Ron&Hermione, Uma História

"Harry Potter e a Pedra Filosofal"

Capítulo VI – Quidditch

"Hermione tornara-se mais descontraída em relação ao quebrar de algumas regras, desde que o Ron a tinha salvado do gigante da montanha e estava muito mais simpática com ele."

O humor de Ron melhorara de certa forma, mas Harry não sabia explicar a razão. Na verdade, nem mesmo Ron, apenas sentia-se mais leve e sempre com vontade de rir e fazer os outros rir.

Certo dia, estavam os três na sala comum, Hermione revia-lhe os trabalhos de casa, até que Harry se levantou e disse que iria pedir o livroO Quidditch Através dos Tempos a Snape, visto ele ter-lho tirado horas antes.

"-Quem não vai lá sou eu – disseram ao mesmo tempo Ron e Hermione"

O olhar de ambos cruzou-se imediatamente e Ron teve vontade de lhe sorrir. Claro que não passou de um ínfimo instante. Já Hermione parecera corar um pouco e abaixou a cabeça. Viram Harry abandonar a sala.

Ron olhou para Hermione, que estava entretida a corrigir-lhe o trabalho.

-Tem muitos erros? – perguntou-lhe, querendo quebrar aquele silêncio.

-Alguns, mas nada que eu já não esteja a corrigir.

-Queres que faça alguma coisa?

Ela olhou para ele, estranhando toda aquela simpatia.

Ele olhou para ela, corando a ponta das orelhas.

-Hum, Hermione?

-Sim?

-Sabes, aquilo que eu disse e que… Bem, tu acidentalmente ouviste…? – viu-a assentir tristemente com a cabeça – Desculpa.

-Estás a pedir-me desculpas? – ela ia jurar que ele não sabia que aquela palavra realmente existia.

-Sim, eu estava chateado e acabei por dizer algo que não pensava realmente.

-Naquela altura parecia mesmo que estavas a dizer exactamente o que pensavas.

-Eu estava a dizer o que pensava que pensava, mas que não penso. Entendes? – ela arregalou os olhos, numa expressão engraçada, que o fez rir – De qualquer maneira, só quero que saibas que eu não penso mais aquilo, está bem?

-Está bem. Obrigada.

-Obrigado? Pelo quê? Eu é que te ofendi!

-Por me teres salvado a vida, sabes? Eu não era capaz de sair de lá sozinha.

-Aquilo não foi nada, qualquer um o teria feito, na verdade.

-Então porque é que eu só te vi lá a ti e ao Harry?

Ele corou, antes de responder: - Bem, ninguém sabia que lá estavas…

-Sabiam sim, senão como é que vocês sabiam? Ninguém se preocupou comigo. Obrigada por vocês se terem preocupado.

Sorriram os dois, dando por encerrada a conversa. As pazes estavam feitas e Ron ficou a vê-la corrigir-lhe os trabalhos até Harry chegar sem o livro, mas com novidades.

No dia seguinte, era dia de Quidditch e Harry não tinha fome nenhuma, apenas um embrulho no estômago. Hermione tentava, em vão, fazê-lo tomar o pequeno-almoço. Pouco tempo depois, deixou os amigos e dirigiu-se para o balneário.

"Ron e Hermione juntaram-se a Neville, Seamus e Dean na fila superior." Hermione sentou-se na ponta, deixando Ron a falar com os rapazes.

O jogo começara e quando os Gryffindor marcaram, Hagrid apareceu e Ron e Hermione tiveram de se comprimir para ele se poder sentar com eles.

Era estranho, pensava Hermione, porque tinha aquele nó no estômago? Era só o Ron, nada mais. Devia ter sido o pequeno-almoço que não lhe caíra muito bem ou talvez fosse nervosismo devido ao jogo.

Harry estava com problemas, parecia que não conseguia controlar a vassoura. Ao seu lado, os rapazes gritavam contra as regras do jogo e Hagrid, revoltado, dissera que isso era magia negra. Hermione, ao ouvir isto teve uma ideia, arrancou os binóculos das mãos de Ron e voltou-os para a bancada dos professores.

"-O que estás tu a fazer? – resmungou, pálido, o Ron.

-Eu sabia – disse Hermione - Olha, o Snape.

Ron pegou nos binóculos e viu Snape murmurar algo.

-O que é que podemos fazer?

-Deixem isso comigo."

Dito isto, Hermione correu o mais rápido que pôde até alcançar Snape.

Ron dizia vezes se conta para consigo mesmo "-Vá lá, Hermione!". Ela tinha de conseguir, ela tinha de conseguir!

Enquanto isso, Hermione chegava ao pé do professor de Poções e murmurou um feitiço que lhe incendiou o manto. Foi um tumulto, uma confusão enorme entre os professores e o Snape parou de murmurar. Hermione tratou de sair dali o mais rápido que conseguia e, quando chegou ao pé de Ron outra vez, Harry já havia apanhado a snitch e os Gryffindor tinham ganho o jogo.

-Ganhámos! – disse-lhe Ron, com um sorriso enorme.

Ela viu-se sorrir de volta em resposta.

Enquanto esperavam com o Hagrid que Harry voltasse, Ron suspirou:

-Se não tivesses racionado e agido tão rápido, não quero nem imaginar o que teria acontecido ao Harry!

-A falar de mim nas minhas costas? – brincou Harry, que acabara de chegar.

Foram os quatro para a cabana de Hagrid e Hermione ouvia Ron contar como eles tinham visto o Snape murmurar um feitiço e como Hermione resolvera o assunto. Ela mudara a sua opinião relativamente ao professor e quando Hagrid disse que Snape era um professor de Hogwarts e que era incapaz disso, ela afirmou, num tom de voz mais elevado do que o normal:

-Ele ia matando o Harry! Ele odeia-o, não sabemos porquê, mas odeia. Ele pode ser professor, mas ele não é boa pessoa. Ele nem pestanejava, Hagrid! – e quando Hagrid ousou dizer que ela estava enganada, foi a gota de água. Ela olhou-o com uns olhos ameaçadores e, calando-se, sentou-se outra vez ao pé de Ron e não voltou a abrir a boca, mesmo quando Hagrid lhe perguntava alguma coisa.

Ron teve a certeza de que aquele silêncio não poderia ser coisa boa. Podia não a conhecer bem, mas Hermione Granger não era do tipo de ouvir e ficar calada. Ela devia estar mesmo ofendida.

Espero que tenham gostado! Deixem reviews, alegram os meus dias e dão-me força para continuar a escrever! Obrigada!