Dois capítulos de uma vez só por causa do meu atraso ;D

Uma perguntinha para vocês que são veteranos aqui no site, como faço depois que acabar a história e colocar "completo"? ô.õ

juro que ainda nao descobri Y.Y

bem, aproveitem a leitura, nao vou atrapalhar mais xD


Cap. 7 White Queen – The Return

Inuyasha até chegou mais perto do Absolem e não escondia o sorriso que estava estampado na cara. Isso me enciumou. U_Ù

-E onde ela está? – perguntou ele.

A lagarta começou a rir!

-Mas perto do que podíamos imaginar!

-Mesmo? Então poderia falar logo? – já tava me estressando essa tal Rainha se querem saber. ¬¬

-Primeiro vou explicar como a achamos. – ele deu uma baforada naquele troço que ainda vai matar ele! – No início estávamos pensando que ela estava no pântano negro, mas não. No meio daquela confusão que teve quando o Jabberwock apareceu, Bankotsu conseguiu salvar a pequena Rainha Branca e a levou para o mais longe possível. Por haver muitos soldados de cartas ele não teve escolha senão dá-la "a poção".

-Perai! Por que Bankotsu nunca falou nada disso?

-Serve porque ele é meio noiado? – eu disse na inocência.

Absolem riu.

-Ela tem razão. Bankotsu não bate bem da cabeça, por isso não se lembra de nada.

-Mas se ele deu... – Inuyasha ficou pensativo.

-Sim, a poção que faz a pessoa ir para o outro mundo.

-Então se ela está lá eu posso trazê-la de volta. – sugeri aos dois que estavam pensativos.

A lagarta me encarou e sorriu.

-Não precisa cherry. Ela já está aqui conosco.

Inuyasha arqueou a sobrancelha pelo visto a ficha dele caiu afinal ele acabou por arregalar os olhos.

-Não...

-Ah, se ela já está aqui então tá bom! Quando é que ela chega?

-Ela já chegou não se preocupe. – disse Absolem.

-Ah é? Onde ela está? – disse olhando para os lados.

Inuyasha me pegou pelos ombros e me encarou sorrindo.

-Kagome, você é a Rainha Branca.

Simplesmente comecei a rir descontrolavelmente! Puf! Eu? Rainha? A tá!

-Ah vá! Fala sério! Rainha Branca eu? Piraram?

-Kagome, você veio do outro mundo! A Kikyou está temerosa com qualquer pessoa que entra no submundo! Não acha que encaixa?

-Você andou cheirando orégano junto com o Bankotsu? Ô.ó

-Claro que não! ¬¬'

-Então pare de falar asneiras!

-Pense comigo Kagome! Você conseguiu entrar nesse mundo não por causa do seu nome, mas sim por quem você é!

-Inuyasha para! Não acredito que vai cair nessa história que Absolem contou!

Tirei as mãos dele de cima dos meus ombros e sai andando!

Não era possível! Eu ser um personagem daqui? Nem ver! Sou Kagome, uma mulher bem sucedida e que vive no mundo real! Tudo bem que sou adotada... E quando pequena era branca em excesso e tinha um cabelo meio loiro demais. Tanto é que pintei de preto. Encontrava-me no quarto agora andando de um lado para outro super nervosa! Se eu fosse desse mundo pelo menos me lembraria um pouco! Ou não? Como vou saber? E se eles querem que eu acredite nisso só porque entrei nesse mundo e eles não acham essa tal de Rainha Branca? Por que tudo tem que ser tão complexo?

Respirei fundo e me joguei na cama. Não tinha como eu descobrir nada ali. O único que poderia me ajudar era um lunático! ¬¬'

Não que eu esteja concordando com eles! O.o

Mas vai saber? E se eu for mesmo essa mulher?

Fechei os olhos e fiquei lá refletindo. Mil pensamentos passando pela minha cabeça sem parar por um instante. Tentei lembrar se tinha algo na minha rotina que poderia ter igual ao da Rainha Branca... Mas nada!

-Kagome? – disse a voz rouca com um puxadinho de frânces.

-Que foi Absolem?

-Inuyasha quis vir aqui, mas eu pedi para vir no lugar dele.

Eu me sentei na cama e o vi no chão.

-Você veio aqui enfiar na minha cabeça que sou a Rainha Branca e talz?

-Na verdade vim ajudá-la a perceber que é ela. Você com certeza não se lembra de nada porque se passaram anos! Afinal, qual a sua opinião do por que o Miroku estava no seu mundo?

-Sei lá! Foi dar uma voltinha? Ô.õ

-Claro que não. ¬¬

-Me ajude a entender então.

-Miroku foi para lá sob minha ordem. Pedi para que ele fosse para lá, pois achava que a Rainha Branca poderia ter ido para o outro mundo a fim de se esconder. Miroku te procurou por anos e quando lhe encontrou voltou para cá para me dizer. Já fazia uma ideia de que você estava viva, pois vez por outra Bankotsu soltava coisas incompreensíveis que somente eu entendia.

-Como ele poderia saber que era eu? Bankotsu é louco! Lembra?

-Você o viu. O seguiu. E está aqui. Apenas deixou seu instinto falar por você. Bankotsu pode ser louco, mas fala a verdade. Ninguém o compreende por não saber decifrá-lo.

-Eu o segui por... por... Curiosidade! Não por instinto! E para mim Bankotsu ainda é louco.

-A Rainha Branca também era muito teimosa. – riu. – Só quero que saiba que jamais faria você acreditar em algo que não é. Esperamos pela sua volta durante séculos!

-Absolem, você é tido como o mais sábio dentre todos desse submundo. Poderia me aconselhar como faço para acreditar nessas coisas? Ainda não creio! Não encaixa nada na minha cabeça!

-Bem, tem uma espada. Só que para você tê-la terá que entrar no castelo da Rainha Vermelha e pegá-la. Ela se chama Vorpal.

-NEM VER! PIROU? – levantei de repente da cama. – Eu? Entrar num castelo aonde querem a minha cabeça? Para pegar uma espada?

-Kagome, essa não é uma espada qualquer. Ela simplesmente foi da Rainha Branca que se perdeu quando o Jabberwock atacou a vila. Kikyou a pegou e a trancou dentre 7 chaves.

-O que essa espada tem de especial?

-Além de ser a única a conseguir matar o Jabberwock? Pode fazer suas lembranças vir à tona.

-Essa espada é normal? Como ela pode conter as minhas lembranças?

-Vorpal foi sua desde criança. Sempre esteve com você. Ela não é uma qualquer, pois tem vontade própria.

-Hm... Vou pensar nesse seu caso e depois te falo.

-Tudo bem. Tudo que tinha para ser dito já foi. – puff! Ele desapareceu de novo na fumaça!

Fiquei ainda ali em pé digerindo mais informações.

Inuyasha apareceu na porta.

-Como está? – disse chegando perto.

-Confusa. Perdida. Sei lá! – disse andando pra lá e pra cá.

-Ei, calma! – ele me pegou pelo braço para logo após me abraçar. – Estou aqui. Não precisa ficar assim vou lhe ajudar no que for.

-Você realmente acha que sou essa tal rainha? – murmurei no peito dele.

-Você sente que é ela?

-Eu não sei... Tem hora que não sei explicar o que se passa. Como na hora em que chegamos aqui! Era como se o castelo me conhecesse, como se as plantas quisessem falar comigo...

-Disse que se sentia em casa. Isso já não é uma dica? – falou me dando um beijinho na testa.

Levantei o meu rosto para olhar o dele.

-Contou-me que todos se sentem assim quando vêem aqui.

-Menti. Na verdade só se sentem a vontade aqueles que já estiveram aqui. Por isso a trousse. Absolem já tinha conversado comigo sobre a sua... digo, a volta da Rainha Branca.

-Viu? Também acha que sou ela!

-Sim, de certo modo acho. Ambas tem traços iguais e personalidade também.

-Poderia me dizer eles? – disse saindo do abraço dele e indo para a varanda.

-Nasceu com o intuito de comandar, veja o seu cargo lá no seu mundo. Ambas são branquelas, apenas o cabelo que tá meio diferente.

-Na verdade eu pintei. Não gostava daquele loiro... quase... branco.

-Ahá! Percebe as semelhanças? Kagome, só com o tempo se lembrará das coisas.

-Tem um jeito que me faria lembrar-se de tudo de uma vez só. Absolem me disse.

Inuyasha se encontrava do meu lado agora.

-Qual jeito?

-Pegando a espada Vorpal no Castelo Vermelho.

Ele ficou um minuto quieto, mas pude ver seus olhos ficando pretos de novo.

-Você não irá entrar naquele castelo. – disse com os dentes cerrados. – O que o Absolem tem na cabeça? Se você entrar lá morre!

-Ei, eu quero saber quem eu fui e se eu sou. – disse colocando ambas as mãos no rosto dele.

-Não quero que você morra. – disse se acalmando e olhos voltando ao normal. Depois colocou uma mão em cima da minha. – Você se tornou alguém importante para mim, será que não entende?

-Claro que entendo. Só que se eu não pegar essa espada não vou lembrar do meu passado.

-Não irá sozinha naquele lugar. – disse sério.

Eu sorri concordando, logo o beijei. Era tão bom ficar assim colada nele! Sentia-me a pessoa mais segura do mundo!

Depois entramos porque estava esfriando. Inuyasha me levou para a sala do trono.

Não me pergunte por que, ele simplesmente me levou lá dizendo que tinha um jeito de me lembrar ao menos um pouco da minha vida.

Lá estava eu de frente para o trono. Admirando a cadeira.

-Tá. Não to me lembrando de nada.

Inuyasha riu.

-É para você sentar, não ficar olhando a cadeira.

Sentei-me e me aconcheguei. Do trono eu podia ver pelas janelas as plantas se moverem com o vento. Como que festejando a volta da Rainha delas.

E então pude ouvir os sussurros de novo. Só que eu não fiquei apavorada ou algo do tipo. O mais surpreendente? Dessa vez eu entendi o que elas falavam. "Você voltou."

Não explicar, mas no momento eu realmente me senti a Rainha Branca. Lágrimas percorriam pelo meu rosto.

Inuyasha se ajoelhou na minha frente e limpou com o polegar carinhosamente o meu rosto.

-E então? – perguntou com voz aveludada.

-É inexplicável. Eu entendi agora o que as plantas falavam comigo e mais do que nunca me sinto em casa. Talvez... Talvez eu seja mesmo a Rainha Branca.

Ele me sorriu confortador.

-Não está com fome? Não come a um bom tempo.

-Verdade. – daí me lembrei das coisas que tem na cozinha. – Err... Tem coisas comestíveis aqui?

-Teremos de procurar.

Fomos à cozinha e procuramos em todos os armários possíveis! Inuyasha até achou alguma coisa.

-Vai uma sopa? – disse balançando o pacotinho.

-Melhor isso do que dedos de defunto! Argh!

Bem, sopa é a coisa mais fácil de fazer. Não tinha segredo nenhum por isso foi rápido e prático.

Comemos e conversávamos vez por outra. Depois ele ficou pensativo. Com certeza era algo complexo, pois sua testa estava franzida em sinal de concentração.

Não sabia se perguntava ou não para ele o que era... Preferi deixar quieto.

Depois lavamos as louças como pessoas normais fazem e fomos para o jardim para ver o céu que estava totalmente estrelado e com uma lua linda. Nunca na cidade eu pude contemplar o quão lindo esse manto negro é.

Sentamos em um banco de cimento. Apoiei minha cabeça no ombro dele e ele passou o braço em torno de mim. As coisas estavam tão calmas que nem dava para perceber que teria uma batalha.

-Inuyasha?

-Sim?

-O que você estava pensando na hora em que estávamos comendo?

-Nada demais... Alias, amanhã sairei para saber como estão as coisas. Não é demorado.

-Tá.

Levantei o rosto e vi que ele me olhava pensativo. Odeio quando ele está assim!

Ele abaixou o rosto selando nossos lábios. Ajeitei-me melhor para aproveitar mais a situação, claro! O beijo foi se intensificando e fomos ficando mais próximos. Meu corpo estava começando a ficar quente, a mão do Inuyasha estava na minha cintura e a outra me segurava pela nuca. Quando dei por mim estávamos deitados na grama no maior amasso! Ele foi descendo a boca para meu pescoço e depois sussurrou no meu ouvido.

-Não faço à menor ideia do que estou fazendo. Meu corpo está fervendo, estou totalmente entorpecido e sem controle. Parece que estamos indo rápido demais, então se você quiser...

-Pelo amor de Deus homem! Se eu quisesse parar você já estaria longe daqui.

Ambos estávamos com a voz rouca devido ao desejo.

Ele riu antes de continuar da onde tinha parado.

Bem, naquela noite eu me tornei totalmente dele. E a lua foi à única testemunha de tudo.


Eulalia Arantes: Acredite, eu também senti inveja dela u.u

queria muito trocar de lugar sabe... pena isso nao ser possível T.T

obrigada ^^ espero que continue gostando *-*/