Acelerei o passo em expectativa. Quando cheguei à porta do escritório pude constatar que se tratava de nada mais nada menos do que Draco Malfoy. Será que o maldito do loiro até de costas era perfeito?

- Olá Granger – disse com aquele sorriso perfeito estampado no rosto.

- O que estás a fazer aqui? – perguntei sem rodeios.

- É sempre assim tão simpática a sua secretária, Mr. Mayer?

Estampei um sorriso cínico no meu rosto. Mike Mayer não conhecia essa minha faceta.

- O que se passa, Granger? Não estás muito bem disposta.

- Uns certos acontecimentos da noite passada deixaram-me assim! – disse, fitando os olhos acinzentados de Draco que ainda me sorriam - Desculpe, mas vou trabalhar. – disse, passando por entre os dois para dentro da minha sala.

Ainda nem me tinha sentado na cadeira e já estavam a bater à minha porta. Era Mike.

- Granger, eu preciso de falar contigo. Eu sei que não estás nos teus melhores dias, mas eu preciso mesmo de falar contigo.

- O que é que ele está aqui a fazer?

- Nem sequer nos deixaste explicar isso. Mr. Malfoy vem trabalhar no ministério para o departamento de entidades mágicas.

Boa! Só me faltava isso, o Malfoy trabalhar no mesmo local que eu. Será que eu não teria paz mesmo?

- Vai começar já amanhã mas como deves imaginar ele ainda não conhece o ministério. E então sugeriu que tu fizesses uma visita guiada aos principais locais.

- O Malfoy sugeriu que fosse eu? – quase que me engasguei.

- Sim, eu disse-lhe que a minha secretária eras tu e ele pediu para que lhe apresentasses. Mas qual é o problema, Granger? – perguntou Mike confuso.

- Nenhum. – respondi simplesmente.

Não estava com a mínima paciência para explicar a Mike os meus pequenos problemas com o Malfoy. De certeza que ele tinha pedido para ser eu a fazer a apresentação do ministério para me tirar do sério. Saí da sala, dando um cumprimento de mão a Mike. Assim que abri a porta estava Draco encostado com o ombro à parede.

- Vamos lá a essa apresentação, Malfoy? – disse, tentando ser directa.

Enquanto passávamos pelos vários corredores do ministério, à medida que eu ia dizendo o que cada sala representava Draco parecia menos interessado. Fitava-me constantemente e revirava os olhos sempre que eu entrava em grandes pormenores.

- Se fores por este corredor vais dar ao corredor 13 onde é o escritório das entidades mágicas, percebeste?

Ele consentiu com a cabeça.

- Não mudaste nada, Granger. Continuas chata todos os dias!

Repreendi-o com o olhar, o que o fez deixar escapar uma gargalhada. Parecia divertir-se imenso comigo. Revirei os olhos.

- Tu é que pediste para que fosse eu a fazer-te esta estúpida visita guiada! – barafustei.

- Esperava que ao menos me agradecesses por ontem.

- Espera sentado, Malfoy! – respondi-lhe.

Mais uma vez ele riu-se. Cruzei os braços impacientemente. Draco fitou-me com os olhos cinzentos invejáveis e com um sorriso nos lábios que me deixava desnorteada. Aproximou-se de mim lentamente e encurralou-me entre ele e a parede. O cheiro dele penetrou as minhas narinas fazendo um arrepio percorrer a minha espinha. A proximidade entre nós estava-me a deixar zonza mas, ao mesmo tempo, era confortável. Ele era lindíssimo naquela perspectiva. Mordi o lábio inferior e vi-o fitar os meus lábios humedecidos. O meu embaraço fê-lo sentir-se realizado e então afastou-se de mim a rir-se. Cerrei os punhos, como eu era uma presa tão fácil para o Malfoy!

Vi-o virar no corredor que dava acesso ao seu novo escritório. Durante minutos fiquei especada no meio do corredor. Depois fui para a minha sala, um longo dia de trabalho me esperava e eu não podia desperdiçar tanto tempo a pensar no Malfoy.

Fitei a pilha de folhas que tinha para arquivar antes da hora do almoço e deu-me vontade de gritar até ficar sem pulmões. Sentei-me com brusquidão na cadeira e comecei a analisar cada documento que me aparecia a frente. Contas do ministério, dívidas do ministério, correspondência e finalmente aquele inútil contrato de trabalho de Draco Malfoy. Arquivei todos os documentos durante a manhã. Era quase hora do almoço e eu levantei-me para almoçar no bufete do ministério.

Fiz fisgas para não encontrar aquele loiro convencido no caminho. De nada me valeu quando vi que ele já estava sentado a comer um prego em prato. Fui fazer o meu pedido ao balcão.

- Menina Durston, para mim vai ser uma água e uma salada com atum.

- Com certeza, Menina Granger. Aguarde só um minutinho.

Durston era a funcionária do bufete. Tinha cerca de quarenta anos, era baixinha e extremamente simpática que às vezes chegava a enjoar. Não tinha mesas vagas e eu nem queria acreditar que a Ginny não estava por aí a almoçar para eu me sentar com ela. Procurei de novo por uma mesa e vi Draco fazer-me sinal. Revirei os olhos e sentei-me em frente dele, pousando o tabuleiro.

- Tanta cerimónia para te vires sentar à minha beira. – disse-me ele.

- Podes crer que se houvesse mesas de vago não estava aqui a almoçar contigo.

- Não sei se me acredito.

- O que é que eu posso fazer para me deixares em paz, Malfoy? – perguntei, mostrando cansaço na voz.

- Agradecer-me.

- É tudo o que tu queres? Que eu te agradeça?

- Vejamos – disse, tomando uma expressão pensativa – eu acho que logo à noite não tenho nada para fazer… - insinuou.

- Nem penses que eu me vou encontrar contigo!

- Por que não? Vá lá, Granger, eu sei que estás ansiosa para estar comigo.

Simulei um vómito. Draco riu-se da minha expressão e abanou a cabeça. Almoçamos num profundo silêncio que me estava a incomodar. No final do almoço, Draco levantou-se ao mesmo tempo que eu. Seguimos para os nossos respectivos escritórios. Contudo, antes de ele virar para o corredor 13 fitou o meu decote e ajeitou a gola da camisa branca que tinha vestida.

- Às nove? – perguntou com um sorriso sedutor.

Por que motivo é que ele tinha de fazer sempre aquele sorriso? Deixava-me com as pernas a fraquejarem!

- Eu não vou sair contigo.

- Não precisamos de sair. Podemos ficar por minha casa.

Revirei os olhos e virei-lhe costas. Segundos foram os suficientes para eu chegar à conclusão de que eu queria entrar naquele jogo dele.

- Malfoy? – gritei, enquanto ele ainda estava no corredor, mesmo prestes a virar.

- Mudaste de ideias, Granger?

- Obrigada!

Draco sorriu triunfante e eu logo percebi que ele sabia que eu acabara de entrar no jogo.


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Desculpem, eu bem sei que às vezes estamos a ler e não temos vontade nenhuma de comentar... mas quem escreve sabe como é gratificante receber uma review =)*

Nikax-granger