Durante toda a tarde elaborei um plano em mente em como deixar o Malfoy furioso. Eu ia entrar naquele jogo estúpido dele, aliás eu já tinha entrado. Tinha 99% de certeza de que o Malfoy me vinha esperar no final do dia para irmos para casa dele. Ainda não acreditava plenamente que tinha acedido a isto. Num outro momento qualquer das nossas vidas eu jurava que isto seria impossível de acontecer. Lembrei-me de como Draco Malfoy me tinha olhado durante o almoço e de como ele se riu divertido. Isso, eu tinha a certeza, que jamais aconteceria quando éramos colegas de Hogwarts. Mas agora tudo havia mudado. Não havia o lado dos bons e o lado dos maus, Draco já não tinha o pai a dizer que eu era a "sangue de lama inúltil e amiga do Santo Potter".

E nós tínhamos mudado tanto. Já não éramos dois adolescentes com a raiva e o ódio à flor da pele. Já não tínhamos motivos para nos odiarmos profundamente. Contudo, também não tínhamos motivos nenhuns para sermos amigos. O passado não podia ser alguma vez apagado. E existiam frases proferidas por esse loiro que eu nunca poderia esquecer.

A tarde passou lentamente enquanto eu estava perdida em todos os meus pensamentos. E tal como eu previra, eram sete horas da tarde e Draco estava na porta do meu escritório. Antes de sair, arranjei a minha saia e vesti o casaco que fazia conjunto.

- Eu sabia que ias ceder. – foi a primeira coisa que Draco me disse quando me viu.

- Preciso de ir a casa antes. – respondi-lhe, ignorando o comentário dele.

- Como queiras. Vou-te buscar daqui a uma hora.

Acenei com a cabeça e segui o meu caminho até casa. Não me apeteceu ir de metro nem ir a pé, portanto aparatei em casa. Abri o meu guarda-fatos e examinei todas as minhas roupas ao pormenor. Precisava de algo provocador. Peguei então no vestido salmão com um decote considerável e segui para a casa de banho. Tomei um duche rápido e vesti-me. Deixei o cabelo solto com os meus caracóis a caírem pelas costas despidas. Calcei o salto alto e vi-me no espelho.

- Perfeito!

Faltava um quarto para as oito e então decidi colocar um pouco de maquilhagem. Um pouco de blush e um gloss seria o suficiente, tampouco ele repararia nisso depois de ver o meu decote. Sorri para mim mesma triunfante.

Quando fui para a sala ouvi alguém bater à porta. Draco estava perfeito, vestido de preto, o que contrastava com o tom de pele pálido. O cabelo loiro desalinhado estava perfeito e salientava os olhos cinzentos que estavam agora presos no meu corpo.

- Nunca viste, Malfoy? – perguntei provocadoramente.

- Não precisavas de te produzir toda para irmos até minha casa.

Revirei os olhos. Ele conseguia ser sempre tão desagradável.

- Vamos? – perguntou num tom de voz impaciente.

Sorri-lhe e ele estendeu-me a mão. Apenas segundos e já não estávamos mais na minha humilde casa, mas sim na cozinha extremamente gigante da Mansão Malfoy.

- É verdade, tu só entravas amanhã ao serviço, não era?

- Sim – respondeu, tirando o casaco.

- E por que estavas lá a trabalhar hoje?

- Eu não estava a trabalhar, Granger.

Também não estava com a mínima vontade para falar sobre o ministério. Dei de ombros com a resposta dele e virei-lhe costas. Espreitei, curiosa, para as outras partes da Mansão. De repente, senti as mãos possessivas de Draco presas na minha cintura, puxando-me contra o seu corpo. Tentei soltar-me em vão. Ele já estava a beijar o meu pescoço e eu decidi que era altura de começar a entrar no jogo do Malfoy. Senti a respiração dele na minha orelha e andei presa a ele até ao quarto no segundo andar. Despi o vestido, ficando só de lingerie. Draco deitou-se na cama de frente para mim, vendo-me a aproximar-me dele lentamente. Desapertei-lhe a camisa, ansiosa por ver o peito perfeito dele. Beijei-lhe fogosamente o peito e ele puxou-me contra ele. Senti vontade de beijá-lo, mas eu não iria deixar que passasse de um simples roçar de corpos agradável. O corpo dele roçou-se no meu e eu tive o controle suficiente para parar naquele momento.

Draco viu-me vestir o vestido que estava caído no chão. De seguida, rocei os meus lábios nos dele e fitei os boxers pretos dele.

- Até amanhã, Malfoy. – disse, esforçando-me para não me rir da expressão estampada na face dele, coçando a cabeça sem perceber.

- Granger, espera! – pediu-me.

Sai do quarto e desapartei na cozinha. Deitei-me na cama e pus-me a pensar em como por momentos eu pensei que não conseguiria parar. Aquele loiro estava a dar cabo de mim. Mas eu não iria ser uma presa tão fácil como ele imaginava. Se ele queria ter sexo comigo, então ele tinha de fazer por isso…