Hermione não arranjava palavras para falar. Parecia que lhe foram tiradas todas da garganta.
- Casas comigo? - repetiu Ron visivelmente vermelho – Hermione, eu amo-te.
E ela continuava sem falar. Sem dizer nada. Apenas com lágrimas a saltarem-lhe dos olhos. Lágrimas de felicidade.
- Hermione... ?
Ela finalmente pareceu ter reacção e sorriu-lhe debaixo das lágrimas.
- Eu... Eu... é claro que eu caso contigo!
Ron não ouviu mais nada e correu até ela, beijou-a e abraçou-a fortemente. Agora nunca mais a ia largar.
As pessoas à sua volta, quer o Professor, quer os alunos, quer os comerciantes de Hogsmeade, batiam palmas. Harry e Ginny sorriam, também já abraçados.
- Depois de acabares Hogwarts, casamos, eu prometo-te. - sussurrou-lhe Ron. - Err, e desculpa a cena de ciúmes, Hermione, eu …
- Shhh. - disse pondo-lhe o dedo indicador a frente dos lábios – Acho que acabaste de compensar isso agora.
- Nem tenho um anel, nem nada. Isto foi tão espontâneo …
- Não preciso de um anel, Ron. Tenho a tua palavra e isso basta-me. - encostou a cabeça no seu peito - Amo-te.
Ele fez-lhe uma festa no rosto e quando ia para beijá-la outra vez...
- Mr. Weasley, eu lamento, mas tenho de levar a Menina Granger – disse o Professor Flitwick – Sou o responsável pelos alunos e tenho de levá-los a tempo e horas.
- Ah, claro, Professor.
Hermione deu uma risadinha e deu um rápido beijo a Ron.
Começou a afastar-se, até Ron, com as faces rosadas, a puxar por um braço e dizer:
- Até ao Natal, futura Mrs Weasley. - ela não se conteu e beijou-o mais vez.
Ouviram o Professor a tossicar e separaram-se.
Hermione juntou-se a Ginny e lançando um último sorriso a Ron, seguiu o seu caminho.
- RON WEASLEY! Que raio aconteceu contigo? - gritou Molly olhando para o olho negro de Ron. Depois olhou para Harry e viu que este tinha o lábio inchado – E contigo, Harry! Vocês andaram à bulha um com o outro?
- Não, não, tem calma, mãe! Não andamos à pancada um com o outro. - tentando acalmar a mãe.
- Então andaram com quem? - disse preparada para puxar a orelha ao filho.
Ron não aguentou mais e disse de rompante com uma felicidade patente na voz:
- Mãe, estou noivo.
Ela arregalou os olhos e a sua expressão mudou completamente ficando com uma cara de surpresa.
- O quê?
Ron pegou no braço da mãe e conduziu-a até ao sofá, seguido de Harry, sentando-se e explicando tudo do príncipio ao fim. Molly, no final, tinha os olhos brilhantes e uma enorme vontade de abraçar o filho.
- Ai, não acredito! O meu filhinho vai-se casar! Temos de tratar de tudo!
- Mãe, calma. Ainda temos tempo!
- Mas temos de tratar já, para ficar tudo preparado e não haver imprevistos no casamento! - dizia enquanto Ron revirava os olhos.
- Casamento? Casamento de quem? - interrogou George ao entrar em casa.
- Ai, filho! Nem sabes. - Molly foi quase aos saltinhos contar a George da novidade.
George dirigiu-se ao irmão dando-lhe os parabéns, notando que não havia avaliação possível para a alegria de Ron.
Ao final de 10 minutos, toda a família Weasley já sabia. Molly certificara-se de enviar uma carta a todos a contar o sucedido, e já tinha recebido a maioria das respostas a desejar ''felicidades'' e ''parabéns'' .
- Isto é um exagero. - reclamou Ron deitando-se na sua cama.
Harry deu uma gargalhada e sentou-se no cadeirão.
- Já devias saber que ia ser assim. Estou feliz por ti, meu.
Ron sorriu-lhe.
- Harry...
- Hum?
- Queres ser o meu padrinho de casamento? - Ron não poderia escolher outra pessoa para o ser. Aliás, não haveria outra pessoa para o ser, porque o lugar iria sempre ser destinado a Harry, ao seu melhor amigo, que o apoiou e ajudou quando mais precisou.
- Claro! Claro que quero! - respondeu Harry entusiasmado, tentando fazer um sorriso, mas a dor nos lábios inchados era horrível.
Ron olhou para o tecto e sorriu. Agora era noivo. Iria casar com Hermione, a rapariga que fora sempre a sua melhor amiga, mas de que sempre, apesar de não admitir, gostou. Talvez, se tivesse admitido mais cedo que era apaixonado por ela, não a tivesse feito sofrer e nem ele teria sofrido. Mas agora estavam bem e era isso que importava. Agora via-se com um grande futuro à sua frente, casado com a rapariga que amava, com a sua casa, talvez com filhos... quem sabe? E a coisa que mais lhe importava era ficar com ela para sempre.
- Acreditas nisto, Ginny? Estou noiva! - disse Hermione, que não cabia em si de contente, atirando-se para cima da cama.
Ginny sorria perante a felicidade da amiga.
- Já não era sem tempo. - constatou.
Hermione abraçou a almofada e, por um breve instante, pensou que ela fosse Ron e que estivesse ali a abraça-lo.
- Ginny? Sabes que vais ser a minha Dama de Honor, não sabes?
- Eu?
- Claro.- disse Hermione indo abraçar a amiga. - Achas que deva já dar a notícia aos meus pais?
- Secalhar é melhor tratares disso pessoalmente, não achas? No Natal também vais visitá-los.
- Sim é verdade... E achas que a tua mãe já sabe?
Ginny deu uma gargalhada.
- A esta hora já toda a família Weasley sabe.
Hermione também soltou uma gargalhada. Ela tinha razão.
- Bem, amiga, eu vou-me deitar que estou super cansada. Boa noite. - disse Ginny adormecendo com um bocejo.
Pelo contrário, Hermione não conseguia adormecer. Deu dezenas de voltas na cama, mas não conseguia. O motivo era óbvio: a felicidade era tão grande que lhe tirara o sono. Decidiu pegar num dos seus quinhentos livros e descer à Sala Comum para ler.
Sentou-se no sofá, onde há uns meses atrás, ela e Ron adormeceram juntos. Aquele pensamento fe-la corar instantaneamente.
Como é que ela se pode ter apaixonado por um rapaz que era exactamente o oposto dela? Mas ela também não se conseguia imaginar apaixonada por outro rapaz que não fosse Ron Weasley. O insensível, imaturo, glutão, corajoso, divertido e resmungão que ela tanto amava. Deu um longo suspiro. Já tinham passado por tantas coisas... tantas discussões, tantos ciúmes... que agora tiveram a sua oportunidade de serem felizes. Quase felizes. Porque Hermione estava em Hogwarts e ele não estava com ela.
Infelizmente. - pensou. - Mas não falta muito para estar com ele outra vez.
Da memória não lhe saíam todos os momentos que tinham passado juntos, todos os anos que tiveram em Hogwarts, a busca dos Horcruxes, a Batalha onde trocaram o primeiro beijo, a ida à Austrália, a despedida, o pedido de casamento …
Até dava para escrever um livro. E Hermione queria que esse livro existisse para ter escrito: Ron e Hermione viveram felizes para sempre.
Soltou uma gargalhada. Nunca lhe ocorrera nada do género.
O sono começou a vir, mas Hermione já não quis subir para o dormitório. Aconchegou-se no sofá, e adormeceu a pensar mais uma vez quando ela e Ron tinham adormecido ali.
Pronto e aqui está mais um capítulo (este é curtinho, mas no próximo prometo que vos compenso!)
Ah, tal como fiz na minha outra long fic, também vou começar a responder aos reviews aqui:
Hannah Granger Weasley – Amigona, ainda bem que gostaste tanto do outro capítulo espero que gostes deste também! (eu também me ri ao escrever aquela fala do Ron, mas eu acho que ficou … mesmo a Ron, não achas? ;) )
Sophie Stevens – Também acho que eles mereceram aquela surra, eheh :D Bem, o Ron pediu-a em casamento, mas depois também disse que a amava, por issonão estiveste muito longe de acertar :b
Deixem review porque é um óptimo incentivo para continuar a escrever ;)
Até ao próximo capítulo,
Beijinhos
Leniita W
