Ron&Hermione, Uma História
"Harry Potter e a Pedra Filosofal"
Capítulo II – A Viagem
"Tinha acabado de levantar a varinha ao ar quando alguém abriu de novo a porta do compartimento. O rapaz sem sapo estava de volta mas, desta vez, trazia consigo uma rapariga já vestida com as roupas de Hogwarts.
-Alguém aqui viu um sapo? O Neville perdeu o dele – disse, num tom de comando. Tinha uma abundante cabeleira castanha e os dentes da frente demasiado grandes."
Por um breve instante, os olhos da menina cruzaram-se com os do menino que iria fazer magia, se não tivesse sido interrompido. Foi como um choque eléctrico e, naquele preciso instante, Ron decidiu que nunca havia de simpatizar com aquela rapariga com um ar tão empertigado. Não, nunca. E por isso, deu-lhe uma resposta seca:
"Já lhe dissemos que não"
"Ah! Estás a fazer magia. Vamos lá ver, então!"
Ok, bolas, mas porquê? Ela não podia, simplesmente, dar meia volta e ir procurar o raio do sapo e deixá-los em paz? Ah, mas ele agora ia mostrar-lhe que era capaz! Ela não ia ficar a rir-se dele, não ia não!
"Er… está bem." – respondeu ele, com muito custo.
Ele tentou, com toda a sua força e concentração, ele realmente tentou. Mas o rato que ele tentava pôr amarelo "continuou cinzento e a dormir."
A rapariga então começou a falar muito rapidamente:
"-Tens a certeza de que esse feitiço é verdadeiro? Bem, não é lá muito eficaz, pois não? Eu tentei alguns bastante simples, só para praticar, e resultaram. Ninguém na minha família é feiticeiro. Foi a maior das surpresas quando soube mas fiquei tão feliz, tão feliz… claro, aprendi de cor todos os livros de estudo e só espero que seja o suficiente. O meu nome é Hermione Granger. A propósito, quem és tu?"
Ron estava completamente aturdido, era demasiada informação a assimilar no mesmo instante. Respondeu-lhe, balbuciando-lhe "Sou o Ron Weasley" e ouviu-a falar com Harry, ficando cada vez com mais certezas de que nunca, no seu perfeito juízo, teria alguma coisa a ver com aquela rapariga. Seria apenas uma conhecida que passou por ele no comboio. E que acabaria assim que ela fechasse novamente a porta e o deixasse finalmente sozinho com o seu novo amigo. Ele, que estava com tanto receio de nunca encontrar um amigo, encontrou logo um ainda no comboio e, que para além disso, era somente o Harry Potter! Ele podia considerar que, pela primeira vez na vida, tivera sorte!
Ela, no entanto, falava sem parar, sentia que tinha de mostrar àquele garoto convencido e irritante que ela era bem melhor do que ele! E quando soube que estava frente a frente com o Harry Potter, o único que derrotara o maior bruxo do mal que havia (segundo, claro, o que ela havia lido), sentiu-se subitamente melhor. Como se, realmente, aquele fosse mesmo o seu lugar.
E, quando fechou a porta, sentiu algo por aqueles dois rapazes. O quê, ela não fazia ideia. Talvez inveja da amizade que eles tinham, ou talvez apenas irritação por lhe terem respondido com tão pouca atenção, principalmente aquele rapaz ruivo, como é que era o nome dele mesmo? Ah, sim, Ron. Provavelmente seria Ronald.
"-Qualquer que seja a minha equipa só espero que ela não esteja lá" – disse o Ron, assim que ela se foi embora. Não sabia bem porquê, mas sentia qualquer coisa quando estava perto da rapariga que o assustava não saber o que era. Mas de uma coisa ele tinha a certeza, eles nunca iriam ser amigos, nem sequer meros colegas. Conhecidos, apenas isso.
Continuou a falar com Harry, feliz por poder explicar algo a alguém. Falou-lhe das equipas de Hogwarts, dos irmãos, das últimas noticias sobre um cofre de Gringotts ter sido assaltado, de Quidditch…
Tiveram de aturar três rapazes bastante irritantes, Draco Malfoy, era o nome do cabecilha. Ron já ouvira falar dele, o seu pai, que trabalha no Ministério, falou-lhe já do pai de Malfoy, um sujeito mal-intencionado. Mas era tudo o que sabia.
Quando puderam, finalmente, suspirar aliviados, Hermione Granger voltara a entrar pela cabine, para os avisar que seria melhor que se vestissem, porque estavam prestes a chegar a Hogwarts.
"-Importas-te de sair para nos vestirmos?" – disse-lhe Ron, bufando, impaciente.
"E não sei se sabes que tens o nariz sujo." – ela sentia uma vontade inexplicável de desdenhar dele, apesar de ele não lhe ter feito nada de especial.
"Ron lançou-lhe um olhar indignado e ela saiu."
Mas quem é que ela pensa que é? Começou a esfregar impacientemente o nariz, com mais força do que o necessário.
-Está bom, Ron. Já não tens nada. – tranquilizou-o Harry.
Mas Ron ainda estava mal-disposto e chateado com a ousadia daquela rapariga de cabelos armados que tanto o irritava.
Depois, finalmente, chegaram a Hogwarts.
O olhar de Hermione e o de Ron, assim como o de todos os outros, não podia ser mais maravilhado. Os olhinhos brilhavam e um sorriso aberto estava plantado no rosto de cada um. Aquilo era, simplesmente, a coisa mais linda e mágica que já tinham visto na vida.
E então, o que acharam do capítulo? Curtinho, não foi? Eu sei e prometo que os próximos vão sendo cada vez maiores, estes primeiros são só de introdução!
As frases que estiverem a itálico são frases transcritas dos livros da nossa querida JK, ok?
Deixem review, eu agradeço!
