Don't Stop Believing
Capítulo 2
Saímos do castelo e fomos direto para o Três Vassouras, agora, estávamos sentados numa mesa afastada, bebendo hidromel.
- Então – ele murmurou, bebericando o copo. – Você está bem bonita hoje.
Senti todo o meu sangue fluir para o meu rosto. Tentei disfarçar com um ataque de tosse, mas me engasguei quando vi Lola e Lys acenando para mim lá do outro lado do pub.
Fred deu alguns tapinhas em minhas costas e eu respirei aliviada.
- Você está bem?
- Estou, desculpe. E obrigada.
- De nada.
- Então você é batedor da Grifinória, hum? – perguntei, mudando de assunto.
- Sou – ele estufou o peito, orgulhoso – Eu e o Jorge.
- Ah. Você e Jorge têm irmãos, além de Rony?
Fred ergueu as sobrancelhas.
- De que mundo você é? Eu tenho seis irmãos. A maioria conhece. Os Weasleys! Ah, qual é? Nunca ouviu falar de Gina? Ou o monitor chefe pomposo Percy? Ou Carlinhos, o melhor apanhador da Grifinória depois de Harry?
Olhei-o com uma cara de quem se desculpa.
- Não acredito! - exclamou, rindo – De que mundo você é?
- Desculpe – dei de ombros.
- Chega de falar de mim, me fale de você.
- Hum – pensei – Não tem muito o quê dizer. Quando eu era pequena, desci de tico-tico na escada, e...
- Tico-tico?
- É... Um brinquedo pequeno... De três rodas... E banco... Você, hum, senta e pedala. Sabe? – tentei, fazendo alguns gestos com a mão, mas tudo o que consegui foi deixá-lo mais confuso – Não? Então não.
Ele riu.
- E eu já tirei sangue do meu irmão – sorri maleficamente.
- Temos algo em comum! Também já maltratei Rony...
- O que você fez? – perguntei, rindo.
- Ele tinha um ursinho de pelúcia – revirou os olhos – E não desgrudava do santo. Aí, Jorge e eu fizemos magia. Não contou, porque não sabíamos o que estávamos fazendo, mas valeu a intensão mesmo assim. O ursinho dele se transformou numa aranha enorme, e até hoje ele tem medo.
Dei uma risada alegre e longa, e Fred acompanhou.
- Você tem uma risada contagiosa – falou ele, depois que conseguiu respirar.
- Isso é bom, não é?
- É – respondeu, sorrindo.
Depois de terminarmos o hidromel, Fred disse:
- O que acha da ideia de dar uma volta por aí?
- Uma ideia muito boa.
Levantamo-nos e saímos do Três Vassouras. A vila de Hogsmeade era realmente bonita, principalmente com Fred fazendo piadas esquisitas.
- Já veio aqui? – perguntou ele, quando chegamos perto da Casa dos Gritos.
- É claro que já, mas nunca fiquei muito tempo aqui.
- Dizem que é uma casa mal-assombrada.
Surpreendi-me quando a mão de Fred se enroscou na minha. Olhei-o completamente surpresa, mas sem questionar.
- Desculpe – apressou-se a dizer, largando a minha mão.
Sorri.
- Tudo bem, é agradável.
- Minha mão é agradável? – perguntou, erguendo as sobrancelhas.
- É, eu acho.
Fred sorriu, e se virou para a Casa dos Gritos. Ficamos algum tempo no puro silêncio e veio alguma coisa na minha cabeça:
- Eu estive pensando... – comecei e ele virou o pescoço rapidamente, fazendo um estalo -... Que, se você estivesse tomando banho e alguma coisa invisível te afogasse, o que você faria?
Ele franziu a testa e pensou.
- Hum, acho que eu morreria afogado, não é?
Dei de ombros.
- Talvez.
Fred riu.
- Você é engraçada.
- Sério? Para a Lys e a Lola eu sou louca, também.
- Um pouco.
Mostrei-lhe a língua e dei-lhe um tapa. Ri de sua expressão de medo.
- Se os seus tapas doessem, eu estaria ferrado – comentou.
Minha boca se escancarou num "o" e eu lhe dei outro tapa.
- Seu chato!
Virei às costas e fui andando a passos duros até a Rua Principal.
- Hey! – chamou, correndo atrás de mim e pondo a mão em meu ombro, virando-me para si – Eu estava brincando!
Cruzei os braços.
- Desculpe? – tentou, erguendo os ombros.
- Claro – sorri e ele suspirou dramaticamente, colocando a mão sobre a testa.
- Oh! Por um momento pensei que iria entrar na mais sombria e tenebrosa lista negra.
- Ah, cala a boca – mandei, rindo enquanto nós caminhávamos pela vila. – Eu preciso comprar uma pena, você fica aqui?
- Claro que não, eu vou junto. E se tiver um maluco lá dentro?
- Meu herói – debochei.
Entramos na Loja de Penas Escribas. Olhei as várias penas diferentes, indecisa.
- Qual? – perguntei.
- Aquela ali – sugeriu Fred, apontando para uma pena verde escuro.
- Boa escolha.
Comprei a pena verde e saímos juntos da loja.
- Olha nosso casal lindinho favorito! – Lola exclamou, aparecendo ao meu lado.
- Nosso? – perguntei.
- É, nosso! – Lys falou, aparecendo ao lado de Fred.
Bufei.
- Claro. Lola sem Lys, ou Lys sem Lola é igual àquela música "avião sem asa, bláblábláblá".
Elas riram.
- E então? O que fizeram hoje?
Fred falou tudo, achando engraçado as duas todas animadas.
- Que tédio, né Lys? – Lola perguntou e a amiga assentiu com a cabeça – Afinal, perseguir Harry Potter é bem mais divertido!
- Completamente. Agora, vamos embora, antes que a Sunny nos mate.
E as duas saíram saltitando para a ruazinha que levava ao castelo.
- Suas amigas são...
-... Loucas, é eu sei – completei.
- Eu ia dizer divertidas, mas isso serve também.
Os alunos iam subindo para o castelo, e resolvemos fazer o mesmo.
- Esse passeio foi um dos mais divertidos que eu já tive à Hogsmeade. – Fred falou.
- Um dos? – perguntei, fazendo bico.
- Bem, não posso deixar de fora todas as vezes que Jorge e eu fomos até lá, só por causa da Zonko's... Mas foi divertido! – apressou-se a dizer.
- Que bom que gostou.
Eu percebi que andávamos de mãos dadas, mas isso não me incomodava.
- Já parou para observar o sol se pôr? – perguntou.
- Na verdade, não. Nunca tive tempo. E nem vontade.
- Terá vontade agora?
Mordi o lábio, olhando o sol deixando as copas das árvores alaranjadas.
- Talvez.
- Para mim é um sim, venha.
E ele me puxou pelos jardins, até o lago. Nos sentamos sob uma árvore na beira e ficamos observando por algum tempo, em silêncio.
- Isso nos filmes é romântico – falei – Mas para mim não está tendo muita graça, para ser sincera.
- É, nem para mim. Hein Sunny, o que vai fazer amanhã à noite?
- Eu? Nada – sorri.
- Quer fazer um piquenique por aí?
- Uma boa ideia.
- Fechado então. Vamos embora, esse negócio está muito tedioso.
Nos levantamos e fomos até o castelo. Fred me levou até a entrada para a sala comunal da Corvinal e parou.
- Hum, até amanhã?
- Até amanhã.
Dei um beijinho em sua bochecha e entrei.
N/Lola: Oooi! O que acharam desse capítulo? Fofinho, não é? Eu o adorei, e espero que vocês também adorem (principalmente a Sunny). Eu espero uma review, assim como a Lys, deixa as pessoas felizes, né? Eu adoro :D. Bem, aqui vou eu. Beijooos!
N/Lys: OWWWWWWWWWWWWWN! ELES SÃO TÃO FOFOS! *-* Então, leitores lindos e amados, nós conseguimos postar no dia! \o/ . E esse capítulo está tão perfeito! E caso não tenha ficado claro (e eu sei que não ficou) eles – Fred, Jorge, Sunny, Lola e Lys – estão no quinto ano, ok? Tecnicamente, o terceiro ano do Harry [risca](SIRIUS BLACK NA ÁREA!)[/risca]! Espero que tenham gostado, e Sunnyzita querida do meu coração não reclame quando nós anotarmos cada passo que você dá! É para um bem maior! =P Então, antes que a nota se torne maior que a fic, eu me despeço. Beijinhos da Lys!
SUNNY, NÓS TE AMAMOS!
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