Cap. 10 Escape

Eu tinha dormindo muito pelo visto.

Acordei com os raios solares batendo nos meus olhos e me virei para falar com o pessoal.

Qual foi a minha surpresa ver o Chapeleiro conversando com o Coelho de novo?

O que será que esses dois tanto conversam?

Gostaria de ser uma mosquinha para ouvir... Mas em fim, eles pararam de conversar e dessa vez Inuyasha saiu sem olhar uma única vez para mim.

Foi então que eu lembrei que morreria hoje. Arrancariam minha cabeça fora.

Se bem que reparando agora, em volta do castelo há um fosso e neste se encontravam cabeças flutuando... QUE NOJO!

Será que minha linda cabeçinha iria parar lá também? Espero que não...

-Ei! – chamou Miroku.

-Oi? – disse voltando a Terra.

-Tome isso. – ele me jogou um embrulho pequeno e quando abri vi um bolinho.

-Para que eu iria querer aumentar de tamanha agora?

-Ouça, na hora em que você for pegar a espada come apenas um pedaço. Irá aumentar razoavelmente o seu tamanho para você intimar o animalzinho de estimação da Rainha Vermelha.

-Certo. E quando o plano entra em ação?

-Quando quatro guardas vierem buscar Tweedle-Dee e Tweedle-Dum para divertir a Kikyou. Com isso o Gato Risonho irá pegar as chaves de um deles e então a "brincadeira" começa. – disse rindo de lado.

Eu guardei o bolinho dentro do meu decote do vestido. Afinal eu não tinha bolsos nem bolsa.

Todos se puseram a postos esperando os soldados de cartas aparecerem.

Eu estava ansiosa demais para me manter quieta.

As horas, os minutos e os segundos foram passando e nada dos soldados aparecerem.

Foi então que Shippou apareceu rapidamente.

-Eles estão chegando. – e desapareceu depois.

Os soldados abriram a porta e começaram a zombar dos irmãos que reclamavam baixinho dos insultos. Daí Bankotsu e Miroku levantaram juntos e agiram rápido dando uma batida na cabeça dos quatro, com a ajuda da Sango e do Shippou. Os quatro caíram no chão desacordados.

Todos saíram da cela e colocaram os soldados lá dentro.

Depois vieram e me soltaram.

-Sango e Shippou iram com você até a espada. Nós seguiremos para portões diferentes e depois nos encontramos no Castelo Branco.

-Uhum. – dizendo isso segui Sango que foi indo na frente.

Como estávamos em uma torre isolada foi fácil descer aquelas escadas todas. O pior foi quando chegamos ao final desta. Tinha soldados andando de um lado para outro. Em praticamente todos os cantos.

Shippou ficou invisível e derrubou uns três os empurrando dentro de uma caldeira.

-Venha. – disse Sango.

-Por que os outros foram em outra direção?

-Em caso de terem de inventar uma distração se der errado alguma coisa do nosso lado.

-Ah tá.

Sabe o que é você andar se escondendo atrás de cada pilastra e se esgueirando em todo canto? Pois é, me sentia em um filme de ação.

Em fim pude ver ao longe uma cabana feita com tábuas de madeira vermelha. Shippou respirou fundo.

-É ali. Tenha cuidado.

Eu tirei um pedaço do bolinho e comi me fazendo crescer um bocado.

Fui devagar e cautelosamente até a cabana e olhando pelas gretas eu vi o bicho mais feio da face da Terra! E ainda fedia! Fui me aproximando aos poucos e abri a porta.

Pronto. O bicho tinha acordado e tava me encarando! O que eu faria?

-Calma bichinho... Não vou fazer nenhum mal a você.

Ele começou a rosnar.

-Certo. – olhei mais além e vi uma caixa preta, quer dizer uma imensa caixa. – O que você quer? Claro, você não vai conseguir me responder, afinal você não fala. Ou fala?

Ele simplesmente continuou rosnando. Notei que ele tentou se mover, mas não conseguiu. Foi ai que vi a maldade que fizeram com ele. O amarraram pelas patas em cada corrente de direção diferente e até o rabo tava preso! A chave para abrir o baú tava no pescoço dele, então optei por negociar.

-Olha, não deve ser nada legal ficar preso em tantas correntes. Se quiser podemos fazer um acordo. Eu te solto e você me da à chave.

Falei tudo aquilo fazendo mímica.

Obvio que ele tava desconfiado por isso ficava me encarando a cada passo que dava. Fiquei frente a frente com ele e sem deixar de encará-lo eu consegui soltar uma corrente. Foi então que ele se tocou do que eu estava fazendo. Vi a marca da corrente que ficou no pulso dele. Apesar de ser uma criatura feia e fedorenta dava pena vê-lo naquele estado... Passei a mão no local para ver a gravidade do machucado e pela careta do bicho e o rosnado tava doendo.

-Sei que todo tipo de coisa fala aqui, mas pelo visto você não. Vou tirar essas correntes de você com uma condição! Deixe-me pegar as chaves e abrir aquele baú daí te deixarei livre e quem sabe você não foge para bem longe? Não quero fazer mal nenhum a você.

Ele me encarou. Odeio quando esses bichos com dentes afiados o bastante para arrancar um pedaço de mim fazem isso.

Só que o mais surpreendente é que ele baixou a cabeça em concordância! Então retirei o resto das correntes em silêncio para que ninguém ouvisse. Não entendo por que pessoas que trabalham para a Kikyou fariam isso com o bichinho indefeso. Ta bom, nada indefeso. Só alguém com sangue muito frio... Naraku me veio na mente. Só ele era capaz de fazer tal coisa.

Depois retirei a chave do pescoço dele e fui para abrir o baú. Confesso que me deu medo. Eu poderia recobrar todas as minhas lembranças! Em um só toque na espada!

Quando abri lá estava ela majestosamente colada num pano de veludo azul marinho. Era toda prateada e continham pedras brancas a enfeitando. Era bela! Como esse artefato podia ser utilizado em uma luta? Era... Puro demais! Ouvi o Bill, é o nome que eu acabei de dar para ele, ele bufou como quem diz "pega logo essa espada!".

E foi o que eu fiz e MEU DEUS! Fiquei completamente zonza! Muitas imagens preenchiam minha mente agora, muitas lembranças tudo! Vieram as imagens do sonho que eu tive. E então brutalmente tudo parou. Lá estava eu com cara de besta olhando para espada.

-Vorpal... Eu voltei para casa.

As pedras da espada brilharam. E num toque de mágica meus cabelos começaram a ficar esbranquiçados, digo, prateados. Minha pele mais branca e minha roupa agora era um vestido branco longo e armado. Pelo reflexo da espada pude ver meus olhos mais acastanhados e brilhantes.

Eu definitivamente era a Rainha Branca. E tinha que me conformar com isso agora.

Bill olhava para mim com os olhos arregalados. Será que sabia quem eu era?

Levantei-me e coloquei a espada na bainha dela. Abri ligeiramente a porta do barraco para ver aonde o pessoal tinha se metido. Meu erro. Inuyasha estava parado do lado de fora e agora me encarava surpreso. Merda! Sango e Shippou apareceram só que não do jeito que eu queria... Estavam lutando com alguns soldados. Fui olhar de novo na direção do Inuyasha, porém este tinha sumido.

Deve ter ido me dedurar! ¬¬

Foi então que Naraku apareceu e me viu. Outro erro.

-Ora, ora... Que temos aqui?

Bem, ele já tinha me visto mesmo para que esconder? Sai completamente do barraco.

-Pois é. Eu voltei.

-Kikyou vai "amar" saber da sua volta. É muito bela, Rainha Branca.

Todos me olharam. Até mesmo os soldados de cartas. E todo o resto do pessoal. Pensei que eles tinham ido por caminhos diferentes...

-Só vim aqui pegar o que me pertence por direito.

-Vorpal não lhe pertence mais. Você está no território da Rainha Vermelha, tudo que nele esta nele fica.

-Não me faça rir Valete de Copas. Você não tem autoridade sobre mim.

Kikyou apareceu na sacada. Sozinha.

-MAS QUE SIGNIFICA ISSO? –disse olhando para baixo e para Naraku. Até que... - DE QUE TÚMULO VOCÊ SAIU? O.O – ela dá aquela grito irritante que deixa todos surdos.

-Olá irmãzinha! Também não senti saudades!

-Peguem-na! E cortem-lhe a cabeça!

-Você não muda o repertório nunca? ¬¬'

-Ora sua...

-Cuidado com o que fala!

Miroku agora se encontrava do meu lado.

-Tente fugir! Cuidamos do resto!

-Jamais! Vocês são meus amigos!

-Não pode ficar aqui! Se você morre desta vez nossas esperanças e nossos esforços serão em vão!

-Miroku, não sei se notou, mas não tem como eu sair daqui! Estamos rodeados!

Ele bufou e voltou a lutar para ajudar o resto.

Eu só não contava que um soldado viesse na minha direção com uma lança! Vou morrer! Já era! Goodbye my life!

De repente entra uma pessoa na minha frente. Bankotsu.

Salvando minha vida de novo.

-B-Bankotsu...

Ele foi caindo na minha frente. E eu sem saber o que fazer! O soldado tirou a lança que por sorte foi só no abdômen. Eu na base do reflexo tirei a Vorpal da bainha e cortei lhe a cabeça. Depois que eu vi o que eu fiz fiquei besta!

Olhei para Kikyou.

-Você não queria que cortasse a cabeça? Só foi da pessoa errada. – e ri.

E mais soldados apareceram. Comecei a levantar o Bankotsu.

-Seu imprudente! Quer morrer?

-Tenho que proteger a Rainha Branca a todo custo. Mesmo que o custo for minha vida. Esse é o lema da Ordem da Rosa.

Ordem da Rosa?

-Quero explicações depois.

-Err... Como vamos sair daqui?

-Não faço nem id-

Fui interrompida por um rombo. Bill saiu correndo do barraco e parou do meu lado.

-O que?...

-Suba.

-Como?

-Ele quer que você suba no lombo dele. Agora!

Bankotsu sem chá agia tão normal e racional que me assustava.

Subi e puxei Bankotsu junto.

Ele tava machucado e não podia ficar ali.

O bichano saiu correndo, mas derrubando tudo que aparecia na frente.

-Fechem os portões! – gritou Naraku.

Mas foi tarde demais. Conseguimos sair antes de ele fechar.

Fiquei preocupada com o resto do pessoal que ficou.

O meu castelo. Era tão estranho falar isso, mas era reconfortante. Só de saber que um dia eu era uma pessoa normal que vivia em Nova York e no outro eu era uma personagem de uma história que na verdade é real.

Vida turbulenta não?

Bankotsu parece ter notado minha tensão, entretanto não disse nada.

Demorou um pouco de tempo para chegarmos ao Castelo Branco.

Quando chegamos deixei Bill caminhando por ai, embora antes tenha me certificado que vão dar um banho nele. E pedi que fizessem um curativo nele... PEEEEERAI! DE ONDE SAIRAM ESSAS PESSOAS? O.O Mas de que importa isso agora? Elas tão aqui para ajudar, então tá bom.

Mais a tarde o resto do pessoal chegou. Como eles conseguiram fugir eu não sei.

-Quero todos na sala do trono. Agora.

Eles me seguiram e eu me sentei no trono.

-Como conseguiram sair de lá?

-Pulamos o muro. Os menores conseguiram sair pelo portão pro serem mais discretos. – disse Sango.

-Certo. E o que é a Ordem da Rosa?

Todos se calaram. Olharam um para cara do outro.

-É uma ordem que seus pais criaram. – começou Miroku. – São de pessoas que preservam a vida do futuro rei ou rainha. Quando soubemos que você seria a próxima a reinar passamos a participar mais da sua vida. Por isso Bankotsu sempre lhe salva. Não importa se vamos perder nossas vidas, nosso objetivo é protegê-la. Não desistimos até encontrá-la.

-Todos vocês fazem parte?

-Sim. Absolem não está aqui, mas faz parte também.

-E o... – Miroku colocou a mão na boca do Tweedle-Dum.

-E o quem? – perguntei com voz autoritária

-Inuyasha. Ele fazia parte.

-Falou certo. Fazia, pois agora ele está do lado da Rainha Vermelha. – falei com certa amargura na voz. – Chamei vocês aqui também para poder fazermos um esquema para a batalha que virá pela frente.

-Batalha? – disse Sango. – Com você de volta não precisamos de batalha! A coroa é sua por direito!

-Sango, você crê que Kikyou irá me dar à coroa por livre e espontânea vontade?

-É. Creio que não.

-Precisamos do Absolem aqui. Embora ele apareça quando lhe convém...

Todos riram.

-Podemos ir tentando armar um plano. Só que você com suas lembranças de volta devia se recordar de que aqui somente uma pessoa luta. – disse Miroku.

Busquei no fundo de minha mente e infelizmente era verdade.

-Um campeão. Certo, Alice é a nossa campeã, ou seja, Sango. É o que diz o oráculo.

Sango não parecia assustada. Ao contrário de Miroku que ficou super inquieto.

-Sango? Não poderia ser outra pessoa?

-Miroku, você como eu viu o oráculo. Ele não modifica. Tudo bem que pode ter passado anos, mas... Não posso fazer nada.

-Deixe que eu lute no lugar dela.

Sango olhava Miroku abismada.

-O que te deu para agir assim? – perguntou.

-Sango, é muito perigoso! Você não pode lutar contra Jabberwock!

-E por que não? – perguntou cruzando os braços achando que ele estava duvidando da capacidade dela. Até eu acharia, afinal não gosto de ser subestimada.

-Porque não agüentaria perder você.

Ai que fofo! Miroku em fim se declarou! Só falta a Sango não ter caído à ficha... ¬¬

-Miroku... – viu? Ele a desarmou completamente.

Todos ali não estavam surpresos por já saberem do abismo que Miroku sentia por ela. Só ela não enxergava.

-Por favor, Kagome. – ele se virou para mim suplicando.

-Vamos esperar o Absolem. Às vezes o oráculo pode ter mudado. – sorri tentando lhe dar esperanças.

Coisa em vão. Senti-me cruel fazendo isso na verdade.

Desde pequena meus pais me falavam do oráculo e que muito raramente ele mudava o destino da pessoa. Por isso temia que Sango estivesse lá segurando a espada Vorpal e lutando contra Jabberwock.

Minhas engrenagens mentais começaram a pensar em algo para que Sango não morresse e Miroku não sofresse.

-Ainda tenho meu exercito? – perguntei.

-Sim. – respondeu Bankotsu já que Miroku e Sango estavam se acertando em algum lugar por ai. – Os soldados só esperam pela sua ordem para entrar em ação.

Meus soldados já eram peças de xadrez. Todos brancos... Qual a novidade nisso? Tudo aqui é branco mesmo!

-Ótimo. Vamos precisar dele. Teremos de criar uma distração para o campeão conseguir lutar em paz.

-Você pretende lutar Rainha Branca?

Algo em mim pulsou. Não sei explicar bem.

-Se necessário.

Todos se calaram.

E depois começaram a falar tudo junto. "Você não pode!", "Nossa Rainha não pode lutar, pois corre o risco de morrer!", "Não faça isso" e por ai vai.

Os irmãos bolinha chegaram perto de mim.

-Se necessário nós lutamos. – disse Tweedle-Dum.

-Já temos nossas espadas! – falou Tweedle-Dee. E depois me mostrou a espada de madeira que eles fizeram.

Sorri para eles.

-Vocês serão bravos guerreiros! Com certeza vou precisar de vocês para me defender.

Eles sorriram.

-Viu ela disse que sou um bravo guerreiro! – Tweedle-Dee fazendo pose com a espada.

-Não, ela disse que eu sou um bravo guerreiro! - Tweedle-Dum batendo no braço do irmão.

-Não foi não!

E por ai foi à discussão deles.

Ao longe pude avistar Sango consolando Miroku que estava desamparado com a notícia de que ela era o campeão. Uma cena meio estranha de se ver já que normalmente são as mulheres que são consoladas pelos homens. Levantei-me e disse que iria dar uma volta no jardim.

Péssima ideia! Foi só eu pisar na grama que eu me lembrei daquela noite com Inuyasha... Grande erro foi aquele. Ele só queria brincar comigo e depois me entregar para minha irmã. Fiquei surpresa dele não ter falado para ela quem eu era...

Fui para o outro lado do jardim. Não queria ficar me recordando daquelas cenas.

Ao chegar perto de uma roseira pude ver um canto cheio de fumaça e já sabia quem era.

-Qual o seu problema? Só sabe aparecer assim?

-Ora, ora se não é a nossa Rainha Branca.

-Absolem, já disse que você tem que parar de fumar ou vai morrer cedo.

-Não vim aqui para você discutir a minha saúde. ¬¬

-Tudo bem. Trouxe o oráculo?

-Claro.

-Então vamos entrar, todos esperam por você.

Como ele era pequeno e com certeza até chegar lá dentro já virou noite eu o coloquei na palma da mão e peguei o oráculo com outra.

Todos já tinham reparado nossa presença. Miroku apareceu que nem furacão no meio deles.

-E então? – perguntou a garça.

Coloquei Absolem em cima de uma mesa e abri o oráculo. Eu primeiro vi, depois analisei.

Arrependeria-me daquilo mais tarde...

-Sango. – disse a encarando.

Miroku socou a parede. Ele sabia que nada poderia ser feito. Uma vez que o oráculo mostra é a verdade e muito raramente errava. Também sabia que se não fosse Sango a cortar a cabeça do dragão, ninguém mais conseguiria.

Sango o abraçou e eu acenei para que todos saíssem do lugar e os deixassem a sós.

Todos me seguiram até a sala de reuniões. Bom, eu chamava assim né? Ali nossa noite seria longa...

DO OUTRO LADO MAIS SOMBRIO...

A Kikyou andava de um lado para outro. Sua irmã estava de volta! Isso para ela era uma derrota! Pensou que tinha se livrado dela para sempre! E ainda descobre o porquê do Inuyasha ter desaparecido por um tempo da sua vista... Ele estava com ela.

Nada mais repugnante que isso!

Será que ele sabia? E porque não contou a ela?

Ouviu a porta se abrir e se virou para ver quem era.

-Ah, é você.

-O que pretende fazer agora? – perguntou Inuyasha.

-Assim que ela cortou a cabeça de uns dos meus soldados ela declarou guerra. Conheço-a muito bem.

-Hm... Então amanhã seria o "Dia Fabuloso"?

-É. Mais cedo ou mais tarde ele chegaria... Aliás, você sabia quem ela era?

-Que Kagome era a Rainha Branca? Não, não sabia de nada.

-Tem certeza?

-Absoluta. Quem deveria saber era o Absolem, a lagarta sábia.

-Como desprezo essa lagarta! Deve ter sido ela mesma! Afinal, só ela seria capaz de saber onde estava a Vorpal!

-Exatamente. – disse massageando os ombros dela, pois estava muito tensa. – Não sabe como para mim é relaxante ter você do meu lado Chapeleiro. Confesso que quando pisei naquele castelo e Kagome me disse aquelas coisas pude sentir energias estranhas. Puras demais. Será que ela recordou dos poderes dela?

-Ela está com a Vorpal. Isso diz tudo.

-A Vorpal devia ser minha e não dela! Mas aquela espada de merda não me obedecia!

Inuyasha não disse nada. Apenas a ouvia agora.

Kikyou se virou para ele com um sorriso malicioso.

-Você nunca passou uma noite comigo... – disse colocando as mãos no peito dele. – Poderia ser uma forma de me relaxar para amanhã...

-Desculpe, não poderei fazer isso. – disse tirando as mãos dela. – Poderia me desconcentrar e eu tenho que avisar aos soldados e a Naraku sobre a batalha.

-Humf! Você passou dias com minha irmã! Ela disse coisas como se vocês tivessem compartilhado algo e porque se nega a fazer isso comigo?

-Por que pode ser mais estressante para você. E seria difícil para eu concentrar depois no meio de uma batalha sabendo que sei o que se esconde dentro deste vestido. – sorriu charmoso. – Deixamos para depois, ok?

-Ok. – sorriu mesmo não estando satisfeita. – Chame Naraku, quero conversar com ele.

-Sim, Vossa Majestade. – disse fazendo referencia e saindo.

Passou alguns minutos Naraku apareceu.

-Me chamou?

-Sim. Aproxime-se. – disse fechando a porta dupla da varanda.

-Aconteceu algo? – disse estranhando a rainha.

-Não, mas vai acontecer. – disse finalizando deixando seu vestido cair no chão. Se Inuyasha não queria dar uma noite de prazer para ela, tinha quem queria.


Nathi Duarte: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ri horrores com a sua review! realmente, é uma mundo muito noiado... não sei como a kah nao ficou pior O.O

dá vontade de matar o inu nao da? òó

como ele pode? u.ú

a fic causa esse efeito ._. eu também fiquei meio surtada escrevendo-a ahuahauahauhauahauhaua

e que bom que esta gostando *-*

Juh Rob XD: pode gritar a vontade querida!

que bom que está gostando também *-*

Naraku sorriu e não pensou duas vezes ao trancar a porta e seguir até a sua Rainha.