CAPÍTULO DEZ
Havia um outro buquê de flores na sua mesa quando Bella chegou para trabalhar naquela segunda-feira, pela manhã. Desta vez nem se preocupou em agradecer a Edward, já que as flores, na verdade, eram para a sala do escritório. No entanto, não deixou de comentar como eram bonitas.
Ele a olhou da sua mesa.
— Gostou do musical?
— Muito. Não via uma produção assim há muito tempo? E você?
— Foi legal, acho. Se você gosta desse tipo de coisa. Não entendi por que sempre que eles tornavam-se românticos faziam gestos em vez de se beijarem.
— Por que você foi? — perguntou sorrindo.
— Susan comentou que queria ver o espetáculo.
— Ela parece ser bem simpática.
— Falei com o Frank mais cedo. Disse que pode começar a trabalhar com você em três semanas, se estiver tudo bem para você.
— Por mim, tudo bem. Vou começar a procurar alguém para me substituir.
Ele limpou a garganta.
— Bella, você é insubstituível. Por mim você ficaria aqui, mas seria egoísmo da minha parte. Você merece uma chance de pôr em prática o que aprende não quero prejudicá-la.
Ela começou a piscar rapidamente. As lágrimas ameaçaram cair.
— Obrigada por essa oportunidade. Prometo vou arranjar alguém com todas as qualidades necessárias para o cargo e que vai ser tão boa quanto. Em uma semana você nem vai sentir diferença.
— Isso nunca vai acontecer. — Pegou uma folha de papel em cima da mesa e começou a ler, indicando que a conversa havia acabado. Era melhor assim.
Bella voltou para a mesa. Sentiria falta de vê-lo: dos os dias, mas era o melhor para todos. O afeto q. nutriu por ele enquanto estavam em Maui desapareceria naturalmente, logo que deixassem de se ver com frequência.
Os dias se passaram e Bella entrou na rotina de trabalhar e entrevistar os candidatos para trabalhar para Edward.
Tanya parecia ter voltado com Edward. Ligava quase todos os dias e, por acaso, Bella acabou escutando Edward marcar de viajar com Tanya num fim de semana no mês seguinte.
Bella passava as noites estudando para a faculdade. Não via a hora de ser promovida. Ter que ficar ao redor do Edward, que nunca ria e raramente sorria, fazia mal. Ele havia voltado a se fechar numa concha e parecia que o homem que ela conheceu no Havaí não existia mais.
Esperava que, para o bem dele, olhasse ao redor começasse a aproveitar mais a vida. Claro que a escolha dele viver para o trabalho. Então por que a deveria se preocupar? Não queria pensar na resposta.
Domingo acabou sendo um dia lindo, quase primaveril, o que não era nada curioso, pois a primavera segaria em poucas semanas. Bella resolveu sair para espairecer. Quase não saía mais por causa das provas da faculdade. Foi de carro ao parque Linconl e lá estacionou e fez seu alongamento antes de começar a correr.
Ela reconheceu algumas pessoas que corriam ali há anos. Os raios do sol e o
Azul do céu haviam encorajado muitos a sair de casa.
Depois passou numa padaria, comprou um sanduíche e voltou para casa. Decidiu tomar um banho antes de comer. Quando estava no chuveiro, a campainha tocou. Como Alice costumava ligar antes de visitá-la, não tinha a menor idéia de quem poderia ser. Bella saiu apressada da ducha, pegou uma toalha e correu para a porta.
— Quem é?
— Edward.
— Edward? — ela entrou em pânico. — Espera um segundo. — Foi correndo para o quarto e pegou um roupão antes de voltar para a porta. — Desculpe fazer você esperar. Estava no chuveiro quando ouvi a campainha. Por favor, entra.
Espero que não se incomode de vir aqui sem ter ligado antes.
— Perdoo você. Mas só dessa vez — ela respondeu sorrindo. — Você deu sorte, porque acabei de chegar, se tivesse vindo antes não ia ter ninguém em casa. Quer um café enquanto me visto?
— Não, obrigado. Já tomei muito hoje.
— Senta. Vou me vestir e já volto — falou apontando para o sofá.
Foi para o quarto e fechou a porta. O que ele estava fazendo ali? O que tinha a dizer? E por que estava tão perturbada com a presença dele? Não tinha respostas para nenhuma das perguntas. Pegou do armário uma calça jeans velha e um casaco de moletom. Pôs uns chinelos e voltou para a sala.
Ele se levantou assim que a viu chegar.
Bella ficou ali um momento esperando que ele dissesse algo, mas como não o fez, disse:
— Vamos sentar. Tenho certeza que tem algo sério para me dizer, se não podia esperar até amanhã, no trabalho.
Ele se sentou no sofá e ela, em uma das poltronas ao lado.
— Andei pensando.
— Sobre o quê?
— Sobre nós.
— Não existe nós — disse franzindo as sobrancelhas.
— Existe, sim. Mesmo que não levemos isso adiante, nós criamos algo forte durante aquela semana no Havaí. Queria tentar investir nessa relação e ver no que dá.
Ai, Deus. O motivo da visita de Edward havia sido pior do que ela tinha imaginado. Ela ficou um instante calada.
— Não acho que seja boa idéia.
— Por quê?
Ela revirou os olhos.
— Vou listar para você as razões pelas quais não é «na boa idéia. Primeiro, trabalho para você, já discutimos isso antes. Segundo, não gosto de namoros efêmeros. Além disso, você ainda está envolvido com a Tanya e não quero, me meter no meio da história de vocês.
Ele a olhou, desconfortável.
— A gente concordou que nosso caso não está dando certo. Não estou mais vendo a Tanya.
— Não consigo imaginar a Tanya terminando com você. A não ser que ela tenha descoberto que você está saindo com outra mulher e acredito que não seja esse o caso. Sempre sei quando você está saindo com uma nova mulher. Manda flores, compra entradas para shows... — ela ficou sem voz e olhou para ele assombrada. — Você me mandou flores.
— Mandei.
Ela ficou olhando para ele, confusa.
— Bem... mas... mas não foi com essa intenção.
— Foi exatamente com essa intenção.
— Ai, meu Deus.
— Você não desconfiou?
— Está brincando? Claro que não pensei que você estivesse com segundas intenções.
Ele se inclinou para frente e apoiou os cotovelos nos joelhos.
— Bella, quero começar a ver você fora do trabalho. Descobri que gosto da sua companhia. Quando estou com você vejo a vida com seus olhos e gosto dessa sua perspectiva. Me ensina a relaxar e a ter mais prazer, como você fez no Havaí.
— Quer que eu seja sua professora? — perguntou, sem entender nada.
— Se quer usar esse termo, tudo bem.
— Por quanto tempo?
— Não entendi a pergunta.
— Quanto tempo você costuma namorar uma mulher antes de partir para outra?
— Que tipo de pergunta é essa? Não faço idéia.
— Mas eu faço. Geralmente, não dura mais do que dois meses. Quanto tempo pensa em ficar comigo?
Ele levantou os braços.
— Essa não é a conversa que pensei que fôssemos ter.
— É mesmo? Achou que ia me jogar nos seus braços só porque resolveu que quer passar suas horas livres comigo?
— Se achava, estava errado.
— Edward?
— O quê?
— O que está acontecendo aqui?
Ele recostou no sofá, descansou a cabeça e suspirou.
— Sinto sua falta de um jeito, eu nunca pensei que pudesse sentir isso por uma mulher. Você me faz falta. Me sinto melhor do seu lado. Qual o problema de querer me sentir bem com você?
— A gente podia tentar, acho — respondeu, pensativa.
— Seu entusiasmo é contagiante.
— Posso ser um passatempo útil antes de você encontrar outra.
Ele fechou os olhos.
— Passatempo.
— Talvez possamos fazer isso. Mas nada sério.
— Então você topa?
— Mas ando muito ocupada por causa da faculdade, como você sabe. Quem sabe, uma vez por semana. a gente possa sair e fazer algo interessante. Tomar um café, depois das minhas aulas e jantar nos fins de semana. O que acha?
— Não importa o que eu acho. Aceito o que você quiser.
— Está bem, então — ela se levantou. — comprei um sanduíche. Se quiser posso dividir com você.
— Para falar a verdade, estou ficando com fome — ele se levantou. — Podemos selar nosso acordo com um beijo?
— A gente estava falando de comida.
— Claro, por que não saímos para almoçar fora? O dia está lindo, o que é raro
nesta época do ano. Depois podemos fazer um passeio de carro — levantou o queixo de Bella com os dedos. — Agora, tenho que confessar que estou com fome de outra coisa — ele disse antes de beijá-la.
Não era justo. Ele sabia como os beijos dele a deixavam desconcertada. E esse beijo não foi uma exceção. Ela ficou tensa no início, evitando ceder, mas a suavidade do beijo arruinou suas intenções. O Edward do Havaí havia voltado com tudo.
Agora, todas as emoções que ele estava sentindo foram exteriorizadas e ela sabia que eram mais poderosas que sua resolução de não sucumbir a ele.
O problema era que as razões eram muito contundentes.
O problema era que ela não conseguia resistir aos encantos de Edward.
O problema era que acabaria se machucando seriamente quando a história dos dois acabasse. Só lhe restava esperar que esse momento chegasse para depois lidar com a dor.
N/A Bella sempre tão pessimista. Eu teria me jogado nos braços dele sem pensar no amanhã. Aiai. Espero que estejam gostando.
Pessoas tem muitas coisas acontecendo na minha vida que anda difícil pensar em postar, mas estou me esforçando pq pelo visto vocês querem continuar a ler. Por favor não parem de comentam, essa é minha maior motivação.
Eu tinha dito que iria postar o resumo da minha fic original no fim desde capitulo, mas eu decidi que só vou postar depois que ela estiver pronta e revisada. Eu me formei na faculdade, já colei grau e estou extremamente feliz, no momento não estou fazendo nada da vida, mas não quero postar algo incompleto. Não sei o que vai acontecer amanhã ou na próxima semana, mas espero conseguir um emprego logo e por isso não vou postar nada meu sem estar pronto, para o caso de não conseguir escrever e essas coisas. Eu também sou uma leitora e sei como é chato começar a ler uma história e a autora não terminar de postar. Enfim, espero que vocês entendam isso.
Eu peço perdão pela demora nesse capitulo, mas como disse andei muito ocupadas com os detalhes finais da minha formatura.
Espero que estejam gostando da fic e que não tenham me abandoado Até o próximo capitulo!
