Olá! Sou eu novamente! Tiveram tempo para descansar de mim?
Pretendo que essa seja uma fanfic de aproximadamente 30 capítulos. Espero que vocês gostem e divirtam-se! Mas deixe-me saber se querem que continue, por favor. Vou esperar os comentários para seguir com essa, ok?
House e Cuddy são personagens complexos. Na verdade, penso que Cuddy é até mais contraditória que o próprio House. Essa história é sobre isso. Ou não! Quem sabe! Nosso casal disfuncional preferido, só porque o mundo está longe de ser perfeito.
Capítulo 01
"Vocês completam um ano de namoro logo, não é?". Wilson veio com uma pergunta inocente para o amigo, mas ele não imaginava como aquilo estava perturbando House.
"Esse final de semana".
"Wow! Um ano. Quem diria!".
"Eu sou tão ruim assim?".
"Não... Não é isso. É que... Passou tão rápido". Wilson tentou consertar a situação.
House não respondeu, apenas acenou com a cabeça e subiu para a sua sala.
O fato é que aquela situação o estava perturbando na última semana. A razão? Cuddy era boa demais para ele. Um ano significava que alguma mudança haveria, ela nunca escondeu que queria se casar, ela aceitou o pedido de casamento de Lucas, não? Tudo bem que ela o chutou no dia seguinte, mas ela teria se casado se não fosse a coisa toda do desmoronamento no shopping... Ele não era homem para se casar, mas ele abriria essa exceção por Cuddy, com certeza. Porém House sabia inconscientemente que ela não o levaria a sério, ela não aceitaria o pedido e que o relacionamento deles não poderia suportar o 'não' que ele receberia. Também havia Rachel e toda a coisa da responsabilidade paterna que ele não tinha ideia de como lidar.
Além disso tudo, Cuddy não precisava dele. Ok, o sexo era bom. Bom não, era espetacular, mas isso não era suficiente para prendê-la a ele, mulheres não têm tantas necessidades carnais quanto os homens, não é mesmo? Elas conseguem se virar sozinhas. E Cuddy não teria dificuldades para encontrar um novo namorado, um melhor do que ele. House sabia que ela o desejava, ele a desejava, porém amanhã Cuddy poderia acordar e decidir que não queria mais, a sensação era de que ele sempre estava na corda bamba. Qualquer coisa era motivo para ela se irritar e colocá-lo para fora de sua cama. Ela não parecia ter nenhum problema com isso.
Ele a observou na última semana, tão independente, tão segura, tão sexy, tão inteligente, tão cheia de vida e de autoridade. E ele? Ele era um cara aleijado, calejado pelos anos de dor e sem nenhuma aptidão social. Ele sabia que só tinha um emprego porque Cuddy o bancava, sempre foi assim, caso contrário ele estaria pulando de emprego em emprego como fazia até chegar a Plainsboro.
Ele estava pensativo em sua sala quando a ouviu no corredor, ele sabia identificar o barulho que vinha dos sapatos dela, a forma como ela caminhava era única.
"Doutor Noah, eu não admito que você me responda dessa maneira petulante, sou eu quem assina a sua folha de pagamento no final do dia, sou eu quem administro esse hospital e quem respondo pela sua imprudência. Eu já agendei uma consulta com o nosso jurídico, você estará lá, ou amanhã pode vir retirar os seus pertences".
House sorriu. Cuddy não precisava de ninguém para defendê-la, ela se bastava e isso o aterrorizava.
"House". A voz dela o tirou do transe.
"Sim".
"Nós vamos fazer algo especial esse final de semana? Você sabe...".
"Um ano juntos!".
"Sim". Ela sorriu e se sentou de frente para ele.
"Você pensou em algo?".
"Vou deixar a seu critério". Ela respondeu. Era tudo o que ele não queria. Como ele iria imaginar o que ela esperava? Como ele poderia chegar ao nível de perfeição para atender as expectativas dela?
"Uh...".
"Eu vou deixar Rachel com Julia no final de semana, então teremos tempo pra ficarmos a sós".
Ele sorriu. "Ótimo".
Ela sorriu de volta sem saber o que dizer.
House era um mistério para Cuddy, tantos anos de convivência, um ano juntos em um relacionamento oficial e ainda assim ela sentia que não o conhecia nem 10%. Isso a apavorava e a excitava ao mesmo tempo. O que significava pra ele aquele ano juntos? O que ele esperava do futuro? O que ele sentia por Rachel? Ele seria capaz de ser um pai para a menina? O pai que ela precisava? Não havia duvidas de que a pequena gostava dele, mas e quanto a ele? Cuddy sentia que faltava dialogo honesto, mas ela tinha medo de House sentir-se pressionado se ela forçasse alguma comunicação mais direta. Cuddy sentia-se tão poderosa com todos, menos com ele. Com House ela era uma mulher frágil e carente, ainda hoje, depois de um ano juntos, ela sentia os joelhos tremerem quando tinham alguma conversa como essa. Ou quando ele a beijava apaixonadamente. Nenhum homem nunca teve esse poder sobre ela, Cuddy sentia-se na mão dele em grande parte do tempo e isso era assustador.
Mas Cuddy tinha dificuldades em saber como lidar com ele, com eles. Em muitos momentos ela sentia-se uma adolescente emocionalmente. Brigava com o namorado, o tirava momentaneamente de sua vida e se fechava. Além disso, House vivia trocando de parceiras antes de ficarem juntos, era óbvio que ele enjoaria dela em algum momento, não?
"Ok. Deixe-me saber os planos para sábado". Ela disse sorrindo forçadamente, pois no fundo ela estava extremamente ansiosa.
"Na verdade, eu estava pensando em começar sexta-feira a noite". House disse e ela abriu um largo sorriso, agora sincero.
"Tudo bem por mim". Cuddy deu um rápido selinho nele.
O time de House entrava na sala naquele exato momento e presenciou a cena entre o casal.
"Agora podemos demonstrar afeto no local de trabalho?". Taub provocou.
"Eles só deram um selinho". Masters defendeu.
"Ok Taub, seu invejoso, seja útil pelo menos. Você fez os testes?". House perguntou irritado com a intromissão em sua vida.
Cuddy passou o resto do dia na função de administradora implacável, mas toda vez que ela cruzava com House o coração disparava. Ela não era uma adolescente, então isso a estava perturbando, muito.
"Ei". Wilson se aproximou dela no almoço. "House disse que vai almoçar mais tarde, ele está ocupado com um paciente".
"Ele está bem?".
"Você é a namorada dele. Diz-me você".
Cuddy respirou fundo.
"Oh oh... Aconteceu alguma coisa...".
"Nada aconteceu, Wilson".
"Então o problema é que nada aconteceu?".
"Eu não sei qual é o problema". Ela respondeu com sinceridade no olhar.
"Mas há um problema?".
"Não. Não e sim".
"O que você quer dizer?". Wilson franziu a testa.
"Você não vai abrir a boca para ele, vai?".
"Não".
"Wilson a sua fama não nega".
"Ok, eu sei que posso ter dito coisas ao longo dos anos, mas não vou dizer nada sobre isso".
"Não prometa o que você não pode cumprir".
"Qual é o problema, Cuddy?".
"Não tem problema, ele não fez nada. Sou eu!".
"Você vai terminar tudo com ele?". Wilson perguntou assustado.
"Não! Eu o amo. Eu sou apaixonada por ele".
"E?".
"Mais apaixonada do que eu deveria estar...".
"Oh... Você está insegura?".
"Eu não sou insegura. Eu nunca fui insegura".
"Mas você está insegura nesse momento, certo?".
"Eu acho que sim". Ela respondeu com a voz baixa e virando os olhos em direção a mesa.
"Isso não é uma vergonha Lisa, é parte de estar em um relacionamento com quem se ama muito".
"O que eu devo fazer?".
"Converse com ele".
Ela riu sarcástica. "É de House que estamos falando".
"Eu sei. Mas vocês precisam conversar".
"Você sabe o que ele planeja fazer no próximo final de semana?".
"Vocês completam um ano juntos, certo?".
"Sim". Ela sorriu.
"Ele não me disse nada...".
Ela o olhou séria.
"É verdade, ele não me disse nada".
"Ok. Obrigada pela conversa Wilson, eu preciso ir, tenho uma reunião".
"Cuddy... Espere!".
Mas ela saiu sem olhar pra trás.
Naquela noite Cuddy demorou a chegar, ela estava em uma reunião com o board do hospital.
"Sua mãe deve chegar logo, já passa das oito horas". House falou para Rachel. Marina já havia ido embora há algum tempo.
"Mamãe trabalhando".
"Sim, sua mãe trabalha muito".
"Mamãe trabalha pra comprar brinquedo".
Ele riu. "Não só pra isso".
"Pra que mais?".
"Bem, sabe que temos que pagar por tudo, certo? Vivemos em uma sociedade capitalista onde você não é nada se não tem dinheiro. Por exemplo, a sua mãe paga pela luz que está acesa, ela paga pela água que você bebe ou que te banha, ela paga por esse sofá, pela televisão e pelos desenhos que você assiste, pelo seu cereal, pela colher que você usa pra comer o cereal, pela sua escola".
"Wow!".
"Pois é garota, o mundo pode ser um lugar cruel".
"Mamãe ganha muito dinheiro então".
"Sua mãe é a chefa do hospital. Ela manda em todo mundo. Ela chuta bundas!".
Rachel riu alto.
"House...". Cuddy entrou e ouviu a última parte. "Cuidado com a linguagem".
"Mamãe... Você chuta bundas".
Cuddy olhou feio para ele.
"Desculpe...".
Ele fazia tudo errado. Como ela poderia querer ter uma vida com um sujeito assim? House pensou imediatamente.
"Bundas!". Rachel repetiu achando graça.
"Rachel essa palavra é feia, você não deve repetir".
"Por quê?".
"Porque uma menina educada não fala isso".
"House fala".
"Eu não sou educado Rachel". Ele falou se depreciando.
Os três jantaram, House havia comprado comida chinesa. E depois Rachel foi para a cama.
"Você quer que eu fique?". House perguntou, pois eles ainda não moravam juntos oficialmente, apesar de que ele passava mais tempo na casa de Cuddy do que na própria casa.
"Você quer ir embora?".
"Não, eu estou perguntando porque você pode querer descansar. Você trabalhou muito e talvez queira espaço, além disso... Eu não fui legal com Rachel antes...".
"Ou você quer espaço?".
"Não, por mim eu fico".
"Mesmo?".
"Sim".
Cuddy pensou que House queria ficar sozinho, longe de uma mulher cansada, longe de uma menina que estava em uma fase de acordar a noite com medo de um fantasma imaginário.
House pensou que Cuddy só queria ficar longe dele, um inútil que não servia nem para educar uma menina.
"Ok".
"Ok".
Cuddy foi tomar banho então House ficou esperando por ela na cama. Até os lençóis de Cuddy tinham outro nível. Algodão egípcio, parecia que você dormia entre as nuvens do céu. House só podia imaginar quanto ela havia gasto nessas roupas de cama, já que as dele, apesar de limpas, não chegavam aos pés da elegância que Cuddy proporcionava em sua casa. Então ele pensou em por que ela ficou na casa dele por longos meses dormindo naquela cama que não tinha os mesmos lençóis macios. Será que ela queria tanto estar com ele assim?
Cuddy saiu do banho e um perfume delicioso invadiu o quarto, até o xampu dela, os cremes, tudo dela tinha outro nível. A pele dela era tão macia e ele era um homem tão turrão e pouco ligado à vaidade. A lingerie que ela usava não custava menos do que cinquenta dólares, e ele era o bastardo que apreciava o lindo corpo de Cuddy envolto naquelas calcinhas e sutiãs elegantes e sensuais.
"Ei...". Ela disse enquanto olhava pra ele na cama. Ele estava com aqueles óculos sexy enquanto lia algo. Ter ele na sua cama era tudo o que ela podia querer para o resto da vida. Ele combinava com aquela casa, com aquele lugar. Ela podia sentir as suas parte femininas queimarem em antecipação. Depois de um dia de trabalho árduo ela poderia se jogar na cama e dormir profundamente, mas ela queria mais. Ela precisava de mais.
"Ei...". Ele disse tirando os óculos.
"Deixe-os!". Cuddy pediu.
"Você tem tesão nos meus óculos?".
"Eu tenho tesão em você de óculos".
Ele sorriu. Ela abriu a toalha e caminhou nua para a cama. Tudo o que House pensava até então foi completamente esquecido, ele só queria possuí-la.
Assim que possível ele a envolveu em seu abraço, beijos e caricias tomaram conta das próximas ações. O pensamento dos dois era unifocal, não havia mais nada, apenas eles. Em dado momento House precisou tirar os óculos, pois o perigo de quebrá-lo era eminente.
Cuddy era uma mulher autoritária e segura de si, mas na cama, em algumas ocasiões, ela gostava de sentir que o homem podia fazer o que quiser com ela, e essa era uma delas. Ela precisava que House cuidasse dela. Ela precisava disso. E House não teve nenhum problema em deitá-la de costas para a cama, beijar todo o seu corpo demorando-se nas partes femininas e, quando Cuddy estava quase atingindo o seu ápice, ele retirou a língua e a penetrou com o pênis ereto. Ambos gemeram apaixonadamente e chegaram ao clímax minutos depois. Eles não precisavam dizer nada, sexo entre eles era fácil, era extraordinário, sempre foi. Eles se entendiam como ninguém, eles previam os movimentos e necessidades um do outro, eles se bastavam.
Em pouco tempo Cuddy estava dormindo exausta nos braços dele. House sorriu, ele sabia que conseguia saciá-la, ele não tinha duvidas do poder do sexo entre eles, mas e quanto ao resto? O relacionamento deles resistiria por quanto tempo sendo guiado apenas por sexo, desejo e amor. Isso não era suficiente, era?
Em meio aos pensamentos ele adormeceu, até Rachel acordá-los às cinco da manhã.
"Mamãe!". A menina entrou no quarto.
Cuddy acordou assustada e correu para cobri-los com o edredom. Ambos estavam nus. House devia ter se esquecido de fechar a porta do quarto.
"Rachel...".
"Tem um monstro no meu quarto".
"Rachel, eu disse pra bater antes de entrar no quarto das pessoas". Cuddy falou sonolenta observando se as partes de House estavam devidamente cobertas.
"Mamãe, eu tenho medo!".
House reclamou. "O que é?".
"Rachel...". Cuddy disse em sinal de alerta.
"Filha, vá até a sala que mamãe te encontrará lá".
"Não! Tenho medo!".
Cuddy estava nua, então queria um tempo para vestir alguma coisa.
"Eu vou ver esse monstro". House ia levantando e Cuddy desesperada o puxou de volta para a cama.
"Não!".
"O quê?".
"Você está nu". Ela disse baixa.
"Wow!".
"Mamãe... Medo. Posso dormir com você?".
"Não!". Cuddy foi mais ríspida do que queria, mas eles estavam nus, o que ela podia dizer?
Rachel começou a chorar.
"Filha, mamãe vai até o seu quarto. Espere na sala que mamãe está indo".
"Não!".
House respirou fundo impaciente.
Então Cuddy pegou o lençol e se enrolou com cuidado embaixo do edredom. "Coloque suas roupas". Cuddy orientou quando saia do quarto enrolada no lençol.
"Você está pelada, mamãe?".
"Não".
House riu. Cuddy corou.
"Você está sim". A menina insistiu.
"Vamos ver esse monstro". Cuddy tentou mudar de assunto.
"Por que você está pelada?".
"Cadê o monstro Rachel?". Cuddy ainda tentava mudar de assunto.
House levantou-se, foi urinar e viu o anticoncepcional de Cuddy em cima do armário do banheiro. Ela tomava um comprimido todos os dias antes de dormir, geralmente acompanhado de um chá relaxante. 'E se... Não!'. Ele tentou tirar aquele pensamento de sua mente doente. Saiu do banheiro e vestiu a boxer, a calça e a camiseta.
Alguns minutos depois e o pensamento não saiu de sua mente insana. House voltou para o banheiro e pegou a cartela de anticoncepcionais na mão. E se ele se tornasse um cara constante na vida dela? E se ele desse pra ela o que ninguém mais foi capaz de dar? Ele seria útil o bastante para mantê-la por perto? É... Ele faria isso, era a oportunidade.
Cuddy não voltou mais para a cama. Ela resolveu fazer sua sessão de Ioga e House, apesar de ficar na cama, não conseguia mais tirar o pensamento da cabeça.
Assim que chegou ao hospital House foi direto para onde interessava. Ele pegou pílulas de farinha (placebos). Ele teve o cuidado de pegar as que mais se assemelhavam ao anticoncepcional de Cuddy. Ela usava um anticoncepcional moderno e novo no mercado, o problema é que as pílulas tinham cores e dosagens diferentes a medida que o mês avançava. Isso foi um problema inicial, mas não para a mente de um gênio. House conseguiu tingir as pílulas com corante.
Durante o dia ele trocou as cartelas.
Cuddy deixava a bolsa em seu armário. House sabia. Ele entrou no escritório dela quando ela estava em uma reunião e fez a substituição.
"Pronto, agora é só esperar a natureza fazer o seu papel".
Continua...
