Olá meninas, essa fanfic já está terminada, tem 20 capítulo, e duas cenas extras, irei postar um capítulo por dia, isso dependendo da aceitação de vocês! Os personagens pertencem a Stephenie Meyer, a história a nós, Faby e a Nai! Esperamos que gostem, boa leitura


Saí sem ao menos tomar café e fui em direção ao campus. Ele iria me ouvir, tinha que ter esperanças, afinal aquela carta era uma prova do seu amor por mim.

Quando cheguei, notei que a picape dela não estava no estacionamento, mesmo assim bati na porta do dormitório dela. Ninguém atendeu, mas resolvi esperar, quem sabe ela poderia ter ido ao supermercado ou na locadora pegar algum filme para Isa. Enquanto estava ali sentado na calçada, aproveitei para falar com minha irmã.

" Edward, eu realmente espero que a casa esteja em chamas pra você me ligar às oito da manhã no domingo."

" Desculpe Alice, mas é urgente. Eu e Emmet temos uma proposta para você."

" Proposta? Fala homem, conseguiu me deixar curiosa."

" Então agora eu tenho a sua atenção?" Falei rindo.

" Total. Vamos, fala."

" Nós queremos ser seus sócios, abrir uma filial da sua boutique aqui em Seattle."

" Como é? Vocês entendem o que de moda? Ou de administração?"

" Espera, me deixa terminar, nós queremos dar a loja para Bella e Rose."

" Vocês só podem estar brincando. E ainda querem me tirar Rose?"

" Alice, você irá perdê-la de qualquer forma, em breve ela será sua cunhada e pensa bem, você só tem a ganhar. Os investimentos serão todos meu e do Emmet, você só entrará com a marca."

" Vendo as coisas dessa forma, você até que tem razão, mas e elas o que acham disso tudo?"

" Elas ainda não sabem"

" Eu desconfiava disso. Bom, mas isso é problema de vocês dois."

" Então você aceita?"

" É claro! E perder a chance de arrancar dinheiro dos meus irmãos? E depois eu quero assistir de camarote a luta para convencer minhas amigas. Será uma batalha, Edward."

" Isso, Alice é problema nosso e não tem graça nenhuma a Bella viver com o salário do estágio. Mas nós ficamos muito felizes de saber que você aceita."

" Edward, não seria mais fácil pedir perdão a ela e pedi-la em casamento?"

" Esse será o meu primeiro passo, irmã. Eu quero que ela veja que eu me preocupo com ela, com o futuro dela. Aos poucos eu tentarei me aproximar."

" Tudo bem Edward, você é quem sabe, agora me deixa dormir."

" Posso pedir ao Emmet que tome as primeiras providências?"

" Sim, pode. Na semana que vem eu irei a Seattle e conversaremos melhor sobre os detalhes."

" Tudo bem Alice, e não esqueça, Rose não sabe de nada."

" Está certo, maninho, não falo nada."

" Beijo Alice, até semana que vem."

" Beijo, pra todos, especial pra minha princesinha."

Fiquei meia hora com Alice no telefone, até que uma menina saiu do prédio então eu perguntei se ela sabia se Bella havia saído e ela me disse Bella e Isa haviam saído bem cedo em direção à Forks. Depois de agradecê-la eu entrei no carro e fui procurar um café. Seria mais ou menos uma hora e meia de viajem até Forks.

ISABELLA SWAN

O encontro com Jake me fez perceber que ainda não estou pronta para sair com outro homem. Passei a noite toda o comparando com Edward, o que no mínimo foi ridículo. Decidi ir ver mau pai e Sue e aproveitar meu domingo. Segunda-feira, se Jacob viesse falar comigo, e eu acho que sim, eu o faria entender que nada além de amizade acontecerá entre a gente. Chegamos a Forks duas horas depois e Charlie e Sue adoraram a surpresa. Isa também muito contente em passar um dia diferente e até foi pescar com Charlie, depois, é claro de me prometerem que não entrariam em nenhum barco. Eu fui até o pátio da minha antiga escola e me sentei para ler em um daqueles bancos de cimento, até que percebi um carro preto se aproximando bem devagar, senti um arrepio, uma vontade de sair correndo, até que o vidro baixou.

" Edward? O que você faz aqui?"

" Eu preciso falar com você."

" E não poderia esperar até amanhã?"

" Não, tem que ser hoje. Por que você não entra? Eu vou estacionar ali debaixo daquelas árvores."

Ele ficou esperando a minha resposta e eu não sabia se deveria ou não entrar naquele carro. Parte de mim queria entrar ali e beijá-lo, mas a outra parte me dizia para mandá-lo embora.

" Bella?"

" Está bem, mas eu não posso demorar. Daqui a pouco Isa chega com meu pai e nós temos que voltar para Seattle."

Eu entrei naquele carro, que depois reconheci ser de Carlisle e ele parou entre as árvores do pátio vazio. Ele estava tão lindo e o perfume...

" Er... então, o que você tem de tão urgente para falar comigo?" Falei me virando de frente pra ele.

Edward levou a mão ao meu cabelo e afastou uma mecha que estava fora do rabo bagunçado que eu havia feito mais cedo. Automaticamente eu fechei os olhos para a sensação boa do contato com ele.

" Deus, eu sinto tanto a sua falta..."

" Edward..."

" Shhhhh, não fala nada."

E em um movimento rápido sua boca estava na minha e aquele era o beijo certo, sempre foi. Ele levou a mão até minha nuca e soltou meus cabelos ao mesmo tempo me trazendo mais pra perto. Nosso beijo era desesperado, nossas línguas enroscadas de forma deliciosa, matando a saudade.

Ele pegou minhas mãos e as levou ao seu cabelo, e eu o agarrei, lembrando de como ele gostava daquilo. O tempo parou ao nosso redor e quando dei por mim, estava no colo dele, com o volante do carro pressionando minhas costas.

" Vamos para o banco de trás?" Edward sussurrou no meu ouvido.

Eu sabia que não deveria, mas meu corpo e meu coração ganharam da minha razão. Ele se sentou no banco de trás depois de afastar os outros bancos para nos dar um pouco mais de espaço e me puxou pra cima dele novamente. Enquanto me beijava daquele jeito que só ele sabia e que me enlouquecia, suas mãos foram para os meus quadris, me pressionado contra ele. O contato me fez querer mais e eu comecei a me movimentar contra sua ereção, arrancando um gemido dele que me fez gemer logo em seguida. Era muito bom saber que era eu que estava fazendo aquilo com ele. Era a mim que ele desejava.

" Bella..."

Minha camiseta foi retirada enquanto eu desabotoava sua camisa, então me dei conta que estávamos no meio da rua.

" Edward, alguém pode nos ver."

" Não Bella, esses vidros não permitem. Por favor, eu preciso de você. "

Eu resolvi esquecer que o mundo lá fora existia. Éramos nós dois ali e nada mais importava. Edward me trouxe novamente pra perto e me beijou. Subiu as mãos lentamente até o fecho do meu soutiein e o deslizou delicadamente pelos meus braços e quando me olhou, ouvi um longo suspiro.

" Você é tão perfeita..."

Desceu seus beijos pelo meu pescoço, colo, até chegar em meus seios. Ele estava me levando à loucura com seus carinhos, suas mãos passeavam pelo meu corpo de forma lenta e torturante e então eu senti a sua língua nos meus mamilos. Ele me provocava com a boca e os dentes...

" Edward..."

" Sim, amor?"

" Não me tortura..."

Ele nos mudou de posição, me colocando sentada no banco e ajoelhado na minha frente foi até o botão da minha calça jeans, mas antes de abrir, me olhou pedindo permissão. Eu apenas assenti, sem muita condição de falar e então ele a deslizou por minhas pernas, levando a minha calcinha junto.

" Eu quero te sentir... goza na minha boca."

Ele também estava com dificuldade de falar, com a respiração irregular, buscou meus lábios mais uma vez em um beijo apaixonado e urgente, antes de descer pelo meu corpo com beijos molhados, até chegar ao seu objetivo. Só o que eu conseguia fazer era gemer... Edward afastou minhas pernas e quando eu senti a sua respiração tão perto, onde eu tanto necessitava...

" Ahhhhhhhhhh"

" O que foi linda? O que você quer?"

" Edward!"

" Fala! Eu preciso ouvir que você ainda me quer."

" Eu... quero você... só você."

Então a sua língua me fez ver estrelas e eu agarrei seus cabelos com força e ele sorriu. Se afastou um pouco e me penetrou com um dedo, depois mais outro e eu me entreguei às sensações arrebatadoras do orgasmo.

" Você é minha. Você sabe disso não é?"

Ele não me deixou responder, pegou minhas mãos e levou ao botão da sua calça, e eu fiz o que ele me pediu. Então, ele voltou a se sentar e me trouxe pra cima dele novamente.

" Edward, a gente precisa conv..."

" Eu sei, meu amor, a gente vai, mas agora, por favor, me deixa te sentir? Eu preciso tanto saber que você ainda é minha."

Eu não respondi, busquei minha bolsa que estava jogada por ali e peguei uma camisinha. O olhar que ele me deu foi engraçado até, mas eu ignorei e continuei o que estava fazendo e deslizei o preservativo nele antes de lentamente me encaixar em sua ereção. E então tudo estava de volta ao seu lugar. Nossos corpos se reconheciam e lentamente buscamos juntos as sensações incríveis daquele encontro de corpos, mas também de almas.

Eu sabia que ainda havia muita coisa a ser dita, muito à resolver, mas ali, naquele momento ele estava dizendo que me queria por perto e eu que já havia desistido de acreditar em nós, senti que poderia ter esperanças novamente.

Nosso ritmo lento logo já não era suficiente e Edward me deitou no banco e me penetrou novamente e o pouco espaço do carro fez tudo melhor. Nossos corpos suados deslizavam juntos em busca do prazer, que não demorou pra me abater de forma alucinante e trazendo Edward logo em seguida. Ficamos deitados ali por algum tempo, enquanto nossas respirações voltavam ao normal, até que ele saiu de cima de mim, me fazendo gemer pela falta do seu corpo no meu. Sem dizer uma palavra, ele me ajudou a encontrar minhas roupas e também se vestiu. Eu sabia o porque do silêncio, mas iria esperar até ele perguntar, o que não demorou muito tempo.

" Bella?"

" Hum?" respondi enquanto calçava meus sapatos.

" Por que você tem camisinha na sua bolsa?"

Eu sabia que essa pergunta viria e resolvi me divertir um pouquinho. " Por que em algum momento, eu poderia precisar delas, ora. O que aconteceu aqui prova meu argumento."

Eu sorri e ele me olhou furioso, as mão fechadas em punho, a respiração forçada, se controlando pra não explodir.

" Bella..." Ele apertou o nariz com dois dedos como fazia quando precisava se acalmar.

" Edward, é isso o que você pensa de mim?" Eu falei séria, mas por pouco não caio na gargalhada. Era tão bom vê-lo morrendo de ciúmes.

" O que você quer que eu pense? Me diz."

" Eu não deveria, mas vou explicar. Você não ajudou a distribuir? Ah, você chegou depois do trote. Esse ano, os calouros de medicina distribuíram preservativos na faculdade, então eles estão aí, na minha bolsa."

" Eu... er... me desculpe, eu... Eu estou com vergonha agora. Mas é que, sei lá, você saiu ontem com aquele..."

" Aquele o que? Sim, eu saí com Jacob, mas nunca foi minha intenção transar com ele. Você me ofende pensando assim."

" Me desculpe, mais uma vez, Bella. Eu estou perdendo o foco aqui. Eu vim até Forks porque eu tenho um assunto pra tratar com você."

De repente o homem ciumento se foi dando lugar a um determinado Edward. Era isso que eu via em seus olhos verdes, determinação.

" Bella, eu preciso que você me ouça com atenção."

" Sim, pode falar."

" Emmet e eu seremos sócios. E sócios de Alice ao mesmo tempo. Ela abrirá uma filial da loja em Seattle e Emmet sugeriu que nos associássemos à ela. Será uma ótima oportunidade e..."

" E o que eu tenho a ver com tudo isso?" eu não estava gostando nada daquela conversa.

" Tem que a loja será sua e de Rose." Ele se encolheu no banco do carro esperando minha reação.

" Eu já deixei bem claro o que eu penso disso, Edward. Eu não quero." " Bella, pensa bem. Você não conseguirá se manter com o que ganha naquela editora como estagiária, com a loja, você poderia sair do dormitório e dar a Isa..."

" É isso, não é? Sempre foi. Você tem vergonha que a mãe da sua filha seja uma simples estagiária e não tenha onde morar. Eu sinto muito, Edward, por não fazer parte do seu mundo, mas eu não vou me vender."

" Não é nada disso, Bella. Me escuta."

Eu estava com tanto ódio, dele e de mim. Abri a porta, eu precisava sair daquele carro. Ele saiu ao mesmo tempo e deu a volta não me dando chances de sair.

" Você acabou de me usar para me convencer a aceitar o seu presentinho. Eu não sou prostituta." Eu falei com lágrimas já escorrendo, me sentindo a última das criaturas.

" Como você pode dizer uma coisa dessas? Nunca mais fale assim de você mesma, está ouvindo? Ele agarrou meu pulso com força, enquanto falava.

" Foi exatamente o que aconteceu aqui, Edward. Me solta. Eu preciso pegar a minha filha e ir embora."

" Bella, eu te..."

" Não, não fale isso só para me fazer sentir melhor. Você não me ama e acho que só amaria se eu morasse em uma mansão como a sua."

" Você é muito absurda garota!" Ele falou e distraído soltou minha mão e eu aproveitei para me sair dali e corri para casa.

" Eu vou embora. Me deixe em paz, Edward. Eu estava muito bem antes de você aparecer. A sua filha não irá passar fome, fique tranqüilo." Falei já de costas pra ele.

" Bella, volta aqui!"

Eu continuei caminhando devagar até a casa do meu pai e ele não veio atrás de mim, felizmente. Eu me sentia suja, usada era a palavra certa. Ele transou comigo para me amolecer e me fazer aceitar seus presentes. Por Deus, como eu sou burra, acreditei quando ele disse que sentia a minha falta, mas essa foi a última, Edward. Eu não caio mais na sua conversa. Está mais do que na hora de crescer, Bella e pensar na sua filha. É isso. Nenhum homem mais na minha vida. Estudar, trabalhar e viver para Isa, essa será a minha rotina. Depois que eu chorar toda a minha mágoa no meu travesseiro essa noite.

EDWARD CULLEN

" Droga Cullen! Você mais uma vez fez tudo errado. Custava ter conversado com ela antes? Não, deixou seu instinto agir e deu no que deu."

Acho que eu enlouqueci de vez, porque nesse exato momento, eu me encontro gritando com meu reflexo no retrovisor enquanto a mulher da minha vida desce a rua apressada, fugindo de mim. Eu sabia que correr atrás dela agora só pioraria as coisas, então eu decidi esperar ela ir embora e fazer o que eu já deveria ter feito há muito tempo. Já está mais do que na hora de conhecer Charlie.

Meia hora depois, eu vi a picape dela sair em direção à Seattle e fui até a delegacia perguntar o endereço do Chefe de polícia o que não foi difícil de conseguir. Parei o carro em frente à casa e fui até a porta. Bati de leve e logo escutei passos.

" Pois não?"

" O senhor é Charlie Swan?"

" Sim, e você é?"

" Edward Cullen, o pai da sua neta."

Ele demorou alguns segundos para assimilar minhas palavras, mas logo sua expressão se tornou mais serena.

" Entre, meu filho." Ele me levou até a sala e eu me sentei no pequeno sofá e ele na poltrona em frente.

" Sr, Swan, eu vim até Forks conversar com sua filha, mas infelizmente nos desentendemos mais uma vez."

" Então foi esse o motivo da pressa... ela saiu quase correndo ainda a pouco. Me chame de Charlie, rapaz."

" Deve ter sido. Parece que a gente não se entende, eu troco os pés pelas mãos e ela entende tudo errado." Falei segurando meus cabelos.

" Filho, no começo eu fiquei com muita raiva de você. Bella nunca me contou direito o que aconteceu e eu cheguei a pensar que você era casado. Mas eu posso ver, agora que você está aqui na minha frente que você é uma pessoa boa. A minha filha sofreu muito e você deve ir com calma com ela, o gênio dela realmente não é fácil, mas algo me diz, que ela gosta muito de você, então não desista dela."

" Charlie, eu não pretendo desistir dela, eu a amo muito e é por isso que eu estou aqui. Eu vim pedir a sua bênção, porque eu quero me casar com ela."

" Edward, minha intuição me diz que você terá que lutar um pouquinho para dobrar aquela teimosa, mas quando você conseguir, tenha a certeza que eu abençôo vocês."

" O Sr. não sabe como é importante para mim ter o seu apoio. Eu agradeço por não ter me recebido com um tiro, Chefe."

" Faça as minhas meninas felizes e você não correrá risco algum. E eu quero mais netos, então mexa-se e faça dela uma mulher casada."

" Eu farei, eu prometo. Mas agora eu tenho que ir. Muito obrigado mais uma vez por ter me recebido em sua casa."

" Você é bem vindo, meu rapaz."

Saí da casa de Charlie um pouco mais confiante. Ter o apoio do pai dela já era alguma coisa. Agora eu teria a missão mais difícil pela frente, fazer aquela cabeça dura me escutar. Eu liguei pra ela o resto da noite e ela não atendeu, mas eu já sabia que não seria fácil. Já em casa, depois de comer algo e tomar um banho resolvi dormir um pouco para enfrentar meu primeiro dia de aula.

No dia seguinte saí para a faculdade, depois de ligar para Emmet e pedir que ele levasse mais devagar o processo da loja. Eu não queria enfurecer Bella ainda mais. Passei a manhã conhecendo as instalações e professores e passei um bom tempo na biblioteca procurando material para os trabalhos que teria que fazer para alcançar o resto da turma e quando dei por mim, já estava no intervalo da tarde. Meu estômago reclamava de fome e eu queria vê-la, quem sabe chegar perto.

Mas é claro que aquele babaca estaria lá, na mesa com ela para atrapalhar ainda mais a minha vida. Ela estava falando e ele não tinha uma cara muito boa, tomara que ela estivesse dando um fora naquele babaca. Fiquei de longe esperando, mas ele não arredou o pé. Por que nada é fácil pra mim, inferno?

Continuei tentando falar com ela no celular, mas é claro, ela não atendeu. Então, à noite resolvi dar um golpe baixo.

" Oi papai!"

" Oi Isa, como você está princesa? O papai não te viu hoje."

" Eu estou bem, eu fiz pintura com o dedo na escola e sujei todo o meu uniforme, a mamãe quase brigou comigo."

" É mesmo, amor? A sua mãe está aí? Eu queria falar com ela um pouquinho."

" Mãaaaaaaaaaaaaaaaaaaae, o papai quer falar com você."

Golpe baixo, eu sei, mas na frente da Isa ela não iria se recusar a falar comigo.

" Muito esperto você Edward."

" Foi a única maneira de conseguir falar com você. Eu preciso que você me escute, Bella."

" Você não entendeu ainda que eu não quero ouvir? Me deixa em paz, por favor."

" Bella, não delisg... droga de mulher teimosa.

No dia seguinte, eu não a vi na faculdade. Eu estava enlouquecendo para colocar minhas matérias em dia e não saí da sala a tarde toda. Mas meu coração estava apertado, pedindo por ela, para vê-la. Hoje ela iria me ouvir. Esperei até às nove da noite, assim teria certeza que Isa já estaria dormindo, ela não precisava ver a mãe e o pai discutindo. Cheguei no estacionamento e tudo estava silencioso, ninguém do lado de fora dos dormitórios, fui caminhando até o dela, pensando no que falar, quando ouvi um grito.

ISABELLA SWAN

Segunda-feira chegou e eu me arrastei para o trabalho e é claro que Ângela percebeu meu estado de espírito quando me encontrou no intervalo do almoço.

" Vamos lá mocinha, desembucha."

" Ângela, as vezes você sabe ser bem irritante. Eu não quero falar sobre isso."

" Bella, você nunca me escondeu nada, o que está acontecendo?"

" É que eu estou com vergonha do que eu fiz, é isso. Raiva de mim mesma."

" Bella..."

" A gente transou."

" Você e o tal Jacob?"

" Não. Eu e Edward. Jacob é outro assunto que eu ainda tenho que resolver."

" Por Deus, Bella até que enfim, mas me conta, vocês estão bem agora?"

" Não. Ele só tentou me amolecer, foi isso e a boba aqui caiu direitinho. Ah que raiva amiga."

" Que história é essa? Me conta o que aconteceu."

Eu contei tudo, e ela ainda achou graça.

" Bella, esse homem te ama, como você pode não enxergar isso? Ta certo que ele deveria ter agido de outra maneira, mas garanto que o que aconteceu no carro foi apenas saudade e perda de controle, e não algo premeditado."

" Não é isso que eu vejo. Ele não me ama do jeito que eu sou, Ang."

" Nada disso, amiga. Ele apenas quer o melhor pra você e para a filha dele."

" Ta, essa é a sua opinião. Podemos mudar de assunto?"

" Tudo bem, então me conta o que acontece com você e o tal professor."

" Jacob me chamou para ir ao cinema e eu queria sabe? Eu precisava tentar tirar aquele demônio de olhos verdes da minha cabeça, mas o que aconteceu é que eu passei a noite comparando os dois e quando Jacob me beijou, foi como beijar um irmão, sei lá..."

" Ele te beijou? Nossa, e agora, Bella?"

" E agora nada. Eu vou conversar com ele hoje e fazê-lo entender que eu não sinto o mesmo por ele."

" Não mesmo. Edward é o seu destino."

" Destino torto esse meu. Ficar sozinha, esse sim é o meu destino."

" Deixa de ser dramática, Bella."

" Drama é o meu lema, Ang." - Falei rindo – " Agora me deixe ir senão perco a primeira aula."

A conversa com Ângela no almoço não foi um bom negócio, acabou que eu nem comi, contando os últimos acontecimentos e na hora do intervalo estava morrendo de fome. Pedi um suco e um sanduíche e fui para a mesa que eu sentava todos os dias. Eu deveria saber que minha paz duraria pouco.

" Oi linda." Ele disse já se sentando ao meu lado.

" Hei Jake."

" Nossa que desânimo, dia rium?" Ele estendeu sua mão sobre a mesa e pegou a minha.

" Também, mas foi bom você aparecer. Eu quero conversar com você sobre sábado." Disse retirando minha mão delicadamente.

" O que você quer falar sobre sábado? Pra mim foi perfeito."

" Não Jake, é sobre isso mesmo que eu quero falar com você. Aquele beijo..."

" Eu sei, Bella, eu também não consigo pensar em outra coisa."

" Não Jake, eu estou querendo dizer que não irá se repetir. Eu gosto muito de você, mas só como amigo, não passará disso, ok?"

" Bella, você tem certeza? A gente se dá tão bem, me dá uma chance, eu posso fazer você gostar de mim como eu gosto de você."

" Melhor não, Jake. A minha vida está muito complicada e eu não quero namorar ninguém, pelo menos por enquanto."

" Então quer dizer que eu ainda tenho chance, algum dia?"

" Jake, por favor..."

" Tudo bem, entendi. Amigos então?"

" Com certeza." A cara dele não era das melhores, mas tinha que ser assim, antes que as coisas se complicassem ainda mais.

Jake logo deu uma desculpa de que precisava ir e me deixou terminar meu lanche. Edward continuava a me ligar, mas eu ainda não queria falar com ele. Minha raiva ainda me consumia,dele e de mim mesma por ter sido tão fraca e ter me entregue tão facilmente. No dia seguinte, Jake não apareceu na hora do intervalo. Eu acho que ele estava me evitando e isso me deixou um pouco triste por ter magoado meu amigo, mas não poderia ter sido diferente. Naquela noite, pedi a Esme que trouxesse Isa até o dormitório. Ela mais uma vez estava lá, prontamente atendeu meu pedido, sem ao menos questionar meus motivos. Eu estava preparando o banho de Isa, quando ela me chamou, dizendo que o pai dela queria falar comigo.

" Mãaaaaaaaaaaaaaaaaaaae, o papai quer falar com você.

" Muito esperto você Edward."

" Foi a única maneira de conseguir falar com você. Eu preciso que você me escute, Bella."

" Você não entendeu ainda que eu não quero ouvir? Me deixa em paz, por favor."

Idiota! Usando a própria filha. Desliguei na cara dele, nem deixei que começasse a falar. Chamei minha pequena pro banho e logo ela já dormia tranqüila na caminha dela, no quarto improvisado que eu fiz fechando parte da sala com uma divisória. Tomei meu banho, mas ainda não estava com sono, então fiquei assistindo TV até que alguém bateu na porta. Olhei no relógio, dez e meia. Será? Não, ele não viria até aqui tão tarde, se bem que deve ter ficado furioso quando eu desliguei na cara dele.

" Escuta aqui... Jake?"

" Oi, Bella, eu quero falar com você."

Ele falava arrastado e de longe eu senti o cheiro de álcool.

" Jake, agora não é uma boa hora. A minha filha está dormindo, eu não vou deixar você entrar."

" Eu prometo que não demoro..."

" Jake, vai pra casa. Amanhã a gente conversa." Me virei com a intenção de entrar, mas ele agarrou o meu braço com força.

" Você vai me ouvir agora."

Ele me puxou pra fora e me empurrou na parede ao lado da porta e eu olhei ao redor procurando alguém para pedir ajuda, mas nada. Estava deserto.

" Jacob me solta, por favor."

" Não. Você será minha. Você gosta de mim, Bella eu sinto."

De repente todo o seu corpo me pressionou conta a parede áspera e ele me beijou a força. Eu tentei em vão tirá-lo de cima de mim, mas ele nem se mexeu. Em desespero eu mordi seu lábio inferior, tentando interromper o beijo.

" Ah, sua cadela, olha o que você fez."

Sua boca sangrava, mas ele esqueceu rápido da mordida. Eu já chorava, temendo que o pior acontecesse, ou que minha filha acordasse e visse aquilo. Ele começou a passar as mãos no meu corpo, me causando náusea e então rasgou a minha blusa e arrancou de mim. Eu gritei. A resposta dele foi um soco no meu estômago.

" Fica bem quietinha que eu prometo que será rápido, mas se gritar, eu vou desfigurar essa sua carinha linda."

Eu não tinha mais reação, minhas pernas amoleceram, minha visão estava turva, a dor era lancinante e eu paralisei na frente dele. Só o que eu conseguia fazer era tremer. Então, ele levou as mãos até o botão da minha calça, mas antes que ele me violentasse ali, eu ouvi a voz de um anjo e então Jacob não estava mais em cima de mim.

" Bella, Bella amor fala comigo."

Eu senti que o anjo me pegou no colo e me levou pra dentro, mas eu não conseguia responder, nem abrir meus olhos que estavam tão pesados. Algum tempo depois, eu acordei e estava na minha cama, de pijama e bem quentinha embaixo do edredom. Abri meus olhos lentamente, tentando me lembrar se aquilo era um pesadelo ou se tinha mesmo acontecido, então eu vi meu anjo e chorei percebendo que não havia sido um pesadelo. Jacob iria me violentar.

" Bella? Amor, fala comigo. Você está sentindo alguma dor?"

" Na... não. Obrigada, Edward. Se não fosse por você, eu..."

" Shhhhhhhhh, não fala, eu nem quero pensar no que teria acontecido. Acabou."

" O que você veio fazer aqui?"

" Eu disse no telefone que eu queria falar com você, então eu resolvi tentar pessoalmente. Mas agora você tem que descansar. Me diz, ele te machucou?"

Eu tentei me levantar, mas a dor não deixou. Imediatamente levei a mão à minha barriga. Edward percebeu e levantou a blusa do meu pijama. Boa parte da minha barriga estava roxa.

" Eu mato aquele verme. Vem, eu preciso te levar para o hospital." Ele falou já tentando me pegar no colo.

" Não Edward, eu estou bem. E Isa, não podemos deixá-la aí sozinha."

Falei gemendo de dor, mas não queria ter que dar explicações no hospital do que havia acontecido. Eu já estava humilhada demais.

" Bella, um médico tem que ver você, por favor."

" Não Edward, eu não quero ter que explicar o porque disso aqui, entende? Me deixa em paz."

Ele suspirou e pegou o telefone.

" Mãe? O meu pai já chegou? Me deixa falar com ele? Não, está tudo bem, é só uma dúvida que eu quero tirar com ele."

" Edward..."

" Fica quietinha aí. O meu pai virá te ver, não discuta comigo."

" Pai? Você pode vir até o dormitório da Bella dar uma olhada nela? O que aconteceu? Um babaca quase... Deus, nem quero pensar... traga mamãe com você... sim conte à ela o que aconteceu... se precisarmos ir ao hospital, ela fica com Isa... não ela não viu nada, graças a Deus... Obrigado pai... até daqui a pouco."

" Edward, onde está..."

" O verme? Alguns colegas seus também ouviram seu grito. Assim que você desmaiou no meu colo, eles logo se ocuparam dele. Eu acho que ele ira ficar uma semana sem dar aulas. Se eu coloco minhas mãos nele..."

" Edward, esquece isso, você tem uma filha para dar exemplo e ele não vale à pena.."

" Não chora, amor." Ele falou e quando levou a mão até meu rosto eu me encolhi por reflexo, e ele se afastou.

Carlisle chegou logo em seguida e Esme já chegou chorando. Ela pediu para ficar no quarto durante o exame, acho que para me deixar confortável, Edward saiu e deixou que seu pai me examinasse. Foi um pouco doloroso, mas Carlisle tomou muito cuidado para não pressionar demais e logo terminou.

" Bella, felizmente, não acho que tenha algum problema mais grave. Vou te receitar um analgésico e uma pomada para que esse hematoma suma mais depressa, mas se você sentir muita dor, será preciso ir ao hospital."

" Obrigada, mais uma vez. Não sei o que seria de mim sem vocês."

" Bella, você faz parte da nossa família querida, é mais uma filha que eu ganhei." Esme disse acariciando minha mão.

" Eu sei, eu também sinto assim, Esme."

" Bem, nós já vamos. Eu vou entregar a receita ao Edward e logo você estará melhor, querida." Eu assenti apenas e eles foram em direção à sala.

" Vocês podem pedir para ele entrar, quando saírem?"

" Claro, Bella. Até amanhã."

" Até amanhã, obrigada, mais uma vez."


oie meninas!

esse é o penultimo cap, agora falta só o ultimo, o epílogo e mais 2 extras

espero q tenham gostando

...

beijoss

Eu ouvi a porta e logo ele entrou no quarto.