Viúva Negra
Capítulo 7
- Izzy! – exclamou meu pai me abraçando, ele tava fedendo, mas eu nem liguei, o importante é que agora eu sabia que ele tava vivo, depois de ter tanta esperança – Minha menina.
- Pai, por onde andou? O que tá fazendo aqui? – perguntei ainda o abraçando.
- Eu fui seqüestrado, filha, pela Viúva negra. Mas e você, o que está fazendo aqui? – ele perguntou.
- Minha amiga foi seqüestrada, pai, então eu vim com os Winchester pra tentar salvá-la. – respondi.
- Winchester? – se espantou meu pai saindo do abraço, olhando curioso para os rapazes ao nosso lado – Sam e Dean Winchester? Filhos do John e da Mary?
- Puta que pariu! Quem nós somos, as piranhas mais famosas do bordel? – sussurrou Dean irônico – Que é?! Só tô dizendo que todo mundo conhece a gente. – completou ele quando viu meu olhar de censura.
- Conhece nossos pais? – perguntou Sam interessado, nem prestando atenção no irmão.
- Ora, quem não conhece os Winchester? – disse meu pai – E sinto muito pelo que aconteceu com sua mãe. Uma tragédia, uma tragédia.
- Peraí, você é o caçador que Bobby falou. Dylan. Que investigou o caso da menina que morava aqui. – concluiu Dean.
- Ah, tô vendo que o Bobby já andou falando de mim por aí.
- Você é caçador?! – perguntei pasma.
- Por qual outro motivo eu deixaria você, sua mãe e sua irmã sozinhas? Eu estava garantindo que vocês estariam seguras. – explicou ele.
- Por causa disso a Cindy cresceu sem o pai? – eu gritei, me referindo a minha irmãzinha de apenas oito anos.
- PELO MENOS ELA CRESCEU!
Um pequeno estrondo no andar de cima interrompeu nossa discussão.
- Que barulho foi esse? – perguntou Dean apontando sua arma para o teto.
- A Viúva chegou. – informou meu pai.
- Pai, isso é urgente. Você sabe se a Louise, minha amiga, está aqui? Ela é loira, de olhos verdes, mais ou menos da minha altura. – perguntei ansiosa enquanto subíamos as escadas.
- Eu não sei, Izzy, a Viúva me trancou aqui por seis anos, esse porão é a única paisagem que eu vejo desde que fui levado. – ele respondeu – Mas eu sei que ela costuma guardar os reféns no sótão.
- Mas então, por que você tá aqui no porão? – perguntou Sam interessado.
- Bom, pelo jeito, parece que torturar um caçador é mais satisfatório do que pessoas comuns. Por isso ela me mantém aqui vivo e deixa os outros morrerem. – meu pai explicou, deixando todos sem fala até chegarmos à sala de estar.
O cheiro estava horrível, parece que a Viúva abriu a porta do sótão, empesteando a casa com essência de cadáveres e ossos podres.
Subimos mais uma escada e encontramos mais uma outra que levava ao que parecia ser o sótão.
Lá estava ela. Aquela bruxa sanguinária, abrindo o tórax de um garoto que não aparentava ter mais de vinte anos.
- Sua desgraçada! – gritei, atirando na direção do demônio. Mas a Viúva foi mais rápida e desapareceu diante dos meus olhos. "Que merda!".
Enquanto isso, Sam encostou seu ouvido no peito do cara que tava servindo de jantar, procurando algum batimento cardíaco, só que o rapaz já estava morto. Porém, eu não estava prestando atenção nele e sim, em um esqueleto do lado oposto da sala. Vestia uma blusa amarela e um short marrom bem familiar pra mim. Eram as roupas da...
- Não, não, não, por favor, não. – chorei, me ajoelhando ao lado do monte de ossos que poderiam ser da Lou. Não tinha erro. O short marrom que eu havia emprestado a ela, a blusa amarela sem estampa, que agora estava coberta de sangue. Eu não queria acreditar, mas tudo apontava que aquela era minha melhor amiga.
