Então... chegamos ao fim D:

foi muito gostoso escrever essa história, foram muitas drogas e muitas risadas xD

agradeço a todos que leram e as meninas que deixaram review *-*

só um detalhe, o site simplesmente engoliu a frase final do capítulo anterior: "Naraku sorriu e não pensou duas vezes ao trancar a porta e seguir até a sua Rainha."

bem, tudo acertado agora o/

vou responder as review hoje primeiro hohohohoho

Nathi Duarte: ahuahauahuahu verdade! aquela fumaça em excesso e o que ele fuma naquela coisa não foi descoberto ainda!

tadinho do cachorro né? ele podia falar e expressar seus sentimentos U.ù

que bom que gostou da fic *-*

eu também dou risadas escrevendo O.o

hahahahahaha

Juh Rob XD: os gritos aqui são bem-vindos \o/

hohohoho você vai descobrir nesse capítulo ;)

por que será que ele traiu a rainha branca? e a rainha vermelha? hum? hum? e.é~

TENHAM UMA ÓTIMA, DORRGADA, LOUCA, LEITURA o/


Cap. 11 The Final Confrontation

Passamos a noite inteira pesando em tudo.

Claro que eu estava super nervosa!

E também só de saber que teria de ver Inuyasha ao lado daquela vaca que se denomina minha irmã gêmea...

NÃO VOU PENSAR NISSO!

Respirei fundo e me olhei no espelho. Estava vestida exatamente para matar literalmente. Só tinha dó de o meu vestido ser branco.

Ele era cumprido e solto. Não queria usar um daqueles armados e colados. Ele também era de manga curta.

Coloquei uma bota branca que certamente era dos anos 80 de amarrar.

Prendi meu cabelo num rabo alto.

Desci para me encontrar com o pessoal. Sango já estava com a sua armadura e a espada ainda jazia reluzente em cima do trono.

O resto estava vestido da mesma forma.

-Prontos?

-Sim. – responderam todos.

Lá fora o Bill já estava de banho tomado e menos fedorento, só que do mesmo jeito ele ia feder mais tarde devido à luta. Sango iria nele junto com Miroku.

Eu fui no meu cavalo branco que de acordo com eles se chamava Lord. Por que essas mínimas coisas eu ainda não recordo.

Os soldados viam atrás de nós. Sabia que o percurso ia ser longo...

Pensei no meu outro mundo. Depois que acabasse tudo aquilo o que eu faria? Se bem que eu já tinha discutido com o Inuyasha sobre isso... Ainda mais agora que descobri ser só um passatempo não tinha motivo de ficar aqui. Claro que tinha meus amigos! Mas em Nova York eu também tinha! E compromissos! Como a festa que estava ainda sendo planejada e quase pronta. Devo ter deixado Ayame e Rin de cabelos em pé por ter sumido e não ter arrumado boa parte. Pelo menos me livrei daquela mãe chata! Nossa como ela ficava me ligando e enchendo o saco!

Todos estavam apreensivos. Seus rostos estavam tensos. É assim que vamos a uma batalha sem ao menos saber se vamos voltar com vida.

Pensei comigo se Kikyou arranjaria outras pessoas, afinal só a via com os seus soldados de cartas e Naraku. Meu sangue estava circulando rápido por minhas veias. Minha pulsação tava nos 220. Parei meu cavalo e me virei para todos.

-Antes de pisarmos no solo em que será a luta gostaria de agradecer a todos aqueles que sempre acreditaram que eu era a Rainha Branca, mesmo eu não acreditando muito nisso no início. Não sei o que será de mim nessa batalha... Entretanto peço para não centrarem muito na minha pessoa. Cuidem mais de si mesmo e façam o possível para sobreviver. Não quero perder nenhum de vocês nessa luta. Também agradeço por todos terem sido bons comigo assim que eu literalmente cai aqui. A amizade e confiança de vocês são a minha força para vencer minha irmã e espero que todos se saiam bem, pois não me perdoaria nunca se acontecesse algo a um de vocês. Bankotsu ouvi falar que você luta bem melhor depois de ter tomado um chá ou café por isso pedi para que trouxessem um. – sorri e acenei com a cabeça pra que o meu bispo se aproximasse e desse o vidro para ele.

-Obrigado. – ele sorriu em agradecimento e tomou todo o vidro. E lá estava a nossa lebre maluca de novo. – Hehehehe... Luta! Hoje eu vou lutar! Hahahahaha

Todos riram diante de tal transformação.

Depois seguimos em frente não ia demorar para chegarmos logo no tabuleiro.

Sorri ao ver Miroku agarradinho na Sango cochichando algo no ouvido dela e sem eu querer acabei ouvindo. Mesmo eles estando bem longe de mim.

"Quero me casar com você quando tudo isso acabar." Sango sorriu toda radiante diante do pedido.

E como o previsto lá estávamos nós. Do lado esquerdo do tabuleiro e Kikyou chegando com a sua tropa no outro lado.

Vi pessoas diferentes.

-Quem são?

-Meus irmãos. Meus tolos irmãos! – disse Bankotsu. – Jackotsu, Hitten e Matten.

-Os outros são exilados. – falou Miroku descendo do Bill. – Sukotsu e Hasshin.

Estava certa em pensar que Kikyou traria outras pessoas.

Desci do meu cavalo e fui andando até o centro do tabuleiro. Kikyou fez o mesmo. Só nós duas.

-Preparada para morrer dessa vez?

-Kikyou, só os campeões lutam aqui. Somente se alguém intervier é que os exércitos iram lutar. Esqueceu-se disso?

-Claro que não. Então farei o possível para alguém interferir.

-Pensei o mesmo. Mas não se preocupe com isso, com certeza alguém intervirá.

Ela bufou.

-Qual é? Ta querendo roubar as minhas idéias?

-Jamais! Só acho que pensamos iguais ou achou mesmo que eu seria pura ao ponto de não querer lutar? Não perco essa luta por nada.

Então Miroku apareceu dos nossos lados.

-Chamem os seus campões. – falou em voz alta.

Eu me virei para Sango e ela já estava com a Vorpal. Porém tinha algo errado.

-Sango! – falei me afastando.

-JABBERWOCK! – gritou Kikyou.

Miroku tava apreensivo.

-Fique calmo. Vai dar tudo certo.

-Eu tento, mas não consigo. O medo fala mais alto.

-Confiei em mim. Não acontecerá nada com ela.

Miroku olhou para mim.

-São seus poderes em ação?

-Talvez...

Vimos ao longe um ponto negro vir voando para nós. Ele deveria estar perto para ouvir esse berro da Rainha Vermelha.

Ele posou no chão com certa força e encarou Sango.

-E nos encontramos de novo.

-Fazer o que, né?

-Não to falando de você garota! E sim da espada.

-A ta foi mal.

Eu tava nervosa agora. Vorpal não estava reagindo. Ela estava apaga como se rejeitasse a lutar e se continuasse assim certamente Sango morreria!

Começou a luta entre eles. Sango ia bem se esquivando dos ataques e quando tentava algo nada acontecia. Nem se quer um corte.

Jabbewock deu uma rabada nela e Sango caiu deixando a Vorpal do outro lado.

Foi ai que eu respirei fundo e percebi que talvez o oráculo estivesse errado. Todavia percebi que não. Peguei a espada do Miroku e rasquei meu vestido na altura do joelho.

-O que está fazendo? – perguntou ele nervoso.

-Se eu morrer quero que Sango assuma meu lugar. Ouviu bem? Esse é o meu último pedido. – disse sem encará-lo e corri até a espada.

Quando me levantei vi Inuyasha olhando apavorado para mim. O que ele ganha com isso?

Sango olhou para mim sem entender.

-Corra de volta! – gritei para ela. – Agora é comigo.

Kikyou tava com cara de besta.

-Houve interferência! – disse Kikyou. – Vamos! Quero todos de cabeças cortadas! Não há mais regra!

O vermelho se misturou no branco. Miroku lutava com Hitten, Sango tava no Bill lutando contra Hasshin, Bankotsu contra os irmãos e os meus gorduchinhos ajudavam a acabar com os soldados de cartas.

-Mudanças de campeão?

-O que posso fazer? – agora a Vorpal brilhava com intensidade. Ela não aceitava mais ninguém além de mim esse era o problema! No oráculo a imagem do campeão estava distorcida, mas eu pude ver muito bem quem segurava a Vorpal. Era eu.

Ele veio com tudo para cima de mim com aquela língua para fora que logo cortei. E foi nojento. .

Jabberwock na raiva lançou fogo para todo lado sorte não ter pegado em ninguém. Do meu exercito claro.

Eu tinha me escondido atrás de uma pedra. Ei, eu tinha poderes. Por que não os usava? Pensei bem e cheguei à conclusão que vou deixar para quando for lutar com a Kikyou.

Saindo de trás da pedra dei de cara com o dragão e começamos tudo de novo. Eu conseguia dar uns arranhões nele, mas em compensação também saia ferida. Não estava sendo fácil pela diferença de altura... Epa! O bolinho do Miroku! Ele estava entre os meus... err... Não preciso especificar né? Dei uma mordida e ficamos quase do mesmo tamanho, afinal ele continuava grande. Dei outra mordida e fiquei em igual.

-Agora sim será uma luta equilibrada! – disse partindo para cima dele. Ai sim eu consegui fazer um corte no olho dele. Bem no meio.

-Sua... – ele ia falar mais alguma coisa só que preferiu partir para cima mim.

-KAGOME! CUIDADO! – gritou Miroku.

Jabberwock me deu uma patada no braço. Além deu ter voado longe comecei a me encolher. Percebi que tava voltando ao meu tamanho normal.

-Mas... Não entendo! – olhei para Miroku.

-Se você se machuca o doce que corre pelas suas veias sai fazendo com que o efeito reverta.

-Merda!

Levantai-me só que eu não achava a espada! Onde ela foi parar?

Claro que o dragão reparou que eu estava desarmada e voou para cima de mim.

Por sorte sai rolando até uma pedra e me escondi atrás desta. Ele começou a jogar fogo para todo lado que achava que eu tava.

Olhei de um lado para outro para ver se achava a Vorpal e a vi. Pena estar tão longe!

Fechei os olhos e rezei para dar tudo do jeito que eu queria. Só não queria usar meus poderes agora.

Sai correndo em direção à espada que estava no pé de uma escada de um lugar desmoronado. Ele tentou de todas as formas me acertar com a pata, mas não conseguiu. Exceto quando eu cheguei perto da espada e fui burra o suficiente para abaixar e pegá-la sem olhar ao redor antes. Ficando abaixada eu fiquei indefesa e ele veio com tudo com as garras para cima de mim. Podia até ver minha cabeça voando! Graças a Deus tive reflexo e coloquei a espada na minha frente, fazendo com que ele perdesse a pata. Ele urrou de dor e na base da raiva abriu a boca para lançar fogo. Agora sim eu tava lascada! Sango era quem estava com a armadura, não eu! Fechei os olhos me preparando parar ser churrasquinho. Senti o calor. Mas não o calor do fogo e sim o calor de alguém me abraçando. Abri os olhos e vi Inuyasha do meu lado.

-O que você pensa que ta fazendo?

-Salvando sua vida! – disse enquanto segurava um escudo.

-Pensei que você queria era acabar com ela...

-Larga de ser idiota! – ele aproveitou que Jabberwock parou com o fogo para se recompor e me puxou para subir as escadas e se esconder atrás das ruínas que um dia parece ter sido um castelo. – Eu nunca, nunca quis a sua morte! Tentei conversar com você, mas nem me deu ouvidos! Acha mesmo que depois de tudo eu ia te dedurar a troco de nada? Entreguei-te para Kikyou para ficar mais fácil de você entrar no castelo e ganhar mais um pouco da confiança dela para ajudar os meus amigos a saírem da prisão! Como você acha que eles saíram de lá depois que você fugiu?

-Inuyasha...

-Não! Você é que vai me ouvir agora! Desde o principio eu me aliei a Kikyou com o principio de saltar meus amigos, não os ajudei no inicio para não ficar na cara. Sabia que você estava viva, algo me dizia que você estava. Toda a Ordem estava desistindo já de tentar te encontrar, pois estava ficando cada vez mais complicado não te achávamos em lugar algum!

-Miroku me falou sobre a Ordem da Rosa.

-Ótimo menos explicações.

Tivemos que trocar o lugar, pois Jabberwock nos encontrou.

Inuyasha olhou para os lados antes de continuar.

-Falei para não desistirem. Foi então que Absolem teve a ideia de mandar Miroku para o seu mundo como coelho. E cá está você agora.

-Mas no Castelo Vermelho você...

-Fui eu que dei o bolinho para Miroku, fui eu que os chamei quando vi que você tava em perigo na hora em que saiu da barraca, fui eu que contei sobre como era o esquema para Miroku para vocês fugirem e fui eu que abri o portão para eles saírem. Pedi para que eles não contassem nada para você.

-Por quê?

-Preferia ser eu a te contar tudo.

Então foi tudo encenação? Na verdade ele nunca traiu a minha confiança?

-Eu quis te matar. – confessei.

-Sei disso. – ele riu. – E compreendo. Todavia quero que saiba que aquela noite significou muito para mim. – ele ficou sério quando disse isso.

Eu o encarei e percebi que era verdade. Sorri feliz da vida!

-Ainda tenho que lutar contra Jabberwock.

-Coisa que quase me fez ter um ataque do coração! Achei que era Sango o campeão.

-O oráculo mudou de opinião.

-Não quero que morra.

-Vou fazer o melhor de mim.

Peguei o escudo que ele ainda segurava e sai correndo escada acima.

Jabberwock tinha sumido. Era o que eu pensava...

-Achei você! – e veio para cima de mim.

Agora com o escudo eu tinha como me defender e com meus sentimentos mais equilibrados Vorpal agia por vontade própria eu só guiava.

Fui andando de costas e ele tentando atacar. Cheguei ao fim da escada.

-Vorpal agora é com você...

Jabberwock sobrevoou e veio com tudo na minha direção. Eu levitei e por fim Vorpal foi direto ao pescoço dele. Foi nojenta a cena de ver a cabeça dele descendo quicando escada abaixo. Eu respirei aliviada. Menos um. Ainda tinha minha irmã.

Desci as escadas e me encontrei com Inuyasha que me deu a mão.

-Acabou. – ele disse.

-Ainda não.

Kikyou tava da cor do vestido dela.

-O que isso significa Inuyasha? Por que está do lado dela?

-Porque eu sempre estive do lado dela.

-SEU TRAIDORRRRRRR!

-Kikyou quero minha coroa.

-Não vai pegá-la! Ela é minha!

Todos já tinham parado de lutar. Só nos olhavam.

-Acabou Kikyou. Você perdeu.

-NÃO PERDI! A COROA AINDA ESTÁ NA MINHA CABEÇA E NELA FICARÁ!

-Não me faça ter que ir ai pegar. Isso é estressante.

-Então tente tomá-la de mim! – falou me desafiando e quando dei por mim estava sendo jogada em uma pedra.

Com certeza isso doeria por alguns dias.

-Bem a sua cara ser trapaceira. – disse me levantando. Inuyasha até quis ajudar, mas eu recusei.

Ficamos de novo no centro do tabuleiro.

-Agora as rainhas duelam. – zombei. E fiz o mesmo que ela fez comigo. Só que com um detalhe: com mais força.

Ela ia ver com quem tava lidando. Eu não era mais aquela menininha assustada. Com os acontecimentos aprendi a não temer mais nada. Se eu tivesse que morrer, eu morreria.

Naraku foi para cima do Inuyasha.

Claro que ele estava doido para isso acontecer, afinal o coração da amada dele pertencia a Inuyasha assim como o meu.

Kikyou se levantou e uma energia avermelhada estava aparecendo ao redor do corpo dela. Eu me concentrei nos meus poderes e minha energia apareceu toda prateada em torno de mim. Ela jogou um raio na minha direção, que consegui bloquear com uma barreira. Depois tentei ver o ponto fraco dela... E o achei.

Mas antes com o poder da mente consegui fazer uma lança voar e prender o vestido dela no chão agora ela não poderia fugir. Joguei com tudo uma bola de energia no ombro direito dela. Tudo ficou em branco. Não se via nada.

Naraku até parou de lutar para ver o que tinha acontecido.

Merda! Ela não caiu! Será que aquele não é o ponto fraco? Kikyou estava tão furiosa que seu corpo todo ficou vermelho como em chamas. O poder dela tinha aumento devido ao sentimento adquirido. Fudeu para o meu lado! Eu não lembrava como fazia aquilo!

-Que houve maninha? Não se recorda de como evoluir o seu poder? – riu zombando.

-Na verdade não estou a fim de usá-lo agora. – ô mentira deslavada!

-Então será fácil matá-la.

Inuyasha olhou apavorado para mim. Ele sabia o que ia acontecer se eu não evoluísse de poder rápido.

-Kagome!

-Agora não Inuyasha! Não posso!

-Tente se lembrar! Se Kikyou evolui com a raiva você deve evoluir por outra coisa!

Somos gêmeas. Será que é o mesmo sentimento? Ou será que é um mais puro?

Olhei para Vorpal que ainda se encontrava na minha mão. Vamos me ajude!

"Pense... Você consegue!"

Ótimo agora é a espada que ta falando comigo. Oo

"Como? Se eu não me recordo!"

"Olhe para Inuyasha... O que sente quando o vê?"

"Segurança, amor, confiança"

"E para os seus amigos?"

"Alegria, a confiante que em mim eles depositam amizade"

"E lembrando-se de seus pais? O que eles lhe falavam?"

"Força. Que todo o nosso poder vem da força de nos cerca, seja ela de amigos ou da pessoa em que você ama. Ou mesmo do nosso subconsciente. Só que no momento eu to tão desesperada que não consigo me concentrar em nada! Só consigo sentir raiva, angustia e ódio."

"Esqueça esses sentimentos. Sua irmã se tornou amargurada por causa deles... Agora se concentre em todos ao seu redor. A vida deles depende da sua vitória!"

Respirei fundo. Naraku segurava Inuyasha para ele não se aproximar. Olhei para os meus amigos que olhavam apreensivos para mim. Realmente, se eu não os vencesse perderiam as cabeças.

A imagem de meus pais me veio na mente. Enfiei a Vorpal no chão, fazendo este perfurar e rachar até aonde Kikyou se encontrava.

Lembrei de cada amigo ele sendo deste mundo ou não. Lembrei da minha família no outro mundo e de Inuyasha. Certamente eles eram a minha força.

Foi então que senti meu sangue correr mais rápido pelas veias e minha pele ficar mais branca que o normal. Meus cabelos estavam crescendo absurdamente e meus olhos pelo que pude ver pelo reflexo da espada estavam se tornando brancos. Então era esse o poder? Essa sensação de... Leveza? Não... Vitória. Algo me dizia que ele não poderia ser usado por muito tempo, pois fazia tempo que eu não usava e nem praticava.

Tinha que ser rápida! Kikyou percebeu o que estava acontecendo e começou a lançar bolas de fogo. Algumas me acertavam no braço ou até mesmo no rosto, mas eu não me movia. Se eu saísse do lugar não teria a mesma chance. Quando estávamos reunidos fazendo planos para hoje me lembro de Absolem ter me tido que aonde nós tínhamos as cicatrizes era o nosso ponto fraco. Sorte ela não ter acertado ainda no meu ombro esquerdo, porém não demoraria muito se eu não tomasse uma atitude logo.

Concentrei todo o poder que transpassava pelo meu corpo para transmitir para a espada. De acordo que eu ia fazendo tal processo uma pedra de cada vez ia brilhando. O brilho era tão intenso que chegava a cegar! Foi então que comecei a sentir o suor descendo pela minha testa, meus machucados estavam ficando mais doloridos e Kikyou agora partiu para os raios que queimavam minha pele quando acertavam. Eu não podia retrucar, senão meu poder teria sido todo em vão...

Quando vi que a Vorpal brilhava intensamente todas as suas pedras levantei a espada, e sinceramente sei que não é o momento, mas me lembrei muito das histórias do rei Arthur, e pensei em um único lugar do qual devia estar à marca porque de acordo com Inuyasha ela sempre a exibia e estava mais escura do que a minha então me concentrei em achar alguma mancha escura naquela pele branca. Tinha que agir rápido! Estava começando a ficar fraca devido aos ataques de Kikyou e a energia que eu estava transmitindo para a Vorpal. Estreitei meus olhos e pude ver! Sem pensar duas vezes eu lancei com tudo o poder que estava concentrado na espada. Kikyou em forma de defesa lançou uma bola de energia vermelha, mas devido ao cansaço por ficar fazendo ataques a minha pessoa sua bola de energia estava fraca e a minha energia conseguiu facilmente cortar a dela. Claro que eu fui atingida por uma parte, porém antes de ser jogada longe e amparada por Inuyasha pude ver a minha energia batendo em cheio no peito dela. Naraku correu até Kikyou e começou a sacolejá-la para ver se ainda tava viva.

Obvio que eu não joguei energia o suficiente para matá-la e sim para deixá-la desacordada! A coroa que antes estava na cabeça dela saiu rodando e Shippou a pegou trazendo até mim.

Fui me levantar.

-Você está bem?

-Estou sim Inuyasha. Só um pouco machucada e zonza...

-Não devia fazer esforço. – disse me segurando pelos ombros.

-Eu sei. Apenas me levantei calma. – sorri.

Shippou se aproximou de nós.

-Acho que isso lhe pertence. – disse colocando a coroa na minha cabeça e esta que antes era dourada e vermelha passou a ser prateada com as pedras azuis.

Ao senti-la em minha cabeça respirei fundo.

-Me sinto realizada. – sorri. – Missão cumprida.

Todos festejavam por isso não viram Naraku se aproximar na velocidade da luz com uma espada na mão.

Ele veio com tudo para cima de mim, só que Inuyasha ficou parado na minha frente e eu subitamente o empurrei para o lado. E senti aquela dor aguda.

-KAGOME! – gritou Inuyasha desesperado.

-Você a matou! Nada mais justo que matá-la! – disse Naraku com certa alegria na voz.

-E-Eu não a matei... Ela apenas e-está desmaiada... – ele tirou a espada que atingiu o meu lado esquerdo da cintura.

-MENTIRA! – ele estava prestes a me dar outro golpe com a espada, entretanto Inuyasha foi mais rápido o jogando para longe.

-Segurem-no! – gritou para os meus guardas que agiram na mesma hora.

Os outros já estavam sendo segurados pelos guardas da própria Rainha Vermelha.

-Kagome, fale comigo.

-Eu to bem... Só ficando mais um pouco tonta... – Inuyasha me segurou pelos braços.

-Deixe-me ver. – ele tirou a minha mão que estava por cima do ferimento. – Mas que merda!

-Pelo visto tá feia a coisa... – tentei ser divertida, mas ele me repreendeu com o olhar.

-Por que me tirou da frente? Devia ser eu a receber esse ferimento não você!

-Acha mesmo que eu ia deixar você se ferir? Vendo o que ele ia fazer?

-O que eu faço com você? Sempre teimosa!

Sango, Miroku, Bankotsu, todos se aproximaram. Kikyou também estava sendo segurada.

-Quero que eles vivam na terra dos exilados. Ninguém deve conversar com eles! Quero todos acorrentados. – respirava com dificuldade. – Que convivam apenas entre si.

-Tá bom. Os soldados já entenderam e agora pare de falar. – Inuyasha falou sério. – Vou te levar para o castelo para tratar dessa ferida.

-Inuyasha, aqui não tem medicação suficiente para tratar dessa ferida... – olhei suplicante para ele para ver se entendia aonde eu queria chegar.

Claro que eu sabia que ele ainda ia fazer o "Ó" porque eu tava falando isso ainda mais na circunstancia.

-Kagome não me faça ter de discutir com você sobre isso agora!

Olhei para todos em volta.

-Fico muito feliz em saber que todos sobreviveram... M-Mas terei de partir. Já tinha conversado isso com o Inuyasha e como consegui de volta a coroa acho que por aqui vai ficar tudo tranquilo. Deixo nas mãos da Sango ser minha substituta. – terminando de falar pressionei mais o ferimento que insistia em arder agora.

-Rainha Branca! Você não pode nos deixar! – disse Bankotsu.

-Eu tenho coisas a resolver no meu outro mundo agora.

-Você voltará? – perguntou Miroku.

-Tentarei.

-Kagome não sei se conseguirei ser uma rainha substituta! – Sango dizia com os olhos esbugalhados.

-Você conseguirá. Terá Miroku ao seu lado para ajudar.

-Mas...

-Sango essa é a minha decisão. – sorri para ela. – Shippou, garça, Absolem que no momento não está aqui, e em fim todos, agradeço por lutarem ao meu lado. Sentirei saudades.

Fui até Inuyasha que tinha saído de perto e tava zanzando de um lado para outro.

-Preciso conversar com você.

-Eu já sei. – bufou. – Entendo que você tem que ir e tudo mais! Só não suporto ficar sem notícias de você! Como vou saber se está bem? Se melhorou?

-Se o que você sente por mim for amor mesmo terá um laço que nos une e ninguém pode cortar. Você sentirá se eu estou bem ou não.

-E se eu não sentir? – falou baixinho e seus olhos estavam com cores mistas.

-Claro que vai. – sorri para ele e coloquei uma mão em seu rosto. – Seus sentimentos estão contrariados...

-Eu não sei o que fazer... Não quero que parta... – ele segurou a minha mão que estava em seu rosto.

-Estarei sempre aqui. – coloquei a outra mão no peito dele. – Igualmente estará em mim também. Jamais o esquecerei.

-Vou ser egoísta, mas não quero que vá! Se você não voltar?

-Ei, eu sou a Rainha Branca lembra?

-Que diferença isso faz agora? Você pode encontrar outra pessoa lá e ficar por lá mesmo!

-Preste atenção, antes de você eu não tinha encontrado ninguém porque encontraria depois? Talvez seja meu destino te pertencer.

Ele pareceu pensar.

-Tenho medo que não a veja mais...

-Basta me esperar. Farei de tudo para retornar.

Ele respirou fundo derrotado.

-E como pretende fazer isso?

-Do mesmo jeito que cheguei. Agora tenho mesmo que ir ou vai ser mais complicado de curarem meu machucado.

-Perdeu muito sangue. – ele olhou triste para mim. – Está pálida.

-Vai dar tudo certo.

-Assim espero.

Absolem para variar apareceu do nada! Só que desta vez embrulhado em um casulo.

-Então decidiu partir.

-Pois é, que bom que apareceu antes de eu ir. – sorri para ele.

-Talvez quando você voltar eu não esteja mais aqui na minha forma de lagarta.

-A vida é cheia de transformações não?

-Pegue o sangue do Jabberwock e tome.

-O que? O.O

-Não quer voltar para casa?

-Tá, mas podia ser de um jeito menos nojento.

Voltei a firmar uma mão no meu machucado e fui para perto da cabeça do Jabberwock. Confesso que me deu náuseas e quase sai correndo.

Mas em fim, eu coloquei a outra mão e peguei aquele líquido roxo. Antes de ingerir encarei bem o líquido com certo nojo, porém por fim bebi.

Olhei para todos e lancei um sorriso. Inuyasha se aproximou de mim e segurou meu rosto com as duas mãos.

-Não se esqueça do caminho de casa. Da sua verdadeira casa. – e então me beijou.

Aproveitei o máximo que pude. Na hora em que nos separamos pude ver que estava começando a desaparecer.

-Espere por mim... – foi à última coisa que eu disse antes de desaparecer por completo.

Lá estava eu saindo de um buraco toda suja, com a minha roupa normal e com total dificuldade, por causa do ferimento que ainda continuava ali e andei o mais depressa possível, apesar do ferimento estar doendo, para o jardim do local.

Fui ver meu celular e tinha exatas 100 ligações perdidas. O.O

Liguei primeiro para Ayame.

-VOCÊ QUER ME MATAR DO CORAÇÃO? TÔ TE LIGANDO HÁ HORAS! PENSEI QUE TIVESSE SIDO SEQUESTRADA! OU MORTA!

-Ei, calma! Posso explicar! – ou não. – Eu... Cai num buraco e me feri! Fiquei desacordada e preciso de um médico!

-Sério? Ai meu Deus! Já vou chamar! Fique ai! Alias onde você está?

-No local que será a festa que estou organizando.

-Certo!

Ayame desligou e com certeza estava pondo algum médico doido.

Depois vi que tinha ligação da Rin. Ayame já deve ter falado com ela.

Até do Sesshy tinha! xD

Vi da mamãe também e liguei.

-Filha onde você se meteu?

-Longa história mãe... Digamos que eu descobri o meu verdadeiro eu.

-Ah, entendi. – ela ficou em silêncio. – Está brava comigo?

-Claro que não! De forma alguma! A senhora só fez o que era bom para mim e agradeço por isso.

-Não sabe como me deixa aliviada sobre isso...

-Mas pretendo voltar para o lugar que realmente é o meu lar. Não sei quando.

-Respeito isso. Vou falar com seu irmão e ele também vai entender.

-Obrigada.

Depois desligamos. O resto da ligação era daquela mãe chata! ¬¬

Tive que ligar para ela explicar toda a situação e depois me livrei porque a ambulância chegou.

O médico analisou e quando chegamos ao hospital me deu alguns pontos. Disse que no máximo 16 dias já dava para tirar.

Os dias passaram rápidos e toda a organização da festa ficou perfeita. A menina ficou feliz com tudo e isso é o que importava.

Ayame tinha alugado uma fantasia de Alice, mas eu disse para ela que já tinha achado uma ao meu gosto. Na verdade eu aluguei um vestido de noiva entre outras coisas.

Realizei a melhor festa a fantasia do ano! A aniversariante estava radiante com seu vestido de Bela e veio me agradecer no final da festa por tudo. Meu ferimento já estava curado e não doía mais. Tal ferimento me fazia lembrar o País das Maravilhas... Por mais que eu tenha ficado satisfeita com a festa, não me sentia realizada interiormente. Parte de mim tinha ficado lá... Talvez meu real desejo ainda não se realizou, por mais que eu tenha desejado ser sucedida na vida, ter amigos e uma família eu me sentia incompleta... Vazia. Resolvi andar pelo que restou da festa. Reparando cada detalhe. As mesas tinham louças do filme "A Bela e a Fera" e algumas coisas do "Alice no País das Maravilhas". Será que todos têm uma vida como no desenho animado? Será que já não me deparei com uma Cinderela ou uma Branca de Neve? Quem sabe a Bela Adormecida? Ri com meu pensamento e quando olhei para frente fitei a floresta. A lua iluminava o caminho entre as árvores altas e robustas... Bateu-me uma nostalgia...

Foi ai que percebi que podemos sempre realizar nossos desejos. Mesmo que deixemos coisas para trás e por mais loucos que eles possam parecer sempre são possíveis se realizar. Eu queria fazer uma festa espetacular! E não consegui? Cheguei à conclusão que desejos podem se realizar para quem já esteve no País das Maravilhas. Afinal, estar lá já não é uma realização? Não são todos que tem esse direito de ver a magia de um lugar tão... Magnífico.

Sem pensar duas vezes sorri, levantei meu vestido e sai correndo floresta adentro.