CAPÍTULO DOZE
Edward a cumprimentou friamente, quando Bella chegou ao aeroporto na manhã seguinte. Ela teve um déjà vu ao vê-lo. A única diferença foi que dessa vez ele estava vestindo um terno.
Ela também estava vestida a caráter, de terno claro e sapatos altos.
— Bom-dia — ela disse ao se aproximar dele.
— Bom te ver novamente — ele respondeu educadamente. — Já fez o check in?
— Já.
— Já tomou café? Se não, a gente pode passar numa lanchonete que tem no caminho do portão de embarque e comer alguma coisa.
— Tudo bem.
Ele foi andando rapidamente pelo corredor e Bella teve que apertar o passo para conseguir alcançá-lo. Ao encontrar a lanchonete, sentaram-se e pediram a comida. Bella estava sem ar. A falta de fôlego não tinha nenhuma relação com o fato de estar reencontrando Edward. Ele estava parecendo um pirata moderno com aquele terno preto. Só faltava uma faca entre os dentes e um tapa olho.
— Está gostando do trabalho da Lauren? — ela perguntou durante a refeição.
— Ela é boa.
Bella não conseguiu pensar em nada mais para fazer. Queria perguntar por que ele havia resolvido fazera instalação do sistema por conta própria, na empresa de Furukawa em vez de mandar outra pessoa.
Mas não perguntou nada.
Queria perguntar por que havia decidido levá-la comele, dada a situação dos dois.
Mas não perguntou.
Será que era para provar para ela que ele estava bem, em outra, depois do fora que levou dela? Talvez. Não havia dúvidas de que àquela altura já devia estar envolvido com outra pessoa.
O que era ótimo. Ela gostaria de também poder estar envolvida com alguém. Alguém que a ajudasse a esquecer a forte atração que continuava sentindo por Edward. Essa viagem seria muito mais tranquila para ela se esse fosse o caso.
— Está gostando de trabalhar para o Frank? — ele perguntou vários minutos depois.
— Ele é ótimo. Estou fascinada com tudo que estamos fazendo.
— Você vai ver como se implementa o trabalho que o seu departamento faz para os escritórios do Furukawa. — Ele fez uma pausa. — Também acho que vai gostar de visitar as ilhas outra vez.
— A gente vai ficar no condomínio?
— Não, Lauren fez reservas num hotel em Honolulu.
— Ah.
— Vamos para o portão de embarque?
Ela fez que sim.
No corredor que dava no portão, ele continuou a caminhar num ritmo acelerado e Bella acabou falando.
— Edward, não dá para acompanhar você com esses sapatos altos. Será que dá para andar um pouco mais devagar?
Ele parou imediatamente e esperou que ela o alcançasse.
— Desculpe-me, estou com a cabeça ocupada com outras coisas.
Eles encontraram um lugar para se sentar, apesar de o local de espera estar lotado. Edward deu uma olhada no avião pelo vidro.
— Parece que eles estão terminando de carregar as malas e a comida — olhou para o relógio. — Devemos embarcar daqui há pouco. Você trouxe alguma coisa para ler no avião?
— Está na minha bolsa.
Edward não era do tipo que gostava de puxar conversa afiada.
— Edward?
— Sim.
— Olha, sei que essa situação é meio esquisita para nós dois e agradeço por ter me trazido para essa tarefa. Sei que você não precisava ter vindo.
— Na verdade, achei que Furukawa precisa saber que o negócio dele é importante para mim. Estivemos em contato durante as últimas semanas discutindo o contrato e decidindo o que deveria ser instalado na companhia dele. Instalar o sistema para mim tem ama importância pessoal.
— Vamos começar hoje à tarde?
— Não com o trabalho em si. Vamos à empresa dele, para cumprimentá-lo e convidá-lo para jantar. As instalações, mesmo, só começam amanhã. Não deve levar mais de dois dias se tudo correr bem.
A aeromoça avisou que era hora de embarcar e eles se levantaram.
Assim que descobriu que ia viajar novamente de avião, Bella procurou seu médico e pediu um remédio que a ajudasse a lidar com o medo de avião. Ele prescreveu um remédio para ansiedade e pediu que ela tomasse meia hora antes do avião decolar. Ela havia tomado no café da manhã e já se sentia bem relaxada.
— Você prefere sentar na janela ou no corredor? — Edward perguntou ao chegar na fileira onde iam ficar.
— No corredor, por favor — Bella respondeu. Ela pegou uma revista que estava dentro de sua bolsa e começou a ler.
— Você está bem?
— Acho que sim. Estou.
Bella notou que ele não acreditou nela. Mas a verdade era que estava começando a se acostumar com os vôos, agora que era uma das representantes da companhia.
Quando o avião decolou, estava quase dormindo. Havia dormido muito mal, pensando no reencontro com Edward. Sono mal dormido combinado com o remédio ansiolítico fez com que ela dormisse a viagem toda.
Edward aproveitou para ficar olhando para ela — a forma dos lábios, os cílios longos, a curvinha do nariz. Tinha sentido saudade de Bella todos os dias. Quando percebia que estava indo para o departamento de engenharia só para vê-la, dava meia-volta e se xingava por isso.
Até nos sonhos Bella aparecia. Neles, faziam amor, conversavam, passeavam. Ele nunca estava sem ela nos sonhos, o que fazia com que o despertar fosse um martírio, ao descobrir que estava sozinho e que nada daquilo era real.
Edward não conseguia entender por que isso acontecia. Será porque não saíra com nenhuma mulher desde a última viagem ao Havaí? Não estava tão interessado em Tanya para satisfazer as necessidades sexuais dela. O que foi a razão principal para que os dois terminassem.
Passaram um fim de semana juntos, uma espécie de última chance para a relação. Os sonhos com Bella eram mais satisfatórios do que a presença de Tanya.
Essa viagem seria uma prova para Edward; uma prova de que as fantasias com Bella eram absurdas e que nunca iriam se concretizar. Lauren tinha feito uma reserva de uma suíte com dois quartos. De qualquer forma, não iriam passar muito tempo no hotel.
Aquela era uma viagem apenas profissional.
O que ele tinha que fazer urgentemente era encontrar alguém legal para namorar; uma mulher loura, de olhos azuis, bonita e atraente, divertida e com um bom papo, alguém que o fizesse rir. Alguém como Bella.
Edward acordara Bella quando estavam quase pousando em Los Angeles. Depois, tiveram pouco tempo para fazer a conexão. Durante todo este tempo mal se falaram.
No outro avião, Bella lera um pouco mais da revista que tinha comprado, mas adormeceu na primeira hora. Ao chegar em Honolulu, sentia-se descansada e pronta para trabalhar.
Ao chegarem no hotel, descobriram que tinham uma vista do quarto que era magnífica. Os quartos estavam localizados em lados opostos no corredor da suíte.
Encontraram-se com Steve Furukawa em seu escritório e lá mostraram as plantas das instalações e os procedimentos. Edward respondeu todas as perguntas prontamente e Steve ficou muito satisfeito. O trabalho começaria no dia seguinte.
Steve concordou em jantar com eles, mas Bella não quis. Depois que Edward saiu do hotel para o almoço, ela trocou de roupa e foi caminhar na praia.
Tinha um fato difícil para encarar: estava apaixonada por Edward Cullen. Não tinha certeza de quando exatamente aconteceu, mas não havia dúvidas quanto a isso. Aquele reencontro havia provado a Bella que durante todo este tempo ela estava se enganando, tentando se convencer de que tudo não passava de fogo de palha. Claro, que não tinha nenhuma intenção de revelar seu sentimento a ele. Não era tão burra assim.
Ficou pensando se não teria alguma macumba ou simpatia que pudesse ajudar a esquecer Edward. Não perderia tempo em tentar.
Ao chegar no hotel, depois do passeio, o exercício havia feito muito bem a ela. Estava cansada e contente. Com sorte, não teria dificuldades para dormir, pois o dia seguinte seria um longo dia.
Quando Bella abriu a porta da suíte, ficou surpresa ao ver Edward lá. Estava sentado na varanda com os pés em cima da mesa, tomando um drinque.
— Como foi o jantar? — ela perguntou, indo na direção da varanda.
— O jantar estava bom e gostei de ter conhecido Steve um pouco mais. Me falou um pouco da família e de como eles vieram do Japão até aqui. Steve é um cara interessante.
Bella sentou-se ao lado dele.
— Tem algo neste lugar que o faz ser tão mágico. A essência das flores, a brisa morna. Fica difícil acreditar que tem um outro mundo lá fora.
— Vi você andando na beira do mar e fiquei aliviado. Fiquei preocupado quando não vi você no hotel.
— Não sabia que ia voltar tão cedo do jantar.
— Steve queria voltar cedo por causa dos filhos. Aliás, falou muito sobre eles. Um pai coruja, mesmo.
— Você está constantemente me surpreendendo.
— Como assim?
— É que não consigo imaginar você escutando histórias sobre família e crianças.
— Por que não?
— Não consigo ver você como um homem de família, não querendo ofendê-lo — disse Bella , dando de ombros.
— Não me ofendi. Nunca me imaginei um homem de família também. Você deve ter razão.
Os dois ficaram um tempo na varanda aproveitando o ar fresco que vinha da praia.
— Vou dormir. Até amanhã — ele se levantou e esticou-se e Bella se levantou da cadeira também.
Na sala, Edward apagou a luz deixando que apenas a lua iluminasse o ambiente.
— Obrigada por ter me dado essa oportunidade, Edward.
— De nada. Acho que tenho um prazer masoquista sempre que estou ao seu lado.
— Como assim?
— Não finja que não sabe, Bella. Tenho uma vontade louca de fazer amor com você. Chega a ser doloroso. E isso, quando não estou do seu lado.
— Não sabia.
— Ficou feliz porque estava escuro, assim ele não podia ver que ela estava toda corada e com o corpo tremendo.
— Quer uma demonstração? — ele foi até ela e a envolveu nos braços. O beijo foi gentil no início. Ela poderia ter facilmente se esquivado, mas não o fez.
O beijo esquentou rapidamente e Bella o abraços também, sentindo fisicamente a excitação de Edward. Ela o beijou com paixão, deixando a culpa e o arrependimento de lado.
Foi Edward que se arrependeu e se afastou.
— Desculpe. Isso foi imperdoável — ele se virou e foi andando na direção do quarto. — Boa-noite.
Boa-noite?
Ele a deixou completamente louca de desejo e tudo o que fez foi dar boa noite?
Ela ficou irritadíssima. Respirou fundo para se acalmar. Como se atreveu a começar algo que não poderia terminar?
Ela deveria agradecer.
Deveria estar grata por não ter rolado nada.
Ela foi para o quarto, mas, em seguida, foi na direção do quarto dele possessa. Sem bater, entrou escancarando a porta. Não viu Edward, mas sabia que ele estava lá.
— Você jogou baixo, Edward Cullen! Como se atreve a começar algo e depois ir embora como se nada tivesse acontecido!
Bateu a porta com força e voltou para o quarto, batendo novamente a porta.
Os homens eram todos iguais. Só porque ela não quis namorar, só porque ela sabia que fazer amor com ele seria o pior a fazer, não significava que ele poderia deixá-la daquele jeito, depois de um beijo tão quente.
Tirou a roupa e foi para o chuveiro. Somente um bom banho frio iria conseguir esfriar seus nervos. Ligou a ducha com toda a força e se meteu de baixo da água fria. Por isso, não ouviu quando Edward entrou no quarto. Só soube da presença dele, quando Edward entrou no boxe, totalmente nu com um sorriso nos lábios.
N/A: Então gente, estou postando ais um capitulo para compensar o tempo eu fiquei sumida. Até o fim de semana tem mais. Comentem pra que eu saiba que ainda tem gente lendo e se estão gostando.
