Capítulo 12

- Estou tão orgulhoso de você, minha filha. – falou meu pai me abraçando – Eu sabia que você iria conseguir. Essa menina tem sangue de caçador nas veias.

- Ela foi realmente ótima, Dylan. – elogiou Dean.

- Posso imaginar... Mas, olha, muito obrigado Sam, Dean, por trazê-la sã e salva. – disse ele – Vamos pra casa? Sua mãe não vai acreditar quando aparecermos lá.

- Na verdade, pai... Er... Eu andei pensando muito nisso e... Eu não vou voltar. – comuniquei.

- O quê?

- Hã?

- Como é que é?

- Mas por que, minha filha? Eu não compreendo. – dizia meu pai – A gente passou tão pouco tempo juntos.

- Eu sei, pai, eu sei. Mas esses dois manes aí me proporcionaram uma das melhores sensações da minha vida. Eu pude descobrir que eu posso salvar as pessoas, fazer o bem. – eu falava – Por favor, pai, você mais do que ninguém sabe o que eu quero dizer. Esse é o meu lugar. Com eles... Com ele. – terminei me pondo ao lado de Dean e segurando sua mão.

- Eu compreendo. Eu só sinto pelo tempo que não pudemos ficar juntos. – ele se desculpou.

- E eu sinto pelo tempo que não poderemos ficar juntos. – me desculpei – Mas isso não é problema, eu posso ir te visitar e você pode me ligar.

- Certo, então, acho que isso é um "adeus", né? – disse meu pai.

- Acho que sim. Adeus, pai. – eu falei o abraçando forte – Diz pra mamãe e pra Cindy que eu as amo muito, ok?

- Ok.

- E acho que também é um "adeus" para nós duas. – falei me virando em direção à Lou com ar de tristeza.

- Quem disse? Eu também vou ficar! – ela respondeu animada.

- Lou, não precisa ficar por mim. Vai seguir com a sua vida, você não queria ser advogada?

- Mas eu não disse que iria ficar por você. – ela falou (coice daquele cavalo do Pânico) e se virou para Sam, agarrando sua mão e olhando apaixonadamente um nos olhos do outro.

Ok, essa me pegou de surpresa, eu não desconfiei de nada e duvido que Dean também tenha desconfiado, pois sua expressão estava tão surpresa quanto a minha. Mas iremos tratar disso mais tarde.

- Izzy, me ajuda aqui com as malas. – pediu meu pai.

- Cla... Claro, pai. – fui ajudar. Nos despedimos pela última vez e depois de alguns segundos, o táxi que tínhamos pedido partiu e agora estávamos como antes, dois casais de aventureiros à procura de encrenca – Você vem comigo. – chamei Lou discretamente enquanto Sam e Dean conversavam o mesmo assunto que eu falaria agora, suponho.

- O QUE FOI AQUILO?

- Não sei do que você está falando. – Lou respondeu sonsamente com um sorrisinho maldoso na cara.

- Eu não sabia que você e o Sam estavam namorando.

- Porque não estamos. Bom, não oficialmente, porque ele ainda não pediu, mas se você não contar com isso, talvez estejamos... tendo... alguma coisa. Não sei.

- Mas quando isso começou? – perguntei.

- Ah, nem lembro. Acho que foi logo na primeira semana que eu cheguei. Começou a rolar um clima, sabe, toque de mão, troca de olhares... Então, lá na mansão, ele disse que se fôssemos morrer naquele dia, eu precisava saber de uma coisa antes e então, ele disse que me amava e me tascou o maior beijão. – ela respondeu.

- Não creio!

- Uhum. Mas, eu to vendo que você e o Dean também não ficaram para trás, né?

- Bom, ele também não pediu oficialmente, mas... Acho que também tá rolando alguma coisa. Pelo menos da minha parte.

- Oi, meninas. – saudou Dean vindo em nossa direção seguido de perto pelo irmão.

- Já se acostumaram à rotina dos Winchester? – perguntou Sam.

- Acho que podemos encarar. – respondi.

- Que bom, porque eu não vou pegar leve com você. – falou Dean me abraçando e dando uma pequena mordisquela na orelha.

- Com certeza, ninguém vai aliviar em nada. – apoiou Sam pegando a mão de Lou.

Agora eu estava realmente feliz, me sentindo completa. Eu amava minha família, mas estar com meus melhores amigos e meu namorado (eu acho) é o que me dava liberdade e me fazia sentir bem.

Estávamos andando, rindo, sempre juntos, em busca de uma outra aventura, outro mistério a ser resolvido. Essa era a vida que eu queria. Essas eram as pessoas que eu queria do meu lado. Essa era a minha verdadeira família.

Fim

Mas, espera aí. Ainda faltava mais uma coisa...

3ª pessoa

Sam estava andando pelo hotel, em direção ao quarto de Dean e Izzy. Ele tinha acabado de ler no jornal que uma mulher dizia que sua casa era mal-assombrada e precisava avisar aos outros.

Quando estava quase girando a maçaneta, ele ouviu vozes:

- Se prepare, porque você vai sentir o que nunca sentiu em toda a sua vida. – dizia a voz de Izzy.

- Ah, meu Deus. Eu tô no céu... Você faz isso muito bem. – falou Dean.

"O que é isso?" pensou Sam.

- Faz de novo hoje à noite, e amanhã pra eu me sentir acordado. – continuou o rapaz.

Enojado com o que estava ouvindo, Sam decidiu voltar para o quarto e falar do caso mais tarde.

Já dentro do quarto...

- Izzy, sinceramente, esse é o melhor chocolate quente que eu já tomei. – elogiou Dean – Tem razão, eu me senti como nunca senti na vida.

Fim

N/A:Então é isso, meninas (os). Espero que tenham gostado das aventuras de Izzy, Lou, Sam e Dean. Não se esqueçam de comentar, só assim vou saber o que acharam!

Beijos