Disclaimer: Saint Seya e seus personagens relacionados pertencem ao mestre Masami Kurumada e às editoras licenciadas. E a fic do qual este Gaiden faz parte, é responsabilidade do Darkest Ikarus!
Reviews!
Darkest Ikarus: Que Pesadelos não me ouça, mas eu virei fã dele... Eu dou risada sozinha criando essas coisas na minha cabeça! E neste capítulo, teremos MAIS de sua participação...
Krika Haruno: Eu dou risadas direto enquanto escrevo... 50 tons de cinza, li alguns trechos, mas não fui muito além... Também, não era o Olos! E agora, é a vez de pesadelos entrar em ação...
Pure Petit – Cat: Alex, sofrer? Imagina... Eu nem gosto de ver os personagens sofrerem…
Jules Heartily: Queria eu dar uns catos no Aiolos... E sim, Pesadelos vai agir... Mas não sei se ficará muito claro como Alex escapou, enfim...
Vamos ao capítulo... Boa leitura!
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Capítulo III – Fade to Black
Escrito ao som de Fade to Black, Metallica
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Things not what they used to be
Missing one inside of me
Deathly lost, this can't be real
Cannot stand this hell I feel
As coisas não são o que costumavam ser
Perco-me dentro de mim
Mortalmente perdido, isto não pode ser real
Não posso suportar este inferno que sinto
Zonza, querendo vomitar pela visão que tinha de Victor pendurado no teto daquele lugar, Alex baixou a cabeça e tratou de tentar se soltar, esfregando os pulsos contra a corda, tentando desesperadamente afrouxar os nós. Até que, depois de muito insistir, conseguiu soltar uma das mãos, os pulsos estavam machucados e ensaguentados pelo esforço. Rapidamente, ela desamarrou os pés e se levantou, a cabeça ainda girava, havia uma porta naquele lugar, tentou abrir mas estava trancada, assim como uma janela, era como se estivesse bloqueada por fora.
-Merda! Como eu saio daqui?
-Não sairá, Alex... A não ser que eu queira...
Aquela voz lhe causou arrepios, paralisando seu corpo. Não podia ser, não... Ele estava... Estava... De olhos bem abertos, Alex girou seu corpo e então um grito mudo escapou de sua garganta ao ver quem falava consigo...
-Victor...
Ali estava o rapaz, em pé, à sua frente. Pele e lábios arroxeados pela falta de oxigenação, um corte profundo em sua garganta, de onde ainda corria sangue. A camisa estava toda suja de terra e mais sangue, hematomas e marcas de queimaduras cobriam seus braços e rosto, que também tinha cortes. Um dos olhos estava fechado, inchado, os cabelos sujos e desgrenhados. E ele parecia ter alguma dificuldade para se apoiar em uma das pernas.
-O que foi, Alex? Está surpresa em me ver?
-Victor, eu...
-Deve estar, não é... – ele disse, aproximando-se da jovem o pavor que sentia era tanto que Alex não conseguia se mexer – Afinal, tinha certeza de que estava morto... Aliás, como não teria se participou de tudo isso...
-Não! – Alex gritou, tensa, afastando-se para trás – Não é verdade, fique... Fique longe de mim!
Ela recuou mais alguns passos, até bater contra uma parede, Victor vinha caminhando em sua direção, seu olhar era alucinado, quase de um louco.
-Isso não é real... Você não é real...
-Não sou real? Então... Por que posso te tocar e... Você... – o rapaz parou diante da jovem, a poucos centímetros, sua mão direita tocava a face de Alex – Você sentir meu toque?
A mão que a tocava no rosto puxou seu queixo para frente, Victor a segurava com força, forçando-a a olhar para ele. Alex queria empurrá-lo para longe, mas seus braços estavam colados à parede, não consgeuia movê-los do lugar. Estava apavorada.
-Por que fez isso, Alex? Por quê?
-Eu não tive culpa, Victor... Eu...
-Mentirosa! Você estava por dentro de tudo, sabia o que aqueles homens pretendiam!
-Eu não sabia de nada, eu juro! Eu... Estava ali por você, Victor... Para te ajudar!
-Mantira! Você deu o sinal para atacarem quando atendeu o seu celular... – ele gritou, cuspindo aquelas palavras no rosto de Alex, seu olhar era ainda mais insano – Por que fez isso? POR QUÊ?
-Eu não... Não fiz nada disso... Victor, por favor... Eu pensei que... Que pudesse ser uma ligação do escritório... Era um número restrito...
-PARE DE MENTIR PRA MIM, VAGABUNDA!
Gritando, Victor segurou Alex pelos cabelos, batendo a cabeça dela contra a parede, erguendo seu queixo a uma altura considerável. Nerova, trêmula, apavorada, a jovem não sabia o que fazer, o cheiro podre que vinha do corpo do rapaz a estava deixando nauseada.
-Victor, por favor...
-Cale a boca! O que você queria, hein, Alex? Queria meu lugar? Minha posição na Interpol? – ele agora falava mais próximo ainda da boca de Alex – Ou eu não era bom o bastante para você?
-Não é verdade! Victor, eu... Eu nunca quis seu lugar e... Eu não tenho culpa! A agência investigou tudo, prenderam a quadrilha toda... Meu nome foi retirado da investigação oficial!
-Um documento não prova nada para mim, Alex... – ele disse, sorrindo de um jeito torto e cínico – A sua consciência sim... Todos os dias você dorme e acorda pensando por que atendeu aquele maldito celular... Por que ficou paralisada embaixo daquela mesa... Por que me deixou morrer!
-Por favor, Victor, me deixe ir... Eu... EU NÃO FIZ NADA CONTRA VOCÊ!
-Nâo grite comigo, vadia! – Victor soltou o rosto de Alex, mas acertou um tapa em sua face, que ficou marcada – Eu acreditava em você, Alex... Acreditava no seu potencial, nas suas habilidades... Eu te dei mais do que uma parceria, eu confiei a minha vida nas suas mãos! Em todos os sentidos...
O olhar de Victor estava revirado, ele sorriu mais uma vez, voltando a se aproximar. Alex tentou desviar o rosto, mas ele a segurou pelo queixo novamente, ela sabia o que viria a seguir, não queria aquilo, não... Mas não teve como evitar. Victor a beijou, ela podia sentir sua língua aprodrecida explorando sua boca, teve vontade de vomitar, de gritar, de chutá-lo para longe... Quando ele se afastou, Alex gritou, chorando, desesperada apertando os olhos com força.
-Isso não pode ser real! ME TIRE DAQUI!
Silêncio. Quando os abriu, não estava mais naquele lugar fechado, desconhecido. Estava no restaurante, onde havia acontecido o tiroteio, onde aquele pesadelo começara. Havia dexenas de corpos espalhados pelo chão. E Victor estava lá, segurando-a pelos braços, em suas costas, falando algo ao seu ouvido.
-Não é foi apenas a minha morte, Alex... Veja, quantos inocentes foram mortos naquela noite... E todos por sua culpa... Sua culpa... Somente sua...
E então ela viu, horrorizada, aquerlas pessoas se levantarem do chão e virem em sua direção, de braços estendidos, gritando, acusando... Estava cercada...
Yesterday seems as though it never existed
Death Greets me warm, now I will just say goodbye
Ontem parece como se nunca tivesse existido
A morte me acolhe carinhosamente agora eu vou apenas dizer adeus
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E no final, o que aconteceu?
Acaba aqui, Margarida? Não... A fic acabou ganhando mais um capítulo!
Continua...
