A CHEGADA E A VOLTA

No dia seguinte a sua chegada do hospital, Hermione foi bastante paparicada. Seus pais, Sr. e Sra. Weasley, os gêmeos com suas respectivas esposas e filhos, Harry,Gina e James, lhe fizeram uma visita surpresa.

Hermione sentiu-se muito feliz por todos estarem ali lhe dando força e lhe proporcionando um momento de distração e de divertimento.

Maree, sua mãe, quando a viu, a abraçou tão forte, que Hermione pensou que ela queria competir com Molly.

-Mamãe, assim você me sufoca! –Riu.

-Nossas mães podem dar a mão! –Cochichou Rony em seu ouvido, depois que Marre saiu. Hermione riu. –Quer que eu te leve para a sala? –Perguntou acariciando seu rosto. Hermione confirmou, com um movimento da cabeça. –Mas sem exageros viu?! Você tem que descansar.

-Rony, e o que você acha que eu pretendo fazer? Chamar a Gina para ir num clube das mulheres, escondidas? –Debochou.

Rony fechou a cara, sabia muito bem o que era esse tal de clube das mulheres.

–Não faz essa cara meu ruivo! –Falou carinhosa, puxando seu rosto para perto. –Você sabe que eu te amo!

-Não sei não! –Fingiu birra.

-Sabe sim, porque você também me ama! –Os dois sorriram e se beijaram.

-Será que da para parar com essa melação ai? Eu quero conversar com minha amiga! –Falou Gina.

Rony e Hermione se separaram rindo.

-Gina, ajeita o sofá maior para que a Mione possa deitar.

-Claro, Roniquinho! –Saiu.

-Essa menina não muda! –Riu.

Logo Hermione já estava no sofá rodeado por todos que conversavam alegremente.

-Hermione, quando vocês irão mudar para a casa nova? –Perguntou Arthur.

-Eu e Rony planejávamos mudar assim que Rose nascesse. Mas ainda não fizemos o quartinho dela, e agora vai ser impossível. O resto já está tudo encaminhado. Mas vamos esperar um pouco.

Enquanto a maioria dos convidados conversava na sala, Molly e Marre estavam na cozinha preparando alguns aperitivos.

Todos não prolongaram muito a visita. Logo restaram apenas Harry, Gina e James.

-Eu e Harry trouxemos uma surpresa! –Anunciou Gina pegando uma sacola. Entregou-a Hermione que ficou parada.

-Abra, Mione! –Falou Harry.

De dentro Hermione tirou uma caixa, e quando a abriu viu uma linda roupinha branca, com um lindo bordado em rosa escrito Rose.

-Como padrinhos oficiais da pequena Rose, compramos essa roupinha especialmente pra quando ela sair do hospital. E claro, combinando com o sapatinho que o Rony comprou.
(link da roupa: .com/66/205072058_93ff83d221_ N/A: No lugar do desenho na blusinha, está escrito Rose. E pra quem não lembra o sapatinho que o Rony deu era rosa de estrelinhas brancas.)

Hermione olhava a roupinha muito emocionada, juntamente Rony que mais parecia um futuro papai babão.

-Ela é tão linda, muito obrigada, eu amei o presente! –Agradeceu Hermione.

-Eu mesma bordei o nome! –Falou Gina toda pomposa.

-Irmãzinha revelando seus dotes! –Brincou Rony.

Depois de muito conversarem, e de James ter dormido no colo do pai, Gina e Harry resolveram deixar Rony e Hermione descansarem, e seguiram para casa.

-O que você achou da Mione? –Perguntou Gina, ao lado de Harry, que estava no volante.

-Ela ficou muito feliz com a visita. Disso eu tenho certeza. E também pareceu mais confiante.

-Concordo, mas penso eu que ela só vai se sentir tranquila quando Rose nascer. Não só ela, mas Rony também.

-Situação difícil essa.

-Muito... Se eu estivesse no lugar da Mione não sei o que faria. Vê-la nessa situação mexeu muito comigo, é muito sofrimento para uma pessoa só e...

-Gina... –Harry a cortou, antes que terminasse de falar. - Tente não pensar mais nisso. Ficar assim pode não te fazer bem. Esses sustos mechem muito com o emocional da pessoa. Relaxa meu amor, no final, vai ficar tudo bem. –Harry pegou sua mão a acariciando e lhe sorriu.

-Você está certo. –Gina retribuiu ao sorriso, e olhou para trás, onde James dormia. Respirou aliviada por sua família estar bem.

Assim que chegaram em casa, Harry estacionou o carro na garagem e pegou James no colo.

-Vou levá-lo para o quarto. –Harry falou, já subindo as escadas.

Gina jogou a bolsa no sofá, e foi até a cozinha beber um copo d'água.
Estava perdida em seus pensamentos quando Harry a abraçou por trás.

-No que tanto pensa?

-Nada demais.

-Humm... Sei. Não pensa mais nisso. Não quero te ver triste. Eles precisam da nossa ajuda, agora mais do que nunca. –Gina se virou pra ele, e sorriu. Harry a embalou num abraço forte.

-Sabe que dia é depois de amanhã? –Perguntou a enchendo de beijos, depois de alguns minutos de silêncio.

-Não, que dia é? –Perguntou curiosa.

-Nosso aniversário de casamento! – Sorriu.

-Nossa! Como eu pude me esquecer?! –Lamentou.

-Não foi nada demais amor!

-Mas eu não preparei nada pra gente.

-Dessa vez... –Chegou bem perto de seu ouvido. –Vai ser diferente... –Deu uma mordidinha na sua orelha, fazendo Gina arrepiar. –Deixa comigo.

Gina sentiu que suas pernas estavam bambas. Se não fosse por Harry a estar segurando, desabaria no chão. Sentia as mãos de Harry lhe acariciando a cintura, e seus beijos a domar. Mordeu o lábio inferior a espera de um beijo. Harry viu aquilo e delirou. Avançou para seus lábios e a beijou ardentemente.

Devido ao trabalho, e ao tempo, há alguns dias não faziam amor. Isso fazia com que seus desejos se acumulassem, e com qualquer caricia mais simples seus corpos já correspondiam.

Harry se segurava ao máximo, para não tomá-la ali mesmo. Queria guardar toda sua excitação, todo o seu desejo, para a surpresa.

Gina sentia-se completamente acesa. Sua pulsação no baixo ventre aumentava, de uma maneira absurda com as caricias simples. Imaginou se Harry a tomasse, isso fez com que sentisse um arrepio subir pela espinha.

Harry terminou o beijo com alguns selinhos. Os dois estavam sem fôlego. Harry tentava acalmar os ânimos, enquanto Gina estava paralisada e de olhos fechados.

-Vem amor, vamos dormir! –Falou Harry.

Aquela última palavra fez Gina arregalar os olhos.

-Dormir? –Perguntou baixinho.

"Como ele pode pensar em dormir, depois de tanto tempo? Tudo bem, não é tanto tempo, mas eu estou com saudade, eu quero!" –pensou incrédula.

-Dormir Gina, o dia foi cansativo.

"Aahhh ruiva, se você soubesse a vontade que estou de te ter..." –Harry pensou.

-Eu não acredito! –Falou nervosa e bufou.

-Calma amor. – Chegou mais perto. –Quem sabe domingo não matamos a saudade? –Provocou.

Gina entendeu o que Harry estava fazendo. Tudo fazia parte da surpresa. Esperar até domingo ia ser difícil, mas ia se segurar.

-Tudo bem amor, eu aguento! –Falou rente a sua boca. –Mas talvez até lá eu não queira mais! –Desafiou. Harry a olhou maroto chegou bem perto de seu ouvido.

-Duvido! –Retrucou. Gina engoliu em seco. Resolveu ficar quieta para não despertar ainda mais seus desejos. Esperaria pelo domingo muito ansiosa, assim como Harry.

Domingo passou mais rápido que Harry e Gina previam.

À tarde Gina levou James para a Toca. Como era de praxe, num dia de semana todos os netos passavam com os avós. Molly e Arthur adoravam.

-Se comporta meu filho, não de trabalho pra vovó e pro vovô.

-Vovô! –Falou James meio embolado, agitando os bracinhos, querendo o colo do avô. Gina sorriu e passou o filho para o pai, que saiu com o neto para o jardim.

-Mamãe, qualquer coisa me avise que eu venho correndo.

-Não se preocupe minha filha. Vá curtir seu aniversário de casamento sossegada! –Deu uma piscadinha.

-Mamãe! –Repreendeu envergonhada.

Logo depois, Gina fez uma visita para Rony e Hermione.

-Oi irmãozinho! –Cumprimentou Gina assim que Rony abriu a porta.

-Oi Gina! Hermione está no quarto vou tomar um banho e já venho.

-Ok.

Gina foi até o quarto onde Hermione estava, viu-a recostada na cama lendo. Sentou-se ao seu lado, para que pudessem conversar.

-Hermione, acho que agora, mais do que nunca você precisa de alguém para te ajudar. Você não pode ficar aqui sozinha.

-Eu sei Rony só falou nisso. Ele queria uma elfa.

-Ele está mais que certo. Pensa nisso direitinho.

-Vou pensar. –Prometeu. –Mudando de assunto... Feliz aniversário!

-Mione, hoje não é meu aniversário.

-De casamento sua boba! –Riu.

-Ahhh... Sim! Obrigada. - Sorriu de orelha a orelha.

-O que vocês vão fazer hoje?

-Na verdade eu não sei. Harry falou que tem uma surpresa. Estou muito curiosa.

-Nossa... A noite vai ser animada. –Brincou.

-Deixa de ser boba, Mione. –Sorriu envergonhada.

-O que as duas tanto cochicham, posso saber? –Perguntou Rony entrando no quarto com os cabelos ainda molhados, vestindo uma camiseta e uma bermuda.

-Não estávamos cochichando Rony, apenas conversando. –Explicou Hermione, que suspirou ao ver o ruivo com aquele ar sexy. Gina percebeu e Hermione sussurrou um "Depois nós conversamos".

Os três ficaram um tempo conversando, e mais à tarde Gina foi embora.

Rony deitou ao lado de Hermione e a puxou para que se recostasse em seu peito.

-Rony?

-Sim.

-Eu andei pensando no que você tem falado.

-E...

-Você tem razão, preciso de alguém. Não dá pra ficar sozinha, não posso fazer nada! –Levantou o rosto para olhá-lo.

-Por mim, eu ficava o dia todo com você. Mas isso não é possível. E não quero que fique sozinha, e também vai ser bom pra você ter uma companhia.

-É eu sei...

-Mas, por enquanto deixa isso pra lá, depois eu resolvo.

Rony curtiu ao máximo aquele tempo com Hermione. Queria mostrar para ela que está ao seu lado, seja qual for as circunstâncias. À tarde de domingo foi bem proveitosa. Namoraram e viram filme, num clima bem romântico.

Gina saiu da lareira e se limpou.

-Harry! –Chamou auto. –Harry, onde você está?

Gina procurou-o na sala, cozinha e nada. Subiu as escadas, indo diretamente ao quarto e assim que abriu a porta levou um susto.

Uma fumaça vermelha se fez no ambiente, ela se movimentava como se tivesse vida. Aos poucos letras foram sendo formadas e logo uma frase.

"Gina, te espero na minha sala no Ministério.

Com amor,

Harry."

A mensagem ficou no ar, tempo necessário para que Gina pudesse ler, e novamente ela se movimentou, se transformando em uma rosa, depositada em cima da cama do casal.

Gina tinha um sorriso bobo nos lábios. Achara lindo e muito romântico. Pegou a rosa e aspirou seu perfume. Era uma mistura do próprio aroma da rosa com o perfume de Harry.

Lembrou-se dele e sua curiosidade despertou. Afinal o que Harry fazia no Ministério em pleno domingo? Harry sempre tinha suas saídas repentinas para o Ministério, mas logo esse domingo?!

Gina deixou as perguntas sem respostas para depois e foi se arrumar. Escolheu algumas roupas e as colocou em cima da cama e foi tomar seu banho. Quando terminou vestiu uma calcinha rosa de renda, e experimentou as roupas. A que mais a agradou foi um vestido preto, com um decote sensual.

(link do visual de Gina: .)

Os cabelos ficaram soltos, com umas ondulações, e no rosto uma maquiagem simples, marcando os olhos. Calçou as sandálias, e por último vestiu um sobretudo da cor das sandálias. Gina se olhou no espelho e ficou muito satisfeita com o que viu. Pegou a rosa e foi em direção ao Ministério.

Harry estava em sua mesa arrumando alguns papéis. Precisou ir até o Ministério resolver alguns assuntos pendentes que não poderiam ser adiados. E por fim ele agradeceu a Merlin, por isso ter acontecido.

Estava muito elegante. Vestia um terno totalmente preto, o que realçava seus olhos incrivelmente verdes.

(Link da roupa de Harry: ./2007/11/foto_gd_

Sem a flor, apenas a roupa.)

Harry estava tão absorto com sua atividade, que não percebeu a entrada de uma pessoa.

-Olá, Harry Potter! –Falou uma voz suave em seu ouvido.

Harry conhecia aquele perfume, conhecia aquela voz suave e sexy. Sorriu e olhou para trás.

Gina tinha um sorriso sedutor desenhando seus lábios. Harry se levantou e a olhou. Esta muito atraente. Aquele sobretudo parecia cobrir algo a ser descoberto.

-Vai ficar ai me olhando? –Perguntou passando a rosa pelo rosto.

-Você está linda! –Elogiou.

Gina sorriu. Retirou o sobretudo e jogou em uma cadeira.

-E agora, estou o que? –Perguntou provocativa.

Harry sorriu maroto. Andou a passos lentos até chegar bem perto de Gina.

-Simplesmente linda, sexy... Irresistível.

Gina passou os braços pelo ombro de Harry, que a abraçou pela cintura.

-Feliz aniversário! –Falou ele com sua voz grossa.

-Feliz aniversário! –Os dois se olhavam nos olhos. –Adorei a rosa! Foi lindo. –Harry sorriu. –Mas porque você teve que vir ao Ministério logo hoje?

-Desculpe, tive que vir resolver alguns assuntos. –Sorriu.

-E você já terminou?

-Ainda não.

Gina murchou.

-Mas... –Antes que ela pudesse continuar, Harry colocou um dedo em seus lábios.

-Vamos fazer um brinde. –falou o moreno.

O ar estava completamente carregado de mistério, sedução. Gina não sabia mais o que pensar. Estava adorando todo aquele jogo. Harry a olhava de uma maneira, como se fosse possível amá-la até a alma.

Uma garrafa de vinho veio até a mão de Harry, juntamente com duas taças. Serviu, e entrou uma delas a Gina.

Agora que Gina podia vê-lo melhor, percebeu como estava bonito naquele terno. Dava-lhe um ar de mistério. Pegou a taça que lhe oferecia, olhando-o nos olhos.

-A nós! –Brindou ele.

-A nós! –Repetiu ela.

Gina queria perguntar o porquê daquilo tudo, o porquê de estarem ali e não em outro lugar. Mas as palavras simplesmente não saiam. No fundo estava gostando. Só com suas miradas, sentia arrepios subir-lhe pelas costas.

-Harry eu vou... - Os dois nem perceberam quando a porta foi aberta. Adrian, um dos Aurores, entrou falando e parou assim que viu Gina. –Desculpe.

-Sem problemas, Adrian.

-Só passei pra dizer que vou fazer um lanche e já volto.

-Certo, daqui a pouco eu estou indo.

-Ok. Desculpe novamente!- Saiu.

Gina estava no mesmo lugar. Esperava a pronuncia de Harry.

-Você deve estar se perguntando o porquê de estarmos aqui. –Começou.

-Você ainda não acabou o que veio fazer. –Referiu-se ao trabalho do marido.

-Vou confessar, no começo não soube como te agradar com uma surpresa. –Falou servindo mais vinho. –Mas eu pensei, pensei, e algo veio a minha cabeça. Algo meio louco, mas eu sabia que você ia gostar. - Chegou mais perto. –Na verdade Gina, sua surpresa esta aqui. –Falou rente aos seus lábios.

Gina arregalou os olhos, não entendia o que Harry queria dizer com aquilo. Ele a abraçou por trás com a mão livre.

-Harry, você está me deixando curiosa... Você está tão misterioso.

Harry começou a balançar o corpo, como se ali tocasse uma música lenta e envolvente. Gina o acompanhou nos movimentos e fechou os olhos.

-Você... Vai ser minha... Aqui, nessa sala. –Falou sussurrando.

Gina sorriu. Como não adivinhara isso antes? Ela bebeu com uma última golada o resto do vinho na taça. Harry a imitou e deixou as taças de lado.

-Como você sabia disso?

-Eu não sabia, apenas senti. Te conheço o bastante pra saber quando deseja muito algo.

-Sabe que cada dia você me surpreende mais?

-Tudo pra te fazer feliz!- Os dois se olharam e ficaram em silêncio.

-Me beija, Harry. –Pediu num sussurro.

Harry a puxou para mais perto de seu corpo, a pressionando, olhou para seus lábios convidativos, passando os dedos sobre eles. Gina já tinha os olhos fechados, a espera.

Os lábios se tocaram de maneira delicada, para logo as línguas se envolverem e o beijo tornar-se avassalador. Gina se agarrou aos cabelos de Harry, os bagunçando mais, enquanto ele a puxava para mais perto, querendo fundir os dois em um.

Os beijos não cessavam. Era um atrás do outro. Sem mais controle sobre seu corpo, Harry ergueu Gina em seu colo pelas coxas e a colocou sentada em sua mesa, o que fez com que derrubasse alguns objetos.

Gina sentia seu corpo vibrar, e pedir por mais. A adrenalina de estar ali com Harry numa situação comprometedora, correndo o risco de alguém vê-los, era uma das coisas mais excitantes que já experimentara na vida. E o principal, estava tendo essa experiência com o homem que ama.

Gina já foi logo tirando o terno e a gravata de Harry. Quando chegou a camisa suas mãos tremiam e suavam tanto que era quase impossível desabotoá-la. Bufou nervosa por conta disso, fazendo Harry rir.

-Não ria! –Falou divertida.

Quando enfim tirou a camisa, jogou-a longe e explorou todo o peitoral do marido com beijos, lambidas e arranhadas, arrancando suspiros do mesmo.

Harry baixou as mãos para os pés de Gina, tirando-lhe as sandálias. Alisou toda a extensão de suas pernas lisas, de pele macia e branca, sobre o olhar penetrante da ruiva.

Harry voltou a beijá-la com gana, enquanto suas mãos subiam por suas coxas apertando-as de maneira possessiva.

-Harry... -Sussurrou Gina em seu ouvido, já em pleno êxtase. Quanto sentiu a mão de Harry perto de sua virilha, separou-se de sua boca e soltou um suspiro longo. Abriu os olhos e encontrou sua mirada. Seus olhos queimavam de paixão e desejo em tê-lo. Sua pele estava quente, como se uma mar de fogo tivesse a queimado.

Harry voltou a beijá-la, enquanto sua mão fazia caricias na parte mais excitante do corpo de Gina. Ela arqueou o corpo, quando sentiu seu toque lento, o que a estava enlouquecendo cada vez mais. Harry calava com beijos seus gemidos de prazer. Ela estava tão carente, e tão entregue àquela sensação de perigo, que com aquelas caricias chegou ao seu primeiro orgasmo. Tinha a respiração pesada, com o peito subindo e descendo de maneira rápida.

-Eu não falei que você não ia resistir? –Provocou Harry rindo.

-Isso é maldade! –Riu.

Harry tirou-lhe o vestido, deixando-a apenas com a calcinha rosa de renda.

Gina tinha o rosto corado, os cabelos ruivos jogados pelo seu peito, fazendo contraste com sua pele branca.

-Não canso de ficar te olhando, te admirando. –Falou obcecado pela a imagem de Gina seminua.

-Eu não quero que você olhe, quero que você me tome, me faça sua... –Falou baixinho, com a voz transbordando sensualidade.

Harry a puxou para mais um beijo. Pode sentir seus mamilos ouriçados, em seu peito. Desceu os beijos para o pescoço da ruiva, colo, até chegar aos seios. Deu beijos singelos, enquanto acariciava o outro.

Gina suspirava, com os toques de Harry. Agarrava seus cabelos negros, e arranhava suas costas de maneira selvagem. Desceu as mãos mais um pouco, até chegar às nádegas de Harry. Apertou-as com força, fazendo com que as intimidades se tocassem, e Harry começou a se movimentar fazendo as intimidades entrarem em atrito.

Gina desceu as mãos, tirou o cinto de Harry, desabotoou sua calça, fazendo-a rolar por suas pernas. Harry se livrou dos sapatos, meias e calça rapidamente e voltou à posição inicial. Agora pode ter um contato mais direto com a intimidade de Gina, mas não era o suficiente.

Enquanto ele explorava todo o corpo da ruiva, ela desceu as mãos pelo seu peitoral, e logo encontrou seu sexo excitado. Acariciou toda sua extensão, arrancando suspiros do moreno. Baixou a boxer, podendo ter livre acesso.

Gina alternava o ritmo dos movimentos, fazendo com que o corpo de Harry vibrasse cada vez mais. Ele tirou a última peça que cobria o corpo de Gina, fazendo-a parar os movimentos, e fez as intimidades se tocarem.

Gina estava sentada na ponta da mesa, posição que facilitava o ato.

Harry a olhou nos olhos, quando enfim, a penetrou. Os dois se beijaram para que os gemidos fossem abafados. Harry começou a se movimentar de vagar para que Gina se acomodasse e logo a ruiva o acompanhou na sincronia dos movimentos.

Os dois suavam , e palavras desconexas eram ditas em sussurros.

Harry queria proporcionar todo o prazer a Gina. Acariciava seu corpo de todas as maneiras possíveis. Dava-lhe beijos sedentos, e provocativos.

-Te amo muito, minha ruiva! –Sussurrou em seu ouvido. Gina sorriu, queria dizer o mesmo, queria dizer que o amava, mas sua voz não saia.

Num movimento rápido, ainda conectados, Harry a pegou no colo e caminhou em direção ao fundo da sala.

Gina sentiu a parede gelada as suas costas e gemeu. Harry fazia movimentos viris, o que fazia seu corpo subir e descer. Sentia que seu máximo estava próximo. Seu corpo vibrava, e tudo lhe fugia da mente. Seu corpo foi tomado por uma sensação de alivio e prazer completo. Foi algo muito forte, um dos orgasmos mais intensos que já tivera.

Harry ainda não havia chegado ao seu ápice, e Gina voltou a se movimentar para que se concretizasse. E logo Harry soltou um gemido abafado, com o rosto na curva do pescoço de Gina. Como ela, sentiu o efeito daquela fantasia lhe proporcionar um arrebatamento inexplicável. Respiravam pesadamente. Gina estava trêmula e cansada.

-Harry... –Falou com dificuldade. –Acho que nunca... Nunca tive uma surpresa... Tão boa quanto essa. –Falou com um sorriso nos lábios. Harry lhe deu um selinho carinhoso, e alisou seu rosto. –Eu te amo muito, Harry. Muito mesmo.

-Eu também, Gina. –Harry sentou-se na cadeira, com Gina em seu colo. –Por que você está tremendo?- Perguntou carinhoso a aninhando mais em seu peito.

-Não sei, acho que foi a intensidade. Toda essa adrenalina, o perigo, a falta de que eu estava de você... Nossa me fez ir ao céu e voltar.

-Entendo o que você quer dizer, foi algo muito intenso. Senti o mesmo.

Ficaram por um tempo em silêncio, recuperando as forças.

-Cansada? –Perguntou Harry.

-Um pouco.

-O que acha de esticar a noite?

-Você está muito animado hoje. –Riu. –Mas acho a ideia ótima.

Gina e Harry vestiram suas roupas e se arrumaram. Harry ficou com o visual mais despojado. Deixou a camisa com alguns botões abertos, guardou a gravata, e colocou o terno. Já Gina, ajeitou a maquiagem arrumou o cabelo com um feitiço simples e ficou linda do mesmo jeito quando chegara.

-Acho melhor você vestir o sobretudo. Não quero ninguém olhando para você na rua. –Falou Harry todo ciumento, ajudando Gina a vesti-lo.

-Eles que olhem, por que tocar, só você tem permissão!-Lhe deu um beijo nos lábios.

Harry deixou um recado pra Adrian, e logo saíram para as ruas de Londres.

A noite foi longa. Curtiram um dia muito especial para ambos. Dançaram, se deliciaram com alguns petiscos, bebidas. Tudo na base do amor, carinho, e claro na provocação. Pois, o desejo não fora completamente saciado.

Quando chegaram em casa, seus corpos entraram em sintonia mais uma vez, liberando todo desejo e amor. Tiveram uma noite muito prazerosa, e com novas experiências, que ficariam guardadas para todo o sempre.

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A primeira coisa que Rony fez quando começou a semana foi contratar uma elfa para que ajudasse Hermione e que lhe fizesse companhia. Mas para sua surpresa e de Hermione também, não foi preciso mover um só dedo.

Molly muito esperta e ágil, já estava com tudo em mente. Achara uma elfa que correspondia aos ideais de Hermione em relação ao F.A.L. E, e fez questão de presentear o casal pessoalmente.

-Mamãe, parece que você leu meus pensamentos! –Falou Rony quando Molly apareceu em sua casa com a notícia.

-Não foi nada meu filho! E outra, eu e sua mãe já combinamos, Hermione. Enquanto Rony estiver trabalhando, vamos revezar em alguns dias e vir lhe visitar.

-Molly, não precisa de todo esse trabalho! A Elfa já esta de bom tamanho. Aliás, estou doida para conhecê-la.

-Nada disso! Já está decidido e ponto final!- Falou autoritária, fazendo Hermione sorrir. – Tayla deve estar quase chegando. Molly acabara de falar, Rony e Hermione levaram um susto com uma pequena elfa doméstica aparatando no quarto.

Tayla era nova, tinha brincos nas enormes orelhas, com seus enormes olhos verdes, vestindo um vestido rosa claro.

-Olá Tayla! Meu nome é Hermione.

-Olá senhora! Tayla está aqui para servi-la. –Fez uma longa reverencia. Hermione olhava-a muito encantada, com os olhos brilhando.

-Rony, ela é uma graça! –Falou feliz, e Tayla lhe deu um dos melhores sorrisos.

Rony sorriu para Hermione, e ficou muito feliz por vê-la bem e alegre com a nova companhia. O casal agradeceu à Molly que logo se despediu e foi-se para a Toca. Rony também saiu em direção ao trabalho, deixando Hermione na companhia de Tayla.

A cada dia que passava Tayla e Hermione se tornavam cada vez mais amigas. Hermione adorava sua companhia e ela lhe ajudava muito. Fazia comidas deliciosas, e de acordo com sua dieta.

Para Tayla, Hermione e Rony eram seus melhores senhores, como ela mesmo dizia. Tratava Hermione com muito carinho e fazia de tudo para que ela ficasse bem.

Rony sempre passava em casa no horário do almoço, o que deixava Hermione muito feliz. Assim via-o mais vezes no dia.

Os dias se passaram e numa quinta-feira os móveis que Rony e Hermione encomendaram para a casa nova chegaram. Como Hermione estava de repouso absoluto, Rony foi recebê-los e deixá-los mais ou menos organizados. Porque pela mente de Rony, só Hermione poderia fazer tudo perfeito.

Na mesma quinta-feira, Harry, Gina e James estavam na sala, curtindo um filme infantil, com o filho que se divertia.

-Harry, eu estava pensando... –Falou vendo o filho dar altas gargalhadas com o filme.

-Pensando no que?

-Podíamos fazer uma surpresa para o Rony e para a Mione, o que você acha?

-Que tipo de surpresa? –Perguntou confuso.

-É o seguinte... –Gina começou a explicar tudo a Harry, que animou com a ideia.

-Eu acho que eles vão adorar!

-Eu tenho certeza! Vou mandar uma coruja para a mamãe e para Maree, para combinar tudo. –Gina se levantou dos almofadões que estavam no chão, muito animada e foi escrever duas cartas. Enquanto Harry se divertia com as bagunças do filho.

No dia seguinte, Gina marcou um encontro com sua mãe e Maree para organizar a surpresa. Todas estavam muito animadas com a ideia da ruiva. Aos poucos iam organizando tudo.

Na sexta-feira, Rony chegara mais cedo em casa.

-Olá Tayla! –Cumprimentou Rony, assim que entrou em casa.

-Boa noite senhor! Tayla fica muito alegre em vê-lo cedo em casa! –Fez uma reverência sorrindo de orelha a orelha.

-Tayla, não precisa de toda essa formalidade comigo! Somos amigos, certo? –Tayla sentiu os olhos marejarem e sorriu.

-Senhor é muito bom com Tayla! –Falou abraçando-o pelas pernas. Rony sorriu.

-Tayla merece! –Brincou ele, com a maneira de falar.

-Minha senhora o espera no quarto! Com muitas saudades! –Falou com um olhar apaixonado.

-Também estou com saudades dela. Vou vê-la.

Rony seguiu até o quarto, e encontrou Hermione ressonando tranquilamente. Suas mãos estavam sobre a barriga, bem maior agora. Rony chegou mais perto, deu um beijo em sua barriga e na testa da esposa. Hermione se remexeu, e abriu os olhos lentamente.

-Rony? –Falou com a voz baixa.

-Oi dorminhoca! –Falou sorridente. Ela sorriu.

-Você chegou cedo hoje.

-Hoje o dia estava mais leve, e Harry me deu uma mãozinha para que eu ficasse com você. Porque, não gostou?

-Claro que eu gostei seu bobo.

-Então me da um beijo que eu to morrendo de saudade!

-Mentiroso! –Brincou ela, e o beijou nos lábios com muita saudade.

-O... Que... Você... Acha de... Tomarmos... Um banho... De banheira... Juntinhos? – Perguntou entre intervalos de beijos. Hermione o olhou com um olhar pensativo, e logo soltou um largo sorriso.

-Acho ótima ideia! –A cada palavra dita, um beijo era dado. Não conseguiam ficar sem se beijarem, sem sentir o gosto do outro.

-Então eu vou lá encher a banheira.

-Não... Não Rony, fica aqui! –Falou com um beicinho.

-Mas Mione, como você quer que eu coloque a banheira para encher? –Falou rindo pela carência da esposa. Na verdade ele também estava muito, muito, mas muito carente. Mas pela situação de Hermione preferia ficar mais longe, para depois seu desejo não despertar, e ficar fora de si. Estava começando a achar que aquele banho não ia dar muito certo. Mas precisava sentir o calor do corpo de Hermione, precisava sentir sua pele, ao menos para matar a saudade.

-Esta bom, mas só mais um beijo!

Rony a beijou como se há anos não trocassem um único beijo. Como se aquele fosse o primeiro e último de todos. Separaram-se depois de longos minutos com os lábios vermelhos. Hermione estava tonta, respirando pesadamente. Rony tinha um ar de "UAU" no rosto.

-Agora... Eu... Eu vou lá... -Falou desnorteado e se encaminhou até o banheiro.

-Acalme-se Hermione, acalme-se. –Falou se abanando, quando Rony foi em direção ao banheiro.

Rony deixou a banheira enchendo e jogou alguns sais de relaxamento que Hermione adorava.

-Ronald Weasley! Controle-se... –Falava para si mesmo, com um sorriso nervoso. –Agora respire fundo, e volte lá como se nada tivesse acontecido! –Parou e relaxou. –Tarefa difícil essa. –Coçou a cabeça.

Rony tirou a roupa e vestiu um roupão. Quando chegou ao quarto, Hermione também vestia apenas um roupão.

-Vamos tomar um banho bem relaxante! –Pegou Hermione no colo e caminhou até o banheiro. Colocou-a sentada numa cadeira e lentamente tirou-lhe o roupão, passeando com as mãos sobre seus ombros. Ajudou-a se acomodar na banheira e logo, ele também entrou ficando com Hermione entre suas pernas.

-Está confortável? –Perguntou Rony.

-Estou. –Hermione recostou a cabeça em seu ombro de olhos fechados. O silêncio pairou. Rony massageava os ombros de Hermione com suas mãos grandes e fortes.

-Essa água esta uma maravilha! –Comentou a morena. Rony se contentou em apenas murmurar em concordância. Hermione levantou um pouco o corpo para que Rony pudesse massagear melhor. Ele sorriu.

-Está bom?

-Uma delícia!

Rony começou a distribuir beijos pelo pescoço de Hermione. Ela se arrepiou e soltou um suspiro profundo. Seu corpo começou a reagir. Acariciava as coxas grossas e torneadas de Rony, sentindo sua respiração mais forte bater em seu pescoço.

Agora as massagens não eram para relaxamento. Rony mudou totalmente o ritmo e suas mãos acariciavam o corpo da morena, de maneira provocante e sedutora. Seus beijos eram diversificados entre pescoço, orelha e ombros. Ela suspirava pesadamente. Sabia que aquilo não iria terminar bem.

Hermione sem poder se controlar mais, virou-se para Rony e atacou-lhe os lábios.

Beijavam-se com gana e desespero. As mãos de Rony subiam e desciam por toda a extensão das costas da morena. Ela postou cada uma das pernas de um lado, ficando praticamente no colo de Rony, fazendo um roçar das intimidades, o que os deixavam mais excitados.

Rony sentia seu corpo reagir de uma maneira, que era muito difícil controlar. Sua mente dizia que deveria parar que não podiam. Mas seu corpo fazia completamente o contrario. Suas mãos queriam explorar todo o corpo de Hermione, sentir sua pele colada ao seu corpo, sentir novamente aquela sensação de puro prazer de estarem juntos, e desfrutar de um momento de pura intimidade.

Os dois separaram-se muito ofegantes. Olhavam-se com mistos de sensações. Desejo, culpa, amor, arrependimento.

Rony estava vermelho de vergonha. Sentia que seu sexo, estava mais que excitado, e isso o deixou muito envergonhado, e sem saber o que fazer ou falar.

-Desculpa! –Foi a única coisa que conseguiu dizer.

-Não tem que pedir desculpa. –Retrucou a morena, e o silêncio prevaleceu.

-Eu te quero! –Falou Hermione de repente, numa necessidade de desabafar.

-Eu também! –Falou Rony respirando com pesar. –Mas não dá! –Falou triste.

-É. –Silêncio novamente.

-Não queria que você passasse por isso. Vamos ficar sem fazer amor por um tempão, daí você vai procurar outra pra saciar sua vontade, ai... –Hermione falava descontrolada, e lágrimas já desciam pelo seu rosto.

-Mione, para, para, para! –Falou a interrompendo, pegou em seu rosto e a fez olhá-lo nos olhos. –Eu sei que vai ser difícil, afinal nós não somos de ferro, não é mesmo? –Ela confirmou. –Mas isso não quer dizer que vou sair por ai, à procura de qualquer uma! Assim você me ofende. Você sabe que eu te amo! –Falou carinhoso.

-Desculpa, só estou nervosa. –Se abraçou a ele.

-Eu sei. Você está muito emotiva com tudo o que esta acontecendo.

-Eu só queria ficar com você!

-Vamos fazer um trato?

-Que trato?

-Bom... Enquanto não podermos ficar... Ficar juntos... –Ele começava a ficar vermelho de vergonha. –Bom... não vamos ficar... nos provocando..sabe.. –Falava todo enrolado nas próprias palavras, fazendo Hermione rir. –Porque ai já é maldade.

-Certo. Estou de acordo. Então por favor, troque de roupar no banheiro, porque te ver sair do banho, com os cabelos molhados e aquelas malditas gotinhas d'água descendo pelo seu corpo... Me mata! –Falou divertida. –Minha vontade é de secar uma por uma!

Rony engoliu seco. Cenas passaram em sua mente, e antes que Hermione pudesse sentir novamente sua excitação ele se levantou e enrolou uma toalha na cintura.

-Hora de a mamãe sair da banheira, já está tarde. –Falou despistando, pegou a toalha de Hermione e a ajudou a sair da banheira.

Hermione riu, percebendo o que estava acontecendo, mas não comentou nada pra não deixar Rony mais constrangido. Enrolou-se no roupão, vestiu sua roupa intima e sua camisola, e logo depois foi levada por Rony até a cama.

-Você não vai deitar? –Perguntou vendo-o ainda de toalha.

-Vou tomar uma ducha e já venho!

-Ok. –Hermione segurou-se para não rir e ficou vendo-o caminhar até banheiro. -É muito homem para uma mulher só! –Falou um pouco mais alto, fazendo Rony ouvir e rir consigo mesmo.

O sol se pôs, numa maravilhosa manhã de sábado.

Ouvia-se um barulho bem ao fundo, um toc-toc bem chato. Ele crescia gradualmente. Aquilo realmente era muito irritante! Quem estaria fazendo aquele barulho?

Rony abriu os olhos e suspirou contrariado. Olhou para a janela, e pela greta da persiana pode ver as patas de uma coruja.

-Quem será a esta hora da manhã? –Caminhou até a janela, e abriu-a. A coruja saiu rodopiando sobre sua cabeça descontrolada, como se reclamasse pela demora de recebê-la.

-Dá para ficar quieta? – Gritou nervoso.

-Rony? O que foi? –Perguntou Hermione acordando assustada.

-Desculpe Mione, não queria te acordar! –Falou enquanto ainda tentava pegar a carta presa a coruja. –Mas essa maldita coruja! ARREEEE! PEGUEI! –Gritou vitorioso. –Agora fique quieta ai!

-Rony, não fale assim! Ela pode se assustar!

-Ela é um perigo, isso sim!

Rony abriu a carta e começou a ler em voz alta:

Rony,

Não se irrite por eu ter te acordado!

Preciso de você e Hermione aqui na Toca ao meio dia. Não faltem, é muito importante.

Beijos, Gina.

PS: Sei que Hermione não pode sair de casa, mas você com seus braços fortes pode fazer uma forcinha, não é mesmo?

-Só podia ser aquela ruiva mesmo! –Riu acompanhado de Hermione.

-O que será de tão importante?

-Não sei, mas não gosto da ideia de você ter que sair de casa.

-Eu também não. Mas já que Gina diz que é importante, não vejo outra saída. E conhecendo como a conheço, se não formos é capaz de nos estuporar. –Riu.

Quando deram 11h15min no relógio, Rony e Hermione já estavam prontos e seguiram para a Toca.

***************************************************************

-Fred, Jorge, vão logo com isso! –Gritou Molly nervosa.

-Mamãe, relaxa!-Gritou Fred.

-Vocês, não mudam mesmo!Rápido todos, eles devem estar chegando! –Apressou Molly.

Logo, um carro preto se aproximava. Gina e Harry foram até ele, receber Rony e Hermione.

-Que bom que apareceram, achei que não viriam!- Falou Gina.

-Bom, esse foi o meu primeiro pensamento depois daquela coruja assassina. –Resmungou Rony.

-Rony deixa de frescura. Pegue Hermione e coloque-a nessa cadeira.

-Para que essa cadeira Gina? –Perguntou Hermione.

-Para você se locomover. Espere e verá.

Rony sentou Hermione na cadeira, e assim que ela se acomodou a cadeira se ergueu a alguns centímetros do chão.

-Onde você quiser ir, ela te leva. Basta você focar seu pensamento. –Informou Harry.

-Isso é muito bom! Pena que não pode ser usada no mundo trouxa. –Riu.

-Vem vamos andando. –Falou Gina.

Hermione focou seu pensamento em "em frente" e a cadeira a conduziu. Ela flutuava de maneira leve, e era bastante confortável.

-Nunca ouvi falar dessas cadeiras. –Falou Hermione.

-São usadas apenas no St. Mungos. E mesmo assim são raras. –Informou Gina.

-E como você conseguiu uma? –Perguntou Rony.

-Contatos irmãozinho.

Quando chegaram no jardim em frente a Toca, Rony e Hermione se assustaram. Várias pessoas aparataram ao mesmo tempo.

-Surpresa! –Gritaram todos.

Uma faixa de cor rosa claro surgiu no ar com os dizeres em lilás: BEM VINDO AO CHÁ DE ROSE!

Algumas estrelinhas saiam da faixa, e ficavam pairando sobre o ar.

Num canto tinha um mural cheio de frases, escritas pelos convidados, a mesa estava repleta de guloseimas, e a deliciosa comida de Molly. No meio uma cadeira de longo recosto, toda em dourado, fora posta. Uma caixa estava posta ao lado toda enfeitada, com bichinhos e um laço. Varias mesinhas foram postas distribuídas pelo jardim, tudo no tom rosa com lilás. Estava uma coisa muito meiga e delicada.

Havia muitas pessoas presentes, desde os Weasleys, até amigos e professores de Hogwarts, como: os casais Luna Lovegood e Neville Longbottom, Olímpia Maxime e Rúbeo Hagrid, Simas Finnigan, Angelina Johnson, Minerva McGonagall, Alícia Spinnet, Dino Thomas, entre outros.

Hermione não tinha o que falar, olhava tudo de boca aberta, hipnotizada, igualmente a Rony. Todos vieram abraçá-los.

-Vocês fizeram tudo isso? –Perguntou Rony abobado.

-Claro. Não podíamos deixar o nascimento de Rose passar a limpo. –Falou Harry.

-Vocês são demais. –Falou Rony dando um abraço no amigo.

-Eu não acredito no que vocês fizeram! –Falou Hermione chorando.

-Minha filha, não é para você chorar! –Falou Marre.

-Mas isso tudo é muito lindo!

-Você merece querida! –Falou Molly.

Hermione se acalmou, e foi curtir a surpresa com Rony. O lugar estava lindo, a comida deliciosa como sempre, e as pessoas muito agradáveis.

-Harry, venha aqui! –Gritou Gina. Ela cochichou algo em seu ouvido. Harry caminhou até Hermione, olhando-a com uma cara de que iria aprontar.

-O que foi, Harry? Porque você está com essa cara?

-Nada.

-O que você está aprontando?

-Nada.

-Harry, para de dizer só NADA! –Irritou-se.

Harry aproveitou que ela estava distraída, pegou-a no colo e colocou-a sentada na cadeira dourada.

De repente, várias mulheres juntaram-se à frente de Hermione, o que a assustou muito.

-Hey, o que vocês vão fazer? –Arregalou os olhos.

-Uma mudança básica, Mione! –Falou Melannie.

-Não, vocês não vão fazer isso! –Falou já prevendo.

-Vamos sim!-Falou Gina. –Vamos lá meninas!

Todas levantaram suas varinhas e a agitaram.

-Mulheres! Vai entender! –Falou Rony olhando pra cena. Harry o olhou com uma cara de deboche e acenou para os homens atrás de si. –Já! –Gritou ele.

-Nãooooooooo!!!! –Gritou Rony, já sufocado.

De repente apareceu uma Hermione completamente diferente. Seus cabelos estavam presos em duas marias-chiquinhas, o rosto todo pintado, dobraram sua blusa deixando seu barrigão à mostra, e cheia de desenhos. Hermione ria com as meninas de pura felicidade.

Já Rony não estava muito feliz. Os meninos judiaram dele. Vestiram-no como uma menininha de 2 anos. Seu cabelo estava preso num rabo de cavalo bem alto, no que resultou em apenas um espetado no alto da cabeça. Pintaram seu rosto, que ficou todo borrado, já que homens não têm muita prática com maquiagem. Ele vestia uma saia curtinha, com uma blusa de alcinha.

-Rony, você está lindo! –Brincou Harry.

-Você me paga, Harry! –Falou mal humorado.

-Rony, é só uma brincadeira! –Falou Hermione adorando aquilo tudo.

-Mione, olha para mim! Estou ridículo nesses trajes. –Hermione riu.

-Não fica assim! –Deu um beijo em seus lábios. –Ok? –Deu outro beijo.

-Ok. –Se rendeu. –Mas só porque você está pedindo. –Sorriu.

Os dois ficaram ali namorando um pouquinho, enquanto a mulherada da festa ficava olhando para Rony, e comentando do seu corpo, o que não agradou muito a Hermione.

-Quer saber, acho melhor você trocar de roupa. Porque hoje em dia ninguém tem respeito com o que é de outras. –Falou nervosa. Rony não entendeu o que ela queria dizer. Olhou para trás, e viu uma fileira de mulher olhando para ele.

-Aaahhh, amor eu estou até gostando! –Debochou.

-Vai lá com essas assanhadas então!- Falou se roendo de ciúmes.

-A única assanhadinha que eu gosto... Está sentada na minha frente! –Falou sedutor. Hermione sorriu.

-Seu safado! Não adianta me comprar com esses elogios baratos, ouviu?

-E com beijos? –Rony a beijou com gana, mal dando tempo de Hermione responder.

-Rony, não me beija assim! –Falou toda molenga e com falta de ar.

-Não resisti.

Hermione o olhou nos olhos, e grudou os lábios novamente.

-Estou com tanta saudade... –Falou após o beijo.

-Eu também, você não sabe o quanto! –Ele lhe deu um beijo na testa e sentou-se ao seu lado, encerrando o assunto, antes que seu corpo reagisse ao contraio de sua mente.

Logo chegou a hora de Hermione abrir os presentes. E antes que isso fosse feito, ela tinha que adivinhar o que era o que provocava risadas em todos.

A festa foi bastante animada. Hermione sentiu-se imensamente feliz, riu, chorou, curtiu toda a felicidade e carinho de todos os presentes para com sua família.

Rony adorou ver o sorriso estampado no rosto de Hermione. Há tempos não a via assim, tão feliz. Ali teve a certeza de que faria de tudo para que fosse sempre assim.

Os dias foram se passando e Hermione já estava com sete meses de gravidez. Como os sintomas tinham melhorado, arriscara dar alguns passos pela casa, após uma consulta com o doutor Aristides, mas nada de exagero.

Numa quinta-feira depois de dar uma volta pela casa, acompanhada de Rony, Hermione deitou-se na cama.

-Como se sente?

-Bem, mas essa barriga está pesando.

-Nossa pequena está cada vez maior!

- Ela, e eu também! –Os dois riram.

-A cada dia você fica mais linda!

-Oohhh... Sim, sim... Toda inchada, com a cara amassada e cabelo em pé!

Rony riu e abraçou-a forte.

-Tayla trouxe o jantar da minha senhora! –Falou entrando no quarto.

-Tayla, você não acha que a Mione é a grávida mais linda que existe? –Perguntou Rony.

-Com certeza, meu senhor! –Sorriu.

-Viu!

-Vocês dois, são dois bajuladores. –Os três riram.

A noite chegou e consequentemente a madrugada do sono. Para um dia que tinha sido normal, sem problema algum, não foi isso o que Hermione transpareceu no seu sono. Ela estava muito inquieta. Mexia-se muito. Parecia sonhar com algo que a estava incomodando. Rony, percebendo toda essa movimentação, despertou.

-Lumus! –Pronunciou assim que pegou sua varinha ao lado da cama.

Rony sobrepôs a luz em Hermione, viu-a de olhos fechados, segurava o ventre e choramingava baixinho. Rony não sabia se ela estava tendo um sonho ou se estava sentindo alguma dor, pois era isso o que ela transparecia.

-Mione, acorda... acorda... –Chamava ele.

Hermione abriu os olhos assustada, e contraiu o rosto em dor. Tudo tinha parecido um sonho, mas assim que abriu os olhos, viu o quanto era real aquela dor.

-Mione, pelo amor de Merlin, o que foi? –Perguntou afobado.

-Estou sentindo umas dores, Rony. Não sei o que é isso. –Falou assustada.

Rony desceu com a luz até a barriga de Hermione, e no lençol branco, viu o que menos queria no momento. Arregalou os olhos e olhou para Hermione.

-O que foi, Rony? – Perguntou assustada. Rony não falou nada, correu para o telefone e discou o número do Doutor Aristides.

Hermione sentia seu coração acelerado. Isso não podia estar acontecendo novamente. Pressentiu algo de ruim. Levou sua mão entre suas pernas, e viu-a com manchas de sangue. Seus olhos encheram de lágrimas, que logo desceram pelo seu rosto, num choro silencioso.

Rony vestiu uma calça rapidamente, e colou a blusa de qualquer jeito.

-Tayla! –Gritava ele a todos os pulmões.

-Senhor chamou Tayla! –Falou assustada com os gritos.

-Tayla, vou levar Hermione ao hospital, dê um jeito de avisar ao Harry para mim. Ele sabe onde é.

-Sim meu senhor Rony! –Tayla já tinha lágrimas nos seus imensos olhos verdes.

Rony já avisara o doutor, que por sorte estava fazendo plantão. Pegou Hermione no colo e desceu pelo o elevador até o carro.

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-Senhor Harry Potter! Senhor, acorda, senhor! Tayla precisa dar um recado dos seus senhores! –Tayla estava em frente à porta do quarto dos Potters e batia com insistência.

Gina levantou-se cambaleando e abriu a porta.

-Tayla, o que você faz aqui? –Perguntou esfregando os olhos. Harry veio logo atrás.

-Minha senhora foi para o hospital! Ela não está nada bem! –Falava a elfa chorando.

-O que? –Perguntou assustada. Gina sentiu-se fraca, suas pernas bambearam. Harry a amparou e carregou-a até a cama.

-Gina, o que foi? O quer você tem? –Perguntou preocupado.

-Não é nada, Harry. Foi só o susto, nada mais.

-Tem certeza?

-Tenho sim, daqui a pouco passa.

-Eu vou até o hospital. Tayla, você pode fazer companhia para Gina?

-Claro senhor, Tayla fica aqui, com senhora Potter.

-Eu quero ir com você, Harry! –Choramingou.

-Você vai ficar aqui e ponto final, Gina! Não esta se sentindo bem. –Falou firme do banheiro onde trocava de roupa. –Eu mando notícias. Eu te amo. –Beijou-a na testa e aparatou.

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Quando Harry chegou ao hospital, viu a cena de Rony sentado com o rosto entre as mãos, novamente.

-Rony? –Chamou baixo.

-Harry, acho que dessa vez é pior! Eu sinto isso! –Falava desesperado, mas não chorava.

-Calma, vamos esperar o médico, para ver o que ele vai dizer.

Os dois sentaram-se e esperaram minutos e minutos. Rony já estava impaciente, aquela demora era uma tortura. Harry o olhava apreensível. Estava muito preocupado com Hermione, mas com Gina também. O súbito mal estar o deixou em alerta.

Doutor Aristides apareceu nos corredores com uma feição seria e com uma ruga de preocupação.

-E então Doutor? Como elas estão? Porque de novo esse sangramento? –Disparou o ruivo assim que o viu.

-As notícias não são muito boas. –Falou ele indicando para que se sentassem.

-O que aconteceu?

-Devido à pré-eclampsia, Hermione teve uma complicação grave, e isso gerou o deslocamento precoce da placenta.

-Mas o que é isso? –Perguntou Rony.

- Placenta é o órgão pelo qual acontecem as trocas fisiológicas entre a mãe e o feto. Através dela o feto se alimenta, respira e excreta produtos do seu organismo. Por tanto o seu deslocamento precoce é muito grave. Pois, ela se deslocando, o oxigênio, vitaminas e todo o resto, não chegam até o bebê.

-Então minha filha corre sérios riscos!

-Por isso, a partir de hoje, Hermione vai ficar internada. A placenta dela não deslocou totalmente, apenas uma parte. Precisamos adiar seu parto o máximo que pudermos, para que o bebê tenha maior desenvolvimento. Ela ainda esta com sete meses de gravidez, é muito cedo para o nascimento. Mas assim que não der para segurar mais, se a placenta deslocar mais e se os sintomas persistirem vamos ter que induzir o parto e fazer uma cesárea. Porque se esperarmos muito, as consequências serão mais graves.

-O senhor quer dizer que a vida de Hermione e da minha filha, estão em jogo? –Perguntou com os olhos arregalados.

Aristides engoliu seco. Aquelas palavras partiam-lhe o coração em ser pronunciadas, mas a verdade era necessária.

-Infelizmente sim, Rony.

Rony recostou-se no sofá, jogou a cabeça para trás e respirou profundamente.

-Isso não pode estar acontecendo! –Falou baixinho.

Doutor Aristides se levantou, deu alguns sinais para Harry, informando que estaria em sua sala, e se foi, para que Rony refletisse.

O silêncio se fez presente, cada qual perdido em seus pensamentos.

-Me explica Harry, por quê? –Quebrou o silêncio ainda olhando para o nada.

Harry não sabia o que dizer. A única coisa que podia fazer pelo amigo era lhe dar um abraço, demonstrando que ele estaria ali, o apoiando em tudo.