Olá meninas, essa fanfic já está terminada, irei postar um capítulo por dia, isso dependendo da aceitação de vocês! Os personagens pertencem a Stephenie Meyer, a história a nós, Faby e a Nai! Esperamos que gostem, boa leitura.


POV ISABELLA SWAN

" Bells, meu amor, vai dormir. Já passa da meia-noite e você tem que acordar muito cedo amanhã!"

" Daqui a pouco, pai. Eu tenho que terminar esse trabalho, porque essa semana na biblioteca não vou poder estudar. Amanhã chega uma doação dos Cullen, são trinta caixas de livros para catalogar e guardar, o que deve me tomar um bom tempo."

" Você e essa sua teimosia. Você tem bolsa integral, não sei porque trabalhar na biblioteca da universidade. Não gosto dessa sua rotina de acordar ás seis da manhã e chegar em casa à noite."

" Pai! Você nunca foi machista, o que está acontecendo com o velho Charlie?"

" Não me entenda mal, meu bem, mas eu me preocupo com você em cima daquela lata velha todos os dias até Seattle."

" Não chame a minha picape de lata velha. E eu trabalho para porque eu tenho dezenove anos e não seria justo você pagar até a minha gasolina."

" Você poderia morar no campus como qualquer universitário faria..."

" Pai, nós já discutimos esse assunto. Eu não vou te deixar aqui sozinho... você iria sobreviver a peixe frito e cerveja..."

" Ta ta, eu já conheço esse sermão. Anda logo menina, vai dormir."

" Boa noite, pai."

" Boa noite, minha filha. Eu tenho muito orgulho de você."

" Eu sei, pai, eu sei."

[...]

Eu juro, que toda vez que meu celular me desperta às 6:00h eu considero morar no campus e poder dormir mais uma hora ou duas, mas logo que a preguiça vai embora, eu vejo que tomei a decisão acertada. Eu e meu pai nos damos muito bem e desde que eu me mudei pra cá aos dezessete anos, ele está mais feliz. Ele nunca admitiu, mas ele era muito solitário. Desde que minha mãe o deixou e me levou com ela, ele nunca teve outra mulher, que durasse, pelo tem razão, quando diz que a minha rotina é cansativa. Eu vou e volto todos do dias de Seattle, que fica à uma hora e meia de Forks, mas eu já estou acostumada. Eu trabalho no período da manhã como ajudante na biblioteca da Seattle University e não poderia fazer algo que me deixasse mais feliz. Eu amo estar ao redor de todos aqueles livros e na maioria dos dias, eu consigo estudar e fazer meus trabalhos por lá mesmo, porém essa semana seria diferente.

Os Cullen são uma família tradicional da região e fazem constantes doações à Universidade em que seus dois filhos estudam. Emmet, o mais velho será um advogado no próximo semestre e o mais novo, Edward, cursa Ciências Políticas.

Edward é o homem mais bonito que eu já vi. Apesar de ser mais velho e estar bem mais adiantado que eu, a gente faz uma matéria juntos. Segundas e quartas são os dias em que eu posso me sentar no fundo da sala e apreciar sua beleza, desenvoltura e inteligência. Ele é sempre muito ativo participando das discussões e se resolver seguir carreira, será um político bem sucedido, tenho certeza.

" Bella!"

" Ah, credo Ângela, que susto."

" Desculpa, mas eu estou há horas aqui te chamando e nada. Sonhando com o Edward outra vez, amiga?"

" Pára com isso, Ang. Eu não estava sonhando com ninguém, só estava distraída. Como foi o final de semana?"

" Não muda de assunto, Bella. Você não acha que já está na hora de deixá-lo saber que você é apaixonada por ele?"

" Ângela, eu não sou apaixonada por ninguém e se você quer saber, Edward nem sabe que eu existo. Eu entro e saio daquela sala e ele sequer levanta a cabeça para me olhar."

" Quem sabe se você queimasse essa jaqueta xadrez horrível e soltasse os cabelos... é sério, você se esconde por trás dessas roupas largas."

" Como se eu pudesse competir com aquela loira que vive ao lado dele... você já deu uma boa olhada nela? A Barbie é sem graça perto dela."

" Tânia? Eu não acho que eles tenham alguma coisa. Ta certo, que ela anda atrás dele como se fosse seu animal de estimação, mas você já viu algo mais? Eu não."

" Se com ela, que é linda e loira, ele não quer nada, porque iria querer comigo? Quer saber, vamos que eu tenho aula e esses livros todos não me deixaram nem revisar amatéria de hoje."

"Quer chegar cedo para ver Edward?"

" Ângela..."

" Tudo bem, não está mais aqui quem falou. Mas pensa no que eu te disse. Permita que ele note você. Sei lá... que tal um jeans mais apertado..."

" Quer saber, desisto. Tchau Ang."

Eu nunca iria admitir, mas sim, eu queria chegar cedo, para poder vê-lo. Edward era o meu amor platônico e eu estava bem com isso. Ta, isso é coisa de gente covarde, mas ao mesmo tempo eu sei que ele nunca perceberia que eu existo e eu nunca teria coragem de me aproximar.

Naquela segunda-feira, ele chegou cedo também e quando entrou

A sala estava quase vazia. Ele estava lindo como sempre, mas os seus cabelos sempre me faziam suspirar baixinho do meu canto da sala. Aquela bagunça cor de bronze o deixava com um ar desleixado e junto com seu par de olhos verdes... foco Isabella.

Como sempre, quando ele se aproximou, eu baixei a cabeça fingindo estudar. Eu nunca tive coragem de olhá-lo nos olhos.

Naquele dia, o professor nos passou um trabalho em duplas e eu juro que quando vi Edward virar para trás, meu coração falhou uma batida, mas eu logo voltei à realidade quando seu olhar foi direcionado à Jéssica que o chamou para fazer o trabalho com ela. É, talvez Ângela tenha razão e eu não passe de uma covarde...

TRÊS DIAS DEPOIS

" Hey Bella, já encontrou um vestido para o baile?"

" Que baile?" Ângela me olhou como se eu tivesse duas cabeças.

" Como assim? O baile de máscaras. Não é possível que você esqueceu o evento do ano."

" Ah, baile... de máscaras... sem chance."

" Errado, Bella. Essa pode ser a sua chance. "

" Não entendi." Falei enquanto caminhávamos em direção à classe de literatura contemporânea.

" Bella, a sua chance de deixar que Edward Cullen perceba que você existe. Tenho certeza que se você se produzisse um pouquinho, ele te notaria."

" Ângela, eu não gosto de bailes, eu não sei dançar e..."

" E você não quer ver Edward nos braços de Tânia."

" É isso mesmo. Eu não preciso me torturar, ele nunca me olhou como uma garota. Eu sou apenas a menina da biblioteca e eu duvido seriamente que ele mereconhecesse se me encontrasse na rua. Desiste, amiga, não vai acontecer."

" Então venha para me fazer companhia, se divertir um pouco não vai doer, rata de biblioteca."

" Ben lhe fará companhia e se você quer saber, se tiver que escolher, prefiro mil vezes os meus livros."

" Eu estou quase desistindo de você. Você vai virar a bibliotecária solitária e solteirona."

" Ângela, me deixa em paz." Falei realmente séria, mas ela sabia que eu não estava brava com ela.

" Algo me diz que esse baile mudaria sua vida."

" Ótimo, agora minha melhor amiga é vidente." Caímos as duas na risada e logo o assunto do baile foi esquecido, o que eu agradeci silenciosamente.

SÁBADO, DIA DO BAILE

" Bells, telefone! É a sua prima."

" Oi Rose. Como você está?"

" Bem e você, Bella. Saudades amiga. Nem pra me ligar heim?"

" É eu sei Rose, estou te devendo, mas a minha vida anda tão corrida, que quando chego em casa tudo o que eu quero é banho e cama, mas isso não justifica, eu sei."

" Eu já disse e vou repetir. Venha morar comigo. New York tem ótimas faculdades e você encontraria fácil um emprego de meio período. Não precisaria pegar a estrada todos os dias e o tio concorda comigo."

" Eu sei que ele concorda. Charlie quer é se ver livre das minhas refeições saudáveis, isso sim. Você sabe, Rose, eu sou tudo o que ele tem."

" Eu sei Bells, mas se mudar de idéia..."

" Obrigada Rose, eu sinto sua falta."

" Eu também, Bella. Venha me ver nas férias."

" Eu vou, eu prometo."

Rosálie não era exatamente minha prima. Nós convivemos muito de perto quando crianças. O pai dela trabalhou com o meu a vida toda. Eu o chamava de tio, assim como ela ainda chama Charlie.

Quando Rose perdeu os pais em um acidente, Charlie meio que a adotou. Eu ainda morava com a minha mãe nessa época, mas sempre que estava de férias era para Forks que eu vinha. Ela morou com sua avó até o ano passado, quando a Senhora Hale faleceu. Então, Rosálie agora mora em New York e trabalha em uma loja de roupas de grife, no Manhattan Mall Shopping Center e vive tentando me convencer a ir pra lá.

Depois que Rose desligou o telefone, fui para o meu quarto acompanhada do meu exemplar surrado de Orgulho e Preconceito e me preparei para passar a tarde fazendo o que eu mais gostava. Havia apenas aberto o livro quando o meu celular me arrancou do meu sossego.

" Oi Ang! O que te faz me ligar em pleno sábado?"

" Oi Bella, é que... você poderia me ajudar?" A voz dela estava triste.

" O que aconteceu, amiga?"

" Meu pai, ele passou mal e estamos no hospital..."

" Eu chego aí em 2 horas."

" Obrigada, Bella e desculpe pelo seu sábado."

" Pára com isso, eu não estou fazendo nada aqui e Charlie daqui a pouco vai para a reserva pescar e ficará lá até amanhã. De qualquer forma, você me salvou de passar o fim de semana sozinha."

" Eu te espero, então. Traga suas coisas e fique aqui até segunda."

" Tudo bem, então daqui a pouco eu estarei aí, fica calma."

Cheguei no Swedish Medical Center duas horas depois e Angela me esperava na recepção.

" Oi amiga. O que aconteceu?" falei enquanto a abraçava.

" O médico disse que ele quase teve um infarto, mas agora já está medicado e em pouco tempo deve voltar pra casa."

" Essa é realmente uma ótima noticia, Ang."

" Eu estou indo em casa pegar algumas coisas. Vem comigo."

" Você não prefere que eu fique aqui com ele, enquanto você vai em casa?"

" Não, minha mãe está lá e o médico me disse que ele deve dormir até amanhã, então vamos comigo, eu preciso que você faça uma coisa por mim hoje."

" Sim, o que você precisar. Estou à sua disposição."

" Você escutou bem o que disse não é?" Ela me deu um sorriso torto que eu não gostei nem um pouco.

[...]

Chegamos na casa de Ângela e ela me arrastou para o seu quarto.

" Bella, eu vou tomar um banho e já volto." Ela disse com uma muda de roupas nas mãos."

" Tudo bem, enquanto isso eu ligo pro Charlie para avisar que vou ficar aqui com você. Quando eu saí ele já não estava mais em casa."

" Tudo bem, fica à vontade, amiga, eu não demoro."

Dez minutos depois, ela saiu do banho, abriu o seu armário e tirou de lá em saco preto, com o que me pareceu ser um vestido dentro.

" O que é isso, Ang?"

" É o vestido para o baile de máscaras. É hoje, lembra?"

" É mesmo... puxa que chato."

" Não tem problema, você fará bom proveito dele."

" Não entendi."

" Bella, você vai ao baile."

" Ângela, eu... eu não acredito que você me chamou aqui pra isso!"

" Bella, por favor. Eu não irei, obviamente e não é justo deixá-lo aqui enquanto você pode fazer um bom uso dele e se divertir hoje à noite."

" Desista. Eu não vou."

" Você não quer ao menos dar uma olhadinha nele?" Ela disse, já abrindo a embalagem e tirando de lá o vestido mais lindo que eu já vi. Era vermelho, sem alças e bem justo até a cintura. Parecia um vestido de princesa.*

" Ele é lindo, Ang, mas eu não vou."

" Se eu fosse você, eu não perderia a oportunidade de ver Edward em um smooking..."

" Isso é golpe baixo e você sabe disso." Eu disse sorrindo.

" Você vai, não vai?" Ela agora estava dando pulinhos feito uma criança.


E ai meninas, estão gostando? Amanha tem mais...