Cap 12. Quadribol

Com a chegada do mês de novembro, os treinos de quadribol ficaram ainda mais intensos. Tiago queria ganhar a primeira partida da temporada, principalmente porque era contra a Sonserina. Sirius reclamava porque não tinha tempo para mim. Tiago retrucava que ele também andava sem tempo para Lílian, mas eles tinham que vencer.

— Gata, isso logo vai passar — Sirius me disse, no café da manhã antes do penúltimo treino para o jogo.

— Tudo bem, cachorro. Vocês precisam treinar. Depois a gente compensa o tempo perdido — respondi, piscando um olho para ele.

— É por isso que te amo cada dia mais! — ele exclamou, e me deu um beijo.

— Parem com isso! Vão para um quarto! — brincou Remo, se levantando com Sam para sair do Salão Principal.

— Eu bem que gostaria, Aluado — falou Sirius, fazendo com que eu ficasse extremamente vermelha —, mas meu digníssimo capitão, não permitiria que eu faltasse um treino. Ele me mataria!

— Por favor, nos poupe dos detalhes, Almofadinhas! — exclamou Lílian, rindo.

— Vamos parar com isso? — perguntei extremamente sem graça.

— Tudo bem, Manchinha, não falo mais sobre isso — falou Sirius. — Tenho que ir para o treino. Te encontro depois, na sala comunal, ok? — ele perguntou para mim.

— Sim. Te espero lá — respondi e dei um beijo de despedida nele.

Tiago já tinha ido para o vestiário, Sirius pegou sua vassoura e se juntou aos outros jogadores do time para ir para o treino.

Pedro foi na frente a caminho da sala comunal. Lílian lembrou a Remo que eles tinham que fazer uma ronda. Sam se despediu de Remo e seguiu comigo para a Torre da Grifinória.

Quando chegamos lá, encontramos Alice e Franco sentados ao lado da lareira, jogando xadrez de bruxo. Sam e eu sentamos perto deles e ficamos assistindo ao jogo. Pedro foi para o dormitório, dizendo que ia dormir. Pouco depois Lílian e Remo voltaram da ronda e sentaram com a gente.

Perto da hora do almoço Tiago e Sirius entraram pelo buraco do retrato. Eles foram tomar um banho e nos encontraram na sala para descermos para o Salão Principal.

— Ainda não tivemos oportunidade de ficar sozinho de novo — Sirius sussurrou em meu ouvido, enquanto entrávamos no Salão. — Mas eu acho que hoje finalmente poderemos nos livrar deles e nos curtir — ele indicou nossos amigos com os olhos.

Eu ri baixinho. Eu também estava ansiosa por ter ele só para mim, principalmente depois do que aconteceu no Dia das Bruxas. Parecia bobagem, mas eu teria mais forças para me vingar daquela menina depois de um momento a sós com meu cachorro.

— O que vocês estão cochichando? — quis saber Tiago.

— Meu caro Pontas — disse Sirius, jogando os cabelos para longe dos olhos com um movimento rápido de cabeça (Merlim! Ele fica lindo fazendo isso!), ao mesmo tempo que se virava para Tiago —, posso ser um cachorro, mas não vou comentar com você o que estou conversando com minha namorada!

— Essa doeu! — brincou Sam.

— Escutem aqui — cortei, com o objetivo de mudar de assunto —, tenho uma coisa para fazer e vou precisar da ajuda de todos.

— Do que você está falando, Manchinha? — perguntou Remo.

— Simples! Vocês não acham que o que aconteceu no Dia das Bruxas vai ficar barato, acham? Não se esqueçam, sou um onça! — retruquei.

— Vamos almoçar, minha onça, depois pensamos nisso — disse Sirius achando graça da minha irritação.

Depois do almoço, todos resolveram voltar para a sala comunal. Sirius e eu ficamos para trás e ele me puxou para um atalho logo que foi possível.

— Finalmente estamos sozinho! — ele exclamou, me dando um beijo. Eu deixei para lá toda minha vontade de me vingar daquela menina, eu pensaria nisso mais tarde.

— Six, não acho que seja uma boa ficarmos parados aqui. Pirraça pode aparecer e vai ser pior — falei, olhando para todos os lados, procurando o poltergeist. — Vamos para a Sala Precisa!

Ele adorou a idéia, me carregou pelos corredores, praticamente correndo. Quando chegamos no corredor do sétimo andar, ele parou de correr e começou a andar de um lado para o outro em frente a tapeçaria de Barnabás. Me coloquei no caminho dele impedindo que ele completasse a primeira volta.

— O que foi, gata? — ele me perguntou franzindo um pouco a testa.

Eu quero escolher o ambiente — falei com um sorrisinho.

— Mas... — ele soltou um suspiro exasperado. — Vai em frente — e indicou o corredor com a mão.

Ele estava muito ansioso, mas eu queria um encontro perfeito! Andei em frente à parede três vezes, pedindo meu jardim. Quando ouvi o clique da porta, abri meus olhos e sorri para ele.

— Venha, meu amor — falei, pegando a mão dele e o guiando para dentro da Sala Precisa.

— Era isso que você queria? — ele me perguntou.

Concordei com a cabeça. Olhei para ele e mordi meu lábio. Eu sabia que ele gostaria da minha escolha.

— Cada dia te amo mais! — foi tudo o que ele disse antes de me puxar em um beijo de tirar o fôlego.

— Calma, Six! — exclamei quando ele passou os lábios para o meu pescoço. — Quero te mostrar uma coisa.

— Não pode ser depois, gata? — ele resmungou, ainda no meu pescoço.

— Não! — eu ri da cara de desapontamento dele. — Você vai gostar, cachorro.

Ele suspirou e me olhou nos olhos.

— Certo... Vamos ver o que você tem para me mostrar...

Levei ele até a pequena área com as almofadas, onde agora tinha um colchão. Sirius abriu um sorriso, me pegou no colo e me carregou até o colchão.

— Você tinha razão, gata, adorei — ele murmurou no meu ouvido, enquanto me colocava deitada.

Passei os braços por seu pescoço e pressionei febrilmente minha boca contra a dele. Não era desejo – era necessidade, intensa. A resposta dele foi imediata, ele me puxou, me abraçando com força. Passou a explorar meu pescoço e eu sorri ao sentir que a necessidade dele era tão insuportável quanto a minha. Ele correu os lábios pela linha do meu queixo e puxou minha boca para a dele novamente.

E nos rendemos totalmente ao nosso desejo.

Quando voltamos para a sala comunal, quase na hora da janta, Tiago abriu um sorriso e cutucou Lílian. Senti meu rosto corar, ao perceber que todos ali deviam imaginar o que Sirius e eu estivemos fazendo.

— Hey, Manchinha! — chamou Tiago. — Gostaríamos de ser informados quando você for sumir com o Almofadinhas!

— Eu não sumi com o Almofadinhas! — retruquei.

— Você disse que queria nossa ajuda para alguma coisa, quando estamos contando que vamos saber sobre o que se trata, você e o Almofadinhas não estão por perto! Isso é sumir! — brincou Lílian.

— Calma, pessoal — falou Sirius me abraçando apertado. — Nós tínhamos umas coisas para discutir... Sabe como é, coisas de namorados — ele afastou a frase com a mão. — Era uma coisa só nossa — ele sorriu maliciosamente.

— Sei — disse Tiago rindo. — De qualquer forma... Estamos curiosos! O que você pretende fazer contra a Nikki?

— Quem? — perguntaram Lílian e Sam.

— Nikki Hathaway — respondeu Sirius. — A garota que me beijou na festa.

— Não me interessa o nome dela! — falei irritada. — Ela vai me pagar por tentar tirar meu cachorro de mim!

Sirius deu sua risada parecida com um latido e me abraçou forte novamente. Tiago e Remo se entreolharam antes de rir também. Lílian parecia chocada e Sam divertida.

— Você fica linda com ciúme, minha gata — Sirius sussurrou para mim. — Não se preocupe, sou seu, ninguém nunca vai me tirar de você — e me deu um beijo no pescoço, fazendo eu me arrepiar.

— Tudo muito bom, mas está na hora do jantar! — retrucou Pedro, que vinha descendo as escadas dos dormitórios.

Descemos para o Salão Principal para jantar. No caminho coloquei todos a par da minha vingança.

— Você vai contar seu plano ou não? — reclamou Remo.

— Certo, o plano é o seguinte... — e contei o plano para eles. — Vocês vão me ajudar? — perguntei a todos assim que terminei.

— Você não pode fazer isso! — respondeu Lílian.

— Lírio, eu vou fazer! Com ou sem a ajuda de vocês! — falei um pouco exaltada. — Com ajuda seria mais fácil e mais rápido!

— Ela tem razão, Lírio! Se fosse com o Pontas, o que você faria? — perguntou Sam.

Lílian pensou um pouco e acabou concordando.

— Obrigada, Lily — falei enquanto entrávamos no Salão.

Assim que sentei na mesa da Grifinória, vi a tal Nikki Hathaway cochichando com Hale. Só podia ser! Ele devia estar envolvido naquilo também, afinal, ele não tinha aceitado bem o fato de eu ter terminado com ele e estar saindo com Sirius.

— Gata, você pode esperar a partida, não é? — Sirius me perguntou ao me ouvir soltar um rosnado baixo.

— Claro, cachorro — suspirei.

Assim eu poderia ampliar a vingança, de forma a atingir Hale também!

Depois do jantar, voltamos para a sala comunal. Tiago sentou em uma poltrona e puxou Lílian para sentar com ele. Remo e Sam ocuparam a outra poltrona. Pedro não quis ficar com a gente e subiu para o quarto. Sirius sentou no sofá e eu deitei em seu colo. Passamos o resto da noite jogando conversa fora. Perto da meia-noite Lílian começou a tocar todo mundo para a cama, dizendo que já era tarde.

Sirius me puxou em um abraço e sussurrou em meu ouvido um "eu te amo, Manchinha!". que eu respondi imediatamente com um "também te amo, Almofadinhas" sussurrado no ouvido dele. Ele me levou até o pé da escada do meu dormitório e me deu um beijo de despedida.

As meninas ficaram me olhando, mas eu as ignorei. Eu estava feliz demais para prestar atenção aos olhares reprovadores das duas.

No quarto, me preparei para dormir e ouvi Lílian cochichar com Sam.

— Lily, se você tem algo para falar, desembucha! — falei para ela.

Ela me olhou, deu um suspiro profundo e respondeu:

— Tiago quer dar um passo a mais no nosso relacionamento... — Lílian murmurou.

— Eu estava falando para ela, Rach, que ela só deve fazer se estiver se sentindo pronta — falou Sam.

— Ela tem razão, Lily — olhei para minha amiga. — Não faça nada se você não se sentir pronta! Tenho certeza que Tiago não vai te obrigar a nada.

— Eu sei... — Lílian suspirou. — Ele já me disse que não vai fazer nada que eu não queira.

Eu sorri ao lembrar de Sirius me dizendo exatamente essas palavras.

— Qual a graça? — perguntou Sam.

— Nenhuma graça... Só me lembrei que o Six dizia a mesma coisa — sorri de novo.

— Você quer dizer que ele está mentindo? — perguntou Lílian parecendo um pouco irritada.

— Não! Muito pelo contrário! — retruquei. — Sirius nunca fez nada que eu não quisesse! Nunca!

Lílian suspirou aliviada.

— Olha... É melhor dormirmos... Já está tarde e eu estou morta de cansaço! — falei.

— Também... Passou a tarde com Sirius na Sala Precisa! Deve ter se cansado muito mesmo! — brincou Sam.

— Como você sabe que eu estive na Sala Precisa? — perguntei incrédula.

— Mapa do Maroto — responderam Lílian e Sam.

— Droga de mapa! — resmunguei. Elas riram.

Eu estava realmente cansada. Passar aquela tarde com Sirius tinha sido maravilhosa, extremamente maravilhosa, mas tinha me deixado exausta!

O domingo passou tranquilamente. Sirius quis passar na Sala Precisa de novo, mas eu achei que já era um pouco demais... Eu precisava elaborar mais meu plano de vingança! Eu não esqueceria o que aquela Lufa-Lufa tinha feito! E não ficaria por isso mesmo, ela havia cutucado a onça com vara curta!

A última semana antes do jogo foi tensa. As casas estavam em pé de guerra. Os sonserinos eram os piores, tentando azarar todos os jogadores da Grifinória. Tiago estava ficando louco e exigiu mais da equipe no último treino, que aconteceu na véspera do jogo.

A equipe de quadribol entrou na sala comunal reclamando. Sirius era o que parecia mais irritado. Mas assim que me viu, ele abriu um sorriso e veio em minha direção.

— Você ilumina meu dia, gata! — ele falou para mim.

— Mas estamos de noite! — exclamou Pedro.

— Cala a boca, Rabicho! — Sirius disse dando um tapa na cabeça dele. — Não interessa se é dia ou noite, ela sempre deixa meu dia melhor!

— Obrigada, Six — falei sorrindo. — Você também deixa meu dia melhor!

Ele abriu um sorriso no melhor estilo "tenho 32 dentes e vou mostrar todos" e me deu um beijo antes de subir para tomar um banho. Quando ele voltou, sentou ao meu lado para copiar os deveres.

Tiago, que tinha subido com ele, desceu um pouco depois e se juntou a nós para copiar os deveres de Lílian.

Mais uma vez, fomos dormir depois da meia noite.

Lílian me acordou no dia seguinte, gritando no meu ouvido. Merlim! Ela estava ficando cada vez mais parecida com Tiago! Isso é jeito de acordar um amigo?

— Que foi, Lily? — resmunguei.

— Sirius está precisando de você — ela respondeu.

— O que houve com ele? — perguntei pulando da cama e começando a me arrumar.

— Ele não quer acordar! — Lílian respondeu, rindo.

Parei no meio do caminho para a porta e olhei para ela.

— O que? Você me acorda dessa forma porque Sirius não quer acordar? — gritei. — Eu levei um susto, sabia?

Lílian riu mais ainda.

— Na verdade, quem precisa de você é o Tiago, Rachel — disse Sam. — Como Sirius não quer acordar, Tiago está entrando em parafuso por causa do jogo...

— Merlim! — suspirei. — Vocês vão ficar aí? — perguntei já na porta.

Elas disseram que iam depois. Fui para o dormitório dos meninos. Sam tinha razão... Tiago estava louco com Sirius sem acordar.

— Olá, meninos! — cumprimentei acenando. — Me falaram que vocês precisam de mim aqui.

— É esse seu namorado! — exclamou Tiago. — Não conseguimos acordar ele!

— E olha que tentamos de tudo, Rach — disse Remo.

— Eu vou resolver isso! — sorri para os dois.

Fui até a cama dele, me debrucei sobre seu peito nu (Merlim, isso já é maldade!) e dei um beijo nele. Como da primeira vez, ele passou os braços em minha cintura, me puxando num abraço apertado e aprofundou o beijo.

— Bom dia, meu cachorro! — cumprimentei assim que nossos lábios se separaram.

— Ótimo dia, gata! Ótimo dia! — respondeu ele com um sorriso enorme. — Começar um dia assim é sempre maravilhoso! E em um dia como hoje... acordar assim é especial! — ele deu sua risada parecida com um latido.

Como eu gosto dessa risada, é tão dele, tão ele!

— Agora você pode tratar de se arrumar, você tem que ganhar um jogo para mim, hoje! — brinquei.

— É pra já! — ele falou pulando da cama.

— Missão cumprida, Pontas! — falei para Tiago assim que Sirius entrou no banheiro. — Vou esperar por vocês na sala comunal!

— Vou com você, Manchinha — disse Remo.

Sam correu para abraçar seu namorado, assim que aparecemos nas escadas.

— Bom dia, Lua! — Remo falou depois de dar um beijo em Sam. — Bom dia para você também, Lírio!

— Achei que ia esquecer de mim! — Lílian brincou.

— Nunca esquecerei você! — Remo brincou.

Pouco depois Tiago e Sirius desceram com suas vassouras nas mão. Tiago parecia tenso, Sirius relaxado.

Descemos para o Salão Principal, para o café da manhã. Tiago não queria comer, estava muito nervoso. Sirius continuava com um ar tranquilo e relaxado, mantendo sempre seu sorrisinho irônico no rosto.

— Posso saber do que você tanto acha graça? — perguntou Pedro.

— Simples! Hoje o dia está perfeito! O tempo está bom, fui acordado da melhor forma possível... — Sirius respondeu, aumentando seu sorriso.

— Tiago, acho bom você comer alguma coisa — disse Lílian, preocupada.

— Eu estou bem, Lírio, eu estou bem — ele respondeu de forma mecânica.

— Lily, ele não vai comer! Não adianta perder seu tempo — falou Remo.

Tiago se levantou pouco depois, sem ter tocado na comida, e chamou a equipe de quadribol para o vestiário. Lílian deu um beijo de boa sorte nele e eu dei um em Sirius, que me abraçou apertado e me beijou com vontade.

Pouco depois, o resto da escola se dirigia para o estádio de quadribol.

Sentamos nas arquibancadas e, quando olhamos para o campo, percebemos que os dois times já estavam ali. Meu coração perdeu uma batida. Só agora eu percebia que Sirius jogaria contra o irmão dele!

Os 14 jogadores montaram suas vassouras e deram impulso no chão. O jogo começou.

Eu não conseguia ouvir o que locutor da partida dizia, eu só via Sirius de um lado para o outro pelo campo, arremessando balaços para todos lados. Ele parecia mirar alguns no próprio irmão, só não acertava porque os batedores da Sonserina também eram rápidos.

Grifinória estava com 60 pontos de vantagem quando o jogo começou a ficar mais violento. A Sonserina não ia deixar barato. Eles começaram a usar jogadas ilegais, sempre que Madame Hooch não estava vendo, atacavam gratuitamente os jogadores grifinórios... Se Tiago não agarrasse logo a droga do pomo, não sei como terminaria aquele jogo.

Sirius levou um balaço nas costas e perdeu o equilíbrio, quase caindo da vassoura. Eu me levantei da arquibancada, não tinha a menor idéia do que fazer, mas eu não consegui ficar sentada. Ele conseguiu se reequilibrar e mandar um balaço para o batedor que o atingiu.

A Sonserina marcou três gols seguidos, diminuindo a vantagem da Grifinória para apenas 30 pontos, pois nosso goleiro recebeu dois balaços seguidos, ficando um pouco fora de combate.

A torcida gritava da Grifinória gritava, pedindo falta. A torcida da Sonserina vaiava cada movimento que os grifinórios faziam.

Mais dois gols da Sonserina. Mais balaços passando de raspão por Tiago e Sirius.

A torcida verde vibrou com o movimento de Régulo e, pela primeira vez desde que a partida começou, ouvi o que o locutor dizia:

"Black, da Sonserina, parece ter visto o pomo! Se ele pegar o pomo antes do Potter, será uma vitória de virada para a Sonserina! E a goles está com a Grifinória, Johnson marca mais um gol para a Grifinória! 70 a 50 para a Grifinória!", dizia o locutor, "Potter parece nem querer perder tempo atrás de Black! Vai entregar a vitória para a Sonserina?"

De repente Tiago dá um mergulho e Régulo imita seu gesto. Pois Régulo não tinha visto o pomo, ele estava fazendo uma finta. O pomo, na realidade, pairava a poucos centímetros do chão, próximo a arquibancada da Sonserina, e a disputa ficou acirrada. Régulo se aproximava cada vez mais de Tiago, ambos com as mãos esticadas, o pomo pairando suavemente rente ao solo. Um balaço passou raspando por Tiago, mas um segundo balaço acertou Régulo em cheio.

Olhei pelo estádio e vi Sirius sorrindo. Percebi que ele que lançara aquele balaço e estava satisfeito consigo mesmo por ter acertado seu alvo.

Enquanto isso a Grifinória mantinha a posse da goles e estava fazendo um gol atrás do outro. O placar atual era 120 a 50.

Tiago capturou o pomo e voou na direção da arquibancada, passando por Lílian e oferecendo a vitória para ela, enquanto Sirius fazia a mesma coisa para mim.

Nós duas sorrimos e acenamos para eles. Depois, corremos para o gramado, para abraça-los e parabenizá-los pelo jogo.

Toda a Grifinória estava em festa, tínhamos ganhado o jogo com uma vantagem enorme: 270 a 50. Se continuássemos assim, era certeza que a Taça das Casas ficaria, mais uma vez, com a Grifinória!

— Comemoração na sala comunal! — gritou Tiago, antes de puxar Lílian em um abraço apertado e dar um beijo nela.

Sirius inclinou a cabeça para um lado e me olhou profundamente antes de dar um sorriso torto lindo e me puxar pela cintura para mais perto dele.

— Você iluminou meu dia, mais uma vez, gata — ele sussurrou no meu ouvido, fazendo com que eu me arrepiasse. Ele sorriu quando me sentiu tremer um pouco com o arrepio, e sussurrou mais uma vez — Essa vitória foi para você, minha Rachel.

— Obrigada, Six — sussurrei de volta. — Você está bem?

— Melhor impossível, gata, estou com você! — ele respondeu. Eu sorri.

— Estou me referindo ao balaço que você levou! — retruquei.

— Aquilo não foi nada, Manchinha!

Olhei de lado para ele, duvidando, mas ele puxou minha boca para a sua e selou nossos lábios antes que eu pudesse falar alguma coisa. Ele me venceu. Eu não tinha mais argumentos!

Seguimos para a sala comunal, para festejar a vitória da Grifinória. Sirius, Tiago e Remo nos deixaram na sala e saíram com Pedro, quando voltaram, traziam em seus braços várias garrafas de cerveja amanteigada.

— Onde vocês arranjaram isso? — perguntou Lílian.

— Por aí — responderam Tiago e Remo. Sirius apenas sorriu e Pedro engasgou.

— Six, meu cachorro, você sabe que vou descobrir, não é? — olhei para ele e mordi meu lábio sedutoramente.

— Não faz isso comigo, Rachel! — ele falou me olhando intensamente. — Você sabe que assim você consegue qualquer coisa, não é?

Eu ri e mordi o lábio novamente.

— Sério? — eu disse fingindo inocência.

Lílian começou a rir quando Sirius deu um suspiro exasperado e contou sobre as passagens secretas do castelo para Hogsmeade.

— Eu sabia que tinha alguma coisa a ver com o mapa! — exclamou Sam.

— Agora todo mundo sabia! — falou Pedro. — Depois que a gente fala, fica fácil saber de tudo!

A festa continuou até tarde, quando a Profª McGonagall entrou na sala comunal para mandar todos para suas camas, pois já estava tarde. A maioria dos alunos reclamou, mas Lílian e Tiago assumiram a postura de monitores-chefes, e ninguém mais abriu a boca.

Remo e Sam se despediram comportadamente. Era bonito ver o namoro dos dois... Era bonito ver Remo com Sam. Eles eram perfeitos uma para o outro!

Tiago e Lílian eram outros dois que nasceram para ficarem juntos. Tiago, que era bem parecido com Sirius no quesito galinhagem, se afastou de todos com Lílian, para dar um beijo de despedida nela.

Sirius... Bom, não preciso dizer muita coisa... Ele me agarrou no meio da sala comunal, me levantou no colo e me deu um beijo. Um daqueles beijos selvagens, agressivos, cheios de desejo.

Afastei ele com as mãos em seu peito. Ele sorriu mais uma vez e me desejou boa noite. Ó Merlim, isso não é justo comigo!

Depois que todas nos despedimos, subimos para nosso dormitório e nos preparamos para dormir.

Uma coruja apareceu à minha janela e eu me levantei para abri-la, já esperando ser a coruja de Sirius com algum bilhetinho. Levei um susto ao ver Marleen, minha coruja, parada na janela.

Não podia ser coisa boa...

Tirei o pergaminho da pata dela e vi uma carta de minha mãe. Lílian se aproximou, ao me ver paralisada com aquela carta na mão.

— Algum problema, Rach? — ela me perguntou.

Olhei para ela e mostrei a carta.

— Lílian... — suspirei. — Não deve ser coisa boa... Marleen? A essa hora?

— Estarei aqui com você, amiga! — Lílian falou sentando ao meu lado.

— Eu também! — disse Sam que tinha ouvido o que eu falei.

Eu suspirei e abri a carta. Como eu havia previsto, não era uma notícia boa!


Por favor, por favor, por favor! Não me matem!

Eu sei... Demorou, mas aí está o Capítulo 12! Está pequeno porque eu queria enviar logo! Eu também estava ansiosa para postar! No próximo é a hora da vingança! Mesmo com a notícia ruim! Ela vai se vingar!

Agradeço à minha beta, Manu Black! Ela está mega animada com a vingança! E isso está me dando muita força para escrever uma vingança DAQUELAS! haha. Como ela disse: "Adoro brigas... se eu fosse a Rach, pegava a safachorra pelos cabelos por ter OUSADO tocar em Sirius..." Agora é só esperar para saber como vai ser a vingança!

Beijos a todos!

Vou tentar não demorar tanto para postar o próximo capítulo!

Ju