BICHO-PAPÃO
Os dias se passvam com rapidez. Hermione sentia-se cada vez mais mãe. Estava esperançosa e feliz. E essa sua auto-estima refletia em Rony, que estava radiante. O casal compartilhava dias de cumplicidade um com o outro, se ajudavem, se amavam. Isso bastava.
Hermione acabara de chagar do trabalho. Cumprimentou Tayla e subiu para tomar um banho. Despiu-se e mirou-se no espelho. Sempre que observava sua barriga, de pouco mais de quatro mêses, ficava hipinotizada. Passara muito rápido e estava feliz por ter chegado até ali.
-O que será que você é? –perguntou a si mesma.
-Você ainda tem dúvidas de que seja a nossa garotinha? –perguntou Rony que também acabara de chegar e a abraçou por trás.
-Não sei. –falou não querendo se iludir.
-Pois eu tenho certeza de que é Rose. -falou sorrindo.
Hermione ficava feliz com a segurança de Rony, mas ela, não tinha em tal intensidade. Não pelo fato de não desejar, mas sim, de se previnir de sofrimentos futuros.
-Amanhã, na consulta, eu prefiro não ficar sabendo.
-Tem certeza?
Hermione confirmou.
E assim foi feito. No dia seguinte a consulta foi realizada sem ser revelado o sexo do bebê, apesar de Rony dizer ao doutor, com absoluta certeza, de que é uma menina. Apesar desse fato, o casal saiu feliz por saber que a grávidez estava correndo muito bem.
Gina com seus seis mêses de grávidez recebera a notícia, a algum tempo, de que teria outro menino. A novidade deixou o casal em estado máximo de alegria. A espera, para o nascimento, era ansiosa. James sempre perguntava do irmãozinho, ansioso por ensinar-lhe tudo o que já sabia.
Era uma terça-feira de junho. Gina estava no escritório elaborando mais um artigo para o Profeta Diário. Estava concentrada e não percebeu a entrada de Harry. Foi pega de surpresa quando o moreno colou seus lábios aos dela.
-Quer me matar de susto? –perguntou após o beijo.
Harry sorriu.
-Muito trabalho?
-Um pouco. Esses times estão cada vez mais reservados. Mas nada que Ginevra Weasley Potter não consiga dar um jeito.
-Claro! Eles te adoram. –falou com uma pontinha de ciúme, porém, orgulhoso. –Aliás, você é a única que eles gostam.
-Obrigada. –falou feliz pela admiração do marido, porém, percebendo o ciúme oculto. –Agora chega de falar de trabalho. –levantou-se e enlaçou-o pelo pescoço.
-Já vamos começar a treinar para o próximo? –perguntou maroto.
-Nosso pequeno nem nasceu ainda e já está pensando no próximo? –perguntou aos risos.
-Claro! E o próximo tem que ser uma menina.
-E eu já tenho o nome. –falou encantada com o desejo de Harry.
-Não posso impedir você de escolher o nome da nossa futura filha. Eu escolhi do James e do Alvo.
-Garanto que irá gostar.
-Não vai me contar agora?
-Não. –falou brincalhona.
-Assim eu fico curioso.
Harry foi beija-la, quando um vozinha chamou-lhe atenção.
-Papai. –chamou James, sonolento, esfregando os olhos.
Harry foi até ele e o pegou no colo, constatando que ele chorava.
-O que foi, filhão?
-Tem monstro no quarto. –falou o garotinho deitando a cabeça em seu ombro.
-Papai vai lá dar um chute nele.
Harry beijou a face de Gina e falou:
-O treino fica para daqui a pouco.
Frase que fez a ruiva rir.
Harry ficou no quarto com o filho até que ele dormisse, o que não demorou muito. Retornou ao quarto e viu Gina pronta para vestir sua camisola. Abraçou-a por trás e sussurrou:
-Não precisa vestir.
Gina sentiu seu corpo tremer e se deixou levar. Harry a virou para si e beijou-a nos lábios longamente, deixando-a arfando e desejosa. Rodeou-a com seus braços e a encaminhou até a cama. Ficou a mirar seus cabelos longos e incrivelmente ruivos sobre seu peito, constratando com sua pele alva. Ficou, ali, de pé a comtlemplando, enquanto apressado, tirava a própria camisa.
Gina muito ágil, com igual pressa, e louca para admirar, tocar e beijar seu corpo másculo, tirou-lhe a calça. Seus lábios tocaram a pele do seu abdomem, subindo pelo peito. Harry estava extasiado. O toque dos lábios de Gina era perfeito, e o deixava em delírio.
Ele elevou seu rosto e a beijou sem pressa. Suas mãos grandes e sedentas, tiraram o sutien e acariciou seus seios fartos de modo delicado, pelo fato de estarem sensíveis, fazendo Gina suspirar de prazer.
Gina tirou a última peça que cobria o corpo de Harry e o admirou. Ela o puxou para cama, tirou, também, a última peça que cobria seu corpo, sem desviar seu olhar ao do moreno, e sentou-se no colo de Harry de forma que ele a penetrou.
Devido aos seis meses de grávidez, a barriga os impossibilitava de ficar em certas posições, e essa além de ser confortável para Gina, Harry amava, pois assim, podia admirar a feição da ruiva em pleno êxtase de amor.
O ápice os dominou de forma arrebatadora,. Harry abraçou Gina e se deixou ficar assim.
-Eu te amo, baixinha.
Gina soltou um sorriso frouxo de satisfação e cansaço.
-Eu também. –alisou a face de Harry. –Te amo. –beijou seu lábios de modo delicado.
Harry a pegou no colo e a levou para tomar um banho. Vestiram-se e se deitaram abraçados para logo depois adormecerem.
Trinta e um de julho. Aniversário de Harry Potter. Como de praxe, o Ministério realiza uma festa para o grande "Eleito". Porém, Harry não fazia questão alguma de comparecer. Apenas marcava presença.. Pois, o que queria mesmo era o conforto da Toca, o abraço de Gina lhe desejando feliz aniversário mais uma vez no dia e ver James correr e abraçar suas pernas. Ou seja, sentir o calor da sua verdadeira família.
A comemoração foi realizada em meio de pura felicidade. Ainda mais com a espera do mais novo membro da grande família, o que deixava Harry cada dia mais ansioso com o nascimento.
Logo Gina e Hermione não eram as únicas grávidas da família, a notícia de que Vivianne estava grávida, foi recebida com muita alegria. E agora, as duas tinham uma nova companhia para o clube das grávidas.
Hermione já estava no seu sexto mês e o melhor, mãe e filho saudáveis.
Era um domingo e mais um dos maravilhosos almoços na Toca estava sendo feito e a família quase toda reunida.
-A Gina está igual a mamãe, só faz homem. –Fred caçoou da irmã.
-Deixe ela ouvir isso, Fred. –falou Harry, rindo.
-Eu escutei, viu?!-gritou Gina da escada.
-Molly, por acaso você não achou uma pulseira? Acho que perdi aqui no domingo passado. –falou Hermione.
-Imaginei que fosse sua, querida. Guardei na gaveta no quarto do Rony.
-Obrigada, Molly.
Hermione seguiu de volta a sala e sorriu ao ver Rony ao redor dos irmãos, seu pai e Harry, todos às gargalhadas. Seguiu até a escada e subiu. Entrou no quarto de Rony e tudo estava exatamente como sempre fora. E instantaneamente deu saudade do tempo de adolescente. Sorriu com a lembraça e foi até a gaveta ao lado da cama de Rony. Mas, a imagem que apareceu a frente de seus olhos, não era algo que estava pronta para enfrentar.
Rony que se divertia com a família foi tirado do seu estado por um grito, um grito sofrido. Sua feição se fechou e todos se calaram.
-Hermione. –Rony sussurrou e se levantou num salto seguindo os gritos que se seguiam um atrás do outro.
Correu desabalado, até que chegou ao seu antigo quarto. Gina, que estava no quarto dos irmãos gêmeos, foi a primeira a chegar até Hermione, porém, estava estática e com lágrimas nos olhos.
Rony tinha os olhos arregalados. Estava assustado e amedrontado. Por uma momento não soube qual delas era sua Hermione verdadeira: uma sentada no chão segurando a barriga saliente, as coxas e mãos ensaguentadas, pele pálida e chorando fraquinho. A outra encolhida na cama, abraçada ao corpo, chorando forte em estado de choque.
Rony correu até Hermione, que estava na cama, completamente desnorteado.
A família tinha o seguido até o quarto e olhavam a cena sem ação.
Rony tentou aproximar-se de Hermione mas, pela mesma foi empedido.
-NÃO! –Hermione gritou retendo Rony. –Não me toque... –falava com a voz chorosa se encolhendo cada vez mais.
-Hermione , sou eu, Rony. Olhe para mim. –Rony pediu tentando controlar sua voz trêmula, tentando trazer Hermione para a realidade.
-Fred, leve Gina daqui. –Harry pediu assustado com o que via.
Fred não esperou Harry terminar, e levou a irmã que estava paralisada.
Harry entrou no quarto e tratou de afoguentar o bixo-papão. Arthur o ajudou para que fosse mais rápido.
Hermione estava trêmula e zonza. Não conseguia distinguir as vozes em sua cabeça.: uma a chamando, outra dizendo que sua filha estava morta.
-Hermione, por favor, olhe para mim. –Rony pediu novamente sem conseguir conter as lágrimas.
Tentou tocá-la novamente e dessa vez não foi repelido. Levantou a face de Hermione e ela desfaleceu.
-Mamãe! –Rony gritou, sentindo o desespero em seu peito.
Molly que estava na porta olhando atônita para a cena, correu até o filho e nora.
-Deite ela, Rony. –pediu a matriarca.
Rony sentindo todo seu corpo tremer, ajeitou Hermione na cama. Olhou para a mãe com os olhos vermelhos, demonstrando puro desespero.
-Calma, meu filho. Vai ficar tudo bem. –tentou tranquiliza-lo.
Molly pegou a varinha e, realizando feitiços, pouco a pouco Hermione foi acordando.
Hermione se levantou assustada e chorando compulsivamente. Seus olhos procuraram Rony com urgência, e quando o achou jogou-se em seus braços, procurando conforto.
Rony a embalou em seus braços, necessitado desse contato. Escutava os soluços de Hermione com o coração apertado, sem conter as próprias lágrimas.
Harry e Molly se foram, deixando o casal a sós.
Rony fazia menção de desfazer o abraço, para olhá-la, mas Hermione se agarrava mais a ele, o abraçando cada vez mais forte. Optou por esperar que ela acalma-se.
Longos minutos se passaram até que Hermione se acalmou deixando lágrimas silenciosas descerem por sua face.
-Está tudo bem, meu amor. –Rony falou limpando as lágrimas em seu rosto.
Hermione sentia-se fraca, cansada. Sua cabeça latejava.
-Quero ir para casa. –falou com a voz baixa e os olhos fechados.
Rony, prontamente, levantou-se e pegou-a no colo descendo até a sala onde todos estavam reunidos a espera do casal.
-Vou levá-la para casa. –Rony anunciou.
-Se precisar de alguma coisa, meu filho, não exite em chamar. –falou Arthur.
Rony apenas deu um aceno de cabeça e se foi para o jardim, aparatando diretamente no quarto em sua casa.
-Foi horrível! –falou Gina choramingando no peito de Harry. –Foi essa cena que o Rony viu quando Hermione passou mal. Imaginem o quão perturbador deve ser ver isso tudo novamente. –sua voz embolou com um soluço.
-Gina, se acalme. Por favor. –Harry pediu preocupado, com ambas as mulheres grávidas.
-Harry querido, acho melhor levá-la para casa. Ela precisa descansar. –aconselhou Molly.
-Também acho.
-Deixe James aqui, mais tarde venha buscá-lo.
-Ok. Venha, Gina. Vamos para casa.
Gina apenas confirmou sem dizer nada.
Assim que Rony aparatou no quarto, deitou Hermione na cama e tirou-lhe as roupas, vestindo-a com um pijama largo e fresco.
Hermione tinha o rosto, ainda, molhado pelas lágrimas, seus olhos estavam perdidos no nada e a mão segurava a barriga de modo protetor.
Rony olhava-a tentando ao máximo conter seu desespero. Seu coração estava acelerado e a imagem de minutos atrás não lhe saia da mente, fato que o estava torturando.
-Mione? Meu amor? –chamou baixinho.
Hermione direcionou seu olhar ao de Rony.
-Eu não quero perder novamente. –falou sem conter o choro forte.
-Nós não vamos perdê-la, Hermione. –Rony falou sem conter o desespero e se entregou ao choro. Puxou Hermione para seu peito e a abraçou com força. –Tudo está correndo muito bem. Não tem o que temer. Ela vai vir para nós.
Hermione não disse nada. Deixou-se chorar nos braços de Rony até adormecer.
No dia seguinte, Hermione estava abatida. Não quis comer e muito menos levantar para trabalhar.
-Você precisa comer. –Rony insistiu.
-Não quero. Estou sem fome. –respondeu sem olhá-lo.
-Por favor.
Hermione, vendo o olhar suplicante de Rony, resolveu ceder, mas assim que acabou de comer uma torrada, não aguentou e botou para fora.
Rony correu até o seu lado e segurou seus cabelos. Estava desesperado com o estado de Hermione.
-Mione, o que você tem? –perguntou analisando seu rosto pálido, sem vida.
-Nada. –respondeu sonolenta.
-Por Merlin, Hermione!
-Quero dormir, Rony. –falou sem ouvir as palavras do ruivo e se entregou ao sono.
Rony cobriu-a e ficou a mirá-la. Seu peito estava apertado, não sabia o que fazer.
Tayla apareceu para limpar o quarto e cuidar de Hermione enquanto Rony trabalhava.
Rony chegou ao Ministério atormentado, estava alheio a tudo. Sua cabeça estava apenas em Hermione, nada mais.
Harry conversou com o amigo, tentando animá-lo, dizendo que logo Hermione ficaria bem. E aconselhou que ele ligasse para Dr. Aristides.
Rony não pensou duas vezes e o fez assim que chegou em casa.
Aristides, vendo que o caso não poderia esperar, marcou a consulta para aquela tarde mesmo.
-Hermione, vamos. Temos uma consulta. –Rony falou alisando seu rosto.
-Não quero ir. Não quero ficar internada. –falou chorando.
-Calma, meu amor. Você não vai ficar internada. É só uma consulta. Você precisa esquecer aquela imagem.
Rony ajudou-a a levantar e vestiu-a. Hermione estava fraca, a barriga pesada e não comera o dia todo.
- Você não pode ficar assim!–falou olhando em seus olhos.
-Me ajuda, Rony. Me ajuda. –falou se abraçando a ele.
Rony a pegou no colo e desceu em direção ao carro, para levá-la o mais rápido possível ao consultório do .
Aristides os atendeu prontamente, e logo Rony lhe explicou todo o ocorrido.
Aristides examinou Hermione, e garantiu a ela que tudo estava bem.
-Hermione, sua gravidez está correndo muito bem. Você não pode ficar assim. –falava preocupado. –Você está fraca, pálida... Está no caminho para uma anemia. Tem que se cuidar. Seguir a dieta que prescrevi para você.
-Eu sou fraca. Não nasci para ter filhos.
-Isso não é verdade. Você está com medo. Traumatizada. Precisa esquecer a cena que viu. Entenda, não foi sua culpa. Faça dessa gravidez uma alegria, e não um martírio. Reaja.
Hermione, que ainda continuava deitada na maca, virou a face deixando as lágrimas rolarem.
-Rony... –Aristides chamou baixo e suspirou. –Se Hermione continuar assim, terei que indicá-la a um psicólogo. Esse desanimo, pode levá-la a uma depressão profunda, o que é grave, e além disso, prejudica a saúde do bebê e dela própria. É perigoso até ela ter uma depressão pós-parto, Rony, e rejeitar o filho que está esperando.
-Eu não sei mais o que fazer. Não sei. –falou tenso passando as mãos pelos cabelos. –Estou desesperado!
-Calma, rapaz. Eu sei que é muito difícil depois do que aconteceu. Mas, insista, faça-a comer, faça-a reagir. Só você pode isso, Rony.
Rony confirmou.
-Mas eu lhe peço: se ela não melhorar, venha até mim. Precisamos fazer com que essa gravidez chegue ao fim, e com resultado positivo.
Hermione estava pensativa e calada quando chegou em casa. Sentou-se na cama e ficou a olhar para as próprias mãos.
Rony sentou-se a sua frente, sem parar de olhá-la.
-Desculpe. –Hermione falou de repente.
-Pelo o que? –Rony falou chegando mais perto erguendo seu rosto para olhá-lo.
-Por ser fraca, pessimista...
-Não continue. Você não é nada disso, e sabe.
-Sei?
-Sabe! –falou firme.
-Não queria te preocupar.
-Pois então, não preocupe. Coma, saia dessa cama, sorria para mim. Não quero ver você doente, Hermione. Preciso desesperadamente que você seja firme e confiante. Você pode fazer isso? Pode fazer isso por mim, por você... e por Rose?
Hermione confirmou com um sorriso fraco e o rosto marcado por lágrimas grossas.
-Te amo...te amo... –falou se jogando em seus braços.
-Eu também, morena. –beijou-a sem pressa. –Estamos na reta final. Daqui a alguns meses, Rose nasce. E dessa vez tudo vai ser diferente. Você acredita nisso? –pegou seu rosto com as duas mãos.
Hermione confirmou com um acendo da cabeça mordendo o lábio inferior.
-É disso que eu preciso. –abraçou-a novamente.
A partir daquele dia, Hermione fez de tudo para tirar as imagens que sempre a fazia sofrer da cabeça e entregou-se ao que o destino estava lhe propondo: uma gravidez saudável que tinha tudo para dar num bom resultado.
Rony sabia que ela conseguiria. Era uma questão de segurança e de tempo. Quando ela tivesse Rose em seus braços, novamente, só que dessa vez viva, todo o sofrimento iria se tornar um passado muito distante, o qual, raramente iria ser tocado.
Certo dia, não fez dez minutos que Rony havia acabado de colocar o pé dentro de casa e a campainha tocou, atrapalhando seus planos de tomar um belo e relaxante banho de banheira.
Abriu a porta e viu uma Ellie muito sorridente.
Ela é uma boa pessoa, pensava Rony, porém, carente. Não era se gabando que ele fez essa observação, mas, por mais incrível que parecesse, ele conseguia identificar as carências específicas presentes nas mulheres. Carência de um abraço, de um beijo, de apenas sentar e conversar, e claro, de fazer amor.
Mas, Ellie, ali a sua frente, demonstrava outro tipo de carência, uma carência que ele nunca detectara em Hermione, para o seu alivio: carência de um companheiro, de um homem, um amigo. Alguém que realmente a fizesse sentir mulher.
Rony não é um "expert" em mulheres. Ele apenas observava Hermione. E a partir dessas observações, ele tira suas conclusões sem ela nem ao menos saber que ele tem tal percepção.
Estavam num papo até agradável, mas a mente de Rony focava em Hermione. Imaginou a cara que ela faria ao vê-lo ali, conversando com a vizinha, que ele sabia, denotava certo interesse sobre ele, com olhares furtivos. Com esses pensamentos, disfarçou o riso, ao imaginar a cara de Hermione.
E para sua surpresa, e aliviou também, pois estava com saudades, lá estava ela saindo do carro com uma cara que ele identificou como cansada. Quando ela o viu, suas sobrancelhas se juntaram, franzindo a testa, e Rony sorriu para ela.
Caminhava normalmente até os dois e logo Rony se adiantou e a abraçou, beijando-a de leve nos lábios, sobre os olhares de Ellie.
-Tudo bem? –Rony perguntou.
-Tudo. –falou normalmente.
-Olá, Hermione. –cumprimentou Ellie, sem graça.
-Olá. Como vai? –estendeu-lhe a mão.
-Bem, e você?
-Ótima. –sorriu.
Ellie não podia evitar. Rony é uma boa pessoa, e além de boa, é atraente, hipnotizante. SabiA que ele é casado, mas a vontade de estar ao menos ao seu lado é maior que a razão. Daria tudo para ter um homem daquele ao seu lado!
Hermione estava realmente cansada. A barriga de exatamente sete meses, pesava. Queria apenas tomar um banho e deitar sobre o peito de Rony sentindo suas mãos acariciar seus cabelos.
Olhava para a vizinha, com relutância. Ela não lhe parecia má pessoa. Mas, o interesse em Rony era palpável. Hermione deduziu que isso era devido à carência que enxergava em seus olhos. Mas, apesar dessa carência, Rony não estava disponível, e ela gostaria que Ellie estivesse ciente disso.
-Com quantos meses está? – Ellie perguntou tentando manter-se cordial.
-Hoje completa sete. –falou alisando a barriga.
-Parabéns.
-Obrigada. Você não tem filhos?
-Não. Divorciei-me antes que isso fosse possível.
-Ah, sim. –Hermione teve a confirmação de sua teoria. Imaginou se Rony a tivesse conhecido na época em que estavam brigados. Será que hoje, estariam juntos? Pergunta tola!
-Se me derem licença, eu vou entrar. Estou realmente cansada. –falou sentindo sua cabeça doer. Despediu-se de Ellie e caminhou até a porta.
-Se não se importa, eu vou com ela, Ellie. –Rony falou.
-Ohhh, sim, claro! –falou desejando que ele ficasse.
-Nos vemos depois. –saiu andando.
Entrou na sala e viu Hermione sentada no sofá, cabeça recostada e de olhos fechado.
-Não vai mais conversar com a sua nova amiga? –Hermione perguntou.
-Ela não é minha amiga, apenas uma conhecida. –falou disfarçando o sorriso.
-Não é o que parece. Agora está virando rotina ela vir aqui conversar com você.
-Ela quer apenas conversar, é carente.
Hermione abriu os olhos, surpresa, e levantou a cabeça para olhá-lo, o que a fez latejar mais.
-Como você diz que ela é carente com tanta convicção? –perguntou curiosa, com uma sobrancelha elevada.
-Eu vejo. –falou se aproximando.
-Vê?
-Sim.
-E qual a carência dela, senhor especialista? –perguntou debochada.
-Uma que nunca vai lhe faltar: carência de um homem que seja seu amigo até seu amante. –falou sentando-se ao seu lado.
Hermione o olhou surpresa, porém, admirada.
-Anda observando as carências das mulheres? Espero que não queira resolver o problema da Ellie. –falou incomodada.
-Eu não ando observando. Eu apenas nunca vi isso em você. E não se preocupe, eu não pretendo resolver o problema dela. –falou rindo.
Hermione voltou a recostar-se no sofá e cruzou os braços.
-Mione, não faz essa cara!
-Eu não estou com ciúmes! –falou sem raciocinar.
Rony a olhou e riu. Hermione não aguentou e riu também.
-Sei que é só conversa. –falou mais relaxada. –Mas você não pode negar os olhares dela sobre você.
-Verdade, eu não nego. Por isso que digo que ela é carente, ela só precisa de alguém.
-E esse alguém não é você! –falou com firmeza.
-Não, não sou eu! –riu e acariciou seu rosto.
Hermione riu e beijou sua mão.
-Sabe o que eu vejo que você quer nesse momento?
-O que? –perguntou sorrindo.
-Um banho gostoso, depois deitar só com aquele seu top e um calça larga. Ai...-aproximou-se e beijou sua bochecha. -... eu vou te puxar para o meu peito e acariciar seus cabelos até você pegar no sono.
Hermione se viu sem falas. Desde quando Rony tinha essas percepções?
-Confesso que estou surpresa. Desde quando utiliza dessas artimanhas?
-Não são artimanhas. São apenas coisas que eu sei que você gosta que eu observei ao longo do nosso tempo juntos. E não as falo, apenas faço.
-Esse meu marido está muito convencido! –falou rindo e o beijando de surpresa.
Rony aprofundou o beijo, alisando suas costas.
-Estou carente de fazer amor com você com loucura, como na noite de Réveillon. – Hermione sussurrou em seu ouvido.
-Disso eu já sabia! Mas prefiro não entrar em detalhes, Mione. –riu.
-O que você acha de jantar, tomar um banho e ter aquele cafuné que falei? –Rony perguntou baixinho em seu ouvido.
-É o que eu mais quero! –falou sorridente.
-Eu sabia! –falou vitorioso.
-Como você é chato, Rony!
Rony riu acompanho de Hermione e ajudou-a a se levantar.
Logo, Rony e Hermione estavam em seu quarto, deitados. Hermione com a cabeça apoiada no peito nu de Rony, que lhe alisava os cabelos, sentindo sua respiração regular.
Hermione vestia apenas um top e uma calça de moletom, e acariciava a barriga saliente, a mostra, com carinho. Estava sonolenta e seus olhos quase se fechando. Acabou não resistindo e se entregou ao sono.
Rony percebeu tal fato, e desligou a TV.
Depositou um beijo no topo de sua cabeça e sorriu feliz por tê-la ao seu lado.
N/A: Olá!!!!! Quero agradecer a todos que lêem minha fic!!! Um grande abraço para todos!!! Sei que estou demorando um pouco mais ultimamente, mas a fic continua firme e forte... E aqui mais um capítulo para vocês!!! Besosss
