- O que estás aqui a fazer? – perguntei num tom de voz irritado.
Draco olhou durante dois segundos para o relógio.
- Tendo em conta que estás nesses trajes – Draco não evitou um sorriso travesso no rosto – vamos ficar por aqui.
Atrevido ele, não? Revirei os olhos e, no momento em que ia fechar-lhe a porta bem na cara, ele colocou a mão na mesma e sem qualquer dificuldade entrou para dentro da minha sala. Draco continuou a fitar a minha silhueta durante vários segundos, enquanto eu batia com o pé no chão infantilmente.
- Ainda não me disseste o que estás aqui a fazer, Malfoy, seu idiota! – sentia-me tão irritada por ele ter aparecido, mas ao mesmo tempo tinha que admitir que fora uma boa surpresa, porque bem lá no meu fundo eu desejava estar com ele.
Draco riu-se da minha expressão zangada.
- Tínhamos combinado sair, Granger.
- Não, não tínhamos.
- Faz de conta então. – o tom de voz divertido dele fez-me bufar. – Vamo-nos divertir um bocadinho…
- Quem tu pensas que eu sou? A tua amiga Ellen que vai para a cama contigo no primeiro dia em que te conhece? Eu não sou assim, Draco Malfoy. – tropecei nas minhas próprias palavras por estar a falar tão rápido.
- Primeiro, a Ellen não me conheceu só naquele dia. Segundo, nós não fomos para a cama, Granger. – foi a vez de Draco revirar os olhos e tomar uma expressão mais séria.
Virei-me de costas para ele, como uma criança faz quando amua. Fechei os olhos. Às vezes sentia uma vontade estúpida de terminar as discussões com ele e esquecer que já fomos inimigos. Mas isso era impossível e se o Harry ou o Ron soubessem que eu estava em casa sozinha com ele eram bem capazes de deixarem o que estavam a fazer para virem aqui.
Senti os braços dele à volta do meu corpo e permaneci de olhos fechados. Se ele continuasse, bem, eu não sabia se seria capaz de escapar mais uma vez. Beijou-me o pescoço com alguma intensidade, fazendo com que eu sentisse o hálito quente dele que me arrepiar da cabeça aos pés. Senti borboletas na minha barriga e eu estava a gostar dessa sensação, era extremamente agradável. Enquanto ele me beijava o pescoço, virei-me de frente para ele, de um modo vagaroso. Ele prendeu o olhar nos meus lábios com um olhar desconcertado. Quase que jurava que vi fogo pela primeira vez naquele olhar que outrora fora frio e distante. Senti vontade de agarrá-lo e beijá-lo. Fitei os olhos cinzentos e não resisti. Coloquei as minhas mãos à volta do pescoço, beijando-o com desejo. A boca dele entreaberta permitiu que a minha língua explorasse com mais facilidade a boca dele. Por momentos, senti que tudo o que estava a fazer era tão errado, mas tão bom.
- Finalmente – sussurrou assim que se soltou do meu beijo.
- Beija-me, Draco – ordenei também num sussurro, escondendo um sorriso.
Draco pegou em mim ao colo, enquanto me beijava tal como eu ordenara. Estranhamente, dirigiu-se até ao meu quarto, como se conhecesse a minha casa. Deitou-me na cama e continuou a beijar-me com desejo. Fui eu quem tomou a iniciativa de lhe desapertar a camisa e atirá-la para um canto do quarto, beijando-lhe o peito nu. Draco correspondeu e tirou-me a camisa de seda, deixando à vista os meus seios redondos. Beijou-os, trincando levemente os mamilos enrijecidos, fazendo com que eu soltasse um gemido de prazer. Deixei que ele me acariciasse cada pedaço do meu corpo, proporcionando-me o prazer que eu jamais tinha sentido. Fitei o corpo perfeito que tinha à minha frente e então senti que era a minha vez de examinar cada parte que lhe pertencia. Que me pertencia neste momento… Eu não iria esconder o quanto eu gostava que ele me pertencesse. Agarrei-lhe com força nas costas e as minhas mãos trémulas percorreram-lhe todo o corpo, deixando marcas avermelhadas nos sítios por onde as minhas unhas passavam. O rosto dele exibia uma expressão que me transmitia o desejo, a paixão, a vontade de me ter para ele, eu era apenas dele. Deitei-o de modo que ficasse virado para cima e coloquei-me por cima dele e ele não resistiu a deixar transparecer aquele sorriso travesso, o meu sorriso. Sorri-lhe e deixei a minha pele, que outrora fora suja e imunda para ele, roçar-lhe no peito. Mas Draco não deixou as carícias continuarem por muito mais tempo, passando para a parte em concreto pela qual o membro dele tanto desejava. Num acto desesperado, tirou-me aquele pedaço de tecido que restava e fez-me dar uma volta de modo a ser eu a ficar virada para cima. Passou as mãos pelas minhas coxas, fazendo com que o meu grau de excitação aumentasse para o dobro, o que até então eu pensei ser impossível. E então ele fez, ele entrou dentro de mim, mantendo um ritmo acelerado. Pouco tempo depois estava a gemer ao meu ouvido excitado, algo incompreensível mas que me deixava com a pele arrepiada. Não demorou muito até eu atingir o meu clímax logo a seguir a ele.
Fechei os olhos e deitei a minha cabeça sobre o peito dele. O meu coração pulava dentro de mim, não apenas devido a todo o "exercício físico" que tinha acabado de fazer como também pelo facto de estar receosa com o que ia acontecer a seguir. Queria dizer-lhe que não estava arrependida, mas tinha medo de ser eu a primeira a falar. Se eu falasse, não iria estragar tudo? Permaneci calada para que nada estragasse aquele momento magnífico em que estávamos. Concentrei-me no barulho à nossa volta: apenas as nossas respirações aceleradas. Draco tinha me envolvido com o braço e eu sentia o coração dele bater tão rápido quanto o meu. O meu medo não ficou só pelo falar, mas também pelo medo de olhar para ele, pois muitas vezes bastava um olhar para percebermos muita coisa. E se ele não tivesse gostado? Custou-me acreditar nisso assim que vi que os nossos corpos unidos encaixam na perfeição, como se fôssemos um puzzle.
Sorri discretamente ao pensar em nós como um puzzle. Até à data não tínhamos sido mais do que inimigos, sempre com o ódio à flor da pele. Se alguém me tivesse contado que um dia mais tarde me envolveria com Draco Malfoy – subitamente lembrei-me da professora Trelawney – eu era capaz de rir sem parar durante um bom tempo. Agora, agora via-me na perfeição a encaixar naquele corpo perfeito.
- Granger? – o meu coração parou assim que ouvi aquela voz divina.
