N/A: Então pessoal, maior capitulo até agora! Yay!
Esse capitulo é para compensar os três últimos, sei que não foram os melhores, mas realmente estou com pouco tempo...
Espero que vocês gostem e por favor, comentem.
07 de fevereiro - segunda-feira – 6:30am
Já terminei minha rotina de exercícios, tomei banho e agora estou terminando o café. Ainda não contei para os meus pais o que aconteceu ontem, mas tenho certeza que eles já sabem. Meu rosto me condena... Sempre fui muito expressiva...
"Nossa Estrelinha, que horas você acordou?" Meu pai Arthur entra na cozinha ainda vestindo seus pijamas.
"As 5." Me aproximo dele e lhe dou um abraço de bom dia.
Ele beija meus cabelos e pergunta com a voz sonolenta. "Posso saber por quê?"
"Quinn vai me levar para a escola hoje, ela tem treino as 7 e eu me escalei para acompanhá-la. A festa de dia dos namorados está chegando e eu tenho que aprimorar minha performance, então enquanto ela pratica saltos e grita com as suas companheiras de equipe, eu vou ensaiar nas arquibancadas."
"Nas arquibancadas? Eu achei que sua escola tivesse uma sala de musica..." Ele começa a preparar o café.
"E tem, mas eu quero ficar..." A campainha toca e eu praticamente vôo em direção a porta. Sinto meu pai vir logo atrás de mim.
Meu coração acelera notavelmente quando vejo minha namorada – namorada! - sorrindo pra mim através do olho mágico. Não consigo me conter e me jogo em seus braços, depositando um beijo relativamente barulhento em seus lábios.
Ela ri. Como eu amo o som da sua risada! "Bom dia pra você também Rach." A beijo de novo. Perfeição... Não existe outra palavra para defini-la.
Meu pai limpa a garganta atrás de nós e eu sinto o rosto de Quinn esquentar contra o meu. "Olá Quinn."
Ela esta cor de rosa e seus olhos estão arregalados. "Humm, oi Sr. Berry..." Deslizo minha mão de encontro a sua e entrelaço nossos dedos.
"Tem alguma coisa que vocês queiram me contar?" Ele pergunta arqueando as sobrancelhas. Posso ver que está contendo um sorriso.
"Err... Bem, eu e a sua filha... Eu gostaria... Nós..."
"Nós vamos nos atrasar se não sairmos agora!" Digo pegando minha mochila. "Até a noite pai!" praticamente a arrasto até o carro, ela continua murmurando coisas incoerentes e agora seu rosto combina perfeitamente com o uniforme que está usando. Ela é simplesmente adorável. Abro a porta do veiculo para ela e dou a volta, sentando no banco do passageiro. "Ele não vai te morder. Meu pai age dessa forma com quase todo mundo, é a natureza dele, mas posso dizer que ele realmente gosta de ti."
Ela relaxa um pouco e dá a partida. "Você já contou pra eles?"
"Não, quero que você esteja ao meu lado quando eu contar..."
"Eu não sei se é uma boa ideia Rach..." ela aperta o volante. "Eu pareço uma gaga toda a vez que estou perto dos seus pais, isso é totalmente constrangedor."
"Bobagem, não existem motivos para ficar nervosa! E você fica linda quando está constrangida..." sorrio para ela pelo espelho retrovisor. "Além do mais, tenho certeza que vai ser bem mais fácil do que contar para os seus pais..."
"É..." Ela permanece em silencio durante todo o resto do caminho, o que não é muito, só cinco minutos.
Estacionamos um pouco longe da entrada, ignorando as vagas ao lado do portão. Ela desliga o carro, mas nenhuma de nós se move a fim de sair. Me viro para ela e nossos olhos se encontram. Os dela estão particularmente dourados hoje, como se fossem ouro liquido. Ela ergue o braço e seus dedos encontram meus cabelos, acariciando gentilmente.
"Um beijo?" Pergunta ela inclinando-se sobre mim.
Não precisa pedir duas vezes.
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Quinn's POV
Já são quase sete horas e eu não consigo encontrar força de vontade para sair do carro. Eu poderia passar a manha inteira aqui com Rachel, fazendo absolutamente nada. O beijo dela é simplesmente a melhor coisa que eu já provei e a sensação de seus braços em volta de mim é entorpecedora. Dane-se Sue Sylvester, eu não vou para o treino hoje!
Ouço uma batida na janela ao meu lado, mas simplesmente ignoro e continuo movendo meus lábios sobre os da minha namorada. As batidas continuam e Rachel se afasta lentamente. Vejo sua expressão mudar e seus olhos agora estão arregalados. Olho para trás e vejo uma Santana particularmente mal humorada nos encarando de braços cruzados. Abro o vidro.
"O que você quer Santana?"
"Por que vocês não arrumam um quarto?"
"Você nos interrompeu só para dizer isso?" pergunto arqueando uma sobrancelha.
"Você não esta planejando faltar o treino não é?"
"E se eu estiver? Qual é o problema S?"
"Quinn, ela tem razão... Você já esta na lista negra da treinadora, eu não testaria minha sorte dessa forma se fosse você." Rachel coloca a mão no meu braço.
Ela tem razão. Não seria bom perder meu status logo agora. E eu realmente gosto de torcer. Pego o seu rosto entre minhas mãos e lhe dou um ultimo beijo antes de abrir a porta.
"Vocês não vão fazer isso o tempo todo não é? É meloso de mais!"
"Ciúmes San?"
"Oh não, definitivamente não!"
Não consigo evitar um sorriso. Isso é tão típico dela. Estamos na metade do caminho quando Santana para abruptamente e se vira para encarar minha namorada.
"Escuta aqui Rachel, eu vou ficar de olho em você, qualquer coisa que você fizer que possa machucá-la de qualquer forma... Bem, você não vai querer pagar para ver." Santana sorri malignamente. "A propósito Fabray, belo chupão embaixo da sua orelha..." Ela toma a frente e entra na escola. De onde saiu isso?
Inconscientemente ponho a mão em meu pescoço sobre o lugar aonde Rachel deixou sua marca ontem à noite. "Não se preocupe com ela." Digo passando o braço pelo seu ombro e guiando-a até a entrada. "Não vou deixar ela fazer nada para você"
"Oh, eu não me preocupo." Diz ela olhando para mim com um sorriso enorme estampado em seu rosto. "Ela acabou de me chamar de Rachel!"
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O treino correu melhor do que eu esperava, Sue só gritou comigo duas vezes e considerando-se que eu fiquei três dias sem praticar, isso é quase inacreditável. A cada cinco minutos eu olhava para as arquibancadas, só para me certificar que Rachel ainda estava lá. Ela sorriu para mim todas às vezes. Suas partituras esquecidas na pasta sobre seus joelhos enquanto ela nos observava entrar em formação e saltar uma sobre a outra em acrobacias que tenho certeza desafiam as leis da física.
"Deplorável! Treino extra hoje as quatro! Pro chuveiro!" Gritou a treinadora em seu mega-fone. Revirei os olhos e me juntei a B e S no caminho para o vestiário. Passamos pelas arquibancadas e Rachel estava em pé me esperando.
"Oi Rachel!" Britt disse entusiasmada.
"Olá Brittany."
"A San me falou que você e a Q estão juntas de verdade!"
"Santana!" Grito me virando para encará-la e endireitando minha postura para ficar mais alta que ela.
"O que? É a Britt, nós não temos segredos uma com a outra!"
Rachel sorri pra mim e engancha seu braço no meu. "É verdade sim Brittany, mas eu apreciaria se você não contasse para ninguém ainda..."
"Oh, é um segredo então?" Ela arregalou os olhos azuis para nós.
"Não B, não é nenhum segredo, a gente só não quer sair por ai anunciando que somos... bem, lesbicas..." digo um tanto quanto sem jeito, ainda é estranho falar essa palavra em voz alta.
"É, pelo menos não antes que as camisetas de arco-íris estejam prontas..." Eu paro de andar e Rachel pisca para mim, mal contendo um sorriso. "Você sabe que eu estou só brincando né Quinn?"
Solto o ar que nem percebi que estava prendendo. Quando falamos em roupas e Rachel Berry, tudo é possível.
"Por que vocês usariam camisetas de arco-íris? Vou ganhar uma também? Pode ter unicórnios voadores na minha?"
Rachel começa a rir agora e eu tenho que cobrir sua boca com a minha mão. "Eu te aviso quando elas ficarem prontas B..."
"Viu San! Eu vou ganhar uma..."
"Sim B, vamos pro chuveiro agora."
"Tchau Quinn, Tchau Rachel!" Ela abana e desaparece atrás da porta do ginásio.
"Eu não acredito que você fez isso!" digo olhando para a morena ao meu lado e rindo um pouquinho. "Agora a gente vai ter que achar uma camiseta de arco-íris com unicórnios voadores..."
"Eu devo ter uma dessas em algum lugar lá em casa..." ela sorri afastando minha mão de sua boca.
"Serio?"
"Acho que você deveria ir pro banho, se não vai se atrasar para a aula..."
"Você esta brincando sobre a camiseta né?"
"Eu te encontro na sala." Ela fica na ponta dos pés e me da um beijinho da bochecha antes de se virar e ir embora.
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"Alguém parece feliz!" Mercedes senta ao meu lado na cafeteria.
Sorrio para ela.
"Detalhes por favor?" Diz ela chegando um pouco mais perto.
"Ela me pediu em namoro ontem à noite..."
"Então é oficial agora?" ela estende a mão para bater na minha. "Espera... Ela que pediu?"
"Sim..."
"É da Rachel que estamos falando?"
"Eh... Sim?" encontro seus olhos e ela parece pasma. "Por quê?"
"Hum. Sei lá, entre vocês duas... Eu só achava que você fosse... Tipo... O homem do relacionamento..."
Não consigo conter o riso. "Nós somos gays Mercedes, definitivamente não existe homem nesse relacionamento."
"Quem é gay?" pergunta Puck se inclinando em nossa direção.
"Oi pessoal!" Rachel chega por trás e coloca as mãos nos meus ombros. "Posso sentar aqui Quinn?" ela indica o lugar vazio a minha direita.
"Claro..."
"Sobre o que vocês estão falando?" pergunta ela apoiando o queixo em uma mão.
"Quem é gay?" insiste Puck. Eu sinceramente não sei qual é o interesse dele em saber isso.
"Vocês estão falando sobre o Kurt?" Pergunta Finn surgindo do nada.
"Você sabe que Kurt e gay não são sinônimos?" levanto uma sobrancelha.
"O que é um simonio?" pergunta ele coçando a cabeça.
"É sinônimo Finn." Explica Rachel.
"Ah! Eu acho que eles meio que são... Sinônimos, quero dizer. Ele é o único gay que eu conheço, além daquele garoto Blaine e dos seus pais, é claro." Ele aponta para Rach.
"Existem outros gays em Lima Finn." Suspira ela.
"Não que eu saiba." Responde ele. "Vocês conhecem mais algum?"
Olho para ela e temos uma breve conversa silenciosa através dos nossos olhos.
"Oi! Qual é a discussão?" Pergunta Sam chegando com uma bandeja e ocupando o lugar vago ao lado da Mercedes.
"Você não quer saber..." Responde ela. "Na verdade, que tal a gente mudar de assunto?"
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"Então, o que você vai fazer amanhã de noite?"
"Hummm... deixa eu conferir minha agenda..."
"Quinn!" ela bate as costas de sua mão contra meu ombro.
"O que você quer fazer amanhã à noite?"
Estamos na aula de artes, estou em pé atrás dela enquanto ela pratica o esboço de corpo inteiro.
"Eu estava pensando que amanha é o dia de folga dos meus pais e acho que essa é uma boa oportunidade para apresentá-la formalmente a eles como minha namorada."
Parece que alguém deu um nó no meu estomago. Não sei por que, mas sinto como se fosse minha obrigação pedir a permissão deles para poder ficar com Rachel, mesmo que tenha sido ela quem fez o pedido afinal das contas.
"Você acha que eles vão aceitar?"
Ela se vira no banquinho e fica de frente para mim, apoiando a mão nos joelhos. "Por que eles não aceitariam? Eles são as ultimas pessoas que vão ter qualquer tipo preconceito quanto ao nosso relacionamento."
"Eu sei, mas e se…" E se eles não me acharem adequada, e se eles acharem que um menino a faria mais feliz?
"Achei que você fosse mais confiante Fabray!" diz ela brincando.
"Caso você não tenha reparado, Berry, eu sou um ser humano também."
Ela sorri e se inclina em minha direção, me chamando para perto com o indicador. "Vou te falar um segredo." Me abaixo um pouco e sinto sua respiração próxima ao meu ouvido. "Você me faz feliz. Isso é o suficiente pra eles."
Tenho que resistir a vontade de beijá-la agora e só consigo por que a Srta Hart está se aproximando.
"Vejo que vocês trocaram de papeis essa semana... O que você tem pra mim Srta Berry?" Rachel mostra o esboço em que estava trabalhando.
A professora franze a testa em surpresa. "Nada mal para os seus padrões..."
"Eu tive uma ótima professora." Nunca a vi sorrir dessa forma antes. É definitivamente o sorriso mais lindo do mundo e é pra mim.
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"Mãe?" A casa está silenciosa de mais pro meu gosto, normalmente nessa hora da tarde a minha mãe esta na sala ouvindo musica e revisando algum artigo, mas hoje ela não parece estar em lugar nenhum. Fiquei parada em frente às escadas por um momento antes de ir até a cozinha pegar uma garrafa de água. Sentei no sofá e comecei a trabalhar nos exercícios de Calculo II que tenho que entregar amanha.
Estava totalmente absorta no que estava fazendo que não ouvi a porta se abrindo e nem os passos que vinham em minha direção. "Buuu!"
"Ahhhh! O que?" Me viro pondo a mão contra o peito e tentando acalmar os meus batimentos quando reconheço a pessoa que acabou de me assustar. "Ann! Meu Deus! O que você está fazendo aqui?" pergunto pulando em cima da minha irmã e a derrubando no sofá. Faz mais de dois anos que não a vejo pessoalmente.
"Quinnie! Que saudade!" diz ela contra meus cabelos.
Levanto o rosto e vejo minha mãe olhando para nós com um sorriso no rosto.
"Ela vai comigo para Boston sexta visitar Joseph."
"Estou de 'férias'." Diz ela sentando-se ao meu lado e tentando desamassar suas roupas. "O mestrado tem consumido todas as minhas energias e o meu orientador resolveu me dar uma folga por 10 dias..."
"Ah, eu nem acredito que você está aqui... Tenho tanta coisa pra te contar!" digo abraçando-a de novo.
"E vocês vão ter bastante tempo para isso, mas agora eu gostaria de levar minhas meninas para jantar." Diz minha mãe pegando as chaves do carro. "Vai trocar esse uniforme Quinnie."
Faço o que ela pede e desço as escadas correndo. Nem acredito que minha irmã está aqui, isso é bom de mais para ser verdade! Nós somos muito parecidas, mesmo cabelo, quase a mesma altura, exceto seus olhos e o rosto, que são iguais aos da nossa mãe.
Vamos para o Bread Stix e conversamos sobre varias coisas, mas principalmente sobre as aulas dela. Ela se formou com honras em psicologia ano passado e agora esta fazendo um mestrado na área da saúde mental. Isso significa muitas histórias estranhas sobre visitas que ela teve que fazer para coletar informações e sobre como existem ainda muitos lugares que tratam o doente mental como lixo (isso a deixa particularmente indignada).
Voltamos para casa e agora estamos no meu quarto conversando. Ela fala sobre o atual namorado dela e logicamente me pergunta sobre garotos.
"Mamãe me falou que você acabou de romper com um carinha..."
"Sim..."
"Ele fez algo ruim para você?" pergunta ela brincando com o meu travesseiro.
"Não, ele é um bom rapaz. Provavelmente Russel teria aprovado."
"Argh! Não vamos falar sobre ele! Você está vendo alguém agora?" Ela pergunta sorrindo um pouquinho.
"Sim, na realidade eu meio que comecei a namorar ontem..." Digo olhando para os meus dedos. Quero contar para ela, sei que ela não vai me julgar. Se não fosse pelo meu pai, ela teria me acolhido durante a gravidez.
"Sério? Como você não falou isso antes? Quem é ele?" Ela praticamente pula em cima de mim.
"É... é complicado..."
"Não é o mesmo garoto que te..."
"Não!" Arregalo os olhos. " Eu nunca..."
"Eu vou conhecer ele então?"
Penso um pouco. Sim, ela vai. Mas não agora. "Quando vocês voltarem de viagem. Preciso dessa semana para ver se as coisas realmente vão dar certo." Não digo isso por que acho que não vão funcionar, mas sim por que preciso de tempo para me acostumar melhor com a ideia antes de informar minha família. Eu amo a Rachel e não tenho vergonha disso.
"Mal posso esperar!"
"Eu também não..."
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08 de fevereiro - terça-feira – 5:30 pm
"Aonde você vai Quinnie?"
Jantar com os pais da minha namorada. "Na casa de uma amiga."
"Eu só tenho mais alguns dias aqui e você vai jantar com uma amiga?" Minha irmã cutuca minhas costelas. "Você é uma péssima irmãzinha sabia?"
Reviro os olhos volto minha atenção ao espelho para terminar a maquiagem. "Eu combinei isso antes de saber que você vinha, isso isenta a minha culpa."
Viro para ela em busca de aprovação. Estou usando uma saia simples azul marinho que chega até o joelho e uma blusa branca sem mangas.
"Linda como sempre." Diz ela com um sorriso torto. "Acho que é genético..."
Rio do comentário e sento na cama para calçar as sapatilhas.
"Tem certeza que não está indo par um encontro Quinn?" ela arqueia uma sobrancelha no melhor estilo Fabray.
Sinto-me corar um pouco, espero que ela não tenha percebido. "É claro que não é um..." Limpo a garganta. "... encontro."
"Ahãm, ta bom..."
"Tenho que ir."
"Bom encontro!"
"Não é um..." Ela continua sorrindo pra mim. "Ah! Deixa pra lá..."
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Saí tão rápido de casa que me esqueci de pegar um casaco. Agora está começando a esfriar e são só seis horas... Irmãs... Reviro os olhos mentalmente.
Aperto a campainha e esfrego minhas mãos pelos meus braços tentando me aquecer um pouco. A porta se abre e Rachel me puxa em um abraço. Meu corpo parece derreter, cada pedaçinho dele se esquenta com o contato.
"Exatamente às seis horas. Devo dizer que estou impressionada com a sua pontualidade!" Diz ela se afastando e me levando pela mão até a sala de jantar.
"Eu estava esperando algo como 'Você está bonita' ou 'Senti sua falta', mas acho que posso me contentar com esse 'Você é pontual'..." digo ironicamente.
Ela para no meio do caminho, olha para mim e descansa sua mão em meu rosto. "Eu não preciso dizer que você esta bonita, você é linda, 24 horas por dia." Selamos nossos lábios e eu sorrio contra seu beijo. "Não preciso dizer que senti a sua falta por que cada momento longe de você é como se um pedaço de mim estivesse faltando." Ela me beija de novo, mordendo meu lábio sedutoramente antes de se afastar. "Quanto à pontualidade..." Mais um beijo. "... acho que eu vou ter que retirar esse comprimento se não chegarmos à sala de jantar em alguns segundos."
"Quem se importa com pontualidade?" Pergunto repousando minha mão em suas costas e a trazendo mais para perto, aprofundando o beijo.
"Eu gosto do seu jeito de pensar..." responde ela um pouco ofegante. "... mas meus pais estão nos esperando."
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O jantar é extremamente agradável, a comida está maravilhosa, já estamos na sobremesa e ainda não tocamos no assunto 'namoro'. Não sei se isso é uma coisa boa ou não. Tenho certeza que os pais dela já sabem, só precisam de uma confirmação para ter certeza absoluta.
"Então, quais são as suas intenções com a minha filha?" Sinto a água que estou tomando subir pelo meu nariz e começo a tossir desesperadamente, enterrando meu rosto no guardanapo.
"Pai!" "Arthur!" Gritam Rachel e Phill ao mesmo tempo. As mãos dela correm pelas minhas costas enquanto eu tento recuperar o fôlego.
"O que? Eu tenho todo o direito de perguntar isso! É da minha única filha que estamos falando!"
"Eu... Eu..." Começo. Por que eu sempre perco a fala em ocasiões assim? Isso está ficando ridículo! "Ela... Rachel é muito importante para mim..."Você pode fazer melhor do que isso Quinn!
Todos os olhos estão voltados para mim.
"Na verdade, acho que nesse momento ela é a pessoa mais importante... é como se ela evocasse o melhor em mim. Não consigo mais imaginar a minha vida sem ela." Pego uma mão dela entre as minhas. "Já li muitas vezes sobre esse tipo de sentimento, mas nunca acreditei que iria sentir isso algum dia. Não sei como e nem exatamente quando, mas eu acabei me apaixonando por você..." Respiro fundo e a olho nos olhos. "E de repente, tudo o que eu já li sobre o amor acabou se tornando supérfluo diante do que estou sentindo agora."
Faço uma pausa, mas ninguém fala nada então continuo, agora olhando para Phill e Arthur. "Eu sei que esse tipo de relacionamento é complicado. Nós vamos enfrentar todos os tipos de preconceitos, mas eu sinceramente não me importo. Eu amo a sua filha e eu sei que posso fazê-la feliz. Da mesma forma que ela me faz feliz."
Nenhum dos dois homens, nem mesmo Rachel esboçaram reação alguma. Será que falei alguma besteira? Repasso minha fala mentalmente e não parece haver nada de errado com ela. Eu falei exatamente o que estava sentindo. O que venho sentido há algum tempo agora.
Phill limpa a garganta. "Acho que seria muito estúpido de nossa parte se não permitíssemos que vocês ficassem juntas." Ele se levanta e põe a mão no ombro do marido. "Bem vinda à família Quinn." Ele sorri levemente.
Arthur continua parado me observando.
"Acho que a gente devia deixá-las sozinhas por alguns minutos Art..." O homem mais alto concorda com a cabeça e se levanta também, seguindo Phill até a sala de estar.
Volto meu olhar para Rachel e percebo que ela está chorando. Mordo meu lábio e capturo uma lagrima com o meu indicador. "Por que você esta chorando?" pergunto acariciando seus cabelos. Ela me abraça forte. "Rachel?"
Ela me aperta ainda mais. "Eu só..." beijo seus cabelos e ela se afasta um pouco, segurando meu rosto com as duas mãos. "Eu te amo tanto..." Ela beija meus lábios. "Quinn, eu te amo." Eu a beijo de volta. "Não, eu acho que o que sinto vai além disso." Ela se afasta novamente, me olhando nos olhos. "É possível amar além do amor?"
Parece que meu coração vai explodir com a intensidade de sentimentos.
"Eu acho que sim..."
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N/A: 95% de chances de não haver UP amanha...
Acho que essa fic esta chegando ao fim, provavelmente não passa de cinco capítulos.
Queria saber se vocês gostariam de ver um pouco de Brittana no dia dos namorados, não sei se quem gosta de Faberry gosta delas também...
Comentários são realmente importantes para mim... Então, comentem, por favor.
