A/N: Esse é definitivamente o maior capitulo até agora. 3 mil e 300 palavras... O meu normal são mil e 600 então isso é mais que o dobro! Espero que vocês gostem!

Não deixem de comentar!

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O corpo de Rachel tremia devido à excitação proveniente do beijo. Se fechasse os olhos ela conseguiria sentir os lábios de Quinn sobre os seus novamente, pena que durara tão pouco. Ela tinha que dar um jeito de corroer a resistência da líder de torcida, antes que eu enlouqueça... Pensou enquanto subia as escadas.

Naquela noite ela sonhou com o que poderia ter acontecido se a loira não tivesse ido embora.

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O caminho inteiro até sua casa. Foi o tempo que levou para que Quinn recuperasse o fôlego. Estava ficando cada vez mais difícil de resistir a Rachel. E por que ela estava resistindo afinal?

Ela suspirou e foi se preparar para dormir. Antes de se deitar ela checou o celular que havia ficado em casa durante o encontro. "1 nova mensagem" anunciava a tela. Ela clicou em ler.

Ensaio domingo as 2 hrs na casa do Schue. Precisamos conversar. Bjos. – Mercedes

Oh God... pensou ela, já imaginando o que Mercedes queria dizer.

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05 de fevereiro de 2011 – sábado

Quinn dormia tranquilamente, ela não havia programado o despertador para aquele sábado. Normalmente, ela acordaria as 7 e 15 para estar no treino às 9, mas como estava dispensada até segunda, ela decidiu se desligar do mundo e simplesmente dormir o máximo possível. E foi exatamente isso que ela fez.

Quinn's POV

Eu adoro quando mexem no meu cabelo... Acho que é uma das melhores sensações do mundo. Alguém está fazendo isso agora. Provavelmente minha mãe, mas eu não quero abrir os olhos para descobrir. Não quero que pare.

Através das minhas pálpebras fechadas eu consigo perceber a luz no quarto, o que significa que já é tarde, mas eu realmente não quero acordar, minha cama esta tão confortável... Me viro um pouquinho, mas as mãos em meu cabelo continuam a se mover. Sorrio. "Mmmm."

Sinto uma respiração próxima ao meu rosto e a leve pressão de um beijo na ponta do meu nariz. Não parece o tipo de coisa que a minha mãe faria, ela não é tão afetiva. Sinto essa mesma pressão em diferentes lugares agora, na minha testa, na bochecha e quando finalmente chega ao meu pescoço eu decido abrir os olhos.

A princípio tudo está meio embaçado e eu estou virada de lado, então não vejo ninguém. Esfrego os olhos.

"Bom dia Quinn Adormecida..."

Levo um susto ao reconhecer a voz e me sento rapidamente, encontrando um par de olhos cor de chocolate sorrindo pra mim.

"Rachel! O que você está fazendo aqui?"

"Nós tínhamos combinado, não lembra?"

"Mas era só às duas horas." Respondo confusa. Ela sorri ainda mais em resposta. "Que horas são afinal?"

"Agora são exatamente..." Ela checa o celular. "duas horas e três minutos."

"O que? Oh meu Deus! Eu dormi tudo isso?" jogo os lençóis para o lado e fico em pé "Desculpa por isso Rachel eu realmente não sei o que aconteceu. Eu não armei o despertador, mas não achei que fosse... Por que minha mãe não me acordou?"

"Bom, ela disse que tentou, mas você simplesmente a mandou embora todas às quatro vezes." Ela ri e eu fico completamente vermelha. "Eu cheguei há uns dez minutos e me ofereci para tentar. Parece que consegui..."

"Me desculpa, eu..." me olho no espelho. Deplorável. Preciso de um banho... "eu vou tomar um banho, não vou demorar. Prometo. Me espera aqui está bem?" Tropeço em um ursinho de pelúcia e quase caio no chão.

Ela morde o lábio, tentando segurar o riso e concorda com a cabeça. Ela deve estar pensando que eu sou uma retardada! Meu Deus. Entro no banheiro, tiro o pijama e me enfio em baixo do chuveiro. Em cinco minutos desligo a água e puxo a toalha. Ah que ótimo! O que mais pode acontecer agora? Penso ao constatar que não peguei nenhuma roupa para vestir. Seco o cabelo e espio por uma fresta na porta. Rachel esta sentada na cama, exatamente no mesmo lugar em que a deixei. Ela parece estar analisando o aposento.

Respiro fundo, me enrolando na toalha e abrindo a porta. Ela arregala os olhos ao me ver. "Quinn..."

"Esqueci roupas." Digo, passando por ela em direção ao armário e pegando as primeiras peças que vejo. Seu olhar continua vidrado em mim quando volto ao banheiro. Agora paro para ver o que peguei para vestir, uma blusa rosa de manga curta e um short jeans azul claro. Não sei se é a melhor opção, mas não tenho muitas alternativas. Entro no quarto e percebo que os olhos de Rachel ainda não haviam se desviado da porta. Agora eles viajam pelo meu corpo, me deixando ainda mais constrangida.

Ela umedece os lábios. "Isso foi realmente... rápido."

Pressiono as minhas têmporas. "Me desculpa por isso..."

"Pare de se desculpar. Não tem nada de errado em querer dormir um pouco mais no sábado de manha." Diz ela levantando da cama e se aproximando de mim. Ela alcança a minha mão. "Vamos? Acho que sua mãe merece saber que você não teve uma parada respiratória durante o sono."

Reviro os olhos e abro a boca para responder, mas meu estomago literalmente fala mais alto.

Dessa vez ela não se controlar e começa a gargalhar. Ponho a mão sobre a barriga e me sinto corar novamente. Estomago idiota!

"Acho que alguém está com fome..." Ela me puxa em direção as escadas. "Já te disseram o quanto você fica fofa quando esta envergonhada?"

Não respondo, meu rosto está queimando totalmente.

"Judy, veja quem eu encontrei lá em cima!"

Judy? Ela acabou de chamar minha mãe pelo primeiro nome? Acho que ainda estou sonhando...

"Oh, Quinn, eu realmente não achava que você fosse acordar hoje. Um dia desses sua amiga vai ter que me ensinar esse método para te tirar da cama tão rapidamente."

Isso é simplesmente surreal. Chacoalho a cabeça de leve. "Mãe..."

"Vou sair agora, tenho uma reunião com o advogado do seu pai. Seu almoço está dentro do microondas. Depois eu vou sair com as meninas e tenho a reunião do clube do livro... Vocês ficam bem sozinhas?"

"Sim, claro..." respondo apertando os olhos para ela.

"Então tchau meninas, já estou atrasada. Foi um prazer conhecê-la Rachel."

"O prazer foi todo meu Judy."

"Tchau mãe."

Ela vai embora e eu me viro para encarar Rachel, arqueando uma sobrancelha. Ela apenas sorri e me arrasta até a cozinha. Esquento meu almoço e sentamos de frente uma para a outra.

"Então..." começo, colocando uma garfada de comida na boca. " Judy?"

"Sua mãe é uma mulher muito simpática Quinn." Me sinto um pouco desconfortável com o fato de que ela esta me observando comer.

"Eu sei, mas... Judy? Não é um pouco intimo de mais?"

"Ela insistiu que eu a chamasse assim. Alem do mais, é melhor você ir se acostumando com isso." Ela começa a brincar com um guardanapo.

"Como assim?"

"Existe uma grande possibilidade dela se tornar minha sogra e quando isso acontecer, eu pretendo freqüentar a sua casa, então..."

Me engasgo com o purê de batatas. Eu não consigo parar de tossir. A ideia de Rachel e minha mãe sendo nora e sogra é definitivamente muito estranha. E para que ela se tornasse real, Rachel teria que ser minha namorada... Eu quero que ela seja minha namorada? Oh God... Eu acho que sim...

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"Não tenho certeza disso Quinn."

"Por que não? Eu não vou rir. Prometo."

Ela me olha com suspeita. Levanto da cama e vou até a cômoda, tiro um bloco de desenho e um lápis 2B da primeira gaveta. Entrego para ela e espero.

"O que eu tenho que fazer exatamente?" Rachel pergunta, girando o lápis entre os dedos.

"Só desenha alguma coisa."

"Sim, isso eu entendi... mas o que exatamente?"

Ponho a mão na testa. "Eu nunca fiz isso antes... nunca ensinei alguém a desenhar. É tão natural pra mim que eu não sei por onde começar..."

"Tá, e vai demorar muito até você descobrir? Por que a gente podia fazer alguma outra coisa enq..."

"Já sei!" a interrompo, pegando a minha bolsa que estava em cima da escrivaninha. Rapidamente encontro o que estava procurando e mostro para ela.

"Uma moeda?"

"Sim! Segunda feira você disse 'se me derem uma moeda eu não consigo fazer um circulo.'"

"Você não espera que eu passe a tarde inteira contornando uma moeda não é?"

"Não, só até encher a folha." Alcanço os 25 centavos para ela com um sorriso. "Frente e verso."

Ela me lança um olhar desaprovador, mas faz o que eu pedi. Sento atrás dela na cama e fico observando por cima de seu ombro. Realmente, ela é péssima. Os primeiros círculos mal parecem círculos, mas conforme ela vai contornando, eles vão melhorando até ficarem quase perfeitos.

"Até que não é tão ruim... Acho que estou progredindo!" Ela vira um pouco para trás em busca de aprovação.

"Sim, parabéns, você consegue fazer bolinhas. Vamos tirar a moeda agora?"

"O que?"

"Bom, você preencheu a frente da folha, agora vamos para o verso. Vai ser quase a mesma coisa, mas sem a moeda dessa vez..."Ela morde o lábio e concorda. Ela fica tão bonitinha nessa posição... Fico observando seus cabelos e a curva de seu pescoço eu queria desesperadamente sentir o gosto de sua pele.

"Acabei!" Ela me desperta do transe. "Ficou bom?"

Olho para o desenho. Não está tão ruim, na realidade, ela está indo melhor do que eu imaginava.

"Acho que chega de círculos. O que você quer fazer agora?"

"Não sei, você é a professora..." Ela sorri pra mim.

"Estrelas. Sua marca registrada!"

"Não!"

"Por que não?" Pergunto franzindo o a testa.

"Por que eu não sei... é por isso que eu sempre carrego uma cartela de adesivos de estrelas douradas..."

Dou risada desse depoimento ela é obcecada por estrelas e nunca se prestou a aprender como desenhá-las. "É bem fácil. Eu te mostro." Pego o lápis de sua mão e me inclino sobre ela para alcançar o papel, apoiando minha mão esquerda em seu joelho para manter o equilíbrio. A proximidade faz meu coração acelerar. A lateral de meu rosto está apoiada contra seus cabelos e meu queixo repousa em seu ombro. Começo a desenhar. "Sobe, desce, sobe, reto pra direita e desce de novo. Viu? Simples."Faço mais uma vez e lhe devolvo o lápis, voltando relutante a minha posição original contra a cabeceira da cama.

"Sobe, desce, sobe, reto pra direita e desce de novo..." Ela murmura enquanto desenha. "Olha Quinn! Eu fiz uma estrela!" Ela se vira de novo para me olhar, sorrindo como uma criança que ganhou um cachorrinho.

Acaricio seus cabelos e repouso minha mão em seu rosto. "Parabéns..." Seu sorriso diminui um pouco e ela começa a se aproximar. Imediatamente, retraio meu braço. "Encher a folha?" Ela parece desapontada quando volta ao trabalho e eu não consigo evitar a pontada de culpa em meu peito.

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Às quatro e meia resolvemos fazer uma pausa e vamos até a cozinha. Sirvo água para nós duas e separo também duas maçãs.

"Vamos sentar lá fora?" pergunto abrindo a porta dos fundos.

Ela me segue e sentamos na beira da piscina. Esta atipicamente quente para um dia de fevereiro. Mergulho meus pés na água. O limpador de piscinas (não o Puck, graças a Deus) vem todo o sábado de manha, então a água esta limpa. Ela me imita e comemos em silencio.

"Então?" ela pergunta repousando o caroço da fruta ao seu lado. "Como eu estou indo até agora?"

"Excelente, você é a melhor aluna que já tive!" Respondo olhando para ela.

Rachel sorri radiante pra mim antes de franzir a testa. "Eu sou a única aluna que você já teve."

"Exatamente!" Respondo sorrindo também. Recebendo um soco no braço em resposta. "Ai!"

"Isso não foi engraçado Quinn."

"Desculpa..." Tento conter o riso. "Mas eu estava falando serio. Você está indo muito bem. Acho que podemos começar a trabalhar a figura humana quando voltarmos..."

"Sério?"

"Sério." Ela me lança um olhar determinado.

"Eu gosto da sua casa Quinn. Principalmente dessa parte, é muito bonito aqui fora."

"Obrigada..." respondo, sem entender o porquê da mudança de assunto. "O jardim é a minha parte favorita também... Mas a casa em si é muito grande para apenas duas pessoas."

"E vocês não pensam em se mudar?"

"Não... Minha mãe realmente gosta daqui. E seria estranho mudar... Eu cresci aqui afinal, mesmo que nem todas as lembranças sejam boas, ainda é a minha casa."

"Entendo..." Estendo meu braço e envolvo sua mão com a minha. E ficamos em quietas por alguns minutos, mas não é desconfortável. A presença dela me faz tão bem...

"Posso fazer uma pergunta?"

"Claro Rachel..."

"Por que exatamente você se inscreveu na aula de artes?" ela não tira os olhos da água.

"Eu gosto de desenhar e sempre me disseram que eu levava jeito então..."

"Você realmente desenha muito bem Quinn." Ela sorri para a piscina.

"Obrigada..." me sinto corar levemente.

"Mas artes não é uma matéria condizente com o seu status social..."

"Você deixaria de cantar só por que não condiz com o seu status social?"

"Bingo." Seus olhos encontram os meus. "Quando foi que você descobriu que gostava disso?"

"Não sei direito, acho que sempre gostei de desenhar, mas principalmente durante a gravidez, quando eu não tinha mais que me preocupar com o que as pessoas iam achar de mim já que a minha reputação estava destruída mesmo." Ela aperta um pouco minha mão. "Quando fui morar com o Puck, eu chegava em casa, me trancava no quarto e passava horas desenhando."

"Por quê?"

"Por vários motivos... Ele não era a melhor companhia do mundo e a Sra. Puckerman definitivamente não gostava de mim. Quando eu desenhava, me sentia livre, sabe? Algumas pessoas escrevem seus sentimentos, outras cantam sobre eles. Eu desenho."

Seus olhos brilhavam em entendimento. Eu sentia que poderia falar sobre qualquer coisa com ela.

"Tem algo sobre desenhar que simplesmente me encanta..."

"O que seria esse algo?"

Chuto um pouco de água antes de responder. "Se a Sra. Hart chegasse na sala, colocasse uma maça sobre a mesa e dissesse que nossa tarefa do dia era desenhar aquela fruta, não haveriam duas maças iguais em toda a classe. Cada um desenharia uma representação diferente da mesma coisa, independente de níveis de talento, cada trabalho revelaria o que seu autor estava sentindo no momento."

"Como quando cantamos uma musica de amor para alguém que realmente amamos. Soa diferente se cantarmos para uma pessoa qualquer..."

"Exatamente..." digo, acariciando o dorso de sua mão com o meu polegar. "Vamos subir?"

Ela faz que sim e fica de pé, me puxando junto consigo.

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"Você tem que relaxar Rach..." digo acariciando seu ombro. Estamos de volta à mesma posição que antes, ela sentada a minha frente, de costas para mim que estou escorada na cabeceira. "Esse é o seu problema. Isso é um esboço. Você não tem que pressionar tanto o lápis."

"Eu não consigo..."

"Não diga isso. Tente mais uma vez, relaxa a mão."

Ela começa de novo, novamente sem sucesso.

"Eu desisto!" ela levanta os braços em frustração e começa a se levantar, mas seguro o seu pulso e a puxo de volta para a cama. Entrego-lhe o lápis e puxo seus cabelos para trás.

"Relaxa." Falo encostando meus lábios em seu ouvido e deixando meus dedos correrem por sobre seus braços. Sinto sua pele se arrepiar ao meu toque. Ela respira fundo e faz o que eu digo. "Bom... Agora vamos tentar uma ultima vez." Coloco minha mão sobre a sua e a guio pelo papel.

Respiramos em sincronia enquanto traçamos linhas de posicionamento. "Aqui vão ser os olhos" digo marcando o lugar com dois traços paralelos. "O nariz." Mais um traço. "E a boca." Ela para de mover a mão e eu viro meu rosto, encontrando seus olhos. A próxima coisa que percebo é a proximidade entre nossos lábios. Desvio o rosto antes que o beijo se concretize e Rachel olha para baixo.

"Eu realmente não sei por que você age dessa forma Quinn." Consigo ouvir a tristeza em sua voz. "É algum problema com o meu beijo? Por que parece que toda a vez que eu tento avançar um pouquinho, você se afasta."

"Não tem nada de errado com o seu beijo Rachel..." Muito pelo contrario, eu ficaria feliz em te beijar pelo resto da minha vida...

"Então me diga qual é o problema, por que eu realmente não consigo enxergar."

"Eu só não quero destruir as coisas entre nós." Eu sei que essa não é toda a verdade, mas é a principal.

"Um beijo não vai destruir nada. Um beijo é só um beijo Quinn."

"Não Rachel. Um beijo significa tudo. É como uma promessa, significa que eu vou estar sempre ao seu lado. E por mais que eu goste dessa ideia, ela ainda me assusta um pouco. Eu fui criada para acreditar que a homossexualidade é algo ruim, errado."

"Como pode ser errado se nos faz feliz Quinn?"

"Eu não acho que seja errado. Não mais..."

"Então por que você não pode se entregar um pouco?"

"Sei que parece idiota, mas eu tenho medo de te perder." Medo, por que você é uma menina... "Tenho a sensação que se eu me apegar demais a você, você ira embora..."

"Eu não vou a lugar nenhum. Eu já te prometi isso. Além do mais, quem sempre se afasta é você. Foi você que fugiu sábado passado, você que foi embora ontem. E isso dói de mais Quinn."

"Me desculpa..." Eu realmente sinto muito, a ultima coisa que eu quero é fazê-la sofrer...

"Segunda feira você me disse para deixarmos as coisas acontecerem, eu estou tentando fazer exatamente isso. Por que você não pode seguir o seu próprio conselho? As vezes eu penso que você pode ter vergonha de mim..."

"É claro que não!" Quero muito ver os seus olhos, mas ela continua sentada de costas para mim.

"Mas é o que parece. "

"Eu me importo com você muito mais do que você imagina Rach..." Lembranças da noite de quinta invadem a minha mente e eu tenho vontade de chorar. Eu te amo.

"Então me beija."

Não faço nada, parece que estou paralisada.

"Se você realmente se importasse tanto comigo, eu não estaria tendo que pedir por isso..." Ela vira a cabeça e finalmente nossos olhos se encontram. Ela também esta a beira das lagrimas e isso parte meu coração. Eu não quero mais sentir medo.

"E você não precisa."Esta na hora de criar um pouco de coragem Fabray. "Você tem razão. Eu tenho que parar de agir dessa forma. Se eu quero que as coisas dêem certo, então eu tenho que fazer alguma coisa." Digo isso mais para mim do que para ela. Aproximo-me devagar e prendo seus cabelos castanhos atrás da orelha. "só me deixe fazer isso devagar."

Meus lábios deslizam por sua face, até finalmente encontrarem com os de Rachel. Não nos movemos por um momento, quero que ela sinta tudo com a mesma intensidade que eu. Capturo seu lábio inferior entre os meus e mordo levemente. Ela suspira com a sensação e eu me afasto um pouco. "Como estamos indo até agora?"

"Muito bem... Se importaria em continuar?" Seus olhos estão firmemente fechados.

Eu não consigo conter um sorriso quando nos conectamos novamente. Rachel muda de posição, aproximando-nos ainda mais e partindo levemente os lábios, silenciosamente pedindo por mais. Eu a abraço e aprofundo o beijo, nossas línguas se encontram hesitantes a principio, mas não demora muito para que nos entreguemos totalmente as milhares de sensações que nos atacam a cada segundo.

Quando o beijo acaba, quase não nos afastamos. Nossos lábios ainda perigosamente próximos.

"Isso foi..." Começa Rachel, abrindo os olhos e sorrindo levemente.

"... perfeito." Completo, unindo nossos lábios novamente por um segundo. "Valeu a espera?"

Rachel faz que sim com a cabeça.

"Fico feliz..." Sorrio e a beijo novamente, com mais intensidade dessa vez e de alguma forma eu consigo me apaixonar ainda mais por ela.

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Fim Quinn's POV

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N/A: E então? O que acharam?

Eu realmente me dediquei muito a esse capitulo e gostaria de saber a sua opinião!

Don't be shy!

Comentem :)

Até o próximo capitulo!