Casa nova

A semana foi passando e o casal era só sorriso. Rony tratava Hermione com muito carinho, coisa que ela não imaginava. Adorava os mimos de Rony, com certo exagero às vezes, mas nada que uma conversa não resolvesse.

Esse comecinho estava sendo difícil para Hermione. Os enjoos eram muitos, o sono era constante, até do perfume de Rony ela enjoou.

Na sexta-feira à noite, os dois já estavam em casa. Assistiam TV, deitados na cama, mas nem prestavam atenção no que passava.

Rony alisava a barriga de Hermione, agora tendo esse ato como sua mais nova mania. Toda vez que a via, instantaneamente sua mão já ia para a barriga da morena. Ela simplesmente adorava isso, sentia a ligação entre pai e filha. Como ele sempre falava, ali estava a pequena deles.

Hermione fechou os olhos.

-Já está com sono, amor? –Rony perguntou.

-Estou.

-Encosta aqui para você dormir.

Hermione encostou-se ao peito de Rony, se aninhando igual a um bebe indefeso. Rony alisava seus cabelos. E assim os dois adormeceram.

No dia seguinte, estavam prontos para ir a Toca, contar a grande novidade.

Hermione preferiu ir de carro, devido aos enjôos, achou que aparatação, ou lareira, não seria muito bom.

Quando chegaram, como sempre, foram muito bem recebidos.

Afinal, era em apenas alguns finais de semana que se via a família parcialmente reunida, porque Gui, Carlinhos e Percy, não moram em Londres.

Molly, Gina, Hermione, Melannie e Vivianne foram para a cozinha terminar o almoço, enquanto os homens ficaram na sala conversando.

Quando o almoço fora anunciado, antes de todos se servirem, Rony se pronunciou.

-Pessoal, antes de tudo eu gostaria de contar uma novidade.

-Xiiii... Lá vem uma bomba de bosta!- falou Fred.

-Quieto Jorge, deixa seu irmão falar. -exclamou Molly.

-Eu sou o Fred!

-Fale meu filho. -falou Arthur.

-Bem... É que... Eu e Mione... Hummmm... Vamos ter um filho!-falou ele sorridente.

-Meu Deus... Outro Weasley!-exclamou Arthur. - Parabéns meu filho, fico muito feliz!-abraçou o filho e Hermione.

-Obrigada papai!

-Obrigada Arthur!-Hermione agradeceu sorrindo.

-Meu Roniquinho!-falou Molly muito feliz. -Que felicidade, outro neto... -sufocava o filho em um abraço.

-Mamãe... -chamava ele, mas ela não ouvia. –Mamãe, a senhora está me sufocando. -Molly nem dava ouvidos ao que Rony falava.

-Hermione querida!-falou a matriarca a puxando para um abraço caloroso. -Que felicidade! Parabéns! Mais um Weasley!- falava ela entre lágrimas.

-Obrigada Molly.

-Uffa... Você conseguiu, hein Hermione! Tirou todas as energias do nosso Roniquinho... Mas no final deu tudo certo. -falou Fred.

-Deixa de ser bobo Fred. –Hermione falou rindo.

-Mas ele teve uma ajudinha... Emprestei um livro muito bom pra ele!-falou Gina.

-Que livro, Gina?- perguntou Jorge.

-Kamasutra. –respondeu rindo.

-Que livro é esse?-perguntou Fred confuso.

-Ele ensina umas... -Gina foi cortada por Rony que tampou sua boca. Suas orelhas estavam vermelhas de vergonha.

-Gina, cala a boca!

-Ronald me larga!- se desvencilhando dele. -Por que você não quer que eu conte o seu segredinho?!

-Você não me emprestou o livro, isso era só uma mentira pra despistar a Hermione, lembra?- falou ele irritado.

-Haaaaaaaa... Mas eu vi você dando uma folheada nele, Rony!- falou ela caindo na gargalhada.

Rony a olhou de cara emburrada. Estava morrendo de vergonha.

-Amor, deixa o Rony quieto!-falou Harry puxando Gina.

-Vem amor, não liga para o que a Gina fala. – Hermione disse segurando o riso.

-Você está rindo, né... Não estou achando graça nenhuma. -falou emburrado sentando-se a mesa.

-Gina, você ainda não nos contou que livro é esse!-argumentou Fred.

-Depois eu te conto, Fred. - Gina deu uma piscadinha para o irmão.

As pessoas na mesa só riam da discussão dos irmãos.

Pareciam crianças, brigando por causa de doce.

A tarde foi passando com alegria. Brindaram a vinda de mais um Weasley à família e discutiam sobre o sexo do bebê. Divertiram-se muito.

No dia seguinte Rony e Hermione foram até a casa dos pais da mesma, para, também, contar a novidade.

Chegando a casa dos Granger, Paul e Marre, ficaram muito felizes pela visita.

Simplesmente adoravam a família Weasley, e tinham muito gosto que Hermione tivesse se casado com Rony.

-Mamãe, temos uma notícia para dar!-falou Hermione sorridente.

Sabia que a mãe ia adorar a notícia, pelo fato de ela e seu pai perguntarem sempre quando viria um netinho.

-Estou ficando curiosa, minha filha!

-Eu estou grávida!

Marre, olhou para a filha com os olhos cheios de lágrimas.

-Não tem notícia melhor que essa!-Marre abraçou a filha. As duas choravam juntas.

-Mulheres... -falou Paul. Rony sorriu.

-Parabéns, Rony. Cuide bem da minha filha. –falou sorridente.

-Pode deixar Paul, nela eu estou de olho.

A tarde de domingo também passou rápida.

Como Hermione queria ir ao médico trouxa, sua mãe passou o endereço do mesmo obstetra que fez seu pré-natal.

No dia seguinte de manhã, Hermione marcou sua primeira consulta para quarta-feira na parte da manhã.

Rony estava adorando a idéia de visitar um médico. Hermione ria do marido. Parecia uma criança.

Quarta-feira chegou. Rony e Hermione estavam muito ansiosos.

Avisaram no trabalho que iam chegar mais tarde.

Quando deram oito horas, eles pegaram o carro e se foram.

Chegando ao consultório, Rony olhava tudo abobado.

Hermione então foi até a secretaria.

-Bom dia!

-Bom dia senhora!

-Eu tenho uma consulta marcada com o doutor Aristides.

-Qual seu nome? –perguntou a secretária muito educada.

-Hermione Jane Granger Weasley.

Hermione então deu seus dados à secretária para que ela pudesse preencher os papeis.

-A senhora pode se sentar e aguardar, ele está com uma paciente, mas não vai demorar.

-Muito obrigada.

Hermione voltou e sentou-se ao lado de Rony.

-Isso tudo é tão diferente!O que é aquilo?- Rony perguntou apontando pra alguma coisa pendurada na parede.

-Aquilo é um ventilador. Serve pra fazer vento. Por exemplo, quando está muito calor, o tempo abafado, é só ligar esse aparelho que vai ter mais vento, via ficar mais fresco.

O tempo que os dois ficaram ali, Rony perguntava o que era tudo ao seu redor. Hermione achava linda a curiosidade dele. A cara que ele fazia era de uma criança descobrindo algo muito importante.

-Por que você está me olhando assim?- perguntou ele.

-Você é tão fofo Rony... Você é o ruivo mais lindo do mundo!-respondeu ela toda apaixonada. Rony sorriu pra ela e se sobressaltaram com o chamado.

-Hermione Granger.

Hermione levantou de um salto, junto com Rony, e os dois se encaminharam até a sala.

-Hermione! Quanto tempo não a vejo!-cumprimentou Doutor Aristides.

-Oi Doutor!Muito tempo mesmo! –falou sorridente.

-Lembro-me quando sua mãe me visitava com você ainda pequena. E agora está aqui... Nossa futura mamãe!

Hermione sorria para o senhor.

-E esse deve ser o mais novo papai, certo?

-Certo doutor, muito prazer Ronald Weasley!-cumprimentou apertando sua mão.

-Muito prazer, Ronald.

-Então vamos à consulta? Creio que já fez o exame de sangue, correto?

-Sim, está aqui.

Enquanto o doutor analisava o documento, Rony cochichou com Hermione:

-Exame de sangue? O que é isso? Quando você fez isso?

-É um exame que da a certeza se a mulher está grávida. Tira-se o sangue da mulher com uma agulha. Fiz há alguns dias, Gina foi comigo e ela ficou apavorada.

-Mione, como assim tirar sangue com uma agulha? Estou começando a achar que era melhor nós termos ido ao St. Mungus.

-Desculpa interromper, mas vocês disseram St. Mungos?- perguntou o Doutor.

-Sim, o senhor conhece?- perguntou Rony.

-Ora, mas é claro! Meu filho é bruxo. Formou em Hogwarts há anos...

-Nossa... Mas isso é muita coincidência... E boa por sinal!- exclamou Hermione.

-Com certeza, Hermione. Então quer dizer que você é bruxa?

-Sou sim... E o Rony também...

-A por isso, o ar de surpresa em seu rosto. Imagino como deve estar se sentindo.

-Realmente é muito estranho.

-Eu sei como é... Mas não se preocupe. Os nossos procedimentos, assim como os dos curandeiros, são muito seguros. Não precisa ter medo. E se tiver alguma duvida não se acanhe em perguntar. -falou com um sorriso simpático. -Agora Hermione vai fazer um ultra-som.-explicou-lhe.

-O que é um ultra-som?- Rony perguntou muito interessado.

-É um exame feito com esse aparelho. Eu vou passar um gel na barriga de Hermione para essa parte deslizar com mais facilidade.

Hermione se deitou na maca, e levantou a blusa. Quando o doutor colocou o gel, Hermione deu um gritinho.

-Aiii é gelado!-riu.

-Ai Mione, que susto!Achei que você estava com alguma dor.

-Como vocês podem ver, aqui nessa tela, está seu filho. Quase não da pra ver, é muito pequeno ainda. Podemos dizer que aqui ele mede uns dois milímetros. Estão vendo?

-Sim, sim... É tão pequeno ainda. -Rony olhava para a tela impressionado.

Hermione chorava baixinho, olhando para a tela.

-Mione ,não chora! Ela está tão chorona ultimamente doutor. –comentou rindo.

-Isso é normal, meu filho. Já, já vamos falar sobre isso.

Hermione limpou sua barriga e se levantou. Sentou-se, juntamente como Rony, nas cadeiras a frente de Aristides.

-Como consta aqui... Você está grávida de três semanas e dois dias. Agora me fala como está se sentindo?

Hermione ia responder, mas Rony foi mais rápido.

-A doutor ela passa muito mal. Quase todos os dias ela bota tudo pra fora. Não gosto de ver ela assim. – falou naturalmente, mas com um ar preocupado.

-Vemos que temos um pai e marido muito preocupado. -falou sorrindo. -Mas esses sintomas são normais. Não há o porquê se alarmar. E durante o primeiro trimestre vai ser assim. Enjôo, sono, possibilidade de irritabilidade. Esses sintomas dependem muito da mulher. Desmaio já teve algum?

-Sim. Quando eu descobri que estava grávida.

-Você não me conto isso! –reclamou Rony.

-A Rony, se eu falasse que tinha desmaiado você ia me carrega pro St. Mungus. –argumentou rindo.

-Mas desmaios também são freqüentes. –Aristides o acalmou.

Rony e Hermione ficaram ali, fazendo perguntas e esclarecendo fatos a maior parte da consulta. Até que chegou a tão temida pergunta de Rony.

-É Doutor... Hummmm... Quando... é... O senhor sabe... é... -Rony tentava falar, mas não conseguia, estava morrendo de vergonha. Hermione revirou os olhos.

-Doutor, o que o Rony quer saber, é se tem como machucar o bebê, na hora do sexo. Essas coisas...

-Sim sim, claro.A maioria dos casais perguntam não há problema algum. Só que tem alguns casais que sentem incomodo mais para frente da gravidez, por que a barriga cresce. E nesse caso tem que ver uma posição, que não crie desconforto para a mulher e nem para o homem. Mas fora isso, tudo liberado.

-Humm, certo... -falou Rony desconcertado.

Doutor Aristides, olhou sorrindo pra Hermione. Achou a vergonha de Rony muito engraçada, mas não disse nada para não deixá-lo ainda mais envergonhado.

A consulta terminou. Doutor Aristides recomendou umas coisas básicas para Hermione. Porque apesar de estar tudo bem, os três primeiros meses são decisivos para a gravidez.

-Cuide-se bem Hermione. Qualquer coisa é só me ligar, certo? E mande um abraço para seus pais!

-Pode deixar doutor.

-Foi um prazer, Ronald.

-O prazer foi meu doutor.

Eles se despediram e foram embora para casa.

Os dias foram se passando. Hermione já estava com cinco semanas de gravidez. Já podia se ver uma saliência em sua barriga, coisa que fascinava Rony.

Hermione toda vez que tomava banho se olhava no espelho. Sentia-se diferente, seu corpo mudara.

Num certo dia, estava praticando essa mesma ação, olhava para sua barriga e alisava-a com muito carinho e amor.

Rony aparece na porta do banheiro e a olhou. Sorriu com a imagem. Adorava ver Hermione se olhando. Era tão lindo. Suas feições eram angelicais e pensativas. E quando ela conversava com a própria barriga, coisa que ele também fazia quase sempre, Rony amava.

Foi até ela, e a abraçou por trás.

-Ela está cada vez maior, Rony. Você acha que eu estou feia? Eu já estou gordinha, não é!

-Mione, para com isso! Você está linda. Eu adoro você assim!

-Você fala isso só pra mim não fica triste. Só quero ver quando eu ficar uma bola, se você vai continua achando isso. –seu tom era triste. Estava muito sensível. Às vezes chorava, ficava triste do nada, se irritava com Rony.

Ele aprendera a ter paciência, entender o lado de Hermione. Quando iam as consultas de Hermione, conversava muito com o Doutor Aristides sobre o assunto.

E nisso ele aprendeu muito. Ele queria que Hermione soube-se que com ele, ela poderia contar.

-Mione, olha para mim. -falou ele a virando de frente. -Você está linda. Nossa filha está aqui. Eu não vejo à hora de te ver com aquele barrigão todo. Acho tão lindo. Você não lembra como eu ficava com a Gina?! Então para de besteiras.

Os olhos de Hermione se encheram de lágrimas.

-Aii Rony... Eu te amo... –o abraçou.

Rony sorria, achava tão bonitinho Hermione ficar assim toda sensível. Só não gostava quando ela ficava muito irritada, ficava muito perturbado, mas mantinha o controle para não aborrecê-la.

Hermione baixou a blusa, e os dois foram para a cozinha preparar um lanche.

-Mione... –chamou-a enquanto comiam.

-Sim?

-Já que agora nós vamos ter uma filha, estou achando esse apartamento pequeno. Antes era só nos dois. Mas agora tem a Rose. -falava com a convicção de que o bebê sera uma menina. - O que você acha de nós nos mudarmos?Quem sabe uma casa? Acho que ia ser bem melhor.

-Você tem razão, Rony. Uma casa vai ser bem melhor. Nesse apartamento Rose vai ficar muito privada de certas coisas da vida de uma criança.

Como Rony sempre falava que seria uma menina, Hermione se acostumara com a idéia.

-Ótimo, amanhã nós começamos a olhar.

Os dois ficaram no chamego. Hermione dava frutas na boca de Rony, e logo depois ele a beijava.

Estavam em uma fase nova em suas vidas. Fase de aprendizagem, de ajuda, compreensão. Estavam no mesmo barco, e sempre juntos.

Hermione já voltara com sua carga de trabalho normal, devido à insistência de Rony, que não queria que ela ficasse mais do que o necessário no trabalho. Atendera ao pedido de Rony sem questionar, afinal, agora era uma mulher grávida. E sua filha merecia toda atenção.

No dia seguinte, depois do trabalho, começaram a ver as casas.

A todo dia, viam uma diferente, mas nenhuma delas, era do jeito que queriam.

A busca não era tão fácil, mas não desistiam.

Certo dia na Toca, Rony conversava com seu pai, que lhe dava umas dicas de casas a venda, em bairros bem reservados.

Rony anotou todas as que seu pai passou. Em breve iria vê-las, junto a Hermione.

Dezembro chegou, e Hermione completara oito semanas, sua barriga crescera, e começava a destacar nas roupas. Cada vez sentia-se mais mãe. As transformações em seu corpo eram inúmeras.

Rony tentava ao máximo partilhar esses momentos com Hermione, afinal, ele não carregaria um bebê na barriga durante nove meses, mas queria estar presente em tudo. Sempre estava a par de tudo, ia as consultas com Hermione, ajudava-a quando necessário.

A cada consulta que se fazia o ultra-som, Hermione chorava rios de lágrimas de emoção. Não via à hora de poder ver os bracinhos, perninhas, tudo perfeitamente formado.

Rony tinha adiado um pouco a procura das casas. Hermione se sentia cansada. E às vezes tinha crise de enjôo. Esperou que ela melhorasse para voltar à procura.

Quando isso aconteceu, começaram a ver a lista que seu pai tinha lhe indicado.

Visitavam apenas uma casa por dia, para Hermione não se cansar.

A lista estava quase no final, e até aquele momento nada os havia agradado.

Até que em uma das últimas, chamou-lhes a atenção.

Na frente da casa, tinha um jardim lindo e florido, como se alguém morasse ali.

Por fora, ela era toda em tom de verde mais claro. Parecia ser grande.

Como estavam com as chaves, eles entraram. Claro que não precisavam de chaves para abrir a porta, mas não queriam chamar atenção.

Abriram a porta de entrada, e entraram na sala de visitas. Era bastante ampla e bastante arejada. A cozinha era bastante espaçosa. Tinha também a sala de jantar, uma copa, e um banheiro. No andar de cima tinha duas suítes e mais dois quartos, bastante arejados e uma banheiro no corredor.

Na cozinha tinha uma porta que dava para um quintal amplo, com um jardim pequeno no canto.

A casa era bastante grande, e aconchegante, do jeito que Rony e Hermione queriam.

-Ai eu amei essa casa, Rony... Tão linda... Aconchegante... -falava Hermione sorridente.

-Acho que em fim achamos nossa casa, Mione...

-Nem acredito... É tudo tão lindo aqui... A vista... Olha que jardim lindo...

Rony sorria vendo a felicidade de Hermione... Quando ela estava bem tudo parecia mais fácil, a felicidade dela, também era a sua.

Assim, depois de olharem a casa eles foram embora. No dia seguinte iriam acertar tudo com o proprietário. Pretendiam mudar depois das festas de final de ano, assim poderiam ter mais tempo para organizar tudo.

Alguns móveis, iriam levar do antigo apartamento, outros iriam comprar.

A expectativa de uma nova casa era grande. Ali, começariam outra vida... Uma vida mais completa.

No dia seguinte, retornaram a casa. Planejavam cada cantinho dela. Subiram para o segundo andar, e se divertiam, imaginando o futuro quarto de Rose.

Em uma das suítes, ira ser o quarto do casal. Esse era um dos cômodos que tinha algum móvel velho, que alguém largara lá.

-Esse quarto é bem maior que o nosso no apartamento... -comentou Rony.

-Com certeza... E bem mais aconchegante. Olha a vista que linda!-exclamou Hermione olhando da janela.

Da janela, podia se ver umas montanhas de longe... Era uma visão muito bela. E olhando para baixo se via toda a rua, que por sinal era bem calma.

Rony chegou por trás de Hermione e a abraçou.

-A vista não é mais linda que você!-falou beijando seu pescoço. Hermione sorriu.

Os dois começaram a se beijar longamente. Separavam-se apenas para recuperar o fôlego e logo voltavam a juntar os lábios.

-Ron... – Hermione falou num sussurro, sentindo Rony atacar seu pescoço.

Rony sentia Hermione tremer em seus braços. Sabia que cada dia que passava ela ficava mais sensível ao toque. Saber que Hermione sentia prazer em apenas receber uns beijos nos lugares certos, o fascinava.

Apertou-a mais contra seu corpo, e pode sentir a pequena barriga de Hermione. Sorriu entre os beijos. Agora que o médico lhe dera certeza de que não havia problema algum, sentia-se mais seguro.

Hermione se entregava cada vez mais aos beijos de Rony. Sentia seu corpo desfalecer em seus braços.

As mãos de ambos começaram a ganhar vida. Até que uma parte consciente de Hermione, que era muito pequena, fez a parar.

-Rony... Acho... melhor... nós... pararmos... por... aqui... -falava sem fôlego, o peito subindo e descendo rapidamente.

Rony a olhou aturdido. Chegou mais perto dela e abraçou-a novamente.

-Mas por que?- perguntou em seu ouvido, fazendo Hermione fechar os olhos.

Hermione demorou um pouco para responder. Não conseguia raciocinar com Rony a beijando em todo canto.

-Rony... -começou tentando se controlar. -Imag...imagina se o proprietário chega aqui, imagina a cena que vai ser.

-Mione... Ele não deve vir agora. Vamos estrear a casa!- falou um sorriso maroto.

Hermione riu. Não conseguia resistir a aquele charme todo.

Os dois voltaram a se beijar.

Hermione puxava Rony cada vez mais para perto, como se um milímetro de distância fosse um absurdo. Rony a pegou no colo, fazendo Hermione cruzar suas pernas em sua cintura.

-Meu Deus... O... q... que eu estou fazendo!-exclamou entre risos, sentindo Rony apertar suas cochas.

-Nada demais... Apenas matando o desejo!

-Com você isso nunca vai ser possível Rony... -riu.

Os dois voltaram a se beijar. Rony caminhou com Hermione no colo até o móvel velho que estava em um canto do quarto e postou-a sentada nele.

Rony começou a levantar a blusa de Hermione, alisando sua barriga, fez um carinho nela, e subiu as mãos postando-as em seu seio. Ela gemeu.

Aquela parte de seu corpo era umas das mais sensíveis.

Hermione puxava os cabelos de Rony, com força, querendo extravasar todo seu desejo.

Aquilo estava uma loucura, mãos passeavam pelos corpos, suspiros dados, frases ditas no ouvido.

Hermione ia tirar o sinto de Rony, quando os dois param tudo.

Olharam-se assustados. Ouviram a porta da sala bater. E agora passos subiam a escada lentamente.

-Sr. e Sra. Weasley, os senhores estão ai em cima?-perguntou uma voz.

-Rony... É o proprietário da casa. Eu falei com você ,Rony!-exclamou descendo rápido do móvel, e arrumando sua roupa.

-Mas eu achei que ele viria mais tarde!-falou perturbado.

-Pois achou errado!

- E agora o que eu faço... Com... com... o meu amigo aqui?- perguntou ele apontando para seu sexo excitado.

-O problema é seu Ronald... Eu avisei... -falou aborrecida

-Mas você bem que gostou, não é?!- perguntou debochado.

Hermione corou e não respondeu.

-Ahhh... Achei vocês!-exclamou um senhor que aparentava uns cinqüenta anos. Chamava-se Gonçalo.

Rony correu, e se camuflou atrás do móvel.

-Olá, Gonçalo, que prazer ver o senhor. –Hermione falou educada.

-Sim, sim... Como havíamos combinado, vim para ver se estava tudo certinho com a casa, antes de entregá-la a vocês. Isso se vocês ainda a quiserem!

-Mas é claro, não é, Mione?- perguntou Rony, despistando. Correu e abraçou-a por trás, para esconder o seu membro.

Assim que a abraçou, Hermione pode sentir o volume em sua calça. Segurou o riso.

Tadinho do meu ruivinho! –pensou ela.

Depois de um tempo conversando, Gonçalo foi embora deixando Rony e Hermione sozinhos. Rony estava muito emburrado.

-Rony, desculpa não queria ter falado daquele jeito.

-Está bom, Mione. Vamos pra casa. -falou a puxando.

No mesmo lugar que ela estava ela ficou. Rony olhou pra trás, e viu que ela estava com os olhos marejados.

-Porque você esta chorando, Mione?- perguntou ele chegando mais perto.

-Você ficou triste comigo. Eu fui idiota de falar com você daquele jeito. Por que se eu não quisesse eu podia ter parado... Mas não... E ainda joguei a culpa em você. - falava tudo muito rápido e chorando.

-Mione, para... Está tudo bem... Já passou, amor... –abraçou-a.

-Desculpa...

-Não tem porquê pedir desculpa.

-Tem sim! Eu sou uma boba. Fico chorando a toa.

-Você não é boba, Mione. Você está grávida. É diferente.

-Mesmo assim. Deve estar sendo um saco para você ter que me aguentar.

-Não é um saco. -Falou ele enxugando suas lágrimas. -Eu te amo, quero estar junto de você para tudo. Quero te ajudar. Eu sei que deve ser difícil, para você ter que aguentar todas essas mudanças por causa da gravidez. Eu queria sofrer no seu lugar, queria poder dividir toda a dor com você, mas não é possível. E com essa mudança Mione, eu aprendi muito. Aprendi a ter mais paciência, a te entender. Eu sei que às vezes eu perco a paciência. Mas eu tento ao máximo me tranquilizar, para que você tenha uma gravidez tranquila.

-Rony, eu te amo tanto. Você é o melhor marido e pai do mundo!-falou o abraçando.

-Se você continuar chorando, eu vou achar que é o contrario. –riu.

Os dois se abraçaram, e ficaram lá admirando a paisagem das montanhas. Depois de mais um tempo olhando a casa, os dois se foram.

Logo mais tarde, iriam extravasar todo o desejo, que mais cedo não puderam.