EPÍLOGO

Seis meses depois.

— Você parece uma princesa de um conto de fadas

— a mãe disse para Bella . Ela colocou, com cuidado, a tiara e o véu sobre a cabeça de Bella , enquanto olhavam num grande espelho oval num quarto especialmente reservado para a noiva.

— E quem ia acreditar que Edward Cullen ia acabar virando o príncipe encantado, no final das contas? Se você tivesse me dito há um ano atrás que iria se casar com Edward, estaria convencida de que você estava se casando com um ogro — acrescentou Alice.

— Alice! Que vergonha! — a mãe a repreendeu.

— Edward é um rapaz excepcional...educado, prestativo e uma companhia muito agradável.

Bella e Alice se entreolharam pelo reflexo do espelho e sorriram disfarçadamente uma para a outra. Edward tinha feito um belo trabalho ao vender sua imagem de bom moço para a sogra. Depois que Edward e Bella retornaram a Chicago, Bella e Alice riram um bocado juntas, quando Bella contou sobre a ida de Edward a Phoenix.

— Nunca estive num casamento com tanta gente — comentou a mãe. — Tanto o meu casamento quanto o de Alice e Jasper foram cerimônias bem simples.

— O Edward falou que já que esse seria seu primeiro e único casamento ele queria chamar todo mundo que conhecia e fazer uma grande festa — disse Alice. — Ele não se importou com os gastos. Todas as celebridades do mundo dos negócios parecem estar aqui hoje.

Bella fechou os olhos. Não precisava que lhe lembrasse disso. Já podia se imaginar tropeçando bem na hora de cruzar a igreja e caindo ao pé de Edward.

Alguém deu um toque na porta.

— Pode entrar.

Os três irmãos entraram.

— Nossa, mana. Você está uma gata.

— Obrigada, Randy. Que bom que você aprovou. Rick, que era o mais impaciente, olhou o relógio e disse:

— Vamos lá, vamos começar logo o show.

As três mulheres seguiram os homens para fora do quarto. Ken e Jake eram os pajens e cada um levava uma aliança. Claro que os dois brigaram para ver quem carregaria o anel da tia Bella . Alice acabou tendo que ameaçá-los de não serem mais pajens se continuassem brigando.

A música começou a tocar e os meninos começaram a andar pelo corredor da

igreja que dava no altar. Bella piscou e os olhos estavam úmidos.

Ela havia convidado duas colegas do trabalho para serem as madrinhas. Alice era a madrinha de honra e a mãe era quem a levaria pelo braço até Edward.

Assim que Bella chegou na entrada da igreja, a música mudou para anunciar sua chegada e os convidados se levantaram. Bella ficou com um nó na garganta. Não ia começar a chorar agora, não podia chorar, não podia...

Então avistou Edward que a esperava no altar e foi a gota d'água. A primeira de muitas. As lágrimas começaram a cair quando ela foi se aproximando mais dele. Não conseguia tirar o sorriso do rosto.

A partir dali, Bella não se lembrava muito mais do que acontecera na cerimônia. Ouviu a voz de Edward e respondeu quando chegou sua vez de falar. Só conseguia pensar que realmente estava se casando com Edward depois de tantos meses de espera.

— Pode beijar a noiva.

Ela se virou para Edward e viu que ele tinha um sorriso maroto nos lábios.

O quê? O que ele estava achando tão engraçado? Quando ele se inclinou até ela, sussurrou:

— Por um minuto, pensei que você ia cair no sono, — e a beijou.

Ele a beijou de verdade. Não foi um estalinho ou um beijo típico de casamento, mas sim um beijo "caliente". Quando ele finalmente ergueu a cabeça, o rosto de Bella estava vermelho como pimenta malagueta e os convidados estavam rindo e aplaudindo.

A música invadiu o santuário quando os dois começaram a andar pelo corredor. Antes de chegarem ao fim, ele disse a ela:

— Olá, senhora Cullen, espero que você esteja tendo um bom dia.

— Eu não estava com sono! Estava apenas um pouco distraída.

— Estava bem distraída, porque o padre teve que repetir algumas perguntas para você.

— Jura? — ela cobriu o rosto com as mãos. — E eu que não queria fazer nada que pudesse envergonhar você. Pelo menos não tropecei e nem me estatelei no meio da igreja.

— Você nunca me envergonha, Bella . Além de ser o amor da minha vida, acho você divertidíssima.

Logo várias pessoas se agruparam ao redor dos dois para dar os parabéns. Depois de cumprimentarem várias pessoas, Edward e Bella foram para fora, entraram numa limusine e foram para a recepção.

Já sentados dentro do carro, Edward tirou algo do bolso.

— Quero lhe dar meu primeiro presente de casamento antes que cheguemos à recepção.

Era um colar. Ele tinha comprado um colar para ela.

— Ai, Edward, que lindo presente.

— Não vai abrir?

— Tenho certeza que vou amar — ela disse e abriu a caixa.

Não era um colar. Apenas um envelope e uma chave.

Maravilhada, Bella olhou para Edward e sorriu. Ao abrir o envelope descobriu que tinham duas passagens para o Havaí.

— Nós vamos para o Havaí!

— E por que não? Foi lá que realmente comecei a conhecer você melhor. Só que dessa vez a gente vai ficar o tempo que quiser.

Ela abriu um bilhete que também estava dentro do envelope e leu.

— Não, essa não é a chave do meu coração, porque já conseguiu escancará-lo para você. Essa é a chave da nossa casa nova.

— Nossa casa? O que você fez?

— Conspirei pelas suas costas. Fui com Alice procurar uma casa que ela achasse que seria a casa dos seus sonhos. Claro, se você não gostar, a gente pode...

Ela se jogou nos braços de Edward e o beijou por todo o rosto.

— Você é o homem mais maravilhoso que já conheci em toda minha vida — riu. — Você comprou uma casa para mim, sem me consultar? — fingiu uma cara de brava, enquanto envolvia o rosto dele com as duas mãos.

— Na verdade, ainda não comprei. Estava esperando você ver antes para poder assinar o contrato. O corretor me deu a chave e achei que a gente podia ir lá dar uma olhada depois da recepção. Se você quiser assino os papéis amanhã mesmo.

— Não posso esperar para ver o que você escolheu para nós.

Sabia que gostaria da casa, porque Alice conhecia muito bem seus gostos. Gostaria ainda mais porque Edward havia decidido fazer uma surpresa comprando a casa.

De uma coisa ela tinha certeza: sua vida nunca seria tediosa estando casada com um homem como Edward Cullen.