N/A: Alterei um pouco o texto inicial... Não estava satisfeita... Espero que gostem das mudanças...
Cap 2. Segredos
Sétimo ano, impossível acreditar. Mas parecia que nada tinha mudado, nem mudaria... Será?
Todas as meninas da escola eram apaixonadas, desde sempre, por Sirius Black, Tiago Potter ou Remo Lupin. Eram os garotos mais graciosos de Hogwarts.
Remo era do tipo caladão, alto, cabelos e olhos castanhos, monitor, inteligente, calmo, tolerante, gentil e bondoso. As meninas suspiravam por ele.
Tiago era o melhor apanhador de quadribol em anos, capitão do time, monitor-chefe, alto, magro, porém com um corpo que deixava muitas garotas doidas, cabelos pretos, sempre despenteados (e que ele sempre fazia questão de bagunçar mais), usava óculos, olhos castanho-esverdeados...
Sirius... Bom... Sirius era simplesmente Sirius. Inteligente, tinha um humor cortante, olhos acinzentados, cabelos pretos caindo sobre os olhos com uma elegância displicente, alto, sempre perfumado, lindo... Pára tudo! Acho melhor não falar mais nada sobre ele...
Enfim, a primeira semana de aula correu como sempre: Lílian e Tiago brigando. Sirius, Remo e Pedro dando risada e fazendo apostas, do tipo quantos foras Tiago tomaria no dia; hoje as apostas estavam altas, Sirius tinha apostado em 15, Remo em 13 e Pedro em 10 foras (eles faziam questão de estar por perto sempre que Tiago convidava Lily para sair, pois só assim poderiam contabilizar corretamente os foras.) A saudade da família apertando meu peito. Deveres de casa aos montes (os professores pareciam ignorar que estávamos apenas na primeira semana e que eles teriam o ano todo para passar deveres!). Sirius pegando no meu pé... Tudo normal.
Sexta-feira, fim de tarde, eu tinha terminado meu dever de Transfiguração e estava olhando pela janela, pensando nos meus pais, quando ouvi uma voz rouca no pé do meu ouvido, o que fez com que eu me arrepiasse completamente. Aquela voz sempre fazia isso.
— Preocupada com alguma coisa, Rach? — disse o dono da voz.
— Que susto, Black! O que você quer?
— Sempre com formalidades para cima de mim... O que eu preciso fazer para você me chamar de Sirius?
— Por que eu te chamaria assim? — perguntei sem graça, pois ele percebera que eu fiquei arrepiada.
— Que isso? Acho que a gente poderia deixar as formalidades de lado. Já nos conhecemos há seis anos... E eu só estava querendo te ajudar.
— Desiste, Black. E me ajudar com o que?
— Você parece preocupada, vim oferecer um ombro amigo — disse ele fazendo beicinho.
— Não estou preocupada, e mesmo que tivesse, não falaria com você!
— Você é má comigo. Um dia consigo que se abra para o Sirius "Magnífico" Black — disse ele me dando um beijo na testa ao se levantar e sair, para acompanhar mais um fora que Tiago levava da Lílian.
Meu Merlim... Será que está tão na cara assim? Até o Sirius percebeu! E ele não nota muita coisa além dele próprio... Também... Se não fosse minha preocupação com minha família, eu também ia ficar pensando nele... Tá bom! Parei.
Voltei a fazer meus deveres e fiquei até tarde na sala comunal, pois queria terminar todos e ter o fim de semana inteiro para pensar e descansar, sem me preocupar com dever de casa. Quando terminei tudo e me dirigi às escadas do meu dormitório, poucas pessoas ainda estavam na sala, incluindo os Marotos, que pelo visto planejavam alguma arte.
Sirius sorria abertamente, com um ar malicioso. Tiago cochichava com Remo e Pedro, provavelmente algum plano mirabolante. Remo estava com uma aparência cansada. Dos Marotos, era com Remo que eu me dava melhor. Fiquei preocupada com meu amigo. Resolvi falar com ele antes de subir.
— Remo, preciso falar com você? Pode ser?
— Claro, Rach — ele respondeu com um sorriso cansado.
Olhei ao redor e vi que os outros Marotos tinham parado de conversar e estavam prestando atenção ao meu diálogo com Remo.
— Melhor amanhã. Só você — retruquei, indicando os outros meninos.
— Podemos dar uma volta — ele falou lançando um olhar de censura ao amigos.
Como disse, sempre me dei bem com Remo, ele pareceu perceber que o assunto era delicado, apesar de que, no inicio, eu queria saber o que ele tinha... Eu também não estava bem e sabia que, se precisasse, podia contar com ele. Senti que ele percebeu que eu também estava preocupada com alguma coisa. O olhar que ele me lançou nessa hora foi extremamente compreensivo.
— Então... Vamos? — eu disse expressando minha gratidão pela discrição dele.
— Vamos! — ele respondeu.
Saímos de perto dos Marotos que ficaram nos observando. Sentamos em uma poltrona o mais afastado possível de olhares curiosos.
— O que foi, Rach, tá tudo bem?
— Eu ia te perguntar a mesma coisa — falei sorrindo. — Você parece preocupado...
Ele riu.
— Pareço? — ele perguntou tentando disfarçar.
— Você não me engana. Sei que tem seus amigos — falei indicando os Marotos com a cabeça —, mas às vezes um conselho feminino pode ser melhor — falei sorrindo.
Ele suspirou e disse:
— Você não entenderia...
— Como pode ter certeza? Sabe, sou boa com coisas esquisitas. Talvez eu possa ajudar...
— Não... Ninguém pode — ele se calou como se tivesse falado mais do que devia.
— Tem a ver com a lua cheia?
— C-com a lua cheia? O que você quer dizer?
— Você e a lua têm uma relação, digamos, interessante...
— Como você sabe? Quer dizer... — ele tentou se corrigir. — Do que você está falando?
— Remo, toda lua cheia você some, sempre com a desculpa que está doente, ou sua mãe está doente, ou seu pai, sua tia... Posso ser loira, mas não sou tão burra assim — falei brincando.
— Desde quando sabe?
— Já tem algum tempo que liguei as coisas...
— E por que nunca falou nada? E por que continuou conversando comigo?
— Primeiro: sei ser discreta — falei brincando, me fingindo magoada. Ele riu. — Achei que quando fosse a hora você falaria, mas... É que hoje te vi com um ar tão cansado, parecendo tão preocupado... Fiquei preocupada com você. E antes que eu me esqueça... Segundo: por que deixaria de falar com você? Você é um ótimo amigo, prestativo, calmo, tolerante... Isso que você tem é só um... um... probleminha à toa...
— Probleminha à toa? — ele riu.
— Sim. Não interfere em nada em quem você realmente é.
— Obrigado pela preocupação, Rach. Ou melhor, por tudo. E... Realmente estou um pouco tenso... Semana que vem já é lua cheia... Esse é nosso último ano... Fiquei pensando o que será de mim quando isso aqui acabar...
— Não se preocupe com isso agora. Você é inteligente, bom moço, vai arrumar um emprego bom, pode ter certeza!
— Obrigado pela confiança! — ele sorriu. — Bom... — ele me olhou no fundo dos meus olhos. — Era só isso?
— Era — respondi rápido demais.
— Tem certeza?
— Tenho — respondi me levantando. — Amanhã a gente se vê. Tá tarde e eu estou cansada... Vou subir.
— Tudo bem. Até amanhã — ele falou se levantando também e começando a caminhar na direção dos Marotos. — Durma bem, Rach.
— Você também, Remy. Boa noite.
Fui para as escadas e comecei a subir. No meio da caminho, ouvi Tiago mexendo com ele:
— Nossa, Remy, quanta intimidade!
— Cala a boca, Pontas. Acho que ela tá precisando de alguma coisa. Ela me pareceu meio preocupada...
Droga! Tava na cara. Mas o que eu poderia fazer? Tinham certas épocas do ano que eu não conseguia disfarçar. Eram a primeira semana de aulas, as férias de Natal e de Páscoa... Sempre assim.
Eu sentia muita saudade da família, mas meu pai não aceitava muito que eu fosse bruxa. Dizia que isso não existia. Na verdade ele tinha ficado extremamente chateado porque eu não seguiria a carreira que ele escolheu pra mim: Médica. Ele me amava, assim como eu o amava, mas... Nem tudo são flores... Fui dormir com esse aperto no peito.
Acordei no sábado de manhã com a Lílian puxando minhas cobertas e dizendo que o dia estava lindo, que tínhamos que aproveitar ao máximo, pois logo o tempo iria esfriar e não poderíamos curtir o sol. Menina maluca, viu?
Me arrumei e desci para tomar meu café da manhã. Mas mal passei o buraco do retrato da Mulher Gorda e vi Remo me esperando com umas torradas na mão.
— Trouxe para você — ele disse. — Acho melhor conversarmos agora, enquanto os outros estão tomando o café, você sabe como Sirius é curioso, se ele vê a gente conversando vai querer ouvir.
— Ele não teria como ouvir sem que a gente percebesse.
— Você não tem idéia do que ele é capaz! — disse Remo rindo.
— Ok. Obrigada pelas torradas. Vamos para o lago?
— O dormitório masculino está vazio agora, acho que lá teríamos mais privacidade...
— Para que? — perguntei confusa.
— Para conversar sobre o seu problema. E não finja que não tem nenhum!
— Ok — suspirei...
Voltei a entrar na sala comunal, não sem antes ouvir um "pra que me abriu, então?" da Mulher Gorda. Subimos ao dormitórios dos Marotos. Estava uma verdadeira bagunça, tinha de tudo jogado pelo quarto.
— Senta na minha cama — ele me apontou a cama — eu vou sentar na do Sirius.
Nos sentamos e dei uma mordida um uma das torradas que ele me trouxe, fiz isso mais para não olhar para ele. Sentia seus olhos em mim, como se me examinasse.
— Antes de mais nada... Esqueci de te agradecer uma coisa ontem — ele começou.
— O que?
— Por não contar o meu segredo. Obrigado. Muito obrigado mesmo.
— Que isso! Amigos são para essas coisas — respondi com um sorriso sincero.
— Agora vamos para o seu problema!
— Tá tão na cara assim? — falei.
— Está — ele respondeu. — Quando você pediu para falar comigo ontem achei que queria falar sobre sua família. Ou do Sirius... Isso antes de descobrir que você queria perguntar sobre mim, claro!
— Do Sirius? Como assim? — falei assustada. Ninguém sabia daquilo!
— Já percebi que você gosta dele. Mas pelo visto não é ele que está te preocupando.
— Como você me conhece tão bem? — perguntei. — Claro que você acertou. Não quero falar dele, porque não tenho nada pra falar dele — disse baixando os olhos, ele às vezes parecia ler meu pensamento. — É minha família... — falei depressa, antes que ele me interrompesse. — Meu pai ainda não aceita que eu me forme aqui. Ele sempre diz que isso não existe, que estou internada em um hospício... Sei que ele gosta de mim, mas ele simplesmente não aceita. Me dói pensar nisso...
— Mas sua mãe aceita — não era uma pergunta.
— Ela acha o máximo! Diz que não vê a hora de eu poder fazer magia fora da escola e ajudar na casa com minha varinha. Mas meu pai... Ele diz que magia não existe, quer dizer... a nossa magia não existe. Ele acredita nos mágicos de circo, sabe?
Ele riu. Mas logo em seguida ficou sério e me disse:
— Seu pai vai aceitar. Ele, com certeza, quer ver a filha dele feliz. Você é uma bruxa sensacional, Rach. Tem N.O.M.s mais que suficientes para seguir a carreira que quiser! Com certeza nos N.I.E.M.s você vai se dar super bem!
— Obrigada, Remy. Você conseguiu me animar um pouco. Mas... ainda dói quando penso que ele prefere pensar que sou louca a aceitar que sou uma bruxa! — olhei pela janela, tentando disfarçar as lágrimas que surgiam em meus olhos.
Ele disfarçou, percebeu que eu queria esconder as lágrimas e fingiu não ter notado. Quando percebi que minha respiração estava normalizada e que conseguiria falar normalmente, continuei:
— É por causa dessa atitude dele que tenho que passar as férias de Natal e Páscoa aqui, praticamente sozinha...
Nessa hora, a porta abriu e ninguém menos que Sirius Black, Tiago Potter e Lílian Evans (pois é: Lílian Evans!) entraram no quarto. Fiquei vermelha, não, fiquei roxa de vergonha. Sempre fui "durona", de repente eu tava falando de coisas que mostravam que eu era sensível... Que burrada!
— Você não precisa mais se preocupar em ficar sozinha! Nós ficaremos com você — disse Tiago.
— O melhor e mais gato animador de garotas, ficará ao seu lado, sempre que você precisar! — entoou Sirius.
— Há quanto tempo vocês estão aí? — perguntei nervosa. — E... Lily? Você com eles?
— Não muito. Desde "Ele prefere pensar que sou louca", não é, Pontas? — respondeu Sirius sentando do meu lado.
— Eu estava preocupada com você. Te chamei para descer, você disse que já iria, mas não apareceu... Aí os meninos disseram que Remo queria continuar a conversa que vocês tiveram ontem... — falou Lílian, que realmente parecia mais aliviada por me encontrar. — Te procurei no castelo inteiro...
— Aí encontramos com ela, ela disse que estava não tinha te encontrado e sugerimos vir aqui, pois se estivesse conversando com Aluado, aqui seria o lugar mais tranquilo! — completou Tiago, com um sorriso nos lábios.
— Se vocês abrirem a boca, eu digo que vocês estão loucos! — falei. — Não era para ninguém saber disso! Remy, obrigada pela força, mas acho que vou descer.
— Rach, você não contaria nem para sua amiga? — falou Lílian que parecia achar que eu traíra sua amizade.
— Você já tem problemas demais, amiga — respondi. — Vamos descer, Lily?
— Vai fugir de mim, Rach? — perguntou Sirius.
— Não estou fugindo de ninguém. Só acho que vocês se meteram numa conversa que não era da conta de vocês! — disse me levantando e me dirigindo para a porta do quarto. — Mais uma vez, obrigada, Remy.
— Sempre que precisar — ele disse enquanto eu saia.
Passei o resto da manhã conversando com Lily, pouco antes do almoço, me afastei, dizendo que precisava de um tempo sozinha...
Na hora do almoço, no Salão Principal, Sirius sentou perto de mim.
— Aluado nos contou que você já sabe do "problema peludo" dele.
— Ah — suspirei. — E o que vocês querem?
— Calma, loira! — disse Tiago, que tinha acabado de se sentar do meu outro lado. — Só queríamos agradecer por não ter falado nada. Ele sofre bastante com isso.
— Eu imagino... — suspirei.
— E viemos oferecer nossos serviços para você — disse Pedro que tinha sentado à frente de Tiago, junto com Remo.
— Ele também sabe? — reclamei. Olhei para Remo espantada, como ele podia ter feito isso comigo?
— Não tive nada a ver com isso! Eles decidiram que devíamos fazer alguma coisa para te animar — falou Remo se defendendo.
— Rabicho não sabe de nada! Só dissemos pra ele que percebemos que você anda meio triste, e nada melhor que um grupo de Marotos para animar o ambiente! — Sirius falou apenas para mim, rindo e piscando um olho.
— Tenho até medo. Obrigada, rapazes, mas não precisa. Isso passa.
— Ah! Vamos, deixa a gente te animar, assim temos uma desculpa perfeita para fazer o que queremos — retrucou Tiago.
— Vou pensar. Mas já deixo avisado para você, Tiago, a Lílian não vai gostar nada, nada.
— Tenho o plano certo. Ela vai ser minha antes do que ela imagina.
Não agüentei e ri. Ele estava com um ar de triunfo. O que será que ele iria aprontar que me animaria e o faria ficar mais perto de conquistar a ruiva dele?
Lílian chegou e se sentou ao lado de Remo.
— Loiríssima, sei que já fez seus deveres, então, que tal agora de tarde você curtir o sábado de sol comigo e com as meninas em vez de ficar trancada no dormitório?
— Eu vou — respondeu Tiago.
— Desculpa, Tiago, mas acho que ela falou comigo — falei rindo. — Duvido muito que você queira passar uma tarde inteira ouvindo conversa de garotas.
— Quem disse que eu quero ouvir a conversa de vocês? Quero ficar perto do meu lírio, não é, Lily?
— É Evans, Potter! — ela respondeu.
— Quantas vezes ou ter que te dizer que ainda não é "Evans Potter", mas vai ser? — ele perguntou rindo da irritação da ruiva.
— Cala a boca, Potter! Você vem, Rach? Já terminei meu almoço e estou indo lá para fora, te espero?
— Vai indo. Já vou. Tô terminando aqui — assim que ela saiu me virei para os Marotos: — Obrigada, rapazes. Vou dar uma chance para vocês, principalmente para o Tiago, quem sabe assim paramos de ouvir os gritos de "é Evans, Potter" e as gracinhas dele para ela. Mas agora vou curtir o sábado.
— Valeu! Pode ter certeza que você vai se divertir! Queremos que você assista de perto — disse Sirius exultante de alegria.
— Não vão me meter em confusão, né? — perguntei.
— Claro que não! Você estará em ótimas mãos! — disseram os quatro com sorrisos idênticos, que me diziam que eu estava em uma verdadeira enrascada.
— Tá bom. Tô até vendo. Fui — disse me levantando e saindo para curtir o sábado.
Para deixar bem claro, alguns personagens não fazem parte da história de J.K. Rowling...
Bom... aí está o segundo capítulo. As coisas vão ficar mais emocionantes! Tenho o enredo todo na minha cabeça, mas vamos ver se consigo colocar na fic tudo que quero!
Beijos, beijos e mais beijos.
Whoisaly: que bom que gostou, é minha primeira fic, espero que curta o segundo capítulo.
Nicky Evans: Tô amando escrever essa fic. Espero que curta o segundo capítulo.
Deixem reviews... Isso anima a autora aqui.
