DIAS, SEMANAS, MESES, ANOS
8 meses depois: 23 de novembro de 2007
O jardim da Toca estava cheio. Hermione corria de um lado para o outro e Rony, bom...esse corria atrás de Hermione.
-Mione, chega! Cansei! –falou se jogando no sofá. –Não tem mais o que ajeitar. Todos estão se divertindo, tudo está ótimo! Por Merlin, você está igual à Gina!
Hermione mordeu o lábio com um olhar aflito, mas logo riu e se jogou ao lado de Rony.
-Ela está fazendo um ano de idade, Rony. –falou com o olhar brilhando. –Quero que tudo saia perfeito e sinceramente, estou me segurando para não chorar!
-Olha...-a abraçou. –eu deixo você chorar, agora, se quer que tudo saia perfeito, relaxe...Afinal, nós também temos que divertir na festa da nossa pequena. –sorriu e beijou o topo de sua cabeça.
Logo passos foram ouvidos. Uma linda garotinha de pele clara, cabelos incrivelmente ruivos e com leves ondulados, olhos castanhos como chocolate, vestida com um lindo vestido rosa, corria de encontro aos pais com um imenso sorriso em sua pequena face.
-"Pabéns"! –falava a pequena Rose batendo palmas no colo do pai.
-Quer cantar parabéns é, espertinha?
-Qué, qué! –pulo para o colo de Hermione.
-Então vamos lá, boneca!
Rony pegou Rose nos braços levantando-a no alto, fazendo a garotinha soltar gritinhos.
Logo, vozes felicitavam Rose pelo seu um ano de vida, palmas fortes e alegres seguiam no ritmo, até que Rose soprou a vela e o vivas de todos fez Hermione soltar lágrimas de emoção. Rony a abraçou e beijou sua bochecha compartilhando da mesma emoção.
Algum tempo depois, Hermione subiu as escadas em direção ao quarto de Rony, crendo ter saído sem ninguém ter percebido.
Estava de frente para a janela, olhando para as montanhas. Seus olhos não conseguiam conter as lágrimas silenciosas. Logo dois braços a embalou, sobressaltando-a.
-Está tudo bem? –Rony perguntou em seu ouvido.
Hermione apenas confirmou.
-Quero ir lá. –apontou para as montanhas.
-Tem certeza?
Hermione direcionou seu olhar a ele dando a confirmação através de seus olhos.
Rony pegou sua mão, os dois sorriram e desaparataram.
Hermione não sabia o porquê do desejo de estar ali, de frente ao túmulo de sua primeira filha. Observou a rosa que Rony deixara ali tempos atrás, estava intacta, assim como sua felicidade. Era o fim de um ciclo, o fim de um sofrimento, que há algum tempo, fazia parte do seu passado. Aquela visita encerraria esse ciclo, encerraria seu sofrimento por completo.
Rony tocou a lapide com receio, sentindo uma pontada no peito pelas lembranças ruins, mas o sofrimento não fazia mais parte de sua vida. Uma única lágrima de adeus, desceu, assim como para Hermione. Olharam-se e sorriram.
-Podemos ir. –Hermione falou lançando um último olhar ao túmulo.
1 mês depois: Ano novo
Os fogos explodiam no céu, mais um ano começava. Rose gritava radiante com as luzes que se formavam no céu. Rony e Hermione olhavam admirados.
-Ela esta a cada dia mais linda! –falou Hermione.
-Minha miniatura feminina!
-Aff, tenho que concordar!
-Ahh, não faça beiço, Hermione! Pense, quando crescer ela será linda! –deu uma piscadela.
-Você não tem um pouquinho de humildade, não é? –debochou. –Eu quero ver, ela sendo linda desse jeito, você dar conta dos marmanjos que vier atrás dela.
Rony fechou o sorriso.
-Isso não vai acontecer tão cedo! –falou tranqüilo. –Pelo menos não antes dos trinta!
-Você só pode estar de brincadeira! E como você vai querer netos desse jeito, Rony?
-Mione, não me faça pensar nisso, por favor! É como se fosse um Cruciatus!
-Pois então, vá se acostumando, Ronald! Minha filha não vai ficar para titia!
-Hermione, também não é assim!
-Não, não! Claro que não!
O casal continuou discutindo, fazendo todos que passavam, rir.
-Eles não mudam! –comentou Harry, rindo.
-Se mudassem, perderiam a essência. Daqui a pouco estão aos beijos. –falou Gina soltando um risinho.
E não deu outra. Rony acabou por agarrar Hermione de surpresa e a beijou com ardor.
-Você sempre faz isso! –Hermione falou sem ar.
-Depois discutimos isso. –sussurrou em seu ouvido. –Agora eu tenho uma coisa mais interessante em mente.
-O que? –falou de olhos fechados, sentindo seu corpo amolecer.
-Estava imaginando, você vestida com aquela lingerie vermelha...dançando para mim...Ahhh, Mione! –respirou fundo. –Não quer ser minha Dama de Vermelho novamente? –beijou seu pescoço de leve.
-Ago...agora? –gaguejou.
-Sim...agora.
-Porque você faz isso comigo? Sabe que eu não resisto.
-Assim como quando você me excita. Não faço o menor esforço para resistir.
-Mas, e Rose?
Rony deu uma olhada na filha e a viu brincando com os primos. Molly e Arthur de olho em todos e se divertindo também.
-Ela está ótima.
-Então vamos agora, Rony! –falou ansiosa.
-Está com pressa, amor? –debochou.
Hermione apenas soltou um sorriso maroto e desaparatou.
-Acaba comigo, CDF! –riu alto e desaparatou em seguida.
-Viu, Harry, eu não disse. –falou Gina olhando os dois desaparecerem.
-Onde será que eles foram?
-Até parece que você não sabe! –riu.
-Eu estava tentando disfarçar, ruiva! –riu.
-Esperto esse meu homem.
-Seu homem?
-É, meu homem!
-Gostei disso!
-Safado!
Harry selou seus lábios com o dela, seguindo um beijo atrás do outro. Logo foram para perto dos filhos que se agarraram em suas pernas para brincar.
A noite de festa para Rony e Hermione fora longa. A fome carnal ascendia seus mais loucos desejos.
Rose tinha um sono profundo em seu quarto, enquanto seus pais embriagados de amor se entregavam um ao outro.
-Eu quero outro filho. –Hermione sussurrou de olhos fechados sentindo Rony beijar-lhe o pescoço.
Rony parou sua ação e olhou-a de modo carinhoso. Acariciou sua face e sorriu.
-É sério? –perguntou com a voz baixa e rouca, partilhando do mesmo desejo de Hermione.
Hermione confirmou num sim silencioso, sentindo seu coração bater forte e sua respiração ficar cada vez mais pesada.
-Eu quero. –arfou. –Eu quero, Rony! Não tenho mais medo! –abraçou-o forte.
Rony não conseguiu conter a felicidade e soltou uma risada alta, de pura satisfação. E com um movimento rápido, Hermione estava embaixo de si.
Os olhos de ambos brilhavam intensamente.
-Eu amo você. –Rony declarou sentindo seus olhos inundarem.
-Eu também te amo. –sussurrou a morena, e beijou onde uma única lágrima escorrera na face do ruivo.
9 meses depois
Rony já passara por aquela situação uma vez, mas para ele parecia estar sendo a primeira.
-Rony, você está mais nervoso do que eu! –Hermione exclamou arfando e agarrando a mão de Rony.
-Respira, Mione. Pode me apertar o quanto quiser!
Hermione respirou fundo e riu.
-Eu não aguento ter que ver você agoniando de dor. –Rony falou num misto de angustia e ansiedade.
-É uma dor bem recompensada, Rony. Não se preocupe comigo. Eu também estou ansiosa. Quero saber logo se é um menino como eu imagino.
-Se for um menino, temos que pensar no nome.
-Nós já temos o nome. –Hermione falou com a voz fraca e gemeu.
Logo, Aristides chegou ao quarto confirmando dilatação completa.
Rony ficou todo o tempo ao lado de Hermione, enquanto a mesma fazia de todas as suas forças para trazer ao mundo seu segundo filho.
Fora uma gravidez tranquila e sem tormentos. Rony e Hermione afastaram o passado sombrio e desfrutaram alegremente da segunda gravidez. Rose não tivera nenhuma rejeita com o novo membro da família, enquanto ainda na barriga da mãe, pelo contrario, estava tão ansiosa quanto os pais. Porém, Hermione temia que o ciúme normal viesse a atrapalhar o convívio dos dois irmãos, mas Rony a tranqüilizava e acreditava que tudo correria bem.
Minutos depois, um choro alto e forte foi anunciado. Rony e Hermione tinham lágrimas nos olhos de alegria e o coração batendo forte.
-Parabéns meus queridos! É um lindo garotão!
-UM MENINO! –Rony gritou excitado. Beijou Hermione com certo desespero e logo foi para perto do filho. Cortou o cordão e pegou-o nos braços.
Era um garotinho forte, poucas mechas de cabelos ruivas e pele branca.
Rony se juntou à Hermione e entregou-lhe o filho.
-Hugo. –Hermione falou entre as lágrimas.
-Hugo? –Rony perguntou surpreso. –O nome que eu gosto?
-Sim. –sorriu-lhe.
Rony beijou-a com carinho e logo em seguida o filho. Ficaram minutos em silêncio. Rony estava concentrado em meio aos seus pensamentos, enquanto Hermione admirava o pequeno Hugo.
-Não há mais nada que eu queira na vida, Mione. Está completa. –Rony declarou, de repente, com um sorriso imenso. E ele sabia que Hermione partilhava do mesmo sentimento.
1 mês depois
-Potter, se for outro menino eu deserdo você da família! Onde já se viu? As mulheres dessa família só produzem homens? –Fred falou com seu tom debochado.
-Deixe o Harry em paz! –Molly falou autoritária. –Não se preocupe meu filho, será uma menina como desejam. –falou carinhosa para Harry.
-Eu queria muito uma menina, Molly. Mas só de saber que vou ter outro filho saudável, é o bastante. –sorriu.
-Harry. –chamou Adela. –Pode entrar. –sorriu.
Harry correu até Gina que respirava fundo em meio à contração.
-Não vejo à hora, Harry. Estou tão ansiosa! –falou respirando rapidamente.
-Acalme-se. Controle na respiração. Lembra?
Gina sorriu sentindo-se mais tranquila com o marido ao seu lado.
Logo as dores de Gina se tornaram insuportáveis, e a hora do parto chegara. Sua ansiedade era tanta que, o nascimento demorou mais que o necessário.
Mas com um ultimo resquício de força, Gina escutou um choro baixo que acalmou seu coração.
-O que é Harry? –perguntou fraca e ofegante. – Me dê aqui. –esticou os braços para Adela com a voz já embargada pela emoção.
A medibruxa logo lhe entregou o bebê.
-Oh, Merlin! –Gina exclamou emocionada e olhou para Harry. –Uma menina! –sua voz saiu fraca devido ao choro. –Nossa garotinha.
-É sim, meu amor! A nossa garotinha.
-Lílian. Nossa Lílian!
-Lílian? –Harry sussurrou. –O nome da minha mãe?
-Sim. Não tem nome mais perfeito. –enxugou as lágrimas e o olhou.
-Obrigada, Gina. –falou tentando disfarçar as lágrimas que inundavam seus olhos.
-Não tem que agradecer. –sorriu. –Tenho certeza que nesse momento sua mãe e seu pai estão muito felizes por nós, Harry.
-Exatamente como eu me sinto, Gina. Feliz.
5 anos depois
-Mamãe! –chamou Hugo, um garotinho de quatro anos, cabelos castanhos e lisos, olhos incrivelmente azuis como os do pai.
Hugo era a cópia de Hermione, sua versão masculina exceto pelos olhos, que era tão fundos e expressivos como os do pai e o liso dos cabelos.
Hugo saiu correndo até a mãe, com as faces vermelhas, quando a viu entrar pela porta. Chorava copiosamente e se jogou nos seus braços assim que ela se agachou.
Hermione o abraçou com carinho e por um momento ficou preocupada, mas logo sorriu. Já imaginava o que se passara.
-O que foi, meu amor? –falou limpando suas lágrimas.
-O...o...-gaguejava.
-Vamos, se acalme. Isso, respire.
Hugo seguiu os conselhos da mãe e falou:
-O Bichento comeu a Aragogue de novo, mamãe! Ele é mal! E eu não gosto dele! –Hugo terminou e voltou a chorar.
Hermione soltou um leve sorriso e o abraçou novamente.
Hugo amava sua pelúcia de aranha. Era sua grande paixão. E o velho amigo de Hermione parecia ter algo contra o ursinho.
Desde que Rony contara ao filho histórias sobre a antiga Aragogue, Hugo ficara fascinado com o aracnídeo. Ganhou uma pelúcia de Hagrid e logo o nomeou de Aragogue. O que com certeza era o desespero de Rony.
-Não precisa ficar assim, Hugo. Mamãe vai concertar para você. –sorriu.
-Bichento é mal, mamãe! –repetiu a acusação, emburrado. Hugo não gostava nada do gato, até parecia influência de Rony.
-Até nisso tinha que puxar seu pai? –exclamou indignada, consigo mesma. –Bichento não é mal, Hugo. Ele só está velho, precisa de algo para se distrair!
-Então ele vai arranjar outra aranha! Aragogue é minha! –falou determinado.
Hermione riu e se levantou e ambos foram caminhando até o quarto do pequeno.
-Tente entendê-lo! Ele não faz por mal. E não fique escutando as asneiras que seu pai diz sobre ele!
-Papai diz que ele é uma bola de pelos rabugenta. E também...
-Chega. Seu pai é um ingrato com o Bichento.
Hugo soltou uma risadinha.
Hermione riu com o filho. Hugo tinha o modo de ser muito parecido com o de Rony. O modo de falar, de agir às vezes. A mesma mania de tentar tirar os cabelos dos olhos. Ele seria um grande garoto. Hermione daria tudo de si para que isso se concretizasse.
Assim que ambos chegaram à porta do quarto, Hermione parou e puxou a mão do filho. O quarto não estava vazio. Rose se encontrava no mesmo. E como um instinto Hermione preferiu não interferir.
Viu que nas mãos da filha estava a aranha, distribuída em alguns pedaços, de Hugo. Hermione estava tão concentrada que não sentiu a presença de Rony atrás de si.
Rose estava a analisar a pelúcia com atenção. Virava os pedaços de um lado para o outro e franziu a testa. Um gesto parecidíssimo com o da mãe.
Num piscar de olhos Hermione viu: a pelúcia antes em pedaços estava em perfeito estado nas mãos de Rose.
Hermione ficou de olhos arregalados enquanto Rose sorria feliz com seu feito.
-Mamãe, papai! –Rose falou quando virou e os viu. –Eu fiz magia!
As falas de Rose tiraram Hermione de seu transe e a fez ir até a filha, emocionada.
-Você fez feitiço! Rose, você é uma bruxa! Oh, meu Deus! –falava emocionada.
-Essa é a minha filha! –Rony falou alegre e rodou Rose no ar.
Rose não entendia muito bem o que estava acontecendo, mas sabia o básico sobre magia e também que fizera algo de extraordinário, assim como seus pais faziam às vezes e ela achava fantástico.
-Toma, Hu. –falou com o irmão, quando os pais pararam de beijá-la e abraçá-la. –Agora você não precisa chorar mais.
Hugo sorriu para a irmã e beijou sua face.
-Bigado, Rô!
Hermione se abraçou a Rony e ficou a mirar os filhos.
-Rose será uma grande bruxa, como você! –Rony falou beijando sua face.
Hermione sorriu envergonhada.
-Será uma grande bruxa como nós, Rony. –corrigiu-o.
-Mas tomara que ela puxe sua inteligência!
Hermione riu.
-Como o Hugo foi gostar tanto de aranha? Isso é uma afronta comigo! –Rony falou fingindo sofrimento. –A cada vez que vejo essa aranha jogada por ai, eu tenho um ataque!
-Deixa de ser bobo, Rony! –riu.
-Hugo, vamos jogar essa aranha fora e comprar um ursinho de cachorro, ou qualquer outro animal, pelo amor de Merlin!
-Não! –agarrou Aragogue em seu peito e saiu de mãos dadas com a irmã.
Rony fez careta e Hermione riu.
-Rony, você não cresce!
-Pelo menos não foi apenas eu quem foi afrontado. Rose adora voar! –falou tentando atingir Hermione.
-Isso não é uma afronta comigo!
-Hmm, sei! –falou emburrado. –Rose será uma grande goleira na Grifinória.
-Rony, o fato de ela gostar de voar não quer dizer que ela queira jogar quadribol!
-Escreve o que eu estou dizendo, Mione. –falou com ar de sábio. –Agora... –olhou para os dois lados e agarrou Hermione na porta do quarto. –Vamos voar juntinhso, ali naquela cama? –perguntou com a voz baixa em seu ouvido.
-Só se for agora, goleirão! –falou com um sorriso maroto.
4 anos depois
Era sábado. O céu límpido e o sol irradiando luzes, aumentando cada vez mais o calor. No quintal, Rony, Hermione e os filhos curtiam o calor numa piscina construída a pedido das crianças há algum tempo atrás.
Tudo que Rony e Hermione mais queriam, depois de uma semana inteira de trabalho, era que chegasse o fim de semana para curtir os filhos e assim poder descansar.
O casal estava na piscina brincando com a filha que se divertia. Mas, por mais que estivesse entretendo Rose, Hermione mantinha seus olhos em Hugo.
O garotinho de sete anos encontrava-se sentando na cadeira, de frente a mesa, amuado e absorto em pensamentos. Suas mãos jogavam o pomo, que seu tio Harry lhe dera, de um lado para o outro.
Hugo sempre gostara de passar o tempo com os pais, ainda mais na piscina, onde gostava de dar vários saltos radicais, para desespero de Hermione e elogios do pai. Porém, naquele dia em especial, o pequeno Weasley não estava nada bem.
Rony acabara de emergir de um mergulho e caminhou até Hermione.
-Algum problema? –perguntou beijando-a no rosto.
-Hugo está amuado, não acha?
-Acho sim. Achei que estava querendo chamar atenção, mas estou vendo que não é isso. Não se preocupe, eu vou conversar com ele.
Rony deu um pulo e logo já caminhava até Hugo. Hermione o admirou. Apesar do tempo e dos trinta e seis anos de idade de Rony, ele estava a cada dia mais bonito aos seus olhos. Tornara-se um grande homem, mas o que ele nunca perderia era aquele olhar jovial, brincalhão e divertido. O mesmo de quando tinha onze anos de idade.
Hermione sorriu balançando a cabeça. Pensava em como o tempo era algo surpreendente. Hoje, uma mulher casada, e com filhos. Ontem, conhecia seus dois melhores amigos, estava em meio a todas as confusões e derrotava um dos maiores bruxos da história. Como as coisas poderiam tomar rumos tão diferentes? Histórias tão distintas, mas ao mesmo tempo, tão reais para uma única pessoa?
-Mamãe! –Rose chamou mais uma vez e revirou os olhos.
-O que foi, Rose?
-Eu estou te chamando há um tempão!
Hermione riu e foi até a filha.
Assim que Rony sentou-se na cadeira em frente ao filho, o último continuou com sua atenção para o pomo de ouro.
-E ai, garotão? –exclamou alegre.
Hugo pareceu despertar e olhou surpreso para o pai.
-Oi, papai.-fingiu animação
-Não vai dar um mergulho hoje?
-Não quero. –voltou a jogar o pomo.
-Hmm...-ficou a mirá-lo. –Você não querer dar um mergulho naquela piscina enorme e nesse sol quente é realmente muito estranho, sabe?
Hugo ficou em silêncio. Sabia que agora não poderia mais enrolar o pai e na verdade, não queria.
-Vamos lá, Hugo. –curvou-se e fez com que seus olhos chocolate mirassem os seus. –Eu sei que está acontecendo algo, só não sei o que é.
Hugo corou e baixou a cabeça. Nessa ação,Rony pode ver a si próprio. Qualquer um que os vissem juntos diria que eram pai e filho, exceto pelos olhos de Hermione.
-Eu sou seu amigo ou não?
Hugo sorriu fraco e suspirou.
-É claro que é, papai.
-E é para isso que pode contar comigo. Seja o que for, Hugo.
Hugo ergueu a cabeça, seus olhos brilhavam pelas lágrimas que queriam descer, mas ele as segurava ao máximo.
Para Rony era realmente horrível ver os filhos chorarem, mas esperou que Hugo se sentisse confiante para se abrir.
-É que...-começou a falar sem saber o que realmente dizer. Suspirou fundo e continuou. -Eu tenho medo de o meu lado mágico não aparecer. –Começou a falar. –Rose vai para Hogwarts e eu vou ficar aqui. Você e a mamãe não vão gostar mais de mim. –fungou.
Rony sorriu solidário e enxugou as lágrimas grossas do filho. Era um medo bobo, coisa de criança. Ele mesmo passara por essa fase. Porém, ele sabia o quanto era sofrido pensar na possível rejeição, que no fundo, era uma preocupação desnecessária.
-Filho, nós três te amamos, nunca vamos deixar de amar um ao outro, sendo bruxo ou não.
-Mas eu não quero que vocês fiquem tristes por não eu não ser bruxo. –falava pausadamente devido ao choro.
-E quem foi que disse que vamos ficar tristes se não for bruxo? –sorriu. –Lembre-se de que sem os trouxas não existiríamos. –ficou sério. –Não sabia que sentia esse preconceito contra os trouxas! Vovô Weasley não gostaria de ouvir isso.
-Não estou com isso ai que você disse, papai. –falou envergonhado. –Eu só...eu só queria ser bruxo como você. Você foi goleiro da Grifinória, fez um tanto de coisa legal em Hogwarts e pode usar uma varinha! Eu quero ser como você!
Rony sorriu com emoção no olhar. Hugo queria ser como ele! Tinha-o como exemplo! Existe coisa mais emocionante para um pai ouvir de um filho?
-Meu filho, você não tem que se preocupar com isso, cada um tem seu tempo para despertar esse lado. Além disso, você ainda tem um tempo com sua irmã antes de ela ir para Hogwarts, e logo você também irá. Tenho certeza de que será um grande bruxo. –bagunçou seus cabelos.
-Você acha, papai? –falou sorrindo como se as palavras do pai fossem uma profecia.
-Claro que sim! Irá ter sua varinha e vai jogar no time da Grifinória, ganhando todos os títulos. –sorriu.
Hugo sorriu de orelha a orelha, extasiado.
- Não há motivos para se preocupar. Quando menos esperar, irá acontecer. Mas temos outro problema para resolver. –falou fingindo-se de sério. –Tem uma piscina enorme esperando por nós, o que acha? –sorriu.
Hugo jogou-se no colo do pai e beijou seu rosto.
-Eu te amo, papai.
-Eu também te amo, garotão! Eu só não amo aquela sua aranha. –falou com uma careta.
Hugo gargalhou e se pendurou nas costas do pai.
Rony saiu correndo até a piscina e gritou:
-OS GATÕES ESTÃO CHEGANDO! –pulou na piscina com Hugo empoleirado em suas costas, espalhando água para tudo o que era lado.
Mas o que Hugo não percebera, é que pulara na piscina agarrado à Aragogue na outra mão.
-Papai! A Aragogue!
Rony olhou para o filho assim como Hermione.
-Xiii, filhão, agora vamos ter que jogar fora essa aranha feia!
-NÃO! –gritou sentando-se na beira da piscina.
-Rony, não faça isso com o garoto! –Hermione pediu paciente.
-Mas, Mione, o bicho estragou! Vai guardar o bicho estragado? –inventou uma desculpa.
-E nós somos o que, Rony? – perguntou disfarçando o riso.
-Não sei se magia vai adiantar muita coisa. –falou torcendo para que realmente não desse muito certo, mas ele sabia que daria.
Hermione balançou a cabeça aos risos.
-Hugo, não se preocupe, logo ela estará sequinha!
Mas o que todos menos esperavam, aconteceu. Quando Hermione olhou para a aranha nas mãos do filho, viu-a seca, sem nenhuma gosta d'água.
-Hugo, você fez magia. –Hermione sussurrou.
Na mesma hora Rony foi até eles e olhou o feito do filho. Hugo olhava de um para o outro e para seu feito, meio abobado.
Rony explodiu de felicidade e agarrou o filho, acordando-o para a realidade.
-EU VOU SER MÁGICO! –gritava o pequeno.
Hermione e Rose também parabenizaram Hugo com bastante alegria.
Logo, ele e a irmã saíram fazendo planos e mais planos, enquanto os pais os olhavam.
-Então era por isso que Hugo estava triste? –Hermione perguntou recostando-se na beirada da piscina.
Rony caminhou até ela e abraçou-a.
-Garota esperta! –riu. –Era sim. Ele achava que não seria bruxo e que não íamos mais gostara dele.
Hermione riu alisando os braços de Rony, e ele, por sua vez, ficou por um momento olhando-a e beijando seu rosto.
-Sabe, ele me tem como herói. Quer ser como eu. –falou com um brilho no olhar.
-E o que você esperava? –perguntou carinhosa.
-Não sei, só acho... –suspirou. –sei lá! –riu acompanhado de Hermione.
-Pois você é o herói dele! Não só dele como de Rose também.
Rony aproximou-se mais de Hermione e enlaçou sua cintura.
Seus lábios roçaram aos dela e pronunciou baixinho:
-E seu herói, eu não sou?
Hermione respirou fundo, ansiosa por um beijo.
-É. –falou e o beijou sem delongas.
Rony a apertou contra seu corpo, já sentindo o desejo falar mais alto.
-Rony... as crianças. –Hermione falou com a respiração pesada.
-Tem razão. Vem comigo. –falou apressado.
-Onde? –fingiu-se de desentendida e recebeu um sorriso maroto como resposta.
-Crianças, juízo! –Rony falou fazendo feitiço para que eles não fossem para a parte funda da piscina, e os deixou aos cuidados de Tayla.
-Onde eles vão? –Hugo perguntou à Rose.
-Namorar, é claro!
Rony andava tão rápido que puxava Hermione pelo braço.
-Rony, estamos molhando a casa toda!
Rony levantou a varinha e foi secando as pequenas poças.
-Resolvido. –falou fazendo Hermione rir.
Assim que entraram no quarto, Rony fechou a porta com o pé e atacou seus lábios com beijos fortes.
Hermione agarrou-se aos seus cabelos, puxando-os com força e caminhava para onde ele a guiava.
Logo se sentiu ser carregada e sentou-se. Terminou o beijo com dificuldade e se viu em cima da cômoda. O exato lugar onde quase fizeram amor quando foram visitar a casa para a compra.
-Dessa vez ninguém vai atrapalhar, né? –Rony perguntou tirando o laço do biquíni de Hermione bem lentamente.
-Espero que não.
Rony sorriu e jogou longe a parte de cima do biquíni. Quando sua língua quente tocou a pele fria do corpo de Hermione, sentiu-a tremer e viu seus olhos se fecharem. Rony secava as gotículas de água que ainda desciam por sua barriga e em seguida os seios.
Hermione gemeu quando sentiu a língua de Rony rodear seus mamilos ouriçados. Arfava de puro êxtase e de ansiedade. Abriu as pernas e puxou-o para um beijo sedento, deixando agora as mãos de Rony ocupadas em seu corpo.
Rony apertava sua cintura com vigor e logo caminhou até um dos seios. Passava os dedos de leve nos mamilos e em seguida envolveu o seio com a mão, engolindo gemidos de Hermione. Ela, quando não lhe puxava os cabelos, arranhava suas costas e nádegas, o prensado com as pernas para mais perto de si.
Hermione começou a distribuir beijos por sua face e em seguida pescoço e peito, deixando-o cada vez mais desesperado. Tirou-lhe a sunga vendo seu sexo excitado e sorriu marota.
Rony já estava impaciente e deixou uma gota de suor descer por sua testa.
-Não tortura, Mione. –falou com a voz rouca.
Hermione colou seus lábios novamente, enquanto sua mão acariciava-o intimamente. Ele sentiu seu corpo tremer com o toque e aproveitou a deixa para tirar-lhe a parte debaixo do biquíni. Puxou seus cabelos deixando seu pescoço a mostra e lambeu, mordendo em seguida. Passou a língua em seus lábios, mas não a beijou, chupou-lhe o queixo, enquanto sua mão apertava a parte interna de uma das coxas.
Quando tocou seu sexo, viu o quanto estava excitada. Porém, não se demorou muito, estava com pressa e sabia que ela também.
Posicionou-se ficando apenas a roçar os sexos. Beijou sua bochecha, seus olhos, queixo e por último os lábios.
-Te amo.
Hermione apenas suspirou em resposta e logo o recebeu completamente conectado com seu corpo. Perdeu a respiração por um momento e logo enlaçou o quadril de Rony com suas pernas.
Rony movimentava-se rapidamente, ao mesmo tempo em que mordia o ombro de Hermione. Agora, seus corpos pingavam de suor e calor humano. Sua mão ocupava-se em apertar toda parte do corpo de Hermione que encontrava assim como ela o fazia em seu corpo.
Rony prolongou seu ápice ao máximo para acompanhar Hermione, e quando ambos chegaram, tremeram juntos. Rony afundou a cabeça no pescoço de Hermione, e ela o abraçou.
-Eu também te amo. –Hermione falou quando recuperou a voz.
Rony riu e levou-a para cama. Cobriu-os com o lençol e puxou-a para seu peito. Ambos pegaram no sono, mas não puderam dormir muito. Hermione acordou escutando vozes diferentes. Esquecera completamente que tinha marcado com Harry e Gina.
-Rony, acorda! Harry e Gina chegaram! –levantou-se e saiu procurando seu biquíni.
Rony sentou-se na cama e ficou a olhá-la.
-Vai ficar ai olhando pra minha cara? –Hermione perguntou um pouco irritada, ainda nua.
-Se continuar nua, eu vou. –riu.
Hermione não resistiu e riu.
-Está procurando isso? –exibiu o biquíni.
-Me dá isso.
-Só se vier aqui e me dar um beijo.
-Rony, eles já chegaram!
-É só um beijo. –deu uma piscadela.
Hermione caminhou até ele e selou os lábios.
-Acho que vou ter que te ensinar. –jogou-a na cama e a beijou até que o ar faltasse.
-Sa... satisfeito?
-Não muito, mas podemos ir. –largou-a e Hermione ficou de pé. –Posso vestir em você? –perguntou querendo tocar seu corpo.
Hermione apenas confirmou.
Primeiro ele colocaria a parte de baixo. Hermione levantou um pé de cada vez e Rony subiu a peça lentamente e a ajeitou a parte de trás ao mesmo tempo em que lhe acariciava as nádegas. Alisou suas pernas de cima a baixo e beijou sua barriga, fazendo-a sorrir.
Em seguida, Rony se levantou e passou a parte de cima pelo pescoço de Hermione. Ela mantinha-se parada e absorta nos movimentos de Rony.
Rony ajeitou os seios na peça e percebeu seus mamilos ouriçados, sorriu. Seus dedos tocavam de leve os seios de Hermione, o que provocava certa tensão para ela. Eram movimentos que arrepios em seu corpo, realmente excitantes. Rony realmente sabia como a envolver.
Quando Rony foi amarrar o biquíni, foi quase a derrota de Hermione. Sentiu sua respiração bater em seu rosto, viu sua língua passar pelos lábios e suas mãos roçarem em suas costas. Rony beijou-a de leve, acariciou suas costas até a nuca e falou com a voz baixa:
-Pronto.
-Você não devia fazer isso. –falou recuperando a voz.
Rony riu e se vestiu. E antes de sair, Hermione lhe deu um último beijo.
Logo, todos estavam reunidos na beira da piscina, e claro que Gina não pode deixar de fazer seus comentários zombeteiros.
Rose, Hugo, Thiago, Alvo e Lílian, sempre muito unidos, brincavam na piscina. Thiago estava cada vez mais a cara de Harry. Seus olhos partilhavam o mesmo brilho. Alvo, o filho do meio, era uma mistura dos dois, um garoto esperto, porém, tímido. Já Lílian era uma miniatura de Gina, o que sempre causava em Harry um terror já pensando no futuro.
A noite chegou e Rose e Hugo, muito cansados pela tarde, logo dormiram. E assim, Rony e Hermione puderam curtir a noite sem pressa.
N/A: Olá, Chicasss!
Para quem ainda continua acompanhando, tenho um recadinho.
Esse é o penultimo capítulo, o próximo é bem curtinho, e depois o epílogo,ou seja, o fim...
Um grande abraço para todass que continuam por aqui... Creio que nessa semana que está por vir eu termine!
