N/A: Olá! Quero agradecer a todos que leram e a todos que comentaram, não estava esperando tanto... Vocês são o máximo! Serio... :)
Sou péssima com finais. Talvez por que no fundo eu não acredite que eles existam, mas isso não faz diferença. Esse é o ultimo capitulo, mas não é o fim, retrata acontecimentos da quarta seguinte que consistem em um breve momento Faberry e na reação de Judy Fabray. Peço desculpas adiantadas caso alguém se sinta desapontado. Prometo melhorar na minha próxima fic, que estréia segunda.
Bom, de qualquer forma, aí vai...
16 de fevereiro de 2011 – quarta feira
Como em todas as quartas-feiras dês de que o ensino médio começou, o despertador de Quinn disparou as cinco da manha, anunciando que o treino matinal das lideres de torcida começaria em exatamente duas horas. A loira levanta a mão direita e procura cegamente pelo aparelho em cima da mesa de cabeceira, derrubando-o no chão.
Ela abre os olhos e se movimenta a fim de alcançar a fonte do barulho e desligá-la o quanto antes.
"Mmmmmm." Rachel murmura em desaprovação quando ela se afasta.
Quinn finalmente alcança o despertador e o silencia, voltando rapidamente a sua posição original na cama, envolvendo todo o seu corpo ao da morena e depositando um beijo em seu pescoço. As ultimas noites haviam sido fantásticas. De alguma forma misteriosa para ela, Rachel havia conseguido convencer Phill e Arthur Berry que Quinn não poderia ficar sozinha em casa a noite.
Depois de alguns minutos em silencio, Rachel vira o corpo de forma a encarar sua namorada. "Você realmente tem que ir?"
Quinn respira fundo, ela já havia matado o treino na segunda e as conseqüências disso não foram nem um pouco agradáveis. Por mais que ela soubesse que seu lugar na equipe estaria garantido, ela não queria atiçar a ira de Sue Sylvester.
Ela baixa os olhos em direção aos da garota em seus braços "Eu queria ficar, mas..."
"Por favor..." Rachel leva sua mão a face da loira, acariciando-a com o polegar e corroendo sua resistência.
Quinn sabe que já perdeu essa discussão, não existem chances de que ela vá dizer não para Rachel. Não quando elas estão deitadas tão próximas que ela consegue ouvir seus batimentos cardíacos contra o próprio peito.
"Hummm... É uma decisão muito difícil..." Ela abaixa o rosto para capturar os lábios de Rachel com os seus. "Mais duas horas na cama com a minha namorada ou duas horas de treino exaustivo ao som do mega-fone de Sue Sylvester..."
Rachel sorri e aperta Quinn contra si, fechando os olhos enquanto a loira acaricia seus cabelos.
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"Acho... que... tomar banho..." Disse Quinn, tentando recobrar um pouco de sua sanidade, o que era relativamente difícil considerando-se que os beijos de Rachel entorpeciam seus sentidos.
"Sim..." Responde a morena, rolando por cima da líder de torcida e a beijando profundamente antes de sair da cama e caminhar em direção ao banheiro, sem se preocupar em cobrir o corpo. Seus olhos encontram os da loira e ela sorri, parando na porta. "Você não vem?"
Quinn se apóia nos cotovelos e observa sua namorada desaparecer dentro do banheiro, ela só se levanta quando ouve o som de água sendo ligada. Já são sete e meia e ela sabe que a ideia de tomar banho com Rachel, apesar de maravilhosa, não é das melhores. Elas certamente vão chegar atrasadas para a aula, de novo...
Dane-se pensou ela antes de se juntar a Rachel sob o chuveiro.
"Você demorou..." Comenta a cantora ao sentir braços envolvendo seu corpo por trás e dentes roçarem seu ombro.
"Não acho que isso seja uma boa ideia..." murmura Quinn, sentindo a água escorrer entre seus corpos e adorando a sensação. "Nós vamos perder literatura de novo..."
Rachel se vira em seus braços, "Então por que você está aqui?"
A loira pensa por um momento. Ela apóia a mão na base das costas da diva e a trás mais para perto, sugando levemente a pele de seu pescoço e pressionando seus lábios contra sua orelha. "Quem se importa com literatura?"
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Enquanto isso, um carro alugado fazia seu caminho do aeroporto até a casa dos Fabray, transportando quatro pessoas. Judy estava animada com a ideia de surpreender sua filha, eles haviam pego um vôo mais cedo e chego de Boston as 7 da manha. Ela não esperava encontrar o carro de Quinn estacionado na entrada de casa quando chegou, mas pensou que isso era uma coisa boa, ela não teria que esperar até o fim da tarde para revelar sua surpresa.
Ela e Ann carregaram as malas para cima e indicaram o quarto de hospedes para os dois convidados. Passando pelo quarto de Quinn ela pode ouvir o som de água correndo e resolveu esperar, começando a desempacotar suas coisas.
Rachel e Quinn estavam tão distraídas uma com a outra que não ouviram a movimentação da casa e não se preocuparam com tempo e muito menos evitaram fazer barulho.
Quinze minutos e três sons suspeitos depois, Judy resolveu entrar no quarto e ver o que estava acontecendo, afinal já era oito e meia e ela tinha certeza que Quinn iria se atrasar. A primeira coisa que ela constata ao entrar no quarto é a cama revirada e as roupas jogadas no chão. Ela começa a ajuntar as coisas enquanto chama. "Quinnie?" Ela recolhe um sutiã preto do chão, tentando lembrar de ter comprado algo assim para sua filha. "Chegamos!"
Quinn congela no meio de um beijo, arregalando os olhos e se afastando um pouco de sua namorada.
"V-você também ouviu isso?" pergunta Rachel imitando a expressão chocada.
A loira faz que sim com a cabeça e coloca seu indicador sobre os lábios da cantora, pedindo silencio. Uma batida na porta. "Merda..." murmura Quinn, sentindo-se corar e desligando a água, não se afastando de Rachel. "O que ela está fazendo aqui? O vôo dela era só as quatro..."
"O que a gente faz?" pergunta a morena apertando o braço da líder de torcida. "A porta está trancada?"
Quinn abre ainda mais os olhos e prende a respiração quando ouve a porta se abrir com um leve rangido. "Filha? Está tudo bem?" A loira sentiu a necessidade de esconder o corpo de Rachel atrás do seu, mesmo que as cortinas do chuveiro não fossem transparentes.
"Sim mãe, eu já estou saindo..." ela consegue dizer de uma forma estranha.
"Você já tomou café?"
Quinn limpa a garganta em desconforto. "Não..."
"Vou preparar alguma coisa. Não demore, está bem?" com isso ela fecha a porta e a loira sente seus joelhos fraquejarem.
Rachel envolve sua cintura com o braço para lhe dar algum suporte. "Meu Deus Quinn! O que a gente faz?" Sua voz levemente aguda por causa do pânico.
"Eu não sei." Ela fica parada em choque. Como ela iria explicar para sua mãe que Rachel estava na casa, no banheiro, em baixo do chuveiro com ela? E agora?
A morena, vendo que sua namorada não iria se mexer tão cedo, pega uma toalha e começa a secá-las. "Sei que não é o melhor momento, mas talvez seja uma boa ideia contar para ela sobre nós agora... Não consigo imaginar outra saída para a nossa situação."
Quinn engole com dificuldade. Contar para sua mãe que estava namorando uma garota era uma coisa, ver sua mãe descobrir que ela não só estava namorando uma menina, mas também obviamente tendo relações sexuais com essa menina era outra totalmente diferente. Mas Rachel tinha razão, elas não tinham saída.
"Quinn?" Perguntou a cantora, passando a toalha pelas costas da loira e puxando-a para perto. Seus olhos se encontram por um segundo e Quinn levanta a mão, deixando seus dedos deslizarem pela face de Rachel, parando em seu queixo e levantando seu rosto para cima, depositando um beijo delicado em seus lábios, e se concentrando na sensação de seus corpos pressionados um contra o outro.
"Eu te amo Rach."
"Então vamos deixar a sua mãe saber disso..." Responde ela, entrelaçando seus dedos e puxando a líder de torcida para fora do banheiro.
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"Ali está ela..." Começa Judy sorrindo para a escada antes de perceber a presença de uma outra pessoa segurando a mão de sua filha. "... Rachel. O que você está fazendo aqui?"
Quinn abre a boca para responder quando vê as outras três pessoas paradas no meio da sala. Rachel tem que apertar sua mão para trazê-la de volta a realidade. "Tio Joseph? Richard?"
O homem ruivo sorri para ela e caminha em sua direção com os braços abertos. "Quinnie! Surpresa!" A loira se deixa abraçar, sentindo-se como se estivesse em meio a um pesadelo, ou pelo menos um sonho muito bizarro.
Rachel se apóia no corrimão e observa a interação familiar, ignorando os olhos de Judy que continuam fixos nela.
"Vejo que você não estava sozinha, não vai nos apresentar a sua amiga?" pergunta Joseph, sorrindo para a morena. Definitivamente vamos perder mais do que só literatura... Pensa ela, terminando de descer os degraus e estendendo a mão para ele.
"Rachel Berry, eu e Quinn somos..."
"Mãe, precisamos conversar." Interrompe Quinn.
O garoto chamado Richard arqueia uma sobrancelha enquanto seus olhos viajam pelo corpo de Rachel. Ann suspira e massageia as têmporas levemente. "Eu sugiro que você se sente mãe..." diz ela, indicando o sofá.
"O que está acontecendo?" pergunta a loira mais velha antes de sentar aonde sua filha havia indicado. Joseph e Richard a imitam e Quinn pega duas cadeiras na cozinha, uma para ela e uma para sua namorada.
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Silencio.
Essa foi a resposta à grande revelação. Quinn e Rachel trocaram um olhar preocupado. Ann estava mastigando o próprio lábio e os outros três estavam aparentemente sem palavras. Judy manteve seus olhos bem abertos sem piscar e sem conseguir se focar em nenhuma das duas meninas. Há alguns dias atrás ela havia recebido um telefonema enfurecido de Russel lhe contando exatamente a mesma coisa que ela havia acabado de ouvir. Ela se recusou a acreditar e voltou toda a sua atenção para conhecer Boston e aproveitar a companhia de seu irmão e sobrinho.
Seus olhos caíram sobre as mãos entrelaçadas de Rachel e sua filha e ela finalmente falou. "Você sabe que a nossa religião condena o que vocês estão fazendo..." Sua voz era baixa e incerta. Quinn piscou algumas vezes antes de responder.
"Não mãe. A religião não condena nada. Quem condena são as pessoas. Tudo o que eu lhe peço é que você não seja uma delas."
"Onde eu errei com você Quinnie?" pergunta ela, no exato instante em que as lagrimas resolvem transbordar.
Quinn sente seu peito queimar e não consegue controlar um soluço. Ela estava esperando essa reação, mas isso não amenizava em nada a dor. "Mãe..."
"Judy." Quatro pares de olhos se voltam para Joseph que parecia ter superado o choque inicial. Ele corre as mãos pelas costas de sua irmã. "Você não errou em absolutamente nada."
Judy levantou os olhos e secou seu rosto com as costas da mão.
"Quinn é uma menina maravilhosa..." Ele sorri um pouquinho. "Ela ser gay não muda esse fato."
"Eu sei disso." Responde ela. Seus olhos finalmente encontrando os de Quinn. "Mas... Eu só... Eu não estava preparada para receber essa noticia agora..."
"Eu acho que a gente nunca está preparado para receber uma noticia como essa Judith."
Novamente silencio.
"Eu sei que é demais pedir que a senhora aceite o nosso relacionamento com tanta facilidade, nem eu e nem Quinn esperamos por isso." Começa Rachel, acariciando os cabelos loiros de sua namorada. "Mas entenda que o que sentimos uma pela outra é real e verdadeiro. Eu amo a sua filha como jamais amei ninguém antes."
Judy respira fundo. "Eu... Eu sei disso R-rachel..." diz ela entre soluços. "Eu realmente quero entender, eu quero aceitar. Eu queria poder dizer que está tudo bem e que eu apoio totalmente o relacionamento de vocês, mas eu não consigo."
O choro de Quinn se intensifica e Rachel tem que usar todas as suas forças para não deixar suas próprias lagrimas aflorarem.
"Eu só não quero que você sofra Quinnie. E esse caminho vai gerar muito sofrimento para você." Quinn concorda com a cabeça, sem condições de falar. Ela queria dizer que o sofrimento seria perder a morena que estava ao seu lado. "Eu não vou proibir que vocês se vejam e nem que você venha aqui em casa Rachel. Eu realmente gosto de você e acho que vou acabar me acostumando com a ideia eventualmente." Ela suspira e arrisca um sorriso em direção a sua filha mais nova.
Quinn esta mordendo o lábio e tentando se controlar, sua cabeça apoiada no ombro de Rachel. Seus olhos viajam, indo de um lado a outro da sala, analisando a expressão das pessoas. Ann agora sorria para ela, como se quisesse dizer que tudo iria ficar bem, mas que fala é Judy.
"Eu te amo minha filha. Eu não vou deixar que meus próprios preconceitos influenciem na sua felicidade novamente. Eu já errei demais com você..." Ela levanta para ficar de joelhos em frente as duas meninas, secando as lagrimas de sua filha com as costas da mão. "Se a sua felicidade está com outra mulher..." Ela pausa por um momento, refletindo sobre a melhor forma de se expressar. "... eu nunca vou te abandonar Quinn, nunca mais, não importa o que aconteça." Ela abraça a loira a sua frente e começa a chorar novamente. "E eu não estou desapontada com as suas escolhas, eu não as entendo, mas qualquer um poderia ver o quanto Rachel te faz feliz." Ela se afasta e segura o rosto de Quinn com as duas mãos. "E isso é tudo o que eu mais quero para minhas duas filhas. Que vocês encontrem na vida essa felicidade que eu nunca tive ao lado do seu pai."
Quinn puxa sua mãe para cima e fica em pé, abraçando-a novamente com toda a força. Rachel fica em pé também e finalmente se deixa levar pelo momento, permitindo que as lagrimas escorram por sua face. Ann se levanta e se junta ao abraço, dando um beijo na bochecha de sua irmã. Quando as três Fabrays se afastam, Quinn se volta para seu tio e primo que continuam parados no mesmo lugar.
"Desculpem por isso. Não era para ter sido dessa forma, mas eu fico feliz que vocês estejam aqui..." Joseph sorri para ela.
"Oh, minha querida, eu estou muito orgulhoso de você..."
Ela lhe lança um olhar confuso. "Por que?"
"Por que se eu tivesse sido criado pelo seu pai, eu nunca teria tido coragem de fazer o que você fez. Provavelmente eu viveria infeliz para sempre. É muito difícil ser você mesmo..."
Ela sorri e o abraça rapidamente. "Eu senti saudades..."
"Eu também." Ele beija seus cabelos. "Agora, se vocês não se importarem, eu vou descansar um pouco, o vôo e o desgaste emocional me deixaram exausto." Ele pega Judy pelo braço e a leva para o quarto. Era obvio que a exaustão era só uma desculpa para poder conversar com sua irmã sobre o que havia acontecido, mas Quinn ficou grata por isso. Sua mãe realmente precisaria de tempo e de todo o suporte que conseguisse encontrar.
"Acho que eu vou subir e desempacotar minhas coisas agora..." Diz Ann caminhando em direção as escadas. "Eu também estou muito orgulhosa de você irmãzinha... E bem vinda a família Rach!" Ela sorri e desaparece no andar de cima.
Rachel caminha até Quinn e a beija de leve nos lábios. "Eu te amo."
Quinn sorri e relaxa no abraço que está recebendo.
"Eu acho que estou sobrando aqui..." fala Richard, fazendo as duas se voltarem para ele. "A propósito prima, sua namorada é muito..."
"Eu não terminaria essa frase se fosse você." Interrompe Quinn, fazendo o garoto se encolher um pouco e se apressar em direção a cozinha.
Rachel não consegue deixar de sorrir. Ela fica na ponta dos pés e vira o rosto de Quinn para si mais uma vez, trazendo-a para um beijo profundo e apaixonado que diz tudo o que as duas precisavam ouvir. O que iria acontecer dali para frente? Elas não sabiam, a única certeza era que estariam juntas...
FIM :)
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N/A: Então? Espero que vocês tenham gostado e que comentem!
Não pretendo escrever mais dessa fic, mas se vocês quiserem um epilogo e me disserem o que querem ver no epilogo eu posso fazer :)
Muito obrigada por terem lido, minha próxima fic estréia segunda de noite, o nome dela vai ser O Convite. Espero que vocês leiam ela também...
Bom, acho que era isso...
Até segunda! o/
