ÚLTIMO CAPITULO, EPÍLOGO NÃO DEMORA. DEPENDE DOS COMENTÁRIOS

CAPÍTULO DEZOITO

Lauren foi até a sala de Edward alguns dias depois e disse:

— Tem um sr. Jasper Patterson na linha dois. Quer que eu pegue o número dele e o senhor liga depois?

Sem responder à pergunta, Edward atendeu ao telefone.

— Jasper! Bom ouvir você. Um minuto — ele se virou para a secretária e disse — Lauren, por favor, feche a porta e anote os recados se me ligarem.

— Ela deu notícias?

Ele ouviu uma risada do outro lado da linha.

— Você está mesmo desesperado, meu amigo. Liguei para saber se queria ir ao jogo do Cubs amanhã. Eu convido.

— Áh, deixe-me ver na agenda. — Tinha duas reuniões na parte da manhã apenas. — Estou livre. Onde quer que a gente se encontre?

— Eu busco você no seu trabalho — Jasper respondeu e marcou a hora do encontro.

— Está bem então. Ela está bem?

— Ela está bem, Edward. Está visitando a mãe. Amanhã a gente conversa melhor.

— Até amanhã.

Ela estava em Phoenix? Então era assim? Pedira demissão sem dizer uma palavra e fora ver a mãe?

Edward e Jasper chegaram no jogo mais cedo. Falaram de vários assuntos, menos sobre Bella.

Se fosse em qualquer outra ocasião, Edward teria adorado a companhia de Jasper, mas porque sabia que naquele instante ele estava segurando informações sobre Bella, Edward sentia vontade de esganá-lo.

Finalmente, após algum tempo Jasper perguntou:

— Afinal, o que está rolando entre você e a Bella?

— Bem, nós nos conhecemos há muito tempo. Ela foi minha secretária por vários anos.

— Isso eu já sei. Não foi isso que perguntei. A maioria dos homens não reage como você reagiu ao saber que a ex-secretária foi embora.

Jasper não ia aceitar nenhuma desculpa esfarrapada. Se quisesse saber o que estava acontecendo com Bella, Edward teria que contar a verdade para Jasper. Como era um homem muito reservado achou a idéia bastante dolorosa... quase tão dolorosa quanto a falta que sentia de Bella.

— Finalmente admiti para mim mesmo que estou apaixonado por ela. Provavelmente estava apaixonado há anos, mas era burro demais para reconhecer. Já fiz muita besteira na vida, mas ter deixado ela escapar, com certeza, foi a maior burrada da minha vida.

Pronto tinha dito tudo. Era uma lástima que só tivesse descoberto que a amava depois que ela havia partido.

— É isso? — Jasper perguntou com um sorriso nos lábios.

— É.

— Então a partida dela deve ter sido dura para você.

— Claro. — Que tipo de conclusão era aquela?

— O que ela disse quando você contou para ela?

— O quê? Que eu a amo?

— É.

— Nunca contei para ela. — Edward respondeu, desanimado.

— Como? Não entendi. Edward limpou a garganta.

— Nunca contei para ela, porque só percebi depois que ela foi embora.

— Sei.

— E como ela está? Você falou com ela? Sabe quando ela pensa em voltar?

— Não falei com ela, mas Alice já, e me contou que Bella está bem e que ela está procurando um emprego em Phoenix.

— O quê! Você está brincando.

— Não, foi o que a Alice me falou.

A multidão gritou por alguma razão. Jasper e Edward não estavam prestando atenção no jogo quando começou.

— Parece que foi uma cesta de três pontos.

— É.

— Não sei se você quer ouvir minha opinião sobre essa história toda — Jasper disse — Mas vou dar mesmo assim. Vá para o Arizona e conta para ela o que sente. Tenho certeza de que pessoalmente o impacto vai ser bem maior e pode funcionar.

— Posso mesmo fazer isso.

— Que bom. Agora vamos ver o jogo.

Bella estava na casa da mãe havia duas semanas e estava começando a ficar aflita. Sentia falta do trabalho. Ficou tentada a ligar para o Frank para saber como estavam as coisas, mas lembrou que não trabalhava mais lá.

Tinha ido a duas entrevistas de trabalho, e não tinha muito que fazer. A casa estava sempre limpa e a grama do jardim já havia sido cortada.

Naquela manhã resolveu aproveitar a frescura do dia antes que o sol esquentasse demais.

Adorava o jardim dos fundos da casa da mãe. Era todo florido e fazia Bella recordar do Havaí.

Vestiu o biquíni e foi se espreguiçar em uma das cadeiras. Tirou a parte de cima sem se preocupar com os vizinhos, pois os muros que circundavam a casa eram bem altos. Depois pegou o livro que havia começado a ler no dia anterior.

Pouco depois, a campainha tocou e a acordou. Havia pego no sono de repente. Ficou com preguiça de ir ver quem era. Todas as amigas da mãe sabiam que ela trabalhava. Devia ser algum vendedor de porta.

Voltou a fechar os olhos, relaxando com o calor agradável do sol. Estava dormindo muito pouco desde que chegara e pelo espelho podia ver as olheiras de cansaço.

— Ah, você está aí.

A voz familiar fez com que Bella saltasse da cadeira, quase caindo no chão. A segunda reação foi tampar os seios com a toalha que estava ao lado da cadeira.

— Desculpe. Não quis assustar você — disse Edward. — como ninguém respondeu, resolvi checar aqui nos fundos — ele olhou ao redor. — O jardim é lindo.

— O que você está fazendo aqui!

— Posso sentar?

Ela olhava para ele como se estivesse vendo um fantasma.

Ele se sentou e depois de um instante olhando para ela, disse:

— Você está linda.

— Preciso beber alguma coisa — ela saiu correndo casa adentro e a primeira coisa que fez foi ir até o quarto pôr uma roupa.

Edward Cullen estava lá? Em Phoenix? Aquilo não podia estar acontecendo. Será que ia ter que encontrar alguma ilha deserta para se esconder?

Ela foi até a cozinha, pegou uma jarra de limonada na geladeira e a colocou numa bandeja com dois copos com gelo. Voltou para o jardim.

Edward ficou olhando-a vir em sua direção. Ela serviu a limonada para ele, depois para si e se sentou.

Tomou alguns goles da limonada para molhar a boca seca e falou:

— Você não respondeu minha pergunta. O que está fazendo aqui?

Ele se deitou na espreguiçadeira.

— O mesmo que você, curtindo o sol.

— Como descobriu que estava aqui?

— Era segredo? — perguntou erguendo as sobrancelhas.

Alice devia ter contado. Não pedira a irmã que não disse onde estava pela simples razão de nunca esperar que ele fosse até lá.

— Cheguei a conclusão que trabalho demais. Sou o chefe, mas pareço um escravo — ele deu um gole na limonada. — Resolvi seguir o seu exemplo; pedi demissão e vim para o Arizona.

— Como assim se demitiu? Isso é impossível.

— Não é não, porque foi exatamente o que fiz. Treinei muito bem outras pessoas para me substituírem.

— Você mal conseguiu ficar uma semana longe da empresa quando fomos ao Havaí. Ligava várias vezes por dia para o seu escritório.

— Quando finalmente descobri que era um viciado em trabalho, resolvi que queria mudar meu estilo de vida.

— E então resolveu vir para Phoenix? Essa não é a melhor época do ano para visitar a cidade, a não ser que esteja querendo ficar com uma desidratação. Nunca fico no sol depois das dez da manhã por causa disso.

O que havia de errado com ela? Estava dizendo abobrinhas. Ainda estava meio abobalhada por estar frente a frente com Edward Cullen.

Ele continuou desfrutando da limonada e parecia muito à vontade e relaxado.

— Na verdade, eu e Jasper fomos a um jogo de basquete juntas e ele acabou comentando que você estava visitando sua mãe — fez uma cara feia para ela. — Você foi embora sem me dizer uma palavra e quis descobrir o que tinha feito para ofendê-la.

Essa era exatamente a razão por que havia fugido de Chicago; para evitar ter que dar explicações.

— Você não fez nada de errado, Edward — disse finalmente.

— Andei pensando sobre nossa última noite juntos. Você não deu nenhuma pista ou indireta de que estava planejando ir embora. Posso perguntar o que fez você tomar essa decisão tão precipitada de abandonar o trabalho e a cidade?

— Foi uma decisão muito pessoal. Não contei para ninguém.

— Fiquei chocado quando soube que tinha pedido demissão. Você gostava tanto do que fazia.

— Edward, não quero discutir esse assunto.

— O problema é que me sinto um idiota. Fiquei fingindo que não me incomodava se nunca mais a visse, quando na verdade, e só depois me dei conta disso, o que queria e quero era ficar com você o tempo todo — ele fez uma pausa e esfregou as mãos no rosto. — Não estou sabendo me expressar direito. O que quero dizer é que o que a gente tem é precioso demais para deixar se perder. Quero compartilhar o meu futuro com você. Achei que se viesse aqui hoje e lhe dissesse que finalmente percebi que estou completamente apaixonado por você, e sabe-se lá há quanto tempo, que talvez você se casasse comigo.

Sim, agora ela tinha certeza que estava tendo alucinações. Edward Cullen a pedindo em casamento? Dava vontade de rir... mas a última coisa que sentia vontade de fazer naquele momento era rir.

— Faz menos de dois meses que você me disse que não era o tipo do cara para casar e ter uma família e filhos, lembra? Nada de casa no subúrbio para você. Nem crianças para reclamar e choramingar.

Ficou orgulhosa do seu curto discurso. Pena que estava tremendo do início ao fim.

— Aquele era um homem que não existe mais, que não sabia que era tarde demais para ficar falando tanta besteira.

— Besteira?

Ele se inclinou na direção dela e a pegou pela mão.

— Já deve estar fazendo uns quarenta graus e você está gelada — ele se levantou e foi para dentro de casa. — Vou procurar alguma coisa para te esquentar.

Ela se levantou bruscamente e o seguiu. Ele não parou e foi olhando de quarto em quarto. Achou um pequeno cobertor de tricô sobre a cama da mãe de Bella, o apanhou e a envolveu. Então a abraçou com força.

— Sei que lhe dei todos os motivos para que acreditasse que sou um solteiro convicto. A única desculpa é que eu também acreditava nisso. Meus sentimentos por você sempre foram fortes, mas apenas no Havaí eles vieram à tona. Só que na época não consegui reconhecer o que sentia.

Ela se afastou e foi até a sala de estar, sentando-se na poltrona da mãe.

— Desculpe-me, mas está difícil de acreditar nisso — estava meia tonta. Deveria ter sido muito sol na cabeça.

Edward se ajoelhou em frente a ela.

— Quero o que Jasper e Alice têm. — Uma casa adorável, três filhos e, sim, um lugar no subúrbio onde a gente possa criar as crianças com tranqüilidade.

Ela cobriu as bochechas com as mãos.

— Isso não pode estar acontecendo.

— Pelo menos, vai pensar na idéia de se casar comigo? Não quero fazer chantagem emocional, mas não consigo viver sem você. Sei que merece coisa melhor, sei que sou impaciente e temperamental, que trabalho de mais, que não sei relaxar. Mas você me mostrou um outro mundo e quero aprender mais... com você, como minha professora.

Edward a olhou bem de perto, se perguntando se não havia cometido um grave erro em ter ido até Phoenix para vê-la. Tinha deixado tudo para trás ao sair de Chicago. Teria sido por causa dele?

— Por que você fugiu?

— Porque a gente não consegue ficar junto um do outro sem acabar ido para cama.

— Tenho que concordar que isso é verdade. Não consigo me controlar quando estou como você — ele voltou a pegar na mão dela. — Como é a primeira vez que peço alguém em casamento, não sou muito bom nisso. A pergunta é, você me ama?

Os olhos dela se encheram de lágrimas. Ele era mesmo um idiota. A última coisa que queria era vê-la chorar.

Ela cruzou os dedos com os dele.

— Sim, Edward, eu o amo, apesar de ter tentado de í tudo para não amá-lo.

— Me amar é tão ruim assim?

— E, quando você deixou claro que não estava interessado no amor. — Estava errado. Não posso pensar num presente mais especial do que ter seu amor.

As lágrimas rolaram pelo rosto de Bella.

— Vou aproveitar que já estou de joelhos e pedir formalmente. Bella Swan, você me daria a grande honra de se casar comigo, de me amar, de me salvar da minha terrível solteirice?

Ela ria e chorava ao mesmo tempo. — Ai, Edward — ela tocou o rosto dele com as duas mãos. — Se estou sonhando, por favor não me acorde.

— Você não está sonhando, porque meus joelhos, nesse chão duro, estão me matando — ele se levantou e ergueu a mão de Bella. — E então?

Ela respondeu com vários beijos ao redor do rosto de Edward, boca, nariz, olhos. Abraçou-o com força.

— Isso, por acaso, foi um sim?

— Sim, sr. Edward Cullen, adoraria me casar com você.

— E ter alguns filhos?

— Se é isso que você quer.

— É exatamente isso que eu quero. Por falar nisso... — Olhou ao redor da sala. — Onde está sua mãe?

— No trabalho. Só chega à tarde.

— Tenho uma ótima idéia do que podíamos fazer enquanto esperamos ela voltar.

Sim, havia paixão nos olhos de Edward, mas Bella pôde ver algo mais, algo que nunca esperara encontrar: os olhos dele brilhando de amor e carinho. Ele tinha conseguido convencê-la muito bem de que a amava. O que mais poderia querer da vida?

— Talvez você pudesse me explicar sobre esse seu brilhante idéia.

Com uma risada, ele a pegou nos braços e foi pelo corredor até o quarto de Bella.

Estava certo, os dois arranjaram a melhor maneira de aproveitar o resto da manhã.

N/A: Então gente, aqui está o último capítulo. Me perdoem pela demora, viajei e não tive como postar o capitulo.

O que acharam? Agora só falta o epilogo, vocês querem?