CAPÍTULO TREZE

Que pena não ter levado uma câmera para fotografar a expressão no rosto de Bella quando o viu.

— Você está sempre certa — ele disse suavemente. — Um cavalheiro nunca deve começar algo que não pretenda terminar. — Tirou a bucha da mão trêmula de Bella e disse — Vire-se que vou esfregar suas costas.

Ela olhou de cima a baixo e piscou incessantemente. Se achava que não tinha sentira nada com aquele beijo — e foi o que ele havia achado — a situação havia mudado completamente agora.

— Edward? — ela falou com a voz falhada, enquanto ele a virava gentilmente. Ele desceu com a bucha do pescoço até o bumbum delicioso de Bella.

— Sim.

— O que está fazendo?

— Não é óbvio? Esfregando suas costas — ele se demorou ali, subindo e descendo nas costas dela, parando na cintura e agarrando cada lado com as mãos.

— Isto não é o que eu...

— Não gosto de deixar uma mulher zangada comigo por não terminar o que comecei.

Ela se virou lentamente e olhou para ele, que sorriu.

— Vamos mesmo fazer isso, não vamos? — ela sussurrou.

Ele largou a bucha e envolveu o rosto de Bella com as mãos. Ela era realmente encantadora.

— Com certeza. — respondeu... e tocou os lábios dela com a língua. A boca era macia e quente. Ele encaixou sua boca na dela, lutando para controlar seu desejo até que ela estivesse tão preparada quanto ele.

Esperava apenas conseguir ganhar essa briga.

Ela tocou as mãos, provocativamente, no peito dele. Os lábios estavam vorazes loucos pelo beijo de Edward, que se afastou um pouco, com dificuldade de respirar.

— Acho que nosso banho terminou, não acha? Ela olhou para ele e concordou com a cabeça.

Edward fechou o chuveiro e a tirou do boxe. Pegou uma toalha e a secou de leve. Depois, a pegou no colo e a levou para o quarto.

Bella apoiou a cabeça no ombro dele, fechou os olhos e suspirou.

Ele tirou a colcha, a pôs na cama e se deitou ao lado dela.

— Trouxe proteção — disse. Ela arregalou os olhos ao ver a quantidade de preservativos que estava sobre a cabeceira. Ele sorriu. — É melhor prevenir do que remediar.

Voltou a beijá-la enquanto, com as mãos, explorava as curvas do corpo de Bella. Queria aprender de cor cada centímetro dela. Ela também começou a expedição pelo corpo de Edward.

Ele agarrou as mãos dela, rapidamente.

— Não é justo. Isso tudo aqui é para você, só para você. — Deu vários beijos no rosto de Bella, então, desceu até o pescoço e finalmente tocou os seios dela com a língua.

Ela gemeu. Seus olhos estavam fechados e o rosto vermelho em brasa, mas foi o sorriso de prazer que encorajou ainda mais Edward. Gentilmente, envolveu um dos mamilos com a boca, enquanto acariciava o outro com os dedos. Depois trocou. As mãos de Edward, que estava estavam na barriga de Bella, foram descendo até o ninho louro e úmido dos pelos dela.

Bella pegou na mão dele, fazendo um convite para que fosse mais além e ele sentiu que estava molhada e quente por ele. Ele se moveu, encaixando-se entre as pernas de Bella, desceu a cabeça até lá dando beijos.

Ela deu um pulo como se tivesse sido eletrocutada e murmurou palavras ininteligíveis enquanto ele estava concentrado em dar e ter prazer. Rapidamente, ela chegou ao clímax e gemia loucamente. Edward aproveitou o momento para penetrá-la.

Bella o abraçou, quase fora de si, e ele murmurou palavras sensuais no ouvido dela. Ofegantes, os dois entraram num movimento ritmado e lento, o que custou muito a Edward, que já estava a ponto de explodir.

Finalmente, Edward desistiu de manter o controle e gozou dentro de Bella, enquanto ela chegava ao orgasmo segundos depois.

Ele desabou, em seguida. Tomou cuidado para que o peso de seu corpo não machucasse Bella. Depois se virou e deitou ao lado dela.

Ficaram na cama em silêncio por longos minutos, sentando ganhar fôlego.

— Uau. — Bella murmurou.

— Uau é pouco.

Ela se virou de lado e ficou olhando para ele, o que o deixou um pouco nervoso.

— O que você está pensando? — ele perguntou ao ver que ela permanecia em silêncio.

— Não consigo pensar em nada, no momento — ela respondeu.

Ele se levantou e foi ao banheiro, pensando se ela já teria se arrependido do momento de intimidade dos dois.

Bella ficou olhando a porta do banheiro fechar, procurando encarar o que acabara de fazer com Edward. Não podia negar que ele era um arraso na cama. Percebeu que tudo que estava querendo era sexo, mas o que acabou experimentando foi amor.

Pouco depois, ele abriu a porta e pôs a cabeça para fora.

— Quer tomar outro banho comigo?

— Quero — ela sorriu.

Apesar de saber que ele já tinha visto tudo que queria, ficou inibida ao entrar no chuveiro com ele.

Ele não perdeu tempo e envolveu ambos os seios de Bella com as mãos, beijando cada um deles. Olhou para ela, em seguida, com uma expressão de interrogação no rosto.

— Não era isso que eu esperava.

— O quê?

— Desejo você mais do que antes.

Ela olhou para o membro dele.

— Dá para perceber.

— Mas não quero que pense que sou um tarado — ele a pegou pelo braço e a puxou para debaixo d'água.

Pegou o sabonete e passou nele, divertindo-se com a cara que ele fez ao passar pelo seu membro ereto. Depois, passou sabão nas costas dele e achou que aquela visão era tão sexy e gostosa quanto a da frente.

Ele retirou a espuma e ensaboou Bella, depois a enxaguou antes de levantá-la ajeitando as pernas dela ao redor da cintura.

Ela se abriu toda para ele e Edward a imprensou contra a parede deslizou para dentro dela. Bella fechou os olhos, abraçou-o pelo pescoço e deixou que o prazer a invadisse.

— Bella?

— Hum?

— Precisamos levantar. Já são quase seis da tarde. Ela abriu os olhos.

— Já? Como isso aconteceu? Parece que acabei de pegar no sono.

— Porque foi o que aconteceu. Sinto dizer que fiz você ficar acordada a noite toda. Se a gente correr, ainda dá tempo de comer alguma coisa antes de ir para o trabalho.

Assim que ele saiu do quarto, Bella não perdeu tempo e saiu da cama. Vestiu-se rapidamente, penteou os cabelos e os prendeu num rabo de cavalo.

Edward estava esperando no hall, quando ela saiu do carro. Vestia uma jaqueta esportiva, calça e a camisa social semiaberta.

Resolveram comer no restaurante do hotel. Bella deu um gole no café e olhou pela janela. Quando relanceou para Edward, ele estava olhando para ela intensamente.

— O que você está pensando? — ela perguntou.

— Tenho medo que você já tenha se arrependido do que aconteceu ontem à noite.

— E tarde demais para arrependimentos.

— Mas você preferiria que não tivesse acontecido?

— Acho que vai complicar as coisas.

— Como assim? — ele ergueu as sobrancelhas.

— Você sabe melhor do que eu que essa relação não tem futuro.

— Não sei nada disso — ele deu um gole no café. — O que quer dizer com futuro?

Ela queria dizer que futuro para ela era casar-se, ter filhos, constituir uma família, ter uma casa e um marido que a amasse muito, e a vida que tinha. Edward Cullen não iria querer ser esse homem.

Como ela não respondeu, ele perguntou:

— Nunca faria nada que a magoasse, você sabe. O que há de errado em curtirmos o momento juntos? Somos dois adultos livres e desimpedidos.

O café da manhã chegou e a conversa foi interrompida para a sorte de Bella. Enquanto comiam, ela perguntou sobre o trabalho e os passos do primeiro dia de instalação do sistema de segurança.

Após a refeição, tomaram um táxi e foram para o escritório de Steve. Ambos estavam concentrados era terminar o trabalho o quanto antes.

Bella não pôde deixar de perceber que os dois trabalhavam muito bem juntos. No final do dia Edward estava muito satisfeito com o progresso que haviam feito.

— Se amanhã for tão produtivo quanto hoje, vamos poder voltar para casa mais cedo.

— Que bom — ela estava exausta, primeiro porque quase não havia dormido e depois, por causa do dia inteiro de trabalho. Pegaram outro táxi de volta para o hotel.

— Acho que vou pedir comida no quarto e dormir em seguida. Estou morta de cansaço.

— Fiz você trabalhar muito hoje. Aliás, belo trabalho, parabéns.

— Obrigada. Vou indo para o quarto. Quero tomar um banho antes de comer.

— Claro. Explorei muito você, hoje? — disse franzindo a testa

— Não. É que acho que gastei muita energia tentando aprender tanta coisa em tão pouco tempo.

— Por que não me disse?

— Estou dizendo agora — ela disse sorrindo.

— Por que não disse antes?

— Estou bem, Edward. Só estou cansada.

— Também não quero comer fora. Diga-me o que quer comer que vou pedir enquanto você toma banho.

Não lhe importava. Não estava com fome. Só queria ficar sozinha um pouco.

— Uma salada grega.

Enquanto ele foi ao telefone, Bella foi para o quarto e fechou a porta, apoiando-se e olhando para a ama com vontade de se deitar naquele instante. Ela K desgastou muito a tarde toda tentando se concentrar no que Edward a ensinava em vez de pensar na noite de amor que tiveram.

Estava perdidamente apaixonada por ele. O problema era que ele não parecia disposto a levá-la a sério. Se continuasse saindo com ele depois de voltarem para Chicago, quanto tempo mais levaria até que de desse um chute na bunda dela?

Na banheira, ela relaxou com a água quente, apoiou a cabeça e fechou os olhos.

Edward olhou no relógio quando a comida chegou. Não havia escutado Bella fazia mais de meia hora. Bateu na porta dela.

— Bella, sua salada chegou? Está pronta para comer?

Ela não respondeu.

Ele abriu a porta e olhou para dentro do quarto. Só havia luz no banheiro.

— Bella? — ele sentiu um frio na barriga de nervoso.

Edward entrou e foi até o banheiro. Encontrou Bella adormecida na banheira. Ficou emocionado, mas não sabia bem por quê.

— Bella — disse um pouco mais alto.

Ela abriu os olhos assustada e deixou espirrar água no chão ao tentar se sentar.

— Desculpe entrar assim, mas chamei você para comer e como não respondeu fiquei preocupada — ele se virou e saiu.

Parecia irritado, pensou Bella. Riu. Ele sempre parecia irritado, não era nenhuma novidade. Bella pegou um roupão que estava atrás da porta e foi para a sala. Encontrou Edward olhando pela janela, com as mãos no bolso. Pôde ver o rosto dele pelo reflexo do vidro e reparou que estava chateado.

— Desculpe ter demorado tanto. Mas como você viu, acabei caindo no sono na banheira.

Ele se virou e foi para mesa onde estava a comida.

— Devo a você um pedido de desculpas por tê-la feito trabalhar tanto hoje.

Estou acostumado a me cobrar ao máximo para terminar um trabalho.

— Não tem problema — ela se sentou à mesa. — Por que você não comeu logo? Sua comida já deve estar fria.

— Eu não ligo.

Os dois comeram num silêncio constrangedor. Ao terminarem, Edward se levantou e foi para o sofá.

— Queria conversar com você, se não se incomoda.

— Claro — disse e se sentou ao lado dele.

— Quero me desculpar por ontem à noite. Não tinha o direito de ir ao seu quarto e entrar no chuveiro com você. Posso alegar insanidade temporária?

Então era por isso que ele estava tão chateado? Ela sorriu.

— Depois do que lhe disse qual homem de sangue quente como você não teria feito o mesmo?

Os ombros tensos de Edward relaxaram e ele sorriu.

— Mesmo assim, estou com a consciência pesada preciso fazer uma confissão. Trouxe você nessa agem com a esperança de que algo fosse acontecer entre nós dois.

— Eu suspeitei. Você é um homem muito determinado quando resolve que quer conseguir algo. E, pelo visto, eu era uma das metas da sua lista. Mas não se esqueça de que quando um não quer dois não brigam.

— Mas você não gosta de sexo casual.

— É verdade. E acho que a gente não deve continuar ficando depois que voltarmos para casa. Seria esquisito demais para nós dois. Eu admiro e respeito você — e o amo muito — mas não posso dar o que você quer.

— O que quero exatamente? — ele se levantou e ficou andando pela sala.

— Um caso para preencher suas horas vagas, que aceite qualquer coisa sem se deixar envolver. Alguém como Tanya.

— Achei que tivesse deixado claro que não estou mais vendo a Tanya. Na verdade, ninguém — disse, parecendo frustrado. — Você falando assim, parece que sou um cara superficial e insensível.

— Não foi minha intenção. É que a sua dedicação à companhia é total e não sobra espaça para mais nada além de uma companhia casual.

— E você não é do tipo que seria uma companhia casual, já entendi.

— Infelizmente, não. Mas você nunca teve problemas em encontrar mulheres que aceitem essa situação.

Edward parou de andar e olhou bem para ela.

— O que você quer de mim? Tenho que jurar que as minhas intenções são nobres? Que quero me casar e ir morar numa casa no subúrbio, ter uma família e uma rotina doméstica?

Ela olhou bem nos olhos dele antes de dizer.

— Nunca pediria isso a você.

— Que bom, porque não sou esse tipo de homem.

— Eu sei — ela murmurou.

— Então ontem à noite o que aconteceu foi um equívoco e não vai se repetir.

— Exatamente.

— Tudo bem, vou sobreviver. Pelo menos, posso perguntar se foi tão bom para você quanto foi para mim?

— Foi sensacional — ela sorriu.

— É, foi sensacional — disse com uma voz carregada de emoção.

Ficaram em silêncio por vários minutos.

— É melhor irmos dormir. Amanhã vai ser outro longo dia.

Bella se levantou.

— Boa-noite, Edward. — Bella se levantou e foi para o quarto.

Ele ficou ali sentado por um bom tempo, olhando para o nada. Num movimento impulsivo, se levantou saiu da suíte e foi para a praia.

Ficou andando pela beira da água até amanhecer.