UM SUSTO – PARTE 2

Rony pegou Hermione no colo, e optou por ir de carro, aparatar talvez não fosse o melhor no momento. A maternidade não era muito longe dali, Rony já passara diversas vezes na porta, quando ia ao centro de Londres.

Assim que Rony entrou no carro, arrancou-o cantando pneus. Dirigia o mais rápido que podia, e praguejava toda vez que o sinal fechava.

Escutar o choro de Hermione e seu desespero fazia seus nervos ficarem cada vez mais tensos.

Depois de tanto tempo escondendo esse amor, escondendo seus verdadeiros sentimentos, não queria perder Hermione, e tão pouco seu viver, seu sonho, sua filha. Ainda nem teve a oportunidade de pega-la no colo, ver seu rostinho pequeno sorrindo-lhe. A filha que ainda nem explorara o mundo incrível que tinha aqui fora.

-Mione, nada vai acontecer... Vocês são fortes... Eu amo vocês... –Falou ele com uma lágrima descendo-lhe pelo seu rosto, e logo a secou para que Hermione não visse.

Hermione não teve tempo para responder... Rony deu uma freada brusca, parando o carro de qualquer jeito, e logo Hermione sentiu-se ser carregada para uma maca.

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-Trace, a emergência três está ocupada? –Perguntou Doutor Aristides assim que desligou o celular.

-Não senhor, está desocupada. –Respondeu a enfermeira chefe.

-Ok. Está para chegar uma paciente, o caso é de urgência, avise ao Daniel que precisarei de sua ajuda. Ela já deve estar chegando, não mora muito longe daqui.

-Certo, Doutor! –Respondeu Trace e saiu correndo.

Quando Rony chegou, o Doutor já o estava esperando, juntamente com os outros membros da equipe, do lado de fora.

Rony fez questão de colocar Hermione na maca, e logo pegou sua mão, para que soubesse que estava ali.

-Doutor... - Falou Hermione com a voz fraca e quase inaudível, devido ao choro.

-Calma querida, nós vamos ajudá-la. –Falou o doutor com carinho, enquanto se encaminhavam para a sala de urgência.

-Você só pode vir até aqui, Rony.

-Mas...

-Nós vamos cuidar dela, não se preocupe.

-Hermione eu estou aqui, não vou te deixar! –Falou gritando, pois a maca já estava mais a frente.

-Doutor cuida dela...

-Pode deixar meu rapaz. –Falou o doutor, seguindo rapidamente para a sala.

Rony ficou ali, parado no mesmo lugar, olhando para o nada. Sentiu-se derrotado, queria tanto poder ajudar Hermione, queria estar lá para aponha-la, mas no momento, isso não era possível.

Rony precisava telefonar. Procurou o celular no bolso e não achou. Então, seguiu até a recepção.

-Com licença, posso usar o telefone, é urgente.

-Claro! –Falou a moça toda animada, ajeitando o cabelo.

Rony nem a olhou, foi logo discando o número do telefone e esperou alguém atender.

-Alô! –Falou a voz do outro lado. Rony não respondeu.

-Alô? –Falou a voz novamente. Rony sentia que se formava um nó em sua garganta, e sua voz não saia.

-Olha aqui, vá passar trote na...

-Harry. –Rony pronunciou com a voz falha devido ao choro que começava.

-Rony? É você?

-Sim.

-O que aconteceu? Porque você esta com essa voz? –Perguntou Harry preocupado.

-A Hermione, Harry. –Foi a única coisa que conseguiu pronunciar sobre o fato. Harry não querendo saber detalhes pelo telefone foi logo perguntando onde Rony estava, que com muita dificuldade falou.

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-GINA, GINA! -Gritou Harry assim que desligou o telefone.

-Ai Harry, pra que essa gritaria toda! –Falou descendo as escadas.

-Gina, rápido! Não temos tempo...

-Tempo para que, Harry? Você está pálido, o que aconteceu? –Perguntou preocupada. Harry não respondeu, precisava agir rápido, precisava ir ver Rony.

-Monstro! –Chamou.

-Mestre chamou? – Falou Monstro fazendo uma reverencia.

-Sim Monstro. Preciso que você vá até a Toca, e traga a primeira pessoa que ver por lá, exceto a Molly, até aqui em casa certo? É urgente.

-Senhor pede, Monstro faz! –E assim ele desapareceu.

-Harry pelo amor de Merlin, o que esta acontecendo? Estou ficando assustada. É algo com o Rony?

-Já, já, vamos saber o que houve, Gi. –Mau Harry acabara de falar, e Monstro apareceu com Arthur ao seu lado.

-Harry, o que aconteceu? –Perguntou preocupado.

-Eu ainda não sei Arthur, mas parece que aconteceu algo à Hermione.

-O QUE? –Gritou Gina.

-... Preciso que o senhor fique com James, enquanto vamos ao hospital. Não quis chamar Molly...

-Sim, sim... Molly iria ficar muito nervosa.

-Assim que der mando notícias. Obrigada, Arthur.

-Não a de que meu filho!

-Vamos, Gina.

Harry pegou na mão da esposa e aparataram num beco, onde Harry costumava aparatar quando ia ao centro de Londres, e que por sorte, era perto da maternidade.

Gina estava apreensiva. Segurava a mão de Harry com muita força. Levara um baque quando ouviu o nome de Hermione. Pensou no bebê, em Hermione e por último em Rony, que estava sozinho. Seu coração apertou.

Harry a olhava, enquanto caminhavam até a maternidade. Viu o medo em seus olhos.

-Gina, se você não quiser entrar, não precisa. –Falou pegando seu rosto.

-Não... Eu quero ir... O Rony está lá... –Falou com a voz embargada.

-Seja o que for, Hermione é forte, e o Rony também. Não fique assim! –Harry a abraçou, e entraram no hospital.

-Rony! –Chamou Harry, assim que ele e Gina entraram na sala de espera. Rony que estava de cabeça baixa, se levantou recebendo um abraço apertado da irmã, que já chorava por ver a tristeza de Rony. Harry também lhe deu um abraço e assim todos se sentaram.

-Rony, o que aconteceu com a Hermione? –Harry perguntou.

Rony agora chorava abertamente, precisava disso.

-Eu... Eu não quero... Não quero perdê-las, Harry.

Gina ajoelhou a frente do irmão e acariciou seu rosto manchado pelas lágrimas.

-Você não vai perdê-las, Rony. Não vai. –Falou Gina e logo Rony lhe abraçou.

Depois de ter se acalmado um pouco, Rony contou tudo o que tinha acontecido. Relembrar a imagem de Hermione sentada no chão, segurando a barriga e chorando, doía-lhe a alma, o coração.

Harry ficou muito apreensivo com tudo o que Rony contara. Hermione sua irmã estava agora lá dentro, sabe-se Deus como. Não queria que nada acontecesse de mal a ela, nem a sua sobrinha. A tristeza invadiu seu coração. Depois de tudo o que passaram, depois de tanta coisa juntos, era injusto isso ter que acontecer, isso não tinha que acontecer. Olhou para o lado, e viu o sofrimento do amigo. Seus olhos vermelhos de tanto chorar, as lágrimas eram as marcas de sofrimento, que Harry pensara nunca mais fazer parte da vida das pessoas que ama. Mas elas estavam lá.

Gina estava abraçada ao irmão, tentando ao máximo não deixar as lágrimas rolarem. Harry podia ver isso.

Que orgulho daquela ruiva, sempre ajudando, sempre do lado da família. Imaginou se Gina estivesse no lugar de Hermione, isso fez com que Harry olhasse em seus olhos. Parecia que os dois podiam adivinhar o que o outro estava pensando. Gina sorriu-lhe meiga, como conforto para o marido. Harry tirou todos os pensamentos ruins da mente e se virou para o amigo.

-Nós estamos aqui, Rony. Tudo vai dar certo.

Os segundos viraram minutos, os minutos horas, e as horas era puro sofrimento. A espera era angustiante. Até que, depois de duas horas, o doutor Aristides apareceu.

-Rony, posso falar com você em particular? –Pediu ele.

-Doutor essa é minha irmã Gina, e Harry meu amigo e marido de Gina. –Eles apenas se cumprimentaram com um aceno de cabeça. –Algum problema eles participarem da conversa?

-Não, não claro que não. Por favor, sentem-se, tenho que explicar algumas coisas. –Todos se acomodaram nó sofá e esperaram a pronuncia do doutor.

-Bom, vou falar da maneira mais clara para que possam entender. Depois de horas de exames, e também pelos sintomas que percebemos, chegamos a um diagnóstico. Hermione desenvolveu o que chamamos de Toxemia, mais conhecida como Pré-eclampsia. -Começou a explicar o doutor. –Ela é caracterizada por vários sintomas, inclusive os que Hermione apresentou, e principalmente pela hipertensão, ou seja, pressão alta. Mesmo aquela mulher que nunca teve problemas de hipertensão antes, pode vir a ter na gravidez. A mulher corre maior risco de desenvolver a Pré-eclampsia por vários fatores, sendo uns deles, se já houver algum problema com hipertensão ou casos na família, que é o caso de Hermione. Sua mãe também desenvolveu a Pré-eclampsia.

-Mas isso é grave? –Perguntou Rony.

-Sim é algo grave e que merece cuidados. A Pré-eclampsia pode severamente restringir a circulação sanguínea para a placenta e o bebê, que pode ser perigosamente afetado. Essa doença pode evoluir para um quadro de eclampsia, que causa ataques epiléticos que se caracterizam por desmaios, com contrações sem controles dos braços e das pernas. A eclampsia é uma complicação da pré-eclampsia, conseqüentemente mais grave. E isso pode afetar tanto a mãe como o bebê. Vou ser francos com vocês, apesar de não ter sido descoberta tão tarde, o caso de Hermione já é avançado, não uns dos mais graves, mas a gravidade pode vir a aumentar ou não. A partir de agora, Hermione precisa de cuidados redobrados. No momento, não há necessidade de internação, mas repouso absoluto será obrigatório. Mas se o quadro dela piorar, a internação será indispensável.

-Doutor... Isso é grave ao ponto de... –Perguntou Gina não conseguindo pronunciar o resto.

-Infelizmente sim, dependendo do grau da Pré-eclampsia, ela pode levar a morte tanto da mãe quando do bebê. Mas, com o tratamento adequado, essas chances diminuem bastante. Mas ela também pode causar outros fatores preocupantes na mãe como: edema cerebral, hemorragia cerebral, insuficiência renal, insuficiência cardíaca e desprendimento prematuro da placenta da parede uterina, que conseqüentemente afetarão o bebê.

-Mas essa doença não tem cura? Não tem um tratamento para que ela fique boa logo? –Perguntou Rony, temendo a resposta.

-O parto é a única forma de tratar a pré-eclampsia e a eclampsia de forma definitiva e o ideal é que se retarde o parto até o feto estar suficientemente desenvolvido para nascer com segurança.

-Mas e... E a Rose, doutor? Ela esta em risco? –A voz de Rony tremeu ao fazer a pergunta.

-Por enquanto ela não corre nenhum risco. Mas eu e minha equipe faremos de tudo pra que Hermione tenha um parto tranqüilo, com Rose fora de perigo. Agora Hermione está descansando, aplicamos algumas medicações e agora tudo esta sobre controle, exceto a pressão que esta um pouco elevada. Por isso, ela ficara mais dois dias aqui conosco em observação, e depois poderá ir para casa. E vou te passar várias recomendações, Rony.

Rony apenas balançou a cabeça em confirmação.

-Sei que é grave, mas Hermione é forte, sobreviveu quando nasceu e com certeza agora também vai dar tudo certo. Vou fazer o que for necessário, para ajudá-la. Mas temos que ter esperança, Hermione precisa do apoio de vocês. Tente ao máximo animá-la para que não caia em uma depressão. Tudo vai dar certo. –Sorriu o doutor. Rony se levantou e abraçou o doutor.

-Doutor eu te agradeço por tudo, e fico muito feliz por saber que Hermione está nas mãos de uma pessoa como o senhor.

Doutor Aristides sorriu.

-Se você quiser pode ir vê-la.

-Posso?

-Sim. Segunda porta a direita.

-E... ela... ela... já sabe de tudo?

-Assim que entramos por aquela porta, a primeira coisa que Hermione perguntou,foi se ia ser como sua mãe. Ela é esperta.

Rony engoliu seco.

–Vou estar na minha sala, qualquer coisa é só chamar. –O Doutor lhe deu uma palmadinha nas costas e seguiu andando.

-Eu... Eu vou ver Hermione. –Anunciou Rony para Harry e Gina e seguiu para a sala, deixando os dois a sós.

-Harry, isso é tão... tão... –Falava com a voz embargada. –Eu nem tenho palavras para dizer.

Harry abraçou Gina afagando seus cabelos.

-Calma Gina, você viu o que o Doutor falou, temos que ter esperança. Hermione é forte. Tudo não vai passar de um susto.

Os dois ficaram algum tempo ali, abraçados, cada um em seu devaneio.

-Temos que ir falar com papai, ele deve ter levado o James pra Toca. E depois temos que ir falar com os pais da Mione, eles precisam saber. –Falou Gina tentando conter as lágrimas que caiam de seus olhos.

-Vou deixar um recado para o Rony, para o caso de ele aparecer e ainda não termos voltado.

Harry escreveu um bilhete para Rony, e como não havia ninguém ali, Harry procurou uma das enfermeiras que ficavam naquele andar e pediu para que entregasse o recado a Rony.

Logo os dois seguiram para o mesmo local onde tinham aparatado, e foram para a Toca.

Além de Molly, Arthur e James, estavam na Toca também, os gêmeos.

Harry lhes contou tudo com a ajuda de Gina. No final Molly chorava aos prantos, amparada por Arthur, que estava serio, coisa rara de acontecer.

Os gêmeos pareciam sentir na pele o sofrimento. Imaginar a situação de ter mulher e filha em risco de vida devia ser algo muito triste, e difícil de acreditar. Pensaram em Rony, o quanto ele devia estar sofrendo agora.

Molly queria ir visitar Hermione de qualquer maneira, mas Arthur com a ajuda dos outros a convenceram de que não era a melhor hora. Ela se acalmou e concordou com todos.

Logo Harry e Gina, foram embora e seguiram para a casa dos pais de Hermione. O mais difícil seria agora.

Nenhum dos dois sabia por onde começar. Marre e Paul os olhava com a preocupação estampada em suas faces, e confusos pela visita repentina dos dois.

Harry começou a contar com muito pesar no coração. Às vezes sua voz falhava ao pronunciar palavras. O olhar que era direcionado aquelas duas pessoas a sua frente, às vezes era desviado, tamanha era a tristeza de ver o sofrimento daqueles pais.

Marre, no desespero, começou a andar de um lado para o outro. Não podia ser verdade tudo o que Harry dizia.

Quando tudo o que tinha que ser dito acabara, Marre estava em choque, Paul juntamente com Harry tiveram que ampará-la pra que não caísse no chão. Chorava desconsolada, amparada pelo marido. Ele por sua vez, não acreditava que depois de tanto sofrimento, depois de tanto tempo a procura da felicidade, isso acontecera com sua filha. Passara por isso uma vez na vida com sua esposa, e agora, infelizmente, Hermione e Ronald ira passar por essa horrível experiência.

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Rony seguiu o corredor lentamente. Tentava se controlar para não demonstrar à Hermione a tristeza que tomara conta de si. Tinha que se manter forte pra apoiá-la, e contornar toda essa situação desagradável.

Seus passos eram vagarosos, sua cabeça fervilhava de pensamentos, e quando viu já estava em frente à porta. Sua mão tocou a maçaneta, e girou-a bem lentamente, abriu a porta sem pressa alguma. O quarto tinha apenas uma luz fraca iluminando o local. Ele fechou a porta atrás de si, e caminhou até o leito de Hermione. Parou ao lado da cama e ficou a mirá-la.

Hermione tinha os olhos fechados, com um semblante cansado. Seu peito subia e descia num ritmo de respiração calmo. Parecia tão frágil, tão vulnerável.

Rony puxou uma cadeira, e sentou-se ao lado de Hermione. Sua mão foi direto ao seu rosto. Acariciou-lhe com carinho, e logo depois entrelaçou sua mão com a da amada. A outra pousou sobre seu ventre. Instantaneamente lágrimas se formaram, e Rony fez de tudo para que elas não descessem. Sua cabeça parecia que ia explodir. Não queria mais pensar em nada, queria apenas estar ali com Hermione, senti-la perto, poder protegê-la.

Rony percebeu uma movimentação, e sentiu a pequena mão de Hermione sobrepor a sua sobre seu ventre. Subiu sua mirada rapidamente, e viu um sorriso fraco se formar em seus lábios, agora sem cor.

-Rony... –Falou bem baixinho.

-Meu amor, eu não quis te acordar. Você tem que descansar.

-Eu já descansei muito. Eu queria tanto te ver... - Hermione sentiu as lágrimas descerem. - Eu... Eu... –Não conseguia completar a frase.

-Mione... - Rony tentou falar, mas Hermione o interrompeu. Ele percebeu sua necessidade de desabafar, e deixou que ela falasse.

-Eu... Não sei o que pensar, Rony. –Começou a falar. –Meu maior sonho era ser mãe, mãe dos seus filhos. – As lágrimas aumentaram. –Estou me sentindo derrotada, sem lugar, sem saída. Eu fico lembrando as histórias que minha mãe me contava, de quando estava grávida. Acho que desde o primeiro momento em que passei mal, eu já sabia o que ia acontecer. Isso não sai da minha cabeça, Rony.

-Você não tem que pensar nisso, Mione. Olhe hoje sua mãe, você. Estão aqui, tudo deu certo, e tudo vai dar certo para você também.

Hermione o olhava profundamente. Via a tristeza em seus olhos. O brilho que ela tanto gostava de ver, não estava ali.

-Rony, essa não é uma doença simples.

-Eu sei que não é. E não é por isso que temos que temer o pior.

-Eu estou... com medo Rony, muito medo.

-Hermione, não se sinta derrotada por estar com medo. O medo faz parte da vida de todos.

-Não queria que você passasse por isso.

-Não, não diga isso. Você não tem que pensar em mim, e sim em você e na nossa filha. Eu amo vocês e não vou deixar que nada de ruim aconteça. Vou estar sempre aqui Mione, sempre.

Hermione sorriu para Rony um pouco mais aliviada.

Ele tentava ao máximo esconder seus medos, sua angústia. Queria vê-la bem, otimista. Ele, não era importante agora, toda sua atenção estava focada nas duas pessoas que mais importava no momento, Hermione e Rose. Sua família.

-Rony...eu...eu.. quero que me prometa... uma coisa. –Começou a falar. Rony confirmou, e esperou que continuasse.

-Se... se em algum momento... –Falou com dificuldade, devido ao choro. –Você, tiver quer escolher, entre a minha vida...

-Não, Hermione! Não termine essa frase! –Rony levantou desesperado. As mãos passavam pelos cabelos nervosamente, enquanto as lágrimas não eram mais contidas e desciam livremente pelo rosto do ruivo.

-Rony, por favor... –Pediu suplicante.

Rony se virou, e olhou-a fundo nos olhos.

– Se em algum momento você tiver que escolher... Entre a minha vida... E a vida da nossa filha... Eu te peço... Escolha a da nossa filha. - Falou o último com um sussurro, e os soluços do choro aumentaram. Hermione não tinha noção do que estava pedindo a Rony. Apenas precisava desabafar, poder ter certeza que sua filha ficaria bem.

-Mione... Você não pode me pedir isso... Não pode!Eu não vivo sem você! Eu preciso de você Hermione, preciso da nossa filha!

-Rony...

-Hermione, por favor... Não fale assim! Você diz isso como se fosse o fim! Isso não é o fim. Você é forte, nossa filha e forte. Eu tenho certeza de que tudo vai dar certo. –Rony se aproximou de Hermione e acariciou seu rosto. –Eu te amo, Mione. – Ele juntou suas testas, e acariciou seu rosto molhado pelas lágrimas.

-Eu não irei suportar se algo acontecer a Rose. Não irei, Rony. –O choro era muito forte.

-E quem disse que vai acontecer algo?- Tentou sorrir. –Nossa pequena é forte! Forte como a mãe. E eu me orgulho de vocês duas. A cada dia eu percebo o quão certo eu fiz em me casar com você! E agora tem o nosso maior presente Mione, nossa filha. Isso tudo não vai passar de um susto.

-Eu te amo tanto, Rony... Com você eu me sinto segura, me sinto confiante. –Declarou olhando-o nos olhos, e sorrindo fraco.

-Promete que vai parar de ficar pensando essas besteiras?Nessas coisas sem nexo?

Hermione afirmou com a cabeça.

Hermione colou seus lábios, com o do ruivo, sentindo o gosto salgado das lágrimas se misturarem com o beijo delicado e cheio de amor.

-Te amo morena! –Falou em seu ouvido, fazendo-a sorrir.

Rony voltou a sentar-se na cadeira ao lado de Hermione. A tristeza foi amenizada, deixando um pouco de esperança e amor se instalar.

Hermione se sentia confiante, e segura ao lado de Rony. Daqui a alguns meses sua família, que tanto sonhara, estaria completa. E a tristeza seria apenas uma mera lembrança.

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Rony esperou Hermione pegar no sono, e saiu do quarto para que ela pudesse descansar. Seguiu até a sala de espera e não encontrou Harry e Gina.

-Onde será que eles estão? –Perguntou pra si mesmo.

-Com licença, Ronald Weasley? –Perguntou uma enfermeira.

-Sim, sou eu.

-Deixaram esse recado para o senhor.

-Obrigado. –Agradeceu o ruivo, e a enfermeira saiu.

Rony leu o bilhete, e mentalmente agradeceu Harry e Gina por ter informado a todos. Não estava com cabeça pra isso, e muito menos de ficar relembrando certas coisas. Jogou-se no sofá e ficou a pensar. Seu olhar estava perdido naquela sala, sua cabeça latejava de dor. Fechou os olhos, e esfregou as mãos no rosto, e sentiu alguém tocar seu braço.

-Rony?

-Gina, que bom que vocês chegaram, não queria ficar aqui sozinho.

-E como está, Hermione? –Perguntou Harry.

-Ela esta melhor, um pouco pálida, e muito triste. Veio falando umas coisas muito estranhas, mas não quero falar nisso. –Respirou fundo. –Vocês falaram com os pais dela?

-Falamos. Foi mais difícil que imaginávamos. –Respondeu Gina.

-Imagino. –Falou Rony mais para si mesmo.

Alguns minutos depois o Doutor Aristides apareceu para explicar qual era o estado de Hermione no momento. Ela ficaria no hospital mais por precaução.

-Doutor, podemos ir vê-la? –Perguntou Gina.

-Claro. Mas não a deixem muito nervosa. Como já está anoitecendo vamos medicá-la e ela ira dormir o resto da noite. Ela precisa muito descansar. E se você quiser Rony poderá ir pra casa, descansar um pouco. Qualquer coisa eu os aviso.

-Obrigada Douto. –Agradeceu o ruivo.

-Estarei na minha sala, e estou com o celular ligado, qualquer dúvida é só me ligar.

Todos se despediram do Doutor. Gina e Harry seguiram até o quarto de Hermione, deixando Rony em meio aos seus pensamentos.

Toc... Toc...

-Mione? –Chamou Gina da beira da porta.

-Gina, entra. –Falou Hermione feliz por ver a amiga. – bom ver vocês! –Hermione realmente sentia-se muito feliz em ver os amigos, a presença daquelas duas pessoas fez seu coração soltar de felicidade e dar um sorriso sincero.

-Oi, Mione! Não podíamos deixar de vir ver você! –Harry tentou ao máximo dar um sorriso confortador para Hermione. Mas sentiu que foi uma tarefa muito difícil. Ver Hermione deitada naquela cama, tão indefesa, doeu-lhe o coração. Lembrou-se de quando fora petrificada no segundo ano, lembrou-se da guerra quando estava sendo torturada por aquela maldita mulher. Em todas as situações que já passaram essa era a que Hermione precisava de mais ajuda, sendo que era ela que lhes ajudava e lhes dava força pra continuar firme.

Gina não sentiu-se muito diferente. Que mulher gostaria de passar por algo parecido? Nenhuma. Ver a amiga naquele estado foi um choque, mas aguentou firme e sorriu-lhe carinhosa.

Harry e Gina sentaram-se ao lado de Hermione, para que pudessem conversar melhor.

-Você está melhor? –Perguntou Gina carinhosa.

-Sim. –Hermione respondeu com a voz tremula, e logo Harry e Gina viram suas lágrimas. –Esta sendo um momento muito difícil pra mim...

- Nós sabemos. E nós estamos aqui pra te dar força, e fazer você ficar um pouquinho feliz! Não queremos te ver chorando pelos cantos, viu mocinha?! –Brincou Gina. Hermione sorriu.

-Mione, você sabe que pode contar com a gente pra tudo! –Harry falou todo carinhoso.

-Eu amo vocês! – Hermione pegou as mãos dos dois e as juntou. –Vocês aceitam ser os padrinhos da minha pequena? –Perguntou Hermione sorrindo.

-Poxa achei que você nunca ia pedir! –Brincou Gina fazendo com que Hermione sorrisse.

-É claro que eu ia pedir. Eu e Rony já tínhamos isso na cabeça antes mesmo de casar. –Todos sorriram.

-É claro que aceitamos, Mione. –Respondeu Harry. –Não vejo a hora de ver minha afilhada! –Harry deu um beijo na barriga de Hermione seguido por Gina.

-Ei florzinha, é a madrinha mais linda!

-Convencida!- Falou Hermione rindo.

A visita de ambos estava fazendo muito bem a Hermione. Ela sorriu e brincou com os dois, esquecendo por algum tempo os problemas.

-Posso pedir um favor pra vocês?

-O que você quiser! –Falou Harry.

-Cuidem do Rony pra mim. Eu sei que ele não esta bem. Ele acha que não sei, mas eu o conheço muito mais do que ele pensa.

-Pode deixar Mione, vamos ficar de olho no ruivo, e afastar todas as oferecidas que aproximar dele! –falou Gina fazendo todos rirem.

-Pede o Rony para vir me dar um beijo de boa noite?

-Aii que lindo! –Falou Gina.

Harry e Gina se despediram da amiga e foram até Rony.

-Então, vamos, Rony? –perguntou Gina.

-Vamos onde? – Perguntou confuso.

-Para a Toca! Você não vai ficar em casa sozinho. Hermione vai dormir a noite toda, e você também precisa descansar.

-Eu não vou, quero ficar aqui com ela! –Falou emburrado.

-Ronald, me escute!

Rony bufou.

–Ela quer te ver, mas seja rápido que ela precisa descansar.

Rony levantou e foi até o quarto de Hermione.

Hermione logo convenceu Rony a ir para a Toca. Ele não queria contrariá-la e atendeu ao seu pedido.

-Qualquer coisa você manda o doutor me chamar? –Perguntou ele carinhoso.

-Mando. –Sorriu com o carinho dele para com ela.

-Eu te amo muito.

-Eu também... Muito, muito!

-Descansa, e sonhe comigo! –Falou sorrindo.

-Se eu sonhar com você vou estar nas nuvens! –Falou romântica.

Rony sorriu e beijou-lhe nos lábios.

-Filha, amanhã papai volta pra te ver! Te amo pequena! –Rony beijou a barriga da esposa, e logo sentiu uma movimentação da filha chutando. Hermione sorriu emocionada.

-Hora da mamãe descansar! –Falou uma enfermeira entrando no quarto, muito sorridente.

-Moça cuide bem dela viu?

-Rony! –Repreendeu Hermione.

-Pode deixar! Ela esta em boas mãos. –Falou sorridente.

Rony jogou um beijo no ar para Hermione e falou EU TE AMO silenciosamente. Hermione sorriu e retribuiu o beijo.

Quando Rony chegou à sala de espera, Harry e Gina ainda estavam o esperando.

Gina sabia que Hermione ia fazê-lo ir para a Toca.

-Podemos ir. –Falou o ruivo. Gina foi até ele e lhe deu um beijo na bochecha, fazendo Rony sorrir.

-Meu irmãozinho precisa de carinho!- Falou sorrindo.

E assim os três saíram em direção a Toca.

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Assim que chegaram à Toca, Rony, Harry e Gina, seguiram até a sala onde estavam Molly e Arthur.

-Meu filho! –Molly deu um salto da poltrona e foi até o filho, que a abraçou forte. –Como você está? –Perguntou acariciando seu rosto. Rony apenas deu um sorrisinho fraco pra mãe. Pela sua feição via-se que a tristeza era presente. –Que bom que você veio pra Toca.

-Contra a minha vontade.

Molly o olhou feio.

–Queria ter ficado com a Mione. –Falou baixinho.

-Hermione vai dormir a noite toda, Rony. E como ela, você também tem que descansar. –Pronunciou Gina.

-Sua irmã esta certa. Suba, toma um banho para relaxar. E depois desça para jantar. –Falou Arthur com a mão no ombro do filho.

Rony olhou bem para o pai. Aquele era um exemplo de homem a seguir. Por mais que não falasse isso abertamente, Rony admirava, e tinha orgulho de seu pai. Não importa a dificuldade, não importa o momento, Arthur sempre está ao lado da família, firme e forte, e de bom humor. E o principal, os amando.

A única maneira que Rony poderia demonstrar todo seu carinho para com o pai, nesse momento, foi através de um abraço. Um abraçou forte, como se nele, descarregasse todo um desabafo, e poder sentir o apoio do pai, apenas com esse gesto simples.

Com aquele abraço, Arthur sentiu-se como se tivesse voltado no tempo, de quando Rony ainda era uma criança, e sempre que estava com medo, corria para seu colo. Seu coração bateu mais forte de alegria, por saber que Rony ainda contava com o apoio da família.

Arthur deu um beijo na testa do filho, e olhou-o. Os olhares eram cúmplices, as palavras agora era o de menos. Arthur sorriu para o filho e indicou para que subisse para quarto.

-O Rony não esta nada bem. –Comentou Gina.

-Isso foi o choque de ver Hermione no hospital, e pela situação toda. Mas quando ele estiver em casa com Hermione ele vai melhorar. E Hermione vai poder ter um final de gravidez tranqüilo. –Falou Molly.

-Tomara mamãe, tomara.

Rony se jogou na sua antiga cama, fixando o olhar no teto. Sentia-se um cara sortudo na vida, por ter uma família maravilhosa, e amigos presentes em sua vida. Sem eles nem imaginava o que faria numa situação dessas.

Dormir sem Hermione, sabendo que ela estava naquela cama de hospital, era difícil. Mas seu coração estava cheio de esperança. "Tudo vai dar certo!"Esse era seu pensamento.

Levantou-se pegou uma muda de roupa no seu armário, já que sempre deixava algumas na Toca, e foi tomar um banho para esfriar a cabeça.

No dia seguinte, Rony acordou bem cedo, tomou um banho rápido e trocou de roupa. Queria chegar ao hospital o mais rápido possível.

-Bom dia mamãe, bom dia papai! –Falou Rony descendo as escadas.

-Bom dia, filho! –Respondeu Arthur.

-Bom dia! Tão cedo e acordado? Caiu da cama? –Perguntou Molly.

-Tenho que chegar cedo ao hospital. Não sei que horas Mione vai ter alta. –Rony tomava um pouco de suco e "engolia" as torradas a sua frente. –Tenho que ir. Eu amo vocês!

-Rony, espera! Você nem comeu direito! –Gritou Molly da porta da cozinha. Rony apenas acenou e aparatou.

-Esses meninos de hoje em dia! –Reclamou Molly.

-Deixe ele Molly, depois ele come algo. Ainda mais o Rony.

-É verdade! –Riu.

-Esse vai ser um ótimo pai! –Comentou Arthur.

-Como você querido!-Sorriu.

Arthur foi até ela e a abraçou, dando um beijo em sua testa.

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Rony entrou no quarto bem silenciosamente. Como da outra vez tinha apenas uma luz fraca iluminando o local. Hermione ainda dormia, como previsto. Mas só de vê-la e de estar do seu lado, era o bastante.

Toc... Toc... A porta foi aberta.

-Bom dia Rony! –Cumprimentou o Doutor Aristides.

-Bom dia Doutor!

-Não esperava vê-lo tão cedo. –Caminhou até Rony, que deu um sorrisinho envergonhado. –Enquanto Hermione ainda dorme, posso ter uma palavrinha com você?

-Claro! –Rony se levantou e seguiu o doutor até sua sala.

Aristides explicou tudo a Rony. As medicações, a dieta... Tudo para que a gravidez de Hermione tivesse um fim tranquilo. Rony escutou tudo atentamente, e esclareceu todas as duvidas.

Depois de alguns minutos Rony voltou ao quarto. Hermione já despertara e tomava seu café da manha.

-Como vai a minha mamãe mais linda! –Falou Rony sorridente.

-Rony! –Falou Hermione muito feliz. –Já estava com saudades!

Rony a abraçou e beijou-lhe os lábios.

-Eu também estava com saudades!

-O que você veio fazer aqui tão cedo? Achei que ia vir mais tarde.

-Vim te dar bom dia, e claro te levar pra casa.

Hermione sorriu de orelha a orelha.

-Milagre você acordando cedo! –Brincou.

-Por você eu nem durmo. –Deu uma piscadinha. Hermione sorriu encabulada. –Isso é para você!- Rony pegou um embrulho que colocou na cadeira mais ao fundo. E mostrou a Hermione um buque de flores do campo, de cores variadas, com aquele cheirinho delicioso de campo, que Rony sabia que ela adorava.

Hermione nem sabia o que falar, tamanho era o carinho de Rony com ela.

-São lindas, Rony! Eu nem sei o que dizer. –Falou emocionada.

-Aaahhh... Se você me der um beijinho, fica tudo resolvido! –Os dois riram e se beijaram com carinho.

Os dois ficaram conversando em meio a carinhos, deixando a tristeza de lado, dando lugar a felicidade e a esperança.

-Como vai a minha paciente preferida! –Falou o Doutor entrando. –Que ninguém saiba disso, é nosso segredo. –Os três riram. –Pronta para ir pra casa?

-Mais que pronta!Não vejo a hora de chegar à minha casa!

-Mas a mocinha já sabe: Licença no trabalho, nada de ficar andando pra lá e pra cá...

-Infelizmente. –Falou desanimada.

-Mione, é por pouco tempo. Vai passar rapidinho você vai ver! –Falou Rony a consolando. Ele sabia que o trabalho era muito importante para ela.

A mesma conversa que Aristides teve com Rony, agora ele estava tendo com Hermione. Ela escutou a tudo, e como Rony tirou suas dúvidas.

Logo depois, Rony foi até sua casa buscar uma peça de roupa para Hermione.

Chegou ao apartamento e a primeira coisa que fez foi limpar aquelas machas no chão para que Hermione não visse. Correu até o quarto, e optou por pegar um vestido soltinho que Hermione adorava vestir, agora na gravidez. Pegou peças intimas, colocou tudo numa bolsa e correu de volta ao hospital.

Logo mais à tarde, Hermione tomou um banho, vestiu o vestido que Rony trouxera. Logo Aristides chegou para lhe dar alta.

-Qualquer coisa já sabem onde me encontrar. Mas eu espero que não seja necessário.

-Pode deixar Doutor. –Falou Rony.

- Hermione, não falte às consultas. Elas são muito importantes. E prefira vir de carro, talvez aparatar não te faça muito bem. E lareira muito menos.

Hermione assentiu.

Hermione sentou-se na cadeira de rodas para seguir até o carro, que Rony deixara no hospital no dia anterior, quando a trouxera. Despediram-se e agradeceram o doutor por tudo, e logo seguiram pra casa.

Rony entrou com o carro na garagem e estacionou em sua vaga. Quando viu que Hermione ia sair do carro, correu até ela.

-Nada disso mocinha! Paradinha ai!

-Rony, e como você acha que eu vou subir? Aparatando? –Debochou.

-Claro que não. Eu vou te carregar, simples!

-Não... Rony, n... –Hermione não teve tempo de terminar. Rony a pegou no colo fechou a porta com a ponta do pé, e seguiu andando com Hermione reclamando.

-Rony, eu estou dez vezes mais pesada! Eu ando bem devagar até o apartamento, fora que tem o elevador.

-Hermione, você não vai e pronto! –Falou perdendo a paciência. –Só vou te soltar, quando chegarmos em casa e te colocar deitadinha na cama. Entendeu?

Hermione se entregou. Passou os braços pelo pescoço do ruivo, e descansou a cabeça em seu peito.

-Enfim, em casa! –Falou Rony assim que entrou no apartamento. Caminhou com Hermione ainda no colo e a colocou na cama, sentando-se ao seu lado.

-Está confortável? – Perguntou acariciando seu rosto. Hermione apenas balançou a cabeça confirmando. Rony a achou muito pra baixo. –Por que você esta assim?

-Nada.

-Mione, fala comigo. –Pegou em seu queixou e a fez olhar em seus olhos. –O que foi?

-O simples fato de eu ficar igual a uma inválida. Não vou poder nem trabalhar! -Falou chateada.

-Amor, vai passar rápido! E isso é para o seu bem e da nossa filha. Eu sei que vai ser muito ruim pra você!

-Para você falar é fácil, não é? –Falou nervosa. Rony assustou com seu modo de falar. –Desculpe Rony, só estou nervosa. Não queria ter falado assim com você. –Acariciou seu rosto. –Você me perdoa?

-Tudo bem, eu te entendo. Não tem importância.

-Eu só não queria virar mais um peso na sua vida. –Abraçou-o.

-Mione, por favor, não diz isso. Nem em sonhos vocês serão um peso para mim. E eu vou fazer de tudo para que fiquem bem.

Através do amor, tudo pode ser superado. Basta deixar a esperança entrar e a tristeza sair.