Notas da Autora:

Mais um capítulo focado na festa que finalmente chegará ao fim neste capítulo.

Acredito que apenas uma tradução deva ser feita:

tithen-pen - pequeno, pequenino

Sinopse do Capítulo: Finalmente o grande segredo será revelado. Um segredo que trará, espanto e encanto aos presentes. E logo antigas tradições poderão finalmente ser retomadas.


5 - Antigas Tradições

O silêncio já não existia mais naquele momento. Ele fora trocado pelo burburinho dos elfos ali presentes. Alguns expressavam sua perplexidade, outros, indignação e outros o mais puro encantamento.

Diante daquela imagem, foi como se as peças daquele estranho quebra-cabeça finalmente começassem a se encaixar. Agora tudo fazia sentido.

Eram dois elfinhos que vinham de mãos dadas com Legolas. Crianças élficas que há muito tempo não habitavam mais a Terra-Média.

Do lado esquerdo do arqueiro de Mirkwood, vinha uma elfinha loira de cabelos muito longos, para sua pequena estatura, e lisos. Ela possuía olhos azuis escuros e os lábios rosados, assim como as maçãs do rosto. A elfinha usava um lindo vestido verde claro com vários detalhes brancos. Os cabelos estavam parcialmente presos por uma presilha com forma de estrela. Era a elfinha mais linda já vista por muitos elfos presentes no salão.

Do outro lado, agarrado à mão do jovem príncipe, encontrava-se um lindo elfinho loiro. Seus cabelos batiam um pouco abaixo do ombro e eram também muito lisos. Assim como a elfinha, tinha olhos azuis que tentavam disfarçar uma grande curiosidade. O elfinho vestia uma pequena túnica marrom claro com alguns ricos detalhes em verde-água. Da mesma forma que o vestido da menina a túnica dele apresentava as cores de Mirkwood em tons mais claros para demonstrar a sua pureza das crianças. O menino tinha as maçãs do rosto rosadas e seus cabelos estavam devidamente trançados. Era um verdadeiro principezinho. Muitos podiam jurar estar vendo o próprio príncipe Legolas, quando este era apenas um elfinho.

Os pequeninos aparentavam ter poucos anos de vida. Este fato sendo evidenciado pela pequena estatura e as próprias características físicas de cada um. Além disso, uma vez ou outra eles davam alguns passinhos vacilantes tentando acompanhar os passos firmes de Legolas o que indicava não deveria haver muito tempo que aprenderam a andar.

Antes que chegassem ao centro do salão, a doce elfinha, sem remediar, largou a mão de Legolas e correu ao encontro de Eleniel. Esta quase que automaticamente, abaixou-se para pegar no colo aquela pequena criança. Enquanto isso, o elfinho continuou de mãos dadas com o príncipe de Mirkwood esperando que este lhe desse permissão de ir ao encontro do casal. E quando tal permissão lhe foi concedida, ele saiu correndo e se agarrou a Maldor.

Nesse momento Thranduil retomou seu discurso e o silêncio voltou a prevalecer no local.

"Agora, creio que todos devem compreender o que era inexplicável. Tantos acontecimentos estranhos e frequentes que pareciam sem explicação, devem fazer mais sentido agora." Disse o rei abrindo um belo sorriso.

"Esses pequeninos são Ainion e Melenthiel. Filhos de Maldor e Eleniel. Creio que esse fato está mais do que claro para todos. – Riu-se Thranduil indicando a pequenina nos braços da mãe. - "E digo-lhes mais... Estes dois elfinho são gêmeos, o que os torna ainda mais especiais."

Elladan e Elrohir, ao ouvirem essa última afirmação, ficaram agitados, loucos para terem a oportunidade de conhecer melhor esses dois seres iluminados. Além de serem encantadores, eles ainda eram gêmeos.

"Uma indagação que pelo menos a maioria deve ter em mente deve ser: Como ninguém em meu reino sequer desconfiou da existência dessas crianças? A resposta, meus amigos, eu não sou capaz de lhes oferecer. Isto ainda é um mistério para mim. Um mistério que mesmo com o passar do tempo vai demorar a ser solucionado." - Disse o rei de forma singela e verdadeira.

Após dizer essa última sentença o rei de Mirkwood deixou escapar um breve suspiro como se tentasse lembrar de algum fato que precisasse ser esclarecido, no entanto, não havia mais nada a ser dito em favor de um melhor entendimento daquela história. Portanto, Thranduil disse apenas algumas últimas palavras, sem muita importância, passando em seguida a palavra para o anfitrião da festa.

O Senhor de Rivendell, por sua vez, pediu aos pais dos elfinhos que os largassem apenas por alguns instantes para que ele pudesse entregar-lhes um presente.

Esse presente era uma antiga tradição élfica com relação às crianças que já não era praticada há vários anos, desde que não existia mais nenhuma criança élfica na Terra–Média.

O presente era escolhido de acordo com o significado do nome de cada criança. Geralmente era entregue a cada elfinho ou elfinha dois objetos de uso pessoal. Estes ficariam sob o poder dos pais até o momento em que as crianças adquirissem certa maturidade e pudessem assim finalmente compreender seu significado e reaver os objetos.

Os dois pequeninos de má vontade, principalmente Melenthiel – ao que tudo indicava era muito tímida - , afastaram-se dos pais seguindo na direção de Elrond, embora um tanto receosos.

Então, sem nenhum aviso, as portas do salão se abriram novamente. Por ela adentrou um jovem casal de elfos de Rivendell. Cada qual trazendo em mãos, alguma coisa embrulhada em um pacote. Os dois caminharam até o centro do salão e aguardaram junto ao pequeno grupo já formado.

Elrond retomou sua fala, ansiando que essas explicações acabassem de uma vez.

"Neste momento gostaria de retomar as velhas tradições há muito tempo não praticadas, porém não esquecidas por nosso povo." Disse o senhor de Imladris indicando os embrulhos nas mãos do casal de elfos a sua frente.

"Estes presentes, assim como nos tempos antigos, representam esses dois seres. E mais do que isso, representam o espírito, a vida destes pequeninos."

Eleniel, que assistia bem de perto àquela cena, não conseguiu conter mais as lagrimas. O marido da elfa, no entanto, apesar de emocionado, não derramara uma lágrima sequer e ao ver a esposa chorando, abraçou-a na tentativa de dar-lhe conforto e segurança.

"Ainion?" Chamou o curador fazendo uma pausa.

Ao ouvir se nome, o elfinho deu um passinho à frente, ficando mais próximo do elfo.

"Ainion significa luz." Disse o nobre senhor pegando o presente das mãos do outro elfo, que se retirou rapidamente, e entregou o pacote ao menino.

"Luz que vence a escuridão. Luz que, muitas vezes, nos serve como uma estrela-guia, quando não conseguimos achar o caminho e nos vemos despidos em meio às trevas. Luz que, acima de tudo, nos encanta."

Apesar de sua grande curiosidade, Ainion aguardou que o curador concluísse essa parte de seu discurso para só então desembrulhar seu presente.

Ao fazê-lo ele se deparou com uma pequena garrafa do mais belo e frágil cristal, rica em desenhos muito bem trabalhados pelas mãos habilidosas dos elfos. Dentro desse recipiente havia um líquido transparente que se assemelhava muito a água. E amarrado ao vidro, havia um colar em formato de estrela. No centro da estrela uma linda pedra brilhava de tal forma que se misturava com o brilho dos olhos do menino.

"Ainion, esses objetos a partir de agora serão parte de você. Deixe que eles representem a luz da sua vida. E que possam iluminar seu caminho assim como você apareceu para iluminar o nosso." Concluiu o lorde élfico indicando para o elfinho que ele podia juntar-se novamente aos pais.

Agora seria a vez de Melenthiel. A pobre elfinha parecia assustada. Era possível ver em seus olhos. E seu pequeno corpinho tremia levemente. Vendo o estado em que aquela criança se encontrava, Elrond prometeu a si mesmo que faria o precisava ser feito o mais depressa possível para acabar com aquela "tortura" para a doce menina.

"Melenthiel. Creio que não existe nome mais apropriado para você, criança. Melenthiel significa amor. Uma palavra tão simples... São apenas quatro letras que juntas formam uma palavra com um vasto significado difícil de ser definido." – Falou o senhor em alto e bom som, com o presente já em mãos entregando-o à menina.

Dentro do pacote havia uma linda caixinha de prata com as pedras mais belas que a elfinha já vira. E ao abri-la uma doce melodia ecoou pelo salão. Não se sabia, mas aquela caixinha tinha algo de muito especial nela. Parecia ter sido feita pelas mãos do próprio Iluvatar. E dentro dela, havia um belo colar cujo pingente era uma linda flor feita de pedras preciosas - as mesmas da caixa. Os olhos da elfinha brilhavam de encanto, deslizando suas delicadas mãozinhas pelas pedras que adornavam a caixa. Ela parecia completamente perdida até o instante em que Elrond retomou sua fala.

"Amor... Esse é um mistério do qual ainda me questiono. Mas como dizem, o amor é para ser sentido, não compreendido."

"Esse presente te representa, pequena Melenthiel. Você é delicada como esta flor. Suave como a melodia que vem desta caixa. E é tão bela e preciosa quanto estas pedras." Disse o curador sorrindo para a elfinha que corou ligeiramente e não pode deixar de adquirir um afeto por aquele bom elfo. Logo em seguida, a menina foi ao encontro dos pais.

"Creio que não há mais nada a ser explicado. Finalmente podemos continuar a nossa festa." Disse o lorde élfico se dirigindo, juntamente com Maldor, Eleniel e os elfinhos, à mesa principal.

Havia enfim terminado o longo discurso começado pelo anfitrião da festa.

Aos poucos, o que antes era silencio, transformou-se primeiro em vários murmúrios e depois em um som de várias conversas paralelas. Alguns curiosos se dirigiram à mesa principal para conhecer os dois elfinhos e a bela Linwen.

Assim, a festa continuou animada até o final e nos corações de muitos surgiu um sentimento inesperado. Um sentimento de que valia a pena continuar na Terra-Média, mesmo com todos os problemas que vinham enfrentando. Valia a pena lutar, pois ainda havia algo bom naquele mundo. A prova disto fora evidenciada naquela noite. A prova de que ainda havia esperança.

(…)

A festa havia acabado há algum tempo. Pouco a pouco os habitantes da cidade élfica dirigiam-se às suas casas. E os convidados de fora, estavam sendo guiados aos quartos de hóspedes no palácio. O silencio logo começou a prevalecer naquela noite de céu límpido, no qual o brilho das estrelas só eram ofuscados pelo brilho da lua.

Enquanto isso, um grupo formado por Elrond, Thranduil, Legolas, Elladan, Elrohir, Estel, Arwen, os elfinhos e seus pais; se dirigia para o palácio:

"A noite está tão bela!" Comentou o príncipe em voz alta.

Em resposta vieram vários acenos positivos.

"Peço que me dêem licença." – Disse parando por um instante e contemplando mais uma vez o céu – "Eu gostaria de dar mais uma volta em Imladris, se me permite, Lorde Elrond." Pediu Legolas um tanto receoso da resposta que receberia do curador e do próprio pai, que costumava ser bem rígido com ele.

"Manka lle merna..." ("Se você quiser assim...) De minha parte não há problema algum, Legolas." Respondeu o curador dando um olhar significativo para o elfo loiro e logo em seguida para Thranduil.

Legolas olhou então para o pai receoso, mas por sorte ele não o encarava, muito menos demonstrava sinal de aborrecimento. Portanto, o príncipe fez uma leve reverencia e virou-se para tomar um novo caminho. Porém, antes que ele desse um único passo sequer, Ainion correu e segurou a sua mão.

"Las, Las! Posso ir com você?" Indagou o menino com os olhos presos nos do arqueiro.

"Não depende de mim, tithen-pen. " Respondeu o arqueiro de Mirkwood indicando os pais do pequenino.

Percebendo o que o príncipe queria dizer, Ainion correu novamente de encontro aos pais. Ele estava ficando muito bom nessa história de correr, ainda mais para um elfinho com poucos anos de vida.

"Nana, Ada! – Exclamou. – Eu posso ir o com o Las?" Pediu novamente com os olhinhos cheios de esperança.

"Ainion, íon-nin, já é tarde para um elfinho da sua idade sair por ai. – Disse Eleniel repreendendo o filho - Mesmo que muito bem acompanhado." Completou Eleniel olhando para seu príncipe.

"Por favor, nana! Eu prometo me comportar."

"Deixe-o ir, Eleniel. Legolas cuidará bem dele. Eu lhe garanto." Comentou o rei de Mirkwood. E fazendo com este simples comentário que Legolas se alegrasse por seu pai demonstrar confiança nele.

"Não duvido de seu filho, meu senhor. Mas de meu próprio filho." Respondeu a elfa.

"Por mim ele pode ir. Se não deixarmos, ele pode ir sozinho, o que seria bem pior." Disse Maldor olhando carinhosamente para a esposa.

Mesmo assim a elfa relutava.

"É melhor não. Já é noite. E nosso pequenino provavelmente dará trabalho ao príncipe."

"Não se preocupe, Lady Eleniel. Eu irei com Legolas. Seu filho estará bem conosco." Disse Estel, sendo acompanhado em sua idéia pelos gêmeos e Arwen.

"Nós também iremos, então." Disseram os três irmãos elfos.

Nesse exato momento, o pequeno Ainion já andava na direção oposta ao grupo, quando a mãe disse:

"Ei, mocinho! Aonde você pensa que está indo?" Indagou ela segurando-o pelo braço.

"Nana, por favor, deixa eu ir?" Suplicou o elfinho, direcionando à mãe um olhar que seria capaz de rachar ao meio a mais sólida das rochas. Porém Eleniel permanecia firme em sua decisão.

Mas depois de praticamente o grupo inteiro insistir, a elfa acabou cedendo.

O grupo recém-formado já estava saindo na direção oposta, quando o Legolas parou de repente.

"Mel? Você não gostaria de vir conosco também?" Indagou o príncipe indo na direção da elfinha. Como ele havia se esquecido de convidá-la. Ela iria ficar muito triste se ele não a convidasse.

"Las, não sei..." Pela primeira vez na noite a voz da menina foi ouvida. Até então ela não havia dito nada. Sua voz era fina e suave, uma vozinha muito bela que combinava muito bem com a elfinha.

"Nana, eu devo ir?" Questionou Melenthiel.

"Você é quem tem que decidir. Já que eu deixei seu irmão ir, não seria justo não permitir que você fosse, se essa for a sua vontade." Respondeu a mãe, carinhosamente.

Porém a menina continuava confusa. Ela tinha medo de sair de noite, ainda mais em uma terra desconhecida. No entanto, ela iria com Legolas, que provavelmente não deixaria que nada de mal acontecesse a ela ou ao irmão. A menina só não tinha gostado do fato de ir com aqueles outros elfos e o humano. Ela não gostava de estranhos. Mas esses estranhos eram filhos do senhor Elrond por quem a menina adquirira algum afeto. Sua cabecinha estava cheia dessas contradições. Provavelmente continuaria nesse processo de questionamentos, se o arqueiro não tivesse lhe chamado a atenção novamente.

"Vem? Não precisa ter medo." Disse ele agachando para ficar da mesma altura que a elfinha.

Ela relutou um pouco, mas enfim aceitou o convite segurando a mão do príncipe.

"Agora podemos prosseguir, vossa alteza?" Brincaram os gêmeos fazendo uma leve reverência, conseguindo arrancar vários sorrisos dos presentes. Inclusive de Ainion que ria muito. E Melenthiel que ria timidamente ao lado de Legolas.

"Sim, sim, meus súditos." Respondeu Legolas entrando ele também na brincadeira.

"Vossa majestade deseja que meu pobre irmão o carregue nas costas para o senhor não se cansar? Uma vez que nós, infelizmente, não temos bons cavalos disponíveis neste momento." Continuou Elrohir o teatrinho que ele e o irmão haviam começado, aproveitando para provocar um pouquinho o seu gêmeo.

"Ele não precisa me carregar não. Mas acho que ele poderia carregar esta elfinha aqui." Disse Legolas pegando Melenthiel no colo e entregando-a para Elladan que tratou logo de colocar a menina sentada sobre seus ombros.

"A pequena princesa gostaria de um chicotinho para atiçar seu cavalo?" Perguntou Elrohir com seu tom de brincadeira provocativo direcionado a seu gêmeo. Elladan não deixou barato e deu-lhe um chute na canela conseguindo fazer com que a menina desse boas risadas.

"Não estou dizendo? Ele é um cavalo mesmo. Dá até coice!" Continuou Elrohir a provocação.

"Depois se ele parar no meio da subida não venha reclamar, viu?" O gêmeo mais novo falou para a menina antes de dar-lhe as costas para arrumar outro "cavalo" para Ainion.

"Para nosso pequeno príncipe Ainion, iremos arrumar um cavalo arisco. – Disse o gêmeo mais novo indo para o lado de Estel - Ele é forte... - Disse indicando os braços do irmão. - ...tem dentes bons... - Forçando um sorriso no irmão com as próprias mãos. - ...só não é muito resistente. Por isso sugiro que você não dispense o chicote." Brincou ainda mais Elrohir. Ele tinha uma imaginação fantástica, de fato.

Estel por sua vez estava pronto para partir para cima do irmão. No entanto, Elrohir foi mais rápido. Ele pegou Ainion no colo e tratou de colocá-lo sentado nos ombros de Estel. Este não teve escolha a não ser carregar o menino.

"Ah, minha rainha... - Elrohir foi se dirigindo para o lado de Arwen. - Eu gostaria muito de carregá-la. Mas receio que isto está acima de minha capacidade de suporte." - Disse provocando a irmã - "Portanto seria melhor que vossa majestade caminhasse ao lado de seu esposo."

Arwen aceitou a proposta do irmão. Ela caminhou para o lado de Legolas e deu o braço para ele, assim como uma esposa deveria fazer.

"Agora sim podemos ir." - Comentou Elrohir – "Senhores, não se preocupem que nós não vamos demorar." Prometeu o gêmeo aos outro elfos que estavam com eles até então e observavam com grande deleite as brincadeiras do gêmeo mais novo.

E foi nesse clima de brincadeira que os jovens partiram. Tendo Legolas e Arwen como um casal da alta realeza. Ainion e Melenthiel eram os filhos do casal, que estavam sendo carregados pelos cavalos Elladan e Estel. E Elrohir desempenhava o papel de bobo da corte. Estava assim formada mais uma bela criação da incontrolável mente criativa de Elrohir.

Quanto aos elfos que ficaram, estes trataram logo de retomar seu caminho. Ou melhor, quase todos.

"O que houve?" Indagou Maldor à esposa que havia ficado para trás e não parecia nada feliz.

"Eu não sei, mas meu coração está inquieto." Confessou a elfa.

"Não se preocupe com eles. Vai ficar tudo bem é só um passeio. Você sabe que nós não podemos mais impedir eles de descobrirem o mundo a sua volta." Disse o marido da elfa envolvendo-lhe pela cintura.

"Eu sei. Mas mesmo assim o vento parece querer me dizer alguma coisa" - Disse Eleniel tentando ouvir esse chamado do vento que se intensificava fazendo com que seus loiros cabelos voassem. - "Amin dele ten' sem." ("Eu receio por eles.") Concluiu a elfa observando o pequeno grupo se afastar aos pouco até desaparecer.


Para quem não compreendeu, os elfinhos trouxeram tanto espanto, pois na situação em que a Terra Média se encontrava, os elfos pararam de se reproduzir e, portanto, há muitos anos não se viam crianças élficas, a não ser nas Terras Imortais.

Quanto aos nomes dos elfinhos apenas uma informação extra:

Ainion (Eye-nee-on) - Como se pronuncia

Melenthiel (Mehl-eh-thee-ell) - Como se pronuncia

Por fim, gostaria de informar para aqueles que esperam ansiosos pela fuga do elfo misterioso de Imladris não percam o próximo capítulo!

Até Breve!

Anne Krol