está esperando o quê, Uchiha?

Lambeu-lhe devagarzinho o lóbulo da orelha e prosseguiu numa súplica sussurrada.

- Vem me amar logo...

Ele não agüentou mais as provocações de sua pequena.

Ela havia ultrapassado todos os seus limites.

Estava desejoso.

Precisava dela...

Muito...

Deitou-a em cima do lindo tapete de rosas vermelhas espalhadas por toda a superfície do imenso sofá branco. Colocou-se sobre ela, encarando profundamente seus orbes esverdeados. Como é linda... Sua mente por um breve instante se perdeu na imensidão daquele mar verde. Entretanto, o apelo urgente de sua pequena o trouxe de volta de seus devaneios. – Vem me amar...

Um fino sorriso enfeitou a face do moreno naquele exato momento. Tocou a bochecha dela levemente e a beijou. Num carinho profundo e rítmico, ambos se perdiam nas delícias que as línguas produziam ao travarem uma batalha sem fim.

Tomou em suas mãos diversas pétalas para fazer uma chuva vermelha no colo de sua pequena, que ficava encantada com todo o carinho com que ele a tratava. Meu amor... A mente já não funcionava bem, os pensamentos estavam embaraçados, precisava aliviar a tensão entre eles. Precisava que ele a amasse.

Logo.

- Ahm... amor... Vem pra mim... – Pediu fazendo um biquinho e ele não resistiu.

Penetrou-a devagar, aproveitando as intensas sensações que o contato com aquela cavidade quente e úmida produzia em seu corpo, aflorando todos os seus sentidos. – Ah... – Gemeu baixinho, ao sentir-se totalmente preenchida por ele.

Amava-a lentamente, beijando-a sem parar, aspirando o perfume exalado de sua pele levemente suada, saboreando cada gosto que aqueles lábios proporcionava.

– Oh ... mais rápido, por favor! – Adorava ouvi-la clamar por ele, fazia sempre a mesma coisa, só aumentava o ritmo e a intensidade de suas estocadas quando ela pedia. Gostava do som da voz de sua pequena entrecortada, implorando por mais. – P-por favor...

Entrava e saia com uma intensidade insana, desejava levá-la ao céu. – Sakura... – Agarrou forte as coxas femininas, trazendo-a para frente e para trás, enquanto ela gritava o nome dele, arranhando suas costas. – Oh... Ita-kun... continua... não pára, por favor... continua... oh!

- Assim? – Provocou o Uchiha, aumentando o ritmo de seus movimentos dentro dela, enterrando-se com maior profundidade. – Oh... – E foi inevitável que um grunhido escapasse de sua garganta, enquanto seu corpo arfava várias vezes.

- Oh... sim... amor! – O corpo de Haruno já não agüentava mais, as preliminares a haviam deixado completamente preparada para o ato do amor. Sentia todos os músculos contraindo-se em espasmos múltiplos num ápice explosivo, ao qual não tardou a alcançar. – Oh ... Kami-sama!

Ao ver a expressão de luxúria dominando as feições de sua amada, as sensações inebriantes explodiram de uma só vez, na derradeira estocada que conseguiu enterrar bem fundo. – Oh... – Gemeu baixinho, sentindo-se cansado, mas extremamente feliz.

...

.

.

.

Alguns minutos se passaram, suas respirações já normalizadas, Haruno se sentia feliz e segura nos braços de seu amor e amante. Tomou coragem para dizer num fio de voz o que o coração precisava desabafar fazia algum tempo. – Eu sou sua, Uchiha Itachi, e você é meu. Nunca se esqueça disso. Nunca mais se coloque em perigo como fez hoje...

Nunca mais... Promete que não vai fazer mais isso...?

Ficou surpreso com tamanha preocupação que sua pequena nutria por ele. Sentiu-se um completo idiota por tê-la deixado sozinha enquanto cometia a insânia de correr pela noite atrás de seu irmão. De colocar não somente sua vida em risco, como também a de Sasuke, naquele "confronto de testosteronas". Sentiu-se um imbecil por achar que Sakura o teria realmente traído e que poderia sucumbir à idéia de voltar para seu otou-to.

Após as juras de amor que trocaram esta noite, ele estava certo de uma coisa: ela definitivamente o amava.

Ele prometeu o que ela pedira,

ela ficou mais calma.

...

- Amor? – Chamou-o com a voz manhosa.

- Uhn?

- Eu quero mais... – Pediu baixinho, deixando que um sorrisinho malicioso se formasse no canto da boca, enquanto os verdes orbes brilhavam intensamente.

E continuaram a se amar a noite inteira. Perdendo-se um no outro na imensidão do prazer que causavam em si mesmos.

Continua...

Próximo Capítulo: Obsessivo


Então, flores, curtiram?

Neh Itasaku é minha paixão, é sempre uma alegria enorme escrever cenas amorosas para os dois :)

Espero que tenham curtido, se deixarem um review pra hime ficarei muito feliz :D

Beijinhos mil

Hime-chan.