CAPÍTULO DEZESSEIS
Bella abriu a porta no sábado à noite e ficou extasiada ao ver Edward Cullen num smoking impecável. Estava lindíssimo. Os ombros largos a lembrar como nunca fizeram como eram por debaixo da roupa.
— Entre — falou com a voz fraca.
— Cheguei cedo demais, desculpe.
— Não precisa se desculpar — pegou a bolsa e fingiu não perceber que ele não tirava os olhos dela. Em uma de suas andanças no shopping, encontrou o pretinho básico perfeito. Apesar de simples, o caimento do vestido era divino.
Edward deixou claro que havia aprovado e que a desejava naquele instante.
Que amizade aquela! Quem ela achava que estava enganando?
Apanhou o xale e colocou ao redor dos ombros. Desceram no elevador em silêncio. No carro, Edward disse:
— Será que vou estar ultrapassando as fronteiras da nossa amizade se disser que você está de matar, nesse vestido?
— Obrigada — ela sorriu — Já decidiu o que vai falar no discurso, hoje?
— Acho que sim. Nunca digo o que escrevo, mesmo. Só sei que vai ser curto.
Estacionaram no local do evento e ao saírem do carro viram outras pessoas em trajes de gala indo rumo à entrada do hotel. Edward guiou Bella na mesma direção.
Várias pessoas o cumprimentaram enquanto a olhavam com curiosidade. Edward a apresentou àqueles que vieram falar com ele.
Estavam chegando no salão de dança quando uma voz atrás deles disse:
— Edward! Achei que fosse você. Nunca pensei que fosse encontrar você num evento como esse.
— Olá Tanya — ele reconheceu o homem que estava com ela. — Bom te ver, James — disse apertando a sua mão.
Tanya disse numa voz meio eufórica:
— Então não vai nos apresentar... Bella se virou relutante para eles.
— Bella? É você mesmo? Está tão... quer dizer, bom te ver outra vez. — O olhar que ela deu a ambos dispensou comentários. — Então — disse a Edward —. Estou surpresa em ver você com sua secretária.
— Na verdade — ele respondeu com um sorriso divertido — ela não é mais minha secretária. Está na área de engenharia.
Bella olhou para baixo. Ficou imaginando as suspeitas de Tanya por ter ganhado a promoção. Levantou o rosto e olhou para Tanya.
— É verdade, finalmente me formei. Edward dissera há alguns anos que depois que me formasse me mandaria para outro departamento.
— Aposto que você está perdido sem ela...como secretária. — Tanya disse olhando para Edward.
— Consegui sobreviver.
Eles se despediram. Edward e Bella entraram no salão. Tanya se virou para James e perguntou:
— Você se lembra do número da nossa mesa?
— A Tanya está ótima, não acha? — Bella perguntou para Edward.
— Não reparei — ele olhou para as mesas e disse: — Nossa mesa é a de número um.
Na mesa, só havia dois homens sentados que ela conhecia das revistas e jornais.
As personalidades e celebridades de Chicago estavam todos lá. Edward não havia comentado com ela que o vento seria tão bem frequentado. Ficou preocupada se a multidão não iria acabar intimidando Edward na hora do discurso.
A mesa ficou completa e Edward apresentou Bella a todos. Ela começou a relaxar, quando uma das esposas perguntou:
— De que linhagem dos Swan você vem?
— De Wisconsin.
— Ah — a mulher pareceu desapontada. — Você não tem nenhuma relação com os Swan daqui de Chicago?
Bella sorriu educadamente, torcendo para que aquela noite acabasse logo.
— Que eu saiba, não.
— Que pena. Suponho que você já tenha rastreado sua árvore genealógica da Escócia.
— Ainda não.
— Genealogia é uma coisa fascinante. Vai gostar. Bella ficou aliviada quando o garçom chegou com a entrada e, então, a conversa tornou-se mais geral.
Odiava se sentir deslocada. Pensou em dizer à mulher que sua mãe era garçonete em Phoenix só para ver qual seria sua reação.
Ao fim do jantar, Edward foi chamado para discursar.
Por que estava tão nervosa por ele? Não tinha a menor idéia e a verdade era que ele parecia mais calmo e tranquilo que ela.
Em poucos minutos de discurso, Edward havia deixado a plateia fascinada. Ele começou por sua experiência pessoal e falou de sua dor ao ver uma pessoa amada se deteriorando pelo Mal de Alzheimer. Nunca sentira tanto orgulho dele.
Após o discurso as pessoas o aplaudiram e ele pediu que todos aproveitassem o resto da noite e fossem dançar. O salão de dança encheu rapidamente e as mesas estavam quase todas vazias quando Edward retornou. — Vamos dançar?
Bella se levantou e foi com ele para o salão.
— Fiquei impressionada com seu discurso. Seu relato tão pessoal e sincero deixou todo mundo emocionado.
— Como lhe disse, acabei não falando nada do que escrevi.
— Você é um homem de muitos talentos, sr. Cullen.
Ele a trouxe para mais perto e Bella apoiou a cabeça no seu ombro. Ela ficou surpresa ao sentir o coração de Edward batendo rápido e olhou para ele.
— Desculpe, mas é assim que eu fico quando estou perto de você.
Só então ela também percebeu que ele estava excitado. Não conseguiu não corar.
— Quer parar de dançar? — ele perguntou.
— Edward, você está complicando as coisas para mim.
— Não é sua culpa, nem minha, se fico assim por sua causa. — Continuaram dançando, mas se afastou um pouco de Bella. — Essa história de amizade não está funcionando.
Ela balançou a cabeça e não conseguia falar. Foi então que tomou uma decisão.
— Está bem.
— Está bem o quê?
— Vou dormir com você hoje à noite. Ele parou de dançar.
— Não entendi? — passou os braços pela cintura de Bella. — Diz que você não está brincando?
— Estou falando sério — disse fazendo que sim com a cabeça.
— Temos que ir embora agora. — Ele a pegou pelas mãos e foram na direção da saída antes de a música terminar.
Bella ficou calada enquanto os dois esperavam que o guardador trouxesse o carro. Não disseram uma palavra no trajeto todo. Bella percebeu que estava louca de desejo, uma necessidade que tentou ignorar por semanas. Ela o queria, o queria agora.
A porta do apartamento de Bella mal se fechou e ele já estava com ela no colo, as pernas dela envolta na cintura e as costas de Bella contra a parede. Abriu o zíper da calça com dificuldade e praticamente rasgou a calcinha de Bella, ao arrancá-la.
Apaixonados e selvagens os dois chegaram ao clímax em questão de minutos. Edward a agarrou com força e foi andando com ela no colo — com dificuldade, já que tinha as calças amadas na altura dos tornozelos — até o quarto e lá a acomodou com cuidado na cama.
Ela ficou observando-o tirar o smoking e o deixou tirar seu vestido e o sutiã. Ainda sem falar, ele se deitou na cama com ela e não demorou muito para que os dois voltassem a fazer amor. Mas dessa vez, suave e demoradamente. Bella sabia que nunca esqueceria daquela noite
Ele partiu de madrugada.
Na manhã de segunda-feira, Bella pediu demissão a Frank. Na parte da tarde, já estava na estrada indo rumo ao sul.
N/A: Mais um capítulo pra vocês de consolarem com a saída do Brasil da copa do mundo.
Comentem e até a próxima!
