Capítulo 23
Era seu aniversário e ele estava trabalhando tanto, era nove horas da noite quando ele recebeu uma mensagem.
Seu bolo e seus filhos te esperam! Minha calcinha nova de renda também.
Ele sorriu. Ele só queria estar ao lado da esposa, mas um paciente morrendo o impedia. Depois de tantos anos juntos ele ainda sentia o mesmo por ela, senão mais. Cuddy cheirava bem, iluminava qualquer ambiente com o seu sorriso, era inteligente, ótima mãe e muito gostosa, ele não podia reclamar de nada.
House não havia mais sofrido recaídas, ele teve desejo de recorrer ao Vicodin inúmeras vezes, mas aprendeu quais caminhos de fuga seguir: Falar com o seu terapeuta, falar com Cuddy, ficar com seus filhos... Ele sentia-se mais forte agora, mais confiante, mas sempre seria um viciado em recuperação, ele e Cuddy tinham muita consciência disso.
Blythe casou-se no último mês, sem cerimônias, apenas documentação assinada. House e Alex não tiveram muito contato, ele e Blythe nunca falaram sobre o assunto e House preferia assim. Cuddy e seu terapeuta sugeriram que House tivesse uma conversa sincera com a mãe, mas ele não estava pronto, se é que um dia ele estaria. House só queria focar em sua família: Cuddy e as crianças. Eles eram tudo pra House.
Então ele respondeu Cuddy.
Paciente morrendo aqui. Eu vou tentar estabilizá-lo e ir pra casa, também quero comer o bolo e você!
Cuddy riu quando leu a mensagem. Ele nunca mudava, e ela amava isso. Cuddy nunca podia ter imaginado que se casaria com House e que seria tão feliz. Claro que haviam problemas, mas não chegavam perto de comprometer o que ela sentia por ele e vice versa. O amor era forte e real, Cuddy pensou que nunca teria vivido isso com mais ninguém, não depois de conhecê-lo em Michigan.
"Cadê o papai?".
"Virá logo Eli. Vamos deixar a vela pronta e cantamos parabéns pra ele de surpresa assim que ele entrar por essa porta".
As crianças riram animadas. Os três amavam seu pai e adoravam uma boa diversão. Eles haviam feito uma faixa para ele:
Parabéns velhinho! Te amamos!
Foi ideia de Elijah.
Os comes e bebes estavam prontos e House não chegava.
"Eu odeio pacientes!".
"Não fala assim Elijah, é o trabalho de papai". Cuddy disse.
"Mas papai sempre fica trabalhando até tarde".
"Não sempre, só quando algum paciente precisa dele". Bruce explicou.
"Você é puxa-saco!". Elijah atacou o irmão.
"Vocês dois parem, por favor. Papai está lá trabalhando sem descanso, temos que tratá-lo bem quando ele voltar". Rachel disse.
"Outra puxa-saco!".
"Elijah!". Cuddy chamou a atenção do filho.
"Tudo eu nessa casa, eu sempre estou errado. Em tudo!".
De repente ouviram um carro estacionando.
"Shhh... Seu pai chegou". Cuddy falou e apagou a luz.
House abriu a porta.
"PARABÉNS PAPAI!".
Todos gritaram e ele abriu um sorriso.
Cantaram 'Parabéns a você' e House soprou a vela que tinha uma interrogação no lugar da idade.
Depois eles comeram bolo e House fez uma guerra de bolo com o que sobrou. As crianças se divertiam demais, Cuddy não podia dizer quem se divertia mais, pai ou filhos.
"Pare!". Cuddy estava desesperada com a sujeira na cozinha e nos cabelos e roupas de todos, mas sobrou até pra ela.
Na manhã seguinte, o casal estava na cama naquele domingo preguiçoso. As crianças dormiam. Elijah era muito dorminhoco, Bruce já era uma criança matutina, mas naquela manhã ele estava desmaiado de sono graças as aventuras na piscina no dia anterior. Era verão e as crianças passavam o dia se divertindo. Rachel também dormia razoavelmente, mas naquela hora ela já estava acordada conversando com as amigas pelas redes sociais.
"É tão bom estar aqui, não?".
"Aqui comigo? Aqui sob o edredom caríssimo que você comprou? Especifique!".
Ela riu. "As duas coisas".
"Eu concordo". House falou.
"O seu paciente?".
"Ele está estável. O time está fazendo exames, mas eu desconfio que seja sarcoidose".
"Sério?".
"Sim. Vamos só confirmar".
"Você precisa descansar, trabalhou demais...".
"Trabalhei no hospital e continuei trabalhando quando cheguei em casa...". Ele disse malicioso lembrando-se do sexo que tiveram.
"E vai trabalhar mais pra limpar toda a sujeira de bolo que você fez na cozinha noite passada". Cuddy disse divertida.
"Mas era o meu aniversário".
"Sem desculpas".
"Eu estava pensando... Chase está pronto para assumir o departamento, já faz algum tempo... Eu pensei em ser um consultor e ficar mais em casa, menos no hospital".
"Sério?". Ela olhou surpresa.
"Sim. O que você acha?".
"Eu apoio totalmente".
Ele sorriu. "Sabe como é... Eu já estou velho par essa coisa de trabalhar das oito às cinco".
Ela riu alto. "Me diga quando você entrou as oito horas?".
"Então eu te lembrarei das inúmeras vezes em que virei a noite e finais de semana trabalhando".
Cuddy não podia argumentar.
"E Foreman?".
"Ele não tem humildade para ser o chefe do departamento".
Cuddy arregalou os olhos. "Você não é muito humilde".
"Eu não sou Foreman".
Ela também não podia argumentar. "Chase não é tão humilde...".
"Chase é mais intuitivo, é o mais preparado. Sem contar que ele tem o melhor cabelo".
Cuddy balançou a cabeça.
De repente Cuddy olhou pra ele. "Eu estava pensando...". Cuddy começou. "Existe alguma coisa que você nunca me disse e que gostaria de dizer agora?".
House corou. "Não! Por que você pergunta isso?".
"Não sei... Estamos juntos há tantos anos, temos uma família linda, um relacionamento maduro. Acho que podemos tirar de baixo dos tapetes quaisquer fantasmas".
House não entendia porque ela estava falando isso, sem motivo? Ela sabia de algo que ele havia feito? A paz que aquela manhã proporcionava até então, era passado para ele. House estava em agonia agora.
"Tem algo que você escondeu de mim?". House jogou o assunto de volta para ela.
"Coisas pequenas, nada demais".
"O quê?".
"Minha irmã queria me apresentar um cara judeu quando estávamos namorando. Ela me atormentou com isso até completarmos um ano de relacionamento".
"Uh...".
"Mas ela não sabia que você podia ser o marido e o pai que é hoje". Cuddy tentou justificar.
"Você me traiu em algum momento?".
"Não House, nunca!".
"Ok. O que mais?".
"Lucas me procurou uma vez mais depois daquilo...".
"O quê?".
"Eu não falei nada porque chamei o segurança do hospital e isso o assustou. Depois ele se afastou definitivamente".
"Quando foi isso?".
"Quando eu estava gestante. Eu devia estar com uns sete meses gestacionais".
"Por que você não me disse?".
"Eu não queria preocupá-lo. Não foi nada demais, ele sumiu depois. Eu acho que a história da gravidez o perturbou e, mais do que tudo, ele queria ver com os próprios olhos".
"E ele viu, porque você estava enorme".
Ela riu. "Eu estava, não é?".
"Sim".
"Na época você disse que eu estava linda".
"E estava linda. Linda e enorme. Os seios então...".
Ela deu um cutucão nele e riu.
"O que mais?". House perguntou.
"Dr. Lenns pode ter dado em cima de mim e por isso eu o demiti".
"O quê? E você não me disse nada disso?".
"Pra quê? Tudo foi resolvido. Nada aconteceu. No mais, estou dizendo agora. Tudo!".
House ficou calado olhando para ela e Cuddy continuou.
"Eu tenho ciúmes da enfermeira Leda com você, eu a mudei de departamento pra que ela ficasse bem longe da sua sala. Eu menti quando disse que aquela camisa florida ficava bem em você, ela é brega. Eu estava com dor na semana passada... Quando você queria o segundo round... Eu simplesmente... Não tenho a mesma lubrificação de antes e acho que precisaremos começar a usar algum creme lubrificante em alguns momentos, não é nada com relação a você, a nós... É a menopausa. Eu me sinto velha as vezes e não sei se você me deseja como antes...". Ela ficou triste.
"Ei, Cuddy...". House a abraçou e a puxou contra o peito dele. "Eu te desejo muito, e não é como se eu estivesse ficando mais jovem também. As vezes eu tenho receio de não ser o bastante pra você já que eu não consigo ter duas ereções com tanta rapidez...".
"Oh House, você é perfeito pra mim. Você era e você é agora. Estamos envelhecendo juntos, nosso corpo tem mudado, isso é maravilhoso quando você passa por esse período junto de quem você ama".
"Não romantize a decadência do corpo humano".
Ela riu. "Eu te amo!".
"Eu também".
Eles se beijaram e se abraçaram.
"Tem algo mais que você não me disse ao longo desses anos? Algo pessoal?".
House sentiu o peito apertar.
"Diga House, eu prometo entender. Nós mudamos juntos...".
"Ok. Eu... Posso ter... Trocado as pílulas".
"O quê?". Ela perguntou confusa, mas ainda assim bem humorada.
"As suas pílulas anticoncepcionais. Eu posso tê-las trocado um dia... Antes de você engravidar".
Ela riu alto. "Ok House".
"Eu estou falando sério".
"Você não precisa inventar mentiras para fazer graça, essa é uma conversa franca".
"Eu não devia ter mencionado nada, nunca...". Ele disse com a voz baixa.
De repente Cuddy franziu a testa, ele estava falando a verdade, ela podia dizer depois de anos de convivência.
"Você está falando sério? Como você trocou as pílulas?".
"Eu... Estava inseguro, pois você era muito boa demais pra mim e eu não tinha nada que nos garantisse uma ligação, que me tornasse importante pra você. Então eu pensei...".
"Não!".
"Eu me arrependi depois, mas eu sinceramente não pensei que você fosse engravidar tão rápido".
"Como você?". Ela estava chocada.
"Eu coloquei placebos".
"Você roubou da minha bolsa?".
"Tecnicamente eu troquei da sua bolsa. Mas foi uma única cartela de pílulas".
"Eu não posso acreditar nisso". Ela arregalou os olhos.
"Ainda bem que eu fiz essa insanidade, caso contrário não teríamos os dois pestinhas entre nós".
"House, você tem noção do que você fez? Você mentiu pra mim, manipulou a minha vida, a nossa vida. Você decidiu por mim. Eu podia ter abortado, eu podia ter morrido!".
"Cuddy...".
"Você nunca diria isso pra mim, não é?".
"Eu não devia ter dito nem agora...".
"SÉRIO?". Ela gritou.
"Cuddy, as crianças...".
"Que você manipulou para que tivéssemos?".
"São seus filhos, nossos filhos...".
Ela riu alto, ela estava muito irritada. De repente ela se levantou e começou a descer as escadas.
"Cuddy, onde você está indo?". Ele tentou ir atrás, mas pela manhã a perna dele ficava rígida.
"Eu vou embora!".
"O quê?".
"Essa vida era boa demais pra ser verdade". Cuddy disse enquanto pegava a chave do carro.
"Essa vida continua sendo boa, porque é real". Ele disse chegando aos últimos degraus da escada.
"Essa vida é uma mentira!". Cuddy ia saindo.
"Você está de pijama, Cuddy... Espere!".
Ela não respondeu.
"Você também mentiu e omitiu fatos de mim...". House tentou argumentar.
"Como se fosse a mesma coisa...".
"Cuddy, podemos conversar...".
"Cale-se! Eu não quero mais ouvir a sua voz ou vê-lo!".
"Espere!".
Mas ela entrou no carro e saiu.
House ficou atordoado, ele sabia que nunca deveria ter dito nada pra ela, ele havia se comprometido com essa ideia, mas por que ele foi se abrir assim? Que merda ele havia feito?
"Papai, o que aconteceu?". Rachel apareceu assustada.
"Sua mãe precisou sair, filha. Mas vai ficar tudo bem!".
Ele parecia apavorado e Rachel assustou.
"O que aconteceu? Por que você está chorando?".
"Eu não estou chorando...".
"Seus olhos estão molhados".
"É a claridade".
Rachel estranhou. "Eu vou ligar para o celular dela".
Ela discou, mas o telefone começou a tocar no quarto. "Mamãe deixou o celular em casa".
"Ela saiu apressadamente".
"Vocês brigaram?".
"Tecnicamente não".
"Papai?".
"Rachel, vamos tomar o café e tentar não assustar os seus irmãos, ok?".
A garota estava preocupada, muito preocupada.
Quando os meninos acordaram, House tratou de fazer panqueca para todos. Os meninos perguntaram sobre a mãe e House disse que ela havia saído, estava tudo bem pra eles. Mas Rachel, que era maior, estava muito incomodada.
Cuddy saiu e começou a dirigir sem destino. Ela sentia-se enganada, sentia-se vitima de um golpe. Para ela aquela vida era uma fraude, a felicidade era uma mentira?
Ela rodada e rodava com o carro, até que ela parou na casa de Julia. Cuddy respirou fundo, saiu do carro e bateu à porta.
"Lisa... O que aconteceu?".
Ela estranhou, pois a irmã estava de pijama.
"Eu posso entrar?".
"Claro que sim".
Lisa entrou e aproveitou que estavam sozinhas, John jogava tênis aos domingos pela manhã e os filhos de Julia estavam em um acampamento de verão.
"O que houve? Como estão as crianças?".
Cuddy começou a chorar sem parar. Julia ficou muito assustada.
"Eles estão bem, na nossa família fraudulenta". Cuddy falou.
"O quê?".
Depois de alguns minutos, quando o pranto diminuiu, Cuddy contou toda a história.
"Wow!".
"Pois é...".
"Ele teve coragem de fazer isso?".
"Aparentemente sim. Sabe-se lá o que mais ele fez. Eu sinto-me um fantoche".
"Tenho que dizer que ele fez bem feito as duas coisas. Você não percebeu as pílulas falsas e ele deu um jeito de engravidá-la com apenas uma cartela de pílulas trocada".
Cuddy arregalou os olhos. "Você está admirando o feito dele?".
"Não, só estou pontuando coisas impressionantes".
"Eu não quero vê-lo. Nunca mais!".
"Lisa eu entendo a sua raiva, mas ele é o seu marido e as crianças são a sua família".
"Uma vida falsa?".
"Os métodos certamente não foram corretos, mas o que você tem é real, House é um ótimo pai e marido, por mais peculiar que seja eu te dizendo isso. Ele me surpreendeu".
"Será mesmo?".
"Você sabe que eu não gostava dele no começo, primeiro por todas as descrições que você fez ao longo dos anos, depois porque eu não pensei que ele levaria a sério a vida familiar, você... Mas ele me surpreendeu".
"Então por isso eu tenho que esquecer essa absurdo? Essa insanidade? Essa coisa hedionda que ele fez?".
"Isso gerou Eli e Bruce, acho que você pode atenuar um pouco a pena dele".
Cuddy riu nervosa. "Eu não quero saber dele...".
"Fique aqui por uns dias, pegue folga do hospital".
"As crianças vão ficar preocupadas".
"Diga que você vai viajar a trabalho. Tenha um tempo para você".
Cuddy respirou fundo. Não era uma má ideia.
"Eu quero mamãe!". Bruce começou a reclamar perto da hora do almoço.
"Mamãe virá pra casa logo. Vamos pedir alguma comida?".
"Eu quero pizza!". Elijah gritou.
"Você não sente saudades de mamãe, não?". Rachel perguntou para o garotinho. "Você só pensa em comer?".
"Você é boba". Elijah respondeu. "Quero pizza!". Ele insistiu.
"Esse menino é um ogro". Rachel falou. "Onde está mamãe?".
"Não sei. Mas ela voltará eventualmente". House disse.
O problema é que a noite chegou e Cuddy não havia voltado. House ligou para Julia.
"Eu sei que ela está aí".
"Ela está, mas não quer falar".
"Nem com os filhos dela? Eles estão preocupados. Eles sentem a falta dela. Até Elijah que é mais desapegado de tudo começou a perguntar".
Julia respirou fundo. "Espere um minuto".
"Lisa...".
"Eu não vou falar...".
"Seus filhos estão mal...".
O coração de Cuddy apertou. "Coloque-me na linha com Rachel".
"House, coloque Rachel na linha".
Ele deu o telefone pra filha.
"Oi filha".
"Mamãe, onde você está? O que está acontecendo?".
"Escute, mamãe vai ficar um pouco distante por uns dias, só uns poucos dias".
"Mamãe!".
"Obedeça House, ok?".
"Mãe o que aconteceu? Você vai se divorciar?".
Cuddy arregalou os olhos e House também. "Não, eu preciso ajudar tia Julia em uma coisa".
"Tia Julia está morrendo?".
"Não Rachel, está tudo bem, são só uns dias. Prometa que você obedecerá House".
"Por que você não o chama de 'papai?'".
"Ok, você obedecerá ao seu pai? Prometa!".
"Sim".
"Ótimo. Deixe-me falar com os gêmeos".
"Mamãe o que é divorciar?". Bruce perguntou.
"Não é nada com o que você precise se preocupar filho. Obedeça ao papai que eu voltarei logo".
O menino chorou. Ele era muito sensível. "Tia Julia está morrendo?".
"Não Bruce, ninguém está morrendo".
"Mas Rachel disse...".
"Ela entendeu errado. Tia Julia está bem".
"E você?".
"Eu também. Todo mundo está saudável".
Depois foi a vez de Elijah. "Mamãe eu comi pizza".
"Ah ótimo Eli. Seja bonzinho enquanto mamãe não está aí".
"Posso dormir na sua cama?".
Ela riu. "Sim. Se papai deixar".
"Eba!".
Quando House pegou no telefone era Julia do outro lado da linha.
"Cuddy?".
"Não, é Julia".
"Deixe-me falar com ela".
"Lisa precisa de um tempo, a deixe refletir, o que você fez não foi tão simples".
"Faz anos, depois disso nós construímos uma família feliz".
"Eu sei e ela sabe também, mas dê um tempo, não tente se aproximar, respeite o espaço dela".
E desligou.
"Papai, você fez alguma merda bem grande, não é?". Rachel perguntou e ele arregalou os olhos surpreso com as palavras da filha. "Você traiu a mamãe?".
"Não com outra mulher...".
"Você mentiu? Mentira não é nada bom".
"Eu sei". Ele respondeu triste.
"Mentira deixa o coração peludo".
House não pode deixar de sorrir com aquelas palavras, mas ele sentia o coração, os órgãos, o sangue, o ar que respirava, tudo estava muito, muito denso. Será que Cuddy chegaria a conclusão de que o que ele fez foi grave demais para prosseguirem juntos? Só havia uma alternativa: esperar. E ele não era bom nisso. House nunca foi uma pessoa paciente.
Continua...
