Cap. 6 More Surprise?

De acordo com que nós íamos aos aproximando do Castelo Branco eu podia ver melhor a decoração, que, aliás, era impecavelmente branca e maravilhosamente linda!

É até meio estranho o que vou dizer, mas você podia sentir a pureza do local... Eu podia sentir! As árvores de flores rosa claras faziam o caminho até uma escada. Outra idiota observação é que pareciam que as plantas falavam comigo num sussurro...

-Que foi? – perguntou Inuyasha virando para trás, afinal eu tinha parado para admirar tal beleza.

-Nada demais... – disse continuando a caminhada e logo o alçando.

-Conte-me. – em fim estávamos subindo a escadaria que nos levaria a uma imensa porta prateada.

-Só uma observação boba que eu fiz.

-Ande, quero saber!

-Me sinto confortável aqui... – e então ao chegarmos a grande e majestosa porta com diversos desenhos, esta se abriu. – Como se tivesse em casa.

Caramba! Até as coisas dentro eram brancas e pratas!

Ele apenas sorriu.

-O Castelo Branco tem esse efeito sobre nós, quanto ao Castelo Vermelho temos vontade de sair correndo.

Parei minha observação para olhá-lo.

-Já esteve lá?

-Sim, porém não quero falar disso.

-Tudo bem. Respeito seu silêncio.

Sai andando pelo castelo querendo saber mais, ver mais! O piso era de granito branco puro! Dava até pena pisar em alto tão branco! Será que alguém ainda cuidava daqui? Não deve ser fácil cuidar de um lugar que só de dar uma poeirinha fica sujo! Entrei em um corredor que levava a cozinha, lá tinham uns potes cheios de coisas estranhas. Dedos de gente morta, olhos, moedas empoeiradas, líquidos coloridos e por ai vai! Inuyasha só andava atrás de mim assistindo minha curiosidade de tocar em tudo. Deixei para lá! Agora eu observei as louças, de certo modo me lembrei do aniversário da menina. O ANIVERSÁRIO! O.O

-Err... Inuyasha, o que exatamente eu faço aqui? Você disse que me explicaria.

-Por que quer tanto saber? – disse encostando-se no batente da porta e tirou o chapéu para logo bater com a mão na parte de cima para tirar a poeira. E cá entre nós, ele sabe fazer charme!

-Ué, se um coelho aparecesse para você falando que está atrasado e te levasse para um buraco e neste tivesse um submundo do qual tem uma Rainha maluca e doida para cortar a sua cabeça sem motivo aparente. Não gostaria de saber o que afinal se passa?

-De certo modo. É meio complicado se eu te contasse agora.

Bem, uma coisa eu tenho certeza: Não sou a Alice dessa história!

-E quando vai me contar?

-Quando a Rainha Branca voltar.

-Mas ela não desapareceu? Como podem saber se ela vai voltar?

-Absolem nos disse que ela voltaria do mesmo modo que ela partiu.

-Não entendo suas palavras. Poderia ser mais claro?

Inuyasha recolocou o chapéu e saiu andando.

-Ela sumiu de repente, então aparecerá de repente.

Eu sai andando atrás dele, mas especificamente correndo.

-Inuyasha! Volte aqui e me explique isso!

Lá estava ele parado em frente a uma cadeira de prata com estofado de veludo azul escuro com o desenho em prata de uma coroa na parte do encosto. Certamente ali era a poltrona da rainha.

-Não há muito que explicar Kagome... Perdemos nossa Rainha e não sabemos quando ela reaparecerá. Você está aqui para nos ajudar apenas isso.

-Eu? Ajudar em que?

Até então Inuyasha estava de costas para mim se virou.

-A encontrar a Rainha Branca e soltar os meus amigos. Algo liga você a esse mundo. Caso contrário não conseguiria entrar aqui.

-Tá. Pode até ser que algo me ligue aqui, entretanto o que? O fato de a minha mãe ser viciada quando criança no filme Alice no País das Maravilhas? E me dar o nome dela? – ops, não era para eu soltar essa.

Ele se aproximou rápido demais de mim.

-Qual o seu nome todo Kagome?

-Kagome Alice Higurashi. – disse num fio de voz.

-Alice? É talvez pelo seu nome for esse incentivou em alguma coisa.

-Você acha?

-Sim. Agora o que acha de trocar de roupa?

-Adoraria!

Ele me levou num quarto que creio ser o da rainha, já que era do tamanho do meu apartamento com um armário imenso. E adivinhem? Só tinha roupa branca. -.-'

-Vou deixá-la para se trocar.

Só tinha vestido! E o que me surpreendeu é que tinha de todos os tipos de pano! Não é que esse povo é atualizado gente!

Peguei o mais simples possível. De lycra e alças finas. Tinha uns pequenos detalhes em prata, era reto e chegava aos meus pés.

O coitado do blazer do Inuyasha estava precisando de uma lavagem! Fui atrás dele, o que seria uma difícil missão, já que o tamanho do castelo é uma coisa de doido!

Olhei em todos os quartos que tinham e acredite, não eram poucos. Depois resolvi descer e ver se ele tava na cozinha ou em qualquer canto. Acabei por encontrá-lo na varanda olhando o horizonte.

-Até que em fim te achei! – disse parando ao lado dele. – Obrigada pelo blazer. – disse entregando para ele.

-Não de que.

-Está pensativo. – me encostei-me à grade.

-Sim.

-Quer compartilhar?

-Está tudo muito confuso. – disse fechando os olhos. – Não entendo os meus sentimentos na verdade.

-Sentimentos sempre são conturbados. Não vai me fizer que esta começando a gostar da Rainha Vermelha, Kikyou? – disse isso ironicamente, mas por dentro estava me corroendo de ciúmes.

-Claro que não! – disse abrindo os olhos de repente e me olhando indignado. – Jamais!

-Então o que é? Juro manter segredo.

-Não sei explicar muito bem, afinal nunca senti tal coisa. Alice já tinha me falado disso, só que agora estou aprendendo na prática.

-Alice parecia ter uma queda por você no filme que eu vi. – na verdade eu fui obrigada a ver para fazer a tal festa. E bem, naquele filme o chapeleiro não era nem um pouco atraente apesar de ser o Johnny Depp, então nem me importei. Todavia as coisas aqui são diferentes... E se a Alice daqui tiver uma queda pelo Chapeleiro e ele por ela? Cara, eu me mato! A primeira vez depois de anos eu tenho uma paxonite por um, que ainda é um personagem e ainda gosta de outra? É ou não é pra se matar? Ai sim eu pediria para a tal Kikyou cortar a minha cabeça! =/

-Filme? Que seria isso? Ô.õ

-Ah, bem, esquece.

-E Alice não gosta de mim. – riu. – Não fale isso perto do Miroku, por favor. Senão ele me mata.

-Por quê?

-Miroku gosta dela e ela dele. – ufa! Que alívio! Salvei meu pescoço!

-Seria esse sentimento de que estava falando?

-É. Ele é reconfortante e complexo. Faz meu coração bater rápido sem necessidade.

Inuyasha estava gostando de alguém. Será que era da Rainha Branca? Afinal quando ele fala dela diz com tanto gosto.

-O sentimento é assim mesmo. Você gosta de ficar perto da pessoa, pois se sente a vontade, sente o coração batendo mais rápido e um calorzinho reconfortante dentro do peito. Até mesmo o tão falando ciúmes. – POR DEUSES! ACABEI DE DESCREVER O QUE EU TÔ SENTINDO! O.O

Eu não posso gostar do Inuyasha meu bom Deus! Não mesmo!

-Hm... é assim mesmo. Você descreve como se sentisse isso. Tinha alguém no seu mundo?

-Coitada de mim! Não tinha tempo para arranjar alguém. Meu tempo era todo para o trabalho e só. Nem mesmo para falar com minha mãe e o meu irmão eu tinha direito.

-Compreendo.

-Se não for pedir demais poderia me dizer com que você se sente assim? – que é? Sou curiosa!

Ele ficou rubro. Pela primeira vez eu o vi ficar vermelho e desviar o olhar. Ficou tão fofinho com vergonha! .

-Err... B-Bom...

-Não precisa dizer. Fui tola de ter te perguntado isso. – me desencostei e comecei a sair da varanda, mas fui impedida. Inuyasha me segurou pelo braço e me virou.

-Você não foi nem um pouco tola de ter me perguntado isso. – desde quando ele ficou assim TÃO próximo? Prendi até a respiração!

-Inuyasha...

-Na verdade eu que fiquei sem graça. Isso sim foi tolo! Desde quando o Chapeleiro tem vergonha? – parecia que ele tava mais discutindo com ele mesmo.

-Olha, se isto ajudar o tal sentimento que você diz estar sentindo faz a gente sentir vergonha. – disse soltando a respiração levemente.

-Nossa! Surpreendente um sentimento ter tanto efeito sobre nós... Kagome posso estar sendo precipitado, só que desde que você apareceu aqui no nosso submundo esse sentimento tem tido total domínio sobre mim. Não sei exatamente como me comportar perto de você, gosto de conversar com você e acredite me segurei muito para não voar no pescoço do Bankotsu quando ele te viu nua. – ele falava como se fosse à coisa mais normal do mundo! Nem fazia ideia do que se passava dentro de mim! Acreditem, acontecia uma festa de arromba!

-B-Bem, pelo que entendi você quis dizer que só sente esse sentimento comigo? – obs.: coração a 220 por hora. Posso sofrer um infarto a qualquer momento.

-Sim. E gosto disso. – agora ele me segurou pelos ombros.

-Tem certeza? Pode estar se confundindo com amizade... – por que quando o cara praticamente se declara você ainda insiste dele estar errado ou estiver entendendo as coisas contorcidas? Não aceita logo o fato dele estar caidinho por você e ser recíproco? Mania essa que a gente tem. Ô.o

-Se fosse uma simples amizade eu não sentiria ciúmes de outros lhe olhando. – com um sorrisinho de lado tooodo charmoso. Tem como discutir? Acho que não.

-Creio então que sou obrigada a dizer que seu sentimento é mútuo. – disse sorrindo.

Ele abaixou o olhar para minha boca. Ai me veio uma pergunta: Será que ele já beijou alguém? Ô.õ

-Quero muito beijar você.

-Então beija. – e eu vou ser burra de negar? Jamaaaais!

Inuyasha colocou uma mão na minha cintura e me puxou para mais perto enquanto a outra mão estava na minha nuca. Passei meus braços ao redor do pescoço dele, daí ele me beijou. E morram de inveja porque ele beija muuuuuuuuuuuuuuito bem. *-*

Uma de minhas mãos foi parar no peitoral dele. Claro que não sou besta de não tocar ali! Eu já vi, agora quero tocar. E meu Santo da Bicicletinha Rosa! Que MÚSCULOS! *-*

Como será que ele faz para manter a forma já que aqui não tem academia? Ô.õ

Ele parou o beijo e apoiou a sua testa na minha.

-Isso foi maravilhoso. – disse encarando-me nos olhos.

-Sim, foi.

-Vamos para o jardim, Absolem deve ter chegado. – quebrou totalmente o clima. ¬¬

-Certo.

Fomos de mãos dadas para lá. O jardim era extenso e cheio de flores brancas, principalmente rosas.

Logo achamos a lagarta. Como? Um monte de fumaça em cima de um cogumelo.

-Absolem? – chamou Inuyasha.

-Sí? Estou aqui.

-Alguma novidade?

-Huhuhuhu... Uma bombástica! – disse jogando a fumaça que tava em sua boca pelos ares.

-É sobre o que? Acharam a Rainha Branca?

Absolem ficou sério agora, mas um sorrisinho de lado brincava em seu rosto.

-Sim querido Chapeleiro. Achamos a Rainha Branca.