OBS: Riley e Nicholas são da mesma casa, Lufa-Lufa. Isso não foi alterado no capítulo anterior por falta de capacitação, memória e lucidez das Autoras (:
Don't Stop Believing
Capítulo 6
- Hey, psiu, beijo me liiiga.
Abri os olhos, irritada. Ness cantarolava, enquanto ia tomar banho. Lola, Lys e Selly levantaram as cabeças, completamente acabadas com cara de "what the hell?"
- Ah, opa – exclamou Ness, feliz.
- Parece que alguém sonhou com um loiro – Lola resmungou.
- Loiro aguado – Lys corrigiu.
Ness lhes lançou um olhar fulminante e entrou no banheiro. Deitei a cabeça novamente no travesseiro, cansada.
Fechei os olhos, quase caindo no sono...
- Oi Fred! – Lola e Lys exclamaram, animadas.
Gritei enquanto caia da cama e puxava as cobertas comigo. As duas babacas desatavam a rir.
- Isso é maldade – comentei, irritada.
- Mas eu gostei. Foi hilário. – Selly falou, rindo.
- Hilário porque não foi você!
- Exatamente.
Nós nos arrumamos e descemos. A sala comunal da Corvinal estava quase vazia, a maioria das pessoas devia estar no Salão Principal, e foi para lá que nós fomos.
Fred, Jorge e Bella acenaram para nós da mesa da Grifinória. Riley e Nicholas acenaram também, da mesa da Lufa-Lufa. Malfoy piscou para Ness, que derreteu.
Tomamos café e logo mais Riley, Nicholas, Fred, Jorge e Bella apareceram e se espremeram para se sentar na mesa.
- E aí?
- Nós decidimos ir depois do almoço. Lá pelas três horas – informou Fred.
- É, iremos ao Três Vassouras – Jorge completou.
Todos menos Bella e os gêmeos pareceram ver um enorme problema nesse plano.
- Mas hoje não é dia de Hogsmeade – falou Lola e várias cabeças concordaram.
- E daí? – os gêmeos perguntaram, com um sorriso maroto.
- Tá bom, então...
- Nos encontramos, todos, às três horas no saguão de entrada – Bella disse.
Todos concordaram. Jorge e Bella saíram juntos do salão. Seguidos de Malfoy e Ness. Lola, Riley, Lys e Nicholas saíram também e só ficamos eu, a Selly e o Fred num silencio desconfortável.
- Hã... Eu vou ali... – ela se levantou e saiu sozinha.
- Coitada – suspirei e lancei um olhar para Fred – Temos que arranjar alguém para ela.
- É. Mas agora nós poderíamos andar por aí, só nós dois – ele sussurrou em meu ouvido e eu sorri, corando.
- Vamos.
Todos estávamos conversando no saguão de entrada. Fred e Jorge ainda não haviam chego e Bella dizia que eles iam checar o caminho.
Riley e Lola estavam conversando adiante, assim como Nicholas e Lys. As duas estavam sorrindo abertamente.
Selly tinha ficado no dormitório, toda triste. Ness e Malfoy não apareceram e nem iriam aparecer.
- Ah, finalmente! – exclamou Bella e todos viram Fred e Jorge chegando, trazendo a varinha em punho e um pergaminho velho.
- Olhe, o que vocês verão hoje é uma passagem de Hogwarts – disse Jorge, em tom baixo.
- É. Poucos alunos conhecem e sugiro que não fiquem falando dela por aí. Vamos.
Os seguimos, passando por vários corredores. Pareceram vários longos minutos andando, em que ninguém falou nada. Até chegarmos em frente à estátua da bruxa de um olho só.
- Muito bem, é aqui.
Nos entreolhamos e Fred apontou a varinha para a bruxa, murmurando:
- Dissendium.
Uma passagem estreita se colocou por trás da estátua e eu arregalei os olhos.
- Tem que ser um de cada vez, mas rápido!
Um a um, nos esprememos na passagem. Senti que estava escorregando no breu e logo aterrissei em cima de alguém e outro alguém caiu em cima de mim.
Nos levantamos, sem ver nada.
- Lumus – todos murmuraram e conseguimos ver um a um. Eu havia caído em cima de Lola e Lys caíra em cima de mim.
Era uma passagem estreita, baixa e terrosa. Fred, Jorge, Riley e Nicholas tinham de abaixar a cabeça e andar meio de lado por causa dos largos ombros.
Começamos a andar. Virando aqui e ali. Eu sempre tropeçava e me agarrava à Lola, que me ajudava a levantar e às vezes caía também.
Depois de uma eternidade andando – com Lola reclamando quando eu me apoiava nela e muitas vezes a levava ao chão – a passagem começou a subir.
- É longuinho, nós sabemos. Mas aguentem firme – Jorge incentivou. – Pensem nos milhares de doces e a quente cerveja amanteigada que nos espera.
Não demorou para todos começarem a ofegar com a subida, mas eu tinha um pensamento fixo em algo que me animasse continuar.
Tenho certeza de que, se não tivesse ninguém atrás de mim, eu faria meia volta.
Chegamos ao pé de degraus gastos de pedra. Subimos alguns bilhões de degraus até Lola parar abruptamente com um barulho. Ela batera a cabeça no alçapão e eu colidira com ela, Lys colidira comigo e Nicholas colidira também. Uma coisa linda.
O gemido de dor ecoou na parede e Lola perguntou, com um fio de voz:
- E agora?
- Nos deixem passar – pediu Fred e logo mais alguma coisa me prensou na parede.
Fred e Jorge foram até onde Lola estava e abriram um pouquinho do alçapão.
- Escutem, eu e Jorge iremos sair e conversar com os donos. Os distrairemos e vocês passarão. Vão direto para o Três Vassouras, iremos para lá assim que possível. Riley, Nicholas, guiem as garotas ao meu sinal.
Fred e Jorge saíram e ficamos parados, olhando uns aos outros. Riley tinha passado para frente e aconchegava Lola, que massageava o cocuruto da cabeça.
Ouvimos o tom de um dos gêmeos aumentar e Riley abriu o alçapão.
- É a nossa deixa – informou e saiu. Ajudou todos a saírem e passamos rapidamente pela loja.
Ao sair da Dedosdemel, um vento cortante abruptamente nos envolveu.
- Ui, que horror – Lys ofegou, abraçando os braços. Nick se aproximou dela e a abraçou.
Riley fez o mesmo com Lola. Olhei para Bella e ela também pareceu ficar sozinha, então nos abraçamos, rindo.
Fomos para o Três Vassouras e pedimos oito cervejas amanteigadas. Fred e Jorge voltaram minutos depois, com os bolsos estufados.
- Voltamos.
- E trouxemos doces.
- Muitos doces – concordou Jorge.
Sorri para Fred, que se sentou ao meu lado e passou o braço por sobre meu ombro.
- Sentiu a minha falta? – perguntou em meu ouvido.
- Eu? Não.
- Oh, é assim, então?
Ri de sua indignação e o beijei levemente.
POV Lys
Nicholas estava sendo tão fofo. Parecia o meu príncipe encantado.
- Estou adorando sair com você – comentou ele, sorrindo.
- Então somos dois.
Nick sorriu e passou o braço pelo meu ombro.
- Você é linda – sussurrou ele.
Ah, que vontade de sair cantarolando por aí!
- Você também – admiti, sorrindo.
Deitei minha cabeça em seu ombro. Ficamos algum tempo assim, em silencio, apreciando o momento.
- Sabe, eu estive pensando... – disse ele de repente – E o que você acha de sair comigo um dia desses?
- Claro, eu adoraria.
Beijei sua bochecha e tomei um gole de cerveja amanteigada.
POV Lola
Fred e Sunny estavam tão fofinhos ali, juntinhos. Nick e Lys também. Dava vontade de apertar as bochechas deles todos.
- Sua cabeça está melhor? – perguntou Riley.
- Está sim, obrigada.
Aquela batida no alçapão tinha doído, muito, mas já estava melhor. Eu acho.
A porta do Três Vassouras foi aberta e todos nós nos sobressaltamos, achando que poderia ser um professor, mas não era ninguém conhecido.
Quando a porta foi aberta, uma rajada de vento frio invadiu. Abracei os braços e Riley me abraçou.
- Melhor?
- Muito – sorri, aconchegando-me nele – Obrigada, de novo.
- Ah, não tem de quê.
POV Bella
- Own, olhe que bonitinhos – falei, observando Fred e Sunny, Riley e Lola e Nick e Lys.
- É, bem amável – concordou Jorge, me puxando para si.
- Ah, estão sim, seu sem coração – brinquei, sorrindo.
- Eu? Sem coração? Como você acha que eu vivo para te amar?
- Own! – fiz eu, beijando-o.
Nos separamos, ainda abraçados.
- Nunca pensei que você seria romântico – admiti, deitando a cabeça em seu peito.
- Ah, eu não sou. Vi isso num livro... Quer dizer, é claro que eu sou romântico!
Ri dele, que apoiou a cabeça na minha.
- Que livro? – perguntei, interessada.
- Eu só estava brincando.
- Não mente que piora para você, Jorgey.
- Doze maneiras infalíveis de encantar bruxas – respondeu – Mas essa frase ali foi minha.
- Hum, tá bom.
Levantei a cabeça, encarando seus olhos.
- E com quantas bruxas você já a usou?
- Só com você, meu amorzinho.
Cruzei os braços.
- Mas é verdade!
- Tá bom – voltei para seus braços quentes – Mas da próxima vez que você vier com essas cantadas ridículas...
- Sim, senhorita – apressou-se a dizer. – Espere, cantadas ridículas? Eu usei toda a criatividade para ela!
Rimos por um tempo e logo tivemos de voltar para Hogwarts, por aquele maldito caminho terroso, baixo e estreito.
