Disclaimer: Saint Seya e seus personagens relacionados pertencem ao mestre Masami Kurumada e às editoras licenciadas. E a fic do qual este Gaiden faz parte, é responsabilidade do Darkest Ikarus!

Reviews! Adouro...

Pure – Petit Cat: Pesadelos é terrível e sim, foi muito tenso, mas... Eu amo ele, junto de Infelicidade e Ira, são meus demônios preferidos!

Darkest Ikarus: Juro que no final eu ri pensando justamente em Resident Evil, se bem que prefiro The Walking Dead (Viciadíssima em TWD)... Poderia ter um Daryl para salvar a Alex, não? Essa música do Metallica tem tudo a ver, mas de todas, a minha preferida é a deste capítulo...

Jules Heartility: Invasão zumbi é terrível, mas se tiver um Daryl junto comigo, eu encaro de boa...

RavenclawWitch: Eu, me divertindo com pesadelos? Imagina... Só porque eu nem sou fã dele?

Último capítulo, deu até dó... Vamos a ele!

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Capítulo IV – Angie

Escrito ao som de Angie, Rolling Stones

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Angie, Angie, where will it lead us from here

Oh, Angie, don't you weep,

all your kisses still taste sweet

I hate that sadness in your eyes

But Angie, Angie, ain't it time we say good-bye

Angie, angie, onde isso vai nos levar?

Angie, não chore

todos seus beijos ainda têm gosto doce

Eu odeio essa tristeza em seus olhos

Mas, angie, angie, não é o momento de dizermos adeus?

-Não... Socorro... Victor... Não... – Alex se debatia sobre cama, revirando seu corpo todo, joganfdo cobertas e lençol para o chão – Não... Me tire... Daqui... SOCORRO!

Um grito de aflição, vindo do mais profundo de si e do seu coração. Tremendo muito, suando frio, o coração acelerado... Alex finalmente tinha conseguido acordar. Estava no quarto de hotel. Tinha sido um pesadelo. O mais terrível de todos.

Tão real...

-Aiolos... – ela se virou para o outro lado, mas estava sozinha na cama. Nem sinal de Aiolos ou mesmo de suas coisas espalhadas pelo quarto. Muito menos no banheiro.

Talvez tivesse acordado mais cedo e descido para o café. Se bem que alguma coisa dizia à Alex que não era nada daquilo. Levantando-se depressa, ela lavou o rosto e escovou seus dentes, colocou sua roupa e desceu para a recepção do hotel, onde o atendente conferia alguns dados de hóspedes no computador.

-Com licença... – ela chamou e o rapaz se voltou para Alex, sorrindo – Sabe me dizer se o senhor Aiolos Kinaros desceu para o café?

-O senhor Kinaros já fez o check – out, senhorita, a mais ou menos duas horas. E ainda deixou uma diária paga, caso a senhorita ainda fosse se demorar muito no quarto.

Alex agradeceu e saiu do hotel, parando por alguns minutos na calçada, um aperto no peito se fez presente. Aiolos tinha ido embora sem dizer nada, nem mesmo um adeus ou um "muito obrigado pela transa"... Simplesmente a tinha abandonado, feito lixo.

Para completar aquela sensação horrível de abandono, as imagens do pesadelo que não saíam de sua cabeça...

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Algumas horas depois, escritório da Interpol em Moscou

Aquilo não era possível! Alex tentara pesquisar nos bancos de dados da Interpol e de outras polícvias locais qualquer tipo de infomação sobre Aiolos e... Nada. Nem mesmo o registro do hotel exisitia mais. Era como se Aiolos Kinaros nunca tivesse caminhado sobre a terra.

Alex fechou os olhos, recostando-se na cadeira, era como se ainda pudesse sentir o beijo de Aiolos, seus toques sobre sua pele, sua língua explorando seu corpo... Afinal de contas, quem exatamente era aquele homem?

A jovem agente não descansaria enquanto não descobrisse tudo...

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Budapeste, dia seguinte

Estava sozinho na cozinha da fortaleza, era madrugada. Uma xícara de café já frio sobre a mesa, os olhos fixos em um ponto qualquer da parede. O rosto amassado, os olhos pesados, mas não de sono. De dor. E tristeza. Pior era ouvir Pesadelos cantarolando em sua mente, fazendo-o se lembrar das horas de horror que fizera Alex viver na noite anterior, em Moscou.

"Por que fez aquilo, seu desgraçado? Ela era uma boa pessoa."

"Disso não tenho dúvidas, mas eu não poderia perder a oportunidade de ouro que tinha... Você viu quanto medo naquele coraçãozinho... Quanta culpa..."

"Ela não merecia isso..."

"Ora, pense pelo lado positivo... Quem sabe ela finalmente se libertou da culpa depois do que fiz? Quem sabe a essa hora ela já tenha enlouquecido e metido uma bala na cabeça para se livrar do que sente?"

"CALE A BOCA!"

-Aiolos? – uma voz, vinda da porta – O que está acontecendo? Por que está gritando desse jeito com Pesadelos?

Aiolos levantou o olhar e viu Milo em pé, encostado junto ao batente da porta. Um longo ssupiro, seguido de um grunhido. O outro, então, se sentou à mesa, de frente para o amigo.

-Quer conversar?

-Não sei, Milo, eu... – Um novo suspiro, por que não? – Eu conheci alguém em Moscou... Uma garota.

-Não acredito? O mais certinho e sem sal de todos conheceu uma garota?

-Sem brincadeiras, Milo, isso é sério... O nome dela é Alexandra... Alex. Ela é linda e nós... Nós conversamos, rimos, bebemos... Passamos a noite juntos.

-Não precisa nem dizer nada... – Milo não brincou, estava sério – Pesadelos estragou tudo, não?

-Ela... Ela era policial, sabe? E perdeu um parceiro em missão, e acreditra que por sua culpa... Um prato cheio para esse desgraçado... O que ele fez... O que eu vi... Não tinha alternativa, Milo. Eu fui embora assim que o dia amanheceu, sem olhar para trás.

-Você a abandonou... Eu não consigo imaginar você agindo assim, como eu tenho que fazer a todo momento quando vou atrás de alguma mulher, mas... – Milo olhou bem no fundo dos olhos de Aiolos, a tristeza era latente – Você realmente ficou ligado nela, né?

Aiolos acenou um sim com a cabeça. Por um breve momento, ele imaginou que com Alex poderia ser diferente, que ele poderia tê-la ao seu lado como uma namorada, alguém para dividir a sua vida, os seus medos e dúvidas, mas... Pesadelos jamais permitiria que isso pudesse acontecer.

-Talvez tenha sido melhor para ela, Aiolos e você... É duro dizer isso, mas com o tempo você vai acabar esquecendo... Se não, enlouquece...

-Eu já estou quase enlouquecendo com esse idiota na minha cabeça, me mostrando cenas da Alex se matando por não suportar o medo e a culpa que sente...

-Você é mais forte do que ele, Aiolos... Pesadelos não pode vencer essa parada...

Despedindo-se com um aceno, Milo saiu da cozinha, precisava tomar um banho e dormir. Aiolos ainda ficou um tempo sentado, voltando a olhar para o vazio.

"A parada que eu queria eu já venci, meu caro... Você não pôde ficar com a garota..."

"Você é um grande merda..."

"Adoro ser elogiado..."

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Aeroporto de Vilnus, capital da Lituânia, dias de hoje

O vôo para Budapeste sairia dali há alguns minutos. E Alex, em pé junto ao portão de embarque, conferia seus documentos e passagem de ida. Finalmente, depois de dois anos de procura, ela tinha alguma pista de Aiolos. Só não sabia ainda o que faria caso realmente encotrasse o rapaz.

-Uma viagem às pressas, para averiguação de uma pista em Budapeste, Agente Dimitri? – Uma voz masculina perguntou, e a jovem agente levantou a cabeça, revirando os olhos – No mínimo, você deveria ter me avisado, não?

-Desculpe, Aiacos, mas não tive tempo... É uma pista importante, não poderia perder tempo... E Freya o avisou, ou do contrário, não estaria aqui.

-Ela não fez nada além de sua obrigação... O caso é que estou preocupado com você, Alex... – ele a chamou pelo apelido, o que a jovem não gostou nem um pouco - Algo me diz que essa sua viagem à Budapeste está muito além de uma simples averiguação.

-Aiacos, eu... – Alex foi interrompida pelo alto – falante do aeroporto, que anunciava seu vôo – Eu preciso ir... Até a volta.

-Até... Cuide-se... - ele disse, aproximando-se do rosto da jovem agente, Alex virou a face e o beijo acabou acontecendo em sua bochecha.

Entrando pelo corredor de acesso à aeronave, ela não viu Aiacos sacar o celular do bolso e fazer uma ligação, enquanto a observava partir.

-Freya? Agente Aiacos... O e-mail para a polícia local de Budapeste foi enviado?... Ótimo... Eu quero ser informado de cada passo que a agente Dimitri der pela cidade...

Angie, you're beautiful, but ain't it time we said goodbye

Angie, I still love you,

Remember all those nights we cried

All the dreams we held so close

Seemed to all go up in smoke

Let me whisper in your ear

Angie, você é linda, mas não é a hora de dizermos adeus?

Angie, eu ainda te amo

Lembra-se de todas aquelas noites que choramos?

Todos os sonhos que seguramos tão firmemente

Pareceram evaporar-se na fumaça

Deixe-me sussurrar em seu ouvido

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E aqui se foi o Gaiden da Alex... Darkest Ikarus, adorei o desafio, que venham outros porque esse aqui me encheu de coisinhas na cabeça! Espero que tenham gostado e só gostaria de dizer duas coisas sobre a fic em si.

Primeiro, a cena da cozinha seria com o Saga ou o Shura, mas aí relendo Darkest Night, eu vi que quando a Alex, logo depois de ser presa na fortaleza, ajuda a Prue, o Mask questiona os motivos de ela estar solta e Aiolos e Milo trocam olhares porque o escorpiano conhece a história que o amigo viveu em Moscou. Daí, nasceu a cena na cozinha.

Segundo, Pesadelos é e foi o cara da fic! Adorei ele... Como disse, um dos meus preferidos, junto de Ira e Infelicidade!

Beijos e até a próxima!