Um dos capítulos mais legais que eu escrevi *-*

principalmente porque... hihihihihi nao posso contar =X

espero que se divirtam ;D


Cap. 4 Tea Party

Andamos mais um pouco até chegar a um local meio sombrio eu diria.

Ô lurgazinho para vir morar não? Garanto que o Chapeleiro é um homem todo ferrapado por isso mora aqui.

Tinha só uma casinha de madeira saindo fumaça da chaminé e uma vasta mesa do lado de fora.

-Chegamos.

O gato disse e foi andando na frente. Eu meio ainda boba por ver que tinha uma porção de xícaras e bules, pratos, bolos e por ai vai!

-Ora, ora... Quem nós temos aqui? – disse uma voz masculina profunda. Eu era menor que eles. T_T

Pude notar que a voz era do chapeleiro que estava sentado na cabeceira em uma cadeira de encosto alto. Ele estava com a cabeça baixa e sua cartola preta com uma fita vermelha não deixava com que visse seu rosto.

-Olá Chapeleiro! Trouxe visita. Ainda tem chá?

-Chás têm de sobra. - ele levantou o rosto e eu prendi a respiração. – Welcome to the Tea Party! (Bem-Vinda a festa do chá!)

Nossa! Por que não vejo homens desse porte lá em cima? Pelas barbas de Merlin! De ferrapado ele não tinha nada! Pelo ao contrário! Vestia um blazer preto aberto, com uma camisa branca de gola V, uma calça preta e um tênis Oxford preto e branco. Também só deu para ver porque estou uma miniatura. E ele tinha aparência de ser alto – apesar do meu tamanho eu acho que ele ainda é mais alto que eu no meu tamanho normal -, cabelos pretos compridos que batiam na cintura e os seus olhos eram âmbares. Sua pele era um moreno claro e desde já pude notar que ele tinha certo charme na voz. Coisa que sinceramente me seduziu.

Ele se levantou e veio até mim.

-Como é pequena. – disse me levantando pelo braço.

-Poderia me largar?

Ele me deixou em cima da mesa ao lado dele quando se sentou.

-Vai querer um chá? Café? Bolo? Pudim? Torta?

-Não muito obrigada. – me ajeitei melhor no meio de tanta coisa. – Só gostaria de saber se o Coelho já esteve aqui?

-Miroku?

-Quem?

-Miroku é o coelho, querida. Ele já lhe explicou que é um animago? – disse colocando mais chá na xícara dele.

-Sim. Mas ele passou por aqui?

-Ainda não. – o Gato ou Shippou nem falava. Tava mais preocupado em comer. E agora notando melhor tinha uma lebre conosco. Tinha orelhões, porém uma era meio caída, seu cabelo era preto e grande, feito numa trança. Era de estatura média, sua pele era morena e seus olhos pretos. Uma lebre muito diferente, o que não é novidade comparando as coisas que já vi. –Ele com aquelas minúsculas pernas! Não sei como consegue fugir! Aliás, este é Bankotsu. Não o repare é meio doido. – essa última parte ele sussurrou.

Bem, isso não é difícil de reparar, pois ele estava discutindo com a xícara que estava quebrada. Depois começou a discutir com o gato.

-Esses dois vivem brigando. – disse apoiando o rosto na mão que estava encima da mesa. –Parecem dois velhos gagas discutindo a relação. – disse dando um sorrisinho de lado.

-Eu ouvi tá! Não sou surdo! – falou Bankotsu. – E eu não sou velho!

-Eu não disse que você era surdo e nem velho, apenas que parecia.

No meio do matagal sai o coelho que veio se juntar a nós.

-Que bom que conseguiu se salvar! Creio que o Shippou lhe ajudou. – disse se sentando na cadeira.

E de repente ele era humano! Saiu uma fumacinha básica, mas tudo bem. E até que era bonito e elegante.

Alto, moreno, cabelos pretos curtos presos num rabinho baixo, olhos azuis escuros como já tinha reparado. Sua roupa também não era muita das antigas... Uma calça cinza, uma blusa de linho bege e descalço.

-E então Miroku... Temos que conversar sobre aquilo. – uau! Os olhos do Chapeleiro ficaram pretos e misteriosos.

-Claro.

Foi ai que eu notei que sabia o nome de todos os presentes menos de um...

-Chapeleiro qual o seu nome? – perguntei.

-Inuyasha. O seu é Kagome, não é? – disse com os olhos claros de novo.

-Sim. Vejo que as notícias correm por aqui.

-Certamente. Teremos que te esconder da Rainha que já sabe de sua presença, mas não poderá ser aqui, afinal a Rainha sabe que todos os refugiados vêem se acolher em minha humilde casa. – disse fechando os olhos e ficando pensativo. – Pelo visto teremos visita muito mais cedo do que eu imaginava. – quando ele abriu os olhos estavam pretos de novo.

Será que ele cheira uma? Ô.õ

Só pode! Como uma pessoa normal consegue trocar a cor do olho? Ah, é verdade. Esse povo não é normal.

Foi então que vi os soldados de cartas vermelhas se aproximando e um cara num cavalo negro. Esse eu não tinha visto mais cedo. Ele era um pouco mais branco que eu, tinha cabelos negros ondulados na altura dos ombros, olhos estranhamente vermelhos e tinha um coração como tapa olho no lado esquerdo e se não me engano tinha 1,75 de altura.

-Inuyasha, quem é o cara do cavalo?

-Naraku, o Valete de Copas. – ele estava procurando algo dentro do blaser. – Ele é o que comanda o exército da Rainha e há indícios de que ele e a Rainha, Kikyou, têm um caso. Achei! Tome tudinho! – ele foi enfiando um troço com gosto de mato na minha boca.

-Ah não! De novo aquele troço que me fez crescer? – falei toda engasgada.

-Ora, vamos! E você não vai crescer. Vai só diminuir mais um pouco. – e quando eu reparei poderia dizer que faço parte da família das formigas.

Bankotsu arrumava as coisas ao seu redor todo nervoso e com cara de quem tá devendo.

Shippou desapareceu do nada e o chapeleiro me enfiou dentro de um bule. Minhas roupas estavam super largas em mim!

Como não podia ouvir nada fiquei só ouvindo.

-Chapeleiro! Como sempre tomando seu chá.

-Pois é, Valete de Copas. A que devo a honra?

-Fiquei sabendo que temos visita. A viu?

-Não... Ouvi vagamente sobre o assunto.

-Hm... Coelho a rumores que foi você que a trouxe.

-Como? – agora era a voz do Miroku. – Esse bando de animais fofoqueiros! Explique-me de que forma traria alguém que não pertence a esse mundo?

Houve um momento de silêncio.

-Tem razão. Mesmo assim vamos vasculhar todo o local a procura dessa garota.

-Quer uma xícara de chá? – perguntou Bankotsu todo desajeitado.

-Não faz mais do que sua obrigação. – disse Naraku.

Então ouvi o barulho de uma xícara quebrando e Bankotsu rindo feito um doido, Inuyasha rindo baixinho e Miroku engasgando com supostamente o chá.

-SEU DESGRAÇADO! – gritou Naraku. – SUA LEBRE MALDITA! UM DIA AINDA CORTO A SUA CABEÇA!

Ouvi passos apressados e depois o cavalo sai correndo.

-Ei! Poderia me tirar daqui agora? – falei batendo na lateral do bule.

-Claro, claro! – disse o Chapeleiro tirando a tampa. – O problema vai ser a roupa... Você diminuiu de tamanho e sua roupa ficou imensa.

-Podemos fazer uma roupinha para ela, lalalalala! – dizia Bankotsu.

-Não é uma má ideia. – disse o Coelho com a mão no queixo.

-Nem pensar em cortar as minhas roupas! Sei que vai ter uma hora que vou crescer de novo, então, por favor, me passa o tal líquido que encolhe. – disse olhando para Inuyasha.

-Sabe que se tomar mais pode ficar menor que uma formiga?

-Quem disse que eu vou beber? Vou derramar na minha roupa para ela encolher, muito mais prático!

-Verdade! Como não pensei nisso antes? – então ele me passou o frasco e fechou a tampa.

Não sei como não pensaram em fazer isso no filme! ¬¬

É tão mais prático do que ficar trocando de roupa sem parar!

Demorou alguns segundos para minha roupa ficar mini. A vesti e gritei:

-PODE ABRIR!

Inuyasha abriu a tampa e me tirou de lá.

-Como disse, temos que tirar você daqui. Não sei como Naraku caiu na nossa tão facilmente...

-Porque ele é mongol seria uma resposta? – disse Bankotsu tentando fazer mais chá. Como se não tivesse o suficiente.

-Eu diria que ele estava cansado de ficar procurando pelos quatro cantos da floresta e desistiu. – disse Miroku.

-Mas porque acreditou em nós? Sabendo que poderíamos muito bem mentir para ele. – bem como eu não sabia como era o esquema lá fiquei na minha só prestando atenção na conversa do Chapeleiro com o Coelho.

-Sim. Ou ele espera que cometemos algum deslize para em fim cortar nossas cabeças. E a sua seria a primeira, afinal todos sabem que a Rainha de Copas tem certa queda por você. Sempre manda ele aqui para lhe chamar para ir ao castelo, sendo que ele tem obsessão por ela.

-Ei! Por que ele tem que ser o primeiro? – disse Bankotsu quebrando o bule. – Eu quero ser o primeiro!

-Ótimo. Você será. – disse Inuyasha.

-Eu vou ser o primeiro! Lalalala! Vão cortar a minha cabeça primei- - ele se auto interrompeu. – VÃO CORTAR A MINHA CABEÇA PRIMEIRO! NÃO QUERO MAIS SER O PRIMEIRO! – disse dando voltas pela mesa e parando ao lado do Inuyasha.

-Já era. Agora você é o primeiro. Eu serei o segundo. – disse ele sorrindo.

-EU QUERO SER O SEGUNDO!

-Então Miroku será o primeiro, você o segundo e eu o terceiro.

Miroku se engasgou com pedaço de bolo que estava comendo ao ouvir seu nome.

-Mas, porque ele tem que ser o primeiro? – cara, esse Bankotsu está me irritando seriamente. -.-' – Eu quero ser o primeiro!

Inuyasha respirou fundo e olhou para Miroku.

-Andou dando orégano para ele cheirar? – disse sério. – Ele está surtando mais do que o normal hoje!

-Bem, era para dar para o gato que tava me enchendo, só que ai o Bankotsu roubou dele. Nem sabia que funcionava com lebres. – disse pensativo a última frase.

Inuyasha só riu baixinho.

-Antes que o Valete de Copas volte, que tal irmos para o castelo da Rainha Branca? – disse Inuyasha.

Um silêncio absurdo se fez quando o nome da tal rainha foi falado. Até o doidão do Bankotsu se calou.

Miroku ficou com uma expressão triste e Inuyasha apesar de tudo estava pensativo também.

-Nunca pensei na possibilidade de voltar lá. – disse Miroku.

-Nenhum de nós. Só que é o único lugar que Kikyou não se atreveria a entrar.

-É. De certa forma lá seria o lugar mais seguro para Kagome.

-Desculpem-me minha intromissão, mas gostaria de saber quem é essa tal de Rainha Branca?

Inuyasha respirou fundo e depois me pegou logo me colocando na aba da cartola dele.

-É uma longa história... Vou te contando pelo caminho. Quem virá conosco?

Miroku se levantou e Bankotsu ficou em dúvida.

-Bankotsu?

-Sabe Chapeleiro... Se eu for eu fico sem o chá...

-Porém se você ficar sabe que corre o risco de receber outra humilde visita do Valete de Copas.

-Acho que posso ficar sem chá por um tempo. – disse levantando correndo.

Então dali fomos para uma trilha que possivelmente nos levaria ao Castelo Branco.


Eulalia Arantes: hahahaha vê sim! brigadaa *-*