N/A: Hey people! Bom, essa é minha primeira fic e eu sinceramente espero que vocês estejam gostando... Pretendo atualiza-la diariamente, mas não prometo nada (tudo depende da minha criatividade e da quantidade de tempo livre que eu conseguir gerenciar...).

P.S: Reviews me deixam feliz...

P.P.S: I do not own Glee! =]

Os dois períodos seguintes passaram se arrastando para ambas as meninas, uma estava curiosa para saber a pergunta e intrigada pela conversa que havia acabado de acontecer. A outra estava ansiosa, sabendo que uma resposta poderia mudar o rumo de sua vida drasticamente.

Quinn nunca havia imaginado que algum dia iria recorrer a Rachel Berry para tomar uma decisão. Isso era meio assustador. Outra coisa que nunca havia passado por sua cabeça era que ela fosse sentir isso pela morena, seja lá o que 'isso' fosse. Elas nunca foram amigas e devido a hierarquia do colégio, a loira sempre sentiu obrigação de infernizar a cantora, mas as coisas mudam.

Durante a gravidez ela percebeu que não precisava mais pisar nos outros para conseguir o que queria, mas mesmo assim, implicar com a Berry sempre foi tão natural que ela não sabia evitar. Porém a conversa que elas tiveram fez a Cherrio se dar conta do quanto ela a havia machucado e Quinn sentiu uma urgência em se redimir. Ninguém merecia passar por isso.

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"Bom pessoal, como vocês sabem, daqui a duas semanas teremos a festa de dia dos namorados (Valentine's Day – 14 de fevereiro)." A sala explodiu em conversinhas sobre o assunto. Mr. Schue bateu palmas e continuou. "Eu sei que vocês estão animados, mas me deixem continuar." Todos fizeram silencio e 12 pares de olhos se fixaram no professor.

"A escola tem passado por muitos cortes de orçamento ultimamente e o diretor Figgins não liberou dinheiro para contratar uma banda, então, eu me ofereci como DJ e disse para ele que vocês iriam se apresentar na festa."

"Nós vamos ser como Rock Stars!" Puck gritou, seguido por vivas dos outros membros.

"Essa é a tarefa de vocês para as próximas duas semanas. Dividam-se como quiserem e criem números relacionados ao dia dos namorados. Esses números serão apresentados durante a festa, se vocês se saírem bem, talvez a gente consiga mais membros para o Clube, então, dêem duro pessoal!"

Assim que ele acabou o discurso houve uma movimentação geral e todos começaram a falar ao mesmo tempo. Essa era uma grande oportunidade e eles tinham que aproveitar ao máximo.

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Quinn, que estava sentada na parte mais alta da sala, olhou em volta e encontrou um par de olhos castanhos tristes a observando. Ela se levantou e foi na direção deles, no canto mais afastado da sala, longe do tumulto. Ninguém pareceu notar sua falta e ela sentou ao lado da morena. Elas permaneceram assim por alguns instantes, sem se olharem diretamente.

"Rachel?"

"Sim?"

"Você queria ter conhecido a Shelby antes?"

Rachel se virou para encarar a loira. "Como?"

"Se você pudesse ter conhecido a sua mãe antes, se ela tivesse ido te visitar quando você era bebe e participado dos seus aniversários, teria feito alguma diferença?"

Rachel manteve seu olhar "Não sei."

Agora era a vez de Quinn olhar para Rachel. "Não sabe?"

"Eu sempre quis conhece-la, dês de pequena, mas nunca perguntei para os meus pais sobre ela. Não queria que eles pensassem que eu não os amava. Mas se eu pudesse mudar isso, se eu tivesse tido a oportunidade de conviver com ela... Acho que sim, acho que faria toda a diferença."

Quinn assentiu com a cabeça.

"Talvez, se ela tivesse estado por perto durante a minha infância..." Ela suspirou profundamente. " ...eu não sei o que é amor de mãe, Quinn, eu nunca tive isso. Toda a vez que eu pensava nela eu me sentia rejeitada. E mesmo agora, te-la conhecido só serviu para aumentar esse sentimento de rejeição. Se antes eu tinha alguma duvida, agora eu tenho certeza. Ela nunca me quis. Eu nunca vou ter uma mãe."

Rachel falava de uma forma fria, como se ela estivesse falando dos sentimentos de outra pessoa e Quinn interpretou isso como uma forma de se proteger. Ela não conseguia imaginar o sofrimento pelo qual Rachel passara. Mesmo quando foi expulsa de casa, a loira nunca teve duvidas quanto ao amor de sua mãe.

"Me desculpa, Berry."

"Por quê?"

"Por que a minha filha esta recebendo o amor que deveria ser seu."

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"Você está tão seria Quinnie... Aconteceu alguma coisa?"

Era hora do jantar na casa dos Fabray e Judy olhava para sua filha com preocupação.

"Shelby me ligou. Ela quer que eu vá conhecer a Beth."

"Oh Quinnie"

"E eu vou aceitar."

"Tem certeza filha? Eu acho que você deveria conhece-la, mas... não é muito cedo?"

"Eu pensei a mesma coisa quando ela me ligou."

"E o que mudou a sua opinão?"

"Eu... Você conhece a Rachel Berry?"

"Dois pais gays? Ela esta no Glee Club com você não é?

"Eu conversei com ela e eu não quero que a minha filha passe pelo mesmo que ela passou. Eu quero que ela saiba que eu não tive escolha quando a dei para Shelby, mas que isso não significa que eu a ame menos."

Judy concordou e pegou sua mão. "Eu vou com você Quinn."

"Não mãe."

"Confie em mim filha, não é o tipo de coisa que você deveria fazer sozinha..."

"Eu não vou estar sozinha."

Judy arqueou as sombrancelhas. "Quem vai com você então?"

"Eu vou ligar para a Shelby." Com isso ela se levantou pegando o celular em cima da mesa.

"Quinn Fabray! Volte já aqui!"

Mas ela já tinha saído de casa e fechado a porta atrás de si.

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Quinn entrou no carro, deu a partida e dirigiu em direção a escola, não queria sua mãe interferindo neste momento. Ela estacionou em uma loja de conveniência, comprou uma barra de chocolate (dane-se Sue Sylvester!) criou coragem e ligou para o numero desconhecido que aparecera no identificador mais cedo naquele mesmo dia. Chamou quatro vezes e nada, Quinn estava prestes a desistir quando...

"Alo?" O choro de bebe no fundo da linha fez com que ela fechasse o telefone sem perceber.

"Merda..." ela murmurou "Respira, você tem que fazer isso Quinn." A loira seguiu o proprio conselho e respirou profundamente. "Vamos tentar de novo..." Apertou duas vezes o botão de chamar.

Dessa Shelby atendeu no primeiro toque.

"Alô?"

"Shelby? Aqui é a Quinn..."

"Quinn! Eu não estava esperando que você ligasse tão cedo..."

"Sinceramente, eu também não, mas eu já tomei minha decisão e eu não gosto de gerar expectativa."

"E então o que você decidiu?" O choro parecia ter cessado, mas ela ainda podia ouvir Shelby murmurando uma canção de ninar e isso lhe deu ainda mais certeza.

"Quero conhece-la, mas eu tenho uma condição."

"E essa seria?..."

"Eu vou fazer as coisas certas pela minha filha, mas quero que você faça o mesmo com a sua."

Silencio do outro lado da linha.

"Ms. Corcoran?"

"O q-que você quer dizer c-com isso?" Gaguejou a mulher mais velha.

Quinn sorriu.

"Nós vamos marcar um jantar, na sua casa. Eu, Beth, você e Rachel. Se você esta realmente arrependida pelo que fez com ela, então não vai recusar minha proposta."

"Eu não sei..."

"Você chegou a falar com ela depois que adotou a Beth?" A loira perguntou bruscamente.

"Não."

"Como você tem coragem para me ligar e..." Começou ela, quase gritando.

"Eu aceito." Interrompe Shelby. "Eu não devia ter pensado duas vezes antes de concordar. Quero que as coisas dêem certo para todas nós."

"Bom..." Quinn sorri novamente.

"Esse sábado, esta bom para você?"

"Sim, eu vou falar com a Rachel, mas não acho que ela tenha planos."

"O jantar é as seis e meia. Te mando uma mensagem com o meu endereço."

"OK. Até mais Ms. Corcoran."

" Até sábado Quinn"

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