ENCHERGANDO OS PRÓPRIOS ERROS
-Senhora ! Senhora de Tayla, acorda!
Hermione abriu os olhos lentamente e viu Tayla parada a sua frente.
-Tayla, o que você veio fazer aqui? –Perguntou sentando-se e olhando ao redor.
-Tayla veio ver Hermione! Veio ver sua Senhora!
Hermione sorriu fraco.
-Você sempre cuidando de mim, Tayla. –Falou carinhosa fazendo a elfa sorrir de felicidade por ser útil.
Hermione parou por um momento relembrando a noite passada. Seu olhar estava perdido e o rosto marcado pelas lágrimas incessantes.
-Tayla não gosta de ver Hermione triste. –Falou sentida pela dona.
Hermione olhou-a tentando forçar um sorriso.
-Eu estou bem, Tayla, é só uma fase ruim. –Suspirou profundamente. –Mas agora eu preciso ir embora, preciso sair desse apartamento.
Com a ajuda de Tayla, Hermione foi pegando tudo o que precisava e colocando dentro da bolsa. Depois de tudo o que acontecera, da noite sem dormir, pegara no sono quando o sol começava a nascer. Hermione queria sair o mais rápido possível daquele lugar.
Depois de tudo pronto, as duas aparataram direto na casa dos Grangers. Tayla ainda ficou um pouco, fazendo companhia à Hermione e a ajudando. Mo meio da tarde a elfa foi embora, deixando Hermione só, que logo recebeu uma coruja.
"Hermione sentimos muito pelo o ocorrido, vocês dois são uns idiotas (desculpe, mas tive que dizer) . Saiba que estamos aqui para tudo o que precisar.
Ass: Harry e Gina.
P.S. Ainda temos esperança de que tudo irá se acertar."
Hermione deu um sorriso de lado e recostou na cabeceira da cama, logo adormecendo.
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Rony estava em seu quarto, esperando a volta de Tayla, achando que ela chegaria mais a noite, mas para sua surpresa, a tarde ela aparatou em seu quarto.
-Você foi rápido! –Exclamou Rony.
-Minha Senhora queria ficar sozinha. –Informou a elfa. Rony parou pensando bem se fazia ou não a pergunta.
-E...Como ela está? - Decidiu-se por perguntar.
-Minha senhora está muito triste, chora toda hora. Tayla não gosta de ver Hermione assim, não mesmo.
Rony ficou analisando as palavras de Tayla sem dizer nada.
-Tayla, quero que você vá vê-la mais vezes por dia. Cuide dela. Você faz isso para mim? –Falou depois de um tempo.
-Tayla faz com prazer! –Sorriu. –Mas senhor também precisa de Tayla. –Seu sorriso murchou.
-Não se preocupe comigo. Hermione precisa mais de você do que eu. –Sorriu fraco para a elfa.
Os dias que se passaram. Rony e Hermione continuavam na mesma. Cada um no seu canto. Esbarravam-se em algumas ocasiões no Ministério, mas Rony fazia questão de esnobá-la ou ignorá-la.
Hermione como modo de defesa, contra seus sentimentos, sempre abaixava a cabeça em sua presença. Gostava e não gostava de tê-lo por perto. Era algo tão confuso que se encontrava num estado impossibilitado de explicar. O que ela precisava era ficar longe de Rony.
Agosto chegou ainda com muito sol. Era véspera do aniversário de Gina e a preparação para a comemoração entre os familiares estava sendo feita.
Hermione estava irredutível em ir, e isso estava tirando Harry e Gina do serio.
-Hermione, você têm que ir! –Falava o moreno, em mais uma tentativa, quando fora em sua sala no Ministério.
-Harry, já está decidido, eu não vou.
-E porque você não vai? –Perguntou desafiador. –Tem medo de algo, Mione?
-Medo? –Falou com a voz trêmula. –Do que eu teria medo? Não há nada para ter medo, Harry. Eu só não vou, porque....porque....não sou mais da família. E por ser uma comemoração só entre familiares estou de fora. –Falou achando ter arranjado a desculpa perfeita.
-Deixe de ser tola, Hermione! Você sabe que isso não é verdade! Antes de você se casar com Rony, você já fazia parte da família, e você sabe disso. Além disso, Gina é sua amiga. –Falou tudo muito rápido com o tom um pouco elevado. – E agora qual será sua próxima desculpa? –Perguntou baixo.
Hermione virou de costas e respirou fundo, tentava fala,r mas a voz não saia.
-Você não quer ir, para não vê-lo. Não aguenta a indiferença dele, não aguenta vê-lo rejeitá-la, não é mesmo?- Falou duro.
Hermione já tinha o rosto molhado pelas lágrimas que ultimamente tem sido sua companhia vinte e quatro horas por dia.
-Se não aguenta, porque não acabar com tudo isso? Esta nas suas mãos.
-Isso não tem nada a ver. - Falou firme tentando disfarçar o choro.
-Você pode TENTAR... –Frisou bem a palavra –mentir para mim, mas não para si mesma. –Falou com pesar.
-Certo...Você venceu. Eu vou. –Rendeu-se a correr o risco de mostrar que conseguiria ficar algumas horas no mesmo ambiente que Rony.
-Eu passo na casa dos seus pais para te buscar.
-Não precisa.
-Eu faço questão.
-Eu não vou fugir, Harry.
-Não sei... Te pego amanhã às 19:00. –Beijou-lhe na testa. –Fique bem.
Hermione estava com medo, sentia que algo iria surpreendê-la.
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Hermione ainda não estava pronta quando a campainha tocou. Sabia que era Harry, que viera para buscá-la.
Depois de mais alguns minutos, Hermione apareceu pronta, com um vestido preto marcando suas curvas acima dos joelhos, os cabelos soltos com cachos definidos e sapato baixo da cor do vestido.( link do vestido: .com/photos/uncategorized/2008/04/20/emma_watson_1_)
-Desse jeito o Rony não vai resistir. –Cochichou sua mãe, Maree, em seu ouvido. Hermione ficou sem graça e foi ao encontro de Harry.
-Pronta? –Perguntou Harry.
-Acho que sim. Onde está Gina?
-Levei-a mais cedo com James. – Mal sabia ela, que a própria ruiva dera a idéia de Harry ir buscá-la.
Harry e Hermione despediram do Sr. e Sra. Grangers, entraram no carro e seguiram
para a Toca.
-O Harry está demorando, será que a Mione desistiu? –Perguntou Gina à mãe.
-Daqui a pouco ele estará aqui. E eu espero que Hermione esteja junto. Caso contrario, eu mesma irei buscá-la. –Falou autoritária, mas com um tom divertido na voz.
-E o Rony, a que horas ele chega?
-Não sei minha filha. A cada dia ele chega num horário diferente. Agora ele participa de todas as buscas, até as mais simples. –Falava a matriarca preocupada, enquanto terminava a torta.
-Essa é a forma que ele encontrou para não ficar pensando na Mione e na filha perdida, uma forma para fugir de tudo.
-Eu sei... Mas estou cada vez mais preocupada com esse jeito fechado dele. Não é mais o mesmo. Não sorri, não brinca como o Rony de antigamente, o nosso Rony. –Falou triste.
-Nós vamos tê-lo de volta mamãe, você vai ver.
-Tomara minha filha, tomara.
-Acho que o Harry chegou. –Exclamou a ruiva de repente saindo pela porta da cozinha. –Você demorou! –Exclamou Gina um pouco alto, para Harry que ainda manobrava o carro.
-Mulheres sempre atrasam! –Brincou o moreno saindo do carro e logo dando um longo beijo na esposa.
-Vai colocar a culpa em mim agora, Potter? –Perguntou Hermione saindo carro com a porta sendo aberta por Harry. –Brincou ela.
-Longe de mim, Mione! –Riu.
-Mione! –Exclamou Gina surpresa. –Achei que não viria! –Abraçou-a.
-Eu vim por você! Feliz aniversário! –Sorriu entregando o presente.
-Obrigada. Fico muito feliz que tenha vindo. –Falou sincera.
Molly quando viu Hermione ficou muito feliz, assim como Arthur e os outros Weasleys. Todos faziam de tudo para que se sentisse como sempre, a vontade e em casa.
Gina optou apenas por uma comemoração entre familiares, portanto estava todos os Weasleys reunidos com suas respectivas esposas e filhos.
Hermione olhava as pessoas ao redor com saudade. Sentia falta da rotina com aquela família, sentia falta das brincadeiras durante o almoço de domingo e do carinho. Mas, observando bem o local, percebeu que faltava um deles, o mais importante, Rony. Sem que percebesse Hermione saiu a procura de Rony, andando de um lado para o outro.
-Ele não chegou ainda. –Informou Gina naturalmente.
-Eu não estou procurando ninguém. –Afirmou Hermione, incrédula de como Gina pegava as coisas no ar. –Só estava matando as saudades. –Mentiu.
-Certo. –Retrucou como se acreditasse. –Eu já volto, Harry está me chamando.
-Fique a vontade, a festa é sua! –Sorriu.
-O que foi, amor?- Perguntou Gina a Harry.
-Rony chegou... –Falou um pouco preocupado.
-E... –Falou não entendendo a preocupação. –O que aconteceu?
-Acho melhor você ver com os próprios olhos. –Quando Gina se virou não pode acreditar, Rony estava lá de frente para ela, abraçado a uma linda loira. O sorriso de Gina se desfez instantaneamente. Rony veio ao seu alcance.
-Quem é ela? –Gina perguntou disfarçadamente, antes que Rony falasse algo.
-É uma amiga. –Respondeu com seu típico tom sério dos últimos tempos.
-Amiga... –Debochou.
-Parabéns irmãzinha! –Falou cortando o assunto, entregando-lhe o presente, com um sorriso fraco nos lábios, porém sincero. Rony puxou a acompanhante pela mão e a apresentou.
-Harry, Gina está é Alana. Alana, estes são Harry meu melhor amigo e Gina minha irmã, sua esposa.
-Muito prazer em conhecê-los. –Falou cumprimentando-os sorridente e felicitando Gina pelo seu aniversário.
-O prazer é todo nosso. Sinta-se a vontade. –Gina falou muito educada.
-Espero não estar incomodando, mas é que Rony insistiu. –Falou tímida.
-Não se preocupe com isso. Divirta-se. –Falou Harry sorrindo.
-Obrigada. –Agradeceu. Rony pegou-a pela mão deixando Harry e Gina a sós.
-Isso não vai dar certo! –Exclamou Harry derrotado.
-Não mesmo. Mas eu gostei dela. –Falou Gina pensativa.
-Sinceridade? –Falou Harry pedindo uma espécie de permissão para continuar. – Achei que você ia botá-la para fora. –Riu.
-Não seja bobo, Harry. –Riu.
-Vou falar com a Mione. –Falou Harry de repente, saindo em disparada até Hermione antes que ela visse a cena.
-Mione! Mione! –Chamou-a.
-Sim, Harry? –Falou depois que ele chegou mais perto.
-Vamos ali comigo, rápido! – Harry pegou sua mão para puxá-la, mas já era tarde. Rony vinha em direção a eles com Alana ao lado. Hermione se mantinha parada no mesmo lugar e segurava a mão de Harry com força.
-Olá, Hermione. –Falou frio.
Hermione estava estupefata, seus olhos se arregalaram de tal maneira que parecia saltar da orbita.
-Oi. –Falou num fio de voz.
-Alana essa é Hermione. A famosa Hermione Granger! –Exclamou olhando nos olhos de Hermione que sustentava.
-Muito prazer, Alana. –Adiantou-se e abraçou-a, deixando Hermione sem ação.
-Depois conversamos mais, Hermione...Hummm... –Murmurou como se pensasse. –Colocamos o papo em dia. –Sorriu sarcástico.
Assim que Rony saiu de mão dada com Alana, Hermione deixou cair uma única lágrima e a secou rapidamente.
-Não se preocupe, Mione. É só uma amiga. –Falou Harry tentando reconfortá-la.
-Não importa. –Falou meio aérea. –Preciso beber algo. –Terminou de falar e saiu a procura de uma bebida bem forte. Não era acostumada com bebida, mas hoje, Hermione não era ela mesma.
Mal sabia ela, que certo ruivo observava tudo de longe e não perdia uma cena se quer. Rony pode perceber o quanto, Hermione estava bonita, e tinha que concordar com Gina. Parecia que Hermione criara mais curvas após a gravidez e seu corpo estava mais que perfeito, na opinião de Rony.
Antes que Rony pudesse sentir as consequências fisicamente ao admirar Hermione e imaginar cenas, tomou o último gole de sua bebida e puxou Alana para dançar.
Rony soltava sorrisos, como se estivesse realmente se divertindo. Mas quem o conhecia via a tristeza estampada em seu rosto. Hermione que estava a um canto bebendo, observava a cena com raiva.
"O que o Rony está fazendo com ela? Será que já me esqueceu? Pelo jeito sim...Você é uma idiota Hermione! Não tem que sentir raiva, não tem que ficar se perguntando essas coisas! Devia estar feliz, por ele ter arranjando outra."
Hermione serviu-se de mais bebida, e deu uma última olhada para a pista, vendo Rony cochichar coisas no ouvido de Alana e sorrir. Não aguentando mais ver a cena, Hermione saiu da área onde estava acontecendo a festa no jardim da Toca, e foi andar num lugar mais afastado.
Sua cabeça começava a doer de tanto pensar. Sentia que suas forças para se manter longe de Rony estavam se esgotando.
Parou perto de uma árvore, tirou os sapatos e sentou recostando-se no tronco.
Uma pergunta não saia-lhe da cabeça: O que fazer?
Ela via seu caminho com névoa, obscurecendo seu caminho final, havendo dois destinos: um em que ela atravessaria essa escuridão toda em sua vida em busca da luz, da felicidade, ou um em que a névoa a seguiria ao longo de sua vida, e em um certo momento transformar-se num penhasco, que faça com que ela tropece e caia de vez.
Hermione estava confusa, muito confusa.
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Depois de passar um tempo dançando com Alana, Rony resolvera levá-la para dar um passeio ao redor da Toca. Andaram um pouquinho e sentaram na grama , que por coincidência era perto da árvore onde Hermione estava recostada, porém eles não a viram.
Rony deitou a cabeça no colo de Alana que alisava seus cabelos, enquanto conversavam.
Hermione perdida em seus pensamentos, começou a ouvir vozes que cada vez ficavam mais audíveis, mas não nitidamente. Olhou para trás da árvore em direção ao som e para sua surpresa viu a pessoa que menos queria naquele momento. Permaneceu no mais absoluto silêncio para que eles não a vissem. Percebeu que seu corpo tremia e seus olhos,na tentativa de segurar as lágrimas, ardiam.
-Você é maravilhoso, Rony. É por isso que eu te adoro em tão pouco tempo. –Falou Alana.
Essa foi a única fala da conversa que Hermione pode escutar nitidamente. A cena que se seguiu, não a agradou muito. Percebeu o movimento de Alana para logo beijar Rony nos lábios. Seu ar faltou e as lágrimas desceram. Não podia acreditar que Rony estava com outra. Passou as mãos pelos cabelos num gesto desajeitado sem saber o que fazer. Levantou-se meio zonza querendo sair o mais rápido possível do mesmo ambiente de Rony.
-Eu não sou maravilhoso... Não fui... –Rony começou a falar,mas parou de repente.
-O que foi? – Perguntou Alana.
-Parece que vi alguém. –Falou se levantando. –Lumus! –Iluminou o local onde Hermione passara à alguns segundos. –Acho que foi só impressão.
Hermione correu até os arredores da Toca, calçou os sapatos e começou a procurar Harry e Gina, um pouco desnorteada.
-Gina! –Gritou quando a viu.
-Mione, onde você estava?
-Fui tomar um ar. –Falou respirando fundo.
-Está tudo bem? –Perguntou Harry a analisando.
-Sim, tudo ótimo. –Tentou sorrir. –Eu já vou indo.
-Mas está cedo! –Argumentou Gina.
-Eu preciso ir, Gina. –Falou engolindo o choro. –Deixe um abraço para seus pais. –Falou abraçando a amiga que estava confusa.
-Eu te levo, Mione. –Falou Harry.
-Não precisa, Harry.- Abraçou-o.
-Mas...Mione! –Gina tentou argumentar, mas Hermione já tinha aparatado. –Aconteceu alguma coisa, tenho certeza! –Falou convicta.
-E com certeza tem a ver com o Rony. –Falou Harry.
-Eu descubro... –Falou Gina mais para si mesma.
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Hermione, sem nenhuma opção no momento, resolvera por aparatar no centro de Londres. Não queria ir para casa, com certeza seus pais iam ficar preocupados com seu estado. Caminhava sem rumo pelas ruas da cidade com os pensamentos longe.
Ao mesmo tempo em que Hermione se martirizava, por estar pensando em Rony, também se martirizava por saber que o perdera para outra, por saber que não teria mais o seu amor.
Recostou-se numa parede e respirou fundo de olhos fechados. Um lugar veio-lhe a mente e instantaneamente aparatou.
Chegou ao seu destino, o antigo apartamento que vivera com Rony. Aparatara direto na sala. Jogou a bolsa no sofá, tirou os sapatos e foi até a cozinha.
A casa estava muito limpa como se alguém ainda morasse ali. Fato que Hermione não percebeu, mas que se tivesse percebido, poderia jurar que Tayla estava nessa história.
Hermione abriu as portas dos armários da cozinha, que estavam vazios, a procura de algo. Achando bem no fundo de um deles duas garrafas de vinho. Pegou uma, transfigurou algumas pedras de gelo, pegou uma taça e seguiu novamente para sala. Sentou-se no tapete fofo, recostando-se no sofá e serviu-se da primeira taça.
Hermione deixou que sua mente viajasse. Pensou em vários fatos de sua vida, percebendo que Rony estava presente na maioria deles. Mas, um em especial, tirou-lhe completa atenção, levando-a a lembranças antigas.
FLASH BACKEra uma noite fresca de verão. Rony e Hermione ainda namoravam e neste dia, comemoravam um ano de namoro.
Rony queria fazer uma surpresa, fazer algo diferente. O tempo que ambos tinham para ficar juntos e a sós eram raros, por isso pensara em algo para que ficassem afastado de tudo e todos. Ele já tinha em mente o que fazer, mas se Hermione realmente iria gostar, ele não tinha certeza, mas teria que arriscar. Sua ideia era simples, bastava levar Hermione até o local.
-Pronta? –Perguntou Rony quando encontrou Hermione no hall do Ministério.
-Sim. –Respondeu Hermione com um sorriso. –Para onde vamos, Rony? –Perguntou curiosa enquanto caminhavam.
-Irá saber em breve! –Falou enigmático.
-Deixa meu pai saber que você está me sequestrando! –Brincou. Rony riu.
Hermione sabia que esse era um dia especial, pelo menos para ela. Mas, como sabia que os homens são um pouco desligados, resolvera não falar nada sobre a data. Pensava que Rony não se lembraria. Mas, era estranho ele levá-la num lugar misterioso logo neste dia. Estava confusa porque, às vezes, Rony a surpreendia levando-a em passeios inesperados. Por isso era difícil saber se ele realmente lembrara-se da data.
Já fora do Ministério, Rony e Hermione caminhavam até uma rua menos movimentada para aparatar. Hermione se perguntava mentalmente onde estariam indo, enquanto Rony a olhava com seus olhos brilhantes e profundos com um lindo sorriso enigmático no rosto.
Quando enfim Rony parou numa rua, tirou um lenço preto do bolso, virou Hermione de costas e vendou-a.
-Hey! –Exclamou rindo. –Para que isso?
-Para não estragar a surpresa! –Sorriu. –Você confia em mim? –Perguntou com a voz sedutora.
-Sim... –Respirou fundo com o tom de voz de Rony sentindo um frio na barriga. –Claro que eu confio!
Sem dizer mais nenhuma palavra, Rony pegou sua mão e aparatou num lugar desconhecido.
Quando Hermione sentiu os pés no chão novamente, pode sentir a brisa fresca bater em seu rosto, juntamente com o cheiro de campo, perfume de flores e da grama.
Rony a guiou passos à frente e parou.
-Abaixe um pouco. –Rony foi na frente e logo depois Hermione seguindo suas instruções o seguiu com ele ainda segurando suas mãos.
-Agora, sente-se aqui e recoste. –Falou ele a ajudando. Hermione tremeu um pouco. Sentiu algo como uma cama muito fofa ao sentar-se.
-Rony... o que... –Tremeu um pouco a voz.
-Calma... –Falou rindo. –Eu não vou abusar de você!
-Não... –Tentou falar.
-Shiiii... –Colocou o dedo em seus lábios. –Espere um momento.
Hermione ficou parada no mesmo lugar esperando. Ouvia Rony dizer algumas coisas bem baixinho, que para ela pareciam ser feitiços.
Depois de alguns minutos sentiu-o sentar-se ao seu lado. O ruivo acariciou seus cabelos com carinho e sem que Hermione sentisse, tirou-lhe o lenço falando ao mesmo tempo em seu ouvido:
-Feliz um ano de namoro! –Rony olhou sua face e sorriu com o espanto da morena.
Hermione se assustou quando viu o que estava a sua frente. A imagem era perfeita, estava admirada.
Encontravam-se num campo aberto com vários tipos de flores, a grama baixa, árvores mais afastadas. O céu incrivelmente lindo, com a luz da lua iluminando-os.
Seu sorriso era enorme.
Percebendo onde estava sentada, olhou ao redor. Parecia uma sala, mas ao mesmo tempo um quarto. Havia algumas mesinhas com vinho, petiscos, vários enfeites de flores e algumas velas flutuando pelo local. A cama onde estava sentada, era baixa forrada com lençóis incrivelmente brancos e macios.
-Rony... isso é ... lindo! –Exclamou fascinada.
-Fico feliz que gostou. Estava com medo de que não gostasse. –Riu.
-Não tem como não gostar. –Sorriu. - Mas onde estamos?
-Num campo aberto, não muito longe da Toca.
-Mas não estamos exatamente em campo aberto, estamos? Quero dizer, não montou toda essa sala exatamente em cima da grama. –Falou observando em volta.
-Não. Estamos numa espécie de barraca, mas com apenas um cômodo. Fiz com que ela ficasse transparente para que visse o lado de fora. E a parte de cima - Falou olhando para parte de cima da barraca. –Eu tirei para que a luz da lua nos iluminasse. –Olhou para Hermione e sorriu.
-Isso tudo é lindo, Rony! –Falou encantada. –Nem acredito que você fez isso para nós!
-E porque não ? –Perguntou enrugando a testa.
-Achei que você ... bem... iria esquecer. –Falou envergonhada, Rony sorriu.
-Eu te amo, Mione. E hoje faz um ano que estou ao seu lado, não teria como eu esquecer essa data.
-Desculpe...
-Nada de desculpas. –Cortou-a. Olhou-a nos olhos. –Eu te amo. –Falou rente aos seus lábios e a beijou longamente.
Ambos estavam imensamente felizes. Depois de tanto sofrimento, estar ali juntos era uma vitória.
Logo depois, Rony e Hermione bebiam vinho, beliscavam alguns dos petiscos, conversavam... Ou seja curtiam-se como a tempos não faziam.
De repente, Hermione parou e ficou olhando para Rony, hipnotizada.
-O que foi? –Perguntou o ruivo pegando uma rosa na mesa ao lado e a passando por toda a face de Hermione e colo, fazendo-a sorrir de olhos fechados
-Nada...é que eu estava pensando...será que vai ser sempre assim? Quero dizer, sempre apaixonados...
-Temos que nos preocupar com o agora, Mione. Futuro é futuro. Mas antes dele temos que fazer os momentos presentes para que ele exista. Mas o que depender de mim, vou estar sempre ao seu lado, te amando e cuidando de você.
Hermione sorriu envergonhada.
-Eu amo você, e quero amá-lo para sempre. Hoje é uma noite muito especial e eu fico feliz por ser você o meu príncipe encantado. –Riu com as próprias palavras.
-Príncipe encantado? –Riu.
-Depois você vai entender.
Os dois se beijaram entre risos e se levantaram para dançar juntos.
Rony sentia algo de diferente em Hermione, mas não sabia explicar o que era. Talvez fosse impressão sua, ele não sabia.
-Hoje é um dia especial... –Repetiu Hermione em seu ouvido enquanto dançavam.
-Sim...
-Especial...mais do que você imagina. –Falou o último num sussurro.
Rony engoliu seco, sentindo um frio na barriga inexplicável. Olhou-a e atacou-lhe os lábios. Ele a abraçou forte contra seu corpo explorando toda sua boca. Suas mãos desciam e subiam por toda a extensão de suas costas, enquanto Hermione acariciava-lhe a nuca dando leves puxões em seus cabelos.
Rony sentia que a situação fugia do controle, mas era difícil parar. Seu corpo estava começando a reagir, e numa necessidade maior de sentir a pele de Hermione, acariciou-lhe a barriga por debaixo da blusa dando alguns apertões. Quando o ar faltou para ambos, Rony se separou de Hermione ofegante, ficando de costas, passando as mãos pelos cabelos.
-Acho...Acho... melhor parar por aqui. –Falou desconcertado. –Antes que... –O resto da frase ficou perdida.
Rony tentava ao máximo se controlar nessas situações, mas às vezes era inevitável, resultando em amassos muito prazerosos para ambos. Amassos que eram dados escondidos, e na maioria das vezes no escuro, já que o risco de alguém vê-los era grande.
Ele sabia qual era o limite de Hermione, tentando nunca ultrapassá-lo. Às vezes essas sessões de amassos, terminava em desculpa de sua parte. Queria muito fazer amor com Hermione, queria muito dividir a primeira experiência sexual com ela, mas era difícil. O tempo lhes era curto com o estágio no Ministério. Privacidade era algo raro, já que sempre tinha pessoas da família ao redor. Quando conseguiam dar uma escapada para ficarem a sós, aproveitavam ao máximo.
Rony queria algo especial para Hermione, um momento especial. Queria que tudo fosse perfeito, para ela.
-Antes que? –Perguntou Hermione sorrindo, caminhando até Rony.
-Mione, me escuta... –Virou-se. –É muito difícil para mim ficar assim com você sabe...assim –Falou ele com a face vermelha gesticulando com as mãos. Hermione olhou-o bem. Rony percebeu quando ela desceu a mirada, olhando para o volume em sua calça. Rony sentiu-se muito envergonhado, pegou uma almofada e colocou na frente do corpo.
-Rony... –Falou Hermione colando seu corpo com o de Rony, tirando-lhe a almofada. –Eu... Eu não quero mais que você se segure. –Falou tímida. –Quero que você me faça mulher –Sua voz tremia – me faça conhecer os prazeres da vida... Eu quero...-deu-lhe um selinho –que você –beijou-lhe o pescoço –me tome inteira –mordeu o lóbulo da orelha de Rony – Porque eu sou sua! –Cochichou baixinho em seu ouvido.
Rony engoliu seco, sentia seu corpo vibrar de excitação. Puxou-a para mais perto, abraçando-a forte.
-Mione, você tem certeza? –Perguntou baixinho.
-Mais que certeza, Rony. Eu já me cuido a algum tempo para a ocasião, esperando apenas um dia especial para acontecer, e esse dia é hoje. Eu sei o que quero, estou segura disso. A não ser que você não queira. –Falou séria.
-NÃO! –Exclamou um pouco mais alto e suspirou. –Eu quero, quero muito, Mione. Sonho com isso dia e noite...-Fechou os olhos colando as testas. –Eu te amo tanto! Eu não quero que se sinta levada pelos meus desejos carnais.
-Seus desejos, são os meus desejos, Rony. Quero que você me leve ao céu, que me faça ver estrelas e gritar seu nome sem pudor. –Rony sorriu e agachou-se.
Nada
es para siempre amor,
Hoy nos toca compartir la misma luna
Y
mañana quién sabrá si hay una separación
o habrá fortuna...
-Eu te amo, Mione. –Falava ele enquanto tirava-lhe os sapatos delicadamente. –Prometo te fazer com que essa noite seja especial –alisou suas pernas de cima a baixo –só quero que saiba, que para mim foi sempre você. Você está nos meus sonhos, na minha mente...Sempre sonhei com isso, com você junto de mim. –Olhou –a com os olhos brilhando de amor e excitação.
-Eu também, Rony! É só você que eu quero, sempre foi! Faz amor comigo, Rony? –Pediu ela de olhos fechado sentindo Rony alisar suas pernas. Rony ficou de pé novamente e a abraçou forte.
-Hoje e sempre, Mione! –Exclamou num sussurrou e a beijou com volúpia.
Nadie
sabe amor
Nadie sabe qué podrá pasar mañana.
Quiero amarte
hoy
Quiero abrir todas las puertas de mi alma.
Hermione entregou-se totalmente ao momento, deixando Rony guiá-la ao desejo. A música que ainda rolava envolvia-os numa completa aura de desejo.
Rony queria fazer tudo com calma. Virou Hermione de costas, grudando os corpos novamente. Fazia alguns movimentos de acordo com a música fazendo Hermione o acompanhar, numa dança excitante.
Rony com suas mãos ágeis, foi abrindo botão por botão da blusa de Hermione jogando-a longe. Sentiu a pele de seu abdômen e subiu até os seios ainda cobertos pelo sutien rosa bordado. Ela soltou um gemido baixo de olhos fechados ainda se movimentando junto de Rony. O ruivo desceu as mãos pelas laterais do corpo da morena, acariciando de leve por cima da roupa.
Ele virou-a de frente novamente, e a viu mordendo o lábio inferior.
-Está com medo? –Perguntou ele enquanto distribuía beijos por sua face.
-Só um pouquinho nervosa. –Sussurrou.
-Somos novos nisso, o que tivermos que aprender, vamos aprender juntos. –Falou em seu ouvido. Ela sorriu.
Hermione não podia negar que realmente estava nervosa, era inevitável, mas estava segura do que estava fazendo. Sentia seu corpo arder em chamas com os simples toques de Rony. Isso a fazia querer mais e mais.
Rony a beijou, sentindo-a puxar sua camisa para cima, tirando-a logo após, revelando os braços fortes e seu peitoral definido ao ponto certo. Hermione passou as unhas sobre ele, fazendo Rony fechar os olhos.
Ele num impulso, pegou-a no colo, levando-a para a cama. Deitou-a com cuidado, a cobrindo com o próprio corpo. Voltou a beijá-la nos lábios, enquanto abria o zíper lateral de sua saia, sentindo Hermione arfar. Hermione sentiu Rony tirar a peça lentamente, e quando ele a olhou sentiu-se envergonhada. Rony distribuiu beijos pelas pernas, coxas, barriga e colo de Hermione, e logo pegou a mesma rosa que ficara ao lado, passando de leve sobre seus seios ainda cobertos e pescoço. Hermione fechou os olhos arrepiando com o toque das pétalas da rosa.
Te
quiero hoy
Quiero abrirle al corazón una ventana.
Esto es
amor
Y es tan grande que no cabe en mis palabras
-Não precisa ficar com vergonha. –Falou ficando sobre ela, beijando seu pescoço e colocando a rosa sobre a mesa. –Você é linda. –Pegou um seio, ainda coberto pelo sutien, nas mãos, acariciando-o de leve.
Hermione gemia baixinho, impressionada com os sons que Rony a fazia soltar a cada caricia. Quando Hermione deu uma brecha, Rony postou as mãos em suas costas abrindo o fecho de seu sutien e pela primeira vez, pode contemplá-los inteiramente desnudos. Médios do tamanho certo para que caibam na palma de sua mão. Acariciou de leve os mamilos ouriçados, para depois envolve-los completamente com suas mãos grandes. Hermione soltava murmurinhos indecifráveis e quando o ruivo desceu os beijos para os seios, seu corpo tremeu. Primeiro passou a língua delicadamente sobre os mamilos, depois os beijou de todas as formas, com gana.
Hermione um pouco sem fôlego, subiu o corpo, fazendo Rony ficar de joelhos, e tirou seu sinto. Olhou bem para a parte baixa do ruivo, com um volume que ela nunca tinha visto antes. Rony estava envergonhado, afinal nunca ninguém o olhara de tal maneira, mas resolvera ficar quieto, para ver o que Hermione iria fazer, ver se ela realmente estava a vontade com ele, para que fizesse tudo o que se sentisse vontade.
Abriu o fecho da calça lentamente, fazendo Rony excitar-se cada vez mais com o mínimo contato quando suas mãos pequenas e delicadas tocavam seu sexo. Abriu o botão e desceu sua calça. Rony se livrou dela juntamente com os sapatos, voltando a ficar na mesma posição. Hermione engoliu seco.
Passou a mão lentamente sobre o volume, e sentiu que era completamente rígido e grande. Olhou para Rony e o viu fechar os olhos. Hermione estava curiosa, queria muito tirar sua última peça e vê-lo nu. Mas...algo em sua mente a prendia.
Quiero
amarte hoy, quiero amarte hoy
Por si no hay mañana
Quiero
amarte hoy, quiero amarte hoy
Por si no hay mañana
-Você...Você quer tirar? –Rony perguntou quebrando o silêncio. Corou violentamente com as próprias palavras, mas precisava mostrar segurança a Hermione. Mostrar que ali era apenas os dois, e que tudo estava bem. Escondia os próprios receios para que Hermione se sentisse segura.
-Quero. –Respondeu quase num sussurro.
Rony pegou uma de suas mãos e começou a beijá-la com carinho. Hermione acariciou seu lábios carnudos, desceu para o peitoral definido e encontrou a barra da boxer preta. Sem pressa foi tirando e se livrando da peça. Parou um minuto e olhou Rony por inteiro. Para Hermione ele era lindo, perfeito para ela.
Hermione roçou seu corpo com o de Rony, abraçou-o também ajoelhada e o beijou com volúpia. Rony a apertou contra si agarrando suas costas, desceu para o bumbum e a apertou mais contra seu corpo roçando as intimidades. Gemiam baixinho um no ouvido do outro fazendo leves movimentos excitantes.
Somos
como arena y mar
Somos más que una ilusión porque no hay duda
Y
esta historia de los dos
Es tan linda como nunca hubo ninguna.
Hermione passou de leve as unhas sobre as partes de trás de Rony, e logo sua mão sumiu entre seus corpos. Timidamente acariciou o membro de Rony. E quando ela o fez , Rony gemeu mais alto e mordeu de leve o ombro de Hermione. Ela continuou fazendo caricias, vendo a reação de Rony, vendo que ele estava gostando, foi perdendo a vergonha e acariciava-lhe intimamente sem medo.
Rony a beijava e acariciava-lhe os seios de uma maneira mais intensa. Num impulso deitou Hermione novamente e a beijou com muito desejo, ainda roçando as intimidades. Desceu os beijos fazendo um caminho de fogo, deixando Hermione cada vez mais excitada fechou os olhos e mordeu o lábio inferior demonstrando toda essa excitação.
Rony parou no umbigo, com as mãos tremulas na barra da calcinha rosa de Hermione. Estava nervoso. Era um momento extremamente excitante. Respirou fundo tentando controlar o nervosismo. Olhou nos olhos da morena, pedindo permissão para que pudesse tirar. Ela confirmou e fechou os olhos.
Rony beijou-lhe por toda a face delicadamente.
-Mione, abre os olhos... –Pediu carinhoso. –Olha para mim. –Hermione abriu e olhou-o.- Não precisa sentir vergonha de mim... –Enquanto falava com a voz um pouco tremula, tirava a única peça que os impedia de se amar. –Se quiser parar por aqui, tudo...
-NÃO! –Cortou-o. –Eu te quero, Rony. Só estou um pouco nervosa, mas quero muito, muito mesmo. –Falou gaguejando.
-Eu vou fazer você relaxar. –Falou com a voz rouca e baixa em seu ouvido. –Eu te amo.-Ela sorriu.
Rony desceu novamente o corpo terminando de tirar a calcinha de Hermione. Olhou-a completamente nua, também pela primeira vez e estava maravilhado. Seus olhos brilhavam de desejo e amor, suas mãos ansiavam por tocar todas as partes de seu corpo, e sua boca de lhe beijar até não tiver mais ar para respirar.
Nadie
sabe amor
Nadie sabe qué podrá pasar mañana.
Quiero amarte
hoy
Quiero abrir todas las puertas de mi alma.
-Você é perfeita, Mione. –Beijou-a com desejo e apertou suas coxas com força. Quando tocou seu sexo, quente e úmido, Hermione ergueu o quadril e gemeu mais alto, arranhando as costas de Rony.
Hermione sentia o ar faltar, e sua garganta soltar sons cada vez mais fortes. Podia jurar que não tinha sensação melhor que aquela, mas se enganou completamente.
Quando sentiu os lábios de Rony tocar sua intimidade, agarrou o lençol com as mãos e fechou os olhos. Os beijos eram fortes e tiravam toda a consciência que ainda tinha. Seus quadril se movia involuntariamente. Postou uma das mãos por cima da de Rony que estava em seu seio, apertando-a.
De repente, Rony parou tudo, posicionando o corpo sobre o de Hermione fazendo movimentos lentos. O peito de Hermione subia e descia rapidamente.
Te
quiero hoy
Quiero abrirle al corazón una ventana.
Esto es
amor
Y es tan grande que no cabe en mis palabras
-Mione, eu preciso de você, agora! –Exclamou entre gemidos.
-Me faz sua, Rony! –Respondeu com a voz trêmula de prazer e de medo.
Rony delicadamente abriu suas pernas e se encaixou exatamente no ponto.
-Me perdoa Mione, me perdoa... –Falou a beijando.
Hermione sabia o porque do pedido de perdão. Mas a culpa não era dele, ela sentir dor nesse momento não era porque ele queria.
-Você não tem que pedir...perdão. –Falou arfando olhando-o nos olhos tampados por alguns fios ruivos. –Você é perfeito, Rony. –Rony engoliu seco.
-Eu te amo, Mione. Para sempre. –Nesse exato momento, Rony a beijou, e Hermione sentiu seu corpo relaxar, e com um movimento, Rony a penetrou, gemendo em seu ouvido.
Hermione sentiu o mínimo de dor possível. Nem sabia se poderia chamar aquilo de dor.
Rony ficou assim por um tempo, para que pudesse se acostumar.
-Você está bem? –Perguntou preocupado.
-Estou. – E ela realmente estava. –Conti...Continua, Rony. –Pediu o beijando.
Rony, atendendo ao seu pedido e sentido-se aliviado, começou a se movimentar. Seu corpo parecia arde em chamas de tanto prazer.
Hermione passou as pernas pelo corpo de Rony ligando ainda mais os corpos, movendo-se junto a ele, sentindo as ondas de prazer se intensificarem cada vez mais.
Os movimentos se intensificavam, e os beijos não cessavam. Sussurros, gemidos e palavras de carinho eram ouvidos.
Rony sentiu seu corpo vibrar e queria que Hermione sentisse o mesmo. Agarrou-lhe um dos seios acariciando com desejo.
Quiero
amarte hoy, quiero amarte hoy
Por si no hay mañana
Quiero
amarte hoy, quiero amarte hoy
Por si no hay mañana
-Vem comigo, Mione. – Beijou-a com ardor .
Algo que nenhum dos dois pode explicar, atingiu-os arrancando um gemido alto, chamando cada um pelo nome do amado. O ápice chegara de forma arrebatadora. Estavam suados, trêmulos e cansados. Os movimentos diminuíram até parar.
Rony ainda ligado a Hermione, tinha o rosto vermelho, os cabelos grudados ao rosto, com algumas mechas tampando-lhe a visão. Olhava para Hermione ainda arfando pesadamente. Ela acariciou seu rosto, tirando os cabelos de seus olhos, vendo aquele mar azul e brilhante. Abraçou-o fazendo com que deitasse em seu peito.
Ficaram assim, não souberam quanto tempo. Rony para aliviar Hermione do peso de seu corpo, rolou para o lado se desconectando a ela, e a puxou para seu peito.
-Mione, isso.... –Pronunciou depois de mais calmos, estava maravilhado com o que tinha acontecido.
-Foi muito bom, sem explicação... –Completou ela fascinada.
-É... Acho que não tem palavras que defina.
-Eu li em algum livro, que quando se faz com a pessoa amada é melhor ainda. –Comentou.
-Então é por isso que o nosso foi tão bom. –Sorriu, Hermione o acompanhou. De repente, Rony fechou o sorriso e continuou a mirá-la. –Doeu muito? –Perguntou com receio. Hermione sorriu e acariciou seu rosto.
-Não. Nem sei se posso chamar o começo de dor. Não sei explicar. Mas...você foi perfeito, Rony. –Falou apaixonada. –Foi meu príncipe encantado. –Rony riu, entendendo agora o termo que ela usara. –Eu amo você! –Se aconchegou melhor no peito de Rony, que puxou o lençol e os cobriu.
-Cansada? –Perguntou alisando seus cabelos.
-Sim. Você acabou com minhas energias. –Riu.
-Olha quem fala! –Riu também. –Descansa um pouco e depois eu te levo para casa. –Hermione confirmou, e logo pegou no sono. Rony a abraçou mais forte, ficando a velar seu sono. –Eu amo você, morena. –Falou baixinho.
A partir daquele dia, Rony e Hermione compartilhariam várias noites de amor, muito prazerosas, aprendendo cada vez mais, se conhecendo cada vez mais, sem deixar para trás o amor que liga ambas as almas.
FIM DO FLASH BACKHermione chegou ao fim da lembrança de olhos fechados, um sorriso bobo nos lábios e sentindo seu corpo vibrar de saudade de Rony, de suas mãos, dos seus beijos. Sentiu um tremor lhe arrebatar e abriu os olhos e as lágrimas caíram.
Lembrou de como fora maravilhosa aquela noite, o quão cuidadoso e romântico, Rony fora.
Era inevitável sentir sua falta. Bebeu de uma vez só, agora no bico da garrafa, todo o resto do vinho, tentando apagar aquele fogo que começava a crescer em seu corpo com as lembranças.
-Preciso de mais...- Falou baixo consigo mesma. Levantou cambaleando, pegou a garrafa na cozinha e bebeu no bico.
Hermione foi caminhando de volta a sala, com a garrafa na mão, mas sua mente a despertara para algo que a faz correr, quase caindo ao passar pelo tapete da sala. Parou na porta do quarto onde dividira com Rony, deu um longo gole na garrafa e entrou. Foi até a cabeceira da cama e abriu a gaveta do móvel ao lado. Tirou um livro de capa preta, um dos que mais gostara de ler, e na parte marcada, viu ela, a rosa que Rony usara em seu corpo na primeira noite de amor de ambos.
Hermione suspirou profundamente encostando a rosa seca em seu pescoço. Ainda podia sentir o toque leve das pétalas daquela noite. Afastou-a do corpo e olhou para ela com os olhos escuros de desejo, de amor.
-Agora não é hora de pensar nisso, Hermione. –Falou sacudindo a cabeça e respirou fundo.
Mas a rosa ainda chamava-lhe a atenção. E então outras lembranças vieram. Voltou por um momento ao hospital. Outra rosa, a briga com Rony, a morte de Rose. Hermione foi repassando tudo de trás para frente em sua mente e parou numa conversa com Rony.
FLASH BACK
-Tenho uma surpresa para você!
-Surpresa? O que? –Perguntou curiosa.
-Você só vai ver quando chegar a nossa casa!
-A não, Rony! Isso é judiação!
-É surpresa, Mione. Não posso contar! –Riu por sua curiosidade. –Garanto que você vai adorar!
-Seu chato! –Riu .
FIM DO FLASH BACK
Hermione não soube o porque de ter lembrado exatamente daquela conversa. Sabia que a casa que Rony se referia era a outra, a casa que compraram. Era assim que ele se referia a ela, nossa casa.
A curiosidade para a surpresa despertou. Nunca chegara, a saber, o que era. E agora era estranho sentir tal curiosidade no momento.
Olhou no relógio, eram onze da noite. Levantou-se da cama cambaleando.
-Amanhã... –Falou olhando para o resto de vinho na garrafa. –Eu não vou estar nada, nada bem. –Bebeu com um último gole o resto do líquido, jogou a garrafa em qualquer canto e caminhou até o banheiro. Jogou uma água no rosto, limpou a maquiagem borrada como deu e voltou à sala esbarrando em tudo. Calçou os sapatos, desajeitada, pegou a bolsa e aparatou.
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-Harry, você sabe quem é a tal da Alana? –Perguntou Gina, vendo o irmão e a loira retornarem a sala.
-Não sei...ela me é familiar, mas não me lembro... –Falou pensativo. –Espere um momento. –Falou depois de uns minutos. –Eu já a vi com o Rony! E lá no Ministério.
-Será que ela trabalha lá?
-Não sei. Nunca dei importância a isso, quer dizer a ela. Para mim era sempre assunto de trabalho, nada mais.
-Você acha que eles estão tendo um caso? –Perguntou temerosa. Harry arregalou seus incríveis olhos verdes.
-Não...Não é possível. Pelo menos o que eu via entre eles era uma coisa muito formal.
-Mas hoje não tem nada de formal! –Exclamou Gina. Olhou para o marido e sorriu. –Não, acho que não! –Ficaram sérios novamente.
-Não! –Falaram os dois rindo. Mas a dúvida continuou.
Logo Rony veio ao encontro de Gina e Harry falando que levaria Alana em casa e logo estaria de volta.
-Conversamos mais tarde. –Cochichou Gina no ouvido de Rony.
Mais tarde quando todos tinham ido embora e o Sr. e Sra. Weasley foram dormir, Gina e Harry estavam sentados no sofá namorando e conversando.
-Amanhã à noite, você é toda minha! –Falou Harry rindo.
-Hummm...Possessivo! –Brincou.
-Com ....
-Oi! –Exclamou Rony cortando a conversa de ambos. Gina deu um salto do sofá ficando de frente para Rony.
-Demorou. –Falou ela.
-Ficamos conversando. –Falou serio.
-Onde você conheceu ela?
-Ministério.
-Ela trabalha lá?
-Sim. –Respirou fundo. –Mais alguma pergunta?
-Sim! Várias outras! –Exclamou na ponta do pé tentando ficar cara a cara com Rony, o que era impossível, já que ele era bem mais alto. – O que deu em você para trazer uma mulher, sabendo que Hermione vinha? Afinal o que você tem com ela? –Perguntou com a voz baixa, mas com as mãos tremendo de raiva.
-Gina, entende uma coisa: Hermione para mim não existe mais. Não insista nisso. E enquanto a mim e Alana, isso não interessa a ninguém. E se eu tiver algo com ela, qual o problema? –Perguntou serio, porém, calmo.
-Interessa sim! Interessa a mim! E o problema Rony Weasley é que você ainda ama a Hermione, este é o grande problema! –Falou se segurando para não explodir.
-Gina, não se iluda com coisas que já acabaram. –Rony começou a caminhar em direção ao seu quarto.
-Rony! –Chamou Harry. Rony parou ainda de costas para o amigo. –Eu só quero ter o meu amigo, Rony Weasley, de volta.
Rony respirou fundo ao escutar suas palavras. Ia responder algo, mas achou melhor não e continuou a caminhar, deixando Harry e Gina ainda na sala.
Rony entrou no quarto, tirou a camisa e os sapatos jogando-os em qualquer canto. Passou a mãos pelos cabelos de modo frustrante e jogou-se na cama ficando a mirar o teto. Passado alguns minutos, abriu a gaveta da cômoda ao lado, pegando uma foto. A foto de Hermione, que na sua opinião, era a mais linda. Ela vestia uma camisa branca, de Rony, caindo-lhe pelo ombro, os cabelos presos e as pernas se cruzando. Quando ela virava na foto, dava um sorriso radiante com a barriga da gravidez bem nítida. Ficou longos minutos admirando a foto, pensando em como estavam felizes aquele dia depois de uma noite de amor.
Pegou a aliança de Hermione no bolso, que sempre o acompanhava. Postou a foto em cima de seu peito ficando a rodar a joia na mão.
Olhou em direção a gaveta novamente, e tirou o último objeto completando suas maiores relíquias, o sapatinho rosa com estrelas. As lágrimas desceram sem impedimento.
-Mione, eu te amo. – Falou baixinho.
Rony dormiu assim, as lágrimas marcadas em seu rosto, e suas três maiores relíquias sobre seu peito.
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Hermione aparatou direto na sala da casa onde, ela e Rony, pretendiam morar após o nascimento de Rose.
Olhou para o próprio corpo o apalpando.
-Estou inteira... –Hermione passara da conta com o vinho. Não era muito acostumada com bebida, sentia que estava fora de si, porém, ciente do que fazia.
Jogou a bolsa em um dos sofás presente na sala, ainda cobertos por plásticos, assim como os outros móveis.
-Como seria...Se estivéssemos vindo viver aqui? Se tudo tivesse dado certo? –Hermione perguntou-se baixinho olhando tudo ao redor. Passou por todos os cômodos do andar de baixo. Terminando, parou de frente a escada para o segundo andar. Subiu devagar, ciente do seu estado. Visitou também, todos os cômodos faltando apenas dois deles.
Um era o quarto que dividiria com Rony. Abriu o quarto e viu posto no mesmo lugar, o móvel velho em que ela e Rony quase fizeram amor. Sorriu ao lembrar da cena, sentindo seu corpo arrepiar.
-Há tanto tempo que não sinto você... –Cochichou. Balançou a cabeça afastando os pensamentos e fechou a porta, percebendo que de repente a casa ficara incrivelmente quente.
Caminhou para o último cômodo, parando na porta. Pelo que se lembrava aquele seria o quarto de...
-Rose... –Sussurrou. Sentiu seu coração bater cada vez mais forte, sentindo o quarto chamá-la. Com as mãos trêmulas abriu a porta. Estava tudo escuro. E quando apertou o interruptor, Hermione sentiu o chão sumir, o coração parar.
Estava ali, a surpresa de Rony. O quarto que ela sempre sonhara para a filha. Ele, Rony, tinha feito tudo aquilo.
Seus passos eram lentos, analisando cada canto do quarto montado, com lágrimas grossas descendo pelo rosto. Pegou um dos ursos de pelúcia no berço, que ela e Rony compraram juntos. E de repente, Hermione sentiu toda a culpa, raiva e arrependimento a tomar por completo.
-HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! –Hermione soltou um urro de dor, deixando-se cair no chão agarrada ao pelúcia. Seus soluços eram altos, numa maneira de extravasar os sentimentos que a tomou.
O que fizera?
Agora, Hermione se dava conta de como fora injusta com Rony. Injusta era pouco!
-Você é uma idiota, Hermione Granger! –Falava com sua voz sofrida. – O que eu fiz, Rony? –Falava entre soluços. –Eu estraguei tudo, estraguei tudo, meu amor!
Hermione sentia o peso das próprias palavras que dissera a Rony, naquela noite. Seu jeito infantil, individualista, egoísta... Tudo veio à tona. Rony ali, sempre ao seu lado, lhe dando força... E ela, o que dera em resposta a esse amor? Dera seu abandono, seu desprezo.
Hermione repassava tudo em sua mente, a briga, as coisas que disse, o tempo longe de Rony, a outra briga, a mulher na Toca. Era tanta coisa que sentia-se impotente, não sabia o que fazer. Sentia nojo de si mesma, raiva, e não tirava razão por Rony tratá-la com desprezo.
-Rony...Rony... –Choramingou baixinho.
Levantou-se apressada e correu desajeitada para a sala. Chegando a escada, acabou por rolar os degraus, chegando ao chão da sala com o vestido um pouco rasgado, a mão sangrando por um corte feito por um prego mais a vista, alguns vermelhões na pele e o tornozelo torcido. Estava deitada de costas ainda no chão gemendo baixinho de dor. Tudo doía, mas ela não importava. Tinha que ficar de pé e ir até Rony. Tirando os sapatos, e deixando seus pertences na casa, Hermione aparatou.
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-Quer dormir aqui essa noite? –Perguntou Harry vendo a cara amarrada de Gina pela conversa com Rony.
-Quero. –Falou manhosa abraçando-se ao marido.
-Vou dar uma olhada no James, e já volto.
-Eu vou com você! –Abraçou-o mais forte.
-Então vamos, minha manhosinha! –Brincou. Quando Harry botou o pé na escada parou.
-O que foi? –Perguntou Gina.
-Acho que escutei algo. –Calou-se e pediu silêncio a Gina. –Vem lá de fora. –Harry caminhou à frente até a porta com a varinha nas mãos.
- Fique aqui. –Falou ele.
- Não, eu vou com você! – Sussurrou em resposta, também com a varinha nas mãos. Harry não discutiu e abriu a porta.
De onde estavam, viam a silhueta de uma pessoa, ela estava perto, mas não dava para identificar.
- Quem está ai? –Gritou Harry apontando a varinha. – Quem está ai, responda! –Gritou mais alto.
- Lumos! –Falou Gina e olhou bem para a pessoa. –Hermione? –Perguntou-se confusa e olhou para Harry.
Hermione aparatara o mais perto possível da Toca e caminhava devagar como dava. Estava alheia a tudo, inclusive aos chamados de Harry. Mas, quando escutou seu nome pela segunda vez, despertou.
- Hermione, é você? –Perguntou Harry.
- Harry, Gina... –Falou entre os soluços.
- Merlin! –Exclamou Gina assustada, quando viu o estado de Hermione. Harry chegou a tempo de ampará-la antes que caísse.
-Meu Deus! –Exclamou Harry. – O que aconteceu, Mione? –Ajudou-a a caminhar até a sala onde a sentou no sofá.
-Agora fala, Mione. O que aconteceu? – Perguntou Gina lhe dando um copo d'água.
-Eu cai da escada da casa.
-Hermione, você está bêbada? –Perguntou Gina, reparando na sua fala.
-Estou...Não...quer dizer, não sei! –Falou confusa. –Eu só bebi duas garrafas de vinho.
-Só? –Perguntou Harry sarcástico.
-Isso não importa! Vocês não entendem! –Falou limpando as lágrimas, tentando se controlar. –Eu preciso falar com o Rony... Eu...Eu...fui um monstro, falei coisas horríveis para ele... Estraguei tudo... –Falou baixo, fixando o olhar em um ponto fixo.
-Mione, porque você está falando tudo isso agora? –Perguntou Gina.
-Porque só agora eu percebi, Gina. Só agora eu percebi a idiota que eu fui! A egoísta, injusta... Eu preciso vê-lo! –Falou tentando se levantar e gemeu por causa do tornozelo, com dor mais intensa.
-Você não vai a lugar nenhum! –Falou Harry forçando-a a sentar-se.
-Mas...
-Hermione, olha para você! Olha o seu estado! Você tem o resto da vida para falar com o Rony. Se demorou tanto para perceber o que fez, pode esperar mais um pouco! –Exclamou firme.
-Harry! –Repreendeu Gina. Hermione baixou a cabeça. –Eu já volto. –Falou Gina olhando dura para Harry, que não se intimidou.
Quando retornou, Gina trazia nas mãos, poções, curativos e um livro.
-Vocês sabiam que o Rony montou o quarto da Rose? Do jeito que eu sempre disse que queria? -Hermione falava enquanto Gina cuidava de seus machucados.
-Sabíamos. –Foi Harry quem respondeu.
-Ele tinha dito no hospital que era surpresa. Mas não sabia que era isso. Eu só descobri hoje, por acaso.
-Como você foi parar lá, Mione? –Perguntou Gina.
-Lembranças, Gina.
-Mione, onde estão suas coisas? Bolsa, sapatos... –Perguntou Harry.
-Deixei na casa.
-Vou lá buscar e já volto. –Deu um beijo em Gina e se foi.
-Gina... Você acha que o Rony vai me perdoar? –Perguntou Hermione, agora , um pouco mais lúcida.
-Não sei, Mione. –Falou ela sem realmente saber o que responder. Não queria dar falsas esperanças e também não queria ser pessimista.
Hermione calou-se perdida em seus próprios pensamentos.
-Tome essa poção do sono para você descansar. –Hermione tomou essa outra poção e foi com Gina até o quarto dos gêmeos onde James dormia e vestiu uma camisola que Gina lhe emprestara.
-Hoje você fica aqui.
-Desculpe por tudo, Gina. –Falou envergonhada.
-Para de besteiras, Mione. –Falou sorrindo. –Eu estou aqui para tudo o que precisar.
-Obrigada. –Assim que deitou, Hermione pegou no sono.
-Ela já dormiu? –Perguntou Harry, quando Gina retornou a sala.
-Sim. –Falou pensativa. –Você foi muito duro com ela, Harry. Não era momento de dizer aquilo. –Falou repreendendo-o.
-Eu sei, eu sei... Saiu sem querer. –Falou arrependido. – Mas agora, Hermione precisa escutar muita coisa, Gina. Não vai ser fácil ela recuperar o Rony, e você sabe disso.
-Sim, eu sei. Mas acho que no dia em que ela está bêbada, toda machucada depois de um baita tombo na escada e de uma percepção dos próprios atos, não seja o momento exato para se falar algo. –Falou debochada.
-Nunca vi Hermione assim. –Falou Harry triste pelo o estado da amiga.
-Acho que ela não aguentou ver a cena de hoje e quis extravasar. –Exclamou Gina. –Todo esse tempo dando uma de forte, sendo que por trás, sofria como uma condenada. Orgulho!
-Acha que a coisa agora anda?
-Não sei, Harry. Como você disse, vai ser difícil. Mas, com um deles tentando, é uma esperança.
-É...
-Vem, vamos dormir. –Falou Gina se abraçando ao marido. – Amanhã é outro dia.
N/A: FlashButterfly: Pois é flor... tragédia.
Desde o começo eu quis escrever algo assim... causou muito rebuliço na comu onde posto... sei que é horrível.... mas, mais para frente terão coisas que talvez te reconforte...
Nunca que o Rony teria coragem de fazer algo... ele estava com saudade.. na hora desejo e a falta dela falou alto...
Adoro seus coments, muitoo obrigadaaaa =]
Fico muito feliz que esteja te agradandoooo *-*
Dany: que bom que te emocionei! Rs
Triste mesmo....
Foi exatamente isso, Dany. Ele quer que ela sinta na pele a sua dor... e ela está sentindo...
Fico felizz que estejaaa gostando, florrrrrrrrr *-*
Obrigada por comentar... =]
Miss Granger: Obrigada por comentar. Infelizmente as coisas ainda serão um pouco tristes...
Ai vai mais um capítulo. Espero que gostem e também espero coments...
Obrigada a todasss!!!!!
