Capítulo 11 – Adultos
A sala estava mergulhada em um silêncio tenso há tempo demais.
Potter estava encolhido contra a parede como se aquela distância imensa de todos a sua volta, ao invés de lhe dar espaço, lhe oprimisse definitivamente. Os braços cruzados contra o peito e os olhos fixos no carpete em algum ponto perdido não diziam nada mais.
Ginny, por sua vez, era a imagem da irritação progressiva, sentada ereta na poltrona com os braços e as pernas cruzadas, os olhos fixos no fogo da lareira como quem espera que ele tome alguma providência, o pé se balançando no ar em uma velocidade mais alarmante a cada segundo.
Draco e Hermione trocaram o milésimo olhar, que não dizia nada mais além de "eu não vou tomar a frente disso, eles precisam se entender", enquanto davam passos perdidos em torno do casal. Ron se recusara a vir, Hermione não conseguiu definir ao certo se ele estava mais irritado com o comportamento da irmã ou do amigo, mas certamente sua presença não colaboraria em nada com a situação.
- Eu acho que vocês podiam começar explicando exatamente qual está sendo o problema para procurar chegar a uma solução. – ah, a impulsividade Gryffindor. Hermione finalmente se rendeu e Draco foi se servir de alguma bebida para não ter que presenciar aquela cena.
- Eu não vejo problema nenhum! – Harry declarou frente à fala da amiga.
- Eu não acho que tenha solução! – Ginny retrucou ao mesmo tempo.
- Certo. – Hermione se permitiu sentar no sofá entre os dois – Eu achava que pedir isso seria muito invasivo, mas eu preciso saber exatamente o que fez vocês brigarem.
- Isso não vem mais ao caso, Hermione. – Ginny respondeu séria para a amiga – A questão agora é muito mais complexa.
- Eu não via problema nenhum até você sentar no meu colo! – Harry resmungou, emburrado, sua fala pontuada pela risada sonora de Draco, que recebeu três olhares reprovadores.
- Eu... desculpe... só... continuem, por favor. – ele bebeu um pouco, tentando disfarçar seu divertimento.
- É engraçado, não, Malfoy? – o olhar de Ginny pesou acusador sobre o loiro – Você deve ter se divertido muito todos esses dias tendo Harry Potter como hóspede. O que vocês dois fizeram? Brincaram de casinha e releram as cartas de amor dos tempos do colégio? Ou será que a companhia de Voldemort foi mais agradável e você só está aqui para se livrar dele? Podia tentar veneno, talvez em uma próxima vez, não é?
- Weasley, apesar da sua incapacidade de gerenciar a própria vida, eu estou tentando ajudar a salvar seu casamento. Porque seu marido confiou em mim. Eu posso até entender que você não tenha a mesma confiança, mas se você me insultar mais uma vez, eu vou ser obrigado a te chutar para fora da minha casa!
- Malfoy!
- Não, Granger! Escutem vocês três! Sim, Harry, você também. É, sim, muito divertido para mim ver o quanto os três grifos podem ser patéticos, mas eu não tenho mais 15 anos para ter que agüentar troca de ofensazinhas baratas na sala da minha casa. Potter, você, e só você, é bem vindo na minha casa. Vocês têm 10 minutos para resolverem isso e sumir da minha frente.
- Malfoy, a situação é difícil para o Harry, e é justamente por isso que estamos aqui. Nada vai ser resolvido em 10 minutos.
- Eu não vejo porquê não, Granger. Se vocês continuarem tratando o Harry como uma criança, sim, essa conversa vai se enrolar por toda uma vida, mas ele não é criança. Ele entendeu e assumiu as responsabilidades do que é ser pai com ou sem memórias, eu fui testemunha disso. Não vejo nada que o impeça de entender e assumir o que é ser marido. Ou dizer que não é isso que ele quer, se ele não estiver pronto. É esse o problema, não é, Weasley? O Harry age como a empregadinha ou o bom pai ou o bom amigo, mas não reage quando você senta no colo dele.
- Você não tem o direito de falar assim comigo! – a ruiva se levantou, agitada, encarando o homem com raiva.
- Estamos quites, então. – o loiro se aproximou, a enfrentando – Pelo menos seja mulher o suficiente para assumir na frente dele que isso te incomoda!
- Sim, me incomoda! – ela gritou como resposta, para em seguida deixar de encarar o loiro com ferocidade para olhar o homem de pé ao seu lado observando a cena, sério – Me desculpe, Harry, mas eu esperei demais que você simplesmente olhasse para mim sua vida toda para que, agora que estamos casados, eu consiga simplesmente aceitar isso.
- Eu... Eu... – a voz de Harry falhou enquanto ele buscava algo com que se explicar.
- Você não tem o direito de cobrar isso dele, sua vaca! – Draco disse em um sussurro de raiva – E se você se justificar, Potter, será muito mais do que patético!
- Chega, Draco! Não cabe a você decidir isso! – Hermione interveio, mas a ruiva não permitiu que ela continuasse.
- Se eu não posso exigir atenção do meu marido somente porque ele perdeu a memória o que isso significa, Malfoy? Que eu sou só uma lembrança para ele? Uma lembrança perdida, algo que não existe mais, que não significa mais nada? Porque era isso que eu via cada vez que ele olhava para mim nos últimos dias em que ficamos juntos!
- Se isso acontecia era porque talvez fosse verdade! – o loiro gritou – Quantos anos você tinha quando se descobriu apaixonada por ele, Weasley? Onze, não é? A idade que compõe as memórias que ele tem agora. Eu não lembro mais do texto ridículo que você usou, mas lembro do quão ridícula toda a situação foi. E o que ele fez por você naquele ano? Ele matou um BASILISCO para te salvar! E ele era tão criança quanto você acha que ele é hoje!
- Nós crescemos, Malfoy! Não é nisso que se baseia meu casamento!
- Não? Então no que é? Porque se vocês tivessem intimidade de casal, cumplicidade de casal, proximidade de casal, qualquer vínculo ou elo ou o que quer que fosse que fez com que ficassem juntos nesses anos, qualquer sentimento mútuo que pudesse unir vocês ou recuperar algo que não era só uma lembrança, ele não teria fugido de você por um simples toque, Weasley!
- PÁRA DE ME CHAMAR ASSIM!
- VOCÊ NÃO MERECE O NOME DELE!
- DRACO! – seu nome dito em um tom tão aflito naquela voz que não era familiar, mas que sabia chamar sua atenção, fez com que o loiro percebesse o quão alterado ele próprio estava. Ele se voltou para Harry, vendo surpresa em verde.
- Desculpe... Eu... – ele passou a mão no rosto, se afastando da ruiva e se jogando no sofá – Salve seu casamento patético, se quiser, eu não falo mais nada. – e ao perceber a mesma surpresa no rosto de Hermione, a olhou em desafio – O quê?
- Nada. Eu só estava me perguntando onde você escondeu toda essa admiração. – ela disse rindo o ver o loiro girar os olhos em irritação.
- Eu não escondi, Granger. Ela surgiu somente de conviver com o Harry. Escutem vocês duas: olhem para ele! - ele se levantou - Não para essa pose assustada que a criança que cresceu em um armário tem quando um adulto grita com ele. Olhem para os olhos dele. – Draco apontava Harry – Eu vi esse homem entregar a vida dele para salvar o filho e não se importar com as consequências! Eu vi falar sobre a morte dos pais para ajudar o meu filho! Eu vi voar e rir e se preocupar com o mundo, menos com ele, como eu vi ele fazer durante toda a minha adolescência. Eu acredito que muito do Harry que vocês conheciam mais do que eu se perdeu com suas memórias. As lembranças que nós temos é o que nos define como pessoa. Mas ele tem as lembranças de que ele precisa para se definir como a mesma pessoa que vocês conheceram há anos atrás. E as responsabilidades que ele assume, a postura dele, até a preocupação que ele está demonstrando em não destruir o próprio casamento, mesmo que seu significado tenha se perdido, são provas de que ele pode não se lembrar, mas é adulto. Então, sim, eu o admiro, Hermione, pelo que eu vejo que ele é hoje. Vocês deviam olhar mais para ele agora e parar de tentar resgatar alguém que ele não é mais.
- Obrigado. – a voz soou baixa e fez os três olharem para Harry, que fitava Draco com uma expressão curiosa. Ele sorriu de forma rápida, quase triste, e os olhos claros do loiro acompanharam o homem se aproximar devagar e passar os braços pelos seus ombros, o puxando para perto como ele mesmo havia feito na noite anterior – Obrigado. – o sussurro quente soou junto ao seu ouvido fez com que Draco retribuísse o abraço, fechando os olhos e respirando fundo.
O abraço se desfez tão rápido quanto surgiu e Draco se sentiu desnorteado com aquilo.
- Ginny. – Harry chamou, se voltando para a esposa – Eu estou com uma dúvida. Eu falei alguma coisa com você sobre procurar a cigana antes de ir, não falei?
- Sim, você relembrou da promessa dela e me perguntou o que eu achava sobre.
- E o que você achava sobre? – Harry perguntou, a olhando com certa curiosidade.
- Eu disse para você não ir. Eu sabia que era perigoso! Eu sabia que não ia dar certo!
- Mas era a vida do nosso filho, Ginny!
A ruiva mordeu os lábios, uma lágrima caindo pelo seu rosto.
- No fim, foi a sua vida, Harry.
- Eu não estou morto. – e no rosto e na voz do homem havia uma seriedade que ninguém havia visto desde que ele voltara – Vamos para casa, Ginny. Hermione, você pode nos ajudar com os termos do divórcio?
- O que? Mas, Harry... – a morena começou, mas a mão da amiga na sua fez com que parasse.
- Ele sabe o que está fazendo, Mione. – Ginny respirou fundo, rindo em meio às lágrimas, e deu as costas para os dois homens, jogando Floo nas chamas para voltar para o lugar onde pensou que havia construído sua vida.
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Draco entrou no saguão do hotel bruxo. Não era exatamente luxuoso, mas tinha um padrão razoável. Ao se identificar no balcão de entrada, o atendente o conduziu à cafeteria ao lado, apontando uma mesa onde um homem estava sentado sozinho, um jornal abandonado a sua frente e o olhar perdido no outro lado do saguão, onde havia um piano de cauda fechado.
- Potter? - o outro pareceu despertar e sorriu para ele – Atrapalho?
- Não. - Draco gostava de olhar a forma leve como ele conseguia sorrir. O moreno puxou a cadeira ao seu lado – Sente. O que faz aqui?
- Hermione. - o nome fez Harry assentir, como se isso dissesse tudo – Ela está preocupada com você e acha que eu devia te arrastar de volta para a minha casa ou te levar para a casa dela de alguma forma.
Harry sorriu e tomou um gole do café que estava sobre a mesa. Draco observou seus movimentos e sua expressão. Desde a briga com Ginny na sua casa, Harry havia ido embora e mandado notícias por coruja, por isso sabia onde encontrá-lo. Mas agora via que aqueles poucos dias se refletiam em sua expressão em uma mudança sutil. Ele simplesmente estava... se virando sozinho.
- Ou você pode me ajudar a encontrar a minha casa. - Harry sorriu e estendeu o jornal para ele – O que acha desse apartamento?
- Horrível. - Draco mal olhou o anúncio – Pequeno e mal localizado. Você consegue coisa melhor. - Harry voltou a ler a página de classificados em silêncio – Tem certeza de que quer continuar nesse hotel enquanto isso? Sobram quartos na mansão, você sabe.
- E você precisa aprender a viver sozinho agora que não tem mais Astoria e Scorpius voltou para o colégio. - os olhos verdes brilharam por cima do jornal – E eu preciso achar meu lugar. O que acha desse?
- Scorpius escreveu dizendo que sente sua falta, aliás. - Draco sorriu quando Harry tirou uma carta do bolso das vestes com a caligrafia do seu filho, sorrindo também. O loiro voltou sua atenção para o jornal somente para repreender o homem mais uma vez - Potter, você definitivamente precisa de ajuda com isso. Você não vai achar nada bom o suficiente para um homem solteiro com três filhos em um jornal como esse. Posso trazer umas opções decentes para você mais tarde.
- E o que eu vou fazer enquanto isso? Não, devolve meu jornal. - havia um tom de brincadeira na fala do moreno, mas ele havia tocado em um segundo assunto que fizera Draco procurá-lo daquele tempo sem notícias.
- Você já pensou em voltar a trabalhar, falando nisso? - perguntou em um tom displicente.
Harry fechou o jornal e voltou a olhar o piano por algum tempo antes de responder.
- O Ministro da Magia veio me procurar ontem. Ele se colocou a par da situação pela Hermione, aparentemente. Me ofereceu aposentadoria com honras. Pelo que eu entendi, eu realmente ocupava um bom posto e tinha muito reconhecimento por isso...
- Ordem de Merlin, primeira classe, e muito sucesso como Chefe do Departamento de Aurores do Ministério da Magia. Sem falar em todos os outros títulos e cargos que você recusou. - Harry sorriu, sua face corando de forma quase infantil – O que você respondeu?
- Ainda não decidi. Pelo que eu entendi, 38 anos é extremamente cedo para se aposentar no mundo bruxo, mas o fato de eu não ter exatamente habilidade com mágica me torna um inútil. E o valor que ele me ofereceu me soou interessante, especialmente considerando que meus filhos ainda contam comigo.
Draco se recostou na cadeira, observando o outro homem. Era óbvio que aquilo tudo o incomodava, fosse pela dificuldade de se recolocar em seu próprio universo, fosse algum tipo de cobrança por trabalhar que ele estava sofrendo, fosse simplesmente por não saber o que fazer. E, para Draco, tudo se resumia em um só ponto.
- Potter, tenho uma proposta para te fazer. - ele ponderou por um momento. Se fosse antes de tudo acontecer, ele não ousaria sequer citar aquilo. Potter era ativo demais para se dedicar a esse tipo de atividade. Mas agora tudo era diferente e realmente podia ser algo útil ao outro – Você é dono de uma pequena fortuna, imagino que já tenha consciência disso. Além desse fato, há alguns imóveis em seu nome, a renda vinda com direitos sobre livros escritos sobre você e outros materiais que usam sua imagem. Só administrar tudo isso, organizar e direcionar esse capital, já daria trabalho o suficiente para uma vida. E não precisa de magia para tanto.
Harry franziu o cenho e o encarou em silêncio por alguns segundos.
- Eu nunca mexi com dinheiro antes. Quer dizer... - ele passou a mão entre os cabelos em um gesto entre tímido e nervoso – Não que eu me lembre.
- Eu imaginei. A minha proposta é justamente que me deixe te ajudar com isso agora no começo, até que você entenda esse universo.
Harry ponderou por um tempo e então deu de ombros.
- Pode ser.
E Draco sorriu. Ele estava certo, tudo de que o moreno precisava era uma alternativa.
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Draco não conseguia deixar de pensar em um armário grande toda vez que entrava naquele lugar que Harry decidira adotar como casa.
Não era um apartamento. Talvez algo parecido com o loft, mas ainda muito distante disso. O lugar possuía dois cômodos: um banheiro e um salão, onde fora instalada uma bancada e um microondas – algo violentamente trouxa para os olhos de Draco, a que Harry tentara dar um significado em uma longa explicação da qual o loiro entendeu somente que ele estava evitando cozinhar -, uma grande mesa de trabalhos, uma poltrona, dois armários, sendo um para coisas pessoais de Harry e outro para papéis, e uma cama.
Na verdade, Draco só havia permitido que o moreno trocasse o quarto de hotel por aquela... caixa que chamava de casa porque eles precisavam de um lugar para trabalhar e Harry estava, pela primeira vez, absolutamente empolgado com algo. Não que ele tivesse o mínimo talento para lidar com finanças, mas Draco estava se distraindo muito bem enquanto tentava ensiná-lo alguma coisa.
De forma muito sincera, Draco assumia que estava se divertindo com aquela situação. Aquele novo Potter era... agradável. Havia a energia e a ferocidade incansável que ele via no heroizinho de Hogwarts ao mesmo tempo que havia aquela infantilidade, um quê de inocência e uma suavidade em tudo o que ele fazia. Era como se fosse Harry Potter sem as responsabilidades de carregar o mundo nas costas e sem a mágoa e a tristeza dos anos de guerra.
Apesar de inteligente, ele era atrapalhado, distraído, e nem um pouco genial. O que levava Draco a se perguntar muitas vezes como, exatamente, ele havia sobrevivido a Voldemort. Mas, por outro lado, ele era empenhado e assustadoramente obediente. E Draco estava adorando aquela condescendência do Salvador.
Além de tudo isso, havia a evidência da magia nata em Harry. Entre uma coruja, um relatório e as inúmeras planilhas, Draco ensinava magia básica para Harry, coisas de que ele precisava para sobreviver no mundo mágico com o mínimo de conforto e segurança, como conjurar coisas, aparatar, feitiços de limpeza e de preparação de alimentos, para pedir socorro e se defender. E era inevitável pensar em Harry como provável professor de coisas muito mais complexas no período da Armada que descobrira no quinto ano quando sua magia se descontrolava e ele quase colocava o pequeno apartamento a baixo com feitiços simples.
No fundo, a ideia de que Harry, definitivamente, confiava nele começava a se tornar evidente. Não era algo que vinha do desespero de uma situação inusitada ou que poderia desaparecer com a proximidade dos amigos ou a descoberta de fatos da adolescência dos dois. Harry confiava em Draco por tudo o que estavam fazendo juntos do momento em que o moreno perdeu a memória em diante. E Draco começava a gostar, de verdade, desse novo Harry Potter e dessa confiança.
Da confiança expressa ao permitir que conduzisse seus negócios ou ao dormir na poltrona enquanto Draco arrumava as planilhas com os números que ele não completara. A confiança presente em voltar à mansão quando Draco pedia, para um fim de semana ou um café da tarde, ou para permitir que ele dormisse no loft de vez em quando sem nenhum comentário. A confiança de tomar o café conjurado por Draco enquanto falava abertamente de como estava se reconstruindo a sua amizade com Ron ou como Ginny evitava falar com ele ainda. A confiança de ver o moreno corar quando ele se aproximava demais para mostrar algum dado errado nos papéis que ele manipulava, mas sem se mover para longe. A confiança de escrever para Scorpius tanto quanto escrevia para os próprios filhos.
E, dia após dia naquela convivência estranha, Draco observava o outro, e concluía, de uma forma tão suave quanto o sorriso de Potter, que ele gostava daquilo.
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NA: Olá, pessoas.
MILHARES de desculpas por ter prometido a fic, estar com ela aqui, prontinha, e não postar. Eu realmente achei que conseguiria postar nas férias, mas não deu. Vi as reviews de vocês cobrando, mas eu simplesmente não ficava no computador tempo o suficiente para isso, desculpe.
Mas minhas férias foram MUITO legais, eu conheci pessoalmente várias pessoas do fandom e estou extremamente feliz e produtiva por causa disso. Vocês serão recompensados HUHAUHAUHAUAHUAHUAHUA
Bem, espero que gostem do capítulo, falta somente mais um para postar, e ele com certeza vem sexta que vem.
Um beijo e quero comentários XD
