NOVA ROTINA, NOVA VIDA

Como Rony e Hermione já tinham conhecimento, a noite não fora nada calma. Rose acordava de tempo em tempo desejando ser alimentada. Mas apesar do cansaço e do sono que os dominava, ambos levavam tudo no riso e no divertimento. Depois de toda a dor e sofrimento, tudo se transformou em rosas.

Apesar desse estado de graça de Rony em cuidar da filha, o cansaço e o desgaste, que ainda sentia pela viagem, e as várias emoções do dia anterior, o fazia desejar intensamente uma longa noite de sono. Seus olhos se fechavam sem nem mesmo perceber.

Às cinco da manhã, Rony não aguentando mais os cochilos picados, acabou adormecendo.

Hermione olhou para o lado e riu. Rose já arrotara e estava quase pegando no sono.

Apesar do seu estado incomodo e dolorido pós-parto, Hermione não poderia estar mais feliz. Tudo o que sonhava era ter sua filha em seus braços, e ali estava ela. As dores e incômodos, noites sem dormir, não eram nada diante a sua felicidade de ter sua família completa.

Hermione deitou Rose no berço e aproveitou para dar um cochilo até que a pequena despertasse novamente.

Rony sentia seu corpo relaxado e descansado, o que não sentia há um mês. Como era bom estar em casa! –pensou enquanto rolava na cama.

Apalpou o lado da cama e Hermione não estava. Suspirou e espreguiçou-se. Levantou parte do corpo e sorriu. Porém, quando olhou para o relógio, que denunciava três horas da tarde, Rony arregalou os olhos e levantou correndo.

-MIONE! –gritou descendo as escadas.

-Rony, o que foi? –perguntou Hermione aparecendo na sala com ar de preocupação, com Rose nos braços.

-Mione! Estou super atrasado! Dormi muito! –falava afobado.

Mas, assim que viu Rose, sorriu e beijou a testa da filha.

-Como ela está?

-Ótima!

Rony acordou de sua admiração e subiu as escadas de volta ao quarto.

-Rony! –Hermione chamou.

Rony parou e se virou para ela.

-Esqueceu que eles deram o dia de folga para os que foram na viagem?

Rony suspirou aliviado.

-Ufa! Tinha me esquecido! Ainda bem. –desceu as escadas novamente e recebeu Rose dos braços de Hermione.

-Bom, será que agora você pode me dar um beijo de bom dia, seu afobado?-perguntou rindo.

Rony sorriu e a beijou.

-Como você está?

-Na mesma. Mas não se preocupe.

-Então senta. Tem que ficar de repouso, você escutou o médico, Mione! –falou sério enquanto Hermione bufava e revirava os olhos.

No final de semana, os familiares foram visitar os novos papais e paparicar a nova garotinha.

Paul e Maree babavam na primeira netinha, com alegria. Harry e Gina também ficavam maravilhados com a afilhada, despertando no casal a vontade de ter uma menina. Molly e Arthur, como sempre demonstravam emoção com mais uma integrante na grande família. Os gêmeos com suas piadas, que não podem faltar, curtiam com a cara do irmão mais novo, mas estavam felizes pelo casal. Alana, que não largava mais daquela família maravilhosa, também foi visitar sua sobrinha, de acordo com ela.

-Sobrinha? –Rony perguntou com uma sobrancelha erguida.

-É claro ruivo! Todos vocês me amam! Eu já sou da família! –declarou com a pequena Rose nos braços fazendo todos rirem.

-E porque Lilá não veio? –perguntou Hermione.

-Ah, sabe como é! Ela se sente acanhada diante de vocês.

-Entendo... –Hermione compreendeu.

-Não se preocupe. Com o tempo ela se acostuma! –sorriu.

Rose crescia forte e ficava cada vez mais linda. Seus cabelos ruivos se destacavam em sua pele alva. Os olhos ainda claros a deixava mais parecida com Rony.

-Ela é a sua cara. Definitivamente, Rony! –Harry comentou certo dia com o amigo.

-Eu sei! Ela é linda! –falou se gabando.

Quinze dias após o nascimento de Rose, Rony e Hermione já haviam se acostumado com a rotina das madrugadas com a pequena. Rony às vezes sentia o sono bater, mas aguentava. Partilhava com Hermione as noites e nos finais de semana dormia todo o sono atrasado.

-Harry, como você consegue? –perguntou quando chegou ao Ministério, certo dia.

-O que?

-Você tem dois filhos! Um de três anos e outro de dois meses! Eu com uma já estou morto! –riu.

-Que nada, Rony! Você se acostuma! –riu com o amigo.

Rony fazia questão de trocar as fraldas de Rose, ou pelo menos tentava. Hermione o supervisionava, dando dicas e ensinando-lhe.

-Rony, não é possível que você ainda não aprendeu! –Hermione falava aos risos.

Foi quando Rony se viu sozinho com Rose, enquanto Hermione tomava banho, que ele conseguiu trocar uma fralda perfeitamente.

-Mione! Mione! –saiu andando com Rose nos braços ao alcance de Hermione.

-Rony, que mania de ficar me gritando! –falou terminando de vestir a blusa.

-Olha! –falou mostrando Rose, com um sorrisão nos lábios.

-Parabéns, Rony! –Hermione falou rindo disfarçadamente.

-Pode rir. –falou emburrado. –Pelo menos eu consegui.

-Ah, meu ruivo! –Hermione brincou e o beijou.

À medida que os dias passavam, Rony começava a sentir falta de algo. Algo que no começo foi ofuscado pelo nascimento da filha, pela nova rotina, e que vinha à tona nesse momento: as noites de amor com Hermione. A abstinência era algo que ele achava que poderia ter dificuldades, mas agora, sentindo realmente na pele, via que a situação era bem pior. Seus desejos estavam à flor da pele, fazendo com que o mínimo contato com Hermione o fizesse viajar em imagens perturbadoras

Mas o que ele não sabia, até então, é que Hermione também partilhava essa mesma saudade.

Era noite de sexta-feira, Rony e Hermione se preparavam para dormir. Rose já estava em seu berço adormecida, e Hermione vestia sua camisola.

Rony, já deitado, engoliu em seco e virou o rosto para o lado. Controle-se, Rony. –pensava ele.

-Que foi? –Hermione perguntou vendo-o sem jeito.

-Nada. –despistou. Não queria que Hermione achasse que ele fosse um tarado. Ainda havia vários dias para que completasse seu resguardo e ele tinha certeza que seria uma tortura dali para frente. Mas não podia demonstrar esse respeito para com ela, respeito ao seu corpo que precisava desse tempo.

Hermione deitou ao seu lado e o beijou sem se preocupar com a intensidade do mesmo.

Rony acabou se empolgando no beijo esmagando seus lábios ao de Hermione. Suas mãos acariciavam sua nuca puxando os fios com certa força. Acabou por separar-se dela ofegante.

-Mione... –sussurrou juntando sua testa a dela. –Não me beija assim.

-Eu também estou com saudade, Rony. –Hermione sussurrou rente aos seus lábios.

Rony tremeu com suas palavras. Pensava que era apenas ele com desejo acumulado.

-Esses dias que não passam! –Rony falou beijando-a no pescoço, ombro e rosto.

Hermione suspirou baixinho, como se fosse um gemido e Rony se afastou.

-Eu vou ali e já volto. –falou engolindo seco. –Antes que eu não consiga mais me controlar.

Rony se levantou correndo da cama, deixando uma Hermione saudosa na cama.

Ela logo pegou no sono. Apesar de estar de licença, as noites acordada eram cansativas e o sono era inevitável.

Quando Rony retornou ao quarto, Hermione já dormia. E de certo modo ele agradeceu. Beijou a testa da esposa e também adormeceu.

Logo o choro de Rose foi ouvido. Hermione despertou sonolenta, sem se aguentar ao menos sentada. Fez menção de se levantar, mas Rony a parou.

-Deixe que eu a pego.

Rony pegou-a e ascendeu a luz do abajur. Hermione se ajeitou na cama, muito sonolenta. Desceu a alça da camisola recebendo Rose. Rony a abraçou pelo ombro, sentindo que ela não conseguia segurar o peso do próprio corpo e o de Rose.

-Parece que tem alguém dormindo acordada. –Rony brincou fazendo Hermione sorrir.

Ficaram nessa posição até que Rose estivesse satisfeita.

-Volte a dormir. Você está cansada. –Rony falou pegando Rose, e ajudando Hermione a se deitar.

Rony se levantou e começou a dar tapinhas nas costas de Rose. Mas isso não foi o suficiente, Rose começou a chorar e não parava. Para não acordar Hermione, Rony desceu para a sala, para tentar acalmar a filha.

Deixou as luzes baixas e ficou a ninar a filha nos braços.

-O que foi pequena? –falava enxugando o rostinho vermelho da filha. –Está na hora de dormir, meu amor. Papai vai cantar para você. –falou tentando manter-se no controle.

Rony começou a cantarolar uma música de ninar, que sues pais costumavam cantar para ele. Rose demorou para se acalmar, mas com o tempo seu choro foi diminuindo, aliviando o desespero de Rony.

Quando se virou, lá estava Hermione encostada na escada olhando-os.

-Achei que estava dormindo. –sussurrou vendo Rose mais calma.

-Não consigo evitar vir até ela quando chora.

Os dois sorriram e Hermione se aproximou.

-Que música era?

-Meus pais costumavam cantar para mim.

-Foi lindo. –Hermione falou sorrindo, referente à cena.

-Eu já estava começando a me desesperar. –riu baixo.

-Você é ótimo, Rony.

Ele sorriu feliz.

-Nós somos ótimos!

Rose começou a choramingar e Rony voltou a cantar a canção de ninar. Hermione o abraçou pela cintura, escutando também a linda canção.

A nova vida que Rony e Hermione tanto sonhavam não poderia estar melhor. O brilho em seus olhos denunciava essa alegria e a realização de um novo começo, de um sonho. Mesmo com toda essa paixão pela vida, Rony e Hermione não poderiam deixar de serem eles mesmos, com o tempo. As famosas brigas e implicâncias sem razões eram tidas bem ao estilo dos dois. E ao invés dos beijos para acalmar os ânimos, o papel agora era de Rose. Bastava a pequena ruiva se manifestar que ambos se entendiam prontamente.

Aquela era uma nova fase para ambos. Uma nova forma de amadurecer e criar responsabilidades. Uma nova rotina crescia naquela família, mas sem deixar para trás quem eles eram de verdade.

Rony, para o seu próprio bem, resolveu deixar bem escondido em sua mente o desejo que aflorava absurdamente. Toda vez que se pegava pensando em algo excitante deixava sua atenção vagar para Rose e só assim esquecia. E certa distancia de Hermione era necessária.

Hermione se controlava internamente para ofuscar todas aquelas sensações saudosas. O que ela daria para poder se entregar a Rony! Tudo era uma questão de tempo, pensava racionalmente.

As festas de fim de ano chegaram mais animadas que nunca. Depois de terem passado as mesmas do ano anterior, separados, agora passavam juntos e melhor ainda, com Rose. Hermione acabou se emocionando deixando lágrimas de felicidade rolar por sua face no seu primeiro natal como mãe.

Os fogos estouravam no alto céu, iluminando Rony, Hermione e Rose nos braços da mãe, denunciando um novo ano.

-Mais um ano. –Hermione falou.

-Uma nova vida. –Rony completou.

Ambos se olharam e se beijaram. Não havia palavras para definir. Estavam juntos, felizes. Era tudo o que queriam.

Para grande alívio de Hermione, o ano não poderia começar melhor. Enfim, o resguardo terminara e percebia o quanto Rony se mantinha aéreo nesse fato. Sua consulta de rotina com Dr. Aristides já estava marcada e Rony como sempre fez questão de levá-la.

Hermione estava na casa dos pais esperando Rony para levá-la a consulta. Maree tentava convencer a filha de que o melhor a fazer para que tivessem uma noite apenas para os dois, era deixar Rose em seus cuidados.

-Minha filha, deixe Rose aqui em casa e vá aproveitar a noite. Vocês dois merecem. –falava Marre enquanto ninava a neta.

-Mas... Eu não quero deixá-la. Vou me sentir péssima com isso. –Hermione falava com o coração partido.

-Hermione... Hermione... A maioria dos casais faz isso quando os filhos nascem. Não se sinta assim. Eu mesma deixei você com sua avó. –riu.

-Mamãe! Você me largou desse jeito? –brincou. As duas riram.

-Eu sei que é difícil. Quando um filho nasce parece que é só ele que existe no mundo. Toda a nossa atenção é para ele. Mas você e Rony precisam de um dia apenas de vocês. Isso é necessário. Quando voltar irá se sentir renovada, menos cansada.

-Mamãe! –exclamou envergonhada.

-Deve estar sendo difícil para o Rony, também. Pense. Homens sempre têm mais necessidade. –Maree continuou a dizer sem dar atenção à exclamação de Hermione. –Mas não se sinta obrigada a fazer o que não sente vontade. Após um parto a mulher tem que se sentir bem, sentir que seu corpo está preparado para dar continuidade à vida sexual.

-Assim eu fico com vergonha.

-Deixe de bobagens, Hermione. Sou sua mãe!

-Eu sei!

-Bom, e pelo que eu pude perceber, você está no mínimo desesperada para essa noite.

-É, estou! Acho que Rony tem sorte de eu não querer ficar sem sexo durante um ano! –Hermione falou gargalhando arrancando risadas da mãe.

-Então está resolvido. Eu e seu pai ficamos com Rose. Você e Rony irão se divertir, se curtir. E não discuta com sua mãe! –riu. –Agora vamos descer antes que seu pai tenha um treco lá embaixo.

Hermione conversou bastante tempo com os pais, almoçaram juntos e logo depois Rony chegou para acompanhar Hermione até o consultório.

-Já almoçou, Rony? –Marre perguntou.

-Já sim, sogrinha. Muito obrigada. –falou o apelido carinhoso da sogra.

-Eu não poderia ter um genro melhor que esse! –exclamou Maree abraçando o ruivo, que tinha um sorriso de triunfo nos lábios para Hermione.

Hermione e Paull se abraçaram e reviraram os olhos.

-Mamãe, qualquer coisa, mas qualquer coisa a senhora irá me avisar? –Hermione perguntou aos cochichos à mãe.

-Não vai acontecer nada, Hermione! Fique tranquila!

-A senhora vai cuidar direitinho dela?

-Olha com quem está falando, menina! –riu.

-Ok. Ok.

-Rose não vai com a gente? –Rony perguntou da porta.

-Não, não. –Hermione engasgou. –Mamãe quer ficar com a neta. Sabe como é.

-Isso se essa mãe coruja, que é sua esposa Rony, não roubar a menina das minhas mãos e correr.

-Não se preocupe, sogrinha. Vou me assegurar de que isso não ocorra!

-Complô! Aff! –Hermione falou emburrada.

Rony e Hermione se despediram de Maree e Paul deixando Rose por último, o que custou alguns minutos.

Rony dirigia o carro em silêncio vendo a expressão pensativa de Hermione.

-O que foi?

-Nada. –falou olhando o cenário da cidade passando.

-Diz pra mim.

Hermione suspirou.

-É estranho deixar Rose. Sei lá.

-Ela está bem. Está com sua mãe.

-Eu sei. Mas é como se eu estivesse largando minha filha.

-Gina me disse que isso é normal. Bom... –limpou a garganta. –Quando ela...hmmm..saiu dos dois resguardos...Ahh, você sabe! Pois então, ela deixou James e Alvo com mamãe. E sentiu a mesma coisa. Mas é questão de costume.

-É, eu sei. –Hermione falou tentando segurar o riso. Como ele podia falar no assunto e não ter noção do tempo que havia passado?

-Se quiser podemos buscá-la.

-NÃO! –Hermione quase gritou. –Não, está tudo bem.

-Ok. Sabe, sua mãe me adora!

-Não vai se gabando, não! Faça algo errado que meu pai ainda dá conta de te dar uma surra.

-Seu pai também me adora, Mione! Ele não faria isso! –deu uma piscadela.

-Aff. –bufou. –Quer roubar meus pais agora! Dois bajuladores, aqueles dois!

-Se eu pudesse viria buscá-la. –Rony comentou assim que estacionou o carro em frente ao edifício.

-Não se preocupe.

-Vou deixar o carro com você.

-E você?

-Vou a qualquer beco e aparato. Não tem perigo. Vai ficar bem?

-Vou. Quando estiver indo embora passa na casa dos meus pais. Estarei esperando lá.

-Ok. Te amo, morena. –beijou-a com carinho.

-Eu também!

Rony deu-lhe um último beijo e se foi.

A consulta foi tranquila. Tudo estava bem com seu corpo e poderia voltar com suas rotinas, apesar de ainda estar de licença maternidade. Mas, o que Hermione mais queria seria naquela noite. Não teria mais como esperar.

Assim que Rony chegou para buscá-la, Hermione nem o deixou entrar e o foi o encaminhando para o carro.

-Você esqueceu Rose. –falou confuso.

-Não ia esquecer minha filha, Rony! Meus pais irão ficar com ela. Agora vamos.

-E para onde a senhora quer que eu dirija? –perguntou sarcástico.

-Para aquele campo onde tivemos a nossa primeira noite.

-Mione, está frio!

-Rony! –repreendeu. –Vamos! –falou ansiosa.

-Ok.

Assim que chegara aos redores do campo, Rony estacionou o carro e aparatou junto de Hermione no mesmo lugar em que acamparam naquela noite tão especial.

Hermione, sempre ágil, montou a barraca onde com um único movimento da varinha onde a única parte transparente era o teto mostrando o céu com os pequenos flocos de neve caindo.

-Não vamos sentir mais frio! –falou o abraçando.

-Então acho melhor entramos logo.

Rony puxou Hermione, avistando quase o mesmo quarto daquela primeira noite. A diferença era que agora havia apenas a cama forrada com lençóis vermelhos.

Hermione tirou as botas e o sobretudo enquanto Rony se aconchegava na cama.

-Porque viemos para cá?

Hermione sorriu angelicalmente.

-Você é tão desligado às vezes. Mas agora quero que esteja ligado. Muito, muito ligado.

-Que?

Hermione soltou seu sorriso mais lindo fazendo Rony retribuir, e postou suas mãos para debaixo da própria saia.

-Acabou a tortura, Rony. –falou tirando sua calcinha e jogando para Rony que a pegou. –Agora eu quero você!

Rony tentou raciocinar por um segundo, mas não teve tempo. Os lábios famintos de Hermione o abordaram de forma intensa. Hermione o beijava com loucura levando-o imediatamente ao estágio da excitação.

-Como eu pude esquecer? –Rony perguntou ofegante beijando a área do pescoço de Hermione.

-Como eu disse, você às vezes é muito desligado. –falou de olhos fechados e suspirando.

-Ahh, Merlin! Obrigado, obrigado! –agradeceu e atacou os lábios de Hermione novamente.

Rony desabotoou a própria camisa com rapidez. Sentia seu corpo queimar de desejo. A insanidade tomara conta de sua mente, sendo refletido em seu desespero em tê-la. Porém, após uma conversa com Aristides, lembrou-se das diferenças que o ato, agora, poderia significar para Hermione. Talvez ela sentisse dor, talvez ela não gostasse. Ele não gostaria que isso acontecesse. Por mais desejoso, por uma noite de amor bem intensa, Rony não poderia fazer nada que fosse machucar Hermione. Então, seguindo os conselhos de Aristides, deixou que Hermione o levasse, deixou que ela tomasse as rédeas da situação. O que certamente Rony adorava.

Hermione se via em ponto de bala. Agora, em plena ação, não entendia como pudera ficar tanto tempo sem Rony. Ficou a pensar no desconforto que poderia ser voltar com as relações sexuais. Mas, naquele momento ela pensava que nada poderia ser ruim. Seu corpo tremia só de pensar em Rony dentro de si. E não era um tremor de medo! Seu corpo ardia de saudade, era como se uma chama de fogo estivesse instalada, mas ao invés de diminuir, ela aumentava. Rony era as tochas de madeira que fazia aquele fogo virar um fogaréu de desejo.

Hermione sentara-se de frente a Rony em seu colo. Beijava-o com tanta loucura, que os lábios de ambos se encontravam vermelhos e inchados. Beijava e arranhava toda a área do peito de Rony sem se preocupar com as marcas que ficavam.

Rony por sua vez não mantinha suas mãos paradas. Passeava com as mesmas pela extensão das costas de Hermione, descia para a cintura apertando com força, parte das nádegas de Hermione também receberam caricias. Quando Rony tocou suas coxas, Hermione tremeu e gemeu em seus lábios. Logo sentiu os dedos de Rony alisar sua virilha e logo seu sexo carente. Hermione arfou e parou o beijo, fechando os olhos.

-Estou te machucando? –Rony perguntou diminuindo o ritmo.

-Não, não. –Hermione respondeu zonza. –Continua. –sussurrou. –Mais forte, Rony. –falou baixinho em seu ouvido. Estava surpreendida com tamanho prazer em sentir aquela simples caricia. Queria mais.

Rony atendeu ao seu pedido e aumentou o ritmo de seus dedos. Hermione arfava como ele nunca vira antes. Seu sexo latejou e doeu vendo tal cena. Será que aguentaria?

Num movimento rápido, Rony tirou-lhe a blusa juntamente com o sutien e deitou-a na cama. Suas mãos alisavam com carinho seus seios volumosos. Tirou sua saia com pressa, arrebentando o fecho e levou Hermione ao céu quando a fez sentir seus lábios quentes e famintos em seu sexo.

Hermione soltou um gritinho de prazer, agarrou-se ao lençol da cama e sentia as pontadas em seu baixo ventre aumentar inacreditavelmente. Como isso poderia ser ruim? –se perguntava. Estava melhor do que nunca!

Hermione teve um orgasmo tão arrebatador, que por segundos não sabia quem era, ou onde estava. Estava tão ofegante que Rony se assustou.

-Mione, você está bem?

Em resposta, Hermione o beijou, igualmente, acesa. Tirou o cinto da calça de Rony, desceu-a juntamente com a boxer e sentiu o seu objeto de desejo. Viu o ar de desespero de Rony. Sentiu a tensão que passava em sua face de acordo com os movimentos que fazia com suas mãos. Resolveu não torturá-lo. Passou as pernas uma de cada lado do corpo de Rony e se posicionou.

-Eu te amo, Rony. –sussurrou tão baixo em seu ouvido, que se Rony não estivesse atento, não teria escutado.

-Eu também, Mione. Te amo, te amo muito. –falou ofegante, dando suporte a Hermione segurando sua cintura. Deixou que ela controlasse o ritmo.

Hermione foi se encaixando a ele com lentidão. Sentiu um incomodo no começo, mas logo passou. Começou a se mover lentamente, levando Rony a loucura. De repente uma onde de prazer a tomou com tanta intensidade, que se agarrou mais a Rony cravando suas unhas em suas costas e mordeu seu ombro. Queria que ele a tomasse por completo.

-Vem, Rony. –sussurrou.

-Tem certeza, Mione? –perguntou entendendo o que ela queria. –Acho que não consigo me segurar, e talvez eu te machuque.

-Não vai machucar. Eu quero, eu preciso...vem...

Rony não esperou Hermione pedir mais. Seu desejo ofuscava qualquer pensamento naquele momento. Num movimento rápido Rony a virou, deitando-a na cama ficando por cima da morena. Fez um movimento leve, e outro, e mais outro. Hermione continuava arfando. Foi quando não aguentou mais e a penetrou com força. Hermione gemeu alto e o beijou. Tivera seu primeiro orgasmo.

A partir dali, Rony deixou seu corpo falar por si. Fazia movimentos fortes, viris, levando Hermione novamente ao êxtase e logo depois ele.

Estavam ofegantes, suados e cansados. Rony jogou-se na cama e puxou Hermione para seu peito.

-Eu queria de novo, mas estou cansada. –Hermione falou rindo baixo.

Rony alisava seus cabelos e sorriu.

-Te machuquei? –perguntou preocupado.

-Claro que não.-falou tranquila.

-Fiquei com medo. Sabe com é... Essas coisas todas que eles dizem que quando a mulher tem filhos pode ficar desinteressada, pode sentir dor...

-Te garanto que foi completamente ao contrário. Foi tão prazeroso. Achei que ia desmaiar de tão intenso. Achei que não fosse aguentar.

-Sério? –Rony perguntou surpreendido. Hermione confirmou.

-Realmente você estava tão ofegante, que achei que estava com dor.

Hermione sorriu envergonhada.

-Você estava uma gata selvagem, Mione. Amei isso. –Rony falou beijando o topo de sua cabeça.

-Pare com isso, Rony! –falou escondendo a face. –Eu estava com saudade. Muita saudade.

-Eu também. Achei que ia ficar louco. -riu. –Acho que foi por isso que esqueci. Deixei o assunto bem longe da minha cabeça.

Aos poucos, a conversa entre ambos foi tomando um ritmo mais lento, levando-os à sonolência. E assim, acabaram adormecendo.

Hermione despertou e o dia já amanhecera. Esfregou os olhos e olhou ao redor. A neve não caia mais, e o céu mantinha-se nublado. Pegou o relógio no bolso de seu sobretudo e constatou que eram nove da manhã. Queria muito continuar ali com Rony, mas a saudade de Rose era imensa.

-Rony, hora de ir embora! –chamou, cochichando no ouvido de Rony.

Rony resmungou, mas não acordou.

-Vamos, Rony! Chega de moleza! Sua filha está te esperando!

Rony despertou rapidamente e sorriu.

-Por ela você acorda, não é? –falou Hermione, fingindo ciúme.

-Cíumentinha!

-Bobo! Dela eu não tenho! –abraçou-o.

Logo ambos já estavam de pé. Rony tinha sua camisa aberta e o fecho da calça, também aberto. Hermione ajeitara sua roupa como se nada estivesse acontecido. Estava impecável.

Antes que pudessem entrar no carro, Rony exclamou alto, assustando Hermione:

-Ahh! –o ruivo foi até ela e a beijou, tirando-lhe o fôlego. –Bom dia! –declarou animado e entrou no carro.

Hermione ficou estática e sorriu. Caminhou até o carro, sentindo um arrepio que não era de frio. Entrou no veículo mordendo os lábios. Será que nunca se saciaria totalmente de Rony? Aquilo já estava virando um absurdo! –pensava ela.

Olhou para Rony, ainda mordendo os lábios com força, e viu sua calça aberta, igualmente sua camisa, revelando seu peitoral definido. Suspirou. Ainda tinham um tempinho livre. Riu sozinha. Será que ele queria? Bom, e quando foi que Rony negou fogo? Hermione riu novamente e mais alto, chamando a atenção de Rony.

-O que foi? –perguntou ele com os olhos brilhando.

-Eu estava pensando...

-E...

-Realizaria uma fantasia minha, Rony? –perguntou sem pensar, com sua voz baixa. –Coisa boba. –Hermione falava enquanto se aproximava dele.

Rony pareceu entender o recado de Hermione, e antes que ela pudesse o abordar com um beijo, Rony a envolveu em seus braços saboreando seus lábios de forma faminta.

Hermione já sentindo seu corpo arder de desejo, baixou o banco de Rony e passou as pernas de cada lado de sua cintura, sentando-se em seu colo.

Os gemidos não eram contidos. Os sussurros carinhosos e excitantes eram ditos com suas vozes roucas e baixas.

Hermione que antes tinha sua roupa impecável, agora se via toda amassada, a saia pela metade da coxa e a blusa completamente aberta. Rony a beijava na barriga provocando arrepios na morena. Ela acabou recostando-se no volante acionando a buzina, o que fez ambos rirem.

Rony passou a acariciar seu sexo quente e Hermione fechou os olhos, extasiada. Chamava por Rony sem que percebesse, enquanto ele sorria triunfante.

Estavam com pressa, sem disposição alguma para adiar o ato final.

Hermione desceu a boxer de Rony e logo se fez conectar por ele, daquele jeito: no carro e no banco do motorista.

O suor descia, os gemidos aumentavam. Hermione se via completamente fora de foco. Suas mãos procuravam algum lugar para lhe dar suporte.

Rony, em estado não muito diferente, mantinha suas mãos sempre ocupadas no corpo de Hermione. Seu ápice estava cada vez mais perto. Hermione, parecendo perceber isso, fez um movimento mais enérgico sem ter como Rony segurar.

-Mione... –gemeu alto, agarrando-se a ela.

Logo Hermione também se deixou levar pelo máximo. As respirações eram pesadas. Abraçaram-se, cansados e trêmulos. Rony baixou o banco totalmente, deitando com Hermione em seu peito.

-Será que agora vamos conseguir ir embora? –Rony perguntou depois de um tempo, rindo, enquanto alisava os cabelos de Hermione. Ela sorriu.

-Acho que vamos ter que fazer um esforço.

-Estou com saudade de Rose.

-Eu também. –Hermione falou se levantando.

-Hora de ir? –Rony perguntou fazendo uma careta.

-Sim. –respondeu correspondendo à careta e riu. Rony a beijou e se ajeitaram para encontrar a filha.

Era uma tarde de domingo. Toda a família reunida. Sorrisos, brincadeiras, conversas, tudo que os levava a uma boa aura era visto naquele ambiente.

Arthur e Paul se viam numa conversa entretida, como sempre, Arthur querendo saber as funcionalidades de vários artefatos trouxas. Molly e Maree estavam na cozinha trocando especialidades na culinária. As crianças mais velhas corriam para todos os lados, com seus cabelos ruivos e loiros tão marcantes. Esposos e esposas se beijavam carinhosamente. Barrigas lindas denunciando mais um fruto vindo ao mundo eram alisadas. Harry e Rony seguravam os filhos nos braços, como verdadeiros pais orgulhosos. Seus olhos brilhavam, o sorriso era algo inevitável. Hermione e Gina conversavam entretidas, porém sem conseguir desviar o olhar dos maridos e filhos.

Harry se levantou com Alvo adormecido nos braços e o deitou no berço.

-Acha melhor colocá-lo na cama? –perguntou Gina, se aproximando do marido.

-Aqui é melhor. Qualquer coisa se ele acordar, estamos por perto. –terminou de ajeitar o filho. –Vem, vamos dar um passeio no jardim. –sorriu, sendo retribuído por Gina que pegou sua mão.

Caminhavam a esmo, abraçados.

-Acho que agora tudo vai caminhar bem. –Harry falou de repente.

-Com certeza. –suspirou. –Eu estou muito feliz por Rony e Hermione. É incrível como é o destino!

-E por nós? Não está feliz?

-É claro que sim, seu bobo! –riu e se virou para ele.

-Eu te amo, ruiva. Para sempre! E sempre, sempre, sempre, sempre... –falava distribuindo beijos pela face de Gina que ria.

-Eu também, senhor Potter!

-Já que você me ama muito, muito, muito...

-Convencido! –cortou-o.

-Foi você quem disse! Então... Já que me ama muito, o que acha de voltar a praticar a nossa garotinha? –falou com um sorriso maroto.

-Harry, você está impossível!

-São só uns beijinhos, nada demais.

Harry não esperou Gina responder, atacou seus lábios e caminhou com a ruiva até que ela batesse as costas numa árvore.

-Harry... –Gina chamou baixinho.

-Eu sabia que você queria! –debochou e voltou a beijá-la.

Hermione sentou-se ao lado de Rony e suspirou.

-Cansada? –perguntou o ruivo.

-Um pouco. –beijou a testa da filha que já adormecera.

-Tenho um jeito de te fazer relaxar. –deu uma piscadela.

-Rony! –exclamou baixinho. –Isso não vai me fazer relaxar e sim cansar mais!

Rony soltou uma alta gargalhada, atraindo a atenção de todos. Depositou Rose no carrinho ao lado e abraçou Hermione.

-Minha pervertida. –beijou-a.

-Te amo. –falou envergonhada.

-Eu também, morena. Quer ir para casa? –perguntou maroto. Hermione riu alto e confirmou, sapeca.


N/A: Oláaa, pessoall!

Quanto tempo!

Milhões de desculpas pela demora! é que facul toma muito tempo, gente! Fica relamente difícil!

Mas podem ter certeza que nunca abandonarei nenhuma das minhas histórias...

Agradeço a todoss pelos coments... adorooo recebê-los.. é muito gratificando... Ficoo muitooo feliz! Fico igual idiota rindo sozinha.. kkkkk

Quero que saibam que a fic está chegando ao fim... já estou escrevendo o último capítulo depois o epílogo! =/

Já são três anos escrevendo essa história, e agora chegou a hora de finaliza-la...

Estou avisando apenas para não assustarem tanto..rsrs

Um grandee beijoooo a todas...