SOFRENDO CONSEQUÊNCIAS

Eram sete e meia da manhã. Hermione acordara mais cedo que previa. Sentou-se na cama e olhou para James que ainda dormia. Levantou-se ainda mancando, tentando não fazer barulho. Tornou a vestir a mesma roupa da noite passada, arrumou os cabelos num coque frouxo, optou por ficar descalça, já que seu pé ainda estava um pouco inchado, pegou sua bolsa e saiu do quarto.

Começou a descer as escadas, mas sua necessidade falou mais alto. Queria ver Rony, nem que fosse por míseros dois segundos, queria vê-lo. Antes que tomasse uma decisão, seus pés já a guiavam para o último andar da casa em direção ao quarto do ruivo.

Subiu as escadas lentamente, e parou na porta do quarto analisando-a por um momento e abriu com as mãos trêmulas.

Rony dormia num sono tranquilo. Seu peito nu descia e subia lentamente.

Hermione olhou cada detalhe de seu corpo, perdendo completamente a noção do tempo e da ação.

Seus pés se movimentavam cada vez para mais perto de Rony, parando ao lado de sua cama. Uma de suas mãos fez um caminho suave até seus cabelos descendo para seu rosto e logo após, para seus lábios. Sentiu tanta saudade, tanto remorso... E de repente, Rony a tirou de seus pensamentos. Ele acordou num sobressalto, o que a fez assustar e forçando demais o pé ao se afastar, engolindo um gemido de dor.

- O que você faz aqui? –Perguntou Rony perturbado.

- Eu...Eu... –As palavras não saiam.

- Quem você pensa que é para entrar assim no meu quarto? – Perguntou com uma raiva intensa se apossando de si, caminhando até Hermione.

- Rony... –Começou a falar, mas Rony a cortou.

- Ronald para você! Agora saia daqui! –Falou com um tom mais alto de voz chegando mais perto, ficando cara a cara com Hermione.

- Deixa... –Tentou novamente.

- Sua presença está me irritando sabia. É como se... –Falou gesticulando, fingindo pensar. –Poluísse o ar... Isso! –Caminhou até a porta. –Saia daqui. –Respirou fundo.

- Por... –As lágrimas já caiam.

- FORA DO MEU QUARTO! –Gritou em plenos pulmões. Hermione assustou e se encolheu caminhando até a porta. Rony a observava atento, vendo-a andar com dificuldade, as marcas em seus braços e a mão enfaixada.

Assim que Hermione botou os dois pés para fora do quarto, Rony bateu a porta a suas costas, fazendo-a tremer. Hermione secou as lágrimas incessantes e desceu as escadas.

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Rony sentia cada veia do seu corpo latejar. Andava de um lado para o outro passando as mãos pelos cabelos, inquieto.

- O que será que ela queria? –Perguntou-se.

Num acesso de raiva, Rony começou a chutar e quebrar tudo o que via pela frente. Parou cansado, o rosto vermelho e a respiração muito pesada.

Sentou-se na cama pegando a foto de Hermione, que caíra no chão, ficando a mirar e alisá-la. Lembrou-se dos machucados de Hermione, seu coração disparou na possibilidade de alguém tê-la machucado. Apesar de ele próprio tê-la machucado com palavras duras.

Resolveu por ficar no quarto, a imaginar o que teria lhe acontecido. Não queria tornar a vê-la... Não hoje. Hermione mexe muito com suas emoções, todas elas. Isso é fato.

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- Acho que o dia não começou muito bem. –Falou Gina sentada no sofá , de onde escutara toda a gritaria e o acesso de raiva de Rony, a espera de Hermione, que olhou-a com os olhos inchados e vermelhos, pelas lágrimas de dois dias seguidos.

- Vem, vamos tomar café.

- Não estou com fome, Gina. –Falou enquanto caminhavam até a cozinha. –Vou embora, já dei trabalho demais.

- Nada disso! Você vai sentar aqui, e vai nos acompanhar no café. Não é trabalho algum, querida! –Falou Molly, assim que a viu. Já estava ciente de todo o acontecido.

- Bom dia, Molly. –Hermione cumprimentou envergonhada.

- Bom dia, minha filha! Venha sente-se. Não se esqueça de que está em casa. Depois vou dar uma olhada nesse seu tornozelo e nos machucados, certo? –Falou muito carinhosa.

- Obrigada. –Hermione sentia-se incomodada. Sentia-se culpada pelo estado de Rony, e consequentemente fazendo todos os Weasleys sofrerem.

- Molly?

- Sim, querida?

- Peço desculpas por tudo. Fui uma idiota! Tive meus motivos para isso, mas acabei percebendo que não foi o melhor jeito de resolver as coisas. Eu sinto muito por ter deixado Rony dessa maneira.

- Você não precisa pedir desculpas, não a mim. –Falava carinhosa. –Para tudo dá-se um jeito, exceto a morte. Você e Rony ainda têm muito que conversar. Ambos disseram coisas desnecessárias. E eu acredito que isso um dia ira se resolver. –Hermione sorriu. –Você sempre será bem vinda nesta casa, Hermione. Você é da família, esqueceu? –Hermione ficou encabulada. Levantou-se e abraçou a matriarca.

- Obrigada, Molly!

- Não tem que agradecer, minha filha. –Sorriu. –Agora termine o seu café. Seus pais devem estar preocupados.

Depois de tomar o café, Molly deu uma olhada nos ferimentos de Hermione, aconselhando-a a ficar por mais um tempo com a faixa no tornozelo.

Hermione se despediu das duas, agradeceu-as e partiu para sua casa.

Assim que Hermione aparatou, Rony descia as escadas.

- Seu quarto continua inteiro? –Perguntou Gina, assim que Rony entrou na cozinha.

- Bom dia, Gina. –Falou beijando-a na testa, ignorando sua pergunta. –Bom dia, mamãe. –Repetiu o gesto com a mãe.

- Bom dia, meu filho. Sente-se que vou preparar seu café.

- Não estou com fome hoje.

- Mas vai comer! –Falou autoritária. –Fica o dia inteiro enfurnado naquele escritório sem comer nada, ou nas ruas se desgastando mais que o necessário.

- É o meu trabalho, mamãe. –Falou paciente.

- Que eu saiba seu trabalho não é deixar de viver! –Falou servindo-lhe um copo de suco olhando em seus olhos.

- Já disse para a senhora não se preocupar comigo.

- Como se tivesse como eu não me preocupar. –Falou colocando torradas em seu prato.

- Harry já foi? –Perguntou à Gina, mudando de assunto.

- Sim, disse que precisava resolver umas coisas.

- O que aconteceu com a Mi...

Gina ergueu uma sobrancelha para Rony.

-Quero dizer, com Hermione? –Perguntou envergonhado. Não aguentou a dúvida em sua cabeça, e resolveu perguntar.

- Um bruxo entrou na casa dela. Ela tentou lutar, a varinha voou e ela ficou indefesa. Por sorte o pai dela chegou, sem que o cara visse e lhe acertou um pedaço de pau na cabeça! –Falou Gina com naturalidade, inventando tudo na hora. Rony deu um pulo da cadeira, engasgando com o suco. Gina levantou-se e foi ampará-lo.

- Ginevra! –Repreendeu sua mãe. –Respira, meu filho...Respira.

- Isso é muito grave! –Exclamou ele num fio de voz.

- Não precisa ficar assim irmãozinho. Está tudo bem. Sente-se. Não foi isso o que aconteceu. –Falou feliz em ver a reação do irmão. Rony fez cara feia para a irmã.

- Na verdade, Hermione caiu da escada. Bebeu umas a mais ontem...Você a conhece é fraca para bebidas.

- E quanto foi esse a mais? –Perguntou achando que era coisa mínima. No máximo dois copos de Whisky de Fogo.

- Duas garrafas de vinho, mais uns drinks aqui em casa. –Rony cuspiu o suco.

- Duas garrafas! –Exclamou assustado. – O que deu nela para fazer isso?

- Bom... Isso se você quiser saber, vai ter que perguntar a ela. –Rony ficou confuso. –Não se preocupe ela já está bem... Pelo menos melhor que antes. –Falou baixinho.

- Eu não estou preocupado! –Exclamou indignado, não escutando o final da frase.

- Finjo que acredito. Bom...vou tomar um banho, vou com você até o Ministério. Preciso de uma nota sobre o Parkins ter enfeitiçado os balaços. Isso não foi muito bom para ele. –Falou Gina fazendo uma cara feia. Gina deu um beijo estalado na bochecha do irmão e saiu deixando-o em seus pensamentos.

(N/A: Na fic, Gina ficou alguns breves anos como jogadora das Harpias de Holyhead,(menos do que a J.K provavelmente supôs para ela) mas pelo casamento com Harry e o filho, Gina decidiu abandonar para ficar com a família, ficando assim com o cargo de Correspondente Sênior de Quadribol do Profeta Diário. Trabalhando a maior parte do tempo em casa.)

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Hermione chegou em casa, conversou brevemente com os pais que ficaram preocupados com seu sumiço, e também em vê-la naquele estado. Hermione os acalmou e contou toda a história. Paul e Maree ficaram sentidos pela filha, mas a apoiariam em tudo.

Hermione subiu para seu quarto, tomou um banho, se arrumou e seguiu para o trabalho.

- Sarah, eu já vou indo. –Falou Hermione, depois de mais um dia de trabalho.

- Até amanhã, Hermione. Descanse.

- Pode deixar. Até.

Hermione caminhava aérea quando uma voz chamou-lhe atenção.

- Pronta para ir?

- Sim. Mas não posso demorar muito.

- Ok.

- Mas eu só vou com uma condição.

- Qual? –Perguntou Rony erguendo as sobrancelhas.

- Dá pelo menos um sorriso, não gosto de te ver assim - Pediu Alana. Rony sorriu fraco.

- Eu sei... –Rony continuou a falar enquanto caminhava, e Hermione não pode ouvir mais.

Hermione começou a caminhar o mais rápido que pode, na direção oposta de Rony.

- Maldito tornozelo! –Reclamou. –Harry! –Exclamou assim que o viu.

- Oi, Mione! –Foi até ela. –Está melhor?

- Sim...e você está bem?

- Estou...Olha, eu queria te pedir desculpas pelo que falei ontem a noite. –Falou sem graça.

- Não precisa pedir desculpas, Harry. Você só falou a verdade. –Sorriu. –Você sabe para onde o Rony foi?

- Não. Ele apenas falou que ia sair. Como sempre misterioso.

- Ele disse se ia sair com a ... Alana? –Perguntou com um que de ciúme na voz.

- Não. Ele saiu com ela?

- Saiu. –Conversavam, enquanto caminhavam.

- Não se preocupe com isso, Mione. Eles são só amigos.

- Não, não são! Eles estão saindo, Harry. Estão juntos!

- E como você pode ter tanta certeza disso?

- Eu os vi...Os vi se beijando na Toca. –Falou triste.

- Tem certeza? –Perguntou duvidoso. Harry não acreditava de maneira alguma que Rony tinha algo com Alana, mas depois das palavras de Hermione, a dúvida estava presente.

- Tenho, Harry! –Falou impaciente.

- Eu não sei... –Falou confuso.

- Eu já vou indo. Posso passar na sua sala amanhã? Para fazer uma visita?

- Tem certeza que é a mim que você quer visitar? –Perguntou debochado.

- Para visitar você...Também. –Riu.

- É bom vê-la sorrir.

Hermione o abraçou.

-Vou torcer para que tudo dê certo.

- Obrigada, Harry! –Se despediram e seguiram a Pó de Flu para as respectivas casas.

Os dias foram se passando e todas as tentativas de Hermione para se aproximar de Rony, foram inúteis.

Nas visitas a sua sala, Hermione sempre era bem recebida por Harry. Rony sequer olhava quando ela entrava, enquanto estava presente, ou quando saia. Ignorava-a totalmente, nem ao menos lhe cumprimentando. Hermione sabia que tinha um caminho longo a seguir, e que esse caminho não ia ser nada fácil.

A cada vez que o via ao lado de Alana, tinha vontade de desistir de tudo, jogar tudo para o alto. Era difícil ter que aguentá-lo sorrir para outra, receber carinhos de outra...

Mas ela não podia simplesmente chegar e dizer: "Oi, Rony! Estou arrependida por tudo. Larga essa loira aguada e volta para mim." Não... As coisas não eram tão fáceis assim, ainda mais se tratando de Ronald Weasley.

Hermione acabara por voltar para o apartamento, contra vontade de sua mãe. Mas lá ela sentia-se mais perto de Rony, mais perto das lembranças e sentia-se mais forte para lutar.

Rony por sua vez, continuava o mesmo. Calado, distante e trabalhando horas por dia. Vez ou outra chegava com vários machucados pelo corpo, pelas busca que fazia, para desespero de sua mãe e de Hermione também, que tinha noticias através de Harry, Gina e até de Tayla.

Rony estava cada vez mais junto de Alana, o que deixava Hermione mais triste e insegura quanto aos sentimentos, que Rony ainda sentia por ela.

Uma coisa, durante esses dias que se passaram, que Rony não esqueceu, foi o acidente de Hermione. Aquilo ficara na sua cabeça. Tentara arrancar de Gina, Harry, mas nada saia. Tentara também arrancar de Tayla, mas ela não sabia de nada. Apenas uma versão completamente diferente da de Gina.

Rony ignorava a presença de Hermione ao máximo. Por mais que quisesse olhá-la, quisesse admira-la, sua dor era maior o impossibilitando de tal ato.

Setembro chegou, o tempo mais frio, o amarelar da folhas. E também um dos meses mais obscuros para Rony e Hermione.

Sete de setembro, uma segunda-feira completamente amarga e sem vida. Aniversário de três anos de casamento de Rony e Hermione, que passariam separados.

Ambos sentiram a solidão bater. A falta um do outro, a saudade da vida a dois, vida de casal.

Hermione preparara um jantar aquela noite, coisa que há tempos não fazia. Sentia um vazio ao olhar para a mesa sem a presença de Rony. Acabou por ficar brincando com o garfo no prato, sem nem ao menos experimentar a comida.

- A Senhora não vai comer? –Perguntou Tayla, que naquela noite lhe fazia companhia.

- Não, Tayla. Perdi a fome. Hoje é um péssimo dia, e por minha culpa.

Tayla entristeceu.

-Você viu o Rony hoje?

- Vi sim!

- E como ele está, Tayla?

- Como sempre, Hermione. Senhor quando não está no trabalho, fica no quarto ou sai com amiga loira. –Hermione emburrou. –Porque Hermione não faz algo que te faça esquecer de tudo. Tayla pode ajudar. –Falou alegre.

- Não sei o que fa... –Foi parando de falar. –Já sei. Uma coisa que vem me passando pela cabeça. Meio louca, sem sentido, mas que vai nos distrair. Você me ajudaria a arrumar a outra casa, Tayla? A casa em que íamos morar?

- Tayla ajuda sim! Tayla vai ficar muito feliz em ajudar! –Falou dando pulinhos, fazendo Hermione rir.

Hermione e Tayla arrumaram tudo e se foram para a casa.

Tinha muita coisa a ser feita, mas com magia tudo era mais rápido.

Hermione arrumou tudo, colocou os móveis no lugar, e também levara algumas coisas do apartamento, como enfeites, para a casa. Enfim arrumara tudo do jeito que sempre sonhara.

No quarto de Rose, não pode evitar soltar algumas lágrimas. O carinho ao arrumar o cômodo era enorme. Ficara imaginando como teria sido se ela estivesse ali, fazendo seu coração se apertar de saudade.

No final, tudo estava perfeito. Hermione e Tayla olharam o feito e ficaram muito contentes.

Agora aquela casa seria uma espécie de refugio para Hermione.

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Rony por sua vez, estava em seu quarto, viajando nos próprios pensamentos. Recebera um convite e resolveu aceitar. Não queria ficar ali, naquele dia relembrando coisas do passado.

Levantou e arrumou-se. Quando pronto desceu as escadas encontrando Harry e Gina na sala.

- Rony, que bom que você desceu. –Falou Gina. –Vamos dar um passeio, eu, Harry e James. Vem com a gente. –Gina e Harry sabiam que aquele dia era importante, e imaginaram como ambos deviam estar se sentindo. Ligaram para Hermione, para chamá-la para um passeio, mas ela já tinha seus planos. Harry e Gina ficaram felizes por isso. Mas Rony, continuava enfurnado no quarto. E eles estavam dispostos a fazer de tudo para distraí-lo.

- Obrigada pelo convite, mas já tenho um compromisso.

- Compromisso? –Perguntou ela.

- Sim, vou sair com Alana.

- Obrigada por trocar a companhia da sua irmã, do seu melhor amigo e do seu afilhado. –Falou chateada.

- EU NÃO ACREDITO! –Falou Harry alto, dando um salto do sofá. –Eu não acredito que você vai passar seu aniversário de casamento com outra mulher! –Rony se assustou ao ver Harry falar daquela maneira, mas continuou com a mesma feição seria. –Ela é sua namorada, Rony? –Perguntou sarcástico.

- Ela não é minha namorada. –Falou calmo.

- Sabe eu cansei! –Falou andando de um lado para o outro. –Sabe porque Hermione bebeu daquele jeito no aniversário de Gina? Sabe? –Falou ignorando a fala de Rony, parando de frente para ele olhando em seus olhos. –Ela bebeu por que te viu com outra, Rony. Ela foi até a casa que vocês compraram, e quando viu o quarto de Rose que você fez, levou um choque. Percebeu a idiotice que fez. Bêbada, quis vir correndo atrás de você, e caiu da escada. –Falou se acalmando. –Ela percebeu o erro que cometeu, tarde talvez, mas percebeu.

- Isso não apaga tudo o que ela me disse, Harry. –Falou na defensiva surpreso por saber a verdade. –Isso só mostra que ela realmente achava que eu não queria minha filha. Precisava apenas de uma prova para comprovar o contrário. –Falou chateado.

- Você não vê, Rony? Não percebe que está vendo as coisas pelo lado errado? –Harry respirou fundo. –Já falei demais, não devia me meter nessa história. Só queria que vocês se entendessem. –Falou com pesar. –Quer sair? Vá... não somos ninguém para te impedir. Vá encontrar sua namorada. –Por mais que as provas estavam em evidencia, Harry não conseguia acreditar que Rony namorava Alana.

- Eu já disse que Alana não é minha namorada! –Falou tentando manter a calma.

- É mesmo? –Falou provocativo, para arrancar a verdade de Rony. –E como você me explica o beijo que Hermione viu de vocês dois, nos jardins?

- Ela não pode ter visto isso, porque isso não aconteceu. Ela com certeza viu tudo errado. Não tem como eu ter um relacionamento desse tipo com Alana. E nem se eu pudesse eu gostaria de ter.

- E porque você não pode? –Perguntou Harry confuso.

- Porque...

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N/A: Mais um capítulo para vocês meninass!!!! =]