CAPÍTULO SEIS
Bella se levantou rapidamente e olhou para ele em estado de choque.
— Você foi sequestrado? — Perguntou atônita.
— Desculpe-me, estava brincando. É que fiquei mais tempo do que gostaria. — Ela voltou a se sentar, sentindo-se tonta pela reação brusca que teve. — Como você está? — perguntou ele, acomodando-se no sofá ao lado.
— Bem melhor que hoje de manhã.
— Almoçou?
— Pedi uma sopa. Não estava com ânimo de sair de casa.
— Marquei alguns passeios até o final da semana. Vamos almoçar com o Furukawa amanhã, em Honolulu. Depois podemos conhecer o que tiver de interessante por lá. Tem lugares bem legais para visitar, com certeza, amanhã estará ótima para poder aproveitar tudo.
— Claro, estou super a fim de conhecer tudo o que der.
— Acha que dá para sentar um pouco na praia? O ar fresco vai lhe fazer bem.
— Boa idéia. Vou me trocar.
Ao colocar o biquíni que havia comprado no dia anterior, Bella lembrou que ainda não tinha visto Edward de sunga. Seria a primeira vez que o veria com tão pouca roupa.
Os dois desceram no elevador em silêncio, cada um com uma toalha de baixo do braço. Edward estava com uma camisa de verão desabotoada. Ela fez de tudo para não ficar olhando muito. Então viu que ele, sim, a olhava indiscretamente.
— Roupa nova? — ele perguntou ao saírem do edifício.
— Sim. — Ela pôs os óculos escuros.
Já na praia, Bella estendeu a toalha, e então tirou a camisa e o short.
— Que delícia. — Edward falou, olhando ao redor. Estava de pé, com as mãos na cintura.
O Edward que tirou a camisa era um Edward que ela nunca imaginara que existisse.
Como aquele homem arrumava tempo para fazer ginástica? Como podia ter um corpo tão em forma?
Estendeu a toalha e sentou-se ao lado de Bella. Ela desejou que pudesse esquecer do beijo da noite anterior. Aquilo fora um erro. No entanto, toda vez que olhava para a boca de Edward, lembrava de como eram macios e gostosos aqueles lábios.
O homem tinha um beijo de tirar o fôlego.
— Isso aqui está ótimo — disse ele, minutos depois. — O ar está fazendo você se sentir melhor?
— Você está me tratando bem demais e isso está me deixando nervosa. — Finalmente respondeu.
— Por quê? Não é sempre que trato você bem?
— Devo ser educada ou honesta?
— Está falando de lá na companhia, não é?
— Essa é a pessoa que eu conheço. Quer dizer, que achava que conhecia.
— Bem, acho que demos um passo adiante, depois de ontem à noite.
— Estava torcendo para que você tivesse esquecido isso.
— Por quê? Nos divertimos na festa e terminamos a noite da maneira como a maioria dos casais termina... com um beijo.
Ela fez sombra com as mãos acima dos olhos e olhou para ele.
— Nós não somos um casal, Edward. Estou aqui porque meu chefe me deu uma semana de folga.
— Tem sido proveitoso, não tem? — ele sorriu maliciosamente. — Você me abiu os olhos para uma série de coisas na minha vida. Estou esperando que continue ensinando-me a relaxar e me divertir. Tem feito um bom trabalho até agora.
Bella se sentou e cruzou as pernas.
— O que está acontecendo? O que pretende conseguir enquanto estivermos aqui, além de conseguir um novo cliente?
— Quero conhecer você melhor. Já disse.
— Por quê? Você me conhece há anos e nunca me olhou do jeito que está olhando desde que a gente chegou aqui.
Ele riu e ela achou charmoso o jeito como o fez. Há uma semana atrás juraria que ele não sabia sorrir.
— É porque nunca tinha visto você de biquíni antes... ou de sarongue. — O tom dele mudou. — Acho você fascinante. Tem uma personalidade com tantas facetas e descobri que gostaria de conhecer todas elas, uma por uma.
— Edward, vamos voltar para o trabalho na semana que vem e tudo isso vai ficar para trás. Não quero fazer com você nada além do que já estamos fazendo.
— Acho que isso quer dizer que não vamos dormir juntos.
Jasper tinha razão. Todo homem só pensava em levar uma mulher para cama! Então ela percebeu que ele estava rindo da reação dela.
— Está brincando, não é?
— Na verdade, estou me divertindo com as expressões do seu rosto. Vamos esclarecer as coisas, não recusaria se você me fizesse essa proposta.
Ela mexeu a cabeça e voltou a deitar na toalha. Seu coração batia tão forte que parecia dar para vê-lo pulsando no lado esquerdo do peito. Sabia que ele a estava apenas provocando.
— Vou pensar no assunto. — Disse num tom casual.
Ele deu uma gargalhada.
— Por favor, faça isso — e então foi correndo para a água.
Ficou observando-o nadar por entre as ondas. Claro que não iria dormir com ele. Seria a decisão mais imbecil que poderia tomar. Então, ele não recusaria se ela quisesse. Que importância tinha isso? Para ele seria apenas um encontro casual. No entanto, se ficasse mais íntima dele, sua vida mudaria radicalmente. Tempos depois da viagem as lembranças iriam persegui-la e seria impossível conseguir trabalhar ao lado de Edward sem relembrar a todo o momento o que :s dois compartilharam.
Não, a resposta era não.
Bella se levantou e foi rumo à água.
Estava deliciosa e refrescou o corpo quente de Bella. Ela mergulhou e começou a nadar sentindo os músculos trabalhando a cada movimento.
Quando Edward a avistou, foi na direção dela, nadando rapidamente. Ela sorriu quando ele se aproximou.
— Resolvi me certificar de que água estava tão boa quanto parecia... e está ótima, mesmo.
— Como está sua cabeça?
— Continua sobre meu pescoço. A partir de agora, paro depois do primeiro drinque, mesmo que esteja delicioso.
Os dois continuaram nadando paralelamente rumo à praia. Ao chegar na areia, ele pegou a toalha e se enxugou. Bella fez o mesmo e juntou suas coisas para irem embora.
— O que quer fazer mais tarde? — A pergunta foi provocativa apenas pelo tom que ele usou.
— Você não tem que me entreter. As férias também são suas.
— É verdade, mas nós dois temos que comer e prefiro não comer sozinho.
— Acho que faz sentido — ela respondeu. — Tem algum lugar em mente?
— Na verdade, tenho. Comi lá da última vez que estive aqui. Comida da Polinésia e muito bem-feita. Se nunca provou, é uma boa oportunidade!
Os dois entraram no elevador.
— Tudo bem, eu topo. Obrigada pela idéia.
Bella olhou ao redor e gostou do ambiente levemente iluminado com velas e lâmpadas brandas.
— Você tem razão — disse a Edward. — Esse lugar é incrível, com uma atmosfera singular.
— Que bom que está gostando. Gostou da comida que pedi?
— É diferente, mas muito gostosa. Obrigada por ter me trazido aqui. — Bebeu um gole de chá gelado. — Como devo me comportar diante de seu cliente amanhã?
Ele a estudou por alguns segundos.
— Nenhum striptease, nem hula-hula nem ukulele.
— Striptease! Nunca fiz isso na minha... — Ela se calou. — Mais uma das suas gracinhas, não é?
— Não consigo resistir. Você cai como um patinho e as caras que faz são hilárias.
— Muito engraçado. Só por causa disso, vou levar meu ukulele e cantar para ele no almoço.
— Você sabe cantar?
— Não.
— Então foi uma ameaça.
— Com certeza foi uma ameaça.
— Você vai se sair bem amanhã. Conhece como ninguém nosso negócio. Falando nisso, quando voltarmos, vou falar com Frank Godfrey para transferi-la para área dele o quanto antes, em vez de esperar até você se formar. Então, considere a reunião de amanhã como uma sessão de treinamento.
— Você já está me promovendo?
— Não, agora não. Mas quando voltarmos, vou começar a ver isso.
— Essa notícia é maravilhosa! Muito Obrigada.
— Não me agradeça. Frank é um bom supervisor e vai fazer você trabalhar duro para aprender como fazemos para oferecer os equipamentos de segurança necessários para nossos clientes.
Depois da sobremesa e do café, Bella perguntou:
— Por que resolveu me promover agora?
— Como assim?
— Bem, você ainda não tem uma secretária para me substituir.
— Nem me lembre disso. Mas não deve demorar muito até que encontre alguém.
— Não sei, não.
— Por que você me considera um cara tão difícil de lidar?
— Porque você é um chefe muito exigente e complicado. Ou já esqueceu quantas secretárias foram embora antes de mim?
Ele levou a mão na orelha e pareceu desconfortável com a pergunta.
— Melhorei muito desde então.
— Se você está dizendo.
— Não melhorei?
— Você melhorou, porque aprendi como fazer tudo do jeito que você quer.
— Isto não me parece algo absurdo.
— É verdade, não parece. — Ela olhou ao redor. — Vamos?
— Espere um minuto, acho que não entendi. Bella o que quer dizer?
— Você quer que sua empresa funcione com perfeição. Sei exatamente do que você gosta e do que não gosta e consigo prever o que e como você quer alguma coisa. — Em outras palavras, pode ler meus pensamentos.
— Não é isso.
— Bom saber disso, principalmente levando em consideração os pensamentos que venho tendo nessa viagem.
Bella sentiu um calorão invadir seu corpo e sabia que seu rosto havia corado imediatamente. Pegou o copo de água e deu um longo gole e não tirou os olhos do copo.
— Desculpe-me, não quis deixá-la constrangida.
— Tudo bem. — Ele acariciou a mão de Bella.
— Não, não está tudo bem. Fiz você se sentir mal ao meu lado e isso é a última coisa que desejo. Tem razão é hora de ir embora.
Voltaram para o condomínio de carro, ouvindo música. Já no apartamento, Bella disse:
— Se me der licença, vou para a cama.
— Claro. Boa-noite.
Edward a olhou indo para o quarto, ainda irritado consigo mesmo. Qual era seu problema? Como pôde ser tão indiscreto? Ele andava desequilibrado desde quando a viu no aeroporto.
Olhou pela janela. A paisagem continuava espetacular, mesmo à noite. Parado ali, pensou na viagem que iam fazer a Oahu, no dia seguinte.
Num avião.
Num pequeno avião.
Claro, que Bella sabia que teriam que voar até a ilha. Além disso o vôo era rápido, quando chegassem lá em cima já seria hora de descer. Por ser pequeno, o avião deveria balançar mais que um convencional.
Talvez a viagem de Chicago ao Havaí a tivesse ajudado a superar o medo de voar. Era o que ele esperava.
Foi só olhar para ela no dia seguinte para saber que suas esperanças eram em vão. Ela não disse nada e, apesar do bronzeado, estava pálida. Não era um bom sinal.
Sem dizer uma palavra, ele encheu uma xícara de café para Bella. Estava acordado desde o nascer do sol e já havia tomado várias xícaras.
— Obrigada — ela disse antes de pegar a xícara e dar um gole.
Ele esperou que ela terminasse de beber o café e perguntou:
— Como você está hoje?
— Bem — respondeu em voz baixa.
— Nosso vôo sai em 2 horas. Ela não fez nenhum comentário.
— Bella?
— O quê? — disse olhando espantada para Edward.
— Está com medo de voar de avião?
— Como você adivinhou?
— Você estava com essa mesma cara na nossa viagem para cá.
— Depois que a gente estiver no ar, vou ficar tranquila. Eu me preocupo com a decolagem e o pouso.
— Infelizmente, você vai ter que ser forte, porque inevitavelmente teremos que decolar e aterrissar.
— Eu sei disso.
— Por que não descemos e tomamos café em frente à praia? Se anima?
— Tudo bem.
Enquanto comiam, ele falava da empresa e de alguns planos que tinha para os negócios. Tentava manter a mente de Bella ocupada para que ela não pensasse no vôo. Ela respondia monossilabicamente.
— Pensei que poderíamos ir à Big Island amanhã. Vamos ter que ir de avião, também, mas disseram que o vulcão que tem lá é imperdível — disse ele finalmente.
Ela passou da palidez para uma cor verde, bem curiosa.
— Mas se você não quiser ir...
— Não, por mim tudo bem, sério. O que você quiser fazer está bom para mim.
Ele não tinha tanta certeza disso. Olhou o relógio.
— Já está na hora de irmos para o aeroporto. Você precisa voltar para o condomínio?
Ela fez que não com a cabeça.
Naquele dia ela se parecia com a secretária que ele conhecia há anos. Os cabelos estavam presos num coque — só naquele momento ele percebeu de como gostava dos cabelos de Bella soltos — e vestia um terno claro. Parecia uma mulher de negócios bem-sucedida, apesar da palidez. Para a infelicidade de sua consciência, Edward continuava a vê-la de biquíni.
Nunca mais conseguiria ver sua eficiente secretária da mesma maneira, agora que teve a oportunidade de conhecê-la melhor.
Bella deve ter ficado muito machucada por causa do idiota com quem pensava que iria se casar. Do contrário, qual outra razão ele poderia dar para si mesmo por ter considerado Bella uma pessoa reprimida naqueles cinco anos de convivência?
Tê-la visto com os cabelos soltos e desfrutando as águas havia sido uma revelação.
No carro, ele tentou puxar conversa, perguntando de assuntos diversos. Ela respondia com poucas palavras. Edward acabou desistindo e ligou o rádio.
Quando já estavam acomodados no pequeno aeroplano, ele percebeu que a situação precisava de uma medida drástica.
Já havia estado em vôos como este. O avião costumava decolar num ângulo bastante íngreme. Ela já havia dito que nunca tinha voado num pequeno avião e provavelmente iria ficar em pânico.
— Bella?
— Hum?
— Sabe o que queria fazer nesse exato momento? — disse pegando a mão dela.
Ela se virou e olhou para ele esperançosa.
— Sair desse avião? Ele riu.
— Não. Na verdade, o que queria era cobri-la de beijos.
Bem, aquilo certamente havia feito ela esquecer do vôo.
— Por quê? — ela perguntou surpresa.
— Primeiro, porque você tem a boca mais gostosa do mundo. Nunca vi nem senti uma boca assim. — Ele olhou para as mãos tensas de Bella. Com a outra mão, passou levemente seus dedos sobre o dorso da mão dela. — E você se encaixa nos meus braços como se tivesse sido feita sob medida para mim.
Ele sentiu as mãos dela tremendo e ficou charmosamente corada, colorindo a palidez de antes.
O avião começou a se mover. Ele levantou a mão de Bella e a levou a boca. Beijou a palma da mão dela, depois passou de leve a língua. Ela ficou tensa quando o avião decolou. Ele não estava certo se por causa do avião ou do beijo. Então se inclinou e a beijou.
Os lábios de Bella tremiam e ele se demorou acariciando sua boca com a língua. Lentamente, ela começou a corresponder ao beijo e Edward se esqueceu do motivo por que havia começado tudo aquilo.
Uma voz feminina falou ao lado de Edward.
— Desculpe-me interromper, mas gostaria de oferecer algo para os senhores beberem. Só ficaremos no ar por mais vinte minutos.
Bella se afastou bruscamente e encarou a aeromoça.
— Estamos no ar?
— Sim, senhora. — A aeromoça sorriu. — Entendo perfeitamente sua distração.
Bella olhou para Edward.
—Você fez isso de propósito!
Edward pediu à moça que lhe trouxesse dois copos de suco de laranja e só
depois olhou para Bella .
— Suponho que sim. Nunca beijei ninguém acidentalmente.
Ela se virou na direção da janela e voltou a empalidecer.
— Você planejou tudo para me distrair!
— Funcionou? — disse beijando a mão de Bella mais uma vez.
— Sei que sou patética quando o assunto é a avião.
— Você só precisa fazer isso mais vezes até se acostumar.
— Essa é sua receita médica, Dr. Cullen?
— Exatamente. E aqui, no meio de ilhas, é o lugar perfeito para praticar. Vamos conhecer cada uma delas.
— Meu Deus — murmurou ela. O suco chegou e ele largou a mão dela. O pouso foi tão brusco quanto a decolagem. Bella espremeu a mão dele com tanta força que chegou a prender-lhe a circulação. Mas Edward não se incomodou. Ela ficava adorável quando vulnerável.
Já no chão, sentiu-se aliviada apesar do constrangimento, pois mesmo depois que soltou as mãos de Edward, os dedos dela ficaram marcados por um bom tempo.
Tomaram um táxi até o endereço que Edward tinha de Furukawa. Ao chegarem no local, Bella perguntou:
— Esse é o escritório dele?
— Não, esse é um clube privativo para os homens de negócios daqui. Ele disse para dar o nome dele na entrada.
Bella esperou enquanto Edward falava com o homem que foi ao encontro deles na portaria do clube. O empregado verificou uma lista que tinha na mão, encontrou o nome de Edward e fez um gesto positivo com a cabeça. Ele os guiou por uma enorme porta de madeira delicadamente entalhada.
Cruzando a porta, havia um amplo bar todo feito de madeira. Um maitre os esperava no topo de uma escada.
— Estamos aqui para encontrar com o senhor Furukawa.
— Por aqui, senhor — respondeu o homem.
O lugar era meticulosamente planejado e elegantemente decorado. O único barulho no ambiente era de conversas em voz baixa de pessoas almoçando. O carpete grosso silenciava os passos de quem chegava. As toalhas, imaculadamente brancas, cobriam as mesas do salão e pareciam ilhas flutuando no carpete vermelho. O maitre continuou andando até chegar numa mesa de frente para o mar. Os dois se sentaram e ele serviu uma taça de água para cada um, com uma jarra que já estava na mesa, e disse:
— O garçom de vocês já vem.
Somente quando Bella teve certeza de que os dois estavam a sós, disse: — O cheiro do dinheiro está por toda a parte.
— Eu notei.
Ela olhou para boca de Edward. Bella descobriu que encontrava dificuldade em respirar sempre que ele sorria para ela. Não conseguia esquecer o toque dos lábios dele nos dela.
— Desculpe, tê-los feito esperar — um homem atrás de Bella disse.
Edward se levantou e estendeu a mão. — Não tem por que se desculpar, senhor Furukawa.
— Por favor, me chame de Steve.
Steve vestia um terno que realçava seu corpo esbelto e o rosto bronzeado. O cabelo brilhava tanto que parecia que havia posto brilhantina.
— Steve, gostaria que você conhecesse Bella Swan, que trabalha conosco em Chicago.
Steve pegou a mão de Bella e se inclinou levemente.
— É um prazer.
Eles pediram os pratos e pouco tempo depois a comida chegou. Bella ouvia atenta a conversa. Os dois homens discutiam vários assuntos e nenhum tinha relação com equipamentos de segurança. Ela não conseguia imaginar por que ele a havia levado para aquele encontro, a não ser que os negócios fossem ser discutidos depois da refeição.
Edward a introduziu na conversa, e quando Steve perguntou se ela estava gostando do Havaí, Bella respondeu prontamente que sim.
Uma vez que os pratos foram retirados e os cafés servidos, Steve disse: — Tenho estudado você, Edward.
— E?
— Você e sua empresa têm uma excelente reputação na área de segurança. Que tipo de equipamentos você oferece?
— Nós garantimos aos nossos clientes que ninguém não autorizado consiga entrar na empresa sem que um alarme silencioso seja ativado, alertando os funcionários. Também oferecemos câmeras escondidas que gravam quem quer que saia ou entre. Os códigos de segurança são instalados e modificados regularmente.
Além disso, instalamos um software em cada computador da empresa que também avisa quando alguém tenta ter acesso ilegal ao sistema da companhia.
Steve olhou para o relógio.
— Gostaria de mostrar o que tenho para que você me desse uma idéia de quanto custaria instalar seu sistema na minha empresa.
— Claro.
Steve pagou a conta e os três saíram do clube. No caminho até a saída, várias pessoas cumprimentaram Steve. Na saída do local o carro dele já estava em frente à entrada.
Os homens continuaram conversando no carro. No banco de trás, Bella fazia anotações dos assuntos relacionados a trabalho e finalmente sentia que poderia ser útil.
Ao saírem da companhia de Steve Furukawa, à tarde, ele já havia se tornado mais um cliente de Edward.
No caminho para o aeroporto Edward ligou para o trabalho e deixou uma mensagem de voz para o departamento jurídico avisando do novo contrato.
— Sua viagem foi um sucesso, não foi? — disse Bella no avião, tentando ignorar o barulho no estômago.
— Definitivamente. Obrigado por ter tomado tantas anotações. Vou mandar tudo por fax para que Lawrence Kendall tenha as informações necessárias para preparar o contrato. — Ele a olhou por alguns segundo e então disse — Está tudo bem?
Ela apenas moveu a cabeça afirmativamente.
— Que bom. Então, vamos visitar o vulcão amanhã?
— Gosto da idéia — disse ela, torcendo para que ele não tivesse notado a falta de entusiasmo em sua voz.
— Também podemos ficar no condomínio e curtir a praia.
— Como você quiser.
— Só propus essa viagem porque queria que conhecesse mais ilhas.
— Por que não esperamos o dia antes de irmos?
— Como quiser.
De volta ao apartamento, Edward disse:
— Temos tempo de dar um pulo na praia antes de escurecer, se quiser.
— Vamos. — Bella foi até o quarto e fechou a porta. A semana terminaria e
ela teria conhecido, naquela ilha, um homem que lembrava vagamente seu chefe. O fato de que ela gostava e se divertia com esse estranho a deixava nervosa.
Tudo o que esperava ao voltar ao trabalho era que Edward assumisse a personalidade irônica e intransigente de sempre.
